Conexões Ilícitas
23 Erro
Notas iniciais
Capítulo vinte e dois – Erro
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“O erro acontece de vários modos.”
— Aristóteles -
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Os passos decididos de Edward, quando alcançou o lado de fora do galpão, falharam. Se nos últimos vinte minutos ele se mostrou centrado, confiante em sua decisão, aquela motivação se esquivou. Deixando de lado toda a sua emoção, e sabe-se lá porque ele foi tomado por aquele sentimento estrangeiro, somente uma coisa martelava em sua cabeça constantemente: ele cometera um erro.
Um erro tão grande, que as consequências seriam, sem sombra de dúvida, enormes. Mas quanto tempo estas consequências iriam demorar a alcançá-lo?! Ele intimamente torcia que elas só aparecessem no final de sua vida, depois de conquistar tudo aquilo que lhe fora destinado.
Liam Klotz, que acompanhara Edward durante todo o tempo no galpão, observou atentamente as feições do político pelo retrovisor do carro. Sensato e sagaz, Liam tentou confortar o outro:
— Você agiu da maneira correta, Edward. Nada do que aconteceu naquele galpão vai chegar a conhecimento público. – ponderou. – Isabella, sabe o quanto dar com a língua nos dentes a prejudicará.
Edward suspirou pesadamente.
— Eu me precipitei demais Liam, nunca agi desta maneira. – confessou o Senador com um quê de arrependimento. Liam observou atentamente o político que fitava o horizonte perdido em seus próprios pensamentos.
Todo o caminho até a sua residência, Edward ficará revivendo toda a ação que havia desenrolado naquele galpão. A atitude de Isabella, seu olhar perdido, confuso. O constante riso de escárnio que Jacob portava antes da chegada de sua meia-irmã. Toda aquela situação parecia fazer com que fosse deslocada, uma experiência extra-corporal, nada parecia ter sentido ao político. E Edward sabia disso.
Ele sempre fora conhecido por sua excepcional capacidade de resistência, de levar as situações mais extremas a consequências mais satisfatórias a si. Ele nunca, em toda a sua carreira, seja como militar, seja como político, cometeu um ato que não fosse calculado, todas as suas ações, mesmo quando cometia assassinatos contra civis na guerra do golfo, sempre fora visando um único fator: conquistar uma imagem heróica, de um homem sobrevivente.
Mas o que aquele assassinato a sangue-frio, contra alguém que não interferiria na sua vida, e que pouco poderia lhe causar problemas nas suas ambições políticas podia deixá-lo tão inquieto? Não fora o olhar de desespero de Isabella que o incomodava, muito menos a retaliação que ela poderia cometer contra ele, era algo mais intimo, algo muito mais sinistro que se passava em sua cabeça.
Edward mal percebera quando o seu capanga, Liam, deixou em sua casa, e com um breve aceno de cabeça seguiu diretamente a seu escritório, onde passou a murmurar mentalmente cada detalhe.
Mesmo quando Liam lhe havia mostrado o grau de intimidade entre Isabella e Jacob no dia de seu casamento, o político em nenhum momento havia pensado em atentar contra a vida o rapaz. Claro, ele era uma constante ameaça aos seus avanços políticos, mas mesmo com as constantes visitas intimas de Isabella a ele, tudo era mantido com a maior discrição e nunca, nenhum de seus oponentes conseguiria chegar a este caso extraconjugal, ou até mesmo as suas próprias aventuras.
Mas então, porque ele atirara contra a vida de Jacob Black?
Obviamente ele tinha um ciúme da relação de cumplicidade que existia entre Isabella e Jacob, contudo esta cumplicidade estava muito mais no fato de compartilharem o mesmo sangue do que os lençóis. Também não era necessariamente por conta da pratica recorrente de incesto, Edward era perspicaz e principalmente culto o suficiente que incesto sempre esteve no cerne de todas as famílias poderosas do planeta. Então, o que poderia ter o feito agir com tamanha precipitação e crueldade?
A resposta apesar de demorar a lhe surgir, lhe apareceu tão clara quanto o cristal do copo de uísque que segurava em suas mãos.
Durante toda a sua afiliação com Liam Klotz, Edward sempre confiou indistintamente no julgamento do alemão, afinal Klotz parecia um aliado muito competente e prestativo. Mas a dúvida que sempre esteve assombrando os pensamentos Edward ao longo dos últimos meses ganhou uma camada nova e extremamente plausível: e se Liam estava jogando um jogo duplo? Tudo o que fazia, que parecia ser a favor de Edward, era buscando alcançar os objetivos de outra pessoa?
Liam, apesar de vestir a carapuça de detetive particular, é um dos criminosos mais talentosos de todo mundo, sempre sabendo priorizar as relações que mais lhe dariam lucro. E não apenas lucro financeiro, mas principalmente um lugar no cobiçado rol de criminosos mais honráveis do planeta.
Como detetive, Liam conseguiu informações que nem mesmo a CIA, a NSA, o FBI ou o exército dos EUA, com todos os seus recursos conseguiu. Obvio que quando se anda em um mundo marginalizado, muitas informações são quase como um pote de moedas douradas no final de um arco-íris, contudo, as informações que ele havia conseguido sobre Aro Volturi, eram muito ambíguas e qualquer agência de segurança, com a mínima capacidade de investigação conseguiria, contudo não as tinha.
Aro Volturi, apesar de ser um gênio do crime organizado, não era desconhecido das agências de segurança, e por anos eles tentavam frustradamente conseguir que fosse o mínimo rastro da vida do homem, fosse por meios legais ou ilegais. Porém, Liam conseguira informações, tão óbvias que pensando calmamente qualquer agência teria conseguido, mas nunca haviam conseguido. Descobrir a paternidade de Isabella não era algo impossível, e Liam provou ser muito fácil conseguir. Armou um confronto entre Renée e Aro com uma perícia ímpar. E sempre estando ao lado de um político influente como Edward conseguira dar todas as informações que pareciam pertinentes ao político.
Ou talvez, seriam as informações que gostariam que Edward soubessem?
Com este pensamento Edward caminhou até seu cofre, localizado atrás de uma pintura de Degas. Digitou cautelosamente sua senha, e retirou uma pasta larga de informações que Liam havia lhe dado sobre as conexões com Aro Volturi.
Inúmeras páginas, especificavam claramente coisas sobre Aro Volturi que todas as agências de segurança sabiam, contudo as informações que em momentos chave interessavam Edward estavam claramente incompletas, gerando ‘n’ posições especulativas. Contudo, fatos sobre a paternidade e relações de Isabella com o criminoso estavam extremamente elucidativas, não permitindo qualquer que fosse a dúvida sobre aqueles dados.
Mas como Liam havia conseguido um relatório claro da paternidade de Isabella, que continha até mesmo o DNA de Aro, coisa que nenhuma agencia conseguia ter. Havia dados no relatório do investigador que poderiam levar a duas conclusões: a de que Liam era um investigador excepcional, conseguindo inclusive testes que a própria Renée havia feito há anos, ou ele tinha uma ligação muito estreita com Aro Volturi.
Edward, por mais que quisesse aceitar novamente a primeira hipótese, a segunda lhe parecia muito mais convincente e até mesmo plausível, levando em conta todos os eventos das últimas semanas, inclusive a constante insistência de Liam na relação incestuosa de Isabella e Jacob. O criminoso poderia ser um grande defensor da tradicional família norte-americana, mas Edward tinha sérias dúvidas quanto a isto.
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— Edward, eu sei que você não quer se precipitar contando a Isabella o grau de parentesco dela com Aro Volturi ou Jacob Black, mas e se isso cair nas mãos da imprensa? Sua carreira será aniquilada! – declamou Liam, certa madrugada ao político.
Edward havia se encontrado com o investigador no seu QG no centro-oeste de Washington. Liam parecia profundamente ansioso e impaciente, andando de um lado para outro no seu escritório diminuto.
— Meu caro Liam, é impossível a mídia conseguir isto. Aro Volturi é mais escorregadio que bagre ensaboado, ele não deixaria que algo tão torpe quanto à paternidade de Isabella caísse na boca de todos. Ele colocou Isabella dentro da minha família por uma razão muito específica, destruir a minha família, nunca ele destruiria sua própria filha, assim, por mero interesse. – ponderou o político.
— Tudo bem, Aro não seria idiota em permitir que o fato dele ser pai de Isabella atingisse o grande público, mas ele não tem como controlar os encontros nada secretos de seus filhos! – exclamou. – Isabella e Jacob Black não são nada discretos em seus encontros românticos, seria muito fácil um jornalista que queira se mostrar competente seguisse sua esposa e descobrisse o caso.
— Mas seria impossível descobrir que Isabella e Black são meio-irmãos. – afirmou o político.
Liam parou de riste e encarou o político.
— Edward, você não está entendendo. Aro já está usando Jacob para conseguir informações suas por outras fontes, uma vez que Isabella mostrou-se resistente a isto. Ou você acha uma mera coincidência Black se envolver justamente com sua amante Leah Jones? Aro está usando o próprio filho pra fechar o cerco em torno de você. Não vai demorar muito para Black convencer Leah Jones a dar com a língua nos dentes, e não se esqueça que James Collins está em seu enlaço para descobrir algo de você. Com alguns milhares de dólares, Black e Jones pode muito bem falar o que quiser para Collins. – pontuou o criminoso.
Edward suspirou pesadamente, retirando um cigarro de sua cartela e acendendo-o seguido de um longo trago.
— Okay. Suponhamos que esteja certo Liam, e aí? Como vão provar isto? Ambos sabemos que tudo deve ter materialidade, e ninguém tem acesso a estas provas! Tomei todas as providências que poderiam me prejudicar anos atrás. – declamou.
Liam riu sem humor.
— Edward você pode revirar a terra dez vezes e sempre vai encontrar algo que irá te incriminar. Podemos esconder, mas não apagar as coisas para sempre. Jacob Black é um risco grande, ele não tem nada a perder, se realmente for verdade que tanto o próprio pai não se importa muito mais com ele. Talvez ele queira conquistar outra vez o amor do pai.
— E Isabella? Ele não faria algo que a prejudicasse. – pontuou Edward, divertido com as especulações de Liam.
— Isabella está constantemente afastando-se de Black, seus encontros que antes eram semanais estão cada vez mais raros. Ela parece desconfiada de que ele está aprontando alguma coisa, mas todas as vezes que o enfrentou o cara disse estar chateado com o pai. Isabella sempre foi a queridinha de Aro, ela poderia facilmente convencer o “papaizinho” a fazer algo a favor de Jacob, em troca de algo... sei lá... contra você? – inquiriu.
— Impossível, Isabella não agiria contra mim. Ela é que mais se prejudicaria nisto tudo. – esquivou-se.
Liam mais uma vez suspirou pesadamente.
— Isabella é uma jornalista, ela veio pra Washington com ambições bem claras acerca de sua profissão. Ela sempre quis ser uma jornalista renomada internacionalmente, e você viu claramente nos arquivos dela que ela nunca se incomodou de usar seus atributos para conseguir o que quer. Ela mesma já te confessou que se envolveu com você na perspectiva de te desmascarar, quem disse que ela abandonou este objetivo? Quem disse que ela não está agindo contra você por baixo dos panos? – inquiriu insistentemente.
— Isabella é uma mulher de uma inteligência impar, ela não faria algo que a prejudicasse. Ela está muito envolvida com a minha família para fazer algo que atrapalhasse o seu futuro ao meu lado. – pontuou o político.
— Você tem certeza disto? Tem como você saber com certeza que ela deixou esta ambição jornalística de lado? Ela pode ser uma atriz formidável, você mesmo me disse isso!
Edward encarou o investigador com curiosidade.
— O que você ta querendo me dizer, mas que está temeroso Liam? – questionou por fim Edward.
O alemão suspirou pesadamente e num movimento ágil retirou um envelope pardo de uma pilha ao lado de seu telefone.
— Desde que descobrimos a ligação paterna de Isabella e Aro, passei investigar mais profundamente sua esposa Edward, nos últimos dois meses ela se encontrou com Aro oito vezes, todas às vezes ela chegou ao hotel em que ele estava hospedado com uma pasta pesada, claramente carregada de arquivos, e todas às vezes deixava o hotel de sem pasta nenhuma, como você pode ver nestas fotos. – afirmou Liam, entregando a Edward fotografias de Isabella. – No dia seguinte, observe Jacob Black entrando no mesmo hotel de mãos vazias, e saindo com a mesma pasta que Isabella trouxera anteriormente.
— O que você acha que contém nestas pastas? – questionou o político entediado.
— Provas contra você! – exclamou estupefato. – Você não constou a Isabella, onde mantém os arquivos que possam te incriminar, ou ainda lhe contou quem de fato é você? Contou Edward?
O político riu falsamente divertido.
— Óbvio que não. – mentiu. – Mas porque você acha que ela está armando algo contra mim? – perguntou, tentando disfarçar a preocupação.
— Veja você mesmo. – disse o alemão, entregando uma série de fotografias em que Jacob Black encontrava-se com James Collins e lhe repassava a pasta que antes Isabella havia entregue a Aro. – Eles estão armando um golpe contra você! – exclamou.
— Quem disse que estes documentos são sobre mim? E principalmente como você pode ter certeza que Isabella está envolvida nisso? – questionou o político desconfiado.
— Porque Isabella vem encontrando com James Collins pelo menos duas vezes por semana, onde os dois passam pelo menos duas horas conversando com seriedade no café de um hotel de luxo em Baltimore. – expôs o investigador, entregando uma série de fotos evidenciando os encontros da esposa do político com o jornalista.
Edward encarou as fotografias abismado, não podiam ser verdade. Aquilo deveria ser outra coisa, Isabella não o trairia desta maneira.
— O que você sugere que façamos Liam? – inquiriu o político pesadamente.
— James Collins está viajando de férias com sua esposa Victoria Collins para Romênia, segundo alguns associados meus, ele constantemente afirma a esposa que está é as últimas férias deles no anonimato e que em breve eles poderão passar o resto da vida de férias, uma vez que ele estava escrevendo uma história que lhe renderia bilhões. – declamou. – Victoria o questionou sobre que história seria esta, mas ele disse que lhe faria uma surpresa.
“Jacob Black recentemente adquiriu um grande apartamento em uma região nobre do Rio de Janeiro, Brasil, onde segundo consta estará de mudança nas próximas semanas, inclusive com um bilhete somente de ida comprado”. – expôs. – “Isabella, por sua vez, vem mantendo constantemente contato com a diretoria do Times, segundo uma breve investigação, é quase garantido uma vaga como redatora sobre assuntos do parlamento inglês, para ela em Londres. E se não for muito, Aro recentemente adquiriu uma propriedade luxuosa em Chelsea, que ao que tudo indica será destinada a sua adorável esposa.” – pontuou.
— E o que você quer que eu faça? – provocou o político.
— Olha Edward – começou o alemão, sentando-se em sua cadeira defronte ao político. – eu sei que é difícil acreditar em tudo que estou te falando, mas você me pediu para prever os riscos que seu casamento com Isabella poderia causar. Você mesmo me nomeou de ‘gestor de crises’, está é uma crise, e se te atingir ela vai causar um dano irreversível a sua carreira. Deste modo, lhe aconselho a tomar as providências necessárias. Um acidente envolvendo os Collins na Romênia é fácil dos meus associados articularem. Da mesma forma que um acidente envolvendo Leah Jones é facilmente executável aqui em DC, diante da vida fácil da moça. O nosso problema seria Jacob Black e Isabella.
— Mas você têm um plano contra os dois? – perguntou ligeiramente cauteloso.
— É a minha função. – falou orgulhoso o homem. – Com Isabella podemos gerar um acidente parecido com o que aconteceu com a Princesa Diana em Paris, algo que a tornem e consequentemente te tornem um mártir. Jacob Black talvez um assalto ou então trocar sua bebida por algum veneno é algo fácil de fazer e sem deixar rastros.
— E Aro Volturi? O que te leva a crer que ele não vá retaliar? – questionou o político.
— Porque você, meu caro, será o herói da América e entregará de bandeja todas as informações que nunca o FBI, NSA ou CIA conseguiram do maior criminoso dos Estados Unidos da América, inclusive com a localização exata e com a longa lista de crimes que meus associados de Chicago conseguiram para nós, dê uma pequena olhada neste dossiê. – divertiu-se o alemão, entregando uma pasta com diversos crimes de Aro Volturi, que iam de assassinato, passando por falsificação ideológica, crimes contra o patrimônio público, formação de quadrilha, entre outros tantos crimes que facilmente lhe dariam uma passagem só de ida para algum presídio federal.
Edward sorriu enviesado.
— E quando começaremos agir? – questionou o político.
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Edward recordou minimamente o dialogo que tivera com Liam há uma semana. O investigador parecia extremamente convencido de seu ponto, e quando chegara a ele naquela tarde, extremamente aflito, afirmando que Aro Volturi já descobrira sobre o plano deles e que Jacob Black atacaria a vida de Isabella para atrasá-lo em seus planos, não custou a convencer que Edward deveria agir primeiro, e que o seqüestro de Jacob já estava acontecendo e não sabia o que deveriam fazer com o homem, se forjarem um assalto seguido de homicídio, ou simplesmente sumirem com ele, ou sabe-se lá o quê.
O político fora frio quando optou por confrontar o homem, e Liam de maneira ágil encontrou um galpão em que pudesse ter o confronto. Em nenhum momento Edward pensou em atentar contra a vida do homem, ele sabia que ter aquele sangue em suas mãos seria um problema carregaria o resto da vida, porém quando o homem em seu confronto começou a relatar detalhadamente todos os planos de Aro Volturi, que Liam o havia antecipado, uma fúria descontrolada dominou o político.
Havia anos que Edward conseguira dominar o seu lado inconstante, ansioso por sangue, vingança. Mas este seu lado que por anos esteve adormecido acordou, e ele queria ferir, matar o homem que estava na sua frente, mas ele queria fazer da maneira que causaria mais danos, e esta seria na frente daquele que ele confiara e que o traíra sem qualquer remorso.
Isabella quando chegou aquele lugar parecia confusa, desorientada e até mesmo frágil, mas Edward já aprendera que aquela era máscara que sua esposa diariamente vestia, da mesma forma que vestia roupas de marca, sapatos de designers exclusivos, e se maquiava impecavelmente, suas atitudes eram todas medidas meticulosamente. Tudo ali era falso. Fora por isto que Edward, cego por um ódio que nunca o dominou como naquele momento atirou a sangue frio contra Jacob Black. Ele atiraria contra a vida de Isabella, mas ele não conseguiu, existia algo nela que o impedia de realizar tal ato, mas ele conseguira a amedrontá-la, o pânico em seus olhos era palpável, ela definitivamente não faria nada contra ele.
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Porém Edward fora muito explosivo em sua ação, e nem mesmo no seu mais remoto sonho ele poderia imaginar o problema que causou a si mesmo. Escondido entre as pilastras do galpão que Liam havia lhe conseguido, diversas câmeras mostravam claramente o que ele havia feito. Ali estava uma prova incontestável de seus atos, seja os anteriores que ele confessou quando Jacob o confrontava, como o próprio assassinato de Jacob Black da maneira mais frívola que um ser humano poderia fazer.
A carreira de Edward Cullen estava por um fio, tudo o que ele havia feito para conquistar o que tinha hoje estava ruindo. O homem que articulara tudo aquilo, assistira ao vivo toda a conversa e a execução de seu filho mais fiel.
Aro Volturi sorria vitorioso.
Enfim a ruína de Edward Cullen, seria a ruína de toda a família Cullen.
— Eu fiz o que você queria Aro, onde está a minha esposa e minha filha? – questionou com uma falsa força Liam Klotz.
— Meu caro Liam, você agiu de maneira exemplar, nem mesmo eu conseguiria imaginar tamanha cena. – divertiu-se o criminoso – Sua esposa e filha estão em um jatinho no aeroporto de Dulles que te levaram para a Alemanha. O seu pagamento está em malas dentro do avião, e como você pediu em euros não sequenciais. Suas novas identidades estão aqui. No avião terá uma equipe que fará as devidas transformações em vocês. – sorriu amorosamente. – Foi um imenso prazer fazer negócios com você senhor Johann Maus. – declamou Aro utilizando o novo nome do alemão.
Aro virou seu corpo em direção ao outro membro na sala de reuniões em que se encontrava.
— Acredito senhor Collins que você finalmente conseguirá acabar de vez com a carreira do Senador Edward Cullen. – divertiu.
— Nem sei o quanto agradecê-lo, senhor Volturi. – agradeceu cheio de pompa o jornalista.
— Só faça o seu trabalho e eu estarei para o resto da minha vida agradecido. – declamou. – Agora me perdoe à pressa, mas tenho uma filha para consolar e um filho para sepultar. – levantou-se de sua cadeira e seguiu a largos passos falando em seu telefone com alguém.
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Edward tão perdido nas conspirações que lhe cercavam, ou que ele imaginava lhe cercar acabou adormecendo, um sono tão pesado que sequer ouviu o seu celular ou o seu telefone residencial tocando insistentemente. Fora só no meio da manhã que ele acordou assustado, sendo acordado por seu pai Carlisle Cullen, seu advogado Seth Clearwater, seu cunhado Jasper Whitlock e seu filho Alec Cullen.
O político encarou os homens que estavam na sua frente um pouco atordoado, suas expressões eram como se tudo o que poderia acontecer de pior com uma pessoa havia acontecido. Ambos estavam com uma expressão de pura preocupação, que demorou alguns minutos para Edward se lembrar dos fatos da noite anterior, mas antes que dissesse qualquer coisa, foi o seu pai quem disse:
— O que você foi fazer Edward?
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