Confidence
6 Capítulo 6
Abri os olhos assustada, olhei no relógio e provavelmente Edward já havia acordado, tomei banho, vesti-me, peguei minha bolsa, celular e sai. Quando cheguei ao hospital meu celular tocou, era Jacob contando que Carlisle esteve no dormitório e logo em seguida dois policiais, claro que o reitor abafou o caso facilmente. Após ir até a lanchonete do hospital e comer algo, fui ver Edward. Entrei no quarto e ele encarava um prato de sopa fazendo careta.
- Ei rapaz que cara feia é essa? — Brinquei indo sentar na cama.
- Não quero isso.
- Ah quer sim. Para ficar forte, saudável e sair logo daqui. Como esta se sentindo?
- Do mesmo jeito. — Murmurou.
- Uhm... O que preciso fazer para te deixar um pouquinho mais feliz? — Sorri, pegando a colher de sopa de levando-a a sua boca.
- Não...
- Vamos Edward não dificulta. — Fiz uma carinha triste, ele me olhou desconfiado e logo abriu a boca, sorri feliz. — Então, o que posso fazer por você?
- Ir descansar e...
- Não! Por você. — Levei outra colherada. — Se eu te fizer feliz ficarei feliz também Edward. — Suspirei desejando não ter que dizer que estou apaixonada, essa não é a hora. — Entenda, você esta em minha vida agora, e não tem como mudar isso, ok?
Ficamos em silêncio até ele terminar de tomar a sopa.
- Prontinho! — Sorri entregando-lhe o guardanapo.
- Isso foi... Ridiculo! — Murmurou jogando a cabeça para trás.
- Ridiculo porquê eu dei na boquinha? Ah que bobagem, eu adorei.
- Bobagem para você. Estou me sentindo pior que antes, que sempre, a cada minuto só piora.
- Para! — Respirei fundo, vendo que seria dificil. — Escuta aqui — Peguei em seu queixo fazendo-o me olhar. — Você esta vivo, e EU estou feliz por isso, não importa? Preferia me ver chorando em seu tumulo?
- Não... — Seus olhos brilharam pelas lagrimas que de uma hora para a outra surjiram. — Não quero te fazer sofre Bella, me perdoa.
- Então fica bem, por favor. — Em um ato impensado aproximei-me de seu rosto e depositei um beijo em seus labios. Enquanto me afastava, observei seus olhos ainda feixados e me maravilhei com aquela visão mas ouvi o toque de meu celular e apressei-me a atender, nem se quer olhei o visor e então ouvi a voz de quem eu menos desejava naquele momento.
- Ah oi, Emm. — Ele perguntou como eu estava, e eu lhe disse que estava bem, e que depois falava com ele.
Quando voltei a olhar Edward ele fitava o teto, sentei-me novamente ao seu lado.
- Deveria ir ficar com ele.
- O quê? — Perguntei confusa.
- Quando vou sair daqui? — Mudou de assunto e agradeci mentalmente.
- Depois vou perguntar ao médico. Ahm, Edward eu tentei falar com seus pais mas eles estão viajando, então onde você vai ficar? — Ele me olhou, confuso.
- Viajando?
- Sim a empregada me disse que eles haviam ido a um cruzeiro.
- Estranho. — Murmurou para si mesmo. — Vou ficar no dormitório mesmo, não quero ficar sozinho em casa.
Ficamos em silêncio por um tempo, e logo tive uma idéia.
- Tudo bem, vamos fazer assim, independente de quando você saia, no final de semana eu te levo para casa de minha mãe, pode ser?
- Não eu não vou...
- Dar trabalho? Não vai mesmo. — Olhei no relógio e já estava ficando tarde, fiquei por algum tempo sentada na poutrona ao seu lado enquanto Edward finjia ver tv, de vez enquando eu notava algumas caretas que ele fazia, provavelmente sentindo dor e se fazendo de forte. Sai sem dizer nada e voltei com uma enfermeira, ele me olhou com os olhos em fenda.
- Traidora. — Um sorriso se formou em seus labios e eu me senti muito melhor ao vê-lo sorrir, mas o pior era saber que seu aparente bem estar pode mudar de uma hora para outra. Não demorou muito para ele dormir novamente e eu fui até o medico e fiquei sabendo que ele teria alta daqui a três dias. Quando estava de saida do hospital Jacob chegou.
- Que bom você veio! — Falei animada.
- Claro, dormi o dia todo agora vou ficar aqui durante a noite. Sei bem que certas pessoas não podem se quer chegar de frente a porta dele.
- Você é incrivel sabia?
- Gosto muito do Edward, e de você também. Você dois merecem ficar bem.
- E você Jake, posso te chamar assim? — Ele balançou a cabeça confirmando. — Não gosta de ninguem?
- Deixa quieto. — Sorrimos e antes de ir embora pedi seu numero para nos comunicar, logo depois de me despedi.
Quando cheguei encontrei Rose estudando, eu apenas me joguei na cama e apaguei. No domingo, fui logo cedo para o hospital, passei o dia com Edward mesmo com seus protestos e as mensagens de Rose a todo momento me chamando para ir ao park. Eu os ignorei e fiquei ali fazendo o que eu queria, que era dedicar todo meu tempo ao cara que eu gosto e me preocupo, fui embora já era tarde da noite, e como sempre paguei um "extra" a uma enfermeira para ficar de olho e proibir a entrada de Alice Brandon.
Segunda, acordei as sete, e imediatamente peguei celular, liguei para Jake que havia me ligado a noite dizendo que iria visitar Edward antes de ir para sua aula. Pedi para que ele deixasse o telefone com Edward para eu poder falar com ele durante o dia. Passei as primeiras aulas impaciente, e assim que sai para o almoço liguei. Senti um arrepio ao ouvir sua voz rouca ao atender.
- Oi dodoizinho, já tomou sua sopa?
- Não, você não esta aqui para me dar no boca como das ultimas vezes. — Sorri abobalhada.
- Ah não Edward Cullen, tome toda sopa, assim que eu puder vou ai te ver.
- Você fica ridicula bancando a mãe.
- Ah obrigada pelo aviso. Mas vem cá, é impressão minha ou você esta mais alegrinho? Será que é porque não teve que me ver hoje?
- Na verdade, senti sua falta quando acordei e não te vi aqui, mas agora com sua ligação realmente estou bem melhor. — Sorri feito boba ouvindo aquilo.
- Estou... — Com saudade. — atrazada para a aula. Beijo, se cuida, fica bem e feliz, me espera e... Independente do que aconteça lembra que EU me importo com você e te quero bem, sempre. Beijos.
- Obrigado por tudo. Beijos e boa aula.
Eu me sentia bem por tê-lo tão proximo, ao contrário de antes, mas por outro lado eu precisava encarar a realidade, e esta é que Edward não esta bem e precisa de cuidados principalmente depois que sair do hospital. Alice bagunçou a cabeça dele deixando-o fraco e propenço a atidudes deseperadas.
Assim que a ultima aula acabou, fui até meu dormitório tomei banho e segui para o hospital. Quando abri a porta ele fitava o teto como de costume, mas assim que a feixei ele me olhou.
- Como esta? — Sorri e esperei seu lindo sorriso, mas ele não surjiu me deixando desanimada.
- Como sempre. Pensei que não viria mais. — Notei que seu humor já não era mais o mesmo.
- Esta chateado?
- Não. — Ele não me olhava nos olhos.
- Olha para mim Edward. — Lentamente me encarou. — Você esta se recuperando bem do tiro, perguntei ao médico. Então me conta, porque não se sente bem?
- Não quero falar sobre isso.
- Mas precisa. Vamos, tenta por favor? — Fiz cara de pidona e sentei na cama ao seu lado, olhando-o de frente.
- Me senti sozinho, passei o dia todo aqui trancado. Quero ir embora.
- Amanhã você recebe alta. — Toquei em sua mão, e suspirei.
- Preciso beber alguma coisa.
- O que você quer? Agua? suco?
- Tequila.
- Esta tentando fujir de quê? Por acaso é de mim senhor Cullen? — Ele me olhou daquela forma fria, totalmente sem emoções. — Encher a cara não resolve nada e nem diminui esse vazio, só vai me ver mais bonita que o normal. — Sorri e ele continuou sério.
- Não quero falar sobre isso. — não entendi mas. Lembrei então de minha ultima noite mal dormida que acabei ficando horas pensando sobre ele e cheguei a uma conclusão.
- E eu não quero te precionar, mas... Precisamos conversar.
- Não por favor vai embora não perde seu tempo comigo. — Falou indicando a porta.
- Edward... Hoje mais cedo ao telefone havia um cara alegre e eu não sairei daqui enquanto ele não aparecer, aliás enquanto ele não permanecer. E eu sei que ele esta bem ai, e eu vou te ajudár a resgatá-lo.
- Do que esta falando? — Respirei fundo pensando se aquela era a hora indicada, mas como eu estou totalmente perdida, então seria melhor falar de uma vez.
- Edward... Nós vamos a um psiquiatra
- Um o quê? Você acha estou doido? — Falou com raiva.
- Não, eu tenho certeza de que não. Você esta com depressão.
- De onde você tirou isso?
- Sintomas. Já parou pra pensar sobre como pode se sentir tão mal em relação a si mesmo? Sempre foi assim?
- Não... Mas isso é coisa minha, eu fui um fraco, Alice me deixou...
- É ai que estar, não é porque você é um fraco, mas porque você não quiz encará-la de frente, existe uma solução para seu problema com Alice, ela me chantageou me jogou de uma escada mas isso não me deixou triste e deprimida, pelo contrário, isso me deu mais vontade de descobrir uma maneira de fazê-la pagar por tudo. Você apenas foi por outro caminho, e agora precisa se recuperar e resolver seus problemas de frente. Eu estarei ao seu lado. — Sua expressão não mudou. Fiquei incomodada com isso. Porque ele não sorriu e disse tudo bem?
- Eu não sou louco para ir a um psquiatra. — Quando ouvi aquela frase, notei que voltei a estaca zero, e pedi aos céus paciência.
- Eu sei que não. — Olhei através da janela enquanto ele voltava a fitar o teto. — Vou ficar aqui te fazendo companhia até mais tarde. — Falei indo sentar na poltrona ao lado da cama.
Retirei meu celular da bolsa e acessei a internert, buscando sobre depressão no relacionamento. Eu nem sei bem o porque da palavra relacionamento, mas a coloquei lá. Entrei no primeiro site, começei a ler, e acada paragrafo eu sentia meus olhos arder, se Edward tinha mesmo aquilo eu nem queria pensar em tudo que ele passou ou venha a passar.
No final levantei e fui até o banheiro não aguentando mais segurar as lagrimas. Como eu iria convencê-lo de algo quando os unicos sentimentos que alguem com depressão são tristeza, e qualquer outra coisa ruim que não amor e esperança? Pela primeira vez me perguntei seriamente se teria força. Se eu iria aguentar essa barra.
As vezes Edward parecia tão bem, sorria e parecia feliz, por isso eu ainda tinha esperança de que não fosse depressão, mas agora que tenho quaze certeza, eu só consigo enchergar o depressivo, o que não via antes é o tudo o que vejo agora.
Lavei o rosto, e voltei para o quarto, ele me olhou fixamente.
- Eu vou ao psiquiatra. — Sorri e fui imediatamente abraça-lo.
- Nem imagina como fico feliz.
- Queria poder sentir o mesmo. — Falou triste e o encarei.
- Mas porquê não pode? Hoje você parecia bem, e ontem. Estava finjindo?
- Não sei. Estou tão confuso e... perdido. — Ficamos em silêncio, apenas nos olhando. — Bella, eu queria ter morrido — senti uma dor imensa ao ouvir aquilo. — Eu desejo isso a muito tempo, mas só naquele dia tive corajem. Essa vontade some mais volta, as vezes eu tento pensar em você e as coisas melhoram em minha mente. Mas então lembro da Alice e de...
- Me conta, eu te ajudo. — Tentei.
- Eu quem devo sofrer, ninguem mais merece sofrer ou morrer como...
- Morrer? Como quem? Quem morreu Edward. — Perguntei preocupada.
- Não posso.
- Por favor só me diz o nome, só o nome. — Ele ficou em silêncio olhando para um canto da sala, e após uma longa pausa falou de repente.
- Jessica.
- Quem é, ou era Jessica?
- Só o nome lembra?
- Quem matou Jessica?
- Não vou falar mais nada.
Eu sentia meu corpo tremer, e minhas mãos suavam frio, meu coração estava acelerado e eu queria sair dali. Edward matou alguem? Esse é o segredo? Ele tem coragem de matar e se matar... Levantei andando de um lado a outro, daqui a pouco seria eu quem precisaria de psiquiatra. Quando o encarei ele me olhava de forma fria. Será que ele realmente tem depressão? Me perguntei. Ma se tiver, não fará bem eu sair correndo, como desejo.
Eu estava preocupada, com ele mas também comigo. Um confito terrivel em minha mente.
- Eu não a matei. — O olhei, de repente. — Não sinta medo por isso. — Senti um alivio imenso.
- Se você... se me contasse...
- Não Bella, por favor vai embora, quero muito ficar sozinho.
- Tudo bem, eu vou. Mas amanhã estarei aqui para te levar embora, ok? — caminhei até ele e beijei sua bochecha, saindo logo em seguida.
Notas finais
Bem, criei um grupo no face onde estou postando uma fic perva, caso alguem aqui curta, pode mandar solicitação.
http://www.facebook.com/groups/103837069767953/
Fale com o autor