Conspiração

8 “O amor é um laço, um laço impertinente é uma confusão de loucura, paixão, desejo é incógnita e indecifrável e mais ainda frágil.”


Notas iniciais
depois, da noite gloriosa, seu mundo começa a desmoronar, em um simples passeio, Safira, revela algo oculto, sofre com uma possível perda e uma percepção nova do mundo rebelde e de sua amiga é revelada.

“O amor é um laço, um laço impertinente é uma confusão de loucura, paixão, desejo é incógnita e indecifrável e mais ainda frágil.”.

Estava nas nuvens, no real paraíso toda dor e angustia, foi sessado a partir do momento em que meu lábio se encontrou com de Lucas, meu coração ainda sentia-o batendo acelerado de modo a repetir todas as lembranças de meu primeiro beijo, mas a manhã me despertou ao mundo que vivia inda se negando buscando a noite em que ele me levou de volta ao quarto, deitou ao meu lado enquanto me banhava de beijos, dormir em seus braços e ao acordar ainda sentia as sensações de seus lábios. Angélica estava preguiçosa, cansada e abriu os olhos me fitando até que disparou.

– meu irmão esteve aqui e ele estava lhe beijando!

Acabei abrindo um sorriso e confessando pulando da cama em alegria. Abraçamo-nos e rimos sem parar, falei de cada momento e ela estava curiosa em todos os detalhes, me abraçou e me sentir extremamente bem vinda em um lar, contudo no corredor rindo e adentrando no banheiro minha mudança de humor foi se apagando, Killer sorriu para mim diabolicamente e sentir um temor na espinha, ela esticou a perna e eu tropecei acabei caindo no chão e o barulho fez com que todos olhassem para mim, Killer se abaixou levemente cochichando ao meu ouvido.

– sua alegria é extremamente temporária gracinha, daqui a pouco seu sorriso como sua vida não vai existir.

Ela saiu demonstrando um caminhar maligno; levantei-me envergonhada, Angélica me ajudou e mais algumas garotas se aproximaram. Mas demonstrei que estava bem.

Angélica olhou para mim solicita. – não se preocupe, ela não pode matar ninguém aqui.

Bem que gostaria de acreditar, ela já estava fazendo a cabeça dos outros contra mim. Todo mundo ficou atenta as minhas reações resolve não falar nada e as outras fizeram o mesmo, sair sem jeito pelos corredores ainda estava de licença medica, a sorte havia me ajudado, mas não por muito tempo e algo me dizia que o meu tempo de surra nos tatames estavam me esperando.

Angélica me puxou pela mão me levando a um lugar diferente.

– o que você esta fazendo?

– venho aqui quando estou solitária e para espiar os garotos.

– o que?

– venha em silencio, se formos pegas pagaremos em dobro o serviço comunitário.

Os corredores estavam vazios até um ponto em que homens saiam de um lado para outro, esperamos um tempo e subimos uma escada após abrir uma porta que estava escrito “proibido a entrada sem permissão.”. Andamos fazendo o máximo de silencio mesmo que todo o chão e as escadas fossem de metal. Ela sussurrou para mim “só observe.” E nos deparamos com uma sala fechada toda de vidro com alguns botões, sentamos em algumas cadeiras e então me dei conta de a onde estávamos era uma sala de treinamento.

– aquele ali é Antony e o outro meu amigo Luís.

Antony era o magrelo que me buscou no rio, já Luís era um garoto novo e baixinho, todos estavam em formação numa espécie de briga, Luís estava indo mal, recebia socos e pontapés e mesmo assim se levantava e se erguia conseguindo alguns socos, mas logo perdia. Mas a frente um homem se ergueu era alto e forte e tinha algumas marcas no braço e no abdômen.

– esse é o Gabriel.

– como você sabe?

– ele tem essas cicatrizes.

– como ele conseguiu?

– não faço a mínima ideia.

Ele era grosso em seus gestos, rigoroso e ágil, treinou com dois homens, três e venceu todos.

– ele não é demais!

– ele nem parece humano.

– ele treina até mais tarde, às vezes fica aqui até altas horas da noite.

– como você sabe?

– às vezes venho aqui depois do jantar e pego uma rota secreta pra chegar mais cedo e não ser pega.

Ela me ensinou a rota e fiquei curiosa, mas então algo me chamou atenção, Lucas havia chegado falando algo com Gabriel, o empurrou de algum modo estavam se desentendendo. Imediatamente quis ir até lá, mas ela me impediu, em um solavanco encostei-me ao painel que se ligou conseguir ouvir um estrondo e a voz de angélica.

– o que você fez?

A sala se escureceu até que podemos ver os garotos correrem até as portas, mas pareciam lacradas, comecei a estudar o que seria aqueles painéis, enquanto tentava acalmar minha cunhada histérica, no meio da sala o chão se elevou, e um compartimento se abriu eram algumas jaulas e correntes de uma maneira grotesca.

– o que era aquilo?

– não faço a mínima ideia.

Uma sirene foi acionada e olhei sem rumo para Angélica, que me puxou para sua saída ainda mais secreta, o duto de ventilação era espaçoso, o incomodo era subir pela abertura e fecha-lo por dentro.

– você não me ensinou essa?

– quando criança descobre que os dutos passavam por todas essas bases, numa brincadeira de esconde e esconde, fui descobrindo lugares novos e isso me tornou minha base secreta.

– por isso não me contou?

– nunca fui como meu irmão, sou razoavelmente jovem demais, não tenho força nem inteligência, mas aprende do meu modo uma maneira secreta de sobreviver.

Angélica não sabia ainda mais isso fazia dela a garota mais esperta daqui.

– chegamos!

– aonde?

– engatinhamos reto, dobramos a direta e agora chegamos próximos à sala de almoço.

Ela remexeu num parafuso ao lado, sair parando na escada e ela logo atrás.

– nunca diga a ninguém sobre isso.

– claro que não, fui eu que fiz aquilo naquele lugar.

– não apenas isso, mas sobre isso.

Ela apontou para o duto de ventilação e eu confirmei com a cabeça, quis perguntar o porquê de tanto segredo, mas morando naquele lugar entende em segundos que é bom manter sempre um segredo de fuga e ela sabia muito bem aonde iria cada lugar daquele.

O almoço foi rápido, serviram arroz com carne e suco e alguns pães cevado; ajudei-a em seu trabalho, levando alguns carregamentos de um lado para outro até ser sugada para os braços do meu loiro incrível.

– você me assustou!

Ele riu e apontou para caixa caída no chão de tomate. – ajudando nos afazeres da cozinha, você poderia ser mais útil como professora.

– acho que definitivamente não.

Ele me apertou entre os braços e nossos rostos se aproximaram até que ele me deu um beijo.

– agora tenho que ir, algo estranho ocorreu essa manhã e estamos atentos verificando tudo.

Mantive-me firme para não me entregar.

– e o que houve?

– ainda não faço a mínima ideia, mas até o Yarra ficou curioso e isolou o nosso lugar de treino que agora vai ser com as meninas até esclarecerem e for seguro novamente.

Ótimo agora além de sem querer estragar o lugar de treino do meu namorado eu o coloquei no mesmo local que sua ex. ele se afastou e deu um beijo em minha testa como despedida; corri até Angélica que ficou assustada com as ultimas noticias, combinando para ir lá, mas tarde e concertar tudo, eu por outro lado já burlei a lei uma vez fazendo algo errado e depois fui expulsa de casa e perde tudo que tinha, já havia aprendido a lição.

No jantar me sentei com algumas garotas novas, Angélica estava afastada de mim após minha recusa, não parava de espia-lo e mesmo disfarçando não pude deixar de ser notada. Killer me seguiu depois do jantar enquanto eu mudava de foco de irmão para irmã, não havia visto Angélica entre os que estavam saindo da mesa e com certeza estava naquele lugar. Do mesmo jeito de sempre me olhou firme ameaçadora e falou raivosa.

– fique longe do Lucas ou vai se arrepender.

– vai me bater!

– vai por mim, você é ingênua demais para perceber quando é usada.

– e talvez você tola demais para perceber quando perdeu.

Engoli seco, estava me assustando meu comportamento, mas ela não podia me matar assim talvez me de uma surra, mas se me calar toda vez, ela não vai largar do meu pé, talvez seja que nem cachorro se mostrar medo, ela ataca firmeza ela recue.

– você esta avisada!

Lucas veio até mim firme com alguns garotos ao seu lado.

– você viu minha irmã!

– não, iria pergunta-lo a mesma coisa.

Ele saiu apressado e pediu para que os outros verificassem tudo, algo havia mudado em seu olhar. Puxei seu braço, ele se afastou e recuei.

– volte para seu quarto, vou acha-la.

Killer foi ao seu encontro e se ofereceu para procurar e ele aceitou de cara, enquanto eu era mandada para o quarto, sair sem pressa, mas meu caminho se modificou apenas eu sabia a onde ela estava e quem sabe apenas eu a tiraria de uma encrenca, usei sua passagem secreta, mas ela não estava naquela sala, a onde ela então estaria.

Poucas horas antes... Angélica.

Aquela sala me era familiar a Safira não podia me ajudar e ela não deveria realmente, nos anos que esteve aqui notei que algumas coisas eram muito bem guardadas e quem sabe aquilo não me diria mais alguma coisa sobre minha mãe, tudo que sabia era que havia morrido em meu parto, mas porque eu possuía um código de barras de baixo do pé.

A sala era comprida e era impressionante tudo que havia sobre aquelas mesas de metal, grilões e seringas, computadores e injeções com nome capsula D.

Ouvir um barulho e me esconde em baixo da mesa, havia umas pernas e alguns bem anciões a primeira voz era de Yarra.

– como uma sala de experimentos foi parar nesse bloco?

– estamos achando que há algum centro de comando por aqui.

– essas coisas não foram desativadas? A voz dele estava elevada e muito irritada. Mas ele se acalmou como um lorde. – esse lugar já foi do inimigo, desativada há muito tempo após falhas o que vocês querem que tudo isso seja descoberto, eles estão nos farejando e se acharem coisas aqui escondidas, se acharem nossa gente estamos todos perdidos.

Ninguém mais falou apenas alguns anciões nas suas línguas natais e o comando de pegar tudo aquilo e levar para outro laboratório. Saíram apressados e eu logo em seguida, alguns médicos voltaram e tive que retroceder para outras salas até chegar a um corredor mais afastado. Ouvir um barulho alguns sussurros e uns gemidos, logo adiante Gabriel beijava Shawanne num corredor sem saída.

– você anda sendo muito mal comigo!

– estou, tira a roupa vai.

Ele a beijava se agarrando intimamente, sair de lá correndo sem ar, os barulhos dos meus passos no chão fez com que ele ouvisse e me seguisse, entrei em um duto e o fechei apressada, ele não me viu, engatinhei choramingando até o meu quarto, se deitando na cama.

Safira...

Após procura-la por todas as mediações e me esconder do vai e vem de pessoas, voltei sem esperança para o quarto encontrando-a deitada na cama, chorando.

– o que houve?

– eu os vi, eu vi os dois.

– quem?

Estava muito confusa para entender tudo.

– o Gabriel tem mesmo um caso com Shawanne.

Ela chorou mais, havia lhe dado com alguns momentos de Lara, mas nunca nessa intensidade.

– como chegou até aqui?

– vim pelo duto de ventilação e trouxe algo.

Ela abriu a mão era um frasco com algo escrito capsula D.

– de onde trouxe isso?

– aquilo que você tirou de lá, era um laboratório fantasma e fui vê-lo e ouvir algumas coisas, eles realmente estavam preocupados.

– a gente pode ser expulsa sabia!

– Safira, eles esconde algo de nós, algo muito grave e eu preciso entender certas coisas.

Olhei para ela e segurei seu rosto, sempre que alguém fazia isso de onde eu vinha era considerado um rebelde e agora o que diria a um rebelde em meio a rebeldes.

– não vou lhe pressionar a nada e também não vou revirar isso, acho que hoje já descobre coisas demais.

Ela falou de maneira firme, estava decepcionada, mas estava sendo valente, parecia que não era mais a garotinha que havia conhecido e voltou a explanar.

– mas preciso que me diga o que é isso.

A porta estava se abrindo então ela apertou o frasco entre as mãos para escondê-lo, mas não deu certo e o vidro estourou, os cacos eram minúsculos e aderiram a sua mão assim como o liquido que sumiu misteriosamente.

– você esta machucada? Gritou Lucas.

Angélica pareceu se tornar mais pálida e caiu dura no chão, gritei de pânico, parecia que ela havia morrido der repente, ele a puxou pelo braço; andei atrás deles, o alvoroço dos meninos no corredor fizeram que todos saíssem para ver a cena incomum. Gabriel chegou como um repressor até perceber que era muito mais sério.

Fomos todos ao centro médico, o doutor checou os pulsos e há estudou um pouco, eu não sabia o que falar, por si só isso me condenaria e a condenaria, sua mão estava totalmente rasgada o corte parecia ter crescido, ele costurou, passou álcool a remediou, mas nada a trazia de volta. A sentença foi coma, ela havia entrado em coma do nada. Chorei e vi pela primeira vez lagrimas brotando de um homem, Lucas estava desolado, suas mão estavam tremulas, seu rosto avermelhado. Ele saiu de dentro da sala e não pude segui-lo. Algumas pessoas chegaram aos montes para verificar e os imponentes anciões me levando para esclarecimento.

Notas finais
só tenho uma coisa a dizer o próximo capítulo esta ainda mais surpreendente.