Contos de Escuridão e Resistência
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Zulu corre pelas ruas atrás de um misterioso arqueiro que pula entre os prédios, mas Zulu aproveita algumas caixas jogadas no chão pelo ladrão, e utilizando-as, o garoto aproveita para subir ate o telhado e continuar a perseguição.
Após se aproximar do misterioso arqueiro, Zulu agarra sua capa e puxa na tentativa de fazê-lo parar de correr, mas em um movimento rápido ele se solta do casaco, e em uma cambalhota rola para o chão, segurando em uma mão seu arco e na outra uma espada. Mas ele não se abalou, voltando a correr logo em seguida.
Zulu o segue na tentativa de embosca-lo em uma viela, mas após segui-lo ao virar uma esquina, Zulu retorna e se esconde na esquina da viela torcendo para não ter sido visto.
Depois de alguns segundos tentando manter a respiração calma, ele decide espiar. Vê o arqueiro caído no chão, olhando assustado para um alguém em uma armadura,que segurava um martelo de guerra apoiando sobre o ombro.
O novo misterioso guerreiro de armadura olha para o arqueiro e depois para a espada caída.
— Você roubou. – Fala, sem expressar qualquer emoção para o arqueiro.
— E-Eu não roubei essa espada, ela é de um amigo, senhor. O guerreiro com uma jogada de ombro bate o martelo com força no chão perto do arqueiro, quase acertando e esmagando sua canela fina.
— E quando que seu amigo que usa duas espadas vai parar de espiar na esquina?
Zulu recuou, nervoso. Não sabia quem era ele, e muito menos quando ele o percebeu. Antes de recuar e se esconder? Ou será que ele o viu espiando?
Mas antes que se possa pensar em algo, “ele” estava ao seu lado o encarando segurando arqueiro pela gola da camisa.
Zulu possuía em torno de um metro e oitenta, já o arqueiro um e oitenta e cinco, já “ele” em torno de dois metros e quinze.
— Ambos irão me acompanhar atá a cadeia. – disse o guerreiro, frio e seco.
Os dois andavam lado a lado com misterioso guerreiro atrás de ambos segurando o martelo de guerra pronto para uma “tentativa” de fuga.
— Ô Zulu, essa foi a ultima vez que tento te roubar, ok? – sussurra o arqueiro.
— Você só diz isso porque a gente vai morrer. –retruca Zulu, sussurrando bravo.
— Quem é esse cara? Os guardas da cidade não usam esse tipo de armadura, e muito menos os da capital.
— Parece que a armadura foi feita mão, já viu algo desse tipo, Finle?
— Claro que não. E gostaria de saber onde está a Varrdis para salvar nossa pele. — Resmungou.
Ao se aproximarem da cadeia, um soldado sai olhando alguns papeis que possuía na mão antes de perceber a cena, após olhar por alguns segundos, antes de falar algo.
— Zulu e Finle, o que vocês aprontaram? – pergunta o guarda, sem entender nada, e se preparando para sacar sua espada.
Ambos se olham, mas antes de poderem falar algo e guerreiro corta a frente deles a se aproxima do guarda. Soltando o pesado martelo no chão, removendo seu elmo e revelando seu cabelo comprido vermelho bagunçado, e abrindo um sorriso apesar de faltar um dente incisivo lateral esquerdo.
— Oi pai! Sou eu, a Varrdis.
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