Controlando seus medos

6 Capítulo 6 - A morte que nos cerca


Notas iniciais
Boa leitura!!!

Já em alguma estrada, ainda não sabendo oque estava acontecendo ali, ainda um pouco confuso sobre aquilo que acabei de descobrir.

–Aonde estamos indo? — Perguntei.
– A Boston. — Disse Dennis. — Lá tem um helicóptero te esperando para a extração, temos que devolver essas informações ao governo Britânico antes que a França ponha suas mãos imundas.
–E, Boston é muito longe? — Perguntei.
–69km de King's Lynn — Disse meu pai.

A estrada estava totalmente deserta, não havia um carro passando por ali. Depois de algum tempo de viajem, mais ou menos na metade do caminho, consegui observar atrás da gente que vinha um carro grande preto, mas não muito, parecia um veículo de guerra,ele estava logo atrás de nós, cada vez aumentando mais a velocidade.

–Ehh, pai? Tem um carro atrás da gente. — Falei.

Então meu pai começou a acelerar o carro, o nosso carro não era um modelo de ponta, então provavelmente não passaria dos 80km/H. Enquanto tentávamos fugir do carro, um homem que estava com uma roupa preta , aparece na janela com um fuzil e começa a atirar no nosso carro, então Bill e eu saímos pela janela e começamos a revidar os tiros. Estava tudo sob controle, até que uma hora, o soldado conseguiu acertar um dos pneus do carro, o carro deu uma diminuída. Todos estavam aterrorizados, até que furaram o outro pneu traseiro, e não tinha como continuarmos, então tivemos que parar.

–Não entrem em pânico, vai ficar tudo bem. — Disse meu pai.

Então, 4 homens desceram do carro todos armados, ficaram atrás da porta do carro deles e um deles falou com um sotaques russo.

–Se rendam, ou morram!

Então, meu pai primeiramente abriu a porta do carro devagar, jogou a arma longe, e ficou de joelhos com a mão na cabeça.

–Pai oque....
–Shh, faça apenas oque eu fizer. — Disse ele me interrompendo

Então, todos descemos do carro e nos rendemos. Os soldados começaram a se aproximar então um deles começou a nos algemar.

–Hahaha, qual desses deveríamos dar de comida para o cachorro? — Falou um homem num tom sarcástico.

Nos levantaram e levaram a gente para dentro da traseira do carro. Não tinha como a gente resistir ali, estavam todos fortemente armados. Então um homem pegou um rádio que estava equipado no carro.
–Achamos alguna britânicos senhor! — Disse o homem para o rádio.

–Ah é? Ótimo! TRAGA OS PRA MIM! — Disse a voz no rádio.

Então um homem pegou uma venda e tapou os olhos de todos nós. Não pude ver pra onde estávamos indo.

–Aonde estamos indo? — Perguntou meu pai a um dos homens.
–Não te interessa! — Retrucou.

Então, após algum tempo viajando, o carro parou. Pude escutar o barulho da porta, e os homens saindo do carro, e um deles foi até a traseira e mandou a gente sair, saímos, e eles começaram a nos empurrar para algum lugar.

–Ande seu verme! — Disse algum homem.

Continuaram a obrigar a gente a andar, escutei um som de uma porta de ferro.... Parecia enferrujada, abriram a porta e continuamos a andar.... O caminho parecia todo reto pois não parávamos de andar. Depois de algum tempinho andando paramos e escutamos uma outra porta se abrindo.

–Andem! Entrem! — Disse um guarda.

Entramos a força pela porta, e escuto a porta se fechando. Dentro de um lugar onde não sabia onde estávamos, escutamos alguns guardas conversando em russo. Após alguns minutos em pé, parados, um guarda começa a tirar a venda de nossos olhos. Vemos uma sala redonda, toda preta, com apenas uma porta de ferro e uma janela retangular muito pequena na parede,havia algumas cadeiras ali, obrigaram nos a sentar,e amarraram nossos punhos atrás da cadeira, impossibilitando a nossa fuga. Havia 3 homens dentro da sala conversando, um parou e saiu da sala, os outros dois continuaram a conversar. Após alguns minutos o homem retorna com outro homem, só que esse é diferente dos demais, ele usa uma farda preta com uma boina vermelha, ele possuía uma cicatriz em seu olho esquerdo. Aproximou-se da gente.

–Quem são vocês? — Perguntou ele chegando o rosto perto de minha mãe.
–Não é de sua conta! — Respondeu meu pai.

Então, o homem rapidamente foi a direção do meu pai, e deu um soco em seu rosto.

–Cuidado com as palavras. — Disse ele limpando a mão suja de sangue em um pano.

Haviam 2 guardas impedindo a passagem pela porta, não havia uma saída dali.

–Vou perguntar novamente. Quem são vocês? — Gritou ele. — Não é de sua conta. — Novamente meu pai responde.
–Hmm, vão dar uma de difícil? — Ele pega um pé de cabra que estava em uma mesa, cheia de aparelhos que pareciam ser para tortura. Estávamos todos desesperados.

–Pela última vez. Quem são vocês? — Gritou o homem novamente.
–Minha boca é um tumulo! — Disse meu pai.
– Se você não me der oque eu quero quem vai para o tumulo será você! — Afirmou o homem que rapidamente bateu o pé de cabra no joelho do meu pai.

Meu pai agonizou de dor, minha mãe virou a cabeça.

–Pare por favor! Oque quer da gente? — Perguntei
–Ora, quem é você? — Perguntou ele
–Sou Matt. — Respondi.
–Ma.. Matt? Espera... Eu acho que conheço você garoto! — Disse ele com um maléfico sorriso no rosto.

Então, ele se vira para os soldados e começa a falar francês. Na mesma hora um soldado sai da sala. Ele retorna à gente.

–E você é o...? — Ele pergunta a Bill.
–Não é da sua conta palhaço. — Responde Bill olhando fixamente nos olhos dele.
–Ah! Então agora todos vocês não vão falar nada? — Grita ele nervoso.

Ele vai até um soldado pega uma arma com um deles e volta a Bill colocando a arma em seu pescoço.

–Quem é você agora?! — Grita ele

Bill permanece calado.

O homem se afasta de Bill, vira de costas.

–Porque todos vocês tem que pagar de difícil?! — Grita ele virando e dando um tiro na perna de Bill.

Minha mãe começa a gritar e chorar.

–Seu covarde! Desamarre-nos para você ver! — Disse meu pai enfurecido.

Algum tempo tempo depois o guarda retorna chama o homem e começa a conversar em russo com ele. Depois de conversarem o homem retorna até meu pai.

–Ethan? — Disse ele olhando para meu pai.
–Daniel? — Perguntou meu pai. — Depois de todos esses anos eu finalmente te encontrei! — Disse o homem que rapidamente olha para mim.

–Matt? Não é? — Disse ele abrindo muito os olhos.

Permaneci calado, tentando evitar contato visual.

–Você é o Matt? — Disse ele puxando o meu queixo.
–DEIXE ELE EM PAZ — Gritou meu pai.
–Matt Jones? — Falou ele com um sorriso no rosto. — É você? Hahahaha. Então finalmente Ethan, finalmente nos encontramos, depois de tanto tempo e de tanta coisa, e vc ainda me traz um brinde, todas as Informações que preciso para poder controlar a Inglaterra e a França! Hahaha, muito obrigado! — Disse Daniel.
–Daniel, deixe ele em paz, ele não tem nada a ver com oque aconteceu entre a gente. — Disse meu pai enfurecido.
–O... Oque aconteceu entre vocês? — Perguntei.
–Ah! É uma longa história garoto! Seu pai um traidor de merda, me deixou para morrer. — Disse Daniel olhando enfurecido para meu pai.

Então, Daniel sai da sala, e seus homens também. Ficamos sozinhos.

–Oque fazemos agora? — Perguntei
–Não há nada que possamos fazer. — Disse Dennis abaixando a cabeça. — Está tudo trancado, e estamos amarrados. — Completou.
–Não, a gente tem que descobrir um jeito de dar o fora daqui! — Disse meu pai.
–Tenho uma faca na cintura. — Disse meu pai. — Eles não perceberam. — Pegue ela!

Virei minha cadeira pra tentar pegar a faca, com um movimento ágil consegui pega lá, e entreguei a faca na mão dele. Ele se libertou das cordas e começou a cortar as cordas de minha mãe. Depois que libertou minha mãe, ele veio me ajudar, cortou a corda dos braços, quando foi cortar a da perna, Daniel e seus homens entram na sala, na mesma hora eles atacaram. Minha mãe foi pra cima de Daniel. Meu pai cortou a corda rapidamente, então fui para cima de um dos homens, meu pai começou a lutar com o outro, Bill e Beth ainda estavam presos, foi quando Daniel tirou sua pistola e apontou sua arma para a cabeça da minha mãe.

–Parados! Ou estoro os miolos dela! — Gritou ele puxando minha mãe para seus braços.

Lentamente paramos de brigar e nos rendemos. Os homens então nos imobilizaram, meu pai revidou, assim, tomando a arma do homem. E fazendo o homem de refem.

–Larga ela! Ou Mato ele! Você decide! — Disse meu pai enfurecido, destravando o gatilho da arma.

Eu ainda estava rendido, Daniel retirou a arma da cabeça de minha mãe, começou a afastar dela. Foi quando rapidamente ele virou e deu um tiro em suas costas. Minha mãe caiu de joelhos, e depois caiu no chão. Meu pai matou o guarda que estava rendido, e começou a atirar em Daniel. Eu, aproveitei a situação, vi que o guarda que me rendia estava distraído e rapidamente me libertei, e entrei em luta corporal com ele. Daniel que havia sido baleado várias vezes pelo meu pai, cai no chão, ainda vivo. Meu pai então atira no homem que estava lutando comigo, o homem morreu na hora. Meu pai aproximou-se de Daniel, com lágrimas nos olhos.

–Você mereceu! — Disse meu pai, apontando a arma e disparando na cabeça de Daniel.

Então meu pai vai desamarrar Dennis e Beth, enquanto eu vou até minha mãe, minha mãe estava com falta de ar, ela havia sido atingida na costela. Meu pai, Dennis e Beth, aproximam-se rapidamente em volta de minha mãe, Beth faz massagem cardíaca em minha mãe.

–É inútil, não tenho muito tempo. — Diz minha mãe com um tom sofrido.
–Não, eu não deixarei! — Gritou meu pai fazendo respiração boca a boca.
–Pare! Deixe me dizer uma coisa. — Disse minha mãe afastando meu pai. — Matt, Você é meu orgulho! Não deixem que te capturem! Lute até o final!.... Ethan, Eu te amo querido, não quero que chore por mim, você é maravilhoso.... Beth e Dennis, ajudem esses dois, confio em vocês..... Não chorem por mim pois sempre estarei com vocês, e lembrem-se... Eu amo vocês! — Disse ela lentamente fechando seus olhos.

Notas finais
Se gostou comente! E compartilhe para que outros Leitores também possam ler. Obg
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.