Notas iniciais
oláaaa passaram bem o feriado?

"Girl, what would you do?

Would you wanna stay, if I were to say?"

(Last First Kiss)



SEBASTIAN

Levei alguns segundos para processar que ela tinha me abraçado.

Meus braços passaram em volta do seu tronco e os dela, envolveram o meu pescoço.

Não me lembrava se houve alguma vez que nós nos abraçamos de maneira tão genuína.

Era quase certeza que nunca havia acontecido.

Caso contrário, eu me lembraria daquela sensação.

Olivia me apertava forte contra o seu corpo e minhas mãos passeavam por suas costas, vez ou outra enrolando em mechas de seu cabelo.

Era como estar em uma realidade alternativa. E se, de alguma maneira, fosse o caso, eu não queria voltar a realidade a qual pertencia.

Sartori me abraçava com a força de quem se agarrava a seu último colete salva-vidas antes que perdesse as forças.

Ela não disse nada e eu também não por vários minutos, receoso demais que qualquer mínima alteração fizesse o momento evaporar como fumaça apenas para descobrir que tudo foi minha imaginação.

Sincronizei minha respiração com a dela.

— Você foi ótima essa noite, Olivia. — sussurrei, traçando uma linha em sua coluna com as costas dos meus dedos.

— Foi um desastre. — ela rebateu, sua voz abafada pelo meu ombro.

— Eu diria que muitas pessoas que queriam ter a chance de estapear o ex discordariam de você.

— Pelo menos você não vai poder dizer que o seu recesso foi monótono.

— Com certeza, não. Saí de folga solteiro e vou voltar casado.

Senti seu corpo tremer com a risada e então a percebi ficar tensa de novo. Olivia se afastou um pouco, apenas o suficiente para me olhar.

Era como se eu levasse um soco no estômago toda vez que a observava e percebia como aquilo terminaria para mim.

Ela abriu a boca para dizer alguma coisa, mas o meu celular apitou com uma mensagem.

OLIVIA

Sebastian se afastou, parando de me olhar apenas para tirar o celular do bolso e então ler a mensagem.

Percebi o exato momento em que sua expressão mudou e, de alguma forma, eu sabia quem era o remetente.

— Falei que eles iriam estar preocupados. — comentei, pegando minhas roupas em cima da cama. E então quando estava na porta do banheiro, me virei e acrescentei: — Você deveria ir falar com ela.

Sebastian ergueu a cabeça, a testa com um franzido bem no espaço entre as sobrancelhas.

— Se quer me dispensar para ficar sozinha não precisa inventar desculpas. — Ele disse num tom que beirava a brincadeira, mas seus olhos estavam sérios.

— Não estou inventando desculpas, estou falando algo válido.

— Não está falando isso só para eu sair daqui?

Neguei com a cabeça.

— Então quer que eu fique?

Apenas o olhei por alguns segundos.

Ele só podia estar de brincadeira comigo.

— Se você quiser ficar, fique. — rebati evasiva e dei de ombros. — Se quiser ir, vá. Independente da minha vontade.

— Mas você tem uma vontade entre essas duas opções, certo? — ele provocou, com um sorrisinho. Como se algo que eu tivesse dito — ou algo no meu modo de falar — tivesse demonstrado uma coisa a mais do que deveria.

— Vai te catar, Sebastian. — falei e fechei a porta do banheiro na sua cara.

SEBASTIAN

Eu havia percebido o padrão.

Olivia se aproximava.

Percebia que se aproximou.

Apressava-se em me afastar.

Só não tinha decifrado ainda o porquê.

Mas até o final daquelas duas semanas, eu daria um jeito de descobrir.

Enquanto isso…

A mensagem era de Julie. Perguntando o que aconteceu.

Era uma pergunta interessante. Eu também queria saber o que tinha acontecido.

O que estava acontecendo.

Depois de avisar Olivia que voltaria logo, observei para ver se vinha alguém no corredor e entrei no quarto de hóspedes onde Julie estava instalada.

As janelas dos quartos eram grandes e de batentes largos, ela estava sentada ali, olhando para a paisagem estrelada.

Julie virou a cabeça ao me ouvir entrando.

Seu rosto se iluminou com um sorriso.

— Não esperava que você viesse. Poderia ter respondido na mensagem mesmo, percebi que as coisas estão meio tensas…

Soltei os ombros.

— Você nem imagina o quanto.

Julie levantou da janela e fechou as cortinas. Andou na minha direção.

Ela segurou os meus ombros e ficou nas pontas dos pés, roçando os lábios nos meus.

Eu esperei…

E esperei…

— Eu poderia tirar um pouco dessa tensão, sabe?

Ela trilhou beijos pelo meu queixo, pelo meu pescoço.

Segurei sua cintura ainda decidindo o que fazer, mas Julie interpretou como um incentivo, pois começou a abrir os botões da minha camisa.

Fechei os olhos para me concentrar melhor naquele momento.

Julie era real. Estava ali. Me queria. Queria ser minha.

Julie me empurrou suavemente contra a porta e girou a chave.

Ela puxou minha cabeça para baixo, meus lábios em direção aos seus.

Minha mão subiu para o seu pescoço, passando primeiro por toda a lateral do seu corpo, esperando alguma eletricidade, alguma coisa além da resposta natural do meu corpo.

Com a outra mão, troquei nossas posições, tentando fazer o mínimo de barulho possível.

A língua de Julie explorava a minha boca e as minhas mãos exploravam seu corpo.

Esperando…

Esperando…

…Nada.

Fechar os olhos era uma ideia ainda pior, porque quando eu os fechava não era Julie ou coisas aleatórias que minha mente conjurava.

Era ela.

Quando suas mãos tentaram me livrar de vez da camiseta, eu quebrei o beijo.

— Julie…

Ela ergueu as mãos na altura do ombro.

— Eu sei, eu sei. Não é um bom momento. — Ela bufou, contrariada. — Só queria achar um jeito de te fazer ficar menos no limite. Esse combinado entre vocês está parecendo mais prejudicial do que útil.

Julie passou a mão pelos cabelos loiros e se afastou da porta, passando por mim.

— Foi só um dia ruim. — murmurei.

— Um de vários. — ela retrucou. — Quando você me dizia que era uma catástrofe quando estavam juntos no mesmo cômodo, eu não esperava que fosse de maneira tão literal.

Queria desmentir minhas próprias palavras e dizer que não éramos uma catástrofe, mas, além de ser patético, o ponto da conversa não era esse, então falei apenas:

— O ex dela é um cafajeste. Falou coisas absurdas dela e do nosso relacionamento. Insinuou que enquanto eles estavam juntos, ela estava o traindo..comigo.

Julie riu sem humor.

— E o que você esperava, Sebastian? Qualquer pessoa com cérebro funcional poderia imaginar essa possibilidade. Principalmente com vocês fazendo um ótimo trabalho de interpretação como estão.

Ela estava de costas para mim, mas eu conseguia ouvir um tom amargo bem lá no fundo de suas palavras.

—Julie, eu não acho que… — Comecei, mas ela me cortou.

— Sei que estou sendo injusta, tá legal? Afinal, eu sabia da situação de vocês quando concordamos que iríamos tentar algo. — Ela se virou para me olhar com um sorriso triste. — É só que… eu queria passar um tempo com você, e sei que as circunstâncias não ajudam. Só é muito ruim te ter perto e tão longe ao mesmo tempo. Às vezes, parece que estou forçando alguma coisa entre a gente enquanto você está cheio de coisa na cabeça…

— Julie…

— E Hunter estava todo esquisito hoje, me encarando ou me olhando estranho toda vez que eu falava de você ou da gente.

Paralisei.

— O quê? O que Hunter disse?

Julie me encarou.

— O problema é esse, ele ficou mais calado do que disse alguma coisa. Só me encarava… não acho que ele está feliz que estamos juntos.

— Foi Hunter que deu forças para a gente se acertar, Julie.

— Talvez ele tenha mudado de ideia. Talvez ele tenha algum problema comigo.

— Por favor, Julie, somos um trio, lembra? Hunter adora você. — Ela me olhou cética. Caminhei na sua direção. — Ele só está assim porque…eu…nós… Eu estou confuso, Julie. Não sei se sou realmente a pessoa certa para você.

Incredulidade estampou todo seu rosto.

— Você está de brincadeira? Esse papo de novo de saber o que é melhor para mim…

— Talvez tenha sido uma decisão precipitada…— Sua expressão ficou de puro ultraje e eu acrescentei rapidamente. — Nesse momento.

Ela segurou meu rosto com as duas mãos.

— Eu sei. Eu sei. Não quero te pressionar, meu amor. — Ela ficou na ponta dos pés e encostou a testa na minha. — Eu… eu te amo, Sebastian. Sempre amei. E não espero que você me diga isso de volta agora. Sei que parece cedo, mas para mim…eu sinto isso há anos e é libertador poder finalmente dizer.



Quando estava no corredor voltando para o quarto de Olivia, ouvi passos vindos do banheiro.

Ao me virar encontrei Hunter.

Ele parou a alguns metros de mim.

Me olhou de cima a baixo, provavelmente notando minha camisa amarrotada, embora eu tenha feito o meu melhor para ficar decente ao sair do quarto de Julie.

Pelo som do falatório, todos pareciam estar lá embaixo ainda.

— Não posso nem dizer nada porque essa situação de merda é em grande parte culpa minha. — Hunter disse se aproximando.

Franzi a testa.

— Que situação de merda?

Meu amigo se inclinou e sussurrou de forma definitivamente agressiva:

— Eu achei que todos esses anos você estava remoendo Eloise na cabeça!

— O quê? Eu estava c…

— Fala sério, Sebastian. Você pode não ter superado o que ela fez com você, mas com certeza já superou ela.

— Hunter, eu não faço a mínima ideia do que você está falando.

Ele se virou indignado e foi em direção ao quarto em que estava ficando.

Eu o segui.

Quando entrei, fechei a porta.

— Eu coloquei a Olivia nessa de ajudar você a enxergar Julie como um interesse amoroso porque achei que você estava preso a Eloise, que não conseguia ver outra mulher ocupando o lugar que foi dela, mas isso não é verdade, é?

Abri a boca algumas vezes para rebater, mas nada saía.

Não sabia o que Hunter esperava que eu dissesse.

Além da verdade.

Fazia muito tempo que eu não sofria por Eloise, o que doía era as lembranças dos momentos que tivemos juntos combinadas com tudo o que ela me disse ao me deixar. Como se todas as memórias que fizemos foram de alguma forma impulsionadas por mim, como se ela participasse delas, mas por pena de mim ou por pressão minha.

Ela não sabia dizer não para mim, então ela continuava naquele relacionamento que não estava nem um pouco afim de estar.

Isso doía.

Porém, doía não por ela. Eu estava tão cego pelos meus sentimentos quase unilaterais que eu percebi só depois que Eloise não era realmente o tipo de pessoa que eu queria estar. Eu a amava pela a idealização que tinha feito dela na minha mente. A realidade era diferente.

Não era como se ela fosse uma pessoa ruim, Eloise não era.

Ela só se adaptava ao que eu queria que ela fosse. Até o dia que criou coragem para me dizer de verdade quem ela era e o que ela queria da vida, e de bônus o que realmente achava de mim.

…Seb, eu te amo. Mas não dessa forma. Não acho que algum dia chegou a ser dessa forma. Eu te amei através do jeito que você me amava. O sentimento não partia diretamente de mim, meu amor dependia do seu. Provinha do seu.

Eu nunca quis que você desistisse da sua vida, dos seus sonhos, para realizar o meu. Porém, você faria isso, e só de saber esse fato, eu me sentia sufocada. A pressão de ser sua âncora era e ainda é demais para mim.

Sei como essa carta vai acabar com você porque já está acabando comigo só de imaginar.

Começamos a namorar muito cedo, muito jovens. É normal sermos imaturos. Um pouquinho irresponsáveis. Depois amadurecemos, começamos a ver a vida de uma forma mais objetiva, menos leve.

Esse momento chegou para mim um ano atrás, para você, nem dá sinais de que vai chegar tão cedo.

Preciso de um homem firme ao meu lado. Um homem que sabe o que quer e que vai atrás dos seus objetivos.

Se eu ficasse, seria apenas um sistema de direção automático te guiando para onde você deve ir, não uma bússola que a gente usa em grandes momentos de dúvida e depois colocamos no bolso novamente.

Com uma bússola a gente tem a opção de seguir para o norte ou não, e eu aceitaria ser isso para alguém.

Eu pensei muito sobre nossa situação nesses últimos meses. Não vou mentir e dizer que não teve momentos em que eu realmente quis ir em frente e me casar com você.

Todo mundo me dizia como eu era sortuda. Como você era lindo. Como você era um sonho. Um cara íntegro, inteligente, decente…

E você é todas essas coisas.

Mas não é o cara para mim.

Espero do fundo do meu coração que você procure ajuda para enxergar a vida de outra forma. Com mais comprometimento e responsabilidade. Com mais amor próprio e menos dependência emocional.

Pare de tentar agradar todo mundo a sua volta. Pare de querer que todos falem bem de você. Pare de ter medo de quebrar o coração de alguém só porque o que você realmente quer não vai agradar a pessoa. Confie em mim, no final, quando a verdade vir à tona — porque ela sempre vem — você vai acabar machucando-a mais, por todo o tempo em que você a fez acreditar numa mentira, do que se tivesse feito sua voz e sua vontade ser ouvida desde o princípio.

Eu sei disso por experiência própria.

Porque sei que vou estar quebrando seu coração de uma maneira absurda enquanto você for ler essa carta.

Porque sei que vai doer muito mais do que se eu tivesse apenas dito "não" naquele jantar…

— Eu encontrei Eloise. — Hunter me encarou, surpreso. — Quer dizer, eu a vi na rua e não cheguei a falar com ela.

— Quando?

— Um ano depois que nos separamos — disse, dando de ombros. — Ela estava fazendo uma sessão de fotos no centro da cidade. Ainda estava exatamente como eu me lembrava.

E era verdade. Um ano havia se passado e ela continuava igual. Talvez um pouco mais magra, os cabelos uns dois tons mais claro, mas era basicamente a minha Eloise.

— Vê-la foi como encontrar um suéter que já foi nosso favorito e perdemos ele por aí. Não tenho nenhuma mágoa contra ela, sabe disso. — Hunter assentiu com a cabeça e eu repeti.— É o caso do suéter que perdemos quando éramos crianças ou mais magros, e agora não serve mais em nós.

— E você soube disso com apenas um ano de separação?

Confirmei.

— Eu fiquei quase até o final da sessão de fotos.

Eu ainda estava ponderando se deveria ir até ela ou não. Na hora dos flashes Eloise parecia feliz, mas quando a câmera parava por um instante, seu rosto exibia cansaço.

Ainda assim seus olhos brilhavam, por estar fazendo algo que amava, provavelmente. Por estar realizando seu sonho.

Esperei sentir uma pontada de saudade. Talvez um pouquinho de raiva. Ressentimento. Mágoa.

Nada.

Eu me senti feliz por ela. Pelo fato de tê-la amado incondicionalmente um dia, pelo fato de ainda amá-la, contudo não da mesma forma de antes. Ela não tinha culpa das coisas que apontou sobre mim na carta porque eram verdade.

Eloise havia seguido a vida dela. Eu precisava seguir a minha.

Porém parecia mais fácil, divertido e seguro cair de cama em cama, todo dia com alguém diferente porque essas pessoas não esperavam que eu mudasse meu jeito de ser. Elas nem sequer sabiam quem eu era de verdade. Elas me aceitavam por uma noite e então cada um seguia o seu caminho.

Nada de rejeições.

Nada de despedidas.

Nada de vazio.

Exceto pelo espaço que Eloise deixara e que, quem sabe um dia, seria preenchido.

Me inclinei para jogar meu corpo de café no lixo.

— Quem é? — Uma voz conhecida indagou e eu virei a cabeça para encontrar Olivia Sartori ao meu lado, se esticando para ver sobre o que era a comoção.

— Sessão de fotos. Alguma modelo em ascensão.

— Então é isso que você faz no seu almoço? Fica caçando modelos de biquíni pela cidade? Aliás, por que ela está fazendo fotos de biquíni no centro?

Virei meu corpo inteiro para encarar minha colega de trabalho.

Nós dois ainda estávamos como estagiários embora houvesse rumores crescentes que nossos superiores loucos estavam prestes a abandonar o barco.

— Para ficar seminu não tem lugar certo, aparentemente. Quer ver?

Coloquei a mão na gravata como se fosse começar uma sessão de strip tease público e Olivia arregalou os olhos e quase engasgou com o café.

— Por favor, — ela falou com um tom desesperado apoiando o copo na pequena mureta ao seu lado e segurando minhas mãos com a suas. — Não faça isso! Por que você é assim, hein?

Dei um sorriso aberto.

Suas mãos eram macias e firmes sobre as minhas, tentei segurá-las, mas ela as puxou para si sem cerimônia. Deu meio passo para trás e limpou a garganta.

Bem, aquilo era novo.

Olivia Sartori era super séria e extremamente profissional, mas eu nunca tive dificuldade de passar pelas frestas de sua armadura.

Nos últimos dias, no entanto, ela estava diferente, mais distante e inacessível. Era surpreendente que ela tivesse me achado durante o almoço, aliás. Olivia estava possivelmente fugindo de mim.

— Por que nossos almoços foram interrompidos mesmo?

Olivia pegou o copo novamente e tomou um gole demorado do café.

— Meu…noivo arranjou um trabalho fixo para esse mês aqui na capital. Não ficamos muito tempo juntos porque ele está assumindo os negócios do pai, então…estamos aproveitando o tempo que temos juntos.

Assenti com a cabeça, olhando para frente.

As câmeras e os equipamentos haviam mudado de lugar, tapando Eloise do meu campo de vista.

Não tive vontade de fazer esforço para mudar de posição e voltar a vê-la.

Minha mente estava focada em outra coisa.

— Quando vocês se casarem, você vai embora?

Olivia me encarou. Havia algo ali.

Incerteza? Medo?

Do quê?

Como se estivesse me contando um segredo, ela disse baixinho:

— Espero que não.

Hunter me observava esperando minha mente voltar das memórias.

— E você não ficou nenhum pouco abalado em vê-la? — ele perguntou.

Suspirei.

— Eu fiquei tocado. Com um pouco de saudades. Porém Eloise não era mais real para mim. Ela tinha deixado claro que nunca foi. Era um suéter que não servia em mim.

Hunter me encarava, mas não me via. Estava preso em pensamentos juntando alguns detalhes.

Então ele esfregou a mão no rosto.

— Eu te coloquei numa merda do caralho.

— Não me diga! No entanto, eu continuo me afundando mais em merda por culpa própria, não seja tão duro consigo mesmo. — retruquei irônico, encostando as costas na porta. — Você foi tão fervoroso que fez Olivia pensar fielmente que eu e Julie éramos uma espécie de casal desafortunado. Que ela era a mulher da minha vida.

Hunter arregalou os olhos:

— E Olivia contou isso para Julie? — Assenti com a cabeça. — Puta merda.

Pois é, meu caro amigo, puta merda.



Quando voltei para o quarto de Olivia, ela não estava mais lá.

Minha mente, como de costume, tirou as piores conclusões.

Então eu vi o celular dela sobre a escrivaninha.

Sabia para onde ela tinha ido.

Desci até a cozinha e saí o mais disfarçadamente possível, rezando para saber me orientar à noite, sem uma mini Olivia do meu lado.

✥✥✥

Notas finais
Heeyyy, meus amores! EU SEI EU SEI eu disse que esse cap ia ter mimos do casal, mas eu me confundi, é o 36, me perdoem (embora eu ache que esse também deu uns mimozinhos vai o.o próximo cap essa noite longuissima tem fim eu prometo kkkkk ME CONTEM OQ ACHARAM DO CAP!! O QUE SERÁ Q HUNTER ESTÁ SABENDO QUE A GNT AINDA NÃO? SUHHASHUSAAHU Não se esqueçam de comentar o que estão achando, deixar aquele votinho básico e compartilhar a história com os amigos ♥ ATÉ MAIS!! me sigam nas redes sociais! twitter: @ whodat_emmz ou @ emmieedwards_ instagram: @ emmiewrites