Notas iniciais
Bom domingo, espero que gostem, boa leitura!

Na semana seguinte, Erza havia combinado com Gray de saírem, para comprar as coisas da lista que ela tinha feito com a ajuda das meninas. Gray, mais ansioso que a própria Erza, resolveu busca-la no dormitório, para que pudesse apressa-la ao máximo para aquele momento, mas no momento ele esperava no portão, totalmente frustrado e esquecido das regras, já que não poderia entrar.

Mas quando viu Erza descendo com um vestido branco que a deixava com um ar angelical, se viu sorrindo feito um bobo, como ela conseguia ser tão linda? Essa pergunta ele se fazia todos os dias a si mesmo e até aquele momento não tinha encontrado resposta. Todos os sentimentos de angustia, ansiedade, medo e o resto das coisas ruins eram imediatamente substituídos apenas por paz, amor e segurança. Logo chegou mais perto para poder cumprimenta-la, mas sua voz sumiu por alguns instantes, então Erza se pronunciou:

— Bom dia!- Ela falou com um sorriso, vendo o jeito bobo com que Gray a olhava.

— Bom dia Erza! Você está linda! Não se conteve o que fez Erza ficar vermelha. Ele fez menção de abraça-la, mas não o fez, o que fez ambos ficarem em silêncio por alguns instantes, até Gray quebrar o gelo:

— Bom por onde começamos? Falou ele tentando ver a tal lista.

— O que acha de começarmos pelas roupinhas? — Ele assentiu, o modo sério de sempre, apesar de estar completamente alegre por dentro.- Mas se prepare, a lista é grande, sem contar que isso é só o básico.- Ele engoliu seco, mas assentiu novamente, só que agora com um sorriso no rosto.

— Já imaginava, mas não se preocupe com isso. Como moro sozinho, de todas as missões que faço, sempre guardo uma boa parte de reserva, para quando precisasse, ou quando houvesse alguma emergência. Então acho que tenho o suficiente, mas realmente nunca imaginei que usaria para isso.

— Gray, não quero que use suas economias para isso.

— Como não? É meu filho, claro que vou usar.

— Mas Gray... eu...

— Nada de mas ué, claro que vou usar e sem discussão!

— Tudo bem, não vamos brigar por isso.- Ela revirou os olhos com aquilo.- Bom, a Bisca me deu varias sugestões de onde podemos comprar tudo.

— Então vamos! Disse Gray pegando a mão de Erza e caminhando em direção a tal loja!

Chegaram a loja que Bisca indicou, onde, claro tinha uma enorme variedade de roupinhas de tamanhos e cores diferentes. Erza estava encantada com a loja, eram tantas coisas a escolher que ela mal sabia por onde começar. Mas quando notou que Gray não estava com ela resolveu procurá-lo logo, enquanto passava a vista pela loja toda. Quando o encontrou ele estava na sessão feminina outra vez. Suspirou. Seria difícil tirar da cabeça dele que poderia nascer um menino.

— O que você esta fazendo? Não combinamos de comprar somente roupas com cores neutras?- Erza falou com um olhar reprovador.

— Ah, oi Erza!- Ele olhava para ela com uma gota na cabeça e alisava os cabelos.- Desculpa, eu sei, mas é que eu realmente achei essas peças bem bonitas. Você tem certeza de que não podemos levar nenhuma?

— Claro que não! Já disse que isso varias vezes! Isso não entra na sua cabeça? Não sabemos qual é o sexo do bebê ainda, então só cores neutras por enquanto! E se for um menino Gray? Já pensou nessa possibilidade?- Ela já elevava o tom de voz e começava a ficar vermelha, o que atraia a atenção das pessoas ao redor.

— Eu sei, eu sei, não precisa ficar tão brava, é meio que involuntário.- Ele falava com as mãos para cima, rendido.- Tudo bem então, você já escolheu alguma peça?- O olhar de Erza mudou de raiva para alegre.

— Já sim, quero sua opinião, vem! Disse Erza puxando Gray e o levando para onde ela estava.- Olha, acho que branco é uma ótima escolha para os bodys, acho que transmite calma e paz. Mas tem essas outras cores clarinhas também, o que você acha?

— São bonitas, mas não acha que é pouca coisa? Acho que vamos precisar de no mínimo o dobro disso. -Ele falava enquanto analisava as peças uma a uma.

— No começo eu também achava, mas segundo a Bisca o bebê vai crescer rápido então isso só vai gerar despesa se comprarmos muita coisa entende?

— Bom, acho que podemos nos guiar por ela afinal ela já tem bastante experiência não é? Já nós, não temos nenhuma! Disse Gray rindo da situação.

— Sim, então são essas que vamos levar?- Erza falou separando algumas peças, que eram, em sua maioria, brancas.

— Claro, vamos levar sim!- Uma atendente embrulhou tudo en

quanto eles iam pagar no caixa.- Então vamos que ainda temos muitas coisas para ver e comprar.

Saíram da loja de mãos dadas, pois isso já havia virado um hábito mais que natural para os dois, e nas mãos livres iam as sacolas de roupinhas na mão.

— Quase ia esquecendo, não temos que comprar um carrinho também? Isso vai ser muito útil não acha?- Gray falou um pouco preocupado.

— Sim, precisamos mesmo de um carrinho, tem a questão do berço também, mais isso nós vemos depois, não é coisa para se preocupar agora.- Erza nem ligava mais para as preocupações de Gray.

— Então vamos parar para almoçar? Você deve estar com fome não é?- Ele parou e falou assim que viu um restaurante.

— Claro, vamos sim, estou mesmo com fome. Mas vamos passar na Fairy Hills primeiro para guardar as roupinhas, temos que ter mãos livres para o que falta.- Os dois deram risadas do que a ruiva falou.

Assim que passaram no dormitório seguiram para um restaurante que Erza adorava, pois, segundo ela, apesar da comida também ser boa, lá era onde podia se encontrar as melhores sobremesas, em especiais as feitas com morangos. Almoçaram tranquilamente, conversando vez ou outra algumas amenidades.

Gray as vezes olhava rapidamente para Erza, imaginando a criança, seu filho ou filha, que estava a se formar dentro dela. Ele sabia, que mesmo que não fosse o pai, ou ainda que não fosse apaixonado por ela, ele se surpreenderia ao ver aquela Erza que conhece desde menina se tornar uma mulher tão respeitável e também se tornar mãe.

Quando estava só em casa, e começava a pensar nas coisas que aconteceriam em seu futuro, ele conseguia ficar tonto de tanta emoção que o invadia de uma vez só. Aquela criança com certeza tinha aproximado muito os dois, nunca se imaginou sendo pai, mais agora, contava os dias para ter esse filho. Nunca coisas simples, como o primeiro ultrassom e comprar as primeiras roupinhas, o trouxeram tanta alegria.

Gray havia parado de comer quando começou a pensar. Erza viu que ele estava aéreo e sua curiosidade foi maior e não se aguentou em perguntar no que ele estava pensando.

— Gray, no que tanto pensa?- Ele nem estava da metade do almoço enquanto ela já havia repetido duas vezes e estava olhando o cardápio para a escolha da melhor sobremesa.

— Eu? Em nada de especial, só em como minha vida virou de cabeça para baixo no ultimo mês.

— Não foi só a sua. Sabe o dia com as meninas foi realmente muito bom, apesar de não temos achado uma casa, foi bem divertido, já fazia muito tempo que eu não saia sem ser algum compromisso. Sabia que ate a Juvia foi?

— É muito bom saber disso, significa que finalmente me livrei dela!

— Não diga isso, fiquei com pena dela, ela realmente te amava, ou ainda te ama.

— Eu sei, mas o que eu posso fazer? Eu nunca me senti em relação a ela como ela se sentia em relação a mim! Seria muito covarde da minha parte dar esperanças a ela.

Erza concordou e chamou o garçom para pedir sua sobremesa. Depois do assunto ''Juvia'' o silêncio se instalou na mesa, e Erza não pensava em algo melhor para dizer, até que Gray teve um estalo e lembrou de algo que estava querendo falar com a ruiva.

— Ah, Erza, você não acha que o cabeça de fogo anda meio aéreo? Parece que ficou que ficou ainda mais maluco do que já é! Disse Gray rindo terminando seu prato.

— O Natsu sempre foi aéreo apesar de tudo. -Ela fez uma cara de pensativa, para esconder que sabia da verdade.- Mas não sei de nada, pelo menos ele não me disse. Erza se sentiu mau por ter mentido para ele, mas havia prometido a Lucy que não contaria para ninguém.

— Entendo, então deixa pra lá, afinal, o Natsu sempre foi maluco mesmo.- Riram um pouco enquanto Erza terminava seu bolo de morango, a sobremesa escolhida por ela.- Erza, tem uma coisa que eu quero te perguntar faz algum tempinho.

— Então pergunta, o que foi?

— Bom eu, eu queria saber, por que você me beijou aquele dia?- Ela deixou o pequeno garfo escorregar por sua mão, enquanto encarava o pouco que restava do bolo.- Já tentei te perguntar isso mais você desviou do assunto todas as vezes. Disse Gray muito rápido tentando não gaguejar e parecer firme.

Mas para a sua surpresa Erza só riu, o que fez ele ficar um pouco embaraçado e confuso.

—O que? Eu? Te beijar? Você ta louco, só pode, imaginada se uma dama como eu iria tomar uma iniciativa dessas.- Ela ria escandalosamente, mas no fundo estava nervosa com aquela pergunta. Não deixaria de responder, mas iria enrolar Gray até que pensasse em algo plausível.

—Ok, ok, nós nos beijamos. Mas sei que está tentado me enrolar de novo Erza, e apesar de estar achando engraçado, eu realmente quero sua resposta sincera.

—Tudo bem, Gray.- Ela suspirou e cessou as gargalhadas.- Eu desviei do assunto porque não sei a maneira certa de te responder isso. Eu ainda nem sei exatamente porque fiz aquilo, mas eu senti vontade, na hora me fez bem, entende? Mas me desculpe isso. Disse Erza completamente corada tentando não olhar nos olhos de Gray.

— Não posso te desculpar por isso, não tem ideia de como eu me sinto ouvindo isso de você!

— Gray eu não, bem... eu...

— Não se preocupe, não vou te pressionar, muito menos insistir nesse assunto, está tudo bem.- Ele deu um sorriso amarelo para ela e pediu a conta.

— Não é isso Gray, meus sentimentos estão confusos, às vezes fico com muita raiva de você, as vezes com saudade e outras nem sei o que estou sentindo. Sei que isso se agrava por conta da gravidez e eu não tem como eu te agradecer por tudo o que tem feito por mim e pelo nosso filho.

— Já disse mil vezes que não precisa agradecer, faço isso porque vocês dois são as pessoas mais importantes da minha vida! Eu amo nosso filho e eu também te amo demais Erza.

Ficaram se olhando, Gray por mais vontade que tivesse de beijá-la se segurou e só pegou em sua mão, como um gesto de carinho. Já Erza, estava em uma luta interna, ela queria encurtar a distância, mas na sua opinião não merecia Gray, já tinha o feito sofrer demais, por mais que aquilo tudo que tinha acontecido não ser culpa dela.

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Depois de pagarem saíram rapidamente do restaurante, mas desta vez não estavam de mãos dadas. Ainda havia coisas para comprar naquele dia, mas também havia perguntas que os dois queriam responder.

Apesar disso Erza tentou não se deixar abater, por isso recorreu logo a primeira loja de bebês que encontrou, entrando afobada e puxando Gray pela camisa.

—Erza, por que estamos aqui? Já compramos todas as roupas que precisamos não é?- Gray falou constatando que ali só vendiam roupas.

—É, sim, mas...- Ela achava uma boa desculpa para estar ali. Na verdade ela só não queria deixar um clima ruim se instalar entre os dois, por isso entrou logo ali.- Não compramos um sapatinho para sair da maternidade! — A ruiva falou alto e de repente, inventando essa desculpa.

—Hein? Mas isso nem tem na lista!

—Passa a ter agora, quero que meu filho ande arrumado desde o nascimento!- Erza empinou o nariz e saiu a procura de um sapato que a agrade.- Acho que precisa ser mole, talvez feito todo de tecido.- Ela falava baixo, mas Gray escutava tudo e logo foi a procura de algo que conseguisse agradar aos dois.

Erza, quando viu que Gray tinha se afastado um pouco foi logo procura-lo e o achou segurando algo, para o qual olhava com tanta alegria que Erza não pode conter uma risada.

Assim que notou que não estava sozinho, passou o que segurava para Erza. Ela olhava maravilhada para os pequenos sapatinhos brancos de tecido, mas o que mais a encantava era uma cruz lateral, que mais parecia uma espada.

—Gray... São lindos.

—Pois é, e parecem espadas né? Achei que seriam perfeitos pro filho da titânia. E como os detalhes são pretos podem ser usados em meninas e meninos.

—Nós vamos levar, com certeza.- Erza falou completamente encantada.

Se encaminharam para o caixa depois de pegarem algumas meias, um sapatinho vermelho de lã e alguns casaquinhos brancos, amarelos e verdes e pagaram, logo indo embora enquanto conversavam sobre o que mais precisavam comprar.

Apesar de já passar das 17:00, a tarde estava bem quente, o que fazia as sorveterias lotarem. Chegando perto de uma, Erza comentou:

—Está fazendo muito calor hoje.

—É verdade.- Quando avistou a sorveteria, Gray logo falou: — Hey, quer tomar um sorvete?

—Sim, vamos!- Erza se animou com aquilo, agarrou a mão de Gray e entrou em disparada na sorveteria. Como estava muito cheia não havia lugares vagos, portanto os dois se acomodaram num banco próximo.

—Talvez seja o calor, mas esse sorvete é um dos melhores que eu já tomei.

—Ha ha. Espero que nosso filho não seja uma formiga feito você, senão vamos falir apenas comprando doce.

—Ué, qual o problema gostar de doces?

— Nenhum, só acho que ninguém deve exagerar, e agora você vai ter que moderar na quantidade, muito doce não deve fazer bem pro bebê.

— Espera, você ta dizendo que eu não estou me cuidando e cuidando do bebê?

—O que? Não, eu não disse isso. Estou dizendo apenas que...

—Mas foi o que você disse nas entrelinhas. Você me acha incapacitada de cuidar do nosso filho, é isso? Quer saber, eu vou embora.- Ela começava a juntar os pacotes, mas Gray segurou suas mãos com força, a fazendo largar as sacolas. Apesar disso ela não o olhava.

— Erza olha pra mim.- Ela continuava sen olhar. -Erza.- Ele soltou umas das mãos e segurou em seu queixo, virando delicadamente o rosto dela em sua direção.

— Erza, eu me expressei mal, só isso. Em momento algum quis dizer ou mesmo insinuar que você é incapaz de cuidar dessa criança. Quis apenas falar que deve se cuidar constantemente, e que se cuidar mais nunca vai ser suficiente. É uma nova vida que está chegando, e precisamos recebê-lá o melhor possível. Já disse uma vez e repito: não poderia haver pessoa melhor para ter um filho que você. Mesmo que eu pudesse escolher, eu te escolheria . Não só porque já te amava, mas porque sei que seria perfeita.

— Gray... — Erza ficara tão surpresa com aquilo que não havia palavras que pudessem expressar o que sentia.

Mesmo sem certeza se estava fazendo o certo, ela se aproximou lentamente dele, envolvendo seu rosto com ambas as mãos. Centímetros separavam os lábios deles. Gray não ousava acabar com essa distância, por mais que quisesse isso, ele queria que ela também quisesse.

Erza, mesmo hesitando, acabou por colar seus lábios nos dele. Novamente a sensação de que aquilo era a melhor coisa do mundo voltou. Ele já havia colocado as mãos no pescoço dela, e ela havia tirado as mãos do rosto para acariciar os cabelos dele.

Na porta de uma loja de conveniência, ao lado da sorveteria, Natsu olhava boquiaberto para o que acontecia. Pensou em ir até lá, mas os dois estavam tão envolvidos que ele logo lembrou que Lucy o esperava para jantar. O sol já estava se pondo, o que completava aquela cena e fazia o rosado pensar que um dia queria também beijar Lucy tão apaixonadamente quantos aqueles dois.

Notas finais
Espero que tenham gostado, eu e a Linna estamos nos empenhando muito para fazer o melhor para vocês, sei que ficamos muito tempo sem postar, mais precisamos muito do apoio de vocês! Obrigada ate mais!