No dia seguinte quando fui ao hospital para buscar Edward tive uma surpresinha, na noite anterior ele havia tentado ir embora o que resultou, na piora de seu ferimento e ele passaria mais dois dias lá.Tive que sair por alguns minutos para não dar um cermão de tão estressada fiquei ao ouvi o relato da enfermeira.

- Porque fez isso? — Perguntei o mais calma possivel.

- Não quero que fique cuidando de mim, não quero ser um peso morto, consigo andar, poderia ter pego um taxi.

- Não esta sendo... Edward... — Meus olhos ardiam, eu não sabia o que dizer. Eu estava ali pelo sentimento, que a cada dia me convenço ser amor. Se não for amor eu não sei, não sei o que me mantem aqui, o que me dá forças. Mas eu estou me sentindo tão franca e inútil, tão sozinha. Nem me atrevo a conversar sobre isso com Rosalie, e ela é a pessoa mais proxima que tenho aqui, Esme esta longe demais e estou consiliando os estudos com Edward, não tenho tempo para ir ao centro de Hartford. Me sinto sozinha, desamparada.

Olhei para o relógio e já era hora de minha aula.

- Tenho que ir, a noite venho te ver.

- Não venha. — Respirei fundo e aproximei-me, olhei em seus olhos e toquei seu rosto. Tão lindo! Depositei um beijo em sua testa e sai.

(...)

Durante a aula eu não conseguia se quer ver nada a minha frente.No final do dia sai quaze correndo de lá.

- Bella! — A voz conhecida de Jasper sôou logo atrás de mim, parei esperando-o. — Pode havisar a Rose que vou esperá-la no pub?

- Posso sim. — Confirmei e virei-me para sair, mas antes virei para ele que ainda estava parado no mesmo lugar. — Jasper, pede para a Jane passar em meu dormitório mais tarde?

- Claro. — Ele sorriu e saiu.

Jane foi a que menos falou mal de Edward e a que mais me falou o que me escondiam. Tudo bem que ela pensa mal assim como as outras, mas Rose tem sua super proteção e Irina um odio que me fez repensar sobre isso. Não seria o caso de eu tentar saber o porquê?

Rosalie havia acabado de sair para se encontrar com Jasper quando ouvi batidas.

- Oi Bella! — Falou sorrindo, quando abri.

- Oi Jane.

- Que cara horrivel! Digo, problemas, quero dizer, não que eu não saiba que você esta todo o tempo no hospital em suas horas vagas.

- Rose conta é? — Até mesmo minha voz estava desânimada

- Sim, ela não se conforma, se pergunta como você pode perder tempo e... Nossa ela fala muito.

- Ela não sabe da missa metade.

- É por isso que me chamou? Quer desabafar? Não porque eu estou aqui para o que precisar, não se preocupe, não vou te dar cermão como Rose ou conselhos movidos por odio, como Irina.

- Vem senta.

Ela sentou-se a minha frente e a fiz jurar que tudo que eu lhe contasse não sairia dali. E ela me transmitiu verdade. Contei exatamente tudo, ela apenas me ouviu e viu o meu choro desenfreado no final. Eu me sentia um pouco mais leve, mas as lagrimas não paravam de rolar.

- Esta na cara que é amor, foi amor a primeira vista, eu acredito. Você esta lutando por seu amor, quem sabe seja sua alma gêmea. — sorri em meio as lagrimas, e ela segurou minhas mãos. — Eu estou com você agora que sei de tudo. Não imaginava que estivesse passando por isso, nem as garotas imaginam, creio que se elas soubessem estariam do seu lado também, não precisa enfrentar isso sozinha.

- Nãos, não quero que elas saibam. — Falei enquanto enchugava minhas lágrimas.

- Mas Bella... eu sei quem era a Jessica.

- Sabe? — A encarei rapidamente ao ouvir aquilo.

- Ela era prima da Irina, agora você falando isso, imagino que deve ter algo haver com o odio que ela sente por Edward.

- Sim, claro! Então ela sabe algo, uma peça para esse quebra-cabeças, mais um passo para descobrir qual o maldito segredo.

- Vou te ajudar. — Sorrio.

- Obrigada Jane. Me sinto até mais leve. — Eu realmente me sentia melhor.

- Nossa, tenho que ir, maquei com o Emmett.

- Vocês estão...

- Namorando? Ah não, ele não faz meu tipo, na verdade eu... Bem eu gosto de outro, mas é a vida. — Deu de ombros.

- Quem? — Perguntei curiosa.

- Bem, agora que sei seus "segredos".,. Na verdade estou afim do Jacob, mas ele nem me da bola.

- Jake é um cara legal. Vou sondar posso?

- Sério? Seria otimo, porque se não ouver possibilidade vou tentar arrancá-lo daqui antes que me enrrole ainda mais nesse sentimento. — Mas, agora tenho que ir mesmo.

Jane foi embora e me sentia um pouco mais animada.

Sexta-feira Edward teve alta, e eu sentia um misto de alegria e medo. Medo por não saber o que viria pela frente, já que agora eu ficaria todo meu tempo livre com ele queirendo ou não. Claro que eu precisava de palavras certas para quando ele começar a dizer que estou ao seu lado por pena e/ou coisas do tipo, então estou tentando me preparar para dizer a verdade, o porquê de estar ao seu lado. Ele estava lindo como sempre e finalmente de pé feixando o zipper da bolsa em que eu trousse suas coisas.

- Me dá aqui. — Falei pegando-a.

- Tão inútil que nem uma mochila posso carregar. — Murmurou.

- Tão machucado que é melhor eu carregar para não ter que ficar aqui nessa cama novamente.

- E você ter que sair meia noite para cumprir promessas idiotas. — Referiu-se sobre o dia que dormi demais e fui meia noite ao hospital pois havia prometido a ele que iria vesitá-lo.

- Já discutimos sobre isso. — Cruzei os braços encarando-o. — Já se conformou em ir para minha casa?

- Não. — Falou caminhando lentamente até a porta.

Assim que chegamos ao meu carro ele reclamou por não irmos em seu volvo, mas o resto do percuso foi todo em silêncio, como nos dias anteriores que mal conversamos nas noites em que fui visitá-lo. Edward fitava atrávez da janela e eu olhava de canto de vez enquanto imaginando quais seriam seus pensamentos naquele momento. Morte? Tristeza? Vazio? Inutilidade... Tudo que eu havia lido materlava em minha mente quando eu estava com ele.

- Porque fica assim? — Perguntou de repente. O olhei assustada.

- Assim como? — Ele ainda não me olhava.

- Me olhando de vez enquando.

- Sei lá. — Menti dando de ombros. — Acho que... Daria um doce por seus pensamentos.

- Não gosto de doces.

- Uma garrafa de tequila então? — Brinquei mas ele ficou em silêncio. Cada dia que passa mais Edward fica diferente e distante.

- Porque não me joga do carro e vai ser feliz? — Falou, ainda sem me olhar.

- Porque não sorri e me deixa feliz? — Ele me olhou finalmente, e eu alternei olhares entre a estrada e ele que me encarava.

- Meu sorriso não vale tanto assim.

- Você não sabe o que esta falando.

- Então me explica. — Imediatamente estacionei o carro. Ele franziu o cenho talvez se perguntando se eu iria realmente chutá-lo.

- Seu sorriso vale mais que qualquer coisa para mim nesse momento. Então não o menospreze, não me trate como alguem que sente pena de você pois eu não sinto, se estou aqui agora, e estive antes é por outro motivo. — Me calei tentando encontrar palavras, mas era inútil, minha mente estava um cos.

- Qual? — Perguntou após uma pausa, enquanto eu olhava atravéz do parabrisa.

- Eu te amo Edward. E nada do que diga ou me aconselhe vai me fazer agir de outra forma. — Ele ficou em silencio. Fiquei encarando-o me perguntando se estava fazendo o certo. — Mas... na verdade á sim algo que poderá mudar minha convicção em te ajuda. Vamos encarar os fatos, você esta doente, mas isso tem cura, e eu quero te pedir permissão para ficar ao seu lado nesse momento, mesmo que depois quando estiver podendo pensar em ter um relacionamente, me dispense e diga que nunca sentiu algo por mim, mesmo assim eu quero ficar com você agora, e até quando eu ver o verdadeiro Edward, aquele que esta escondido ai dentro. Eu te amo, quero ficar com você, mas preciso que me diga se quer, pois não quero menospresar sua opnião. Não vou mais impor minha companhia.

- Me desculpe, estou fazendo você sofrer, não quero isso, porque... acho que existe algo dentro de mim, eu não sei o que é, mas é algo bom, algo que faz a dor diminuir, e isso é graças a você. Por mais que eu peça para ficar longe, quero você por perto. Não posso te prometer nada mas quero você ao meu lado sim. — Sorri sentindo meu coração se acalmar de um jeito que a muito não conseguia. Eu queria me jogar em seus braços e o beijar incansávelmente, mas quero ir com calma.

- Obrigada. — Toquei em seu rosto enquanto nos encaravamos, e após ulguns minutos de silencio, decidi ligar o carro novamente e seguirmos para a casa de Esme.

Eu havia ligado na semana e havisado a Esme, por mais que eu tenha tentado dizer que Edward é um amigo é claro que ela sacou a verdade. Pedi que mantesse sigilo sobre o fato dele ficar lá e me havisasse se por acaso Alice decidisse ir visitá-la. Seria um final de semana decisivo, pois eu levaria Edward a um psiquiatra e também tentaria animá-lo, eu não vou poupar esforços para ver um sorriso em seu rosto.

Notas finais
Capítulo ficou curtinho, maaas semana que vem serão dois pois quero finalizá-la logo.
bjs