Coração Dividido
6 Capitulo 6
Após algumas horas de tudo que aconteceu sucessivamente no palácio, Theraradel esperava impaciente alguma noticia de seus generais que “interrogavam” o prisioneiro. Num sussurro do vento, os sete apareceram num turbilhão e ele se dirigiu para Melan primeiro.
– E então Melan? Vocês conseguiram tirar alguma coisa daquele infeliz? – perguntou o rei com um aperto no coração ao notar como os sete se olhavam, decidindo quem iria dar a noticia.
– Meu rei, não são boas noticias. Os ataques de ontem, foram obra do conselho dos Ghouls. – disse Melan cuspindo de raiva à menção de tamanha blasfêmia.
– Por Frey. Não. Isso significa que chegou ao fim não é? Esse período de paz? – perguntou Theraradel pesaroso recebendo a confirmação de Melan.
– Não sabemos o porquê, mas os sete Ghouls estão procurando por todos os continentes por jovens e os capturando. E muito em breve talvez venha de novo. Acho que é o momento de revelar a verdade Theraradel. – disse Melan com um ar sério.
– Eu lutei tanto para impedir de chegar este dia. Mas o destino não se pode controlar pode? Terei que revelar a eles. – disse Theraradel segurando o rosto com as mãos diante daquilo que ele sempre temeu que fosse acontecer, e agora estava sendo realizado.
– MEU REI! VOSSA MAJESTADE! – gritou o soldado Wen entrando na sala onde percebeu que o rei estava com os sete arcos dourados.
– Peço que me perdoe por entrar assim, vossa majestade. Mas tem um exército de criaturas tenebrosas marchando para Álfheim senhor. São muitos, e estão a menos de uma hora daqui. – relatou Wen.
– É sempre desgraça atrás de desgraça. Muito bem Wen. Informe ao mestre de guerra que organize o exército real e o de prata dentro da floresta para interceptar as hordas de monstros. Nós iremos para lá em seguida. Agora vá. – ordenou o rei para o arco prateado que assentiu e correu para avisar.
– É meus amigos. Parece que finalmente nossa era de paz acabou. Espero que ainda saibamos usar uma espada e arco em batalha. Vamos. Liam você sabe o que fazer. – disse Theraradel para seu general que assentiu. Recitando um feitiço, o rei fez surgir um pergaminho enrolado com o selo real dos elfos e o deu a Liam que o pegou e sumiu.
Radathra estava em seu quarto com Liadrel no colo onde penteava seus belos cabelos loiros como seu irmão mais velho, quando ouviu uma batida na porta.
– Entre. – disse Radathra quando a porta foi aberta e um de seus mestres entrou com um ar serio.
– Mestre, o que houve? – perguntou Radathra com um calafrio subindo a espinha.
– Precisamos partir Rada. Um exército de monstros está vindo para cá, e seu pai ordenou-se a leva-los a um local seguro e buscar ajuda. – disse Liam olhando para sua discípula que começou a reclamar como ele sabia que ela faria.
– Mas não posso ir. Como poderia deixar minha casa sozinha quando vai ser atacada e fugir? – disse Radathra com medo e furiosa com a ideia de abandonar seu pai num hora dessas.
– Escute-me. Os objetivos dessas criaturas é apenas uma distração. O que eles querem de verdade são vocês dois. Levarei os dois para a pessoa que irá revelar a verdade por trás dos nascimentos de vocês que são a chave para descobrir o motivo disso. Mas vamos não podemos perder mais tempo. – disse Liam com uma expressão severa que convenceu a sua teimosa aprendiz, e fez com que os dois corressem para seus quartos e arrumassem suas coisas de viagem.
Quando surgiram novamente, já estavam prontos. Com uma mochila feita de couro em suas costas junto dos arcos, aljavas e espadas, os dois príncipes se uniram a ele esperando saber para onde iriam.
– Vamos para o domínio das fadas, falar com a rainha Titânia. Ela explicará melhor a vocês dois. Segurem-se em mim, e não soltem. – disse Liam.
Quando Radathra e Liadrel seguraram na cintura do mestre, ele fechou os olhos recitou um encanto e no meio de um ciclone de vento, os três foram levados pelo ar até o domínio de Titânia.
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