Conquistar o Sensei, aceito a aposta!
12 Portão fechado
Capítulo 12: Portão fechado
Estou tão focado na difícil tarefa que quase não escuto a chave na porta. Quando me levanto, vejo Shikamaru. Atrás dele, uma garota de cabelo loiro que eu já vi na aula de Artes. Temari.
Os dois me olham. Eu olho para os dois. O clima fica esquisito.
— A gente vai estudar — Shikamaru falou com um leve sorriso.
— Sei... Estudar — repeti, rindo dele por escolher a desculpa mais idiota do mundo. Ainda assim, como o bom amigo que sou, obviamente não podia causar problemas.
— Estudar é importante. Eu ia mesmo dar uma volta, então vocês podem usar o quarto — disse, pegando meu moletom e o celular para sair.
— Valeu, cara — Shikamaru sussurra, aliviado.
Não disse nada e apenas saí, mas, quando estava lá fora, olhei para o céu escuro e fiquei sem saber para onde ir. Depois de muito pensar, resolvi ir até o parque.
O parque fica entre os dormitórios estudantis e os dormitórios dos professores. Tem bancos, tem árvores, tem um lago. E tem grilo. Muitos grilos.
Depois de andar por um tempo, sento-me em um banco e olho para o céu. Sem nuvem. Lua cheia. A noite está ótima, mas seria ainda melhor se eu pudesse estar na minha cama, dormindo!
— Uzumaki?
Quase caí do banco com esse chamado. Havia acabado de decidir que tipo de relacionamento queria ter com essa pessoa e não esperava encontrá-lo tão de repente! Meu coração ainda não está preparado!
— O que faz aqui a essa hora? — Quando me levantei e olhei para ele, ouvi a sua pergunta e fiquei surpreso pela sua iniciativa em uma conversa.
— Meu colega de quarto está... estudando, com a namorada. Aí eu saí para dar privacidade. — expliquei com um sorriso envergonhado.
— Estudando? — ele repete, erguendo as sobrancelhas em divertimento.
— É um estudo... avançado — defendo, e a gente se olha por um segundo. De repente rio e ele também. Ok, somos ambos adultos e não há necessidade de focar nos "estudos" do meu colega.
— Kakashi Sensei, o que você está fazendo no parque a essa hora?
— Insônia — ele dá de ombros. — Andar melhora um pouco, é o que dizem.
Depois de ouvi-lo responder, sorri e me aproximei dele, piscando e provocando, já não mais tão nervoso quanto antes.
— Que coincidência a gente se encontrar de madrugada duas vezes — comentei.
— Sim — ele concorda. — Ou você está me perseguindo e é muito ruim nisso — brincou também. Ao ouvir suas palavras, levo a mão ao peito, atuando como se estivesse ofendido.
— Professor! Sou ótimo nisso. Só tive azar com o galho.
Ele bufa e solta uma risada. Rápida, mas real.
— Vamos, senhor especialista — ele diz, e começa a andar. — Está tarde. Vou te levar de volta para o dormitório antes que você resolva escalar outra árvore.
Eu o acompanhei em silêncio, mas não é esquisito. Os grilos cantam, o vento está frio, mas seus passos ecoando com os meus aumentam a sua presença, evidenciando que não estou sozinho.
Quando chegamos ao portão do dormitório, deparei-me com ele fechado e com cadeado. Eu empurro. Nada. Chacoalho. Nada.
— Que incômodo — murmurei. — O zelador deve ter trancado por hábito. Ele faz isso às vezes quando bebe demais. — Antes havia toque de recolher e ele era responsável por trancar o portão. Nos últimos anos, esse toque de recolher foi retirado, mas, quando bebe, ele se esquece disso.
O professor olha para mim, para o cadeado, para a hora e suspira, resignado.
— Você não pode ficar aqui fora — ele fala, mais para si mesmo. Depois me olha e me chama.
— Vamos aonde? — pergunto, confuso.
— Meu quarto, no dormitório dos professores. Só por hoje.
— Seu... seu quarto? — Por um momento, meu processador cerebral, que já não é muito avançado, parece ter dado um defeito.
— Ou você prefere o banco do parque? — ele ergue as sobrancelhas, perguntando com um sorriso.
— Seu quarto está ótimo! — concordei e comecei a caminhar novamente, seguindo-o. Enquanto isso, pensava na maravilha que era o destino.
Decidi que ia realmente conquistá-lo e estava preocupado em como começar. Não era apenas a "nova aposta" de um mês, mas eu realmente não sabia como começar. Até pensei que talvez não conseguisse nada por um ou dois anos, mas agora...
Quarto! Estou indo ao seu quarto!
Não importa o motivo pelo qual estou indo. O importante é o resultado!
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