Conquistar o Sensei, aceito a aposta!
6 Lista de ideias
Capítulo 06: Lista de ideias
Reunião no refeitório.
— Então? — Kiba bate na mesa, ansioso. — Pensou em alguma coisa? Vai usar uma cantada? Vai recitar poesia? Convidá-lo para uma refeição?
Sasuke ergue as sobrancelhas, olhando para mim e rindo "com respeito". — Você está vivo e não foi expulso da escola. Isso já é um avanço.
Sakura me empurra um suco assim que chega na mesa. — Me diz, você conseguiu falar com ele outra vez?
Eu pego o suco e tomo um gole. Lembro da noite anterior e, por um momento, não sei o que dizer. Aquela conversa foi tão desastrosa que talvez fosse melhor se não tivéssemos nos encontrado. Sinto vergonha só de lembrar!
— Estou pensando em algo... — sussurrei, quase enfiando a cara no copo. — É um plano muito bom. Infalível. É só... me dá até segunda.
— Seu plano é ir procurá-lo na sala dos professores — Ino pergunta, curiosa. Não havia muitas opções.
Sorrio e não digo nada, porque... Não tenho nada a dizer!
***
Como diz o ditado, às vezes é melhor voltar ao básico. Então... Com uma caneta na mão, sentado na escrivaninha do quarto e um caderno aberto na minha frente.
Título da página:
OPERAÇÃO — ME APROXIMAR DO HATAKE.
Suspirei e verifiquei a lista que escrevi na última hora.
* Fingir que torci o pé na frente dele para ele ter que me carregar.
Pensei seriamente sobre essa situação e risquei com raiva. Ele provavelmente só me deixaria no chão e chamaria alguém da enfermaria.
* Aprender tudo sobre literatura e virar especialista para impressioná-lo.
Risquei imediatamente e com ainda mais raiva. Como diabos eu conseguiria fazer isso?! Não vamos falar se consigo estudar tanto, mas só tenho algumas semanas e, nesse tempo, provavelmente não consigo nem sequer estudar o suficiente para tirar uma boa nota na próxima prova!
* Ler um livro para ter um assunto em comum.
Tive que pensar um pouco mais sobre isso e, temporariamente, não risquei. Se não houvesse nada melhor, talvez tivesse que optar por isso. Embora... Seria uma verdadeira tortura!
* Pedir para o Shikamaru elaborar um plano, porque ele é inteligente.
Pensei sobre isso apenas por um momento e lembrei do passado, quando estávamos fazendo trabalho em dupla e Shikamaru disse que preferia reprovar comigo do que me ajudar.
Suspirei resignado e soltei a caneta, não conseguindo mais escrever. Pensar em tantas alternativas já era o meu limite.
Enquanto olhava para o teto, procurando outra mancha que não fosse o copo de lámen, meus pensamentos vagaram para aquela conversa e as poucas informações que consegui.
Torta. Ele disse que a maçã era para uma torta. Mas disse que não a faz torta.
Então... quem faz torta?
***
Depois de várias horas, olhei para o caderno com a página quase toda riscada, exceto a última frase que havia escrito há uns cinco minutos.
* Aparecer na frente dele.
Porque pensei muito e cheguei à conclusão óbvia: antes de conseguir o número ou qualquer coisa, eu preciso conseguir falar com ele. Sem ser na aula ou na sala dos professores.
— Preciso me aproximar naturalmente... Tipo: "Ei, professor, que coincidência te encontrar aqui, no dormitório dos professores, às quatro da tarde em um sábado"...
Disse para a parede e depois cobri o rosto, envergonhado das minhas limitações e com vontade de continuar a me criticar com sarcasmo:
"Claro, isso aí é muito natural."
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