Conflict Love
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Notas iniciais
POV Chizuru.
Era uma tarde chuvosa de sábado, estavamos as vésperas dos exames de meio de ano, mas minha cabeça pairava em outro lugar, na verdade em outro alguém. Desde o nosso último encontro não nos falamos ou nos vimos mais, parecia que Souji- kun tinha sumido do mapa.
Isso estava me deixando louca, queria vê-lo, beijá-lo novamente meu coração palpitava a cada vez que me lembrava do que aconteceu, estava sempre sonhando acordada com as possibilidades de vê-lo de novo, claro a primeira coisa que ia fazer era dar uns berros com ele por ter sumido tão de repente e depois arrastá-lo para um lugar mais calmo e beijá-lo como se fosse o apocalipse.
Mas tudo isso estava me deixando desinquieta, estava arrogante, desleixada o que preocupava meus pais, logo minha mãe veio conversar comigo.
– Oi, podemos conversar? Ela perguntou me fitando por instantes.
– claro mãe, respondi me jogando no sofá.
– está acontecendo algo com seu organismo? Ficou de dependência de alguma matéria? Eu posso ajudá-la em algo? Tens estado estranha ultimamente..,
– desculpe mãe, nem eu sei direito o que está havendo comigo, não é nada relacionado aos estudos pode ficar tranquila.
– tem a ver com o coração? Ou melhor com Usui Souji?
Ao ouvir aquela pergunta corei imediatamente, será que meu pai havia dito algo a ela?
Ao ver minha reação ela abaixou a cabeça e se entristeceu, respirou fundo e calmamente começou a falar:
– Eu estava buscando não me envolver com aquela gente novamente, procurava saber onde eles matriculariam aquela criança, pra que vocês nem chegassem a se conhecer, temia o futuro ou que aconteceria se chegassem a se ver...
– mãe eu...
– mas não se pode contra o destino e ca estamos nós, você apaixonada por seu primo e eu me envolvendo com...
–mãe, me escute eu sei que é desconfortável pra você ter que se relacionar com alguém que já se envolveu com o papai, mas agora mesmo os dois tem suas próprias vidas , pessoas a quem amam e filhos, e apesar de tudo somos parentes.
Ela me olhou surpresa, não acho que ela esperava um conselho meu, afinal estavamos falando de Beatriz Maeda, uma brilhante advogada que era sempre focada no que fazia. Puxou-me para si e afagou meus cabelos, senti lágrimas escorrerem e só continuei quieta ali respeitando aquele momento.
Ela se levantou limpou o rosto e continuou me fitando, depois sorrindo falou:
– vamos nos animar afinal somos jovens e lindas não podemos nos deixar levar por frustrações.
E ajudou-me a levantar do sofá me levando até a porta do meu quarto.
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No dia seguinte...
Lá estava eu cabisbaixa quando ouvi murmúrios nos corredores, levantei os olhos e vi que Souji estava á porta da sala de aula, meu coração parecia com uma escola de samba e sem notar me levantei rapidamente, estava indo em direçãao a ele quando vi um rapaz de cabelos tão louros quanto os dele se achegar ao seu lado, parei onde estava até que os dois entraram na classe, o outro garoto ficou ao lado da mesa do professor enquanto todos se sentavam.
voltei para minha carteira e fiquei observando os buxixos das colegas de classe, logo o professor entrou na sala e anunciou.
– Bom dia alunos este é Usui Mikhael da França, ele estará fazendo intercâmbio conosco por quatro meses, creio que estrá aqui até os exames finais, por favor recebam-no bem.
Todos o saudaram com respeito como de costume e muitas das mocinhas não continham seus sorrisinhos, e eu tinha percebido que ele deveria ser parente do Souji-kun, mas era tão bonito quanto, o esperado de um francês.
Depois de se apresentar ele se sentou em uma cadeira atrás da minha, me virei para comprimenta-lo e ele segurou minhas mãos as beijando cordialmente. Olhei para Souji que retribuia o olhar com as bochechas coradas e tapando a boca, ao trocarmos olhares ele desviou os olhos para a lousa e eu voltei a prestar atenção a Mikhael.
– Meu primo me falou muito sobre você, ele disse ao me alcançar a caminho da lanchonete.
– espero que tenha falado bem, respondi sorrindo cordialmente.
– ele me dizia que você era muito bonita e educada e percebo que não estava errado.
– e você também é muito simpático, por que escolheu o Japão para intercâmbio?
– Por que ouvi dizer que aqui temos várias oportunidades de cursos na faculdade de Tóquio, e também jovens e amáveis donzelas como você.
Falando aquilo ele acariciou meu rosto olhando-me fixamente, eu não conseguia desviar o olhar até que vi Souji vindo em nossa direção, tentei sair despercebida mas ele me segurou dando uns tapinhas no ombro do primo.
– preciso falar com você.
– não poderia ser em uma outra hora, não almocei ainda. respondi secamente, afinal estava chateada por ele ter sumido por esses dias.
– pegue o almoço e me encontre no terraço assim que possível.
Fiz sinal que sim e segui até o balcão da lanchonete e ele subiu a escadaria deixando Mikhael parado no meio do caminho sem entender nada. Segui para o terraço e encontrei Souji sentando próximo á porta, ao me ver ele se levantou e me abraçou prontamente, eu fiquei parada como uma estátua sem reação.
Estava com saudades, tive que resolver uns assuntos com minha família na França, mas não deixei de pensar em nós em nenhum momento, não ligo para o que pensam de nós, só quero...
E antes que ele terminasse de falar o interrompi com um beijo, fui correspondida até ouvirmos o som da porta se abrindo e nos deparamos com Mikhael nos olhando.
Nos separamos e Souji o encarou sério, Mikhael por sua vez foi se desculpando.
– me perdoem não queria atrapalhar vocês, é que ninguem me deixa comer em paz então resolvi vir pra cá.
– tudo bem, sei como deve ser dificil com todos em cima de você, já passei por isso, mas fica assim só na primeira semana respondi tentando amenizar a situação.
Souji segurou minha mão e me puxou para a escadaria e descendo rapidamente voltamos para a sala de aula, antes que chegassemos a porta ele me parou e sério disse:
– não quero vê-la dando trela para o Mikhael, ele não é de confiança. e me dando um selinho nos separamos e entramos para sala de aula.
Não demorou muito até que Mikhael entrasse também, ele sentou-se e começou a escrever algo em um pedaço de papel a parte, depois depositou-o em minha mesa e eu o abri para ler:
Sinto muito, nao foi minha intenção causar problemas a vocês, fui até lá para fugir das garotas que me perceguiam com perguntas. Me desculpe mesmo.
Respondi na parte de trás do bilhete: Tudo bem!
E no restante da aula fiquei pensando o por que de Souji não querer que eu me envolva com Mikhael, será por ciúmes ou eles já tinham problemas familiares?
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