Notas iniciais
Disclaimer: Infelizmente TWILIGHT não me pertence, mas essa fanfic sim. Por favor, respeitem! .

Capítulo vinte e três – Falhas

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“O poder é a escola do crime.”
William Shakespeare -

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Edward encarou os homens na sua frente ligeiramente confuso, suas expressões demonstravam uma preocupação que ao mesmo tempo em que deixava o político inquieto, deixava-o perturbado, mas era uma perturbação que ele não conseguia compreender, o que podia ter acontecido para que todos se reunissem ali. Demorou alguns segundos para que o ruivo lembrasse-se dos fatos da noite anterior, mas quando estes invadiram a sua mente, Edward encarou novamente os homens a sua frente, e a expressão que estes tinham em seus rostos, o Senador sabia que algo muito ruim devia ter acontecido.

O político sentou corretamente na poltrona em que estava, esfregou suas mãos em seu rosto. Carlisle estava extremamente impaciente com o filho, e demonstrou sua impaciência.

— Que porra você fez Edward? – gritou com demasiada impaciência.

— Do que você está falando Carlisle? – replicou o ruivo levantando-se da poltrona em que estava.

Carlisle bufou indignado. Jasper percebendo que o sogro estava extremamente abalado emocionalmente preferiu tomar as rédeas da conversa.

— Edward, o que significa isto? – pediu com ligeira calma, entregando ao político uma série de jornais impressos.

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LOS ANGELES TIMES

SENADOR EDWARD CULLEN: CRIMINOSO OU DEFENSOR?

Tudo sobre o vídeo em que o político atira contra homem que sequestrou sua esposa.

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THE HUFFINGTON POST

EDWARD CULLEN: VILÃO OU BOM MOÇO?

Vídeo que circula na internet mostra o Senador Cullen atirando friamente contra homem.

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FINANCIAL TIME

FIM DE SUA CARREIRA POLÍTICA? TUDO SOBRE O SENADOR EDWARD CULLEN

Senador Edward Cullen chama a atenção ao matar homem que violentara sua esposa.

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THE WASHINGTON POST

POLÍCIA INVESTIGA ASSASSINATO DE JACOB BLACK

Utilizando como prova circunstancial um vídeo postado na internet, a polícia de Washington, DC, investiga a morte do ex-membro do exército norte-americano, Senador é o principal suspeito.

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THE NEW YORK TIMES

LEGÍTIMA DEFESA: SENADOR EDWARD CULLEN COMETE ATO BÁRBARO

Para defender sua esposa de um sequestrador, o Senador Edward Cullen desferiu tiros contra um homem, assessoria alega legítima defesa.

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CHICAGO TRIBUNE

O ERRO DE EDWARD CULLEN

Ao defender a honra de sua esposa, o Senador Edward Cullen comete homicídio.

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USA TODAY

MP INVESTIGA VÍDEO EM QUE O SENADOR EDWARD CULLEN COMETE HOMÍCIDIO

MP investiga a autenticidade de vídeo em que o Senador Edward Cullen aparece assassinando o homem que havia sequestrado sua esposa.

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THE WALL STREET JOURNAL

EDWARD CULLEN: ATÉ QUANDO POLÍTICOS CONSEGUIRAM IMUNIDADE?

Após assassinar homem, ONGs de defesa aos direitos humanos protestam contra a imunidade processual de membros do Congresso Americano.

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THE ATLANTIC NEWS

FIM DA CARREIRA POLÍTICA? EDWARD CULLEN ASSINA A SUA ABDICAÇÃO A VIDA PÚBLICA

Depois de ser acusado de assassinar um homem indefeso, o Senador Edward Cullen decide abandonar a carreira política.

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THE WASHINGTON TIMES

PRESO! SENADOR EDWARD CULLEN ATRÁS DAS GRADES

Polícia apura os fatos para cumprir mandato de prisão contra o Senador Edward Cullen.

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A cada manchete que o político lia, seus olhos se ampliavam de temor e certo desespero. Todo o terror que o havia assolado desde que havia deixado o galpão, de ter agido precipitadamente, de não refletir nas consequências de suas ações. Todo o medo incompreensível que havia tomado seus pensamentos durante a madrugada estava ali, estampado naqueles jornais. O político sentou completamente atordoado na poltrona atrás de sua mesa, puxando seu notebook para si e encarando o seu telefone. No ultimo eram incontáveis o número de chamadas, notificações, e-mails, mensagens. O alerta de seu computador – que indicava quando era citado – marcava notificações não apenas em jornais dos EUA, mas de todo mundo.

Ao longe Edward sabia que Carlisle, Jasper e Seth conversavam entre si e com ele, enquanto Alec falava preocupadamente no telefone. O político não conseguia captar qualquer mensagem que acontecia ao seu redor, porém seus dedos sabiam onde deveria ir, pois alguns segundos depois ele via de um ângulo extremamente claro – porém sem nenhum som – os eventos da noite anterior, quando ele atirou friamente em um homem que estava indefeso, jogado no chão todo machucado, ferido, mas com um sorriso de escárnio em seu rosto. Um sorriso de êxtase, de vitória.

Uma insegurança estrangeira apertava o seu coração, um desespero que ele nunca havia sentido na vida o sufocava. Um nó insolúvel encontrava-se em sua garganta, um tremor o assolava completamente. Imediatamente uma dor de cabeça o tomou, uma ânsia de vômito ganhou lugar, toda a bebida que havia consumido voltava e ele sentia o gosto amargo de álcool com bile.

De repente todo o som de conversas que envolvia o escritório tornou-se ensurdecedor. Edward queria gritar para que todos se calassem e que ele pudesse pensar em paz, considerar todos os seus caminhos a partir daqui. Entretanto ele sabia que não podia fazer o que seu instinto desejava, todos ali estavam querendo ajudá-lo. Respirando profundamente o político, clareou a sua mente e se concentrou no que todos diziam.

— Declaramos que foi legítima defesa, colocamos Edward e Isabella para darem uma coletiva, e logo todos esquecem o que aconteceu. – ponderou Jasper sensatamente.

— Mas Edward ainda responderia por homicídio. – replicou Seth. – Entretanto se conseguirmos provar que fora legítima defesa e uma forma de manter a integridade física principalmente de Isabella, talvez a gente consiga que o processo seja substituído por uma lesão corporal gravíssima seguida de morte. – refletiu.

— Tudo bem, mas quais os impactos que este processo terá na carreira de Edward? – pontuou Jasper. – Vamos ter que pensar uma campanha gigantesca para pintarmos ele como um verdadeiro herói, uma pessoa que naquele momento apenas queria proteger a sua esposa, não pensou direito nas consequências.

Edward observava atentamente o que seus melhores amigos conversavam, ponderando todas as opções que eles davam. Carlisle estava ao lado dos dois homens, escutando atentamente o que eles diziam, mas no canto ele notava que seu filho, apesar de preocupado com a situação em que se encontrava, tinha algo mais que o incomodava. Contudo, antes que o ex-vice-presidente perguntasse qualquer coisa ao seu filho, sua neta, Jane, entrou afogada no escritório de seu pai.

— Não consigo localizar Isabella. Ela não atende ao telefone, não está aqui em casa e nem no apartamento no centro. Ela simplesmente sumiu. O GPS do carro está desativado, não sei onde Isabella está! – pontuou Jane caindo pesadamente sobre uma poltrona.

— E tem algo pior. – suspirou Alec, desligando o telefone e chamando a atenção de todos para si. – O morto, Jacob Black, é filho de Aro Volturi, o chefão do crime organizado mais procurado do país.

— Filho de Aro Volturi? Como é possível...? – questionou Carlisle. – Mas o que... Edward, quem é esse homem? – perguntou com seriedade.

Edward suspirou pesadamente.

— Jacob Black de fato é filho de Aro Volturi e, ele era amante de Isabella...

— É por isso que você o matou? – interrompeu Carlisle impaciente.

— E irmão de Isabella. – completou pesadamente.

Com as palavras de Edward o silêncio tomou o escritório, todos estavam boquiabertos com as palavras do político, da mesma forma com que ponderavam o peso daquela informação. O silêncio era inquietante, e por conta disto fora o próprio Senador Cullen, que preferiu retirar seus amigos e familiares do torpor.

— Dificilmente encontraremos Isabella nos próximos dias, acredito que ela deva ter ido ao funeral de Jacob Black, sem contar que ela dificilmente vai querer me ver. – declarou. – Inclusive, acredito que aqueles papéis do divórcio que tanto falou Seth, agora virá a calhar. – sorriu enviesado.

— Você não vai poder se divorciar agora, Edward. – refletiu Jasper. – Um divórcio agora no meio deste escândalo só irá prejudicar a sua imagem pública, e diante disto ela pode sair tão danificada que nem eleição de sindico você irá ganhar.

— Jasper tem razão Edward, vai ser impossível realizar um divórcio sem que este tome a mídia, por mais que recorremos ao sigilo, não vai durar muito tempo, e um processo deste só vai atrair mais atenção pra você e a sua popularidade vai cair de uma forma irreversível. – refletiu Seth, que desde que quando conheceu Edward aprendeu todas as inconstâncias que o cenário político tem.

Edward suspirou.

— Então sem divórcio por ora. Mas definitivamente não podemos contar com Isabella para qualquer pronunciamento público. Da mesma forma que o fato de Isabella ser irmã e amante de Jacob Black, isto nunca pode ser sequer cogitado pela imprensa. – ponderou Edward.

— Quem mais sabe desta ligação fraternal dos dois? – questionou Carlisle.

— Nós, Isabella, Jacob Black, Renée, Aro, Esme e Liam Klotz, que se já não está morto já deve estar a muito longe do país. – enumerou o político.

— Ou seja, contornável. – pontuou Jane. – Observando nos registros de nascimento, o nome do pai de Isabella que consta na sua certidão de nascimento é Charles Joseph Swan. Acredito que Renée vai fazer tudo o que estiver no seu alcance para manter o segredo da paternidade de Isabella, o mesmo pode se dizer de Aro, logo todos os outros podemos confiar que manterão segredo. – declarou animadamente à loira.

Edward sorriu carinhosamente para a sua filha. Com a ajuda de sua família talvez todo este escândalo seja de fato contornável.

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Isabella, que estava a quilômetros de distância de Washington, em Seattle – chorava copiosamente deitada na cama do hotel em que passara os últimos dias. Sua cabeça estava um turbilhão, não era apenas o assassinato a sangue frio de Jacob pelas mãos de Edward que a incomodava, mas a informação que o seu marido declarou a plenos pulmões: que ela e Jacob eram irmãos.

Óbvio que naquele momento ela não acreditara nas palavras do marido, mas conforme ela refletia mais e mais sobre o assunto, mais aquilo fazia sentido. E quando depois de horas dirigindo em baixo de lágrimas que nublava seus olhos, chegou a Jacksonville, Renée ao ver a sua filha sabia o que ela viera buscar ali.

Não foi uma conversa longa, na verdade fora demasiadamente breve, com inúmeros gritos, acusações e choro. Isabella sentia-se que nunca se conhecera, o fato de sempre considerar um homem que era justo, correto como seu pai, parecia pesar menos na consciência da morena em suas atitudes na busca de poder, pois fazia com que a mesma acreditasse que ela poderia ser mesmo que minimamente igual a Charles. Contudo, com a revelação de que Aro era o seu pai, toda essa esperança que vivia em seu âmago despedaçou em milhares de pedaços.

Isabella sempre compreendeu que tivera muito mais características de Aro, do que de Charlie. Ela sempre fora mais filha de Aro que de Charlie. Mas ela sempre acreditou que estas semelhanças foram pelo papel de pai que seu padrinho realizara desde a morte daquele que ela sempre acreditou que fosse seu verdadeiro pai.

Mas nem uma semana depois do assassinato de Jake, Isabella conseguia compreender o que acontecera em sua vida. Ela sempre se sentiu segura, amparada por Jacob, e por isso que o envolvimento romântico dos dois foi algo natural, uma consequência da infância complicada dos dois – Jacob, apesar de sempre saber que era filho de Aro nunca se sentia amado pelo pai, ela por sua vez, sempre tivera problemas com a mãe, e essa falta de amor paterno e materno que os uniu.

Em retrospecto toda essa sua desilusão com relação ao amor maternal devia ao fato de que Renée sempre mentira não apenas para ela, mas para todos sobre a sua origem. Na breve conversa com sua mãe, ficou claro para Isabella que Renée sempre tivera vergonha do seu envolvimento com Aro, e por isto que seu amor pela filha era tão fragmentado.

A tristeza de Isabella era refletida no tempo de Seattle: cinza, frio, chuvosa, com uma neblina densa envolvendo os prédios. A morena encarou o horizonte, as montanhas cobertas de verde manchadas de cinza pela neblina, mas que ela conhecia tão bem. A última vez que ela estivera além das montanhas, na pitoresca cidade de Forks, em que nasceu e que conhecera o verdadeiro amor paterno, o clima era totalmente diferente um sol escaldante, altas temperaturas, o movimento de pessoas indo ao litoral.

Naquela situação ela fora a Forks não só em um momento de se reconectar com seu passado, mas principalmente para deixar na casa que mantinha e que pertencia ao seu verdadeiro pai, documentos que Edward havia compartilhado com ela, e que ali indicavam todos os crimes que o político cometera durante toda a sua vida. Naquela circunstancia, a morena fez uma cópia de segurança escondido de Edward como uma maneira de chantageá-lo caso fosse necessário, depois tornou-se o mecanismo que garantiria a sua grande vitória no mundo jornalístico, o seu tão desejado prêmio Pulitzer.

Mas nos últimos anos era só uma pilha de documentos esquecidos por ela. Porém, agora, depois de alguns anos ela sabia que chegara o momento de utilizar aqueles papeis para enfim realizar o seu maior desejo, e também conseguir sua vingança. Com este pensamento em foco, Isabella terminou de organizar suas coisas, e encerrando sua estadia no hotel e em posse de um carro de aluguel seguiu rumo a Forks.

A chuva incessante, o frio e a neblina que assolavam Seattle a seguiu até a sua cidade natal, mas Isabella não estava incomodada, a ferocidade de seu âmago que alimentava o seu instinto, a sua vontade de tomar as rédeas da situação. Ao chegar em Forks, a morena passou em um pequeno mercado e comprou alguns mantimentos, e seguiu para a casa que fora criada.

Apesar da poeira que estava presente sobre os moveis, tudo continuava da mesma forma que era na sua infância, o período mais feliz de sua vida. A morena sorriu saudosa, e instantaneamente imagens de tempos felizes inundaram sua mente. Momentos que ela e Charlie viveram cheios de felicidade, amor, amizade, companheirismo... naquele momento uma alegria estrangeira e tão destoante do seu verdadeiro humor a tomou.

Ela sorriu para consigo mesma.

Mas ela não estava ali para relembrar de momentos felizes, ela estava ali com uma missão: conquistar o espaço jornalístico que lhe era de direito. Motivada como nunca estivera em sua vida, Isabella retirou os lençóis que estava sobre alguns moveis, e organizou rapidamente a sua pequena casa. Após a rápida arrumação, a morena sentiu-se esfomeada e preparando um sanduíche rápido com o que havia comprado do mercado. Ela comeu vorazmente, e em seguida tomou um banho revigorante.

Isabella sentia-se renovada, e ela iria concluir o que viera fazer aí. Retirando os documentos que incriminavam Edward do cofre sob a escada, a morena organizou cronologicamente cada um dos eventos, em seguida puxou para si seu computador e iniciou o artigo que transformaria toda política nacional e principalmente deixaria em ruínas a família Cullen.

Ela digitou ferozmente, parando vez ou outra para conferir algum documento, ou para se alongar. Era difícil determinar quantas horas ficara em frente ao computador, mas poderia se disser que quase um dia, pois quando terminou a sua narrativa Isabella estava exausta, mas completamente satisfeita. Ela salvou o arquivo em um pendrive e em seu computador e, foi comer alguma coisa, seguido de um banho relaxante e de um descanso bem merecido.

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No dia seguinte, Isabella sentia-se extremamente bem, às 16 horas de sono que tivera fora extremamente revigorante. Como era no meio da tarde, a morena decidiu deixar a sua casa para tomar um café da manhã tardio na lanchonete que tantas vezes frequentara com Charlie. Relembrando sua infância, Isabella consumiu uma enorme xícara de chocolate quente, acompanhada de deliciosas panquecas de frutas vermelhas.

Após devorar o seu desjejum tardio, a jornalista seguiu ao supermercado onde fez uma compra grandiosa, com diversos mantimentos que lhe seriam necessários para passar os próximos dias, e principalmente para fazer um jantar caprichado.

Fazia anos que Isabella não cozinhava, mas estar na cozinha de sua infância onde diversas vezes vira Charlie cozinhar para ele, onde aprendera a cozinhara, morena sentiu-se motivada, ou talvez seja pela garrafa de vinho que ela consumia com vigorosa vontade. Após duas horas, a morena tinha um belo prato de macarrão a bolonhesa e uma taça cheia de vinho, e com essa companhia a morena sentou-se na cadeira que outrora pertencia a Charlie para jantar enquanto assistia ao telejornal.

Desde a morte de Jacob, Isabella não havia encontrado motivação para assistir qualquer tipo de noticiário, então ela não sabia o que acontecia no país nos últimos 15 dias, mas quando ligou a TV e viu inúmeras notícias envolvendo Edward, ela compreendeu que os dias que sucederam o assassinato de Jacob não foram fáceis para o seu marido.

De alguma forma muito estranha os eventos que resultaram a morte de Jacob, haviam sido gravados e de forma muito mais misteriosa esse vídeo caiu na internet. Isabella ao mesmo tempo que sentia triunfante por ver que seu marido estava pagando por seu crime, sentia-se entristecida por seu marido estar sendo julgado tão ferozmente e a ponto de perder o seu cargo e todo o seu status político.

Era difícil de determinar até que horas Isabella ficara assistindo aos noticiários, mas quando adormeceu naquela noite, em seu quarto de infância, a morena sonhou com o seu marido.

Isabella nunca sonhara com Edward, mas naquele seu primeiro sonho ela parecia viver numa realidade alternativa onde eles viviam uma vida extremamente feliz, longe dos holofotes da mídia e do cenário político. Eles eram uma família incrível que causava inveja nos outros pela felicidade que os inundava. Ele era um advogado e ela uma professora de jardim de infância, eles viviam em uma casa confortável e bela no interior, perto de uma floresta, montanhas e de um riacho. Seus filhos, Elizabeth e Henry eram lindos, amáveis e muito felizes.

Ao acordar, depois do intenso sonho que tivera com Edward, Isabella sentia-se confusa. Ela não conseguia tirar o seu marido de seu pensamento. E quando após o seu café da manhã, quando se sentou em frente ao seu computador a morena refletiu sobre o artigo contra Edward que havia escrito.

Aquele artigo era um dossiê sobre a vida não apenas pública de Edward Cullen, mas principalmente a sua privada. Ele não dizia respeito tão somente ao seu marido, mas também falava muito sobre a família Cullen, de como a família Cullen tornou-se os Kennedy do século XXI. Mas claro o foco era Edward, seus atos criminosos cometidos durante o seu tempo no exército, e os atos ilícitos que cometera para me manter como prefeito de Chicago e principalmente depois que se tornou Senador. O artigo também abordava sobre o seu futuro, principalmente das artimanhas que o político estava arquitetando para conquistar o cargo de presidente dos EUA.

Era mais de 50 páginas em que Isabella despia completamente Edward da faceta de homem correto, político perfeito. Contudo ao ler o artigo que escrevera a morena não sentia satisfeita, não se sentia exuberante, vitoriosa, ou ainda feliz por escrever algo que poderia lhe colocar no hall dos melhores jornalistas do país. Na realidade ao ler aquilo, Isabella sentia-se baixa, suja, derrotada. Ela fazia parte daquela família e difamá-los, por mais que tudo ali fosse verdade, seria a pior das traições, pois toda família tem segredos, toda família cometem atos que podem ser vistos como ilegais, e principalmente toda pessoa, inclusive ela mesma, já cometera atos que são condenáveis.

Desde modo, como podia ela julgar e acabar com a vida do pai de sua filha? Como ela se sentiria após esta vingança? E será que ela realmente queria vingança contra Edward? O que Edward havia feito a ela? Por que ela havia se empreitado nessa história contra a família Cullen? Ela queria destruir esta família? A família que a recebera de braços abertos, e a tratara como filha?

A resposta era não. Ela não podia julgar ou destruir a vida pública do pai de sua filha, ela também sabia que cometer qualquer ato contra Edward só prejudicaria a ela mesma, e ela não queria vingança contra Edward, não há como negar que o assassinato de Jacob fora algo que a deixara cega de ódio, mas Jacob também nunca fora santo, se ele sempre soubera do parentesco entre os dois, porque nunca lhe dissera nada, era óbvio que Edward agira por impulso e na esperança de defender a sua honra. Óbvio que ele não tinha motivo, mas acontecera, talvez se ela estivesse no lugar de Edward agiria da mesma forma, então como poderia jurar vingança, se ela mesma agiria da mesma maneira? Ela só caiu nessa confusão, neste imbróglio por causa de Aro e a sua vingança particular contra os Cullen.

Por muito tempo Isabella respeitava, encarava Aro como uma figura paterna, o símbolo da família que havia perdido com a morte de Charlie, mas nos últimos tempos, e principalmente depois de descobrir que ele era o seu pai biológico, Isabella sentia nojo do homem que por tanto tempo a usou para maquinar, para envenená-la contra os Cullen. Não ela não podia fazer algo contra a família que a recebera de braços abertos, a família que lhe mostrara o que era ser uma família, como era respeitar, compartilhar uma vida. Não definitivamente ela não queria fazer algo contra a família Cullen, ela fazia parte daquela família.

Com isto em mente, Isabella fechou o artigo que havia escrito sobre Edward e desligou o seu computador.

Estava na hora de voltar a Washington e enfrentar ao lado de seu marido o furacão que ele passava.

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A quilômetros de distância de Forks, na Romênia, onde James Collins passava as suas férias com sua esposa Victoria, mexia em seu computador com um sorriso vitorioso. O programa espião que havia Jacob Black havia conseguido instalar no laptop de Isabella a mando de Aro lhe tinha dado resultados. Não resultados bobos, mas resultados que mudaria a história do jornalismo não apenas norte-americano, mas mundial.

Em posse do artigo que Isabella escrevera contra Edward em seu momento de ira, James fez algumas pequenas alterações para parecer mais a sua linguagem, e principalmente para pintar Edward ainda mais como vilão e em seguida encaminhou o artigo para o seu redator no Washington Post.

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O último mês a vida de Edward Cullen e sua família foi uma constante de entrevistas, pronunciamentos, encontros, todas as artimanhas disponíveis no mundo político para apaziguar os efeitos do vídeo do assassinato de Jacob Black. A campanha que fizeram favoravelmente a Edward apesar de exaustiva surtiu efeito, agora eram poucas pessoas que ainda viam o político como um vilão, a maioria o via como um herói, um homem completamente apaixonado por sua esposa, que a vendo tão vulnerável tomou a única atitude que poderia ajudá-la a amenizar uma situação aterrorizante.

A sua popularidade que andava baixa, alcançou uma marca nunca antes vista e a cada dia o povo se mostrava entusiasmado com a possibilidade de Edward ser um candidato do partido democrata a corrida pela casa branca.

Isabella que voltara umas semanas antes, ajudou a amenizar a figura de Edward perante seus eleitores, para a mídia o casal aparecia feliz, e sempre muito protetores um para com o outro. Contudo, na realidade a vida na casa deles estava um verdadeiro inferno. O retorno de Isabella não foi caloroso ou animado por parte de Edward, na verdade foi marcado por berros, gritos, acusações, muitas lágrimas e algumas violências físicas da parte de Isabella contra Edward. Eles sequer dividiam a mesma casa, Isabella permanecia em seu apartamento no centro, encontrando com Edward somente nas aparições públicas, enquanto Edward controlava a situação de sua casa no quadrante noroeste, onde ele cumpria os dias de licença que havia pedido do Senado.

A situação estava completamente apaziguada, Isabella que sentia-se reprimida por toda a situação, retornou a Forks, mais a pedido de Edward do que por sua vontade própria. Contudo, quando ela estava no vôo rumo a costa oeste, uma notícia que nenhuma pessoa da família Cullen ou ligada a ela imaginava que aconteceria. O rumor de que um dossiê que revelava tudo sobre a família Cullen circulava pelos bastidores da política estadunidense.

Isabella que estava alheia a qualquer notícia, sentindo-se reconfortada em sua casa de Forks, sequer imaginava que uma bomba cairia no colo da família Cullen e que ela era a principal responsável. Ela nem podia imaginar que James havia conseguido de uma maneira completamente ilegal o artigo que escrevera contra o seu próprio marido no momento em que ela estava tomada pela raiva.

A publicação daquele artigo mudaria completamente a sua vida, deixando tudo mais cinza, tudo mais duro, e complicando ainda mais uma relação que estava a muito machucada. E quando três semanas depois de ter decido que esqueceria aquele artigo, viu o seu título estampado na capa do jornal que ela fora funcionária antes de se casar com Edward, seu coração parou.

O que passava pela sua cabeça era uma retrospectiva de suas ultimas ações desde que decidira abandonar aquele artigo. Ela sabia que não havia mandado para ninguém, que ela destruirá as duas cópias que havia feito do arquivo.

Mas como então, como aquele artigo foi publicado? Como era possível? O que aconteceu? E principalmente o que aconteceria com Edward agora?

Isabella sentiu nauseada, sua cabeça rodava e um temor assolou o seu corpo. O título da manchete ecoava em sua cabeça, seu coração batia aceleradamente.

ASSASSINATOS, TRAIÇÃO, CORRUPÇÃO: A VERDADEIRA HISTÓRIA DE EDWARD CULLEN

Um dossiê completo sobre a trajetória privada e pública de um dos homens mais influentes dos EUA.

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Notas finais
N/A: E aí gente, tudo bom?! . Já vou começar me desculpando, porque isto é o que eu mais faço nas minhas notas certo?! Bem, as minhas férias acabaram e eu não consegui finalizar esta fic como o planejado. Confesso que eu ando tão saturada de tudo que sentar e escrever é uma tarefa difícil, digo isto abrangendo, inclusive, a minha dissertação de mestrado que tenho que entrar meu primeiro capítulo no final do mês de junho e sequer comecei. Outro motivo que me desmotivou demais em escrever é a situação do nosso país, como vou escrever sobre corrupção, traição, assassinatos diante do cenário político do Brasil? Acho que os roteiristas de House of Cards devem estar que nem eu, completamente desanimados em escrever sobre política, uma vez que todas as idéias que se tem acontece no Brasil. Sério é frustrante. . Vocês devem estar se perguntando o que isto tem haver comigo ou com isto aqui, mas para quem ainda não sabe eu trabalho com filosofia e ciências políticas então vivo 24 horas por dia tudo isto, então escrever sobre política, mesmo que indiretamente é um martírio. E é por conta disto, desta intensa saturação de notícias políticas relacionadas a corrupção, que optei por não escrever o artigo que a Bella escreve sobre o Edward. Eu sei, frustrante, mas além da falta de tempo, e me exigiria muito tempo escrever isto, eu não sou jornalista, confesso que meu português e minha linguagem é uma porcaria, então escrever o artigo seria simplesmente péssimo. Por conta disto vocês sempre lerão resumos deste dossiê contra o Edward, Ok? Agora definitivamente entramos na fase final da fic, não sei se será no próximo ou no seguinte a cena do epílogo, mas ela finalmente está pra acontecer, então aguardem!!! hahahaha . Bem, chega de dar explicações e muito blá, blá, blá... obrigada a todos que ainda continuam acompanhando esta loucura, e peço inúmeras desculpas pelo atraso: vida de adulto é uma merda! Espero que vocês curtam esse capítulo e os encontro no próximo, que virá lá pra meados de julho, porque como disse: tenho que escrever o primeiro capítulo da minha dissertação! . Quero agradecer mais uma vez a todos que ainda acompanham isto aqui, vocês são I-N-C-R-Í-V-E-I-S!!! sem vocês nada disso aqui seria possível e eu com toda a certeza já teria desistido há muito!!! . Espero que vocês tenham curtido o capítulo e como uma forma de carinho que só vocês sabem dar, já sabem: REVIEW!! . Obrigada por tudo! . Beijos, . . Carol. . . . . GOSTOU OU NÃO, DEIXE-ME SABER. REVIEWS SÃO COMBUSTÍVEL PARA NOVOS CAPÍTULOS!