Notas iniciais
Está aí o segundo capitulo quentinho pra vocês, espero que gostem. Boa Leitura !

Não sabia quem ou que era aquela coisa enorme e horrível, ele me olhava com aqueles olhos medronhos, grandes e vermelhos, ele não tinha boca, mas conseguia falar de maneira que nem eu sabia como, mas por incrível que pareça não sentia medo daquilo, e ele sabia disso.

Naquele mesmo instante ele fecha os olhos fazendo com que fique tudo escuro, pois apenas os olhos dele clareava o lugar, luzes que não existiam antes daquilo se acendem, mas não eram luzes normais, elas vinham debaixo, como se o chão tivesse aberto, e algo que saísse de lá iluminasse a rua. Realmente, o chão tinha abrido, e meus livros caem. Eu levemente caminho até a rachadura que tinha no chão, estava mais ou menos um metro longe de mim, ao chegar eu não acreditava no que meus olhos viam, fiquei apavorada e sair correndo, mas aquela rachadura me seguia, o chão ia abrindo cada vez mais perto, e cada vez mais rápido, quando ao meu lado aparece novamente aquele monstro, rindo de minha cara, caçoando, como se eu fosse morrer.

Caio, caia em uma velocidade muito rápida, e parecia não ter fim, protegia meus olhos com a mão, pois o vento era muito, muito forte, e parecia que iria arranca-los. Eu gritava muito, mas não parava, minha queda parecia não acabar. Quanto mais fundo, mais quente aquele lugar ficava. Quando finalmente chego ao final e paro de cair.

Eu estava zonza, não conseguia ver as coisas direito, e acabo desmaiando... acordando depois em uma cama. Dessa vez conseguia ver tudo ao meu redor. Eu via tesouras, alicates e agulhas, parecia coisas de hospital. Por um momento tentei mexer minhas mãos, mas elas estavam amarradas, as duas, bem acima de minha cabeça, meus pés estavam grudado na grade debaixo da cama, e eu sentia muita dor de cabeça.

Uma porta e uma janelas, eram as únicas saídas daquele comodo, olho para cima e vejo uma lâmina enorme, segurada por uma corda que parecia ser bem frágil. Fico apavorada e tento me soltar, mas não obtenho nenhum resultado.

As luzes se apagam do nada, mas aquela enorme lâmina acima de mim brilhava, como se tivesse algum tipo de tinta brilhando nela. Alguma coisa ao meu lado se abre, creio que seja a porta, alguém está aqui comigo, eu sei disso, posso ouvir uma respiração bem calma, posso ouvir o coração de alguém batendo bem rápido, acho que são duas pessoas que está aqui comigo, um assassino e uma vitima. Sim, está tudo escuro, mas eu sei disso, como eu sei ? Não faço a menor ideia. Só quero que a luz reacenda para ver o que está acontecendo.

Demora alguns minutos, mas as luzes se acendem, e há alguns metros de mim, vejo Freddie: Freddie é o cara mais metido da escola, o cara que mais se acha superior as pessoas, e humilha todos os nerd's e pessoas "feias" da escola. Ele está em uma cadeira amarrado a mesma, com um aparelho que eu desconheço em sua cabeça. Logo atrás dele, está um homem de capuz, não consigo ver o seu rosto, o mesmo está com um alicate em sua mão direita, e eu não sei pra que aquilo irá servir:

– Sam, o que está fazendo aqui ? — pergunta Freddie apavorado com um voz de que parecia ter apanhado muito já.

– Não sei, da mesma forma que veio para aqui, também vim — digo a ele.

– Me ajuda, por favor... — neste momento aquele homem de capuz interrompe a conversa dizendo:

– Você irá ajuda-lo, Sam ? Quer mesmo ajudar o cara que te maltratou durante todo o período escolar ? Quer mesmo livra-lo disso ? Você sabe quem é ele, Sam ? Eu sei, e eu tenho certeza de que você mataria o pai dele, e ele mesmo se soubesse.

– O que tá querendo dizer com isso ? Quem é você ? — pergunto apavorada.

– Eu ? Você saberá em breve. Agora ele, você saberá agora... — Aquele homem misterioso retira seu capuz, e eu fico abismada com a sua aparência, ele não possuía nariz, nem boca, nem orelhas, nem olhos, nada, ele era uma caveira — Ficou com medo de minha aparência, Sam ? Vejo isso nos seus olhos. Não fique, pois sou eu quem quero vingança.

– Vingança ? — eu pergunto — mas vingança de que ? De quem ?

– Como eu falava antes, Freddie é filho de um assassino de aluguel, o pai dele já matou várias e várias pessoas, criminosas, famosas e também inocentes — ele rodeava Freddie enquanto falava — E uma coisa que você não sabe, é que Leonard, pai de Freddie, matou os seus pais...

– Impossível — interrompo ele — Meus pais estão vivos, nunca morreram.

– Sim, seus pais adotivos estão vivos — quando ele disse aquilo, não quis acreditar, pois é impossível isso — Seus pais de verdade morreram quando você tinha 3 meses de idade, eles foram assassinados, e Leonard matou eles, e o Freddie sabia disso o tempo todo, tanto que inventou pro seus pais adotivos uma mentira, fazendo com que eles te expulsassem de casa.

– Isso é verdade, Freddie ? — pergunto a ele. Mas ele não responde, apenas vira a cara.

– Sam, quer que eu o mate ? Quer que eu o torturo ? Eu posso fazer isso — pergunta a caveira.

– Sim, eu quero que você o faça sofrer durante muito tempo, fazendo ele morrer devagar, sentindo muita, muita dor, e depois mate o seu pai, Leonard. Eu quero vingança.

Notas finais
Espero que tenham gostado, por favor comentem... Obrigado :3