Conspiração
9 “O próprio viver é morrer, porque não temos um dia a mais na nossa vida que não tenhamos, nisso, um dia a menos nela.”
Notas iniciais
“O próprio viver é morrer, porque não temos um dia a mais na nossa vida que não tenhamos, nisso, um dia a menos nela.”- Fernando Pessoa.
Não sabia o que falar, nem o que pensar tudo que sabia de angélica, apenas pouca coisa de um pouco convívio, mas era uma garota solicita inteligente e amável. Eram as únicas coisas que sabia dizer e repetir, quando perguntado sobre o que a machucou e se foi ela mesma, me sentir desconfortável, apenas pude responder é que já a encontrei assim e as únicas coisas que ela falou era sobre seu triste sentimento sobre o Gabriel e que havia visto ele com Shawanne e que ela gostava muito dele, disseram que talvez ela houvesse tentado suicídio ou se envenenado, perguntaram a ultima vez que há vi, e foi no trabalho, estava com dor de cabeça e embaraçada sentia vontade de chorar, mas aquela pressão toda me fez cada vez mais assustada para chorar, após horas fui liberada e vaguei até o centro médico me deparando com alguém muito incomum.
– ela me viu com a Shawanne, não foi?
Engoli a seco e responde que sim. Ele estava lá olhando para o rosto dela, impassível e mesmo assim generoso.
– sabia que quando eu cheguei aqui, ela foi a primeira a vem falar comigo, disse que eu parecia uma mistura de monstro e homem, mas ainda era bonito, meu deus, ela era uma criancinha, o irmão sempre carrancudo, sabia que foi ele que não a deixou fazer nada perigoso, ela era como uma joia e ele a ama demais.
– claro que a amaria, ela é a sua irmã.
– a não você não, entende ele trocaria a alma de quem for pela dela.
Talvez não entendesse mesmo. – ela gosta muito de você?
– eu sei e também gosto dela.
Fiquei sem jeito então ele concluiu.
– deu para perceber todo mundo dizia que ela gostava de mim, sempre pensei que era coisa de criança, mas...
– você gostava da paixão nutrida por ela.
Fui muito insensível nas palavras e mesmo antes de me desculpar, ele foi grosso novamente.
– você não me conhece, não conhece a minha historia a verdade é que eu tinha uma irmã, e então ela foi como a minha, mas nunca entendeu isso.
Ele beijou a testa dela com ternura e então me fez a pergunta.
– ela se matou ou se envenenou, por minha causa?
– não!
– você sabe de algo?
– não!
Ele me olhou sério abrindo a boca novamente para falar, nesta hora a porta do consultório se abriu e um dos seus colegas arfava o chamando.
– você precisa vim urgente!
Ele caminhou para porta só se deteve para me falar.
– Angélica tinha um grande defeito, mas também uma grande qualidade que talvez você não saiba, ela era curiosa, foi pega remexendo e entrando em vários lugares até parecer uma sombra, no começo a sociedade não deu a mínima ela era uma criança, só pagava alguns serviços comunitários, mas você não.
Lá fora na sala de jantar todo mundo buscava por respostas e inventava milhares de teorias mirabolantes. O grupo que mantinha a ordem se espalhou, tentando manter todos calmos. Yarra se aproximou, mas atento.
– meu povo; sei que hoje estão todos apreensivos com o ocorrido, mas eu lhe asseguro que está tudo normalizado.
Algumas perguntas mirabolantes e mais sérias eram trazidas a tona assim como o medo de atentados.
– todos nós sabemos que angélica é uma menina, calma e amável, mas em algumas horas era como qualquer criança travessa; acreditamos que ela se machucou como os ferimentos mesmo demonstram num bocal de iluminação e os metais presentes se infiltraram em sua corrente sanguínea e a fez desfalecer, por isso peço cuidado com a iluminação e os metais.
– aonde? , ela vai sobreviver? , isso oferece risco aos nossos filhos?
– esta tudo em perfeita ordem e foi tudo trocado e restaurado, apenas não deixem as crianças brincarem nos corredores com a iluminação baixa, obrigado!
Ele saiu e o povo se mostrava mais calmo, apenas um acidente, ele andou para seu escritório e um dos médicos de mais cedo no laboratório o encontrou a caminho.
– me responda o que foi isso?
– senhor Yarra, a garota com certeza roubou um dos frascos do laboratório do ginásio e se feriu entrando em contato com ele.
Yarra limpou o rosto havia enfrentado muitas coisas, mas crianças criando crise o irritava demais.
– qual a amplitude do problema?
– talvez, ela possa transmitir para outros e causar uma epidemia, ou apenas ela ficara desacordada até o vírus a matar ou ela se recuperar, mas há o antidoto felizmente, contudo numa pequena dose e talvez insuficiente...
– deixe para lá, ela deve morrer de vez, andava sendo uma garota boazinha, mas criada como problema sempre será um problema e não quero os anciões e o conselheiro no meu pé, ele pode ser um empecilho, mantenha segredo.
O homem se foi e ele adentrou no escritório, avistando um Lucas desolado.
– Lucas, meu amigo meus pêsames.
– não me fale nada, arrume uma maneira, algum método, alguma forma para salvar a minha irmã.
Yarra sentou-se calmo em sua cadeira, enquanto Lucas andava de um lado para outro.
– sente-se, quer um pouco de chã?
– eu não quero me acalmar, eu quero a minha irmã.
– não a solução; apenas devemos rezar para sua melhora.
Yarra colocou uma xícara de chã para si e outra para Lucas, mas ele jogou tudo que estava na mesa, que se esparrimou e se espatifou, com calma tomou um gole e respirou até se levantar e falar em voz alta para Lucas.
– ouça bem o que irei dizer-lhe, não sou deus e nem opero milagres e meu dever é zelar por essa sociedade de bem o mantendo unido, saudável e livre e sua irmã já é uma causa perdida!
– há sim dever, vamos tratar disso, quem sabe então me manter de olheiro e amante de uma menina para o seu interesse.
Yarra voltou a se sentar, firmando seus olhos num homem em fúria.
– ai Lucas, o Gabriel poderia ter feito isso se ela não tivesse gostado de você primeiro, mas isso pode ser substituído.
– qual é o seu plano, o que tem essa garota o que houve com a minha irmã e porque a manteve junto dessa desconhecida encrenqueira!
– pensei que fosse um romântico, pelas inúmeras vezes que o vi pular de cama em cama até a Killer.
– há não, eu sou um assassino e você sabe disso.
Yarra sorriu. – muito bem sem ameaças, sua irmã quebrou uma...
– eu não quero ouvir essa balela que você fez com que todos os bestas acreditassem eu quero a verdade.
– a verdade é que você é um hipócrita, faz juras de amor a uma menina e fica beijando ela pelos corredores e quando todo mundo dorme você visita uma cama quente.
– o que faço e o que deixo de fazer com a minha vida não é da sua conta.
– me diz você gosta mesmo da morena de olhos azuis e virgem ou é um bom ator, mas é claro se continuar fazendo bem o seu papel você com certeza vai se tornar muito mais aquecido.
Lucas partiu para cima de Yarra o socando o rosto.
– você não vale nada!
Algumas pessoas entraram o carregando para fora, ele correu para o observatório era o seu lugar de paz, desabafou para si mesmo chorando sem parar.
– sabia que estaria ai, meu amor, é o nosso lugar, nossa paz, nossa felicidade a clareira, se lembra?
– eu não estou afim, Killer.
– oh, eu entendo.
Ela se sentou ao seu lado, enquanto ele se contorcia de chorar, o abraçou e acariciou seus cabelos, cantando baixinho.
– se lembra da nossa primeira vez?
Ele limpou seus olhos. – eu entrei escondido na ala feminina então Gabriel me flagrou, mas ambos estavam no lugar errado e eu preste a fazer e ele voltando.
Ela o beijou, enquanto estava deitado em seu colo, mas ele a afastou.
– o que é isso?
– um beijo, faz um tempo que não me visita e nem me beija.
– alguns dias. Disse ele resoluto.
Ele se levantou indisposto a continuar a conversa. – estou muito abalado, para cobranças, muito menos de você.
– abalado, mas eu sou a sua solução, ou será que não vê que aquela garota só trás prejuízo.
– meu deus, esquece aquela garota!
– como se você não a esquece.
– de que modo, já que só fala dela.
– tudo bem. Ela o abraçou alisando seu corpo. – apenas vamos relaxar.
Ela o voltou a beijar, mas novamente ele se afastou. – não é hora e nem lugar, boa noite Killer.
Se retirando para seus aposentos, por alguns segundos se reteve em buscar os braços de Safira, mas algo o impedia, o quarto, a pessoa, o lugar o dia, não ele apenas precisava de um banho e de uma cama.
A noite se formulava silenciosa, um musculo de sua perna se esticou, o dedo se remexeu, ela se sentia refém de seu próprio corpo se sentia consciente ouvia tudo, mas não conseguia falar, mexer-se, abrir os olhos, mas respirava de um modo lento e ainda sim melhor, a porta se abriu, ela não podia ver quem era e nenhum comando fazia com que seu corpo o obedecesse; mas ao redor uma trama terrível se firmava, seus passos eram leves, pegou o travesseiro e encostou-se ao rosto de Angélica, ela não se mexia, contudo sua mente sentia a morte invadi-la, até que parou ou será que já havia morrido, mas ainda não via nada, outros passos e tudo foram remexidos, alguém havia a salvado foi isso e se a salvou para que fim?
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