Notas iniciais
alguém por aí?

"Meet me in the pouring rain

Kiss me on the sidewalk

Take away the pain"

(Sparks Fly)

OLIVIA

Depois de deixar Patricia na rodoviária, voltei para casa em um estado como se estivesse em uma nuvem fora da realidade.

Havia decidido confrontar Sebastian um pouco depois que ele chegasse em casa no fim do expediente da empresa, mas embora eu tivesse muito tempo para me preparar, meu estômago embrulhava a cada cinco minutos.

Rebecca havia se oferecido para fazer o almoço e eu não contestei — era bem capaz de eu pôr fogo no apartamento, considerando meu nível de concentração.

Além disso, embora o cheiro estivesse maravilhoso, eu não consegui dar uma garfada sequer. Cada vez que pensava em colocar um grão na boca era como se eu fosse desmaiar de nervosismo.

— Você precisa se acalmar, Olivia. — Rebecca disse do outro lado da mesa, enquanto dava comida para Judith. — Vai acabar tendo um treco desse jeito.

Eu imaginava a loucura que deveria estar sendo para ela observar tudo aquilo, visto que raramente falei sobre a minha situação com Sebastian na frente dela.

O clima entre nós ainda era desconfortável e pesado. Ela ainda era a minha ex-melhor amiga que havia me traído com meu ex-noivo, mas em vez da raiva mortal que eu deveria estar sentindo dela, eu sentia pena.

Era bizarro, mas eu ainda lembrava o momento em que Patty, sempre delicada e sutil, indagou sobre o bebê que Rebecca estava esperando.

Ela pareceu surpresa com a pergunta e não olhou nenhuma de nós nos olhos ao dizer que não tinha bebê nenhum e sair do cômodo de cabeça baixa.

Demorei para chegar numa possível teoria e, quando cheguei, fiquei mais tocada do que esperava.

Rebecca havia dito que estava grávida possivelmente para voltar a receber o afeto de Max. A esperança de ter um filho homem dessa vez possivelmente faria com que ele parasse de ser agressivo com ela.

Eu ainda lembrava de como ela parecia desconcertada quando anunciou para todos que eles iam ser pais novamente.

Eu a conhecia bem o suficiente para saber que ela odiava que sentissem pena dela, e que está ali, precisando e aceitando minha ajuda deveria estar a rasgando por dentro, mas eu estava fazendo apenas a minha parte.

Gostava de pensar que se um dia eu precisasse encontraria pessoas no meu caminho que fariam o mesmo por mim.

Foi por isso que pela primeira vez que Rebecca estava ali comigo, eu levantei a cabeça para olhá-la nos olhos.

Rebecca sustentou a encarada e eu relaxei minha postura, cansada de fingir que toda aquela situação não estava acabando com a minha cabeça.

— Acho que se eu tiver um treco vai ser mais vantajoso para mim.

— Você só vai falar com ele, não é como se fosse para força.

Inclinei a cabeça.

— Como você sabe para onde eu vou?

Ela deu de ombros, dando uma colherada para Judith, e disse:

— É sábado. Está prestes a cair a maior chuva e você trocou de roupa umas cinco vezes. Faz bastante tempo que te vi assim e pelo que me lembre não foi para uma entrevista de trabalho.

Não. Muito provavelmente foi para Max, mas se Rebecca não estava desconfortável em tocar naquele assunto, eu também não ficaria.

Maximus era uma parte da minha vida que eu ansiava esquecer, por mais que a menininha de cabelos dourados sentada na minha frente fosse um lembrete constante de que, mais cedo ou mais tarde, ele viria infernizar ou a minha vida ou a de Rebecca.

— É só que é difícil. — falei, tentando não revelar toda a verdade. — Sebastian estava muito...envolvido. Cada vez que o vejo é como se estivesse quebrando seu coração de novo.

— Então por que está indo vê-lo? — ela franziu a testa e eu me lembrei.

Certo, ela não sabia de toda a questão do aluguel.

— Temos algumas coisas pendentes.

— Hm...Das poucas vezes que o vi, Sebastian parecia ser um homem respeitável. Se você mostrar que está falando a verdade sobre não querê-lo, ele vai entender e não vai insistir.

Esse era o grande problema.

Ferrante conhecia a minha verdade e eu não conseguia ser tão convincente ao contar-lhe uma mentira.

Como poderia encará-lo e dizer que não queria mais nada com ele quando meus olhos lhe enviavam uma mensagem totalmente diferente?

Bem, eu tinha algumas horas para descobrir.

SEBASTIAN

Ergui a cabeça e Mia desviou o olhar pela centésima vez.

— Quer me falar alguma coisa, Mia?

Marco bufou do canto onde estava e ela lançou um olhar afiado para ele.

Voltando para mim, percebi suas bochechas ficarem coradas.

— Não, senhor Ferrante.

— Ela deve estar sentindo falta da general Sartori. — Marco murmurou e foi a minha vez de lançar um olhar afiado para ele. O assistente levantou a mão na altura dos ombros, se rendendo. — Está bem, está bem. Vou buscar um café para o senhor.

E com isso, Marco saiu da sala.

Era a oportunidade perfeita para falar com ela.

Arrastei minha cadeira até onde Mia estava, aproveitando o novo espaço — por enquanto vazio — que havia sido "liberado" quando juntaram a minha sala com a de Olivia.

— Estava querendo mesmo falar com você.

Mia me olhou com os olhos assustados:

— Não tenho nenhuma informação sobre a senhorita Sartori. — ela disse de pronto.

Olivia tinha treinadoa menina bem demais.

Mas se estávamos sendo forçados a jogar aquele jogo complicado e sem sentido, eu participaria.

— Não quero saber de Sartori. O que passou, passou. Tenho muito trabalho a fazer para ficar remoendo um término. — Mia assentiu com a cabeça, mas eu conseguia ver em seus olhos que ela não estava acreditando muito em minhas palavras. — Se me lembro bem, você ficou uns tempos no setor administrativo auxiliando quando uma das meninas estava de licença, não foi?

— Sim, sim.

Lancei meu melhor sorriso para ela.

— Você não teria o acesso ao sistema ainda, teria?

Mia mordeu o lábio, incerta, mas disse:

— Na verdade, eu tenho. A senhorita Sartori achava mais fácil para pegar todas as informações direto do sistema do que esperar que o senhor resolvesse juntar todos os relatórios e... — Ela arregalou os olhos. — Ah, meu Deus, desculpa. Eu não...

Levantei uma mão.

— Não tem problema, Mia. Acho que todos nesse andar sabem muito bem o que Olivia pensava dos meus métodos profissionais. — A menina deu um risinho. — É só que eu preciso justamente fazer um relatório geral para o meio da semana que vem.

— Ah, não se preocupe. Eu mesmo posso pegar os dados e...

— Olivia não costumava fazer isso sozinha?

Mia gaguejou:

— S-sim...

— Então...

— É só que o acesso é... meu e... me desculpe a honestidade, mas não sei bem se o senhor quer realmente...

Soltei o ar e abaixei a cabeça, derrotado.

— Está bem, Mia. A real é que eu não acho que você vai querer estar envolvida na minha procura dentro do sistema. Digamos que é algo independente.

A antiga assistente de Olivia me olhou desconfiada:

— Independente? — Assenti. — Isso tem a ver com a senhorita Sartori?

— De certa forma.

— Pode prejudicá-la de algum jeito?

Fiquei sério:

— Sabe que eu não faria nada que pudesse prejudicá-la.

— Meu Deus, Sebastian Ferrante é fofo. — Mia disse, incrédula — Quem diria?

— Vocês têm uma visão muito equivocada sobre mim...

— Claro, claro. Mas, então, o que vamos ter que fazer?

Arqueei uma sobrancelha e então comecei a contar sobre o tipo de informação que eu estava atrás.

Ter a ex-assistente de Olivia no meu time foi algo que eu não sabia que precisava até ela assumir as rédeas da situação.

Eu sabia que Santiago não abriria a boca e eu tentava entender o lado dele. Poderia ter deixado tudo para lá. A escolha tinha sido de Olivia, afinal.

Mas o que Eloise me revelou ainda girava em minha cabeça.

Por que eu estava na B&T?

Por que aquela regra idiota de casamento apareceu do nada?

E por que ela simplesmente sumiu assim que Olivia saiu da empresa?

As duas últimas perguntas poderiam ser respondidas com o claro machismo do senhor Boscher, mas a primeira ainda era difícil de assimilar.

Julie sabia o quanto eu queria trilhar meu próprio caminho, sabia o quanto eu fiquei orgulhosa por achar que tinha conseguido o estágio pelas minhas próprias conquistas.

Não conseguia acreditar que ela tinha passado por cima de tudo no que eu acreditava ao ponto de conseguir que eu fosse contratado, sem nem ao menos me consultar.

No entanto, no fundo, eu sabia que acabaria indo atrás de Eloise se não tivesse conseguido o estágio. E se Julie me conhecia tão bem quanto eu achava, ela também saberia disso.

Sabia que, ainda que eu amasse Eloise, se eu fosse parar para analisar direito, ela ir embora naquele momento seria o melhor a longo prazo para nós dois.

Era o início da minha carreira profissional e uma vaga na B&T, uma das maiores empresas de comunicação do país, seria um divisor de águas.

O que Julie poderia ter feito se pensasse que eu me acomodaria da mesma forma com o que aconteceu entre mim e Olivia?

Ela estava apenas por trás da minha promoção imediata ou havia mais?

Quanta influência o pai dela tinha sobre o senhor Boscher?

Suspirei.

A maioria dessas coisas eram apenas teorias que eu não poderia simplesmente sair jogando na cara de Julie antes de ter uma prova concreta. Afinal, ela acabaria dizendo que não há nada demais em indicar o amigo para um emprego, a decisão ainda seria do chefe de me contratar ou não.

Eu precisava de algo mais sólido e substancial. Precisava confirmar se havia alguma troca de favores tanto relacionados à minha contratação quanto à minha promoção.

Precisava entender o quão longe ela iria para apostar tudo num relacionamento entre nós que nunca aconteceria.

Precisava entender se a pessoa que havia estado ao meu lado todos esses anos era realmente minha amiga ou apenas visava seus próprios interesses.

Encarei a tela do meu celular por um tempo, dividido entre decidir se deveria ou não entrar em contato.

Mas acontece que já havia sido feita por mim porque no minuto seguinte a campainha do apartamento tocou e quando eu abri a porta Julie estava lá. Com uma cesta na mão.

Ela me lançou um sorriso sem graça.

— Bandeira de paz? — ela disse levantando a cesta. — Hunter me contou o que aconteceu. Isso já tem alguns dias, eu só... não tinha certeza como você reagiria ao me ver aqui. Posso entrar?

— Eu...— Limpei a garganta e dei espaço para que ela entrasse. — Claro.

OLIVIA

Era a quarta volta que eu dava no quarteirão.

Tinha certeza que algum porteiro de um dos prédios já devia estar desconfiando que eu estava planejando algum golpe ou talvez roubar o banco na esquina.

Ainda que eu estivesse vestida com uma jardineira jeans até o meus pés. Quer dizer, se ainda fosse um macacão fechado...

Olhei para o céu pensando se tinha sido uma boa ideia ir andando até ali e sem um guarda-chuva. O tempo realmente tinha ficado caótico naquela semana. Quando saí de casa o sol da tarde estava deixando o céu todo dourado. Naquele momento nuvens escuras começavam a se juntar naquela parte da cidade.

Respirei fundo.

Vamos lá, Olivia. Só subir, deixar claro que Sebastian não tem o direito nem o dever de assumir nenhuma das suas necessidades, deixar claro que não pretende continuar a vê-lo, desejar uma boa noite e ir embora para sua vida sem graça e solitária, que não está muito diferente do que quando você começou esse acordo absurdo que te colocou na situação em que está hoje.

Fácil, fácil.

Fácil pensar. Agir era bem diferente.

Criando coragem, parei em frente ao prédio de Sebastian e empurrei a porta enorme de vidro.

— Olá, boa tarde, hm... Sebastian Ferrante. Sou Olivia, Olivia Sartori.

Esperei que ele pegasse o interfone, mas o rapaz apenas liberou minha subida com um sorriso simpático.

Meu coração batia forte no peito desde o momento em que entrei no elevador e apertei o botão do andar de Sebastian até o momento em que parei na frente da sua porta.

Olá, Sebastian. Já que me obrigou a vir aqui...

Não, rude demais.

Oi. Eu vim aqui apenas....

Argh.

Olá, Sebastian, gostaria de ter vindo antes...

Ótimo, eu havia esquecido como falar algo coerente.

Levantei a mão para bater na porta, mas hesitei. O tapete sob meus pés me fez lembrar da última vez que estive ali quase invadindo seu apartamento.

Um mês antes, mas parecia mil anos.

Bati na porta suavemente e me apoiei na parede com medo de desmaiar a qualquer momento.

Ouvi os passos que se aproximavam e me preparei.

A porta foi aberta e Sebastian estava do outro lado, extremamente surpreso ao me ver.

— Olivia? — ele disse baixinho enquanto eu ainda absorvia o fato de ele estar ali na minha frente.

Sebastian usava uma regata preta e uma calça de flanela.

Abri e fechei a boca algumas vezes.

— Hm, perdão por não ter avisado que viria.

— Sabe que não precisa avisar. — ele disse, parecendo se recuperar do choque de me ver ali. — Eu só achei que você não viria mais.

— Pensei bastante a respeito antes de decidir vir, só que não posso deixar que o que você fez se repita e...

As palavras morreram na minha boca quando vi ao fundo a pontinha da mesa de jantar de Sebastian, uma cesta enorme e dois copos posicionados ali.

Mil cenários se passaram na minha cabeça.

Lógico que Sebastian estava com alguém em casa.

Era quase noite de um sábado, eu não poderia esperar que ele estivesse sozinho.

Eu deveria estar feliz — aliviada — pela possibilidade de Ferrante ter parado de procurar respostas que eu não poderia dar e estava seguindo em frente.

Deveria.

— Você está ocupado? Prometo que não vou tomar o seu tempo ou de sua visita e...

— Seb, eu não achei os protetores para pôr na mesa. — Julie parou no meio do caminho ao me ver. — Olivia, que...surpresa te ver.

Ela disse forçando um sorriso e se aproximando das costas de Sebastian.

— Julie. — falei, sem emoção. Olhei dela para Sebastian e dei um passo para trás.

Ele deu um passo em minha direção:

— Lili...

— Eu volto outra hora. — comentei, sentindo meus olhos arderem.

Eu deveria entrar naquele apartamento e acabar com a cara dela. Óbvio que ela estaria ali como um abutre para curar o coração de Sebastian. Não deixava de ser patética.

Queria rir histericamente.

Sebastian olhou para trás e eu aproveitei para dar os passos que me separavam do elevador — que graças a Deus ainda estava no andar — e entrar, apertando o botão do térreo como se minha vida dependesse disso.

Ferrante percebeu meus movimentos tarde demais, mas o som da sua voz chamando meu nome ecoou enquanto o elevador descia.

SEBASTIAN

Caralho!

Apertei o botão do elevador de serviço com tanta força que quase o quebrei.

— Para onde você vai? — Julie disse ainda parada na porta do meu apartamento.

— Agora não, Julie.

Ela soltou uma risada sem humor.

— É inacreditável. Simplesmente inacreditável. Como ela tem coragem de aparecer aqui depois de tudo o que fez você passar e... Sebastian!

Não respondi enquanto entrava apressado no elevador.

— Droga, droga, droga! — bati na parede metálica e senti o chão chacoalhar um pouco sob meus pés.

Só então percebi que estava descalço.

Cheguei no térreo segundos depois de Olivia, mas tive que dar a volta para chegar na entrada principal.

— Olivia! — gritei, vendo ela sair do prédio com passos apressados.

O porteiro me desejou boa tarde, mas eu não consegui responder, meu foco todo estava em alcançar Sartori.

Abri a porta de vidro apenas para encontrar uma chuva absurda caindo na pior hora possível.

Ótimo.

— Olivia! — Avistei sua figura a alguns metros andando enquanto a chuva ensopava suas roupas.

Sem me importar com os olhares abismados que me observavam correr pela rua, em meio a uma tempestade e descalço, alcancei Olivia e segurei o seu braço, puxando-a para mim.

— Porra, Olivia. Para e me escuta. — Seu corpo colidiu com o meu e eu a virei para que me encarasse.

— N-não... não tem nada para escutar, Ferrante. — ela disse com lábios roxos de frio. Na minha correria para alcançá-la, eu nem havia registrado o quão fria estava a água que caía do céu. — V-volte para casa. Você não me deve explicações.

— Lógico que te devo explicações. Eu também não sabia que ela viria. — Passei uma mão pelo rosto dela e Olivia cedeu um pouco, aproveitando um pouco de calor que ainda restava em meu corpo. — Não tinha nada rolando lá em cima. Ela só soube que eu estava mal por...tudo e veio tentar me animar.

Olivia deu uma risada irônica.

— C-claro que veio. — Ela comentou, tentando se afastar. — Me solta, Sebastian. Eu não tenho nada a ver com o que estava ou não rolando, não me interessa. T-talvez seja com ela que você...

Não deixei que ela terminasse e puxei seu rosto para perto do meu.

Que se danasse a "escolha" dela.

Que se danasse todas as "mentiras" que ela estava me contando há dias.

Olivia poderia me dizer que não me queria. Que não sentia nada real. Que não se importava.

Mas seus lábios nos meus contavam uma história completamente diferente.

Não havia frio, nem chuva, nem meus pés molhados naquele chão nojento.

Havia apenas minha mão segurando firme sua cintura, puxando-a contra mim.

Havia apenas seus dedos tocando meus ombros, deslizando por meu pescoço.

Havia apenas sua boca tão faminta pela minha quanto a minha estava pela dela.

— Sebastian... — Ela disse contra os meus lábios, sua voz trêmula. — Por favor, eu...

— É com você que eu tenho que ficar. Como não consegue entender isso? — perguntei, beijando o canto dos seus lábios, puxando seu rosto para mim de novo.

Olivia parou de resistir, mas não do jeito que eu esperava ou queria.

Sua boca explorava a minha, mas não era com uma promessa de mais e sim com um gosto de ponto final. Sua língua acariciou a minha mas não era me convidando e sim se despedindo.

Sartori apoiou as duas mãos no peito e me afastou fracamente.

Como se não tivesse mais forças.

Entre os pingos de chuva, percebi que seus olhos estavam vermelhos.

— Se você me ama, Sebastian. Se realmente sente o que diz, vai entender que isso aqui acabou. E cada minuto...— A voz dela falhou. — Cada minuto que você não entende isso, você me machuca mais. Não pode existir mais nada entre nós. E eu não quero ter que te magoar mais cada vez que te vejo. Por favor.

E, para minha surpresa, Olivia jogou os braços ao meu redor, me abraçou e deu um beijo demorado na minha bochecha antes de se afastar, se virar, acenar para o primeiro ônibus que passou e ir embora.

Suas últimas palavras ainda ecoando em minha mente:

"Não pode existir mais nada entre nós."

Voltei para o meu apartamento disposto a dar a Olivia o espaço que ela queria, mas aquilo não queria dizer que eu havia desistido do meu propósito.

Nem por um segundo.

Se eu precisava sacrificar algum tempo longe dela, que fosse, contanto que eu pudesse mostrar para ela no final o quanto eu realmente a amava.

✥✥✥

Notas finais
Heeyyy, meus amores! A DESGRAÇADA DA JULIE E MAIS NINGUÉM!!! pesei a mão no angst nessse, maaaas em minha defesa isso quer dizer que dias melhores estão chegando...................... e o final do livro também :( 7 CAPS TO GO!!! ME CONTEM O QUE ACHARAM??? espero que tenha gostado. Não se esqueçam de comentar o que estão achando (pf sou escritora independente preciso receber validação a todo momento rs), deixar aquele fave básico e compartilhar a história com os amigos ♥ A gnt se vê!! me sigam nas redes sociais! twitter: @ whodat_emmz ou @ emmieedwards_ instagram: @ emmiewrites