Notas iniciais
Eai, galera. Ainda tô pegando o jeito, então não me julguem muito. Ainda tá bem no começo, meio enrolado, mas no próximo capítulo a história vai realmente começar. É isso então, beijos

Alguns anos antes, a cerimônia de seleção era pura animação. Todos os alunos do 1º ano estavam empolgados para estudar no colégio novo, ter histórias novas, amigos novos, aprender coisas novas. Atualmente, os alunos que chegam aqui se animam por estarem finalmente em um lugar seguro.

Os tempos mudaram.

– Grifinória! — gritou o chapéu seletor. Algumas pessoas da casa aplaudiram, mas Jannet se limitou a dar um sorrisinho amarelo.

– Ai, Jannet, sai dessa vida — disse Bia, sua companheira de quarto e, de certa forma, sua melhor amiga. — se anima!

– Eu quero comer.

Bia riu e logo falou.

– Você está estranha desde que te vi na Estação. Não estava super empolgada com seu plano?

Algo planejado para ser uma tentativa de salvar a família e ajudar o mundo bruxo a não entrar em guerra não pode ser considerado exatamente empolgante. Desde que sua mãe recebera ameaças de comensais, nada mais pra ela era empolgante.

Jannet virou pro lado encarando a amiga enquanto mexia em seus cabelos negros e suspirou:

– Estou, com o plano e tals. Com o ano também, acho que vai ser legal, mas... Sei lá. As pessoas estão me dando preguiça.

– Preguiça? Como assim, ô jovem?

– "ô jovem", eu sei lá. Essas guerras. Essas ameaças, essa gente idiota seguindo o lado errado. Não consigo entender, sabe?

– Não, não — interrompeu Bia — você vai se preocupar com isso nas reuniões. Agora tá quase na hora do banquete, já pode ficar feliz de novo... Que que foi agora?

– O que eu fiz, pelo amor de Merlin?

– Não para de encarar a mesa da sonserina. Deixa os cara, Jan.

Encarar foi inevitável. Assim que mencionou “gente idiota seguindo lado errado”, não teve como se conter em olhar para mesa das cobras de Hogwarts.

– Arg, não dá. Só de olhar pra eles e pensar que logo logo estarão se unindo à... Arg. Aquelas irmãs nojentas Scarlett. Loiras oxigenadas, burras, baba ovo...

– Tá, Jan, não que eu não concorde que elas sejam umas vadias, mas se concentre na comida, ó, o discurso de Dumbledore já está no final.

– Elas são tão arrogantes! Todos eles, aliás! – uma raiva sem tamanho havia batido em Jannet, fazendo-a esquecer totalmente da fome que sentia — Por que se acham tão especiais? Aquele Peter também. E só não xingo o Anthony pra você porque sei que seus pais eram amigos e, sei lá, ele fez parte da sua infância.

– Obrigada. Mas eu concordo com você sobre o Peter. Chamando de sangue ruim os outros só porque papai paga tudo pra ele. Arg.

Dizendo isso, Bia se virou para frente para ouvir as palavras do diretor.

“Devo novamente afirmar que a Floresta Proibida não tem esse nome à toa...”

As palavras de Dumbledore pareciam intermináveis. Jannet admirava o bruxo tanto quanto admirava sua família. Tinha-o como exemplo e havia criado uma relação de carinho com o diretor muito grande ao longo dos anos, principalmente após os avisos dos comensais que sua mãe vinha recebendo. Ele, sem sombra de dúvidas, foi o que mais a ajudou a se manter bem diante de todos os acontecimentos. Mesmo assim, não conseguia se concentrar em suas palavras naquele momento. Olhando fixamente para ele, a garota divagou em seus pensamentos.

– Por que você não namora o Jo?

– Que? – perguntou Bia, parecendo confusa com a súbita pergunta — Que diabos de pergunta é essa?

– Não sei – e realmente não sabia por que tinha pensado nos dois do nada. Talvez só quisesse se distrair de seus pensamentos que a deixavam triste. Mas pensando bem, os dois dariam certo: Jo era até bonitinho, era na dele, bem ciumento, divertido e focado. Era nascido trouxa, por isso era constantemente alvo de sonserinos que querem irritar alguém. Ele acabou tomando ódio de qualquer bruxo que veio de lá. E, nos últimos tempos, as piadas com “sangue-ruim” acabaram se tornando constantes ameaças. E mesmo assim, continuava sendo legal com todos. Não poderia pedir por um melhor amigo melhor. Com ele, qualquer um poderia conversar sobre qualquer coisa, bolar qualquer plano maluco que ele iria apoiar e querer ajudar. Era uma pessoa muito boa. E Bia... Bem, Bia era também uma pessoa muito boa, mas era bastante avoada, ao contrário de Jo. Também era ciumenta e levemente esquentada. Gostava de acreditar no melhor das pessoas, que era uma característica que as duas compartilhavam — Pensei em vocês dois aqui e seria um casal legal. Sabe, meus dois melhores amigos, super protetores, ciumentos. divertidos...

– Haha, Jan, acho que a fome está te dando delírios.

Interrompendo a conversa das duas amigas, uma diversidade enorme de comida surgiu na mesa. O assunto cessou e as duas amigas devoraram o banquete num instante, sem outras preocupações até a noite.

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Logo após o jantar, Jannet, Jo, Felícia e Bia haviam combinado de se encontrar em um corredor mais vazio para discutirem a possível reunião e botarem os planos, finalmente em ação. No breve tempo livre que teriam até lá, Jannet aproveitou para escrever uma carta para mãe para avisar que estava tudo bem.

“Oi, mamãe!

Tá tudo bem aí? Só queria escrever mesmo para te despreocupar e te falar que aqui está tudo ótimo. Reencontrar meus amigos foi muito bom, daqui a pouco inclusive vou sair para ir estudar com eles. Sexto ano não é brincadeira não, já vou começar o ano adiantada nas matérias! O discurso de Dumbledore foi inspirador como sempre e o banquete estava divino. Está tudo muito no começo, então ainda não tenho muitas novidades. Me escreva assim que o possível, ok? Estou com saudades e não consigo deixar de ficar preocupada. Mil beijos,

Com amor, Jan”

Doía em seu peito mentir para a mãe. Mas tudo que a garota menos precisava era dar mais motivos de preocupações para a família, que sempre se dedicou muito ao bem estar de todos. Apesar de querer muito contar para ela sobre seus planos e pedir seu apoio, seria pior deixá-la ainda mais insegura sobre sua ida para Hogwarts naquele ano. Além do mais, Jannet tinha plena certeza que a mãe acharia o plano uma loucura. E será que não era realmente uma loucura? Alunos sem completar a escola, em sua maioria menores de idade, conspirando contra comensais treinados para matar todos que apresentem obstáculos que surgirem na frente.

Definitivamente, era uma loucura.

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Jannet, Jo, Felícia e Bia se encontraram no corredor combinado após algum tempo. O toque de recolher já havia sido dado, então precisavam ser silenciosos e ligeiros.

– Então, gente. Que que a gente tem que resolver aqui? — perguntou Felícia, que parecia já se considerar a líder do grupo.

– Ah, o básico. Quem chamar, onde, quando... Nada demais. – respondeu Jannet

– Vamos convocar o máximo de gente possível que possa estar disposta a entrar nisso. Se não se interessarem, só não comparecerão ou não se inscreverão. Só temos que nos certificar que são pessoas confiáveis. – continuou a corvina.

– Não ponha sonserinos. – Jo logo se apressou

– Achei que isso era óbvio.

– Alguém importante da corvinal, Felícia? – Bia decidiu entrar na discussão.

– Hm, diria que podemos convocar alguns amigos. Como sou eu a encarregada de enviar os convitinhos, pode deixar eles pra mim. Lufanos?

– Jack Lancaster, apesar de que com ele teremos que tomar cuidado e pedir pra que ele e seu gêmeo não saiam falando para todos sobre isso daqui. Lynn pode ser uma boa. Jane, aquela garota do 7º é nascida trouxa. Olavo também. Hm, não me lembro de todos, lufanos não são muito conhecidos por aqui. — admitiu Jannet com certo pesar.

– Pois é. – Felícia deu de ombros — Grifinórios?

– Agora são muitos. Todas nossas companheiras de quarto, e os seus Jo?

– Acho que deles só Jensen e Finn. Os outros não estão muito por dentro do que acontece no mundo bruxo, só querem saber de quadribol e mulher.

– Humpf – resmungou Jannet – Homens.

– Ok. — Interrompeu Bia, antes que a amiga começasse a xingar as pessoas do sexo oposto — O capitão do time de quadribol, Astor, pode por ele. A menina que faz dupla nas aulas de feitiço comigo, Nina. Gabriella e John, do 5o ano sempre pareceram se interessar por ajudar contra Você-Sabe-Quem. Tem o Bernard, ele...

– Que? — interrompe Jo — O sonserino mirim?

– O sonserino mirim que é grifinório e namora sua irmã. — retruca Bia — acho que ele seria uma boa, é inteligente e habilidoso, apesar de estar só no 4º ano. Sei que ele se interessa por isso.

– Não!! Não vejo utilidade nele, muito novo e, sei lá, vai que ele decide enfiar minha irmã nisso! E qualquer um que tenha raízes sonserinas pra mim... Sei lá, não confio naquele garoto.

– Não, ele não faria isso com sua irmã — responde Bia, já perdendo a paciência – e convenhamos, é no irmão dele que você não confia. E ele não será convocado, ok? Então pode se acalmar, drama queen?

– Tá legal. Pode chamar. Mas nem pensem em cogitar a hipótese de meter minha irmãzinha nesse troço.

– Relaxa, princesa. E essa reunião vai ser onde, hein?

– Eu tinha pensado no campo de quadribol. — disse Jannet — Não fica cheio lá, é grande, portanto podemos conversar sem nos preocuparmos em sermos ouvidos, e uma interação grande entre casas diferentes pode ser interpretada como desafios sobre o jogo. Topado?

– Sim — os outros três responderam em coro.

– E quando faremos isso? — Felícia indaga

– Hm... Creio que em duas semanas seria uma boa. – Jannet já tinha pensado em tudo — Dá tempo de planejar direito, de todos já estarem bem instalados no castelo e enviar os convites com uma semana de antecedência. E, ah, nomeie os convites pelo sobrenome, fica mais difícil de confundir.

– Pode deixar. E relaxa, minha coruja é mais inteligente que eu. – disse Felícia, que logo após falar ficou com certo nó na garganta — Ela não vai errar nada.

– Assim espero.

– Decidimos tudo, então?

– Creio que sim. Vamos dar uns rolé por ai ou ir pra sala comunal?

– Acho que vou pra sala descansar, tenho trabalho pra fazer, certo? Beijos, cuidado até a sala da Grifinória.

– Pode deixar. — sorriu Jannet, se esforçando para parece feliz.

E nisso, se dirigiram ao salão comunal abordando, mais uma vez, sobre como o ano seria agitado.

Notas finais
Eai? O que acharam? Comentem sobre o que posso melhorar, ideias, tudo. Obrigada e bjos, semana que vem tem mais, e o próximo capítulo vai ter mais coisas ocorrendo.