Contrato de Casamento

57 Cinquenta e Quatro


Notas iniciais
oláaaaa olha eu de novo

"She came along, got him alone, and let's hear the applause

She took him faster than you can say 'sabotage'"

(Better Than Revenge)

OLIVIA

Sebastian sorriu e fechou os olhos enquanto eu saía de cima de cima dele e me aconchegava ao seu lado.

Observei a respiração dele se normalizar e disse:

— Foi tão ruim assim que você quer fingir que eu não existo?

Sebastian abriu olhos de imediato e me encarou como se eu fosse louca:

— Ruim? Tenho a leve impressão de que vou entrar em coma e sair do plano terreno a qualquer momento e você está me perguntando se foi ruim? — Comecei a rir. — Pelo amor de Deus, vou precisar de uma dose disso diariamente e é muito provável que eu tenha um infarto muito em breve. Mas vou morrer feliz.

Dei um tapa na barriga dele:

— Você é tão exagerado. Estou falando sério. Foi...bom?

Ok, eu estava parecendo desesperada por aprovação.

E estava mesmo.

Ele pegou meu rosto com as duas mãos e encostou nossos narizes, dizendo baixinho:

— Foi incrível. — Sebastian me deu um selinho. — Se eu soubesse que para ter sua boca em mim era só sofrer um acidente e andar pelo quarto de toalha, eu teria feito isso muito antes.

— Por favor...por que não pode ficar sem fazer piadas por um minuto?

A expressão dele ficou séria e ele me puxou para que eu me inclinasse sobre seu corpo novamente. Eu imaginava que os machucados ainda deveriam estar doendo bastante e qualquer esforço deveria ser excruciante.

Meus cabelos caíram como uma cortina em cada lado dos nossos rostos e os olhos de Sebastian brilhavam ao me observar:

— Foi muito bom, Olivia. Foi perfeito. Minha mente nem consegue processar nenhuma palavra decente depois disso. — Ele passou a mão boa pela lateral do meu corpo, seu toque firme e seguro. — Deixe que eu te mostre o quanto eu gostei.

Seus dedos entraram sob minha camiseta e eu fechei os olhos, mas neguei com a cabeça
— Hoje não. Você precisa descansar. — Tirei sua mão da minha pele, dei um beijo em sua bochecha e rolei para sair da cama. — E cobrir isso aí.

Gesticulei para a parte inferior do seu corpo.

Sebastian meu lançou um sorriso cheio de malícia.

— Por quê? Muito irresistível para ficar exposto por aí? — Rolei os olhos. — Acha que não posso dar o melhor de mim estando machucado?

Joguei as roupas de Sebastian nele — que tinham ficado espalhadas no colchão — quase acertando seu rosto e caminhei até o banheiro.

Num momento de coragem, me virei para ele e disse:

— Tenho certeza que sim, mas trabalhando comigo todo esse tempo já deve saber que sempre quero mais de você.

SEBASTIAN

Eu me vesti no automático e com certo esforço enquanto todo o resto do meu corpo vibrava praticamente implorando para que eu entrasse debaixo daquela ducha juntamente com Olivia e terminasse o que ela tinha começado.

Foi provavelmente só o tempo de Olivia entrar no banheiro, se despir, entrar debaixo do chuveiro e deixar a água cair sobre seu corpo que então fechei os olhos, voltando à sensação do momento de minutos atrás. A boca de Olivia em mim, como ela ficava perfeita me olhando com aqueles olhos castanhos e...

Meu corpo se acendeu novamente, meus poros gritavam para ir atrás dela, retribuir o que tinha me causado, mas ela havia colocado um limite e talvez não estivesse pronta para o ultrapassá-lo ainda.

Não poderia me dar o luxo de estragar tudo com Olivia, não agora.

Se ela precisava se sentir pronta para estar comigo, eu lhe daria o tempo e espaço suficiente. Tinha feito isso por anos e não me arrependia nem um pouco.

Não quando estávamos criando algo tão...

Olivia saiu do banheiro. Enrolada na toalha.

Bufei:

— Vou fechar meus olhos e Deus afastará essa tentação de mim. Eu creio. — Ouvi o som da sua risada.

— Vou colocar você em minhas orações, Sebastian.

Ainda com os olhos fechados, eu sorri:

— Pode me colocar onde você quiser, querida. Onde você quiser.

Olivia deitou ao meu lado, nossas pernas ficando entrelaçadas e sua cabeça no meu peito. Cinco minutos depois, ela estava num sono profundo e merecido.

Eu já tinha dormido maravilhosamente bem com ela ao meu lado no hospital e apesar das dores, que não eram intensas mas eram constantes, eu me sentia mais acordado do que nunca.

Normalmente o que aconteceu mais cedo teria sido apenas um momento de intimidade, algo para ser realizado na nossa recente mas intensa relação.

Porém, foi muito mais.

Era como se eu tivesse me reconectado com um Sebastian que há muito tempo não dava as caras. Um Sebastian que achei que tinha sumido.

Eu me sentia novo e antigo ao mesmo tempo. Me sentia invencível. Me sentia energizado.

Estendi a mão para pegar o celular em cima da mesinha de cabeceira e um papelzinho do tamanho de um cartão caiu ao lado da cama.

Ignorando a fisgada de dor, me inclinei para pegar e Olivia se mexeu, virando-se para o outro lado.

O cartão branco tinha uns arabescos e parecia do tipo que se colocava em buquês.

Na parte interna, estava escrito apenas

Melhoras!

De: Max

e a família Fontana.

Por um momento, minha visão embaçou e eu achei que Max estava mandando um bilhete para Olivia, mas então foquei no "Melhoras" e percebi que era direcionado para mim.

Eu quase havia esquecido que enquanto eu terminava os últimos exames e o médico assinava minha alta, Olivia voltou da lanchonete com uma expressão um tanto conturbada e um buquê de flores na mão, que largou de qualquer jeito sobre o pequeno sofá do quarto.

Estava tão animado para sair dali e por tudo que estava acontecendo entre mim e ela que mal registrei o buquê ou como ela ficou aérea por um bom tempo.

Aquele cara era bom. Um ótimo manipulador. Eu não sabia se Olivia e Max tinham conversado na entrega do buquê, mas eu desconfiava que sim.

Sabia que Max deveria ter oferecido o buquê como uma oferta de paz e como Olivia ainda estava chateada com ele, resolveu entregá-lo como se fosse para mim.

Como se Max tivesse algum tipo de consideração.

Olivia não levaria a sério qualquer coisa que ele tentasse fazer por ela. Mas por outra pessoa, no entanto...

Eu sabia que, para Maximus, deveria valer a pena tentar.

Coloquei o cartão em cima da escrivaninha e levantei da cama, com certa dificuldade.

Tentando voltar a focar em tudo que estava acontecendo entre mim e Olivia e fingir que Max nunca tinha existido.

OLIVIA

Quando acordei, o sol já estava bem mais brando no céu, mas Sebastian não estava ao meu lado.

— Seb? Está no banheiro?

Nenhuma resposta.

Me espreguicei e levantei da cama, procurando sinais de para onde ele poderia ter ido mancando.

Lavei o rosto e escovei os dentes antes de descer para o andar de baixo e não ouvir nenhum barulho exceto duas vozes e um som de televisão.

— Nãaaaaao. — As duas vozes disseram em uníssono. — As asas não.

Franzi a testa e cheguei no último degrau.

— Eu não acredito que ele abriu mão das asas. — Reconheci a voz de Sebastian. — Quem abre mão das asas? São...asas!

Ele parecia seriamente indignado.

A outra voz estalou a língua e eu me surpreendi ao descobrir que pertencia a ninguém mais, ninguém menos que Lucy.

— Faz sentido. — ela disse, quieta.

— Faz sentido?

— Eles são amigos, claro que desistiria das asas. — Lucy disse convicta e eu me encostei no corrimão da escadaria.

— São asas. Vai ter que viver para sempre sem asas, eles poderiam achar outro jeito.

— Hm...

— Hm, o quê, Polegarzinha? — Lucy riu.

— Se mandasse escolher entre asas e a tia Olivia, você ia escolher asas?

Segurei o riso, mas fiquei atenta à resposta de Ferrante.

— Isso é injusto. Claro que eu escolheria sua tia. Não acredito que estou sendo refutado por uma pirralha. — Ele bagunçou o cabelo de Lucy e ela se contorceu rindo provavelmente pelas cócegas que Sebastian fazia.

Eles ficaram quietos por alguns instantes, focando no programa novamente.

— Tio Sebastian — Lucy falou de repente — Posso fazer uma pergunta?

— Claro. — Ferrante respondeu distraidamente.

Esperei toda a gama de perguntas que uma criança daquela idade poderia fazer, desde as mais inocentes às mais constrangedoras, mas o que saiu foi ainda mais aterrorizante.

— O senhor ama a tia Liv?

SEBASTIAN

Quase me engasguei enquanto Lucy me encarava com a expressão mais casual que existia.

Ao abrir a boca para responder, alguém limpou a garganta atrás de nós.

Olivia Sartori, em carne e osso.

Seu rosto não revelava nada sobre se ela tinha ouvido ou não a pergunta da sobrinha.

Ela simplesmente sorriu, inclinou o corpo se apoiando na parte de trás do sofá e perguntou:

— Quem está sendo a babá de quem aqui?

Lucy apontou para si mesma e eu a imitei.

— Vocês não tem jeito. — E se virando para mim disse: — Já tomou o remédio?

— Sim, senhora! Ele tomou os dois remédio direitinho, mas não queria. Eu disse que a senhora ia ficar super brava e não iria mais se casar com ele.

Olivia arqueou a sobrancelha, sem dúvidas admirada.

— Ótima estratégia.

— Também fiz massagem no pé enorme do tio.

— Estava fazendo minha sobrinha de escrava, Ferrante?

Bufei.

— Como se eu fosse capaz de fazer com que alguma de vocês duas fizessem o que eu quero.

Lucy mostrou a língua para mim e se levantou do sofá começando a dançar a música tema do desenho, esquecendo momentaneamente de mim e de Olivia.

— Precisamos de um teste urgente. Essa criança só pode ser sua. — comentei e ela riu.

Sartori sentou ao meu lado no sofá e eu pude perceber que ela estava sendo cautelosa.

— Tá tudo bem? —perguntou enquanto eu enrolava uma mecha do seu cabelo em meu dedo. — Acordei e não vi você na cama, fiquei preocupada. Sabe que o médico pediu para você descansar pelo menos por hoje, para a recuperação ser mais rápida.

— Gosto de você preocupadinha comigo. — falei baixinho, roçando meu nariz na sua bochecha.

— Você é extremamente tóxico, sabia disso? — Ela virou o rosto, sua boca a centímetros da minha, mas quando avancei para beijá-la, ela se afastou cruelmente. — Cadê todo mundo?

Dei de ombros, beijando seu queixo.

— Eles falaram que iam para algum lugar, pegar preparativos para alguma coisa, mas eu não consigo prestar atenção em mais em nada desde hoje cedo. Você me desconfigurou, gatinha.

Seus ombros sacudiram de leve com sua risada e ela empurrou meu rosto para o lado.

— Você não leva nada a sério.

— Estou querendo te deixar confortável para não me trancar do lado de fora enquanto cria mil paranóias irreais sobre a possibilidade de eu não ter gostado. — eu disse, assumindo um tom de seriedade.

— Está bem.

Lucy ainda dançava na nossa frente alheia a tudo ao seu redor exceto ao programa na TV. Olivia a observava com um carinho enorme no olhar.

Lembrei de como ela havia paralisado ao meu lado ao ver Judith e me perguntei se ela se imaginava vivendo a vida de Rebecca, caso tivesse escolhido ficar com Max e perdoá-lo.

Sartori pareceu perceber que eu estava distraído e virou o rosto para me encarar de novo.

— Perdido em pensamentos?

Ponderei sobre inventar qualquer coisa banal, mas no fim disse:

— Viu Max hoje?

Odiei o jeito que o tom da minha voz parecia mesquinha e infantil.

Olivia soltou o ar e assentiu com a cabeça:

— Rapidamente. Ele trouxe flores para você no hospital. Em nome de toda a família.

Bufei com descrença.

— E você acreditou?

Ela me olhou como se eu a tivesse ofendido e eu me arrependi imediatamente do meu tom.

— Claro, Sebastian. Falei que ele era incrível e muito generoso. Que eu estava disposta a perdoar tudo o que ele fez, bastava largar Rebecca e ficar comigo. Não pensava que você esperasse tão pouco de mim.

Segurei o rosto dela com as duas mãos:

— Não, amor. Não é isso, é só que... — Respirei fundo, fechando os olhos por um instante. — Não gosto de saber que Max esteve perto de você, principalmente com essa estratégia ridícula de fingir preocupação comigo.

Olivia colocou uma mão sobre a minha:

— E eu gosto muito menos de estar na presença dele, Seb. Você conhece Max há algumas semanas, eu o conheço há anos. Sei como a mente dele trabalha. E para esclarecer, nossa conversa foi mais uma discussão do que qualquer outra coisa. Falar dele me cansa e eu tento ao máximo esquecer toda interação que temos.

— Conseguiu descansar pelo menos um pouco?

— Aham e você deveria fazer o mesmo. Aliás, tomou o seu remédio no horário certo mesmo? Coloquei um alarme no seu celu...

Lucy apareceu na nossa frente e começou a recitar.

— Sim, tia Liv. Fiz ele tomar o remédio no horário certinho, mas ele ficou fazendo birra. Aí eu disse que ia chamar a senhora e a coisa ia ficar feia. Aí ele aceitou. — Não era mentira.

Olivia olhou de Lucy para mim com uma sobrancelha arqueada.

— O que foi?

—Você deveria tomar vergonha na cara.

OLIVIA

Considerando que o casamento era dali a cinco dias, minha mãe resolveu assumir as rédeas da situação junto com Cecília. Elas voltaram para casa com várias sacolas e pareciam prestes a começar um projeto de escola.

Como tinha deixado claro que eu e Sebastian queríamos algo bem simples e intimista desde o começo — por uma razão bem diferente da minha situação com ele no momento — os detalhes eram básicos como as cores dos arranjos e os tipos de flores, que música tocaria, o que seria servido, as cores das cadeiras e das toalhas de mesa, que tipo de penteado eu gostaria de usar e claro... meu vestido de noiva.

Só de pensar no assunto, arrepios percorriam minha pele.

A primeira vez que eu havia planejado o que vestir num casamento foi com a mãe de Max, a única pessoa minimamente decente daquela família, antes mesmo de sequer termos uma data em mente para a cerimônia.

Depois que o marido a trocou por uma versão mais jovem e muito mais cruel, a ex-senhora Fontana tinha ficado arrasada e se mudado para a cidade vizinha com medo da humilhação que certamente sofreria com os olhares de pena.

Apesar de tudo, ela amava demais o filho, e eu frequentemente insistia que Max desse mais atenção à mãe. Quando começamos a falar de casamento, ela insistiu em estar envolvida e eu fiquei aliviada porque só de pensar em ouvir conselhos da madrasta de Maximus sem dar um tapa na sua cara fazia minha paciência evaporar.

A mãe de Max insistiu que eu usasse seu vestido de noiva, mesmo com os protestos da minha mãe que queria que eu usasse o dela, mas eu sentia tanta compaixão pela mulher — que parecia genuinamente feliz por eu estar casando com seu filho — que acabei aceitando seu pedido.

Claro que o pai e a madrasta de Max colocaram defeito em tudo no dia que provei pela primeira e última vez e eu lembro de ter saído do local como se tivesse lutado nas duas Grandes Guerras e curiosamente perdido em ambas.

Como praticamente a maioria das coisas que envolviam o clã dos Fontana, foi uma experiência desgastante e traumática para uma pessoa que nem mesmo tinha saído da faculdade.

Com minha mãe e Cecília foi tudo tão simples.

A mãe de Sebastian disse que havia trazido seu vestido de casamento e o arranjo que usou e logo as duas, como se fossem amigas há anos, haviam entrado num consenso de que se eu usasse o vestido de uma, usaria o arranjo da outra.

Meu coração doía um pouco com a bondade e solicitude de Cecília, principalmente quando eu lembrava que no fundo aquela cerimônia estaria longe de ser real.

Quer dizer, eu e Sebastian poderíamos estar juntos, mas casamento de verdade era uma coisa séria e a ser pensada com cuidado.

Com o nosso compromisso de que depois que o teste da empresa tivesse passado nós seguiríamos nosso relacionamento do jeito certo e decente, talvez num futuro...

Senti minha garganta fechando um pouco. A possibilidade de um futuro definitivo com Sebastian significava várias coisas, significava ter que lhe mostrar várias partes de mim agora para ele estar ciente de onde estava se enfiando.

Mas eu não sabia se tinha forças.

Ou se teria algum dia.

Minha mãe sugeriu que eu provasse os vestidos, mas neguei com a cabeça.

— Os dois são lindos, — disse, piscando rápido para evitar ter uma crise enquanto observava as duas peças penduradas em cabides na minha frente. Vesti minha máscara de normalidade e forcei um sorriso. — mas será que posso escolher depois? — Gesticulei para as diversas anotações que tínhamos feito até o anoitecer. — Muita informação para minha cabeça.

— Claro, querida. Só precisa ser pelo menos dois dias antes da cerimônia, caso eles precisem de muitos ajustes. — Cecília disse, tirando uma mecha de cabelo que caía no meu rosto.

Dona Lucinda Sartori, no entanto, me lançava um olhar curioso, mas ficou quieta.

"Muita informação para minha cabeça.", não era uma frase que ela ouvia sair com frequência da minha boca.

Começamos a arrumar os papéis, os vestidos, arranjos e moldes quando minha mãe recebeu uma mensagem do meu pai dizendo que o jantar estava pronto.

— Acho que conseguiremos organizar tudo com folga. A maioria das coisas têm para vender aqui na cidade ou uma viagem rápida na cidade vizinha já vai dar conta do recado e...

Passos apressados soaram no corredor e em um segundo, Eliza estava do lado de dentro do quarto como se tivesse vendo um fantasma.

Estávamos no quarto dos meus pais, mas de alguma forma, minha irmã parecia surpresa ao não me encontrar sozinha ali.

Ela olhou para os vestidos de noiva e para os objetos em nossas mãos, tentou disfarçar sua expressão e controlar a voz:

— Livizinha, meu amor, estava te procurando, será que posso falar com você um instantinho? — ela disse com um sorriso despreocupado, mas sem mostrar os dentes.

— Sim, já tínhamos terminado e...

— Ótimo. — ela me cortou, passando um braço pelo meu ombro e me levando para fora do cômodo.

Eliza me guiou até o seu antigo quarto de infância e fechou a porta, se recostando nela.

— Liz, tá tudo bem?

Ela respirou fundo e soltou o ar de vez.

— Eu não sei nem por onde começar.

— O que houve? Tá tudo bem com você?

Minha irmã se desgrudou da madeira e veio até mim me colocando sentada na cama.

— Quero que me escute do começo ao fim, está bem?

— Você está me deixando assustada.

— Eu também estou. — Mas ela parecia mais chocada do que qualquer outra coisa. — Quer dizer, eu tinha pegado uma coisa ou outra coisa no ar, mas, claro, ele é apaixonado por você. Ou pelo menos, parece muito. — Franzi a testa. — Porém, você precisa saber para ficar esperta.

— Eu não estou entendendo nada do que você está falando.

— E eu não estou entendendo nada do que vi. — Liz enrolou uma mecha de cabelo no dedo, como costumava fazer quando estava nervosa. — Estava procurando Lucy porque Deus sabe que essa criança tem algum poder de se teletransportar e do nada aparecer do meu lado de novo, mas enfim, tinha vasculhado a casa toda e não a encontrei então resolvi ir lá fora porque tinha visto Sebastian sair e a última pessoa que tinha visto essa pentelha antes de mim foi ele e...

Eliza continuou contando e eu continuei ouvindo, embora, quando a história finalmente chegou onde minha irmã queria, eu passei a duvidar dos meus próprios ouvidos.

✥✥✥

Notas finais
Heeyyy, meus amores! SHE'S NOT A SAINT, AND SHE'S NOT WHAT U THINK, SHE'S AN ACTRESS OOOOOHH já ouviram o speak now tv version meus amores? (JÁ DEVERIAM NÉ) pois ouçam (olivia tá pedindo e como esse eh meu album favorito - e provavelmente o unico q ouvi da tay do começo ao fim, PEÇO QUE OUÇAM TBM >>>>>INCLUSIVE A MÚSICA I CAN SEE YOU - PQ TAYLOR SWIFT ESCREVEU ESSA SOBRE SEBASTIAN E OLIVIA< enfim, voltando a outro surto................. eu dei um capítulo fofissimo para vcs para acabar com uma possível bomba dessas, bem oq posso fazer, i swear i don't love drama it loves me e agora vou ficar no cantinho pensando sobre o que eu fiz (sim, to mto swiftie, não?) Não se esqueçam de comentar o que estão achando (pf sou escritora independente preciso receber validação a todo momento rs), deixar aquele fave básico e compartilhar a história com os amigos ♥ Acho q já falei mto por hoje!! A gnt se vê em breve!!! me sigam nas redes sociais! twitter: @ whodat_emmz ou @ emmieedwards_ instagram: @ emmiewrites xx