Eu sou esse poço de escuridão, sou noite sem estrelas, um caminho desconhecido. Sou quem vaga na madrugada fria tentando encontrar respostas, quem se guia somente por luzes falhas, aquele que evita sonhar para conseguir acordar.

Trago na mochila a insegurança, no bolso a timidez e no coração um vazio. O vazio deixado pelo doce veneno das desilusões, dos amores efêmeros, deixado pela partida da sensibilidade.

Não quero misericórdia, não quero riquezas, não quero mentiras, não quero prender-me em regras, não quero ser prisioneiro de mim mesmo.

O que posso querer afinal? Apenas quero sentir em um único sorriso a libertação e felicidade de uma vida toda ou então a certeza da morte.

Notas finais
vômito