Trancado no vazio de uma alma silenciosa,

aos gritos permaneço enquanto o eco nao chega,

sozinho na iluzao do vazio, pouco a pouco a voz eu perco,

e só eu fico, aguardando, a esperar que volte o folego,

para novamente gritar esperando ouvir o eco do choro.

Esperando, sonhando, perecendo

vivendo e morrendo a cada instante

que parece mais uma eternidade

reduzidos em alguns segundos

O tempo ja nao passa o tempo

que eu passava pra esperar passar

a dor que hoje é arrepio

que me faz lagrimas derramar

Mas o tempo nao mudou

continou a passar

apenas o tempo que passava pra mim

é que de vez resouveu parar

Na esperança de um dia voce concertar meus ponteiros

olhar dentro de minha alma de engenhoca

desenrrolar os nós que me incomodam

e libertar o tempo que me aprisiona.