Confusões Em Khs - 1ª Temporada
15 Capítulo 15: Especial NejiTen
Notas iniciais
*Neji*
Eu estava em casa relaxadamente jogado no sofá. Fiquei imaginando a maldita ideia de cantar na frente de todo o colégio quando ocorresse de fato o temido show de talentos. Por que aquele maldito Uchiha tinha que soltar aquela maldita opinião de querer que eu cantasse? Tudo bem, eu cantava no fundamental, mas isso já faz tempo. E foi quando Tenten e Hinata e eu estudávamos em Tóquio. Ou seja, isso já deve ter ocorrido na terceira série. E agora estamos no primeiro ano do ensino médio. Tipo é tempo demais.
Fechei os olhos por alguns segundos, é foram apenas dois segundos contados antes que uma morena de cabelos no estilo desenho da Pucca pulasse alegremente em cima de cima.
— Tenten. – berrei alto por causa da dor. Ela tinha aterrissado em cima da minha perna direita. – Dá pra sair de cima! Você pesa.
— Tá me chamando de gorda, o hipopótamo baleia assassina da África? – perguntou com seu olhar mortal. #TREMINABASE – E é bom que a resposta seja não, senão...
— Não. – respondi rapidamente. Convivo com Tenten há tempo suficiente para saber o que ela faz quando está com cara de mal. – É que você tá sentada em cima da minha perna direita.
— Gomen Neji. – murmurou saindo de cima e dando-me um pequeno selinho de estalinho como fazia quando erámos crianças.
Flashback on
Eu devia ter mais ou menos uns sete anos e fazer a alfabetização ou primeira série. Caminhava calmamente acompanhando minha prima Hinata e sua melhor amiga do mundo inteiro, Tenten. Não era mentira que eu não gostasse de Tenten, só que era orgulhoso demais para dizer isso.
Chegamos à frente da casa de meus tios. Uma imensa mansão vitoriana no bairro mais chique de Tóquio. Meus tios eram donos de uma das maiores jazidas de petróleo de toda a Ásia e quando eu tinha apenas sete anos, eu não sabia o que era isso, mas sabia que dava muito dinheiro para eles esbanjarem tanto assim. Meus pais são pobres e vivem numa pequena fazenda no interior do Japão numa cidade chamada Nagasaki que fora antigamente destruída por uma bomba. Eles pediram ao meu tio, Hiashi, que eu estudasse junto com Hinata para poder ter uma vida melhor que a deles que é tratar de um campo de arroz dia após dia. Ele aceitou numa boa e aqui estou eu, estudando num dos melhores colégios de Tóquio com minha prima e sua bela amiga.
Fui tirado de meus pensamentos por uma garotinha morena que tinha os cabelos presos em dois coques altos. Eu já tinha visto aquele estilo de cabelo em algum lugar, mas onde?
— Uhn... – murmurou a garota. – Hina-chan, eu acho que o Neji-kun está apaixonado.
Engoli meu próprio cuspe com isso. Olhei confuso para ela e para Hinata que agora ria sem parar.
— O-o q-quê? – falei sem poder evitar gaguejar.
— Viu. – gritou alegre a morena. – Ele tá até gaguejando. Que kawaii.
— Poupe-me Tenten. – murmurei e ela me olhou confusa. – O que houve agora?
— Neji-kun. – murmurou me chamando para perto. Ela queria sussurrar alguma coisa no meu ouvido. – Você já beijou alguém na boca?
Minha cara de espanto pareceu ser a resposta para a pergunta dela. Que diabos que ela pensa? Perguntar isso para um garoto de apenas sete anos? Isso é algo totalmente sem nexo.
— Minhas suspeitas estavam corretas. – falou – Mas não se preocupe. Eu vou te ajudar.
— Me ajudar? – perguntei confuso. – Como?
— Assim. – respondeu e depois segurou meu rosto entre as suas duas pequenininhas mãos e me deu um beijinho de estalinho, igual aos desenhos animados que ela me fazia assistir com Hinata. – E então? O que achou?
É... e fora assim que eu perdi meu BV. Quem imaginaria?
Flashback off
— Neji você ainda tá me ouvindo? – perguntou uma pucca totalmente raivosa em cima da cama onde eu estava.
— O que foi? – perguntei voltando ao mundo onde Tenten poderia me matar em cinco segundos. – Por que a gritaria?
— Eu estou falando com você. – sussurrou – Você já decidiu se vai cantar mesmo no show de talentos?
— Não. – respondi sinceramente. – Tudo bem que a música não é lá essas coisas. Mas eu ainda não sei.
— Não se preocupe com isso Neji. – sussurrou Tenten em meus ouvidos. – Vai dar tudo bem.
— Eu sei. – falei a agarrando. – Mas agora me responde o que você tá fazendo aqui no meu quarto.
*Tenten*
Corei momentaneamente com a pergunta de Neji. E também com o estado em estávamos. Eu estava praticamente embaixo dele na cama. O que me deixou como um pimentão novamente.
— Você tá corada. – sussurrou saindo de cima de mim e eu pude então finalmente respirar aliviada. – Isso quer dizer que eu deixo você corada.
— Não é nada disso. – murmurei me sentando na sua frente. – Foi só essa sua ação repentina. Que história é essa de ficar em cima de mim?
— Não foi por mal. – reclamou. – Impulso.
— Impulso? – perguntei chocada. Que desculpa mais esfarrapada foi aquela? – Neji você já deu desculpas melhores que essa.
— Mesmo assim. – falou dando de ombros. – Gostei de te ver corada por causa da proximidadezinha em que estávamos.
Revirei os olhos. Discutir com ele assim não me levaria a lugar nenhum. Então ele apenas pegou e desamarrou um dos meus coques.
— Ei. – gritei – Para com isso Neji.
— Eu estou apenas vendo como você fica sem eles. – murmurou – Quero saber o motivo de esconder seus cabelos assim. Pucca.
Sorri ao lembrar-me do dia em que ganhei esse apelido.
Flashback on
Eu estava caminhando de volta para casa sozinha. Neji e Hinata tinham ido embora mais cedo e eu tive que ir sozinha. #FOREVER_ALONE. Resolvi que passaria na casa deles para saber o real motivo de terem me feito ir sozinha nessas frias e úmidas e escuras ruas de Tóquio.
Parei em frente à mansão Hyuuga. Neji estava sentado no pequeno chafariz que havia na entrada observando a água límpida que jorrava. Aproximei-me calmamente.
— Ei o que faz ai sozinho? – perguntei assustando o Hyuuga que ele quase cai dentro do chafariz. – Calmo ai apressadinho, não era para cair.
— Quer me matar do coração Pucca. – murmurou.
— Do que me chamou? – perguntei confusa. Não entendi o motivo de ele me chamar assim. Nunca me chamou desse nome.
— De Pucca. – repetiu.
— Por que me chamou assim?
— Tipo. Sei lá. – respondeu. – Você tem os cabelos parecidos com aquela personagem do desenho, a Pucca. Ai simplesmente saiu o nome.
— Pucca... – falei pensando. Não era tão ruim. – Tá ai! Gostei do apelido.
Ele revirou os olhos e eu comecei a pensar. Pucca! Isso com certeza; irá virá apelido. Quem sabe até vira nome artístico quando eu for uma grande agente da CIA. Massa!
Flashback off
— Agora é você que tá voando Pucca? – perguntou Neji revirando os olhos. Esse morto de sono.
— Eu só tava lembrando quando você me deu esse apelido. – resmunguei. – Bem eu já vou indo. Beijinhos.
— Até mais.
Mas antes de sair ele me deu um daqueles beijos de cinema mesmo. Eu achei que nunca veria Neji Hyuuga, aquele garoto mesquinho e orgulhoso da terceira série assim tão carinhoso, logo comigo. Sorri por dentro e por fora ao atravessar a porta do seu quarto.
Caminhava pelas ruas depois de despedir-me de Hinata e sair da mansão Hyuuga. Eu já estava próxima da rua que dava acesso ao meu bairro. Minha casa simples de dois andares não estava longe. Ia atravessando a rua meio desatenta. A última coisa que eu escutara foi uma buzina estridente de carro e um grande feixe de luz de um farol de automóvel vindo em minha direção. Depois disso eu não vi mais nada.
Notas finais
Antes que alguém ai cometa um homicidio triplamente qualificado até o próximo capítulo!!!
Beijo mina-san e onegai novamente!!! :D
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