Essa é a primeira carta que escrevo para ti, será a primeira de muitas que nunca serão entregues.

Ponho neste papel minhas lágrimas de um amor não recíproco, escrevo a dor de não poder te ter.

Talvez amar-te seja morrer todos os dias aos poucos, é beber do mais doloroso veneno, é um vício que dilacera meu consciente, é como perder-me na imensidão do oceano, é ter tudo e absolutamente nada.

Sou forte, frio e calculista, mas teu olhar tem o poder de me derrotar, teu toque pode destruir todas minhas estruturas, tuas palavras podem encher-me de vida.

Tu és minha única fraqueza, meu único medo, meu amor reprimido, o fogo que queima em minhas lembranças, o farol que me guia nas trevas.

Venha salvar-me, cessar as lágrimas que insistem em rolar em meu rosto, ou será tarde demais e as luzes irão se apagar.

Notas finais
mas e daí? ninguém se importa