Notas iniciais
Vocês estão preparados para esse capítulo? EU ACHO QUE NÃO

"Let's stop pretending,

That you don't know what i don't know,

Just what we came to do."

(Little White Lies)

SEBASTIAN

As horas passaram mais rápido do que o esperado.

Estávamos no meio da primeira temporada de The Mentalist quando senti a respiração de Julie mudar sobre meu peito.

E, por mais que eu odiasse admitir, era como se um alívio tomasse conta de mim porque eu finalmente não precisaria passar o resto da madrugada me questionando se estava fazendo alguma coisa errada.

Algo havia mudado em mim e em Julie.

Eu ainda lembrava da primeira vez que ficamos juntos, como ela era o doce e a gentileza do meu eu selvagem e quebrado. No entanto, as coisas estavam um pouco contrárias agora.

Eu queria fazer tudo do jeito certo, com calma, com sentimento, do jeito que ela merecia.

Julie parecia querer arrancar minhas roupas a cada segundo.

E não que eu estivesse reclamando, era só que...

Dormir com outra mulher debaixo do teto da família de Olivia parecia estranho.

Ainda que não estivéssemos juntos de verdade.

Sartori poderia pensar o que quisesse. Que eu era irresponsável e cara de pau. Que eu não tinha pudor ou vergonha na cara.

Mas eu tinha princípios e nunca havia tratado uma mulher com menos do que ela merecia.

Quer dizer, exceto Julie no passado. Eu não me importei muito com os sentimentos dela quando bateu em minha porta dias depois de Eloise me largar, mas eu queria corrigir aquilo dessa vez.

Sabia porque ela estava agindo daquela forma. Provavelmente Julie assimilou no passado que aquele fervor era o jeito que eu gostava que fossem meus relacionamentos, estava fazendo aquilo achando que me agradaria, que eu corresponderia à altura.

Porém eu fiquei incomodado, Julie percebeu e foi sua vez de ficar incomodada e não tentar mais nada pelo resto da noite.

A "voz" na minha cabeça esteve presente quase a noite toda :

Você está fazendo tudo errado. Tudo errado. Mas já sabíamos que seria assim, não é?

Apoiei com delicadeza a cabeça de Jullie sobre o travesseiro e dei uma pausa na série.

Fui usar o banheiro do corredor e ao sair parei na pequena janela que ficava quase que escondida ali.

A noite estava estrelada e o rio, bem ao fundo da paisagem, parecia brilhar sob a luz da lua.

Ali era um lugar muito bonito para se morar e eu conseguia entender o apelo que muitas pessoas tinham em ficar.

Ouvi um barulho e vozes sussurradas. Me espremi contra a parede, rezando para que nosso ninguém fosse usar o banheiro.

— Seria uma manchete e tanto... — alguém disse bem baixinho em meio a risadinhas. — Garota cai do telhado da própria casa, com a boca cheia de torta.

— Pelo amor de Deus, — outra pessoa comentou, tentando manter a voz séria, mas acabou rindo. O que fez a outra pessoa rir ainda mais. — Shhhh.

Minha mente não demorou muito tempo para identificar quem eram as duas pessoas.

Olivia e Hunter.

— Eu daria tudo para ver sua cara de horror comigo estatelada no chão. — Sartori disse quase gargalhando.

— Já te falaram que você tem um humor meio mórbido?

— Seu amigo sempre me diz que eu não tenho humor. — ela rebateu e então acrescentou com um tom amargo. — Ele me acha uma megera sem coração.

Mantive minhas costas grudadas na parede tentando não fazer nem o mínimo de barulho.

— Ele não acha isso. — Hunter retrucou. — Sebastian gosta bastante de você, aliás.

Olivia deu uma risada sem humor.

— Ele me tolera, mas não me suporta. Estou tentando ser legal principalmente por tê-lo colocado nessa situação. Mas sei que, em especial pela situação dele com Julie, sou uma pedra em seu sapato.

— Acho que você tem uma imagem muito dura de si mesma e muito errônea de Sebastian. Sobre como ele vê você.

Olivia ficou em silêncio por uns segundos e então começou a rir novamente.

— Por que a gente está sussurrando?

— Porque não deveríamos de jeito nenhum estar batendo papo no meio da madrugada...mas vale o risco.

Rolei os olhos.

Hunter sabia ser extremamente piegas quando queria.

— Obrigada por hoje. — Olivia falou baixinho.

— Por ter te feito dividir seu vinho e sua torta? Hm, de nada.

Os dois riram.

— Pela companhia, na verdade. Sou uma pessoa que se acostumou a ficar sozinha e que esqueceu como é bom estar junto com alguém de vez em quando.

— Estou sempre às ordens. — Hunter ofereceu. Então tudo ficou silencioso por tempo demais.

Senti meu coração batendo mais rápido.

Eles estavam...

Ouvi um barulho de um único beijo. Como um beijo na bochecha.

Minha respiração saía com dificuldade.

— É melhor assim, confie em mim. — Hunter murmurou. — No fundo você sabe, que não sou eu quem você queria que realmente estivesse aqui.

— Hunter...eu não...

Outro estalo de beijo.

— Boa noite, Oli. Vou levar as coisas lá para baixo antes que alguém nos encontre aqui.

Hunter saiu do quase esconderijo onde eles estavam e foi em direção à escada, sem me ver.

Resolvi esperar Olivia ir para o quarto primeiro, mas então, quando ela estava quase passando ao meu lado, uma dor lancinante subiu pelo meu pé.

OLIVIA

O rosto de Hunter estava a centímetros do meu. A portinha que dava para o telhado acima de nós estava aberta ainda e a lua nos iluminava.

Ele era tão bonito, sensato, divertido e agradável.

Quando estávamos lá em cima, nossas mãos se encostaram diversas vezes, ficamos ombro a ombro, nossos pés ficavam brigando um com outro enquanto balançavam na beirada do telhado.

E embora, não tenha sido como se um raio passasse pelo meu corpo cada vez que uma coisa assim acontecia, estar ao lado de Hunter era confortável e acolhedor.

Eu só queria saber qual seria a sensação se o beijasse.

Se meu coração quebrado ainda conseguia sentir alguma coisa.

Surpreendentemente foi uma mistura de embaraço junto com alívio — se é que algo assim era possível — quando meus lábios deslizaram por sua bochecha no momento em que Hunter virou levemente o rosto.

Me afastei para encará-lo. Minhas bochechas estavam quentes e ficaram ainda mais quando ele falou olhando no meu olho:

— É melhor assim, confie em mim. — Ele acariciou a lateral do meu rosto com as costas dos dedos. — No fundo você sabe, que não sou eu quem você queria que realmente estivesse aqui.

Minha boca abriu e fechou algumas vezes antes que minha voz conseguisse sair.

— Hunter...eu não...

Ele me calou dando um beijo na minha bochecha. Seus lábios eram quentes e macios, mas não provocaram nada além de uma leve surpresa em mim.

— Boa noite, Oli. — Hunter se afastou, pegando a garrafa de vinho e o pratinho da minha mão — Vou levar as coisas lá para baixo antes que alguém nos encontre aqui.

Eu não consegui dizer nada, só assenti com a cabeça.

Ouvi os passos de Hunter se afastarem e soltei o ar que estava prendendo só Deus sabe desde quando.

Dentro de mim havia um misto de desespero e alívio porque...

Eu precisava voltar para o quarto. Ver se Patty estava acordada, aproveitar que Sebastian estava...

Ele estava...

Alguém grunhiu de dor e a próxima coisa que eu vi foi um corpo caindo em cima de mim.

— Sebastian! — gritei embora minha voz tivesse sido abafada pelo seu corpo. — O que aconteceu?

— Cãibra, cãibra. Ai, meu Deus.

Fiz um esforço para manter seu peso enquanto ele tentava achar o equilíbrio com o outro pé.

— Você precisa sentar. — Empurrei-o contra a parede antes que caíssemos os dois juntos no chão.

Pensei em chamar Hunter, mas apenas faria mais barulho e acordaria o resto da casa. Além disso, a careta de dor de Sebastian me impedia de ir para qualquer lugar.

Entre gemidos e pragas, fiz com que ele escorregasse pela parede para sentar.

Só quando o feixe de luz ficou na nossa direção que eu percebi que Sebastian estava sem camisa.

Apenas o fato de ele não ter feito nenhuma piadinha sobre aquilo já era um indicativo do tamanho de sua dor.

Não perdi tempo e fui até o seu pé colocando sobre meu colo.

— Aqui? — Toquei seu pé e ele assentou.

— Começou aí...e subiu...para a...panturrilha.

— Ok. Ok. — Coloquei o cabelo atrás da orelha. Comecei a massagear a planta do seu pé com movimentos circulares. Sebastian choramingou.

— Puta que pariu, que dor do caralho.

— Pare de xingar. — Sebastian abriu um olho e me lançou um sorrisinho.

— Não gosta de boca suja, Sartori?

Bufei e subiu a massagem para seu calcanhar, seu tendão e panturrilha.

— Preciso que você relaxe. — sussurrei quando Sebastian começou a reclamar de dor novamente. Os músculos da panturrilha — perfeitamente definida — dele estavam extremamente tensos.

— Estou tentando com essa dor da porra!

Suspirei e continuei massageando.

Comecei a repassar a cena, até que uma pergunta apareceu.

— O que você estava fazendo aqui, Sebastian?

— O quê? — Ele abriu os olhos.

— O que você estava fazendo aqui?

— Eu fui ao banheiro. — Apenas o encarei. — O quarto de Julie não tem banheiro.

— O nosso — Sebastian arqueou as sobrancelhas instantaneamente e eu me amaldiçoei. — Quero dizer, o meu tem.

— Achei que você estaria dormindo, não quis te acordar. Pelo visto, não precisava ter me preocupado. — Ferrante me encarou e eu desviei o olhar. — Então resolvi vir aqui. Aí, você e Hunter estavam conversando e não queria que parecesse que eu estava bisbilhotando o momento de vocês...

— Não teve momento nenhum. — Tentei cortá-lo, mas ele continuou.

— Então resolvi sair quando vocês voltassem para o quarto.

— Ou seja, para não ser pego bisbilhotando, você continuou bisbilhotando? Muito inteligente. — Dei uma risada. — Acho que sua "cãibra" já passou, não é, Sebastian? Se é que ela existiu algum dia.

Me levantei, passando as mãos na minha roupa e indo em direção ao meu quarto.

Não olhei para trás para ver se Sebastian me seguiria ou voltaria para o quarto de Julie.

Mas ele me seguiu. E bateu a porta no processo.

Muito inteligente? Ah, sim, porque inteligente mesmo é você trocando beijos no meio da madrugada com outro cara em um corredor que qualquer pessoa poderia passar.

Olhei para ele ultrajada:

— Você acha que eu tinha planejado essa noite? Hunter me achou. Eu não estava conseguindo dormir, ele também não e me viu indo para o telhado.

— Claro que ele te achou. — Sebastian disse com sarcasmo, mas eu o ignorei, indo até o banheiro.

— E eu não estava trocando beijos com ele.

Sebastian veio mancando um pouco atrás de mim.

— Não por falta de vontade. — ele murmurou.

Me virei lentamente para encará-lo.

— O que você quer dizer com isso? — Sebastian não respondeu. — O que você quer dizer com isso?

— Ah, por favor, Olivia...

— "Por favor, Olivia" não. Você começou, você termina, Sebastian. Por que essa merda tem que cair apenas em cima de mim? Você estava dormindo com Julie no quarto ao lado. Eu disse alguma coisa contra? Não. — Dei mais um passo na direção dele. — Está no nosso contrato. Você fica com quem quiser e eu também.

Ferrante também deu um passo em minha direção.

— Com discrição. Poderíamos ficar com outras pessoas com discrição. Dificilmente alguém chamaria aquela cena no corredor de discreta. — Ele soltou o ar pelo nariz e passou a mão nos cabelos. — Por que você não facilita nossa vida? Vá atrás de Hunter e case-se com ele. Garanto que sua vaga vai continuar intacta e haverá menos chances de você ter sua apresentação roubada por um concorrente.

Foi a minha vez de rir.

— Então esse é o problema? Você ficou magoado por eu ressaltar uma coisa óbvia como conflito de interesses? — Balancei a cabeça incrédula e me afastei. — Se quer ficar livre do nosso contrato, Sebastian, não precisa sair em busca de motivos idiotas e colocar a culpa em mim para fazer isso. Vá em frente e diga que quer sair do acordo. — Me virei para voltar ao banheiro. — Prometo que meu pobre coração não é tão frágil quanto parece e vai sobreviver a Sebastian Ferrante.

Num solavanco, meu corpo foi puxado para trás, trombando com Sebastian.

— Você consegue parar de ser cínica como cinco segundos? — Sua mão segurava meu braço com força e firmeza, mas não chegava a machucar.

— Me solte. — mandei, encarando-o. Sebastian apenas me puxou ainda mais, fazendo com que eu ficasse de frente para ele. Sua respiração batendo em meu rosto. — Pararei de ser cínica quando você me disser qual é a porra do seu problema, que tal?

— Não sou o único boca suja, afinal. — ele me deu mais um puxão desnecessário porque nossos corpos já estavam colados um no outro.

Fechei os olhos, rangendo os dentes de ódio, contando mentalmente os segundos que me separavam de dar um soco na cara dele e...

Ali estava.

A sensação de uma corrente elétrica indo dos meus pés até o último fio do meu cabelo.

— Você quer saber qual é o meu problema, Sartori? — Ferrante disse com os lábios contra meu cabelo.

Meu coração estava praticamente saindo pela boca.

— Meu maior problema, o único que perturba minha mente dia e noite?

Sua voz estava baixa, grave. Meu corpo inteiro se arrepiou.

O silêncio do quarto era quebrado apenas por nossas respirações.

— Você. Meu problema é você.

Ergui o rosto para encará-lo. Seus lábios entreabertos pareciam um convite.

Um convite proibido e muito proibido.

Minha mente tinha 2947 motivos para explicar porque aquilo que possivelmente viria a seguir era um erro.

Mas ela aparentemente tinha perdido todo o controle sobre mim naquele momento.

Sebastian sussurrou:

— Acho que você estava esperando um beijo essa noite.

E então ele me beijou.

SEBASTIAN

Minha boca colidiu com a de Olivia, como dois amantes que não se viam há muito tempo.

Quando soltei seu braço e ela se mexeu e eu esperava receber um tapa que acabaria de uma vez com aquilo tudo.

No entanto, Olivia apenas o passou pelo meu pescoço, então enlacei sua cintura.

A cãibra era uma dor distante que poderia muito bem ter acontecido com outra pessoa e não comigo.

A língua de Olivia buscou a minha numa iniciativa que eu não estava esperando que viria dela.

Gemi só por ouvir o gemido de prazer que saiu da sua boca.

Estávamos andando em direção a algum lugar que eu só soube quando senti uma madeira encostar na minha perna bruscamente e eu me desequilibrei, caindo na cadeira.

Olivia soltou um gritinho de surpresa, sem nunca se afastar mais do que cinco centímetros do meu lábio.

Quando abri os olhos, ela já me encarava enquanto se ajeitava no meu colo.

— Puta merda. — sibilei, voltando a fechar os olhos quando suas unhas começaram a arranhar meu tronco nu, minhas mãos seguraram suas costas, apoiando-a.

Olivia passou os dedos entre meus fios de cabelo, puxando minha cabeça para trás.

— Sabe o que é engraçado, Ferrante? — a voz dela estava rouca e ofegante, e que eu morresse naquele momento se aquele não fosse o som mais sexy que eu já havia ouvido. Sua boca estava bem próxima a minha, mas sem encostar, e Olivia impedia que eu levantasse mais a cabeça para eliminar a distância. — Você também é o meu problema.

Ela mordiscou meu lábio inferior e o grunhido que saiu da minha garganta foi quase vergonhosamente desesperado.

Sartori parecia estar se divertindo, no entanto, pois ela repetiu o gesto e desenhou meu lábio com a língua enquanto nossos olhos não se desgrudavam um do outro.

Ela puxou meu cabelo mais um pouco.

— Olivia. — eu disse em censura.

— Sebastian. — ela respondeu fingindo um tom doce. Olivia se ajeitou sobre mim, o que só piorava tudo. Minha pele parecia apertada demais para me conter. Meus shorts folgados parecia apertado demais — Você não quer que eu resolva seu problema?

Sim. Sim. Sim.

Porra, sim.

Quero que você me beije como se o mundo fosse acabar daqui a cinco segundos.

Quero que tire essa camiseta e me deixe sentir sua pele se arrepiando sob meus lábios.

Quero tirar esses shorts e sentir seu corpo deslizando no meu sem nada entre eles.

Quero saber como fica sua voz ao gemer meu nome.

Acima de tudo quero estar dentro de você, olhar bem nos seus olhos e ver que sou o que você quer.

Acho que assim você vai ser capaz de resolver o meu problema.

Devo ter ficado muito tempo em choque com meus próprios pensamentos que quando voltei a mim, ela me encarava franzindo a testa.

— Tá tudo...? — ela começou, mas uma batida na porta a fez se sobressaltar. — Meu Deus.

Ela saiu do meu colo tão rápido que era como se nunca tivesse estado ali.

— Seb? Oli? — A voz de Julie soou do outro lado da porta e, puta que pariu, nem todos os "Meu Deus" de Olivia seriam suficientes. — Está tudo bem?

OLIVIA

Desde a primeira batida de Julie até a última, eu tinha sofrido pelo menos umas cinco paradas cardíacas.

Como poderíamos ter esquecido daquele pequeno detalhe?

Como eu poderia ter esquecido que Julie e Sebastian

....?

Meu Deus.

Olhei para Sebastian e ele parecia tão desnorteado quanto eu — meio sentado, meio deitado na cadeira, com os lábios inchados, os cabelos desgrenhados, marcas das minha unhas por todas as partes.

Apontei para a porta e ele, obviamente, apontou de volta.

Ele tinha razão, não tinha a menor condição de ele abrir a porta.

Desamarrotei minha camiseta e arrumei meus cabelos o melhor que pude, me sentindo a pior das criaturas.

Gesticulei para que Sebastian fosse para cama e ele levou alguns segundos a mais me olhando antes de obedecer.

— Oi, Julie. — Abri a porta apenas o suficiente para meu corpo ficar visível.

—Olá... — ela disse com um tom receoso. — Tá tudo bem? Eu ouvi o barulho de algo caindo no corredor e depois uma batida aqui no seu quarto. Fiquei preocupada, — Ela abaixou a voz — já que Sebastian não estava mais na cama quando acordei.

Com suas palavras, começou a voltar na minha mente o que Sebastian e Julie estavam fazendo poucos minutos atrás. A vergonha do que Sebastian e eu tínhamos feito poucos segundos atrás começava a me consumir.

— Eu...ele...bem... Sobre o barulho no corredor, não sei o que aconteceu. — menti. — Eu estava no quarto. Dormindo. Acabei de acordar, na verdade, para usar o banheiro. Sebastian já estava aqui. Dormindo. E acabei...tropeçando na minha cadeira. Por causa da luz.

Abri a porta para mostrar Sebastian deitado de bruços e a cadeira no canto do quarto.

Julie observou muito mais do que eu mostrava.

— Ah, sim. — Ela me lançou um sorriso doce, mas desconfiado. — Só...fiquei preocupada.

— Ainda não cheguei ao ponto de assassinar, de fato, Sebastian. — Nós duas rimos sem graça.

Eu queria era me matar. Ou me enfiar em um buraco e nunca mais sair.

Aquela era a mulher que vi os olhos brilharem quando eu disse que não me importava com ela e Sebastian juntos.

Era a mulher para quem eu havia dito que Sebastian a amava.

Você. Meu problema é você.

Eu achei...eu só pensei que...

— Bem, vou deixar você voltar a dormir. Desculpa o incômodo.

— Não foi nada. — Você me fez um favor.

✥✥✥

Notas finais
Heeyyy, meus amores! EU TO TREMENDO, PASSANDO MAL, SEI LÁ N CONSIGO NEM ESCREVER AAAAAAAAAAA ME DIGAM ALGUMA COISA, FALEM COMIGO, ESTOU A PONTO DE EXPLODIR KKKKKKK falei q minha resolução de ano novo era sebastivia.... Agradecimentos especiais para: Debinha e marie23 (FELIZ DEMAIS EM VER VCS AQUI COMENTANDO) muito obrigada e apesar de não estar conseguindo responder todos os comentários no dia eu estou vendo tudinho ♥ Não se esqueçam de comentar o que estão achando, deixar aquele votinho básico e compartilhar a história com os amigos ♥ Até Domingo!! twitter: @ whodat_emmz ou @ emmieedwards_ instagram: @ emmiewrites (interajam comigo lá também!! sygagyayyg)