Conflict Love
3 Competição - Primeiro beijo, AMOR?
Notas iniciais
Era chegada a hora do torneio de natação, Chizuru estava nervosa, Sasha e Ayane tentavam acalmá-la de longe Souji a observava, ele tinha ensinado-a a nadar e ela parecia ter aprendido bem, mas seu nervosismo o inquietava.
POV Souji
Eu a vi andando de um lado para o outro na beira da piscina, suas amigas estavam tentando acalmá-la, fiz o que pude para tentar ensiná-la nadar e ela parecia ter aprendido bem (ou quase). Meus nervos afloraram e eu estava prestes a ir la e pedir para que parasse de se comportar como boba, afinal era apenas um torneio escolar e se perdesse não seria a pior coisa do mundo. Mas uma ideia tosca acabou surgindo na minha cabeça e sem demora fui pô-la em prática. Fui até ela e segurei em seus ombros para que me olhasse e então cochichei algo em seu ouvido e sai dali, ela se estacou no lugar e ficou pasmada, parecia uma estátua.
Logo o professor pediu para que as participantes se posicionassem, Chizuru ainda com cara de espanto procurou seu lugar, ao soar o apito ela fechou os olhos e se lançou na piscina, venceu em segundo lugar nos 100m livres. E em primeiro no nado costas, foi aplaudida e me senti realizado.
Após o término da prova todos foram para uma lanchonete comemorar(inclusive eu). Ela estava radiante e não deixava de exibir suas medalhas. Até que:
—mas Chizu-chan você não pode deixar de agradecer o …
—eu sei,
Ela interrompeu Sasha com um cutucão,
—no momento certo, eu farei isto
Assim todos brindaram, e seguimos para as nossas casas.
Quando cheguei em casa minha mãe me olhava de um jeito perturbador e meu pai me encrava feio, sem entender os cumprimentei e fui guardar minhas coisas em meu quarto, depois de um longo banho e ver a imagem de Chizuru de maiô, (era tão fofa), passando na minha cabeça enumeras vezes, me troquei e segui até a sala onde meu pai lia um jornal de medicina e minha mãe um livro de histologia. Ambos me fitaram por um tempo, ate que meu pai pigarreou.
—hunrn, sente-se precisamos conversar
olhei-o amedrontado, o que seria desta vez?
—sua mãe e eu queremos alertá-lo, esperamos que você siga o nosso conselho, ficamos sabendo que você está de olho em uma garota chamada Chizuru Maeda. Não o proibimos de se envolver com garotas de forma alguma, mas esta menina só nos causará problemas. Espero que se afaste dela.
—mas que tipo de problemas a Chizuru poderia nos trazer pai?
Indaguei de cara feia.
A família dela não tem uma boa índole, são problemáticos e encrenqueiros principalmente o pai dela. Completou minha mãe.
—o.k. vou fazer o que desejam,
Joguei a almofada pro lado e fui pro meu quarto. Não desci pro jantar e depois de algum tempo, minha mãe bateu à porta.
—você não quis jantar, está se sentindo bem?
—to sim mãe, e que ainda estou pensando no que me pediram, eu tinha um grande interesse na garota e vocês cortaram meu barato.
Minha mãe passou a mão nos meus cabelos, me olhando apreensiva dizendo:
—o que eu posso lhe dizer meu filho? Nem sempre vencemos na disputa do amor, não queremos te ver sofrendo e sabemos que é isso que vai acontecer se envolvendo com ela. É paixão o que você sente e logo passa, você vai encontrar alguém que realmente te mereça, tenha calma meu filho.
E terminando seu discurso de mãe protetora ela saiu do quarto. No outro dia na escola eu avistei Chizuru quis me achegar mas ouvia a voz da consciência me alertando, procurei observá-la de longe, pra não me envolver, mas pensava se isso realmente daria certo.
POV Chizuru
Souji parecia distante desde o torneio, eu procurava coragem para falar com ele mas ainda me sentia constrangida pelo que ele me disse antes da prova. Aquela cena se repetia na minha cabeça toda vez que nos cruzávamos e eu ficava envergonhada e não conseguía falar com ele.
Aquela frase, aquela maldita frase que me dava desconforto e raiva.
Se você continuar se comportando assim vou ser obrigado a te beijar…
Aquele pirralho! Pensava. Mas em meu íntimo eu desejava que aquilo acontecesse, só não sabia o porque, me sentia atraída por ele, ele era lindo e quando sorria se tornava perfeito. Mas quando estávamos juntos a única coisa que fazíamos era discutir. Parecia que provocar um ao outro era divertido.
Na saída da escola o vi conversar com seus amigos, puxei a manga de seu uniforme para lhe chamar atenção discretamente, ele fingiu que não viu, envergonhada fui andando meio que sem direção e acabei me sentando em um parque infantil, pensando o quanto tinha sido boba.
—aquele imbecil, ele vai ter troco ah vai! Prometia em voz alta. De repente olhei para a rua e o vi me olhando, sua imagem refletida pelo por do sol parecia divina, meu coração palpitava cada vez mas forte a cada passo que ele dava em minha direção.
Ao se aproximar ele viu que estava suando frio, tentou dizer algo mas suas palavras não tinham som, tomei coragem e disse:
—obrigada… por tudo, por ter me ensinado a nadar e por cuidar de mim no dia do torneio estou agradecida.
—não tem de que, disse chegando mais perto.
A cada passo eu recuava pra trás, e ele vinha do mesmo jeito, quando percebemos estávamos encostados em uma árvore, ele segurava meu queixo e me olhava nos olhos, sua face estava triste parecia que seria a última vez que teríamos contato, ele me abraçou forte e nos beijamos.
Um calor se apoderou de mim e não queria soltá-lo, não queria me separar dele o beijo foi ficando mais intenso e ele foi descendo a mão pelo meu corpo, eu não reagia em vez de me desvencilhar parecia gostar do que ele estava fazendo. Então subitamente ele parou e me afastou de si dizendo:
—meus pais me proibiram de ter algo com você, mas estou sentindo algo que não posso controlar, e vi que compartilhamos disso, mas acho melhor a gente parar por aqui, não poderei mais te ver, ate mais. E saiu andando sem olhar para trás.
Ele estava certo, também sentia algo por ele e aquele beijo tinha sido prova disso, meu corpo o queria eu o queria mas pelo visto não poderia tê-lo tão de imediato. E queria mais do que tudo descobrir o por que.
Chegando em casa fui direto perguntar aos meus pais o por que não poderia ter “contato” com Souji, o que ele tinha feito pra nós de tão ruim, minha mãe me olhou espantada e meu pai pegou pela minha mão e me levou até o escritório.
– Vou te explicar uma coisa mas primeiro quero que me responda, você está apaixonada por ele?
Minha face respondeu por mim, estava muito corada e não conseguia dizer nada.
– entendo, bom não acho errado e nem te condeno, por mim vocês poderiam ficar juntos quando quisessem, mas o problema e sua mãe, ela repudia a família do Souji por que…
ele pensou um pouco e me fitou antes de continuar.
—eu tive um caso com a mãe dele.
Ao ouvir aquilo milhões de coisas pairavam em minha cabeça, e se nos fossemos irmãos? Seria por isso que não nos queriam por perto?
– você deve estar se perguntando se são irmãos não é? A resposta é não, quando vocês foram concebidos nós já tínhamos decidido nossas vidas. O Problema é que eu… Eu ainda sinto algo pela mãe de Souji, e sua mãe sabe disso. Ah que posso fazer a Yumi foi meu primeiro amor e isso a gente não esquece assim, quanto mais quando somos da mesma fa…
E mais uma vez ele ficou quieto antes de terminar.
—família.
—Nós somos irmãos de consideração, seu avo não é meu pai realmente, sua vó era separada quando se conheceram. Olha é muita informação pra sua cabeça continuamos essa conversa outra hora, pense no que vai fazer o.k.?
E me dando um beijo no rosto ele saiu do escritório, continuei sentada tentando assimilar tudo, então ele era o primo que diziam morar no interior, fui criada a base de calúnias e mentiras tantas contradições, minha cabeça girava e eu só queria sair de tudo aquilo, tomei um banho e fui dar uma volta. E percebi o porque de todo aquele desejo um pelo outro, era nossa sina, era para nós realizarmos o desejo de nossos pais mas por influência delesmesmos não poderíamos ficar juntos, precisava dele aqui, pra mim, pra beijá-lo mais uma vez. Mas será que poderia?
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