Contos

1 Minha ninfeta chamada Lola!


Notas iniciais
Comentem se possível!

Eu a trouxe no colo como se fosse um dos meus troféus, como sempre estava usando somente uma única meia soquete, uma das suas camisetas com fotos de praia e seu indispensável shortinho, que por sinal é uma das coisas que mais gosto. Com seus olhinhos de jabuticaba me encarava sorridente, ah... Como era lindo o seu rosto de querubim, seus lábios de mel e seu jeito de menina-mulher. Apesar de toda sua beleza infantil ela possuía algo que até hoje não descobri ao certo de onde vem, mas em seus olhos e trejeitos havia algo perturbadoramente sexual, como um único toque ela te fazia tremer e simplesmente apagar de sua mente que Lola possuía apenas 13 anos.

Para mim o mundo desabou em DESIRE, a endireitei em meu colo para que pudesse ficar com suas alvas pernas em torno de minha cintura, num movimento rasteiro e perfeitamente arquitetado imprensei lhe na parede.

- Porque faz isso comigo? – perguntei olhando em seus olhos.

- Isso o que? – debochou.

Não respondi, para ser exato nem eu mesmo sabia ao certo do que estava falando, por isso calei-me. Ela ria, debochava e até mesmo me atiçava ainda mais.

“Lola, Lola, Lola... Carinha de anjo e jeito de diaba...”

- Hein, isso o que? – Indagou-me.

Permaneci quieto, o silêncio e o som da sua respiração me eram mais atraentes, não ousei em roubar-lhe um beijo, tive medo de que pudesse enfurecer-se e deixar-me só.

- Nossa do jeito que me olhas até parece... – Calou-se afastando um dos cachos castanhos de sua face.

- Até parece o que? – repeti.

Num gesto ofegante disse:

- Até parece que você quer me beijar!

- Porque acha isso? – disse sorrindo.

- Ah, sei lá... – Ela estava ainda mais rubra. – É que seus olhos estão fixos em meus lábios e sempre que você pode, passa a língua sobre os seus!

Eu ri, como uma menina tão jovem já sabia os meus desejos mais profundos?

- E, se eu quisesse lhe dar um beijo? – atrevi a perguntar-lhe.

- Bem... – Ela riu. – Dê, acho que não haveria mal algum. Alias, quero sentir qual é o gosto de seus lábios.

Tremi e um arrepio percorreu todo o meu corpo, me senti como se tivesse 13 anos de novo e que aquela preciosa menina fosse a Emily, meu primeiro amor. Ah, como ela era majestosa, como seu jeito europeia, tão alva e loira, encantadora como seu um metro e cinquenta e oito de altura.

Bom, mas enfim voltando a minha pequena Lola. Ela ainda me olhava, sorria um pouco e com seus delicados pés os roçou minha coxa.

- Hora, você não disse que ia me beijar? – Perguntou cínica.

Sorri. Ah, ela era extraordinária, desta vez ousei, fiz mais pressão contra a parede e roubei-lhe o ósculo mais molhado de minha vida, o mais doce e intenso de todos. A acariciei de todas as maneiras e em todos os lugares. Pensei, desejei, quis... Mais não me atrevi a tocar em sua parte mais pura e desejada por mim.

- Porque não me toca? – Ela estava séria.

- Já te tocaram antes? – A encarei e procurei dentro de seus negros olhos a resposta mais doce e amarga.

- Já! – disse sonoramente numa voz madura. – Eu sei que você quer. – Sussurrou tocando em meu rosto.

Pensei em perguntar-lhe quem era o vil mancebo que com tal ardil invadiu o El dourado de Lola, mas seria em vão, de nada adiantaria. Na verdade, é apenas uma vantagem maravilhosa.

- Posso mesmo? – Duvidei, mas ela sorria diabolicamente naqueles lábios angelicais.

- Pode não... DEVE! – Retrucou.

Senti agora que esta seria a hora de cingir sua cintura e desfrutar do melhor da sua pouca idade. Sem hesitar levei a para o quarto, a deitei na cama e a fiz arfar com meus beijos em seu pescoço, minhas mãos sorrateiras em sua coxa e meus dedos cautelosos e ágeis em seu ponto mais sensível. Gemidos, sorrisos, arranhões e suspiros, isso só me ajuda a cada vez mais a descobrir seus pontos fracos, sentia-me bem em fazê-la gozar das sensações mais prazerosas. Continuava linda, mordia seus lábios de cereja, agarrava-se nos lençóis com a pouca força que tinha, revirava seus olhos com completa frequência e tremia cada vez que minha lingua provava do mel que a mesma produzia com meus estímulos. Num grito agudo e infantilizado deixou que seu doce líquido corresse por meus lábios. Ainda tremendo põe-se de pé, estava rosada e sorria ingenuamente, só posso dizer uma coisa, era encantador vê-la tremula e frágil, queria ao certo tirar uma fotografia da tal cena. Ainda sentia o gosto de seu liquido nos meus lábios quando Lola ajoelhou-se na minha frente e com total perversão abriu minha calça, senti-me honrado por tal feito, não me sentiria bem se a forçasse a fazer, mas por sua vez, ofereceu-se e como todo homem não recusei, até agradeci. Queria poder dizer que Lola não foi tão boa, para que nenhum outro mancebo pudesse usufruir de tal ação, mas como minha Emily dizia: “Mentir são para pessoas infames, que de tão lânguido ousam usa-las para esconder sua sanha e sentir-se cingida de amor”. Ou seja, caros leitores, foi uma experiência mágica, ela tocou-me como se acariciasse o mais tênue dos filhotes, lambeu-me como se fosse o mais gostoso dos sorvetes e por fim engoliu o que era meu por direito como se fosse um copo de leite. Ah, senti-me homem e criança, fraco por ser “derrotado” por uma moçoila na puberdade e forte por conseguir ter meus sonhos realizados.

- Lola... Lola... Lola... Tu me encantas. – Confessei.

- Como assim? – Perguntou confusa ainda ajoelhada.

- Es tão jovem e já sabes tanto... – Lhe expliquei. – es uma menina-mulher, um querubim do Tártaro, uma infanta.

Ela sorriu, talvez tenha entendido ou talvez não, mas quem se importa? Estava cansado, apesar de ter apenas 24 anos. Eu era jovem, mais não era bobo, vi em seus jeitos que hoje queria crescer, deixar de ser Lola e por fim ser Heloise. De todos os meus desejos esse era o maior, eu queria possui-la nem que fosse por apenas uma única vez.

- Lola, eu te amo sabia?

Ela empalideceu, acho que não esperava por tal frase, ou simplesmente não sentia a mesma coisa.

- O que foi? – Perguntei a pondo no colo.

- Andrew... Promete que não vai me esquecer? – sussurrou olhando em meus olhos.

— Jamais te esquecerei minha ninfeta. – Ela sorriu e abraçou-me. Senti-me amado, querido, coisa que nenhuma outra infanta transmitiu para mim antes. Queria pode dizer a ela que nunca amarei outra ninfeta, mais já estaria mentindo, pois aconteceu, mas nada superou Lola. Enfim, também a abracei, era bom sentir sua pele fria na minha que é quente, ela abriu suas pernas e se encaixou. Essa era a hora de deflorar-lhe seu tênue tesouro, era quente, estreito e pequeno, ela foi a menor de todas e a mais prazerosa. Sozinha movia-se para cima e para baixo, apesar de sua sofrida feição, fazia de tudo por conta própria. Eu queria dizer-lhe que não precisava já que seu rosto estava vermelho e seus olhos de jabuticaba lacrimejavam. Eu me apaixonei por aquela doce menina, queria que ela fosse minha, por que já sou dela, me jogaria na frente de um trem para salvá-la, morreria para não deixa-la perecer... Daria tudo, talvez o meu mundo para ela, para que vivesse ao meu lado. Eu gemia frases em meu precioso francês, em meu ancestral inglês e no meu atual italiano, minha infanta mal sabia o seu próprio italiano, mas para que ela não tenha sanha lhe vos digo que só lhe chamei das melhores coisas. Após abusar de seu tão jovem corpo e deleitar-me de sua tamanha agilidade, flexibilidade e energia, num suspiro profundo a fiz embeber-se do meu mel, ela caiu sobre o nosso leito de luxuria e pecado, estava suada, rosada e acima de tudo saciada.

A abracei e ela caiu nos braços de Morfeu, era esplêndido observa-la dormir, era como se houvesse morrido e finalmente se tornado o anjo mais gracioso, mexi em seu cabelo castanho, beijei-lhe a bochecha direita, a cobri com meus lençóis de seda e a deixei só em meu quarto.

Caminhei para o banheiro, aproveitei que já estava nu enchi a banheira e banhei-me naquela agua quente. Apesar de ainda querer sentir o cheiro da minha ninfeta sobre o meu corpo, preferi tomar um longo banho. Isso era mais um costume adquirido na infância.

Relaxei, deixei com que a água quente cobrisse quase por completo o meu corpo nu, fechei meus olhos e estava quase adormecendo quando senti um sopro gélido, logo imaginei que fosse a minha pequena Lola, por tal motivo abri meus olhos verdes da forma mais lenta. Estava nua, mas sorria gentilmente para mim, sentou-se na borda fria da banheira, estremeci ao sentir sua mão macia e pequena explorar o meu corpo emergido naquela agua. Finalmente posso dizer-lhes, caros leitores, que desta vez a pequena Lola deixará de ser uma criança, seus olhos estavam diferentes, seus lábios mais vermelhos que o normal, seus cabelos cacheados caídos sobre seu alvo busto lhe deixavam mais mulher, estava sedutora, se assim me permitem dizer. Queria poder engazopar lhes dizendo que esta jovem “mulher” não me embaiu novamente em seus encantos afrodísticos e me persuadiu a sentir novamente o cheiro do sexo que perpetuava em sua pele.

- Ah, Heloise... – Sussurrei.

Ela arregalou seus olhinhos escuros e empalideceu.

- Andrew, tu me chamou de Heloise! – Exclamou um pouco espantada. – Ah querido... – Gemeu tristonha, tirando sua mão da água que me cobria e levando-a ao rosto rubro que começará a derramar as mais brilhantes e puras lágrimas.

- O que foi que eu te fiz? – Perguntei-lhe sério, tive medo de tê-la magoado.

- Não me amas mais? – Sussurrou entre soluços.

- Por que diz isso, mia ragazza?

Ela enxugou as lágrimas que lhe corriam pelo rosto e molhavam lhe o busto, levantou-se e encarou-me amargamente.

“Perdi a ninfeta dos lábios de mel, a fonte dos meus desejos mais obscuros, a minha mulher me corpo de criança.” Pensei enquanto a vi sair.

Não tardou para que voltasse ainda mais bela, via-me ela, a jovem ninfa dos campos, trazia em uma de suas mãos uma embalagem, caminhava como uma bailarina e sorria como uma cigana.

Nenhuma outra ragazza possuía olhos tão negros como os dela, nenhuma outra possuía os lábios tão acerejados como os dela, nenhuma outra tinha o corpo tão pouco estrutural como o dela. Somente Lola sabia fazer com que tu se perdesse em seus obscuros olhos, se afogasse em seus doces lábios, alucinasse ao sentir seu corpo níveo e quase suicidar-se ao fim de tudo isto.

- Andrew... – Chamou-me.

Olhei para a infanta que me chamava.

- Sim? – Respondi.

- Tu ainda me amas? – Perguntou sentando-se novamente na borda.

- Que pergunta tola... – Debochei. – É claro que te amo. Por que a pergunta? – Indaguei.

Ela sorriu, aproximou-se lentamente de mim e beijou-me. Seus lábios estavam gelados, igualmente como suas mãos, senti sua língua mover-se para dentro de minha boca. Confesso a todos que gemi, era bom sentir sua língua quente e molhada explorar e interagir com a minha, ela mordeu meus lábios assim que terminou e seriamente olhou-me.

- Se me amas mesmo, me chame de Lola.

- Se é assim que queres... Lola... – dei uma pausa, ela sorria e isso definitivamente me fascinava. – Será assim que te chamarei pelo resto de minha vida.

- Promete para mim uma coisa? – Perguntou.

- Sim... – Respondi puxando-a para dentro da banheira.

- Promete que vai se casar comigo? – Ela abraçou-me como uma criança desprotegida.

Lhe vos digo leitores, que este sempre foi um desejo meu, sempre quis desposar-lhe e todo o santo dia acordar ao seu lado, aproveitar cada minuto, segundo e milésimos em tua companhia, ela deixou-me muito feliz e amargurado futuramente, mais acima de tudo feliz ao pedir-me isto.

- Hein... Promete? – Parecia uma criança, sua voz era aguda e quase nauseante, mais irresistivelmente encantadora.

- Prometo. – Respondi roubando-lhe um beijo puro e adocicado.

Ficamos lá, algumas horas conversando, brincando e compartilhando momentos deliciosos juntos. Quando a vi se arrumar para ir embora vi que está era a menina mas bonita de toda a minha querida Itália, e que fui sortudo em tê-la aos meus braços. Ela beijou-me antes de ir e repetiu a minha promessa, me disse que estaria esperando por mim e que sempre me amaria. Pena que está foi o mais cruel dos ludíbrios que já ouvi, pois quando completou seus 16 anos deixou-me, disse que eu já não era tão importante assim em sua vida, que seu coração fora roubado por um menino de sua mesma idade é que só com ele seria feliz. Confesso que tive sanha de todos, menos dela, apesar de ter me ferido cruelmente, entristeci ao vê-la casar-se de branco e a nossa própria promessa. Não posso dizer a vocês que não amei outras ninfetas, que não tive momentos bons ao lado de novas infantas, mais nenhuma delas era como Lola, nenhuma sorria como ela, dançava como ela, nenhuma me beijava como ela, nenhuma me olhava como ela, mais muitas delas me amaram como ela nunca soube me amar. Reconheço que muitas vezes durante a união de nossos sublimes corpos pensei em Lola, reconheço também que todo o amor que recebi dessas outras ninfetas eu queria que viessem de Lola, a infanta que assombra os meus sonhos e pesadelos, a mulher com quem queria passar o resto de minha vida, a garota com quem havia prometido me casar.

L-O-L-A... Quatro belas letras, um som tão suave, harmonioso, um som que jamais vou esquecer. As vezes acordo de noite gritando seu nome, outras vezes escrevo seu nome repetidamente em uma folha de papel e as vezes sinto que seu nome trava em minha garganta, causando-me um nó. Mas um nó recheado de lembranças amarguradas, lembranças que nunca aconteceram e que nunca poderão acontecer.

Ah, minha Lola, meu querubim do tártaro... A infanta dos meus sonhos, a mulher que habita o meu coração. Nunca te esqueci e nunca te esquecerei, amarei outras e serei amado por elas, mais esse amor que receberei não é o amor que você deixou de me dar. Queria apenas poder mergulhar em seus olhos negros e afogar-me em seus lábios de mel novamente, só mais uma vez, somente para saciar o meu desejo imensurável por você.

"Vous avez dit que vous n'auriez jamais me quitter, mais à la fin m'a laissé ... ce que j'ai fait pour recevoir de telles souffrances cruelles?"

Notas finais
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