Controlando seus medos
5 Capítulo 5 - Revelações
Notas iniciais
Capítulo 5
Já na metade do caminho para King's Lynn a estrada estava complementamente vazia. Escutamos um barulho imenso, e uma explosão muito grande aconteceu lá atrás, olhamos para trás e vimos que Cambridge possivelmente não existia mais.
–Oque foi isso? — Perguntou minha mãe.
– Não foi nada. — Disse meu pai tentando mudar de assunto.
–Então Beth, você costumava trabalhar em Cambridge? — Perguntou meu pai.
–Sim, eu trabalhava como veterinária em um Petshop da cidade. — Respondeu Beth
–Como está indo aí Matt? — Perguntou meu pai.
–Aah, estou bem, só estou com um pouco de dor, só isso.
O sol já estava se pondo, então tínhamos que achar um lugar para passar a noite. Estávamos passando de um posto de gasolina, então decidimos parar e descansar ali.
–Fiquem todos dentro do carro, não iremos sair! Amanhã partiremos cedo para King's Lynn. — Disse meu pai.
Então, passamos a noite ali mesmo dentro do carro. Na manhã seguinte, todos levantamos.
–Temos que ver se há gasolina neste posto! — Disse meu pai.
–OK, vou checar as bombas. -Disse Bill.
Desceram do carro e foram procurar mantimentos. Fiquei no carro com Beth e minha mãe. Apesar de eu estar bem melhor, Beth ainda estava preocupada e cuidando de mim.
–Beth? — Chamei.
–Sim Matt? — Respondeu ela.
–Obrigado! — Respondi.
–Não Matt, Obrigada vocês, se não fossem por vocês eu nem aqui estaria! — Disse Beth me olhando com os olhos pretos dela cheios de lágrima.
Meu pai e Bill finalmente retornam depois de alguns inacabáveis minutos.
–Achou oque precisavam? — Perguntou minha mãe.
–Tem um tanque ali que tem um pouco de gasolina, da para chegar até King's Lynn com ela. — Disse meu pai.
Bill apenas balançou a cabeça negativamente. Então meu pai pegou o carro e estacionou perto da bomba. Desceu e começou a encher o tanque de gasolina. Após alguns minutos, meu pai entra no carro rapidamente.
–Oque foi pai? — Perguntei.
–Shhhh! Quietos! Tem alguém vindo. Se abaixem! — Disse meu pai com uma voz baixa, quase sussurrando.
Olhei para trás e vi que um carro do exército estava parando no posto também. Não chegaram a entrar dentro do posto, apenas pararam, 2 soldados desceram do carro e abriram o capô.
–Sabe oque está fazendo? — Um soldado perguntou para o outro.
–É claro que eu sei, seu palhaço! — O outro retrucou.
Então desceu mais um soldado do carro.
–Vamos logo seus bestas! Temos trabalho a fazer! — Gritou o terceiro soldado.
Então, depois de alguns minutos, fecharam o capô e todos entraram no carro e foram embora.
–Ufa, pensei que iam nos ver!-Disse Bill.
–Onde eles estavam indo? — Perguntei.
–Acho que estão indo para o mesmo lugar que nós! Eles querem tomar a Inglaterra! — Disse meu pai ligando o carro e dando ré. Esperamos um pouco para que o carro que estava na nossa frente se afastar para não ter nenhum problema no caminho. Então seguimos viagem.
Chegamos em King's Lynn. Vimos que a cidade não estava destruída, mas não podíamos marcar bobeira ali, porque não sabiamos se haviam tropas na cidade.
–Temos que ir para casa de Dennis! — Disse meu pai.
Então seguimos para casa de Dennis. Chegando na casa de Dennis, estacionamos o carro e descemos, tocamos a campainha e Dennis nos recebeu. Meu pai de imediato já abraçou Dennis com força.
–Que saudade de você, seu palhaço! — Disse meu pai em um tom cômico.
–Eu também estava com saudades! — Disse Dennis.
–Como vocês estão? — Perguntou Dennis.
–Estamos bem — Respondi
–Quem é essa garota e esse garoto? — Perguntou Dennis.
–Esse é Bill e essa é a Beth. — Respondi.
–Vamos entrar! — Falou Dennis se afastando da porta dando espaço para nós
entrarmos.
Entramos na casa e sentamos no sofá da sala, rapidamente Dennis foi a cozinha pegar xícaras e café.
–Peguem uma. — Disse Dennis oferecendo café a nós.
Então Matt, oque aconteceu com você? — Perguntou Dennis
–Ah, não foi nada, apenas um machucado bobo! — Eu disse dando um leve sorriso no rosto.
–Precisamos dar uma olhada nesse ferimento! — Disse Dennis procurando algo em uma prateleira que havia ali.
–Dennis, precisamos conversar! — Afirmou meu pai. — Aah, OK, esperem um minuto. — Disse Dennis fechando a prateleira e indo para a cozinha junto a meu pai.
–Oque acham que foram conversar? — Perguntei.
–Isso não é de nossa conta! — Disse minha mãe.
Após alguns minutos, eles retornam. Dennis abre a Prateleira pega uma sacola.
–Venham! — Disse ele
Todos então levantamos e fomos atrás de Dennis. Ele estava indo para o porão da casa, desceu as escadas, acendeu a luz, foi em direção a uma parede que havia ali e apertou um tijolo esquisito que havia na parede, uma porta se abriu.
–Vamos entrar. — Disse Dennis.
Todos entramos, lugar, então a porta se fechou e várias luzes ligaram, e iluminou o lugar escuro. Parecia uma sala secreta, tinha um computador enorme lá, junto com várias coisas que pareciam ser tecnologia moderna.
Haviam algumas cadeiras lá, sentamos.
–Temos algo a lhe falar Matt. — Disse meu pai.
–O... Oque? — Perguntei.
–Você tem certeza Ethan? — Disse minha mãe.
–Já está na hora dele saber, afinal, não sei quanto tempo me resta, não posso protegê-lo para sempre. — Disse meu pai um pouco nervoso com a situação.
–O... Oque vocês querem me contar? — Eu disse ansiosamente.
Todos começaram a me olhar.
–Bom Matt, oque eu tenho pra lhe falar é que.... Eu sou um agente da CIA e sua mãe foi agente da CIA por alguns bons anos, e estamos em uma missão... A missão é manter você vivo! No seu cérebro existem informações classificadas como segredo nacional, que foram implantados no seu cérebro quando você nasceu, sua mãe, Linda Jones, e seu pai, Marcus Jones, eram agentes especiais da CIA, eles sacrificaram a vida por você.
–O... O... O.. Oque? — Eu disse totalmente confuso.
–Desculpe não ter te contado antes, mas essa é uma informação altamente sigilosa. — Disse minha mãe
–E não poderíamos te contar e te colocar em risco. — Disse. Meu pai.
–Mas porque escondiam isso de mim? — Perguntei.
–Não podemos deixar que essa informação caia nas mãos erradas. — Disse meu pai
–A França declarou guerra contra a Inglaterra por causa desta informação. — Disse Dennis.
–Você também sabia?!? — Perguntei surpreso.
–Sim, todos nós sabemos, exceto Bill e Beth, que agora também sabem. — Disse meu pai.
–Mas que tipo de informações? — Perguntei.
–São informações sobre o mundo. A resposta para todas as perguntas estão em seu cérebro. — Disse meu pai.
–Mas porque colocaram isso em mim? Porque justo eu? — Perguntei.
–Porque você é o único que conseguiria processar essas informações... Outros teriam morrido. — Disse minha mãe.
–Os padres... — Eu disse
–Os padres eram todos agentes da CIA, estavam todos na mesma missão.... Proteger você! — Disse meu pai.
Então, Dennis se levantou e foi em direção ao computador gigante, apertou um botão, estava ligando para alguém... Então alguém atendeu.
–Sim? — Disse a voz.
–Senhor, estamos com o prêmio. — Disse Dennis.
–Pre... Prêmio? — Perguntei.
–Podemos preparar a extração do prêmio! — Disse Dennis.
–Ex... Extração?
–Sim! Temos que te levar a um lugar seguro! — Disse meu pai.
–Tire o prêmio daí,franceses irão invadir está cidade também. — Disse a voz.
–Certo entendido senhor! — Disse Dennis.
–Temos que levar Matt para fora da Inglaterra! Daqui a pouco, todos franceses irão saber que Matt tem as informações. — Disse Dennis.
–Mas como? — Perguntei.
–Existe um espião na CIA, ele sabe que todas as informações estão no seu cérebro. — Disse meu pai.
–Então vamos, já perdemos tempo demais! — Disse Dennis indo direto a um armário grande que havia ali, abriu, e tinha várias armas lá dentro. Recuperamos nossa munição subimos as escadas, Dennis pegou um telefone celular, e digitou alguma coisa em um painel.
–Auto destruição iniciada. — Disse uma voz.
–Vamos rápido! Peguem tudo oque precisar! — Disse Dennis.
Pegamos vários mantimentos para nossa sobrevivência, e seguimos para o carro, entramos dentro do carro, e fomos embora... Não sabia aonde iríamos... Mas eu estava completamente confuso com o que estava acontecendo.
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