Contos Diversos Volume 1.

17 Segundo Conto – As testemunhas.


Capítulo Sete – Hora do crime perfeito.

Câmeras de segurança foram instaladas em todo o casarão, as pessoas que permaneciam lá ficaram completamente inseguros depois do ocorrido, Cuca (vulgo Tomas) planejava pegar o culpado e assim resolver toda aquela história que se iniciou, para isso ele tinha que voltar na época onde ele aplicava peças e pegadinhas.

Ele assim reuniu seus amigos para explicar o ocorrido, entre eles o único que ficou animado com a notícia foi o Psicopata (vulgo Lucas).

– Como assim pregar uma peça? – Indagou Cal (vulgo Douglas).

– Não é uma peça, é uma armadilha para pegar esse assassino, afinal, a chance desse cara estar aqui é altíssima.

– Isso é tão excitante, como nos velhos tempos! – Comentou Psicopata.

– Não faremos isso, pois acabaram de instalar câmeras então isso não vai funcionar.

– Cal tem razão, se esse assassino tiver acesso das câmeras, tudo vai ser em vão. – Comentou Lima (Vulgo Raul).

– Por isso faremos a melhor armadilha de todas, mas para isso eu conto com todos vocês.

Todos refletiram sobre o plano de Cuca, o único que topou de primeiro foi Psicopata.

– Nós decidimos concordar. – Comentou Cal servindo de porta voz.

– Ótimo, agora vamos ao plano.

– Antes disso, me diga, quem você acha que pode ser o assassino? – Indagou Lima.

– Depois que aquele novo segurança veio para cá, uma morte ocorreu, logo acredito que seja ele.

– Tem razão, afinal de contas ele é muito discreto e sempre aparece de uma maneira que ninguém percebe.

– Aposto que ele e o zelador discreto são a mesma pessoa, afinal de contas, ninguém se importa com eles mesmos. – Comentou Psicopata.

Ambos se entreolharam e logo começaram a rir.

– Isso é impossível, ele está morto.

– Sim, Sim, você viajou agora Psicopata. – Comentou Cal.

Psicopata se irritou por um instante, ele não gostava quando o contrariava.

Assim o grupo de Cuca iniciou um plano para pegar o assassino que se alojaram naquele casarão, eles sentiram certa nostalgia enquanto discutiam a melhor forma de aplicar aquele plano.

Lembrava-se da vez que eles evacuaram a sala ao acionar o alarme de incêndio e assim criaram provas para que o professor da escola fosse culpado, e com isso ele foi demitido. Ou da vez que eles enganaram a polícia em avisar sobre um assassinato em série no centro da cidade (e pensar que tempos depois eles realmente iriam ser testemunhas de um crime feito por um assassino em série), e agora era tudo ou nada, eles iriam aproveitar a chance de que todos estavam presos naquela casa para assim capturá-lo.

Eles prepararam a sala com inúmeras armadilhas, no entanto isso chamou atenção da segurança que começaram a suspeitar o ato daqueles dois amigos, logo a polícia foram chamadas para interrogar as quatro pessoas com o objetivo de saber o que passava na cabeça deles.

Eles explicaram a eles sobre um plano de pegar o assassino, afinal de contas eles eram os principais alvos, no entanto a polícia não engoliu aquela história.

– Acredita mesmo que iremos acreditar nessa história? – Indagou o detetive responsável daquele caso.

O detetive era Heinrich Shimilevitch, um russo fascinado por obras de policiais e investigação, isso o instigou a seguir aquela carreira. Ele se imaginava como um detetive na era Noir no período da grande recessão em 1920, no entanto as pessoas o enxergavam de forma diferente.

– É verdade, nós estamos tentando pegar o assassino.

– Vocês não são policiais, vocês são estudantes e se continuar agindo estranhamente eu não terei escolha a não ser impedi-los.

Aquilo fazia parte do plano, Cuca decidiu falar por todos e segurar o maior tempo possível os policiais na sua cola enquanto os outros planejavam em organizar aquela ideia, o plano seria alguém servir de isca e esperar no lugar mais difícil de investigar, caso o assassino tivesse acesso das câmeras, ele poderia burlar uma delas para provocar o assassinato e o fato de que as chances de que o assassino seja o segurança eram altíssima, eles acreditavam que aquele plano funcionaria.

Enquanto eles bolavam aquele plano, Beatrice analisava o corpo daquele homem que foi encontrado morto no casarão e logo pegou a ficha de identificação.

Nome: Rômulo Sanchez.

Idade: 35 anos.

Estado Civil: Divorciado.

Ramo: Porteiro.

Participou no programa de proteção a testemunha quando ele entrou em uma briga contra um bêbado no bar perto de sua casa, ao ser impedido por policiais ele descobre que aquele bêbado era um traficante de drogas que afogava suas mágoas naquele bar, pois seu negócio não ia muito bem às favelas, já que os entorpecentes foram parar na alfândega, e logo as pessoas que tinham uma parceria com ele foi preso, ele foi ameaçado por esse sujeito e logo o submundo estava de olho dele.

Beatrice notou nenhum padrão entre as vítimas daquele sujeito e isso dificultou a investigação, ela logo recebe a ligação de Heinrich explicando o ocorrido.

– Esses idiotas irão se encrencar de vez. – Respondeu Beatrice no telefone. – Aguentem mais um pouco, estou me dirigindo aí.

Ela então pega o seu casaco e logo sai do prédio em direção aquela casa, ela mal sabia que estava sendo seguido por um carro suspeito.

Clarisse foi incumbida em cuidar da casa de seus pais enquanto eles viajavam, e como eles esperavam que ela pudesse fazer algum tipo de festa na ausência deles (eles assistiam muito filme desse tipo) eles instalaram inúmeras câmeras para ficar de olho nela, Clarisse sentiu-se ofendida, pois aquelas câmeras não serviam para manter segura e sim manter a casa segura pelas suas ações, ela tentava ligar para o celular de Tomas, mas ninguém atendia.

– Que estranho, talvez ele não pudesse levar o celular para o programa. – Pensou Clarisse.

O telefone em sua mão começou a tocar, ela tomou um susto e logo atendeu.

– Alô?

Uma respiração ofegante saia do outro lado da linha.

– Quem é?

A respiração se tornava mais forte.

–Eu irei desligar.

Um barulho de bombinha de asma interrompeu a respiração ofegante e a moça começou a falar.

– Desculpa Clarisse, acabei esquecendo a bombinha e tive uma crise de asma agora pouco.

Ela respirou fundo, aliviada, a ideia de ficar sozinha em casa começou a deixar de ser divertido e se tornou mais assustador do que aparentava ser.

– É você Andrea, que susto.

– Então, parece que você tem a casa toda para você.

– Estou começando a achar uma má ideia, depois da sua ligação estou começando a imaginar que não é tão ruim estar acompanhada.

– Quer que eu vá até aí? Para lhe fazer companhia.

– Por favor, se isso não ti incomodar, no entanto eu fico preocupada com você, como você irá voltar para casa.

– Não se preocupe, eu ficarei bem.

Certa vez Andrea foi andar nos becos mais escuros de uma região quando ela foi surpreendida por um ladrão, o ladrão tremia sem parar apontando a faca para ela.

– O dinheiro ou a vida.

Andrea nesse momento sofreu uma crise de asma, e o fato de que sua bombinha estava quebrada não ajudou nada naquela noite.

– Ei, o que está acontecendo.

– Estou tento uma crise de asma seu idiota, você me assustou, vá e chame ajuda.

Ela desmaiou o ladrão completamente sem graça começou a mexer nela.

– Ei, você não pode desmaiar, isso é um assalto.

Mas a vítima não reagiu.

– Mas que merda, me passa a grana.

E nada dela reagir. Ele então desesperado pegou seu celular e ligou para emergência, ele esperou a emergência aparecer para que ela fosse resgatada e logo em seguida os pais dela apareceram no local.

– Você que salvou minha filha de uma crise de asma, muito obrigada. – Comentou a mãe de Andrea.

Isso mudou a vida do ladrão, o pedido de agradecimento era bem melhor e mais poético do que o pedido de misericórdia, logo ele largou a faca e participou em um concurso para ser policial.

Aquele pedido de agradecimento transformou um simples “trombadinha” em um policial renomado.

Voltando a história.

– Tinha me esquecido dessa história, mas tenho medo que quando você vir aqui tenha um ataque de asma.

– Não se preocupe amiga, eu tenho bombinha extra.

Aquilo fazia sentido.

Após contar pontos de vista diferentes para estender mais a história, já que o autor perdeu a criatividade necessária para contar esse conto, e aposto que vocês estão de saco cheio de toda essa embolação.

Vamos ao gran finale.