Consequências Daquela Noite
22 Capítulo XX - Safe
Notas iniciais
Quando Gray ouviu do outro lado da linha que Erza tinha aceitado ir morar com ele, ficou eufórico! Se pudesse teria ido buscá-la na mesma hora, só não o fizera porque já era noite. No outro dia combinou de ir ajuda-la logo cedo com o que pudesse já ir levando para sua casa, mas teve problemas quando encontrou com a zeladora do dormitório, que não queria deixa-lo entrar, mesmo ele explicando o motivo e implorando para poder ir ajudar Erza.
—Mas dona, a Erza está grávida, ela não pod...- Ele estava tentando explicar o motivo de querer entrar pela quinta vez, quando pela primeira vez a idosa falou algo e o interrompendo, ao invés de simplesmente não o deixar passar com a vara que usava para se apoiar.
—Sim, eu sei, e soube que foi você que fez isso com a pobre menina. Vocês homens parecem não pensar nos seus atos, tenho certeza que Erza implorou para você não satisfazer seus desejos com ela, mas mesmo assim você...- Gray já não ouvia mais nada, estava com uma gota na cabeça, constatando que além de não ser compreensível era louca e tagarela em demasia. Mas acabou tendo uma ideia que talvez o deixasse passar por aquela porta.
—Olha, sei que não devo parecer, mas eu sou gay.- Ele falou com uma seriedade que espantou a senhora, que procurava algum indicio de mentira. O que ele não fazia por Erza, afinal? A velha arqueou o cenho quando o moreno colocou as mãos na cintura e começou a andar rebolando fazendo menção de entrar. Mas ela ainda barrava a entrada.
Quando Erza foi ver que confusão era aquela que acontecia ali, ela acabou caindo na gargalhada ao ver que os dois envolvidos se xingavam e se apontavam como crianças de cinco anos. Riu ainda mais quando ouviu a velhinha dizer que ''um gay jamais engravidaria uma mulher'', mesmo que tenha ficado um pouco confusa ela foi apartar.
—Senhora Sasaki, o que houve?- A ruiva se segurava para não soltar uma risada na cara da senhorinha.
—Erza, esse moço apareceu dizendo que é gay e que precisa entrar, sendo que...
—Erza, diz pra ela que eu sou moça igual você.- Gray arrastava a voz e balançava uma mão enquanto fazia pose com a outra na cintura. Ela não se se segurou e riu como se as caixas no quarto dela não estivessem tão pesadas para ela carregar sozinha.
—E como você foi parar na cama com ela? Erza, querida, me diga que isso não é verdade, que engravidou de um gay?- Mesmo tendo aquela idade, a mulher parecia não ter papas na língua.
—Estávamos bêbados, senhora Sasaki. Não se preocupe que o Gray só veio aqui para pegar algumas caixas comigo, ele não vai fuçar em nada. Ele não tentaria nem se ele quisesse.- Ela falou com um olhar ameaçador para o moreno, que havia paralisado desde a risada que ela soltou na sua cara.
—Muito bem Erza, sei que posso confiar em você.- Dona Sasaki falou com determinação no olhar aprovando as ações da ruiva.- Quanto a você- Ela apontou para Gray.- pode passar, mas se tentar alguma gracinha com as garotas vai ver o que realmente é dor. Eu sei que não é gay.- Ela terminou a frase com certo repúdio e deboche, o que fez Gray inflar de raiva e querer partir pra cima dela, se não fosse a mão de Erza em seu ombro.
—Vamos então, falso gay, aquelas coisas não vão parar em sua casa sozinhas. — Falou finalizando com uma risada.
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Como haviam combinado de levar apenas o necessário por enquanto, eles não tiveram tanto trabalho para colocar no carro movido a magia que Gray havia trazido. A mudança acabou por ser muito tranquila, e na altura que estava, Erza já não tinha tantos enjoos, o que acabou deixando Gray aliviado enquanto andavam no carro.
Quando chegaram, Gray fez questão de carregar tudo e abrir também a porta, fazendo-a entrar primeiro. A barriga de Erza não era mais tão pequena, o que acabava por lhe dar algumas dores nas costas, deixando-a mais lenta que o normal, e pensando nisso Gray pegou numa mão dela e apoiou suas costas de forma que a fizesse ficar confortável, já que ele havia preparado uma surpresa no quarto de hospedes para ela e queria mostra-la o mais rápido possível.
Erza podia sentir seus olhos brilharem ao ver o quarto todo decorado, Gray tinha pintado as paredes de brando com detalhes em amarelo e verde água, no canto do quarto tinha um berço branco com detalhes na mesma cor da parede, havia também ursos delicados, um sofá para Erza poder amamentar o bebê durante a noite, quando ela viu tudo aquilo, levou as mãos a boca e não pode contar as lágrimas, estava tudo tão lindo e delicado, aquilo com certeza havia dado muito trabalho e custado muito dinheiro. Gray, ao ver que Erza chorava, ficou preocupado.
— Desculpa, não era a minha intenção te fazer chorar, pelo contrário, fiz o melhor que pude para recepcionar o bebê!
— Eu sei seu bobo, estou chorando de felicidade! Esta lindo Gray! Perfeito!
— Que bom que gostou, queria te fazer uma surpresa, mesmo não tendo certeza de que você aceitaria vir morar aqui, tinha esperança de que um dia conseguiria.
— Estou sem palavras! Esta lindo! Obrigada.
Gray se abaixou e ficou na altura da barriga de Erza, acariciou com carinho e depois beijou a mesma. — Gostou do quarto que o papai preparou para você filha? Espero que tenha gostado.
— Ei, quantas vezes tenho que repetir, e se for menino?
— Eu sei, eu sei, é a força do habito, desculpa. — Disse Gray levantando as mãos para cima.
— Mais espera um pouco, e onde esta a minha cama? Vou dormir onde?
— Bem, é que, que eu pensei que... — Nessa altura ele já estava completamente vermelho.
— Pensou que eu iria dormir com você? — Disse Erza num tom engraçado percebendo que ele estava com vergonha.
— Como você esta grávida, achei que seria melhor, pelo menos por enquanto, sabe, caso você precise de alguma coisa. Eu providenciei um colchão, mesmo a cama sendo de casal achei melhor te deixar com bastante espaço.
— Até que você tem razão, mas só enquanto eu estiver grávida, depois, vou dormir com o bebê. E que história é essa de colchão? Claro que você vai dormir na cama, não tenho nem do que ficar com vergonha, afinal, você não chegaria a tocar em mim nem se quisesse com essa barriga. -Ela riu.
Gray suspirou aliviado, sua desculpa de última hora havia dado certo, não queria admitir para ela que queria ficar com ela, não só pelo fato de estar grávida, mais também, por estar cada dia mais difícil se controlar por estar cada vez mais apaixonado. Sem falar que nem colchão ele realmente tinha sobrando.
— Bom, então acho melhor você guardar as suas coisas la no nosso... Quer dizer, meu quarto, para ficar mais confortável e melhor para pegar né?
— Tem razão, mas tem espaço para mim?
— Claro, já tinha separado espaço para você, se não for o suficiente você pode mexer no que for necessário.
— Tudo bem então, obrigada.
— Vou fazer algo para comermos, se quiser pode ir arrumando as coisas.
Erza fez como Gray havia dito, já conhecia o quarto, abriu as portas do guarda roupas e viu que ele tinha se esforçado para dar espaço o suficiente para ela, as roupas dele estavam todas apertadas e jogadas em um canto, sorriu, ele era mesmo incrível.
Aos poucos foi ajeitando suas coisas e as guardando, percebeu que não teria como colocar suas roupas íntimas dentro do guarda roupas, olhou para o lado e viu que ele tinha uma cabeceira cheia de gavetas, provavelmente onde ele usava para guardar as cuecas, bom, se ele havia separado um espaço para ela no guarda roupas, também tinha separado nas gavetas, pela lógica.
Quando ela abriu a gaveta que estava cheia de cuecas, percebeu que ali tinha também uma caixinha de uma joalheria, curiosa, abriu a caixinha e se deparou com um par de alianças douradas dentro, que estava escrito " Que seja eterno enquanto dure", ela congelou. Não sabia o que fazer quando viu aquilo, era isso mesmo que ela estava pensando? Ele planejava a pedir em casamento? Por mais que aquilo a deixasse feliz, a deixava com muito medo e insegurança, amava Gray, não tinha mais nenhuma dúvida disso, mas estava tão confusa naquele momento que nem sabia o que estava sentindo direito.
Gray ao perceber que ela estava demorando muito, foi a procura dela para ver se estava precisando de ajuda. A viu parada na frente da gaveta onde guardava suas cuecas, chegou mais perto e a viu segurando a caixinha com as alianças. Ficou apavorado, e agora? O que ele iria fazer? Erza quando percebeu que ele estava atras dela, resolveu perguntar o que significava aquilo, tinha que tirar essa história a limpo.
— O que é isso Gray? Ou melhor o que isso significa?
— Bem, é que, eu pensei que, que talvez você pudesse...
— Não estou te entendendo, o que foi?
Por mais que ele quisesse, nenhum palavra saía de sua boca, ele estava totalmente paralisado, como ele não tinha pensando nisso antes? Se ela fosse morar com ele, logo uma hora ou outra ela iria acabar encontrando as alianças em um lugar tão fácil de achar.
Como não conseguia pensar em mais nada, fez a primeira coisa que fez na cabeça, a puxou pela cintura e a beijou, Erza no início ficou assustada, mas logo cedeu, levando uma das mãos a nuca de Gray o puxando para mais perto, foi um beijo atrapalhado, pegou ambos de surpresa, os dois estavam sentindo necessidade de fazer aquilo, só se separam quando o ar faltou, Erza estava assustada, mas ao ver a expressão dele de assutado, sorriu, por um momento esquecendo da caixinha que nessa momento já estava no chão.
— Desculpa, não foi a intenção Erza eu...
Ela não deixou ele terminar a frase, colocou o dedo indicador sobre os lábios dele, o fazendo parar.
— Não quero escutar desculpas entendeu? Não quero ir com pressa, não vamos pensar em casamento ou alianças por agora, mas também não quero me limitar e não dar uma chance para isso acontecer.
Gray ouvindo aquilo não se conteve e a beijou novamente, dessa vez foi mais calmo, um beijo cheio de amor e carinho, de ambas as parte, tão visível que Gray ao sentir o toque da ruiva nos seus, sorriu entre o beijo, não conseguiam mas parar, aquele toque estava tão bom, transmitia tanto carinho e amor de ambas as partes que as carícias não estavam conseguindo mais serem controladas, as mãos de Gray já passeavam sobre o corpo da ruiva, que o puxava para mais perto como se aquilo fosse possível, também pelo fato da barriga já estar grande o que dificultava o contato.
Gray aos poucos foi guiando Erza para a cama, a deitou com cuidado para não machucá-la, Erza por mais que quisesse aquilo resolveu parar antes que aquilo fosse mais longe do que deveria.
— Gray, espera, acho melhor irmos com calma, seria estranho e também tenho medo pelo bebê. -Ela tentou dizer enquanto ofegava.
— Você tem razão, eu te machuquei?
— Não, estou bem, só estou com fome. — Ela disse tentando passar aquele clima de constrangimento que pairava entre os dois.
Logo após comerem o que Gray havia preparado, Erza perguntou se ele teria algum espacinho na gaveta para ela também colocar suas roupas intimas. Ele acabou se desculpando pelo desleixo, dizendo que daria uma arrumada básica para que ela tivesse mais espaço. A ruiva não conseguiu fazer nada além de dar um pequena risada diante da correria dele enquanto o acompanhava em um passo mais lento.
—Bom Gray, acho que vou tomar um banho, geralmente fazer isso depois do almoço me relaxa e tenho a sensação que relaxa o bebê também.
—Ah, claro Erza, use o que precisar.
Ele aproveitou que ela foi tomar banho para esconder a caixinha num local mais seguro. Quando ela terminou, Gray ainda lutava com suas roupas. Ela saiu do quarto com o objetivo de arrumar algumas coisas pro bebê no quartinho, e quando falou isso para o moreno ela recebeu a mesma resposta de antes, fazendo-a pensar que aquilo que dizem dos homens não prestarem atenção em duas coisas ao mesmo tempo ser verdade.
Ela acabou escolhendo começar pelas coisas que podia ''entocar'', como a manta e os lençóis pro berço. Passou a tarde organizando tudo, e quando faltavam algumas poucas peças Gray chegou afobado na porta. Como Erza estava muito concentrada não notou sua presença ali, então ele ficou a observando enquanto ela dobrava e guardava cuidadosamente cada coisinha.
Achou a cena uma graça, e não resistiu a ideia de chegar por trás dela e dar-lhe um beijo na bochecha, assustando a mesma, que deu um pulinho pro lado.
—Você está louco? Não pode dar sustos em grávidas!-Ralhou com ele.
—Desculpe, mas você estava tão concentrada que não resisti. Bom, consegui arrumar minhas roupas em outro lugar, então se quiser colocar suas coisas lá é só ir.
—Desculpa por virar sua casa de cabeça pra baixo. -Ela lamentou.
—Que isso Erza? Você não é dessas que age assim. E você sabe que não me atrapalha em nada. — Depois dele falar isso, ela corou de leve e virou o rosto. Seguiu-se um silêncio desconfortável, até que Gray resolve quebra-lo- Então, já que está quase de noite acho que vou fazer o jantar. Gosta de bolinhos de arroz?- Ela só afirmou com a cabeça então ele saiu.
Ela terminou de arrumar as roupinhas e foi direto para o seu quarto, percebendo que o lugar que ele mencionou antes era na verdade a parte de cima do armário.
Quando ela terminou foi jantar junto com Gray, que mencionou que eles tinham que escolher um nome depressa. Em matéria de teimosia ninguém superava Erza, e o mago de gelo sabia disso, por isso acabou cedendo que ela lavasse os pratos depois de tanta insistência. Enquanto ela fazia o serviço na cozinha. Ele foi arrumar a cama para os dois.
Quando a ruiva acabou e chegou no quarto viu Gray todo atrapalhado tentando arrumar a cama.
— Um homem desse tamanho ainda não sabe arrumar uma simples cama?
— Não é isso, quero deixar o mais confortável possível para vocês, deve ser difícil dormir com a barriga desse tamanho.
— Já acostumei, além do mais, nosso filho não é incomodo nenhum e por falar nele, o que acha de pensarmos em algum nome agora?
—Agora?
—É, agora.
— Bem, essa é uma questão complicada, nomes acabam sempre gerando discussão, não quero brigar com uma pessoa com os hormônios a flor da pele! — Disse Gray num tom divertido.
— Vamos fazer o seguinte, se for menino você escolhe, se for menina eu escolho o que acha?
— Perfeito! Assim fica ótimo!
— Temos um acordo? — Disse Erza estendendo a mão para Gray apertar.
Gray a puxou pelo braço selando os lábios aos dela sorrindo.
—Sim senhora!
Erza foi se banhar para dormir mais refrescada, assim como o moreno e acabaram por ir dormir bem rápido. Ao longo da madrugada Erza acordou com vontade de comer pudim e resolveu fazer um. Saiu com cuidado da cama e foi para a cozinha pegar o necessário para o preparo. Alguns minutos de procura depois, todos os ingredientes estavam dispostos, ou melhor, quase todos. Faltava o açúcar. Procurou e procurou e não achou. Estava numa frustração danada, quando de repente Gray aparece, lhe dando outro susto.
—O que tanto você procura?-Ele perguntou enquanto esfregava um olho.
—Acordei com vontade de comer pudim, mas não acho o açúcar.
—Ah, tenho problemas sérios com formigas aqui, então guardo ele numa embalagem especial, nessa portinha.- Ele mostrou uma portinha do tamanho de um livro grande, de onde tirou um pote de açúcar embalado num plástico.
Passaram o resto da madrugada se lambuzando com a massa e se beijando um pouco também. Para Gray, era maravilhoso, e para Erza estava ficando tão natural quanto respirar.
—Pronto, ta aqui o seu pudim.- Ele estranhou as bochechas meios vermelhas e fato dela não ter devorado o pudim todo ainda.- O que foi? Ta sentindo alguma coisa?
—Não, não, é só que...
—É só que...- Incentivou ela a continuar. Ela pôs a mão na cabeça e riu com uma gota.
—É que eu perdi a vontade. -Ela ainda ria, mais Gray não achava graça. Até ter uma ideia.
—Ah é? Então vamos deixar o pudim guardado na geladeira.- Ele falou o colocando dentro da geladeira cuidadosamente.- E você, mocinha, vai sofre uma punição.- Ele colocou um sorriso convencido nos lábios. Erza entendeu a brincadeira e corria o máximo que conseguia, mas claro que foi pega. Ele a colocou no colo e a levou para o quarto. Estava prestes a beija-la quando ela sussurrou um ai baixinho, mas sorrindo.
—Aconteceu algo?- Esquece-se completamente do beijo de antes.
—Nada ruim. -Ela pegou a mão dele e posicionou na barriga.- Você sente? Está chutando. Acho que acabou acordando com essa bagunça toda.- Gray ficou estático com aquilo, era uma da melhores sensações sentir se próprio filho chutar ali. Ele abraçou-se a barriga chorando de emoção, de felicidade.
—Oi bebê, o papai ta aqui com você. Você consegue me escutar? É o seu pai.- Ele tentava amansar a voz, mas o choro o atrapalhava nisso.
Nesse passo de sentir o bebê chutar acabaram por ver o dia amanhecer, decidindo que deveriam dormir para aproveitar o dia para ir na cidade comprar mais açúcar- que tinha acabado depois de terem feito guerra com ela quando terminaram de colocar no pudim- e um livro de nomes.
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Acordaram quando o sol já passava do ponto mais alto, pulando o café e indo direto para o almoço, tendo o pudim como sobremesa.
Se arrumaram e foram no centro comprar o que precisavam e para olhar algumas lojas. Acabaram jantando na rua e voltando para casa logo em seguida. A noite seguiu pacata , e os dois acabaram por ir dormir cedo.
Mas ao contrário da noite passada, nessa madrugada Erza começou a sentir um pouco de cólica, e suas costas, que já doíam antes, começaram a ficar insuportáveis, como se estivesse com concreto preso a elas. Levantou para beber água e caminhar um pouco para aliviar, mas nada adiantava. Foi então que estranhou, não era exatamente dor, mas como se sua pelve estivesse sendo apertada. Estava sentindo pressão no local, um dos sintomas que podem acontecer no momento do parto. Logo depois, junto com tudo que já a atormentava, sentiu os músculos do ventre enrijecerem, e mesmo sem dor pensou:
''Contrações''
Acordou Gray o sacudindo apavorada.
— Gray! Gray! Gray! Estou tendo contrações, acho que o bebê nascer agora!
— O que? Não ta falando sério né?
— Claro que sim! Rápido eu preciso de ajuda!
— Mas o que eu faço? Não esta na hora ainda, você está no sétimo mês de gravidez!
— Isso não importa agora! Eu preciso ir para o hospital agora! — Erza disse gritando de dor.
Gray não respondeu, apenas a pegou no colo, e a levou correndo para o hospital, não tinham nem preparado nada, afinal, não estavam esperando por isso.
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