Confusões Em Khs - 1ª Temporada
14 Capítu1o 14: Magoas e comparações
Notas iniciais
Boa Leitura...
# Leiam minhas outras duas fic...
http://fanfiction.com.br/historia/367586/Finalmente_Juntos - uma Naruhina
http://fanfiction.com.br/historia/365947/Sasusaku_-_Amor_E_Amizade - uma sasusaku!
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*Ino*
LEMBRANÇAS ON
Eu estava na sétima série do ginásio e caminhava despreocupadamente pelos corredores da minha antiga escola. Eu não estava prestando atenção em nada. Eu era nova naquela escola e olhava inutilmente os papeis em minhas mãos tentando decifrar onde ficaria minha nova sala. Eu estava tão entretida com eles que não prestava atenção por onde andava, e acabei esbarrando em alguém. Por sorte, esse alguém tinha bons reflexos e me segurou antes que eu caísse de bunda no chão.
— Obrigada. – falei fitando por alguns segundos a pessoa em minha frente. Era um garoto ruivo de olhos verdes e uma tatuagem de kanji na testa.
— Essa foi por pouco. – sussurrou me soltando. – Você é nova por aqui?
— Hai. – murmurei olhando em seus olhos verde-mar. – Poderia me ajudar a encontrar minha sala?
— Claro. – respondeu. – Qual a série em que você vai estudar?
— Sétima. – respondi. – Sétima A.
— Estamos na mesma sala. – cochichou olhando os papeis em minhas mãos. – Venha, eu te mostro o caminho.
— Arigato. – falei. – Hã... Como é seu nome?
— Gaara. – respondeu estendo a mão para mim. – Gaara no Sabaku. E o seu?
— Ino Yamanaka. – sussurrei apertando sua mão. E esse aperto fez os pelos do meu braço arrepiarem. Estranho.
Caminhamos até a sala em silêncio depois disso. Percebi então que esse tal de Gaara não era muito de conversar. Ele me apresentou a todos os seus amigos e no final do dia eu já conversava animada com uma garota de cabelos róseos e olhos verdes, Sakura. Ela depois se tornaria minha melhor amiga.
No fim do primeiro semestre, eu e o ruivinho que me ajudou no primeiro dia de aula começávamos a nos dar bem totalmente. Teve até algumas vezes que nós ficamos em festinhas dos colegas, nós tínhamos o que chamavam de amizade colorida. Mas numa tarde enquanto estávamos na pequena praça que ficava em frente de casa juntamente com toda a galera. Era aniversário da rosada e ela resolveu dar uma festinha na praça em frente da minha casa.
Como sempre, eu e Gaara estávamos nos pegando embaixo de uma árvore em frente ao parquinho infantil. De repente, ele para o beijo e eu olho confusa para ele. Ele segura meu rosto em suas mãos macias.
— Ino. – murmurou meu nome de forma tão doce que eu apenas fechei os olhos para aproveitar aquele toque macio e sua voz suave. – Queria te perguntar uma coisa.
— O que foi ruivinho? – perguntei carinhosamente, eu havia lhe dado esse apelido quando começamos com nossa amizade colorida. – Pode falar.
— Quer namorar comigo? – perguntou e eu olhei pasma para ele. Sakura sempre me disse que aquele ruivinho nunca namorou uma garota a sério, e ainda mais com uma peguete sua. Então eu comecei a me desiludir dessa coisa de namora-lo.
— Como é? – perguntei chocada demais. – Claro que aceito. – falei pulando em cima dele e dando-lhe vários selinhos no rosto.
No dia seguinte, já na escola, todos ficaram surpresos com a notícia que Gaara estava namorando, ainda mais comigo. Isso deixou várias de suas ex-peguetes, que ele deixou de mão quando começamos a sermos amigos coloridos ficaram muito chateadas.
E pensar que cinco meses depois de começarmos a namorar, o maldito do meu pai aparece com aquela notícia insana de casamento arranjado e eu tinha que terminar com o Gaara. Ele ficou chateado com isso, e por algumas semanas ele até faltou na escola. Eu fiquei preocupada logicamente, pois ainda mesmo que não tivesse mais nada comigo, eu queria continuar amiga dele.
Isso durou apenas as duas primeiras semanas depois do término. Após isso ele voltou a ser o antigo Gaara que Sakura dizia que era antes de nos conhecermos. Ele caminhava pela escola, mal-humorado e calado, ficava se agarrando com as antigas peguete a vista de todos sem se preocupar, e o pior. Ele estava me ignorando completamente.
LEMBRANÇAS OFF
Mas isso foi a um bom tempo. Agora, nós mantínhamos um relacionamento em segredo. Era errado e tudo mais, mas eu não pude evitar. Sentia falta de Gaara junto comigo. Eu estava em transe lembrando coisas passadas e só sai com a voz doce de Gaara chamando-me.
— Ei Ino. – falou me cutucando.
— O quê? – perguntei voltando a mim. – O que foi?
— Você tá bem? – perguntou revirando os olhos; parecia que ele havia feito aquela pergunta pela milésima vez, e eu só agora havia escutado – Tá meio estranha hoje.
— Eu estou perfeitamente bem, Gaara. – respondi. Tínhamos que continuar como se nada tivesse acontecido e como se não estivéssemos juntos. Eu tinha que permanecer assim até que ele se separasse de Matsuri. – Se bem que mesmo se eu não estivesse. Isso não é da sua conta.
Ele olhou confuso pra mim e eu enviei um olhar cúmplice como se dissesse “eu explico depois, mas temos que fazer isso”.
— Tudo bem. – resmungou virando-se de costas para mim. – Só perguntei para não ser mal educado. Passar bem.
— Você também. – resmunguei voltando a caminhar rumo à saída.
Pude avistar de esgrelha ele sair seguido por uma menina morena de cabelos curtos. Matsuri. Agora era a deixa dele.
*Gaara*
Eu estava caminhando para o lado de fora da escola quando Matsuri esbarrou em mim. Ela queria que eu a acompanhasse. Vi então, uma bela de uma oportunidade para por o plano em prática. Agora eu teria que dar um jeito de terminar com ela.
Caminhávamos e ela ia conversando comigo, eu apenas acenava a cabeça quando ela perguntava se eu estava escutando, e continuava a falar. Paramos em frente da casa dela e ela já ia se despedir quando a chamei.
— O que foi Gaara-kun? – perguntou. – Aconteceu alguma coisa? Você veio estranho até agora.
— Quero conversar com você. – falei. Agora viria a parte difícil. – É sério.
— O que foi? – perguntou virando-se novamente para mim. – Tem alguma coisa que eu fiz de errado?
— Não. – respondi. – É que eu tenho que falar uma coisa.
— Fale. – disse.
— Matsuri. – murmurei. Seria difícil dar um fora nela, mas eu tinha que fazer aquilo. Ainda amava Ino e não queria perde-la novamente. – Eu quero terminar.
— O quê? – perguntou chocada. Ela começava a chorar. Droga! Odeio quando eu termino com elas e elas começam a choramingar na minha frente. – Eu... Eu fiz algo errado? Eu te irritei por acaso?
— Não é isso. – respondi já coçando a cabeça. Que coisa complicada. – Mas é que não tá dando certo, é só isso. Tente entender, vai ser mais difícil se você não aceitar. Eu não queria te magoar.
— É ela não é? – perguntou e eu olhei confuso. – É aquela loira não é? Eu soube que vocês namoraram por um tempo, tudo bem eu relevei essa parte, mas de uns dias pra cá eu percebi que você anda conversando muito com ela. E hoje eu tirei a minha conclusão quando vi vocês dois quase que abraçados no meio do corredor.
— Eu e ela o quê? – perguntei confuso ainda. Como assim quase abraçados? Será... – Ela ia cair e eu apenas a segurei. Não vi maldade nisso.
— Não percebeu que ela tá se jogando em cima de você? – perguntou com mais lágrimas descendo em seus olhos castanhos. – E você tolo tá caindo na lábia daquela oxigenada.
— Chega. – falei virando de costas. – Não quero mais falar disso com você. Até amanhã na escola.
— Desgraçado. – gritou para mim antes de entrar e fechar a porta.
Ótimo. Fiz minha parte. Agora só teria que dar tempo ao tempo.
*Shikamaru*
Acordei depois de tirar um merecido descanso com alguém batendo a porta do meu agora quarto. Levantei preguiçosamente, o que não era novidade vinda de mim, vesti uma camisa, eu detestava dormir com camisa, e fui calmamente para a porta murmurando um “já vou” silencioso.
Abri a porta e deparei-me com Yue. Ela vestia apenas um vestido laranja e seus cabelos estava preso em dois coques baixos. Agora, mais do que nunca, ela parecia com Temari.
— Desculpa atrapalhar Shikamaru-san. – murmurou. – Mas, seu tio pediu para avisar que o jantar vai ser servido.
— Arigato Yue-san. – murmurei. – Já vou descer.
— Entendi. – falou saindo e descendo mais tarde pela escadaria de madeira que dava acesso ao andar inferior do chalé.
Voltei ao quarto e peguei uma toalha. Entrei no pequeno banheiro que era acoplado ao quarto e tomei um relaxante banho quente. Sai e vesti apenas uma camiseta branca e um calção jeans. Calcei o chinelo e desci as escadas para seguir em direção à sala de jantar.
Lá encontrei meu tio e tia Ynaria sentados já na mesa com seus respectivos pratos na frente. Sentei-me após dar boa noite e peguei no prato um pedaço de frango e pouco arroz. Coloquei salada lembrando-me das advertências de minha mãe sobre comer legumes e frutas.
— Shikamaru-kun. – falou meu tio. E lá veio ele novamente com o maldito sufixo. – Amanhã você irá começar na sua nova escola.
— Hai, hai, hai. – sussurrei enquanto mordiscava alguns pequenos pedaços de frango no prato.
Senti meu celular vibrar no bolso. Peguei-o e um grande e imenso sorriso brotou de meus lábios ao ler a mensagem estampada na tela do meu Samsung Gálaxy SIII. E pelo visto, meus tios perceberam minha felicidade.
— Hãa... – murmurei. – Tio tem como eu faltar na escola depois de amanhã? Acabei de receber uma ótima notícia.
— O que foi Shikamaru-kun? – perguntou curioso. E eu estava tão animado que nem fiz cara feia para o maldito sufixo. – Por que toda essa alegria?
— Os meus amigos vão vir numa excursão da escola para cá depois de amanhã. – respondi enquanto respondia a mensagem da minha amada loira. – E minha namorada também vem.
— Então é isso. – murmurou minha tia. – Ele tá apaixonado Sukaku. Deixe-o faltar, é apenas um dia e depois ele ficará muito tempo sem ver os amigos.
Olhei com olhar até que suplicante para meu tio. Esse apenas suspirou fundo e acenou a cabeça de modo afirmativo. Ele apenas ficou lembrando-me que seria apenas um dia, e que eu não poderia ficar mal acostumado, pois as escolas de Paris eram bastante rigorosas.
Depois de jantar subi novamente para meu quarto. E quando cheguei ao andar superior, avistei Yue saindo por ele. Ela pareceu meio atordoada e ligeiramente começou a se desculpar.
— Perdon Shikamaru-san. – murmurou a garota. – Eu entrar no seu quarto sem avisar assim.
— Tudo bem. – falei, não queria deixar a moça tão atordoada assim. – O que fazia lá dentro?
Ela pareceu corar e isso me fez soltar um mínimo sorriso. Ela era engraçada. E com toda a certeza não tinha muito a ver com a minha Temari. Ao contrário dela, a loira parecia tímida e medrosa. Temari mataria um exército de brutamontes caso tivesse sendo acuada assim.
— Eu... – sussurrou pausadamente. – Apenas estava guardando o seu uniforme da escola no guarda-roupa.
— E por que está tão vermelha assim? – perguntei. Ela corou ainda mais como se tivesse vergonha por estar corada na minha frente. – Aconteceu algo?
— Eu... – murmurou. – Eu... Acabei escorregando e suas roupas íntimas caíram em cima de mim.
Não pude segurar uma risada, o que deixou a loira ainda mais vermelha, como se fosse possível isso acontecer. Sorri mais do modo desastrado como ela contou para mim.
— Ora, não precisa ficar assim. – murmurei ainda sorrindo. – Pelo menos foram cuecas limpas não é?
E só essa frase deixou a menina mais corada. Parecia um pimentão de tão vermelha que estava.
— Está se divertindo de me ver corada assim não é Shikamaru-san. – falou virando de costas. – Foi apenas um acidente trágico. Orevuá.
Saiu e deixou-me sozinho no corredor. Não acredito que aquela loira saiu me deixando no vácuo! Bom, talvez ela tivesse mais de Temari do que eu imaginava.
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