Notas iniciais
Espero que gostem... Boa Leitura.

- Eu só queria ter uma vida normal, como todos têm, um dia bom, uma noite em que eu possa dormir. Não consigo colocar a cabeça no travesseiro e adormecer, só penso em tudo o que eles me fizeram, do jeito que me trataram, e o que me obrigaram a fazer, não esqueço isso — diz Sam a sua psicologa.

- Você deve esquecer o que fizeram a você, se não conseguir isso te marcará para sempre, e não conseguira viver em paz.

- Já me marcou, doutora. Isso nunca esquecerei, vou levar para todo o sempre essa angustia que me fizeram passar.

Depois de sair da clínica de Carly, volto para minha casa, se aquilo for mesmo uma casa. Moro em um lugar abandonado, pode ser grande mas... é sujo, é feio, é velho, mal consigo deitar na cama suja que tem naquele lugar, mas pelo menos tenho, e eu posso "descansar" um pouco. Meus pais me expulsaram de casa quando eu tinha quinze anos, motivo ? Nem eu mesmo sei, eles simplesmente chegaram no meu quarto, arrumaram minhas roupas e me jogaram pra rua.

Ando por essa rua escura, onde não avisto ninguém, ninguém mesmo, nem se quer um carro passa por aqui depois das onze, esse lugar é conhecido como "Rua da Morte" muitas pessoas morreram aqui... e ninguém descobre os motivos, elas simplesmente somem, não aparecem mais em casa, eu sinceramente não tenho medo, não acredito nisso, e acho que é invenção do governo para assustar os moradores desse lugar infernal.

Ouço pequenos passos atrás de mim, mas ao virar não vejo ninguém, mas sinto como se algo estivesse me seguindo, como se algo estivesse querendo algo que eu tenho... deve ser minha imaginação, ando muito perturbada, preciso urgentemente de um banho frio.

Novamente ouço passos, mas dessa vez, mas fortes e mais rápidos, começo a andar rapidamente... quando de repente eu vejo um vulto na minha frente, apenas alguns centímetros de mim. Paro, e olho ao meu redor... nada novamente. Dou várias e várias voltas mas não vejo ninguém, mas não consigo me mexer, é como se algo me prendesse naquele, tento e tento, nem minha cabeça se mexia, apenas meu olhos naquela escuridão, e para piorar a unica brecha de luz que vinha de um poste, se apaga, me deixando mais medronha ainda. Minha respiração fica ofegante, meus pelos se arrepiam, e um leve vento bate no meu rosto, não era bem um vento, parecia mais com uma respiração forte.

Meus livros caiem de minhas mãos, não sei como, pois mão podia me mexer. Fecho meus olhos com muita, muita força, e é quando ouço uma voz nem muito grossa, nem muito fina no meu ouvido — Eu vou te levar — neste momento abro os olhos e na minha frente vejo uma coisa horrorosa, tinha olhos vermelhos que brilhavam, orelhas enorme, mas nem tinha nariz muito menos boca "como ele falou?" e em cima de sua cabeça tinha um par de chifres enormes...

Notas finais
Se gostaram por favor, comentem, se não, me falem o que está ruim, que procurarei melhorar... Obrigado por ler... Até a próxima.