Era janeiro de 2010, eu tinha 14 anos, ainda morava na minha casa mal assombrada. Era uma noite extremamente fria, diferente de todos os dias que irritavam de tão quentes. A chuva caía sem parar por horas e horas, e tudo o que vinha na minha mente ao olhar pela janela era como o cheiro de chuva era bom, como o som que as gotas faziam ao cair era agradável, parecendo histórias de fantasias contadas calmamente para me fazer dormir, e que a chuva iria acabar fazendo faltar luz. E faltou. Eram oito horas da noite – estava escuro, muito escuro. Não havia luz na rua, pois os postes de iluminação estavam apagados, e a rua não costumava ser muito movimentada, então não havia nem mesmo uma luz solitária do farol de um carro. O único momento claro que havia era quando um relâmpago explodia no céu, deixando a noite como o dia, projetando sombras em todas as partes, e gritando como se odiasse a todos. Eu abracei Luna, com medo. Não medo dos trovões, como qualquer garota normal teria, mas medo por que sabia que aquela noite iria ficar cada vez mais assustadora. Meus pais não estavam em casa, haviam saído para jantar e dormiriam fora. A única opção para não ficarmos sozinhas em casa seria ir para a casa da minha avó, que ficava praticamente ao lado da nossa, mas estava chovendo muito, e não valeria a pena se molhar, afinal, Luna estava ali comigo, o que me deixava segura. Minha irmã estava brincando com meu cabelo, dizendo para eu não ficar com medo, e que precisávamos acender uma vela para termos alguma luz.
– Onde encontraremos uma vela, Luna?
– Eu acho que tem algumas no meu quarto.
– Por que você tem velas no seu quarto?
– Eu não sei, elas simplesmente apareceram embaixo da minha cama, e resolvi deixa-las lá, poderiam ser úteis um dia. E acho que serão úteis agora. – Luna fez isso parecer estranhamente natural, mas mesmo sendo apenas uma criança, eu sabia que velas nem sempre eram coisas boas.
– E você acha isso normal?
– O que?
– O fato de simplesmente aparecerem velas no seu quarto, me parece um pouco assustador...
– Não, são apenas velas... – De certa forma, Luna estava certa. Velas continuavam sendo apenas velas, e nós já estávamos acostumadas com coisas sumindo e aparecendo misteriosamente.
Nos guiamos pela escuridão, através dos corredores da casa até chegar no quarto de Luna. Aquele quarto era o quarto perfeito, com o piso de madeira clara, um tapete peludo branco tão grande que dava para dormir nele (que incrivelmente nunca sujou), as paredes com uma pintura degrade, que subiam do rosa para o roxo, e o teto totalmente preto, enfeitado com pequenos adesivos de estrelas que brilhavam no escuro. Eu me sentia confortável naquele quarto, e costumava dormir lá quando não queria ficar sozinha (o que acontecia quase sempre), mas nessa noite, ele estava diferente. Tudo o que se podia ver na escuridão eram os adesivos que brilhavam, que pareciam assustadores somados aos relâmpagos. Luna se abaixou e colocou uma mão embaixo da cama, tateando até encontrar uma vela, e a puxou para fora. “Achei”, dizia ela enquanto mostrava para mim a vela negra, que se acendia sozinha enquanto a encarávamos. Eu me assustei com o fogo, mas Luna apenas o encrava, como se não estivesse impressionada com aquilo.
– O que é aquilo? – Luna encarava outro objeto deixado embaixo da cama, um envelope branco, onde a única coisa que se podia ler era o nome dela, escrito com letras desenhadas perfeitamente, com uma tinta avermelhada. – Acho que é uma carta...
– Tem seu nome nela...
– Bem, se alguém a escreveu, deve querer que eu leia. – Nos sentamos na cama, enquanto Luna deixava a vela parada em cima da prateleira que ficava na parede perto de nós, onde estava uma luminária que não podia ser acendida pela falta de energia. A luz da vela era fraca, mas suficiente para iluminar o quarto e a carta, nos permitindo ler o que estava escrito:
“ Luna,
Estou observando você a algum tempo, e não consigo nem mais imaginar em como seria existir sem ter você. Estou tentando alimentar meu amor apenas em te observar, mas isso não está mais funcionando. Observar não é mais suficiente, por isso eu [ as letras estavam borradas nessa parte, tornando a carta ilegível ]. Mas não se preocupe, em breve estarei com você, e poderemos ficar juntos novamente. “
O restante da carta era composto por símbolos estranhos, que eu não conseguia compreender, e Luna também não pareceu entender.
– Alissa... – Luna olhava assustada para o outro lado do quarto. Olhei na mesma direção, e vi a sombra de um garoto parada na parede, aparentemente nos encarando.
– Quem é ele? – Eu estava com medo, por mais que estivesse acostumada a ver vultos, aquele tinha algo de diferente... Estava mais vivo.
– Eu não sei quem ele é, Alissa, mas vamos sair daqui antes que algo aconteça. – Luna pegou a minha mão, e me levantou da cama rapidamente, pegando a vela com a outra mão, me puxando para fora do quarto, correndo.
– Luna...
– O que foi? – A respiração dela estava um pouco acelerada, e ela parecia nervosa.
– Você está com medo?
– Não... Apenas quero sair logo daqui antes que algo realmente assustador aconteça. – Luna era a minha única fonte de segurança naquele momento. Sem ela por perto, eu me sentiria cercada por um labirinto de medo, do qual não seria capaz de escapar.
Corremos escada abaixo, até chegar na porta para sair de casa, mas ela se recusava a abrir. “Tarde demais”, era a única coisa que veio na minha mente, com uma voz assustadora e desconhecida. Viramos para trás, e no topo da escada se projetava a sombra novamente, que parecia apenas nos encarar. Luna me colocou atrás dela, tentando me proteger.
– Quem é você? – Minha irmã tentava falar com a sombra, que permanecia quieta. – Responda! Eu sei que pode falar!
– Luna... Não acho que ele queira falar conosco.
– Você está na nossa casa! Não tem o direito de estar aqui! Me diga quem é você ou suma daqui! – Luna estava nervosa, mas continuava firme enquanto falava. – Foi você quem escreveu essa carta?
– ... – Tudo o que podia se ouvir da sombra era uma falsa respiração, um sinal de que ele nos escutava e de que era capaz de se comunicar.
– Lu... Eu estou com medo...
– Fique tranquila, Alissa, ele não vai nos machucar.
– Sim Luna, fui eu quem escrevi a carta. – A sombra parecia sussurrar para nós. – Eu estou aqui... Por você. – Não era nada confortável ouvir aquilo, e Luna parecia estar intrigada com a situação.
– O que você quer comigo? Nos deixe sair!
– Eu quero você. Sua irmã pode sair se quiser, mas você ficará comigo. – Era assustador saber que a sombra queria prender a minha irmã. – Se quiser que eu abra a porta, venha para cá, e sua irmã poderá sair.
– Luna, eu não vou sair sem você.
– Mas eu aviso logo que se ela sair, não voltará. Podemos nos divertir em trio. – A forma como aquilo soava perturbador me incomodava, e Luna parecia estar com ódio, e não medo.
– O que você quer?
– Eu já disse, eu quero você. – A sombra começava a tomar forma, se transformando em um garoto da nossa idade, alto, pálido, e com olhos totalmente negros. Em sua mão estava uma adaga. Luna segurou minha mão novamente apagou com um sopro a vela que estava na mão dela, e o garoto demonstrou um sorriso sádico, mas apaixonado. Ela chegou perto da minha orelha, e sussurrou com um ar quente, quebrando totalmente o frio que me rodeava: “corre”. E corremos, desesperadas, pelo corredor do primeiro andar, enquanto o garoto nos seguia rindo, e dizendo “não fuja de mim!”.
O corredor parecia maior do que o normal, provavelmente efeito psicológico do medo. Luna abriu a primeira porta com um empurrão, um quarto vazio na casa, que geralmente usávamos para brincar quando estava chovendo, mas não naquele dia. Corremos para a janela, enquanto minha irmã dizia para tentarmos sair por lá. Trancada. Todo o meu medo se comprimiu em um único segundo. “Esse é o fim?”. Luna me puxava, enquanto uma adaga voava em minha direção, errando por alguns centímetros, e explodindo em sombras na parede. Estávamos cercadas. O menino estava parado na porta, nos encarando.
– Sabe quanto tempo eu esperei para finalmente me materializar?
– Vá embora! – Luna não parecia ser ela mesma falando.
– Eu passei dois meses buscando uma forma de poder vir até você...
– Eu não te conheço! Nos deixe em paz! Você não pode simplesmente invadir a minha casa assim!
– E hoje, eu consegui estar aqui. Mas não posso ficar para sempre, meu tempo está acabando. Por isso eu preciso fazer isso.
– Saia daqui agora!
– Eu preciso te trazer comigo, e poderemos viver juntos para sempre, como eu sempre quis. Apenas me deixe matá-la... E te darei felicidade eterna.
– Eu não pertenço a você. – A voz de Luna parecia sombria agora. Ela não estava mais nervosa, não gritava mais, apenas dizia calmamente. – E você não pertence a esse mundo. E se não nos deixar sair agora, também não vai pertencer a nenhum outro.
– Lu? Você está bem? – Eu agarrava Luna enquanto ela se aproximava do garoto, com um tom assustador, e parecia estar possuída...
– Parece que você quer brincar agora, Luna. Isso vai ser divertido.
Luna me puxou novamente, me colocando nas costas dela de uma forma muito rápida, e começou a correr desesperadamente, passando direto pelo garoto e me levando até a cozinha. Outra janela, novamente trancada. Mas Luna não parecia querer sair por ali. Ela me soltou no chão, enquanto eu tentava falar com ela, mas ela apenas continuava a agir estranho, remexendo em algumas gavetas e pegando uma faca.
– Lu? O que vai fazer?
– Vou tirá-lo daqui.
– Você vai mata-lo? Não podemos fazer isso!
– Maninha, ele já está morto. É por isso que ele quer me matar. Ele quer que eu esteja morta, ao lado dele. Eu vou apenas manda-lo de volta para o mundo dele.
– Acha que isso vai ser o suficiente? – Apontei para a faca na mão dela, que brilhava com o relâmpago que iluminava a cozinha por uma fração de segundo. – Digo... Ele não está vivo, como pretende ataca-lo?
– Isso não vai ser o suficiente. Não ainda. – Luna me puxou novamente, e saímos da cozinha, correndo pela escada e indo até o quarto dela novamente.
Luna se abaixou e pegou uma das velas que estavam embaixo da cama, que se acendeu sozinha novamente. Outro relâmpago surgiu, e pudemos ouvir passos vindo em nossa direção. Luna olhou para a porta, que se fechou sozinha, com um baque. Eu me assustei, mas Luna continuava concentrada, pegando a vela e vendo a cera derretendo e pingando no chão, como lágrimas negras que caíam silenciosamente.
– Luna! O que está fazendo?
– Luna não está aqui, baixinha. – Minha irmã dizia isso com uma voz ainda mais sombria, mas de certa forma confortável. Um frio percorria a minha espinha, arrepiando todos os pelos do meu corpo. – Eu estou aqui para ajuda-las.
– Você... É um anjo da guarda?
– Pode me chamar assim se quiser, mas não sou um anjo. – Luna colocou a vela acima da faca, fazendo a cera pingar pela lâmina, enquanto seus olhos ficavam vidrados na chama amarelada, que se tornava azul enquanto pingava.
– Está me assustando...
– Não tenha medo. Não vou machuca-las, mas vocês precisam de mim para acessar o poder que ainda não sabem possuir.
– Poder? Do que está falando? – Ela começou a sussurrar palavras estranhas, enquanto a lâmina começava a tremer, e se tornar negra como a vela, cuja chama estava emitindo um brilho tão azulado que chegava a assustar.
– Se esperar até o tempo dele acabar, pode ser tarde demais. A única forma de tirá-lo deste mundo é usando o que ele usou para chegar aqui. – As velas. De alguma forma, elas possuíam poder para materializar um espírito. Luna pegou a carta que havia encontrado, e a queimou no fogo, que se tornara roxo como as paredes do quarto. A vela soltava agora gotas com o formato dos símbolos da carta, e Luna sussurrava palavras incompreensíveis enquanto a carta pegava fogo. A porta tremia como se estivesse sendo chutada, e Luna olhou na direção dela, a fazendo abrir, enquanto o garoto corria para dentro, arremessando a adaga em direção a Luna. Eu congelei por um segundo, enquanto via a adaga correndo pelo ar, pronta para tirar a vida de minha irmã, mas a lâmina simplesmente parou antes de atingir Luna, e se desformou, virando novamente uma sombra. Luna virou para o garoto e disse “vá embora!”, enquanto arremessava a faca na direção dele, perfurando o que deveria ser o coração, mas ao invés de espalhar sangue, tudo o que saía era cera de vela, que se transformava em sombras ao tocar o lindo tapete de Luna. Cada gota caindo silenciosamente no chão, enquanto o que restava do garoto dizia: “Nós ainda iremos nos juntar... Um dia. Você não pode escapar de mim, meu amor...”. Todo o corpo dele agora sumia em sombras, iluminadas pelas chamas que clareavam, se tornando violetas, rosas, vermelhas, laranjas, amarelas, brancas, e finalmente apagando.
– Luna? Você está bem? – Eu tentava tocar na minha irmã, tremendo, mas não pelo frio, e sim pelo medo que eu sentia naquele momento. Luna era a única que me fazia sentir conforto, mas aquela não era a minha irmã.
– Eu já disse: Não sou a Luna. E sim, eu estou bem.
– Então... Quem é você? O que aconteceu com a minha irmã?
– Digamos que eu sou uma amiga de vocês. Mas não vamos ter essa conversa hoje. Provavelmente não teremos essa conversa tão cedo. E sua irmã voltará. Precisei do corpo dela emprestado.
– Você... Disse que nós temos poder? – Eu continuava tremendo, mas já me acalmava. A chuva ainda caía brutalmente, enquanto os trovões tornavam a escuridão ainda mais sombria.
– Vocês possuem um poder inativo, que aguarda para ser acordado por vocês. O que farão com ele será escolha de vocês, mas, por enquanto, vocês são novas demais para que eu possa liberá-lo.
– Você irá liberá-lo? Você irá voltar?
– Eu estou sempre aqui, e aparecerei sempre que vocês precisarem de mim.
– ...
– Antes que eu vá embora, quero lhe pedir um favor, Alissa.
– Um favor? – Eu estava curiosa, quem era aquela que usava o corpo de minha irmã? Eu confiava nela de alguma forma, mas ainda estava com medo. – Que tipo de favor?
– Um recado. Avise a sua irmã para tomar mais cuidado com o que deseja. Diga a ela que esse espírito que lhes atacou é um demônio. Uma alma que foi corrompida, a alma de um amigo que a amava, e que morreu por ela.
– Esse garoto morreu pela minha irmã? – Eu não consiguia imaginar Luna como sendo a causadora da morte de alguém, e quanto mais eu me perguntava como isso aconteceu, mais confusa eu ficava. Porém, eu não obtive uma resposta. Antes que eu pudesse terminar de perguntar, o corpo de minha irmã despencava em direção ao chão, com um baque assustador.
Tentei acordar Luna, mas ela se recusava a responder, então usei todas as minhas forças para botá-la na cama. Era a primeira vez em muito tempo em que eu cuidava de minha irmã mais velha. Eu tentava acordá-la enquanto chorava silenciosamente, derramando lágrimas de medo em suas roupas. “Levante, irmã. Por favor...”. E Luna não levantava.
Passei a noite inteira ao lado de Luna, acordada. A energia havia voltado, e a luz do quarto se acendeu, iluminando o relógio. Eu havia visto o ponteiro passar de dez horas da noite para duas da manhã, quando meus pais chegaram em casa, desesperados. Eu havia escondido as velas e a faca, pois sabia que seria um choque para meus pais saberem a verdade naquele momento. Eu chorava, desejando que minha irmã levantasse e me dissesse que tudo estava bem.
No dia seguinte, sentada na cama do hospital, eu conversava com Luna, sorrindo, feliz que ela estivesse acordada. Ela não se lembrava de absolutamente nada do que aconteceu naquela noite, apenas queria saber como foi que desmaiou. Todos queriam saber como isso aconteceu, e eu apenas dizia que ouvi um grito e quando fui ver, ela estava caída. Os médicos, intrigados por não encontrar um motivo para Luna ter desmaiado, diziam “ela está em perfeito estado, só estamos aguardando o resultado de alguns exames para liberá-la”.
Perguntei a Luna se algum amigo dela havia falecido, e a resposta foi meio assustadora: “Eu tinha um amigo que se chamava Matheus. Nós costumávamos andar juntos pela escola, e conversar muito. Parece que eu era a única amiga que ele tinha, os outros alunos simplesmente ignoravam a existência dele. Um dia Matheus me entregou uma carta que dizia que ele estava apaixonado por mim... Eu não soube como reagir a isso, mas expliquei a ele que éramos apenas amigos. Bem, ele não gostou muito disso, e ficou um pouco chateado, agindo estranho comigo... Acabamos nos separando, e ele fez novos amigos, e eu fiquei feliz por ele, mas ele fez algo muito cruel. Eu estava apaixonada por um garoto da minha turma, mas não conseguia me aproximar dele. Matheus sabia sobre isso, e resolveu fazer amizade com o garoto, mas não por que ele queria ser amigo, ele simplesmente quis se vingar. Ele falou para o garoto que eu estava apaixonada por ele, e o incentivou a brincar comigo. Todos os dias eu recebia uma carta dele dizendo que nós nunca iríamos ficar juntos, e que era patético me ver. Todos os dias eu derramava uma lágrima por ele. E Matheus apenas ria de mim, dizendo que ele apenas estava me fazendo sofrer o que ele sofreu. Então eu resolvi ignorar ele completamente, apenas desejando que ele nunca estivesse em minha vida... Alguns meses depois, eu fiquei sabendo que ele havia cometido suicídio...”. Essa era a resposta que eu queria. Era lógico que Matheus havia se matado pela minha irmã, mas ela não deveria saber daquilo. Mas o que mais me incomodava naquela história era o fato de não conhecê-la, eu sempre estive com a minha irmã, eu a acompanhei em todas as noites em que ela chorava pelo garoto, mas como eu nunca soube da existência de Matheus? Como Luna nunca disse que um colega de classe havia falecido?
Luna quis saber o motivo da pergunta, mas eu não quis lhe contar a história, embora precisasse lhe dar o recado. Escolhi não fazê-lo. Escrevi tudo o que ocorreu naquela noite em um diário, talvez um dia eu me sentisse segura para contar para a minha irmã o que ocorreu, mas até esse dia, tudo será apenas um segredo meu... E eu espero esquecer o ocorrido.
Notas finais
Curiosidade: Alissa tem muito medo de ficar sozinha no escuro, e não sai de perto de Luna nem por um segundo durante a história. Todas as vezes em que falta luz, ela se deita no colo de Luna, e não a deixa sair de perto até que tudo fique claro novamente. Um dos motivos para ela gostar de dormir com a irmã é ter medo de acordar de madrugada e ver que seus pais desligaram a luminária que ela deixa acesa todas as noites enquanto dorme. Esse é um dos poucos medos de Alissa.
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