Notas iniciais
oláaaaa, mais um cap pra vcs? n se esqueçam de comentar oq estão achando (n me deixem sozinha kkkk)

“All those times that you didn't leave

It's been occurring to me

I'd like to hang out with you for my whole life.”

(Stay Stay Stay)

OLIVIA

Quando você se acostuma a ficar sozinho, qualquer mudança no ambiente se torna facilmente perceptível.

Por isso, Sebastian ainda estava consideravelmente longe no momento em que percebi sua presença.

Bem, isso também se devia ao fato de que havia tido cinco anos para me adaptar ao momento em que ele chegava no mesmo lugar que eu.

— Sua memória é brilhante quando você se esforça, Sebastian. — falei, encostando minha cabeça no tronco da árvore.

— O que você faria se não fosse eu? — Ferrante comentou aparecendo entre as árvores.

— Teria que correr apenas o suficiente para pegar uma das espingardas do meu pai, que sumiu misteriosamente quando eu tinha quinze anos.

— Quem olha para esse rostinho bonito seu, nunca imaginaria que você é uma desequilibrada, especialmente agressiva. — Sebastian provocou parando na minha frente. Ergui a cabeça para encará-lo. — Você fica ótima nesse ângulo, sabia?

Dei um chute na sua canela.

— Ai!

— Babaca.

— Agressiva, eu disse. — ele comentou, segurando a canela e sentando ao meu lado. — Para o seu azar, meus pés tem uma ótima memória e me trouxeram até aqui. Então aqui, eu ficarei.

Encarei-o.

Ele segurou o meu olhar.

— Quer dizer, a menos que você me mande embora. Aí eu vou. Esse lugar é seu afinal. — Ferrante olhou em volta. — Adorei o que você fez com as luzinhas, aliás.

Sebastian apontou para as pequenas luzes amarelas que eu havia enrolado nos galhos de algumas árvores. Desde a minha última visita na cidade, eu não esperava que elas ainda estivessem funcionando.

— Isso é para você. — Ele ergueu um potinho entre nós.

Pela tampa eu poderia ver o conteúdo.

Era um pedaço de bolo da minha mãe. Meu favorito que ela sempre fazia quando eu estava aqui.

— Como aquele bando de esfomeados chegou, imaginei que não sobraria nada para quando você voltasse.

Peguei o pote da sua mão, nossos dedos se roçando brevemente e o abri, confirmando minhas suspeitas.

— É o meu favorito.

— Eu sei. — Sebastian disse simplesmente e eu o encarei com uma sobrancelha arqueada. — Já vi você comendo-o com devoção em alguns almoços da empresa.

Fiquei chocada por alguns minutos ao perceber que Ferrante me observara o suficiente não apenas para saber o bolo, mas também que era o mesmo que minha mãe fez para aquela noite.

Aproveitei cada pequeno fragmento em silêncio e Sebastian parecia decidir se ia embora ou não.

— Não vou te mandar embora. Acho que é hora de pararmos com isso, não é?

Ele me encarou.

— Ouvi como me defendeu lá embaixo, Ferrante. — Coloquei o potinho vazio de lado, limpando a boca.

— Eu disse a verdade. Apenas isso.

— Você voltou lá embaixo quando não precisava. Já tínhamos saído daquela confusão. Tenho certeza que pelo menos 75% das pessoas não teriam se dado ao trabalho.

— Esse é um número bastante específico, Sartori.

— Estou falando sério. — Respirei fundo. — Sei que disse que não somos amigos. Que dei a entender que nunca poderíamos ser. A realidade é que eu não sei como.

— Não sabe como o quê?

— Não sei como ser sua amiga. Ou de qualquer outra pessoa para ser honesta. — dei uma risada sem humor, mas Sebastian não parecia estar achando graça.

— Você é amiga de Patty. E de Mia.

— Patty me conhece desde sempre. Não conta. Mia, por alguma razão, me vê como ídolo para ser seguido.

— Mia te vê como uma irmã mais velha e uma irmã mais velha ainda pode ser amiga da mais nova. Liz concordaria comigo.

Torci a boca.

— Liz concordaria que eu sou uma bela porcaria de irmã e de amiga. — murmurei.

— Por que você gosta de ver a si mesma numa luz tão terrível?

— É a luz que a maioria das pessoas me veem. Até você. Sou, como você gosta de chamar, a Rainha Má, Coração de Gelo. — ele abriu a boca para me interromper, mas eu fui mais rápida. — Talvez você diga isso como uma piada, uma forma de me provocar, mas talvez, ao me conhecer melhor, veja que não está tão longe da verdade assim.

— É disso que você tem medo? — Sebastian se virou completamente para mim. — De que eu me aproxime demais e veja que você é ruim?

Assenti quase imperceptivelmente com a cabeça, mas o que eu queria dizer era:

Medo que você se aproxime demais e veja que eu não sou o suficiente. Nem mesmo para uma amizade.

— Olivia, olhe para mim. — sua voz tinha um comando claro e eu obedeci. — Trabalhamos juntos há uns cinco anos, não é? No primeiro deles, pelo menos, conseguíamos nos comunicar de maneira amigável e então veio quatro anos de leve hostilidade. Agora estamos nesse acordo que tecnicamente nem você, nem eu podemos fugir da companhia um do outro. — Sebastian pôs a mão no meu rosto. — Eu já estou me aproximando de você, Olivia, e você de mim. Se tem algo preocupante sobre você é que quanto mais te conheço mais te admiro e… mais quero estar perto.

O final da frase foi tão baixo que foi quase como um sussurro soprado em meu rosto.

—Se você acha que se fechando vai fazer com que eu desista disso aqui, vai descobrir que sou muito mais persistente do que você me dá crédito.

Coloquei a mão sobre a sua que ainda estava na minha bochecha e contive a vontade de fechar os olhos. Havia um limite muito bem traçado até onde eu…nós poderíamos ir. E embora, tivéssemos ultrapassado-o algumas vezes (nós, e não apenas Sebastian), eu não causaria a alguém o mesmo tipo de dor que tinham me causado.

Não seria essa pessoa.

Tirei com delicadeza a mão de Ferrante de onde estava, mas continuei segurando-a.

Nossos anéis cintilavam na iluminação das luzes.

— Acho que não prestou atenção no que eu disse minutos atrás. — Sebastian arqueou uma sobrancelha para mim. — Quando disse que acho que está na hora de acabarmos com isso queria dizer que vou tentar…ser uma boa amiga.

Por alguns minutos, Sebastian paralisou.

— Sebastian?

Ele não respondeu.

— Ferrante?

Nem uma mísera mudança de expressão. Eu só sabia que ele ainda estava vivo porque seus ombros subiam e desciam no ritmo da respiração.

— Se eu der um tapa na sua cara, será que você acorda? — Ergui a minha mão livre e ele se encolheu. — Que ótimo.

— Você é tão…tão…tão sem graça. Eu estava genuinamente chocado, tá legal? — Torci a boca. — Mas deixa eu ver se entendi direito: tentar ser uma boa amiga quer dizer que você é minha amiga, é isso?

— Deve ter alguma lousa por aqui. — falei, olhando em volta.

— Ah, então agora você é engraçadinha? — ele me cutucou e esperou. E então de novo.

— O que foi isso? Por que está me cutucando?

Ele me olhou como se eu fosse um alienígena.

— Cutucando? Eu estou fazendo cócegas em você.

— Acho que como amigos temos que revelar algumas coisas sobre nós, não é? Lá vai a primeira: eu não tenho cócegas.

Agora Sebastian estava realmente me olhando como se eu não fosse uma pessoa.

— Que tipo de ser humano não tem cócegas? — Ele me cutucou de novo.

Pegou meu braço e levantou, tentando fazer cócegas na minha axila. Então no meu pescoço. Na minha cintura.

— Juro que não estou sentindo nada, apenas a vontade de arrancar sua mão fora.

Quando ele se distraiu, processando aquela "surpreendente" informação sobre mim, eu o ataquei.

O grito que Sebastian deu ecoou tanto que eu não duvidava que toda vizinhança pudesse ter escutado.

— Uau, esse grito foi completamente emasculo, parabéns, Ferrante.

— Eu não tenho medo de quebrar com os padrões de masculinidade tóxica que me foram incutidos no momento em que eu nasci. — ele disse com um bico ressentido.

— Pelo amor de Deus, Sebastian.

— Amigos aceitam os outros com são, sabia?

— Você torna essa tarefa extremamente difícil. — Eu rolei os olhos, mas tinha um sorriso no meu rosto.

Ficamos em silêncio um pouco, depois de nos ajeitar para ficarmos ombro a ombro.

Apenas o som dos grilos como trilha sonora.

Até que Sebastian comentou:

— Você não tem medo de aparecer uma cobra do nada e…sei lá.

— Me oferecer uma maçã?

— Então isso era o que eu estava perdendo enquanto você se esforçava para ser minha nêmesis? Esse humor refinado?

Empurrei sua perna com a minha.

E ele empurrou de volta.

— A conversa no jantar me fez lembrar daquela ocasião de verdade. Quando nós saímos para fazer uma pausa, três meses atrás. — Sebastian me olhou. — Você não desenha mais? Digo, por hobbie? Andava com um caderninho para cima e para baixo…

Sebastian não falou nada por um instante, então deu um sorriso de canto.

— Passei a desenhar nudes, fica meio arriscado desenhar em público.

Olhei para ele com a expressão mais séria que pude conjurar. Então comecei a gargalhar.

SEBASTIAN

Definitivamente não cairia muito bem dizer que meu hobby não tinha parado e que, aliás, meus cadernos estavam cheios de detalhes dela.

Que quando voltássemos para o quarto, se eu não conseguisse dormir, eu desenharia como seus olhos viravam dois risquinhos quando ela gargalhava. A forma que seus cabelos soltos pareciam uma cachoeira escura caindo por suas costas, seus ombros, seus braços…

Não. Definitivamente ela me acharia um doido, maluco.

— Falando sobre aquela noite de três meses atrás e nudes…— comecei no momento em que Olivia normalizou a respiração. — Marco e Mia…?

— Logicamente transaram. — Olivia disse baixinho e segurando o riso.

— Eu desconfiava. — admiti.

— Não tinha nem o que desconfiar, no dia seguinte Marco ficava encarando Mia como um psicopata, enquanto ela ignorava ele o quanto podia. Quando não podia, ela ficava vermelha como um tomate. Como você não percebeu?

Era uma pergunta retórica ou Olivia não esperava que eu respondesse porque continuou a dizer como estava quase 40 graus na ocasião e Mia estava usando uma gola alta e quando foi mexer nela, tinha um chupão enorme em seu pescoço e…

Eu estava prestando atenção em metade do que Olivia dizia.

Lembrei do porquê eu não havia percebido nada daquilo no dia. Eu estava concentrado em outra coisa.

Antes que eu pudesse evitar parecer mais patético, minha boca foi mais rápida:

— Você recebeu meu bilhete?

Sartori parou de falar e franziu a testa, confusa.

— Você deixou um bilhete para mim hoje?

Eu deveria só dizer para ela deixar para lá, mas eu estava curioso. Estive curioso pelos últimos três meses.

— Não. Quando deixei o relatório corrigido na sua mesa. Tinha dois recados. Três meses atrás.

OLIVIA

— Ah. — Foi o que respondi, sentindo meu rosto esquentar de vergonha.

Eu não tinha nenhuma resposta aceitável para não ter respondido seu bilhete onde ele deixava espaço para sairmos juntos novamente. Se eu quisesse. Se eu o chamasse.

Eu poderia mentir e dizer que passou batido.

Mentir e dizer que esqueci de responder.

Porém, já estávamos afundados em muitas mentiras e tentando construir um entendimento mútuo, uma amizade.

— E então? — Sebastian pressionou.

— Recebi. Ambos

Ele assentiu com a cabeça, digerindo minha resposta.

— E não respondeu? — Ele tentava fazer sua voz soar casual, mas eu conseguia perceber um pouquinho de mágoa.

— Não, não respondi.

— Por que não? Era só um café, um almoço, talvez… Nós costumávamos fazer isso quando estávamos estagiando.

Suspirei.

— Eu sei, mas três meses atrás eu não seria uma boa companhia… — Não era mentira, eu realmente estava em uma das minhas piores épocas para se viver, mas não era tudo.

— Levei um fora, então?

— Não. — respondi prontamente. Olhei para o céu, criando coragem para continuar. — A questão é que três meses atrás, eu muito provavelmente teria acabado na sua cama.

SEBASTIAN

Minha cabeça virou tão rápido para Olivia que meu pescoço protestou.

— Olivia… — falei em tom de aviso porque se fosse brincadeira era melhor avisar de uma vez.

Mas ela apenas me olhou e disse no mesmo tom:

— Sebastian…

— Você tá me zoando, entendi… — respondi me levantando.

Olivia riu.

— Você não acredita em mim? Cadê aquele seu ego astronômico que te diz que todo mundo quer dormir com você. — ela zombou. — Eu não posso falar por todo mundo, mas eu sei que três meses atrás você não precisaria ter feito muito esforço e… Você está bravo de verdade?

Sartori jogou a cabeça para trás, rindo.

— Vai se foder, Sartori.

— Eu…não estou… zoando. — ela disse tentando recuperar o fôlego e então eu pude perceber que por trás das suas risadas havia um pouco de receio ali. Como se tivesse decidido revelar aquilo, mas ainda estivesse catalogando se foi a coisa certa a se fazer.

Ela realmente estava falando a verdade.

— Veja bem, — Olivia disse e se levantou também. — Foi um favor que eu fiz a nós dois. Se…hm…dormíssemos juntos ainda teríamos que se encontrar todo santo dia. As coisas ficariam mais tensas do que já eram.

— Você não sabe disso. — falei, emburrado, embora Olivia tivesse um ponto. Não tenho dúvidas que se por um acaso eu acabasse dormindo com Sartori há três meses, as coisas ficariam bastante hostis.

— Além disso, — Ela se aproximou das minhas costas. — Se passássemos uma noite juntos, muito provavelmente eu nunca teria te convocado para esse acordo, e nós não estaríamos nesse momento em que estamos agora. — Me virei para encará-la. As luzinhas davam reflexos ao cabelo dela que, apesar de serem bem escuros, não eram totalmente pretos. — E eu gosto do momento em que estamos agora, você não? Prefiro uma amizade do que um caso de uma noite que daria muito errado.

Ela deu um sorriso sem mostrar os dentes e foi tão natural imaginá-la em meus braços, sob mim, ofegante, sussurrando o meu nome de novo e de novo, minha mão deslizando por cada centímetros de sua pele.

— Você ainda está…contrariado. — observou.

— Não acho que daria errado. Só isso. E ainda não consigo assimilar que negou um café com medo de que acabasse dormindo comigo. Você nunca deu nenhum sinal.

— Porque sabia que não daria em nada. — ela deu de ombros, mas eu conseguia ver que Olivia estava ansiosa para sair daquele assunto quando disse: — Mas isso foi três meses atrás, de qualquer forma.

OLIVIA

Fiquei arrependida de dizer a verdade no exato momento em que ela saiu da minha boca.

Mas era isso, a verdade estava solta no mundo e não dava mais para voltar atrás.

Se bem que eu desconfiava que se começasse a gargalhar e dizer que foi tudo uma pegadinha, Sebastian ficaria muito mais aliviado do que naquele momento.

— Você parece feliz com o meu choque. — Ferrante comentou ficando de frente para a lateral do meu corpo.

— Surpreender você não é uma tarefa especialmente fácil. Deixe-me saborear as pequenas vitórias.

Pelo canto do olho vi, Sebastian umedecer os lábios.

— De jeito nenhum porque preciso deixar nós dois quites já que no primeiro dia em que nos conhecemos…

— Você quis me levar para cama? — completei com uma voz monótona. — Sempre quer levar todo mundo para cama, Sebastian, e…

— No primeiro dia em que nos conhecemos, — ele me cortou com a voz mais alta e eu me virei para olhá-lo. Nossos rostos estavam a centímetros de distância. — Eu estava pensando que você era a mulher mais linda que havia encontrado.

Abri e fechei a boca quase me engasgando com a minha própria respiração.

— Empatamos agora? — ele questionou, sua voz vibrava em todo meu corpo.

Eu queria parecer mais séria, menos chocada, mais…normal, porém eu não consegui conter o sorriso que começava a se espalhar por meus lábios.

— Eu estava tentando começar nossa amizade com honestidade, não com mentiras. — falei abaixando a cabeça em direção ao peito, mas sem conseguir parar de sorrir.

Sebastian não se afastou.

— E eu estou sendo extremamente honesto. Posso ser ainda mais se disser que depois daquele dia, umas semanas depois, eu parei de apenas pensar isso para ter certeza.

Meu rosto estava tão quente que estava prestes a explodir.

— Eu te odeio! — peguei impulso e o empurrei com toda força que nem mesmo o corpo dele poderia ser imune.

Mas Sebastian não só se desequilibrou, como deu vários passos para trás, me puxando com ele…

Direto para a água.



SEBASTIAN

Eu só fui perceber que tinha a porra de um lago ali, depois que a água gelada cobriu todo o meu corpo.

Por sorte, eu havia usado meu celular como lanterna para chegar até ali e ele estava são e salvo na grama perto da árvore, onde eu e Olivia estávamos sentados minutos atrás e…

Olivia.

Ao emergir olhei em todo o lago, mas não a vi em nenhum lugar. Meu coração começou a bater mais forte, eu tinha certeza que ela caiu na água comigo e…

Com um splash e um som de alguém resfolegando atrás de mim.

— Olivia! — me virei, indo até ela que recuperava o fôlego. Segurei seu rosto com as duas mãos e apoiei as suas em meu ombro. — Está tudo bem. Está tudo bem.

— Cuidado… — Ela tossiu e apertou meu ombro com mais força. — Tem plantas… no fundo…e elas prendem na sua perna.

Assenti com a cabeça tirando alguns fios de cabelo do seu rosto.

Eu não tinha falado apenas para provocá-la, Olivia era a mulher mais linda que eu já vira. Foi uma das coisas que me fez começar a desenhá-la em primeiro lugar. O jeito como cada detalhe dela era marcante e…

Meu Deus, eu era patético.

Precisava urgentemente parar de agir como um babaca perto dela.

— Fechamos a noite com chave de ouro, não acha? — Soltei Sartori, mas ela continuou segurando meu ombro. Se apoiando no meu ombro, me corrigi mentalmente — Jantar, intrigas, fugas, uma nova amizade e um banho involuntário.

— E a semana só está começando… — Olivia disse, sua voz voltando ao normal, mas seus lábios começando a tremer de frio. — Essa feira…Vai ser um desastre.

— Comigo nada é um desastre, gatinha. Vamos sair da água antes que você fique doente.

— Qual é a sua e a de seus apelidinhos, hein? — ela perguntou nadando para a parte mais rasa do lago. — Para constar, eu não te dei permissão para usar nenhum deles.

Eu estava bem atrás dela, então saímos — encharcados — quase que ao mesmo tempo.

Tentei não encarar muito a camiseta colada no tronco de Olivia.

— Não precisa me dar permissão, sei que gosta deles. Além disso, tenho um colega que caiu nas graças de alguém pelo apelidinho que criou desde que eram mais jovens. Ela odiava.

— E você quer cair nas minhas graças? Ora, ora. — ela perguntou sarcástica.

— Meu propósito de vida é ter a sua aprovação, ó mestra.

Olivia riu.

— Você é ridículo. Agora, vire-se para o outro lado. Vamos ter que torcer essas roupas se não quisermos morrer.

Fiz um biquinho.

— Tem certeza que não posso tirar uma lasquinha?

Sartori apenas me lançou de seus olhares "Se Arrependa Imediatamente de Ter Nascido" e eu levantei a mão na altura do ombro e a obedeci.

Quando nos secamos o máximo que podíamos, Olivia foi até uma pequena casinha de força, que eu só havia notado naquele momento, e apagou as luzinhas. Ela ligou a lanterna que havia trazido, e eu a do meu celular para nos guiarmos no caminho. Peguei o potinho do bolo e ela perguntou quando começamos a andar:

— E então? O que aconteceu?

Olhei para Olivia confuso:

— O quê?

— O que aconteceu com esse seu colega que te deu inspiração para apelidos ridículos e a garota.

Engoli em seco, percebendo a armadilha que tinha armado para mim mesmo.

— Eles…hm…se casaram.

Esperei a expressão de Olivia fechar, sua mente entendendo que eu era doido e que definitivamente ser minha amiga não era uma boa ideia, mas ela apenas disse:

— Bem, já estamos com meio caminho andado.

✥✥✥

Notas finais
Heeyyy, meus amores! CAPÍTULO GRANDE E COM MIMOS, MEREÇO CARINHO estão todos vivos por aí? eu to literalmente morrendo de amores, com um sorriso de orelha a orelha aqui JURO. N CONSIGO PARAR DE SORRIR (e tive q pôr a Olivia sorrindo assim tbm, n consegui me conter) O que acharam do cap? (quem pegou a referência? o.o) Não se esqueçam de comentar o que estão achando, deixar aquele votinho básico e compartilhar a história com os amigos ♥ ATÉ BREVE!! me sigam nas redes sociais! twitter: @ whodat_emmz ou @ emmieedwards_ instagram: @ emmiewrites