Conexões Ilícitas
5 Dominante
Notas iniciais
Playlist
“Young Lust” Aerosmith
“Devil in her Heart” The Beatles
“Help!” The Beatles
“Attack” 30 Seconds to Mars
“Jealousy” Stereophonics
“Hell” Foo Fighters
“Animal Attraction” She Wants Revenge
“Harder to Breathe” Maroon 5
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Capítulo quatro – Dominante
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“O homem que não sabe dominar os seus instintos,
é sempre escravo daqueles que se propõem satisfazê-los.”
- Gustave Le Bon -
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Edward Cullen sempre fora um homem sexual, movido ao sexo e por mais que colecionasse uma vasta gama de companheiras sexuais, algumas com determinada frequência, outras nem tanto, o Senador sempre se mostrou dominante. Contudo a dominância que ele exercia durante o ato sexual nunca fora humilhante ou degradante para suas parceiras. Até agora.
Quando jovem adepto a experiências novas e prazeres diferentes, o político flertou por um breve período com o estilo de vida BDSM, entretanto, naquela época ele estava sendo treinado pela Força Aérea Americana para assumir o controle de tropas durante a Guerra do Golfo, ocasionando assim que a experiência por esse estilo de vida ficasse em suspenso.
Evidentemente depois da vitória das Forças da Coalizão que ele fazia parte, deixaram a região do Golfo Pérsico, e o ruivo retornou aos Estados Unidos, ele tentou se inserir novamente com as práticas de bondage, disciplina, dominação, submissão, sadismo e masoquismo, todavia naquela situação não foi uma inclusão muito satisfatória, já que como um pai coruja o político ficava babando seus filhos recém-nascidos que naquele ponto já estavam afastados da mãe.
Porém, como um homem que gosta e assume que gosta demais de sexo a ponto de não conseguir ficar um dia sem a satisfação sexual, e de experiências novas, principalmente o poder que a dominância emprega, Edward participou em segredo de cenas e até mesmo do restrito círculo BDSM por um tempo, mas quando foi colocar tais aprendizados em prática com as suas parceiras sexuais, mesmo que de forma contida, fora extremamente frustrado.
Apesar de se aventurar diariamente pelas realidades paralelas que o sexo o levava, Edward Cullen não tentou nenhuma outra vez explorar tais aprendizados, já que ele se dedicava exaustivamente a sua vida pública, a sua futura vida política. Quando assumiu o cargo de Senador do Estado de Illinois há mais de oito anos, não entrando nesta conta os dois anos e meio que atuou como Senador suplente de seu avô adoentado, o político de cabelos dourados envelhecidos percebeu que aos trinta e três anos, enfim, ele poderia flertar novamente com aquele estilo de vida que se privou quando tinha vinte e poucos anos.
Edward, como um homem de princípios e enlaçado em um casamento sem amor, viu que a sua esposa Tanya não se submeteria a humilhação, dor e a práticas degradantes sexuais, na realidade, nem mesmo ele queria ter esse tipo de relação com a mãe de seus filhos. Como não tinha amantes fixas naquela época o político buscou se inserir naquele universo através de prostitutas especializadas, contudo não foi tão satisfatório como esperaria daquela aventura.
Frustrado e descrente que conseguiria alcançar prazer com aquelas práticas, deixou de lado este desejo obscuro de seu animal sexual, procurando prazer somente esboçando a sua dominância natural e não aquela aflorada pelas práticas sadistas e masoquistas. Contudo, interessado e ligado a estas artes sua mente volta e meia retornava para aquele assunto, e fora assim que ele, meses depois, resolveu dar mais uma chance a esse universo.
Por intermédio da internet descobriu que na região de Washington, DC existia um grupo que se reunia semanalmente para clarificar e desmitificar algumas coisas sobre o BDSM, auxiliando cada pessoa a descobrir a sua natureza – submissa ou dominante – e verificarem se era aquilo mesmo que buscavam. Edward se vira tão interessado por aquele mundo que depois da primeira reunião já conseguira alguém que pudesse lhe mostrar um pouco daquele universo, desconhecido para ele.
Maria Rodriguez, uma bela mexicana naturalizada americana, de longos e escorridos cabelos negros, pele alva e olhos cor de mel, foi a instrutora de Edward pelo mundo do sadismo e masoquismo. Adepta do estilo de vida BDSM, Maria descobriu ser um tipo diferente de participante deste meio, tudo porque gostava de atuar nos dois lados – ser dominante e ser submissa – ou como é denominado switcher. Infelizmente os switcheres são um modelo não muito bem visto neste universo, o que causou a Maria alguns problemas e desavenças, já que muitos parceiros dominantes disseram-lhe que ela não era tão boa submissa.
Edward que tinha um conhecimento muito superficial desse mundo, não se importou que a sua instrutora gostasse de brincar com as duas facetas daquele estilo de vida, na realidade, para ele, uma alma dominante em todos os aspectos, ter uma instrutora switcher tornou-se algo muito mais fácil para compreender como funcionava a dinâmica da coisa. Porém não tardou muito para que Edward constatasse que aquele mundo era muito mais complexo e difícil do que ele supunha inicialmente.
A mexicana em seu quinto encontro íntimo com Edward certificou que ele não nasceu para aquele universo ou pelo menos não totalmente. Ele tinha sim a aura necessária em um dominante. Sabia impor suas vontades, ordenar e até mesmo cuidar de sua submissa antes, durante e depois de uma cena, contudo faltava nele algo essencial para aquele estilo de vida: disciplina. Ele poderia ser membro das Forças Armadas Americanas e ter aprendido sobre aquela disciplina, mas a disciplina essencial para aquele jogo ele não possuía e nem sequer conseguia adquirir.
Compreensível e articulada Maria conversou com o político e expôs todos os pontos que observou na relação entre eles, afirmando que Edward poderia sim praticar a dominância e a submissão com leves toques de sadismo e masoquismo, ou como ela brincou na situação: uma “relação baunilha com emoção”. Contudo ele não era um ser humano claramente adepto a todo universo que ela vivia, Maria acreditava que a curiosidade do Senador por aquele estilo de vida tinha haver com outro fator, um fator muito obscuro e preocupante da alma daquele homem, entretanto manteve suas suposições para ela.
Edward mesmo contra a sua vontade concordou com a mexicana, que talvez aquele universo não fosse para ele e que tudo não passasse de uma efêmera curiosidade, todavia, não aceitou o evidente fracasso, insistindo em manter a relação entre eles por mais um tempo, esperando e querendo provar que Maria estava redondamente enganada. O político começou a se esforçar mais e ser mais compenetrado nas cenas, mas nem mesmo seu esforço em se superar trouxe os resultados necessários.
O relacionamento de instrução com a switcher acabou tendo o seu fim, contudo eles ainda mantinham um contato amistoso, mas que depois de alguns meses entrou em esquecimento devido à agenda atribulada de ambos. Teimoso e obstinado Edward não iria desistir tão fácil de tudo aquilo e procurou diversas vezes aplicar o aprendizado que Maria lhe forneceu em sua vida sexual, porém, nas eventuais parceiras não existia uma ligação forte para praticar aquelas lições.
Fora só dois anos mais tarde quando começou a se envolver mais profundamente com Leah Jones, uma das funcionárias do Denier Plasair, que ele tentou mais uma vez inserir aquele universo em sua vida.
Lenta foi a forma com que ele abordou o tema para a belíssima havaiana. Deu-lhe uma pulseira de diamantes de preço insignificante para ele, mas de valor inestimável para a órfã, e aproveitando-se do deslumbramento dela com a jóia, que Edward inseriu o assunto em uma conversa na cama, com ambos completamente satisfeitos com o sexo que partilharam minutos antes.
De início a mulher que Edward adorava manter como amante, por ser tão vocal que parecia saída de um filme pornô trash, não compreendeu o pedido de seu cliente, mas conforme ele ia explicando a pele avermelhada de Leah ia ficando púrpura tamanho era o grau de ofensa daquela proposta.
Leah era uma prostituta sim, porém, mais por conveniência e por causa do dinheiro fácil do que por gostar daquilo, na realidade a havaiana que perdera seus pais em um incêndio em sua residência em Honolulu no Hawaii, odiava ter que se submeter às vontades de criaturas tão execráveis e repugnantes como determinados homens, ou no caso todos eles. Para ela, que sofrera abusos terríveis quando viera da ilha do pacífico para o continente, homens que pagavam por prazer ou traiam as suas esposas diante as leis de Deus e dos homens eram os piores tipos de canalhas do universo e se tinha um que encabeçava aquela lista, este era Edward Cullen.
Ela mantinha um relacionamento ‘profissional’ com Edward, principalmente porque ele pagava muitíssimo bem a ela e como também tinha a esperança que ele lhe desse um apartamento para viver, a sustentando a longo prazo, algo que em seis anos de relacionamento não passou de uma promessa a havaiana, ao contrário do que foi a uma certa russa que em menos de uma semana de relacionamento com ela já dava-lhe um lugar para viver.
Naquela situação em que ele propôs que ela lhe fosse submissa a relação entre eles já era de cerca de dois anos, um tempo razoável e relativamente longo para um caso extraconjugal daquele tipo, todavia a reação da morena de curtos cabelos negros como a noite e fugazes olhos também pretos com aquela proposta foi digna de Oscar, assim como foi para Elizabeth Taylor e sua Martha no filme ‘Quem tem medo de Virgínia Woolf?’.
A fúria descontrolada. As ofensas dirigidas a ele. Os objetos que ela jogou sobre ele. E a força com que ela gostaria de agredi-lo atraiu a atenção de todas as funcionárias e dos clientes da casa que com o auxílio de Edward ao burlar algumas leis, Emmett McCarty mantinha justamente para a aquela finalidade: dissipar a prostituição. O amigo de longa data e proprietário intercedeu entre a sua funcionária e seu amigo-cliente evitando assim um dano maior.
Fora uma ofensa tão grande para a havaiana o que seu amante lhe propôs, que Leah cortou relações, pelo menos por um período de tempo, com Edward, e percebendo que a sua funcionária estava a ponto de processar o político, Emmett mais uma vez intercedeu e fez com que o ruivo pagasse uma longa e cara viagem pela América do Sul a ela. Edward não sabia definir se: sentia-se mal ou não por propor àquilo a morena.
Com a ausência de Leah para lhe oferecer prazer, Edward foi obrigado a buscar outras jovens damas da noite para satisfazer seu instinto, contudo menos de uma semana depois do evento que causou o ‘rompimento’ do affair com a havaiana, a tímida e sofrida russa Heidi Nureyev entrou no caminho de Edward.
O Senador encantou-se pela morena de grandes olhos de gata, de um tom claro e impactante de azul, e ao saber com ajuda de um tradutor russo – que foi solicitado por Emmett – que a jovem fora enganada para vir a América e depois violentada pelos aliciadores, Edward em um comum acordo com o seu amigo e rufião, passou a ter exclusividade pela jovem russa, pagando todas as despesas desta, mantendo uma residência para ela e a sua presença ilegalmente no país.
Ele pensou – e muito – em propor a russa uma aventura pelo mundo BDSM, mas tendo o conhecimento do quanto àquela jovem morena que não falava uma palavra no idioma dele sofrera quando foi violentada, estuprada, abandonara a ideia em um átimo, mantendo o relacionamento entre eles no sexo suave, por assim dizer.
O político ainda se recordava em um momento de ira e desespero tentou inserir Victoria, sua Chefe de Gabinete e amante ocasional naquele estilo de vida, mas a mulher de cabelos cor de fogo era tão frigida que todos os atos relacionados ao estilo de vida sado-masoquista pareciam estar sendo infligidos a uma pedra de mármore, já que nem mesmo dor ou talvez repulsa, ela sentiu.
Aceitando por fim que não era para ele aquele universo, Edward não tentara induzir mais nenhuma de suas aventuras sexuais pelos caminhos do BDSM, mas a ideia permanecia em uma remota gaveta de seu subconsciente, pronta para ser explorada mais uma vez.
Sentado em sua cadeira grande e do tipo executiva atrás da mesa de carvalho que faziam parte de seu Gabinete no Russel Senate Office Building, Edward que saboreava lentamente o seu cigarro de filtro vermelho da Marlboro analisava o que tinha acontecido a pouco ali, na poltrona diante de si.
Quando pediu que a sua nova Assessora de Imprensa fosse a sua sala, ele somente iria dar os parabéns pelo pronunciamento que produziu e talvez lhe passar uma nova tarefa, contudo, quando o corpo escultural, com rosto de anjo e olhar tímido entrou em seu escritório todo o seu plano foi por água a baixo. Era como se aquele corpo feminino fosse um catalisador para despertar o instinto mais animalesco que um homem poderia ter, o mais voraz, rude e necessitado desejo de sexo que poderia crescer em um ser humano.
Adepto em não passar um dia sem algum tipo de alívio sexual, por conta de uma necessidade insalubre, Edward não conseguia compreender o porquê ele necessitava tanto daquele corpo, e era exatamente essa necessidade incompreensível que o faziam agir como um animal. Rude, brutal, egoísta, depreciador. Existia uma emoção inexorável em menosprezar, humilhar, submeter aquela mulher aos seus desejos mais secretos e bem guardados.
Ele mesmo não se reconhecia quando estava com ela. Era como se do dia para a noite ele passasse a ter uma nova personalidade que ele nunca sequer supôs ter, uma personalidade que o dominava, o tragava para uma escuridão tão irreal que não existiam palavras ou ações para explicar tais atos.
Dando uma última tragada na porção de tabaco, o político jogou o filtro alaranjado no cinzeiro ao seu lado, atirando a sua cabeça para trás, no encosto de sua imponente cadeira, observando o teto branco de seu Gabinete. Era tão tediosa aquela superfície plana, clara como a neve que Edward fechou seus olhos tentando controlar o seu inquietante estado de espírito.
Suas afloradas lembranças o fez reviver em sua mente o que acontecera ali. Isabella Swan arrastando-se diante dele e depois seguindo a ordem mais degradante que ele um dia pensou em submeter alguém, removendo tudo o que ele despejou de seu prazer em si mesmo com a sua língua feminina, úmida e quente. Involuntariamente retirou a peça minúscula de renda preta que estava em seu bolso. Ela ainda continuava completamente úmida e só de lembrar-se da feminilidade acolhedora dela, fez com que seu membro endurecesse sob suas roupas.
“Quem era aquela mulher?” se questionava internamente.
Uma sereia traidora que encantava marujos com seu canto, ou uma poderosa bruxa que conseguia atrair através de forças sobrenaturais para a sua teia o mais forte dos homens, ou quem sabe ainda uma fada, um anjo caído do céu para trazer redenção a um pecador?
Edward riu-se de seu próprio pensamento. Ela não era um anjo que trazia redenção para um pecador como ele, ela poderia ser um anjo, mas um anjo enviado pelas forças obscuras para assegurar que ele era um completo pecador, um transgressor incapaz de redenção, o incentivando a cometer os tão já praticados por ele, sete pecados capitais. Como se ele precisasse de mais vaidade, inveja, ira, preguiça, avareza, gula e luxúria em sua extensa lista de infrações as leis de Deus.
Desta vez uma gargalhada que saiu pelos próprios lábios de Edward ressoaram pelo ambiente. Aquele demônio em corpo de mulher estava mexendo tanto com a sua mente que ele estava até mesmo pensando em Deus e sua vasta gama de faltas viciosas. Balançando a própria cabeça para afastar aqueles pensamentos o ruivo levantou-se de sua cadeira e foi até o armário onde guardava a sua preferida bebida alcoólica e se servindo desta.
Nem mesmo o líquido âmbar que desceu por sua garganta queimando amenizou o seu imo. Foi inconscientemente que levou a sua mão esquerda ao seu rosto, passando por este, apertando os seus olhos para concentrar-se mais no que aquilo tudo significava e quando não conseguiu, arrastando para os seus lábios para limpar os cantos de sua boca que estava seca. Sentindo-se incompreensivelmente exausto caminhou por seu Gabinete parando diante da imensa janela que dava para ver todo o Capitol Hill e se viu com a mente meio ocupada, meio vazia ruminando tudo o que estava acontecendo a sua volta.
Inquieto e confuso como nunca esteve, Edward suspirou pesado diante da sua imagem refletida precariamente pelo brilhante e limpo vidro da janela de seu escritório. Agindo com um impulso estrangeiro retirou do bolso interno do terno seu telefone celular e depois de longos minutos decidiu chamar a única pessoa que poderia responder suas perguntas e instruí-lo como agir, se o que estava mesmo acontecendo era aquilo que ele imaginava.
Maria Rodriguez que longe dos olhos do estilo de vida BDSM era uma competente e conceituada corretora de imóveis estava analisando algumas pendências de alguns contratos imobiliários em sua ampla sala em um edifício comercial, sobressaltou-se com o timbre estridente de seu telefone celular, mas quando visualizou pelo visor do aparelho quem estava lhe chamando ficou um misto de curiosa e temerosa.
- Edward? O que devo a... hum... honra? – titubeou incerta ao atender a chamada de seu ‘antigo dom’, se é que poderia classificar assim.
- Maria. – saudou o político. – Eu gostaria de conversar com você, será que podemos nos encontrar naquele Tailandês que íamos antigamente? – pediu com urgência.
A mexicana se assustou com o pedido, mas conhecendo o Senador Cullen como ela conhecia, sabia que o seu tom de voz implicava em uma urgência palpável. A corretora agradeceu aos céus que havia dado uma noite de folga para o seu mais novo submisso, podendo assim atender ao convite do ex-amante sem se preocupar com a limitação de tempo.
- Encontro com você no Pathumwan em trinta minutos. – concordou a morena, encerrando a breve ligação com o político.
Maria retirou os óculos para leitura de armação rubra de seu rosto e o colocou sobre sua mesa coberta de contratos de seus ricos clientes. Se passara quase seis anos desde conversara com Edward, e ela desconfiava que aquela chamada não tinha nada haver com uma ligação amistosa, com o reencontro de dois velhos amigos, mas sim com uma possível nova inclusão no mundo dela. Maria temeu sobre o resultado que teria aquela conversa.
Edward encerrou a ligação ligeiramente mais leve. Maria sempre fora uma boa amiga, mas principalmente uma boa instrutora do universo sado-masoquista, e se a relação com Isabella Swan estava seguindo esse caminho ela iria dizer o que ele deveria fazer a seguir, inclusive como comunicar e lidar a sua possível submissa.
Ansioso e impaciente da mesma maneira que se sentiu quando esperava o resultado da eleição para prefeito de Chicago, há mais de quinze anos, Edward agilmente virou o conteúdo do uísque que ainda permanecia no copo, antes de depositá-lo novamente sobre a sua mesa de carvalho para que assim uma das copeiras do prédio do Senado o lavasse e guardasse no lugar que lhe era destinado. Agilmente reuniu suas coisas, e saiu de seu Gabinete tão rápido que mal os funcionários retardatários o notaram, tamanha era a pressa de seu empregador.
Felizmente à hora do rush já havia minimizado, e mesmo encontrando um pouco de trânsito no trajeto, este não foi tão preocupante como teria sido cerca de trinta minutos antes. Edward chegou pontualmente no horário combinado com Maria, e sendo um homem público e conhecido foi fácil conseguir uma mesa afastada e discreta no restaurante tailandês. O político ordenou ao maître um uísque da Tailândia que ele aprendeu a saborear quando vinha ali, enquanto esperava a sua convidada.
Maria conhecia o gênio e o jeito de Edward Cullen, e se alguém chegasse atrasado em um encontro com ele, seria o suficiente para ouvi-lo praguejar e xingar; contudo foi inevitável que a mexicana não chegasse dez minutos depois do horário combinado, infelizmente para ela que estava do outro lado da cidade, o trânsito caótico da Capital Federal foi o responsável por não conseguir chegar a tempo.
O político estava tão ansioso para aquele encontro com a corretora de imóveis que sequer notou que ela havia atrasado, já que tudo a sua volta parecia passar num pisar de olhos, tamanho era o entorpecimento dele para tudo a sua volta.
Os ex-amantes se cumprimentaram com cordialidade, os anos que não se viam pareciam não ter feito nenhum efeito para eles. Maria com seus trinta e sete anos, mais aparentava ser uma jovem de vinte e cinco, o corpo delgado e bem cuidado, cabelos brilhosos e o rosto ausente de pequenas rugas, algo que no mundo atual é supervalorizado no quesito estético. Edward, por sua vez, que cuida de seu corpo diariamente aparentava ser um bem apessoado homem, eternamente congelado aos trinta e dois, trinta e três anos.
- Devo-me assustar com esse seu repentino chamado seis anos depois? – inquiriu com um misto de curiosidade e diversão a switcher.
Edward lhe lançou um sorriso torto, levando aos lábios o copo que continha um último gole da bebida festiva tailandesa.
- Você me conhece Maria, e sabe que não sou um homem de meias palavras, poderia ficar dando voltas no assunto antes de iniciá-lo, mas creio que devido a nossa antiga relação não há necessidade de postergar as introduções. – ponderou o político. – Vejo que você continua belíssima e pelo que percebo pelo seu olhar continua nas antigas práticas, já que é algo da sua natureza, e é exatamente esse seu conhecimento que preciso neste momento.
A morena encarou os profundos e brilhantes olhos esmeralda do Coronel da Força Aérea. Se Edward não fosse um político, Maria tinha certeza que poderia ser um bom ator ou até mesmo um campeão de poker já que o homem sabia mentir e convencer qualquer um com seu olhar que mesmo diante de uma ferrenha omissão parecia ser verdade.
- O que eu posso ajudar? Talvez você queira... hum... tentar novamente? – questionou contrariada.
Edward admirou o rosto e a expressão de sua interlocutora. Era de seu conhecimento que Maria acreditava que ele não tinha nascido para aquele mundo onde ela vivia em sua vida pessoal, ela lhe disse claramente que faltava a disciplina necessária para o funcionamento de um relacionamento naqueles moldes. Na verdade ele também sabia e acreditava nisso, já que suas inclusões neste universo foram sempre frustradas, mas estava acontecendo algo agora em sua vida, que ele nunca esperou que aconteceria; ele mesmo já havia abandonado as esperanças de ser um Dom, mas aqueles olhos castanhos e aquele corpo minúsculo e sensual pareciam ter mudado completamente sua perspectiva.
- Como posso diferenciar uma relação D/S de uma comum? – perguntou incerto. Maria surpreendeu-se com a hesitação da pergunta, aquilo para ela era tão fora do personagem daquele importante homem da política.
- Perdoe-me Edward, mas não estou compreendendo o teor de sua pergunta ou dessa reunião. Você está em uma relação atualmente parecida com a que partilhávamos? – perguntou sem rodeios ou meias palavras.
- É exatamente isto que eu preciso saber. – respondeu putativamente contrariado e intrigado consigo mesmo. A mexicana de olhos cor de mel os arregalou e arqueou suas bem delineadas sobrancelhas escuras, a inédita falta de segurança nele a fascinava de maneira curiosa e obstinada, Maria tinha uma necessidade divertida de saber quem era a mulher que estava fazendo o poderoso, temido e o arrogante político, agir como um adolescente despreparado do mundo.
- Conte-me quem é ela, e o que está acontecendo entre vocês. – pediu amigavelmente a corretora de imóveis. Edward que havia ordenado mais um drink para si e para a sua convidada virou todo o conteúdo de seu copo para enfim começar a narrar seus dois encontros com a sua Assessora de Imprensa.
A cada mínimo detalhe que era contado de maneira minuciosa, Maria notava o fascínio e a incompreensão de Edward para o que estava acontecendo. Era como que se Isabella Swan tivesse mudado toda a perspectiva sexual do Senador Cullen, mas a morena não se deixava enganar, para ela Edward ainda escondia alguma coisa que ela estava disposta a descobrir.
- Maria, o que significa tudo isso? – questionou depois que encerrou o relato do que acontecera a tarde em seu Gabinete.
- Antes de conhecer essa mulher, qual era a frequência com que você tinha sexo? – perguntou mais curiosa do que interessada em responder a pergunta do ruivo.
- Diariamente. – respondeu orgulhoso.
- Diariamente? – repetiu soando mais como uma pergunta. – Mas esse diariamente é mais como uma ocasional coincidência ou uma necessidade pungente? – tornou a perguntar mais por curiosidade do que outra coisa.
- É importante? – perguntou o político ligeiramente irritadiço, a mexicana somente deu de ombros, recebendo um bufar e um silvo do homem. – Pungente. É uma necessidade pungente. Mas não é esta a questão Maria, porque eu tenho essa necessidade se ser rude, de humilhar ela, isso é uma relação BDSM? – perguntou efetivamente, não medindo mais palavras.
A corretora de imóveis conhecera muitos homens em sua vida, e tendo a profissão que tinha via diariamente muitos homens poderosos comprando residências para ter encontros mais íntimos e menos evidentes para suas amantes. Edward obviamente era um desses, que gostava de prazer e não media esforços e dinheiro, se fosse necessário, para consegui-lo, a prova estava na resposta que lhe deu: necessitava de sexo diariamente.
Mas a forma com que ele descreveu os encontros com essa nova mulher, indicava que Edward finalmente encontrara a sua versão feminina, uma mulher disposta a se humilhar, a se submeter às vontades que outro impõe somente para a libertação sexual, seja a que preço fosse. Maria constatou que a relação entre o Senador e sua Assessora de Imprensa estava longe de ser um envolvimento nos moldes do universo em que ela fazia parte. Ela ponderou como diria o que concluiu a ele, sem soar rude e causar um conflito entre eles. A switcher sabia muito bem como Edward poderia ser vingativo e execrável quando contrariado.
- Edward – começou lentamente. – ainda é muito cedo, tendo em conta só o que você me contou para classificar a sua relação com essa morena. – ponderou evasiva.
- Você deve ter tirado uma conclusão, qual é Maria? Não ficarei ofendido com o que você possa dizer, nós estamos aqui como instrutora e instruído. – explanou o Senador apontando da mexicana para ele.
Ela tomou um gole de sua bebida e estudou o rosto jovial de Edward. Ele era um homem atraente e muito bonito. Sabia ser sedutor com naturalidade, assim como charmoso, inclusive quando não estava vestindo ternos de grifes caríssimas feitos sobre medida para ele. O ar de confiança que ele transparecia quando falava era de comover até o mais crentes dos homens, seja na política ou no seu dia a dia. Contudo, Maria não se deixava enganar por essa faceta de homem compreensível e amável que o Senador passava, ela sabia muitíssimo bem que sob aquela carcaça existia um homem incompreensível e impiedoso pronto para atacar qualquer um, seja oponente declarado ou não, mas naquele momento a sua fragilidade e desespero eram comoventes, por conta disso que ela tomou uma respiração profunda antes de declarar o que havia concluído.
- Acredito que ela seja como você, tem uma atração sim pelo meu universo, mas não foram destinados a ele. – começou lentamente encarando os olhos esmeraldinos de seu interlocutor. – Algo como...
- Baunilha com emoção. – concluiu Edward a frase da mexicana. Uma frase que ela havia lhe dito há anos.
- Sim – sorriu compassiva. -, contudo Edward eu posso estar enganada. Talvez ela seja a companheira exata para você praticar meus ensinamentos. – explanou incerta.
- Certo. – repetiu o ruivo lentamente, tomando mais um gole da bebida que estava a sua frente, que mal percebeu quando o garçom a colocou ali. – O que você me sugere?
Existia uma hesitação e uma incerteza na voz profunda e grossa do homem, algo que nem Maria, nem ninguém, haviam visto antes e a morena naquele instante teve um pressentimento estranho. Pressentimento esse que o Senador estava sim indo ao encontro do seu destino, mas que este encontro causaria inimagináveis danos a ele.
- Calma. – disse com a voz tremida e rouca, quase silenciosa. – Tenha calma, esse é o único conselho que eu posso dar no momento. Não haja precipitadamente, ou senão, tudo pode ruir. – ponderou profeticamente, levantando-se da cadeira em que estava e saindo sem olhar para trás da mesa em que o Senador Edward Cullen estava sentado completamente sem reação.
O imponente homem admirou a ex-amante caminhando sedutoramente pelo restaurante, seus cabelos negros brilhosos balançavam conforme esta andava, suas definidas curvas faziam movimentos sensuais, mesmo cobertos por camadas de roupa, entretanto o que seria algo capaz de causar a fúria tanto raivosa quanto sexual do político não causou absolutamente nada.
Poderia ter se passado alguns minutos ou horas, Edward não poderia afirmar com certeza. As palavras vagas que Maria lhe disse ainda rondavam a sua cabeça inquietantemente. Ele não pediu a conta com o valor da bebida que ingeriu no restaurante, invés disso jogou uma nota de cinquenta dólares – o que ele acreditava ser mais que suficiente para pagar o valor do álcool que consumiu – e saiu do restaurante sem sequer olhar para trás.
Normalmente o político por ser uma pessoa que tem uma necessidade diária por sexo, iria à procura de Leah Jones, ou Heidi Nureyev, ou ainda de alguma outra prostituta no Denier Plaisir, mas naquele dia em que deu prazer para si mesmo em frente da sua recém-contratada Assessora de Imprensa e depois a obrigou a agir de maneira humilhante, optou simplesmente em retornar para a sua residência em North Brentwood, onde vivia com Tanya, com muitas coisas a se considerar na cabeça.
A senhora Edward Cullen já estava a muito acostumada a nunca ter companhia do marido no jantar ou até mesmo vê-lo entrando em casa antes do início da madrugada, a não ser claro, quando tinha algum evento que necessitasse de um retorno a casa para banhar-se e da companhia da esposa, assim sendo, Tanya estava preparando para iniciar o tão rotineiro jantar solitário quando viu Edward passando pelo corredor em direção ao segundo piso da casa cabisbaixo, ela sobressaltou-se.
Não era um segredo para si que o marido tinha inúmeras aventuras extraconjugais e que até mesmo mantinha residência para estas. Quando aceitou se casar com Edward, sabia que além de abdicar o amor sincero que sentia por um ex-namorado, teria que abandonar um pouco do amor próprio e aceitar as aparências que um casamento arranjado tinha.
Essas pequenas renúncias deixaram a cada dia Tanya mais e mais dependente e fútil do universo, e claro, do conforto que o marido lhe proporcionava. Seja através de grandes festas ou cerimônias ou do poder que ele emanava somente com um olhar. Para Tanya, que sempre fora criada nos moldes antigos, ser casada com um Cullen era um status social que compensava a desistência de uma série de sonhos ou grande parte deles. Mesmo que tais renúncias a deixassem amargurada e infeliz.
- Edward? – chamou-o da tão bem decorada e elegante sala de jantar, levantando-se aturdida de sua cadeira e indo a passos largos para o foyer de entrada, onde o Senador estava parado com um olhar irritadiço e cabelos mais bagunçados do que nunca, por tanto correr seus dedos por eles.
- Tanya. – cumprimentou sem emoção o político, já começando a subir à grandiosa e elegante escada que o levaria ao piso superior do enorme Chateau.
- Temos algum compromisso hoje? – questionou incerta, observando o esposo afrouxar o nó da gravata e desabotoar os primeiros botões da camisa que usava.
- Não Tanya, somente estou cansado. Dor de cabeça. – mentiu uma explicação para se livrar da conversa com a esposa.
- Hum... você quer se juntar a mim para jantar? Ou prefere que peça para Zafrina lhe preparar um lanche e te leve no quarto? – pediu de uma maneira escravizada ao marido.
- Não quero nada Tanya, não estou com fome. Só cansado e com dor de cabeça. – refutou Edward.
- Quer que eu pegue uma aspirina para você? – tentou mais uma vez ser prestativa.
- Não há necessidade, eu sei onde posso encontrar uma. – disse começando a perder a paciência com a esposa, tentando mais uma vez subir as escadas que levavam ao segundo andar da casa.
- Você falou com Alice? – perguntou nervosamente. – Sobre a casa de campo neste fim de semana? – Tanya imediatamente prendeu com os dentes seu lábio inferior numa clara característica de impaciência e nervosismo.
- Por quê? – questionou impaciente o político virando-se para encarar a esposa. – Não quer mais ficar um tempo a sós comigo? – o tom sarcástico de sua voz ecoou por todo o foyer da residência.
- Não, claro que eu quero ficar um tempo a sós com você – confirmou rapidamente. -, mas é que Eleazar ligou e disse que está vindo para Washington esse fim de semana. – justificou. Edward que estava de costas para a loira morango virou o seu corpo para encarar os olhos azuis acinzentados e a pele pálida de sua mulher para efeitos legais.
- E claro que você quer ficar aqui e fazer companhia para o ‘amiguinho’, reclamando que eu sou um marido que não lhe dá atenção e quem sabe ele te foder na nossa cama? Não é mesmo, Tanya? Santo Eleazar, o homem perfeito que você se arrepende todos os dias da sua vida por não ter se casado com ele! – exclamou cheio de rancor, sentindo sua cabeça começando latejar de verdade.
- Edward... eu... ele... ele é seu primo, quase seu irmão. – disse chorosa e visivelmente abalada pelas palavras do marido. – Somos a única família dele.
- Blá, blá, blá. – divertiu-se o político, disfarçando a exacerbação que sentia. – Já que você está tão solidária com ele, porque não pede o divórcio e assim pode enfim ficar fodendo ele em camarins de concursos de beleza como fazia antigamente? – brandiu violentamente.
- Edward! – indignou-se a loira, levando suas mãos ao rosto para esconder o tom rubro que dominou aquela região.
- O quê? Vai dizer que eu estou mentindo, Tanya? Nós dois sabemos muitíssimo bem quais foram às circunstâncias que levaram ao nosso casamento. – ponderou Edward. – Eu fui muito otário em aceitar aquele maldito acordo, em 21 anos você não mudou absolutamente nada, só passou a ser mais e mais fútil. – recitou cheio de ódio.
Os olhos da mulher se arregalaram e ficaram mais cinzas, ela apertou o seu maxilar e inflou suas narinas. Seu rosto estava pálido, como se estivesse morta. Sua respiração estava errática e falha. As mãos suaves com as unhas pintadas de um esmalte transparente tremiam enquanto fechavam-se e se abriam em nós. Edward que estava em um espaldar mais alto que Tanya, ergueu o seu rosto em uma atitude clara de arrogância, seu rosto e sua postura não mostrava que estava em um embate com a mãe de seus filhos, ela demonstrava que ele queria mais que tudo que ela sucumbisse e pedisse anistia a ele por sequer pensar em preferir Eleazar a passar um fim de semana a sós com ele.
- Como eu pensava. – disse o Senador depois de um longo tempo em que ficou fitando com visível desprezo a esposa completamente em prantos e inconformada. – Esteja pronta na sexta as duas da tarde, vamos de avião.
- E-Edward – começou Tanya tolamente.
- Sim, com o meu avião e sem protestos. – certificou-se antes de tornar a subir a escada, encerrando a discussão. – Estarei no salão de jogos e não quero ser incomodado. Essa conversa só fez piorar a minha dor de cabeça. – explanou rancoroso, alcançando enfim o patamar do segundo andar onde ele seguiu sem olhar para trás para o quarto que dividia com a loira para trocar de roupa.
Era por conta destas discussões ridículas e irrefutáveis que Edward evitava encontrar-se com Tanya ou vê-la quando esta estava acordada. A mesmíssima discussão sobre o primo que fora criado junto a ele, praticamente como irmão, era algo comum na rotina daquela família. Bastava trazer o nome de Eleazar Masen em pauta que Edward ficava muito mais impiedoso e vingativo do que normalmente era.
Contudo, engana-se quem acredita que o motivo seja porque o Engenheiro Civil foi um ex-namorado de Tanya, que até hoje eles são perdidamente apaixonados. A rixa entre Eleazar Masen e Edward Cullen veio dos tempos em que o afilhado de Esme veio viver com os Cullen em Chicago, e a família de origem irlandesa o acolheu e criou como se fosse filho, dando a melhor educação e tudo mais que o dinheiro podia comprar.
Sendo criados juntos e tratados como irmãos, alguns exemplos desta relação foram adaptadas para o convívio de Edward e Eleazar, ou como a avó materna dos dois os chamava: uma relação de Caim e Abel. Nada se defere o relacionamento dos primos-irmãos com o dos irmãos bíblicos; talvez a idade, mas algo sem muita importância, já que a intolerância do ruivo veio desde cedo contra o loiro.
Ainda criança Edward nutria um sentimento de ciúmes e até mesmo de inveja do primo, que ao contrário dele, se satisfazia com qualquer brinquedo e apenas com um abraço, não a atenção total. Obviamente que ambos tinham uma simpatia notável de berço, Eleazar herdou a simpatia calma e benevolente dos Masen, em contrapartida Edward herdou a simpatia honrosa e entusiasta de homens públicos, assim como todos os seus ascendentes por parte de pai.
Conforme iam crescendo – ambos vivendo na casa de Carlisle e Esme Cullen, primeiro em Chicago e depois em Washington a inveja que o atual Senador sentia do Engenheiro Civil ia ficando mais e mais evidente. Eleazar não precisava chamar a atenção para atrair multidões, sua simpatia natural, sua benevolência que atraia as pessoas para perto de si; ao contrário de Edward que desde muito cedo aprendera que a sua maior arma para atrair as multidões eram o seu sorriso torto, seu olhar semicerrado e palavras coloquiais que soavam como poesia.
Evidente que os dois eram inteligentíssimos e perspicazes na escola, mas ao contrário da imagem que vende para o mundo em que vive Edward nunca fora o aluno exemplar que diz ser, muito pelo contrário, Edward sempre usou a sua inteligência para se beneficiar e se possível prejudicar Eleazar. Como por exemplo, quando eles iam para a escola primária o ruivo fez questão de trocar uma linda maçã vermelha e brilhante que o primo daria para a professora por uma completamente podre e bichada, ocasionando que o garoto Masen sofresse uma suspensão da escola.
Ou ainda, na escola secundária, mordido de inveja da maquete que Eleazar havia construído do Pentágono para a Feira de Ciências da escola que frequentavam deixou que uma vela de sua mãe caísse sobre a escultura do prédio e a destruísse, não tendo nenhum remorso quando primo fora punido pela professora e tirado zero no trabalho.
Mas o auge da inveja do político com o primo foi no high school, além da disputa adolescente pelas garotas, a rixa entre eles ficou mais e mais evidente, causando que Esme orientasse a escola para colocá-los em turmas separadas, já que Edward recusava-se a ficar ao lado de Eleazar.
Como o futuro do jovem Edward era claro desde aquela época, toda a família Cullen o protegia e dava cobertura para suas tramóias contra o jovem Eleazar. Esme Cullen declamava que aquilo tudo não passava de brincadeira de criança, enquanto o ex-Senador de Chicago e avô de Edward, Anthony Cullen, se divertia com as peças que o neto pregava e a cada sucesso deste, o homem que sempre fora tão impiedoso, arrogante, mesquinho, vingativo e execrável como o neto é atualmente se deliciava, principalmente porque achava um absurdo que seu filho Carlisle aceitasse criar o ‘aparentado’ da esposa.
Carlisle que odiava a política do pai que acima dos Cullen só existia Deus e olhe lá, o desafiava diariamente na criação de Edward e Eleazar, mas ilude-se quem acredita que os esforços do ex-vice-presidente surtiram algum efeito, talvez, para Eleazar, que se tornou um homem digno e respeitável na Construção Civil, sendo benevolente, humilde e principalmente bondoso, tudo o que o filho acabou não se tornando para o seu desespero. Edward se tornara sim um homem respeitável e perspicaz, mas toda essa sagacidade não foi aplicada para o bem, mas sim em ser um homem ambicioso, arrogante, mesquinho, sarcástico, vingativo, abominável em suas ações, assim como o seu avô.
O patriarca da família Cullen ainda não conseguia perdoar, assim como Eleazar, o que Edward o fez sofrer no senior year do high school, quando roubou as provas do SAT e colocou no armário do primo para acusá-lo. Axiomaticamente que nunca se conseguiu comprovar que Edward fora de fato o culpado e não o pobre Eleazar pelo furto dos exames da Scholastic Assessment Test, mas tanto o loiro quando o pai de Edward sabiam que ele fora o responsável. Tal brincadeira de mau gosto, por assim classificar, rendeu ao jovem Masen a perda de sua vaga em duas universidades de renome internacional e um ano de sua vida acadêmica.
Eleazar que se sentiu traído e revoltado com a atitude do primo, que por mais que existissem inúmeras desavenças o considerava um irmão, refugiou-se na casa de sua avó paterna na Califórnia, enquanto Edward se juntava a Força Aérea Americana, isto quando ambos tinham dezoito anos. E fora nesse refúgio não planejado que Eleazar conheceu Tanya Denali.
O jovem de cabelos loiros escuros, de olhos verdes intensos como o do primo político, e corpo bem esculpido caiu de amores pela jovem de cabelos loiros morango assim que repousou os olhos sobre ela. Tanya era angelical naquela época, aos dezesseis anos. Apesar de viver nas praias californianas, sua pele era clara como a neve do Alasca, suas bochechas eram rubras e um sorriso tímido e singelo brotava em seu rosto somente quando se olhava para ela. Tanya Denali tinha uma beleza etérea.
Filha mais velha de um magnata da beleza em potes, a herdeira dos Denali assim como suas irmãs Kate e Carmem, preservavam a beleza como se fosse à última coisa em sua vida. Da mesma forma que a mãe delas, a ex-miss Universo Sasha Vasilii Denali, todas as herdeiras do clã Denali se tornaram misses, Tanya miss Califórnia um ano antes de se casar com Edward, Kate miss Califórnia e Estados Unidos, Carmem, além dos títulos idênticos aos das irmãs e para orgulho de todos os Denali, fora coroada também miss Universo.
Sim, se a família Cullen era uma família da política, a família Denali era da beleza, desta forma porque não unir o útil ao agradável? E fora visando exatamente isso que Anthony Cullen por intermédio de sua ex-amante Sasha Vasilii Denali, mãe de Tanya que intercedeu sobre o marido, Randall Denali para arranjar o casamento entre sua filha mais nova e o neto querido e como predileção um excepcional político.
Evidentemente Tanya, que estava completamente apaixonada por Eleazar, ficou transtornada quando soube do casamento arranjado. Edward que desde muito jovem aproveitara dos prazeres da carne que lhe foram inseridos pelo o seu avô que em seu aniversário de catorze anos o levou a um prostíbulo de luxo e deixou que o neto se deliciasse a vontade com qualquer uma, ou se conseguisse, todas as damas da noite da casa; não se incomodou com o casamento acordado pelo avô, na realidade quando soube que a jovem que iria desposar estava envolvida com o primo, o ruivo sentiu um prazer doentio em contrair matrimônio com a recém-eleita, na situação, miss Califórnia.
Nem Eleazar, muito menos Tanya, aceitaram muito bem o acordo entre as famílias Cullen e Denali para o matrimônio, e assim os dois jovens e apaixonados se entregaram ao amor que sentiam, fazendo juras e promessas para fugirem juntos. Foi tudo muito rápido e muito poético que aconteceu, depois de se entregarem carnalmente um ao outro, o loiro foi até o quarto que alugava em um apartamento antigo e arrumou suas coisas, para que junto da loira morango ambos pudessem cruzar a fronteira com o México e fugirem.
Entretanto, Tanya nunca apareceu na West Hollywood para que junto de Eleazar, em seu Maverick 79 branco, fugissem pela fronteira do México para um futuro juntos. Naquela fatídica manhã, Randall mandou Tanya para o Distrito de Columbia onde esta passaria uns dias com a família Cullen e se prepararia para o casamento com Edward Cullen que aconteceria um ano mais tarde.
Tanya acreditava veemente que nunca mais veria o grande amor de sua vida, Eleazar Masen. O casamento com Edward Cullen, conforme os dias foram se passando não parecia o martírio que ela imaginava no início, na realidade se ela não pudesse ser uma grande modelo internacional, ser a esposa de um homem influente que com apenas vinte anos comove multidões não seria ao todo ruim, ainda mais quando este homem era de uma família tão tradicional quanto os Cullens, que ao longo dos anos conseguiram com uma maestria surpreendente ofuscar quase todos os brilhos que uma outra família irlandesa tradicionalmente católica tinha e que da mesma maneira era conhecida no universo político, os Kennedys.
Todos vinham em Edward à esperança política, o próprio JFK de sua geração política, do século XXI, e se ele seria como Jack Kennedy, um político memorável e exemplo para futuras gerações governamentais, isso significava que ela, Tanya Denali, seria como Jackeline Kennedy: respeitável, amada, copiada, adorada. Mas esse sonho de Tanya foi por água abaixo assim que ela pisou na igreja onde aconteceria a cerimônia de casamento com Edward.
Foi como uma ligação magnética. Como dois imãs sendo atraídos um ao outro, que Tanya assim que pousou seu olhar pela igreja viu o rosto de Eleazar na multidão de convidados. Ela que naquele momento não fazia ideia que já carregava em seu ventre o fruto da união com Edward, passou mal e desmaiou na porta de entrada da Basílica Imaculada Conceição em Washington. Claro que o susto do desmaio da loira foi mais tarde explicado como um choque emocional, mas o ruivo sabia muitíssimo bem o motivo do nervosismo que Tanya estava passando dentro da sacristia e tentava a todo custo se acalmar era por Eleazar.
O casal, que já era marido e mulher diante das leis dos homens, teve a primeira acalorada discussão sobre o primo de Edward e ex-namorado de Tanya. A briga entre os dois foi tão intensa e emocional, que ocasionou no cancelamento da cerimônia na Igreja e a loira indo para o hospital depois do segundo colapso nervoso da noite. A ex-miss ameaçou o Coronel da Força Aérea afirmando que entraria com o pedido de anulação do casamento, mas quando o médico plantonista que a atendeu confirmou a gravidez todos os planos de abandonar aquela instituição falida com Edward foram por água a baixo.
Desta maneira, Tanya Denali-Cullen conteve a sua raiva e sua fúria, e passou a dedicar-se aquele casamento, mesmo sabendo que ele nunca seria o conto de fadas que ela merecia. Nos primeiros meses da gestação dos gêmeos chegou ao conhecimento da loira morango a infidelidade do marido, mas ela inocente e frívola acreditou que o interesse de Edward em outras mulheres fosse porque seu corpo estava ficando deformado por conta da gravidez.
A indiferença do político a esposa tornou-se insuportável para ela já nos meses finais da gestação e uma depressão profunda tomou Tanya, tanto que quando Alec e Jane vieram ao mundo ela, dominada pelo estado puerperal, recusou-se a ver os filhos e amamentá-los, e assim que foi liberada do hospital pegou o primeiro vôo para Los Angeles para ficar com a família. A atitude de Tanya não foi bem recebida por nenhum membro do Clã Cullen, até mesmo Carlisle que sempre fora um homem piedoso e amável considerou a atitude da nora inadmissível.
Pela segunda vez em menos de um ano de matrimônio entrou em pauta motivos para a dissolução daquela sociedade conjugal, mas Anthony, que sempre fora um manipulador exímio, um jogador de xadrez que sempre estava a uma jogada a frente do seu adversário, manuseou muito bem o neto para que ele não desistisse daquele casamento, relembrando-o o quanto aquilo significaria para ele futuramente.
Anthony teceu uma longa teia de sedução ao neto, afirmando que o casamento com Tanya geraria muitos bons frutos para a sua futura vida política, como ela era bela, uma ex-miss, que seduzia a todos com o olhar que atrairia multidões. Os homens a desejariam, e as mulheres gostariam de ser como ela. Ela seria um diferencial em sua carreira. Seria a vitória mais valiosa de todas que colecionaria.
Edward, que depois de um longo banho e a mudança de roupa, se encontrava sentado no salão de jogos com suas duas drogas comercializáveis: cigarro e álcool, mergulhado nas lembranças de seu passado, riu a contra gosto da memória do avô. Anthony Cullen fora tão manipulador com as suas palavras cheias de falsas sabedorias que até mesmo ele, que havia se tornado o aprendiz número um do falecido Senador, foi enganado.
O político não se arrependia ao todo da união com Tanya, já que ela gerou dois de seus maiores tesouros, seus filhos. Alec desde criança já se mostrava que queria ser político como o pai, o avô e o bisavô; Jane, mesmo afirmando que queria ficar longe da política mostrava ser uma excelente publicitária e jornalista. Tanto que os louros pela vitória esmagadora contra o candidato republicano ao Senado na última eleição eram totalmente dela, que planejou e organizou uma campanha avassaladora para o pai, e já afirmou que estaria à frente da campanha do irmão para a prefeitura de DC, e da possível campanha a Governador de Illinois que Edward talvez concorreria no próximo ano, mas a certeza absoluta que ela tinha, assim como o pai, é a de que organizaria e lideraria com vigor a campanha para Presidente de Edward Cullen em 2016.
Porém, por mais que Edward tivesse um orgulho inigualável dos filhos e não escondesse de ninguém o mesmo, seus pensamentos voltados para os dois jovens não consumiam muito de sua mente, já que ele tinha pleno conhecimento que os dois sempre iriam superá-lo e surpreendê-lo. E exatamente por isso que sua mente e pensamentos viajaram para a breve e obscura conversa que teve com a switcher e instrutora Maria Rodriguez e sobre a relação recém-iniciada com Isabella Swan.
Não tinha como negar – e nem mesmo ele ousava a negar que o seu desejo íntimo, sexual, insalubre pela morena o estava deixando louco. Ele a queria de tantas formas, tantas maneiras que somente o fato de cobiçar aquele corpo feminino o deixava a beira da insanidade. Nunca, em toda a sua vida, ele desejou tanto ter uma mulher, ter seu sexo a sua disposição, tê-la ao seu alcance, fodê-la e se possível dedicar toda a sua dominância a ela, deixando-a completamente submissa e a sua mercê.
Edward teve que controlar a sua vontade de gritar, esbravejar consigo mesmo. Como podia um corpo, uma única mulher, deixá-lo daquela forma? Ou será que a sua necessidade pungente de sexo estava somente interessada em aproveitar-se de todas as maneiras daquele corpo e depois abandoná-lo como uma carcaça em uma savana? Sim, provavelmente seria isto, esta obsessão por Isabella Swan, seu corpo e seu sexo era somente momentânea, algo que assim que aproveitasse de todas as formas dela seria completamente sanado.
A ansiedade e o nervosismo que dominava o âmago de Edward eram sufocantes. A conversa com Maria tinha o ajudado por um tempo, mas depois de discutir com Tanya sobre Eleazar e reviver em sua mente fatos sobre a pessoa que mais odiava no mundo, todo o frenesi e a impaciência pareciam ter aflorado o seu imo.
A necessidade de praticar uma conjunção carnal com qualquer mulher que seja dominava o seu sangue como o veneno mais potente do mundo, entupindo as suas veias, clamando a necessidade de um antídoto. Sentir o calor aconchegante do sexo feminino, abraçando e sufocando o seu membro rígido, o movimento de entrada e saída arranhando pele com pele, batendo pélvis com pélvis e depois ser vangloriado com o gozo libertador e avassalador dentro daquela carne feminina.
Ele foi obrigado a jogar a cabeça para trás no sofá de couro negro e longo da sala de jogos. Se privar de ter um encontro sexual o deixava com os nervos e as emoções a flor da pele, mas o Senador estava disposto em ir até o fim em sua punição.
O Coronel da Força Aérea poderia ter fumado um ou o maço inteiro de cigarros, ele não saberia afirmar, o mesmo se valia para o Macallan, poderia ter sido um copo ou a garrafa inteira, a única coisa que se poderia dizer, é que por fim o cansaço, a tensão e a expectativa venceram e o político acabou por dormir sentado mesmo no salão de jogos.
Entretanto, iludi-se quem acredita que o seu sono tenha sido tranquilo e apaziguante. Não, ele fora extremamente atribulado por: corpos femininos nus e suados, quadris arredondados e perfeitos para serem fodidos de todas as formas, seios firmes e enormes esperando para serem chupados e bocetas chamando para serem invadidas por seu membro rígido. E sempre no meio dessa orgia de emoções e convites sexuais, o corpo alvo, curvilíneo e exuberante de Isabella dançava sob suas pálpebras. Assim como os seus olhos como chocolates derretidos que o chamavam e seduziam, acompanhados por seu sorriso preguiçoso e diabólico.
O Senador acordou no meio da madrugada, arfante e completamente suado. As imagens de Isabella e de tantas outras meretrizes ainda estavam dançando sobre seus olhos embaçados pelo sono. Sua excitação era evidente sobre a calça de moletom que usava. Edward se encontrava em um estado deplorável, mas não porque havia adormecido no sofá sentado ou porque tinha dormido apenas cinco horas, o seu estado era precário por conta da privação de sexo no dia anterior.
Ele tinha conhecimento que a sua necessidade poderia ser comparada como a de um drogado em reabilitação sem o seu vício há dias, ou um alcoólatra sem sua bebida um dia que seja. Era como estar perdido em um deserto e não encontrar nenhum oásis para se refrescar. Era o próprio purgatório na terra. O ruivo levou suas mãos ao rosto apertando seus olhos e afastando um pouco o suor que lhe escorria da têmpora.
Na mesinha de centro, em frente ao sofá que ele estava sentado, Edward procurou o seu maço de cigarros, mas foi frustrado quando não encontrou nada. Procurou também a garrafa de uísque que ele bebeu antes de adormecer, mas a encontrou vazia também. Ele se sentiu frustrado e exacerbado, ele carecia de algo para lhe acalmar depois daquele maldito sonho erótico, mas nada tinha para a sua apreciação.
Ele poderia muito bem procurar por sua casa em busca de um dos dois, ou quem sabe os dois, o Senador tinha conhecimento que em sua casa teria os seus pequenos prazeres, mas ele não estava estimulado para tanto. Ainda não era nem quatro da madrugada, ele poderia muito bem sair na rua e sanar suas três necessidades, mas ele também não estava considerando isso, afinal, o político estava irritado consigo mesmo, sair de casa neste estado só arruinaria sua carreira.
O aviador considerou começar o treino em sua academia particular três horas antes do encontro com o seu personal trainner, eliminar endorfinas era algo tentador, contudo lembrou rapidamente que em seu estado nervoso poderia se machucar, uma vez que as sete faria o treinamento correto para ele, e definitivamente Edward Cullen não precisava de uma lesão muscular em um momento que todos os olhos do partido democrata estavam sobre ele o avaliando e tomando notas sobre seu futuro político.
Por fim o ruivo decidiu que tomaria um banho e leria alguns documentos que precisavam de sua anuência. Poderia ainda ser março, mas o calor que fazia na Capital Federal dos Estados Unidos era nauseante. Mesmo que o sistema de ar condicionado do pequeno palacete em que vivia estava ligado, Edward estava pingando de suor, entretanto o suor que escorria por seu rosto, seus músculos definidos, poderia ser por causa do sonho pecaminoso que teve.
- Porra! – murmurou Edward para si mesmo. Ele queria muito que aquele maldito sonho fosse verdade, estar rodeado de meretrizes nuas e se insinuando para ele ou fazendo sexo em elas, e no meio daquela orgia a rainha do pecado, o demônio em corpo de mulher pronta para recebê-lo de pernas abertas, somente aguardando o seu pau latejante.
O político fechou os punhos com força, controlando os seus músculos que exigiam que ele desferisse um golpe contra a parede próxima para aliviar a sua tensão. E como ele queria fazer isso, mas optou por se conter. A sua respiração estava errática e arfante, como se tivesse corrido quilômetros antes de chegar ali: no corredor que o levaria ao seu quarto. Sabiamente controlou seus instintos, tudo o que ele não precisava no momento era acordar Tanya e começar uma nova discussão, se isso acontecesse o ruivo temia o que poderia acontecer, já que seus nervos estavam tão aflorados.
Silenciosamente Edward caminhava sobre o quarto iluminado precariamente pela luz de abajures. O elegante ambiente estava sufocante. Mais quente do que se deveria. O político maldisse para si o quão ridículo era o fato de Tanya nunca dormir com o ar condicionado do quarto ligado, por medo de ressecar sua pele durante o sono. Praticamente cuspindo fogo pelas ventas ele começou a caminhar em direção ao suntuoso banheiro daquela suíte. Ele disse a si mesmo que não se atreveria a olhar para o corpo adormecido da esposa, mas era o mesmo que pedir para uma criança com medo da altura ocasionada por uma roda gigante não olhar para baixo.
A tentação veio, forte e impossível de ser contida. Seus olhos treinados em perceber, mesmo que pela visão periférica, um corpo parcialmente nu, viu a pele alva de Tanya deitada de bruços e descoberta pelos lençóis da cama devido ao calor. A camisola de seda marfim que normalmente batia no meio de suas coxas estava toda enrolada em sua cintura, revelando a mínima calcinha de renda meio fio dental do mesmo tom da camisola, suas pernas bem torneadas e lisas estavam expostas, assim como o seu bumbum perfeitamente arredondado e delicado.
O monstro sexual interior de Edward rugiu violentamente. Todo o seu instinto sexual exigia que ele tomasse a sua mulher com uma fúria, um desejo inexplicável. Foi parcialmente atordoado que o político caminhou até a beirada da cama, e o mais suavemente que poderia deslizou sua mão pelo comprimento da perna da esposa, sentindo a textura e ampliando a sua cobiça por aquele corpo. O suave toque despertou a loira de seu sono, ainda fragilizada pela discussão que tivera mais cedo com o esposo, Tanya ficou surpresa em vê-lo de pé diante de si a acariciando.
Lentamente a mulher virou seu corpo, possibilitando que assim ela ficasse sentada sobre a cama e encarasse os olhos do político. Apesar de ter tido apenas dois homens em sua vida, Tanya conhecia aquele olhar que agora perpetuava nos olhos verdes de Edward, ela mesma já havia visto aquele brilho flamejante diversas vezes quando faziam amor, mas nunca naquela intensidade perturbadora. Seu coração imediatamente começou a bater acelerado e ruidoso, o som parecia ecoar por todo quarto, assim como as respirações arfantes dela e do Senador.
Todas as emoções instantaneamente passaram a ficar mais evidentes. A loira ainda estava fragilizada e perturbada com o embate que tiveram a algumas horas. O ruivo sentia um caleidoscópio de emoções, ele sentia a necessidade pungente de sexo, a provação de que não estava obcecado por sua Assessora de Imprensa, o ódio de que sua esposa ainda nutria sentimentos por seu primo, o rancor e a inveja de tudo o que Eleazar havia construído mesmo que ele tentasse evitar o seu sucesso, assomado com o inferno de desejo liderado por aqueles malditos olhos castanhos e o perverso sorriso inocente daquele demônio em corpo de mulher.
Foi o mesmo que uma explosão nuclear, quando todos aqueles sentimentos e emoções chegaram à borda de Edward, ele não se importou se seria rude, ou se machucaria a sua fútil esposa, ele somente queria provar para si mesmo que era ele quem dava as cartas naquele jogo, que tudo estava sob o seu controle.
As mãos grandes e masculinas do político deslizaram com brutalidade pelas pernas da ex-miss Califórnia, a maciez da pele feminina começava a acalmar seu âmago, mas ele precisava de mais, ele queria mais e agindo como um verdadeiro leão da savana Africana que dilacera sua presa sem deixar defesa alguma a ela, ele atacou a esposa. Suas mãos arrancaram com força a peça de renda que cobria seu sexo, a desfazendo em pedaços quando rasgou.
Seus lábios e dentes desciam pelo pescoço alvo e delicado de Tanya, fazendo com que a barba que começava a crescer no rosto do homem arranhasse a sua pele. Foram seus dentes fortes e inundados de tesão que romperam o fino elástico das alças da camisola. O tecido suave caiu pelo corpo da loira, acumulando-se em sua cintura, e antes que ela pudesse lastimar o dano da peça de dormir, os lábios e a língua furiosa de Edward já chupavam com fervor seus seios arredondados e perfeitamente duros, por conta da prótese de silicone colocada há anos.
O toque íntimo dos lábios do marido em seu seio esquerdo fez com que Tanya gemesse ruidosamente, sobressaltada com a sensação, mas antes que ela pudesse aproveitar todas as fases daquele momento, os dedos longos e grossos de Edward a penetravam com voracidade. A loira lamuriou com o toque, jogando seus cabelos loiros morangos para trás e se deliciando daquele momento tão fugaz que há muito ela não presenciava ou tinha.
Edward atacava a loira sem culpa, à falta que o corpo feminino fazia para ele o deixava a beira da insanidade, uma parte do seu cérebro tinha conhecimento que era a sua esposa ali com ele, mas uma outra parte, a parte mais dominante do seu íntimo o pregava peças, que eram muito mais intensificadas quando ele fechava os olhos, pois quem ele via sob eles era os demoníacos olhos castanhos como chocolate e o corpo pecaminoso de Isabella Swan.
Sem conseguir controlar seu instinto Edward penetrou seu rígido membro na feminilidade de sua esposa. O calor era acolhedor. A tranquilidade de estar unido carnalmente com alguém o acalmava de uma maneira inarrável, era como se o sexo fosse seu sedativo. Os movimentos eram rudes e ritmados, seu membro entrava e saia com força e velocidade do sexo da esposa.
Tanya gemia ruidosamente e tentava por vezes capturar os lábios do marido com os seus, que sempre evitava o contato da esposa. Edward mantinha os olhos fechados, mesmo adorando fazer sexo com olhos bem abertos, mas quando seus olhos estavam cerrados ele não via ou sentia Tanya, ele via e sentia aquele anjo vindo direto do inferno, o seu inferno particular, ali debaixo dele. O ápice veio de maneira libertadora e avassaladora. A loira acompanhou o ruivo quando este gozava violentamente.
Ela caiu pesadamente e sonolenta sobre a cama, ele estava revigorado e mais acordado do que nunca. Sem delongas saiu de dentro dela, levantando-se rapidamente da cama para tomar um banho. Recolheu a roupa que usava, como também os pedaços de tecido do que um dia fora a camisola de Tanya. Quando começava a seguir para o suntuoso banheiro a voz rouca, mas ainda sim aguda da esposa foi ouvida.
- Edward... onde? – começou.
- Volte a dormir, Tanya. – exigiu o político já entrando no banheiro.
O ruivo poderia contar nos dedos de uma mão quantas vezes fez uso da banheira de sua suíte, mas naquela noite em que ele praticamente lutou contra a sua tentação e viu com seus olhos inconscientes o inferno prazeroso que lhe aguardava com Isabella Swan ele se deu o luxo de mergulhar seu corpo satisfeito do sexo na água morna e perfumada.
O coronel da Força Aérea Norte-Americana durante o seu banho, havia se convencido de tentar ficar afastado um pouco de sua Assessora de Imprensa, era fato que ele a queria de todas as formas sexuais possíveis, mas ele agiria com cautela ao seu lado. Se havia algo que Anthony Cullen lhe havia ensinado e frisado com muita intensidade era: “tome cuidado em se envolver com mulheres próximas de sua casa ou de seu trabalho, elas podem acabar com a sua vida simplesmente porque você não as fez gozar.”
Ele evitou com muita maestria Isabella na terça-feira e na quarta-feira, mesmo que depois ele fosse à procura de uma de suas amantes, ou ambas, e se usasse delas imaginando o seu rosto a sua face. Para Edward, ficar longe de Isabella Swan estava funcionando, pois nas raras vezes que ele a via notava claramente que ela estava impaciente e irritada pela falta de contato.
Contudo, algo que o político havia aprendido desde cedo é que nunca deveria se cantar vitória antes da hora, pois até mesmo quando tudo parece definido uma reviravolta surpreendente pode acontecer, e foi isso que lhe aconteceu depois de seu almoço na quinta-feira.
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Seu apoio é fundamental. Torne-se um herói!Edward estava lendo atentamente uns documentos sobre o apoio para a campanha de Alec a prefeito e a sua a Governador no próximo ano, os investidores estavam satisfeitíssimos com a perspectiva de ampliar a politicagem da família Cullen e o Senador se sentia vitorioso por seus planos estarem se concretizando. Foi quando se preparava para escrever um e-mail agradecendo o apoio que seu Blackberry tocou em seu bolso.
O ruivo sobressaltou-se com o toque. Normalmente as pessoas que o ligavam tentavam primeiro o telefone do seu Gabinete e nunca seu celular. Sem delongas o ruivo pegou seu telefone não se surpreendendo ao ver que quem o chamava era a sua mãe: Esme Cullen.
Esme costumava nunca ligar para o filho durante a semana, para não atrapalhá-lo e quando era extremamente necessário ela ligava diretamente para o seu celular, pois pregava que uma mãe sempre poderia falar com seu filho, seja ele quem fosse, a hora que bem quisesse.
- Olá mãe. – cumprimentou o imponente homem assim que atendeu a ligação.
- Edward! – exclamou felicíssima Esme. – Você está podendo falar? Não estou te atrapalhando, estou? – perguntou com urgência. O político riu com a preocupação materna.
- Tudo bem dona Esme, a senhora pode falar a vontade, não estou ocupado, somente lendo uma carta de apoio pela candidatura de Alec. – explicou. – Mas como à senhora está? Com Alec e Jane em casa no fim de semana passado mal tive tempo de conversar um tempo com a senhora.
- Oh querido eu estou bem, depois que se tem uma certa idade, você sempre está bem, se não está os filhos são sempre os primeiros a saber. – divertiu-se. – Fico feliz que você passou um tempo com meus netos, parece que foi ontem que os dois nasceram, como o tempo passa rápido. – ponderou saudosista.
- Sim, como passa. Jane está estonteante prestes a começar um estágio na CNN e Alec animadíssimo para começar a campanha para prefeitura. – explanou orgulhoso para a mãe.
- Fico feliz que os dois estão crescendo e se destacando, meu filho. – disse soando realmente orgulhosa. – Mas o motivo da minha ligação é para saber se você estará em Washington este fim de semana. – ponderou lentamente, percebendo que o filho nada diria, emendou: – Eleazar está chegando à cidade e seu pai e eu gostaríamos de oferecer um jantar de boas vindas a seu primo. O que você acha, querido?
Edward que até um segundo atrás estava feliz com a chamada da mãe, rapidamente se irritou. Ela sabia muitíssimo bem que ele e Eleazar não se davam muito bem. Eles eram desafetos declarados, contudo o que Esme e ninguém mais da família Cullen – a não ser Anthony que já estava morto e enterrado há muitos anos – sabiam é que o grande amor de Eleazar Masen, aquele que ele passou 23 anos obcecado, mal tendo alguns namoros que não levaram a nada, era a esposa de seu primo.
Mas a raiva de Edward não era por causa de Tanya, mas sim pela ameaça constante que Eleazar representava, pois se existia uma pessoa no mundo inteiro que poderia foder com toda a sua carreira política e sua vida particular num piscar de olhos era o seu primo, afilhado de sua mãe.
O político tomou uma respiração profunda antes de responder a sua mãe e evitar que ela notasse qualquer sentimento inapropriado em sua voz.
- Oh mãe, justo este fim de semana? – perguntou fingindo lástima. – Eu e Tanya combinamos de passar o fim de semana no Campo, na casa de Alice nos Grandes Lagos, para descansar da loucura que foi a minha campanha e depois daquele maldito processo daquela ex-estagiária, antes de engajarmos na campanha do Alec a prefeitura. – explicou convencidamente.
- Oh querido! – compadeceu Esme. – Será uma pena não ter a sua presença e de Tanya, que é tão amiga de Eleazar no nosso jantar, mas eu entendo que o seu bem estar, o seu descanso, o seu tempo com sua esposa deve ser preservado. Quem sabe no próximo fim de semana não almoçamos todos juntos? – inquiriu compassiva. – Eleazar vai passar um tempo na cidade, já que é o engenheiro responsável pela obra daquele novo complexo de prédios que a Segurança Nacional licitou.
Edward que segurava em sua mão, brincando entre os dedos sua caneta elegantíssima Mont Blanc prata com detalhes em preto e dourado a segurou com força diante da novidade que a sua mãe lhe contou sobre seu primo. O aperto fora tão forte que o político deu no material de metal que inesperadamente esta rompeu, esparramando tinta na mão do político e no punho de sua camisa branca.
- Porra! – esbravejou irritado com o acidente e com as novidades.
- Edward, querido, o que foi? – questionou Esme com urgência, sobressaltada com a explosão do filho. O político se xingou mentalmente por ter explanado sua reação ao telefone.
- Não foi nada mãe, somente um pequeno acidente. – murmurou a contragosto do Senador.
- Ah, ok... – sibilou a matriarca da família Cullen incerta. – Bom querido, não quero tomar mais o seu tempo, mas antes de desligar, será que você se junta a mim e Alice para almoçar na terça-feira? – perguntou amorosamente. – Naquele seu italiano preferido?
O político sorriu diante do pedido de sua mãe, mesmo que estivesse prestes a explodir de ódio. Edward conhecia Esme Cullen muitíssimo bem para saber que aquilo não era um simples pedido, mas sim uma ordem, que ela deseja muito passar um tempo com seus dois filhos, custasse o que for.
- Claro, mãe – sorriu Edward. – encontro a senhora e Alice a uma da tarde da terça-feira no Italian. – afirmou anotando mentalmente o compromisso para não se esquecer.
- Certo meu filho, te vejo na terça, e tenha um excelente final de semana, aproveite muito bem o ar do campo, ok? – comandou como uma boa mãe. Edward sorriu para consigo mesmo antes de despedir-se da mãe.
Se durante o final da ligação o Senador não demonstrou suas emoções, assim que a chamada se encerrou foi como uma avalanche a explosão do ruivo. Seus punhos se fecharam com força e golpearam com violência a superfície plana e polida de sua mesa de carvalho, ecoando o som pelos quatro cantos da sala.
Edward Cullen estava irado, encolerizado, furioso. Ele não podia acreditar que o desgraçado de seu primo, aquele que ele através de muitas ameaças, conseguiu fazê-lo ficar o mais longe possível de Washington, estava voltando para aproximar-se da sua família, da sua esposa e se possível acabar com a vida dele.
Não, Edward se tranquilizou, Eleazar era um homem bom, santo até, não tinha uma gota de sangue ou pensamento vingativo em seu corpo, isso só cabia a ele, Edward. Contudo para se precaver o político enviou uma rápida e clara mensagem ao seu advogado e capanga:
“Fique de olho em Eleazar Masen.”
Assim que a mensagem de texto foi enviada, Edward admirou a bagunça que a caneta que ele havia estourado fez em sua mão. A sua camisa estava manchada de preto em seu punho, e a tinta estava querendo tocar o tecido caro de seu terno Hugo Boss cinza claro, sua mesa e uma série de papeis que ele estava lendo todos estavam com respingos de tinta. Ele se amaldiçoou por ser tão explosivo e pelo fantasma de Eleazar sempre acabar com seu bom humor, seja onde estivesse.
Ligeiramente irritado, levantou-se de sua mesa e foi até o banheiro acoplado a sua sala, limpar a sua mão e pegar uma toalha para limpar a bagunça de tinta que havia feito sobre a sua mesa. Foi quando estava voltando para a sua mesa, com uma toalha escura para que assim pudesse limpar a sujeira que havia feito, ouviu alguém bater na porta de seu Gabinete e depois a ruiva Chefe de Gabinete, seguida por todos os Assessores de seu escritório, entrarem por sua sala.
Claro. Edward havia se esquecido completamente que havia adiantado a reunião da equipe para a quinta-feira por conta de sua viagem, o que significava que ele teria que ficar pelo menos uma hora na mesma sala que a senhorita Swan, que mais uma vez estava como o diabo gosta, vestindo um vestido vermelho sem mangas, um blazer curto de mangas ¾ preto, meias de seda translucidas da cor da pele e scarpins negros de saltos altíssimos.
Seus cabelos castanhos brilhantes estavam soltos e ligeiramente lisos, caindo sobre seus ombros, emoldurando seu rosto angelical. Seus olhos estavam com pouca maquiagem, assim como os seus lábios vermelhos cor de carne tinham um brilho suave. Definitivamente aquela mulher era um demônio, o próprio diabo de saias; e ela sabia o quanto conseguia mexer com a libido de Edward, somente o mais suave piscar de olhos o fazia ficar duro sob suas calças.
O que foi discutido na reunião, Edward não fazia ideia. Concordou com o que era dito e de vez em quando fez um comentário sobre a última frase que ouviu, toda a sua atenção estava sobre aquele belíssimo espécime feminino que em tempos cronometrados descruzava e tornava a cruzar suas pernas sensualmente o deixando maluco de desejo.
Ele a queria tão mal. Se possível fodê-la mais uma vez sobre a sua mesa de carvalho, fazê-la gemer por ele, e se ainda desse para deixar todos os presentes como voyeur ele faria sem nenhuma objeção. Tudo porque ele tinha uma necessidade patológica de sexo, daquela mulher que estava ali a sua frente, pronta para ser dominada por ele.
O político teve que se conter para não avançar para Isabella Swan como um leão faminto avança em um cordeiro descuidado. A fome que ele tinha dela era esmagadora, queimava a sua garganta como fogo em brasa. Seu animal selvagem interno brigava para sair de sua jaula e tomá-la a força, exigir que ela lhe desse o prazer imensurável.
Foi em meio a este debate interno que Edward conseguiu distinguir algo do que Victoria Collins dizia, e ele tentou se concentrar naquilo.
- Senador, espero que o senhor tenha um bom descanso e nos vemos na segunda. – disse arrogantemente a ruiva, começando a levantar-se de sua poltrona onde estava sentada.
- Espere, senhora Collins! – exclamou com urgência o político. Todos na sala se sobressaltaram com a urgência na voz de seu empregador, os cinco pares de olhos fitaram com temor o rosto masculino e belo de Edward. – Bom, como todos sabem semana que vem irei fazer alguns pronunciamentos, visitar alguns possíveis investidores para a campanha do meu filho, Alec, a prefeitura da cidade, e por conta disto gostaria que a senhorita Swan se juntasse a mim e a minha esposa no fim de semana nos Grandes Lagos.
Todos os presentes na sala olharam estupefatos para o Senador. Eles não podiam acreditar no que estavam ouvindo. Aquele imponente homem, que desprezava a todos, estava exigindo a presença de uma funcionária em um fim de semana dele com a esposa? Que tipo de piada era aquela?
- Senador... – começou Victoria, visivelmente irritada e abalada com o pedido de seu raro amante. – eu não acho...
Mas o que Victoria não achava, nunca foi dito, já que Edward rapidamente a interrompeu.
- Não me interessa o que a senhora acha, senhora Collins, todos aqui sabem muitíssimo bem como ingressar meu filho na política é algo importante para mim, tenho que estar preparado para que a campanha de Alec saia perfeita e ele acabe nas urnas com o candidato dos republicanos! – declamou apaixonadamente, fazendo com que todos os presentes acreditassem que aquele pedido de que Isabella Swan o acompanhasse a uma viagem íntima, seria apenas para trabalho.
- Tudo bem, o que o senhor achar melhor. – disse entre os dentes a ruiva, visivelmente irritada porque Edward até hoje nunca levou uma mulher que ele fodia quando bem quisesse numa viagem com Tanya, será que ele tinha algo em mente? Ela teria que esperar para ver, por conta disso, bem articulada Victoria entrou no mesmo jogo que o político. – Tem algum problema de viajar esse fim de semana com o Senador e a esposa dele, senhorita Swan? – questionou ardilosa.
Isabella estreitou seus olhos, assim como Victoria, uma estava desafiando à outra, já que ao longo da semana o relacionamento de ambas não evoluiu absolutamente nada, desde o primeiro embate que tiveram. A jornalista debochava da antropóloga, enquanto a ruiva arrumava mil e uma maneiras de desmascarar a morena sem afetar o seu emprego e o do marido.
- Problema algum. Ficarei feliz em conhecer a sua esposa, Senador, e espero não atrapalhá-los na viagem de descanso. – recitou inocentemente a morena, lançando por fim aquele olhar lascivo em direção ao poderoso homem, que somente sorriu em puro deleite.
- Desta maneira espero a senhorita no hangar sete do Ronald Reagan às duas e meia da tarde. Traga pouca bagagem. – ordenou em um tom divertido e malicioso, que somente Isabella e Victoria compreenderam: ele iria foder com ela incansavelmente naquele fim de semana.
Isabella sorriu sensualmente, enquanto o rosto da antropóloga ficava em chamas, ela estava puta da vida com aquilo. Pelo que parecia ela teria que arrumar logo algo para destruir aquela maldita ou essa desgraçada lhe tomaria o lugar que lhe era de direito. Foi em meio a este debate interno da ruiva que o Senador comandou:
- Estão dispensados.
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Notas finais
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Depois de conhecer duas facetas tão distintas do Senaward vocês acham que ele não merece o que a Bellorra irá fazer, ou ainda ele tem que ter o castigo que ela planeja?! Eu espero que vocês ainda queiram vê-lo sofrendo, porque o diabo de saias não veio com boas intenções mesmo, e esse fim de semana na companhia dele e de Tanya vai fazer com que ela tome muitas decisões. E Eleazar?! Xiii... coitado desse aí, alguém vê ele sendo usado de João-bobo nessa história? É... aguardem e verão... ele vai ser muito usado por todo mundo.
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Bom... eu sempre quis colocar em uma fic minha um Domward, e eu sabia que em algum ponto desta aqui iria acontecer, assumo que o começo deste capítulo não estava nos meus planos, mas de uma maneira estranhamente boa ele serviu como uma luva para o contexto e para o enredo da fic. *seca a lágrima de orgulho* Mas alguém aí notou que esse relacionamento D/S entre Senaward e Bellorra não será idêntico aquele que a maioria leu em fics que focam especialmente neste tipo de relacionamento, não é mesmo?! Já aviso que ele vai fazer algumas coisas que nem mesmo relacionamentos BDSM aceitam, estejam com as mentes abertas.
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Obrigada a todos que leram, comentaram ou não, infelizmente ou felizmente nesta fanfic os capítulos saem muito maiores do que eu gostaria de fazê-los, mas mesmo as vezes tornando cansativo espero que vocês deixam suas opiniões, elas são muito importantes e eu tentarei sempre respondê-las, caso eu não consigo, já peço desculpas. Tod, obrigada por betar isto aqui mais uma vez.
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Dúvidas, perguntas, curiosidades, entre outros não hesitem em ir lá no tumblr da fic: fuckyeahsympathyforthedevil(PONTO)tumblr(PONTO)com/ , ou quem quiser usar o formspring para me perguntar o que quiser, fiquem a vontade também: www(PONTO)formspring(PONTO)me/carolvenancio prometo que irei responder todas as perguntas da maneira que puder, ok? Só lembrando que para acessar qualquer um dos dois basta trocar a palavra (PONTO) pelo símbolo, ok?
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Nos vemos no próximo capítulo.
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Amo todos vocês!
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Beijos,
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Carol.
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N/B: Se tem uma frase que me fez gostar mais ainda do Senaward nesse capítulo foi uma coisinha até que simples, que surgiu no meio da narrativa: Ele a queria tão mal.
Ele é extremamente ardiloso, é um charme. Tudo bem que ele também é maquiavélico, e eu senti pena de Eleazar inúmeras vezes. Quem sabe, num futuro incerto, não podemos nos satisfazer com uma vingança vindo por ai? Eu será que sou só eu que só desejo duas coisas desse Edward: ver ele foder e sofrer? Foder no sentindo da coisa mesmo...rs.
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Quando fiquei sabendo desse Universo BDSM que já fez parte da vida dele, achei intrigante. Mas extremamente sexy, porque um Domward viciado em sexo é sinal de alerta na Casa Branca mesmo, um CUIDADO, CACHORRO BRAVO para todas as virgens.
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Mas me pergunto também: será amor, Senador? (olha, até rimou uhauauha) Você vai demorar pra entender o que se passa entre você e a Bellorra ou vamos ter que desenhar nas paredes do seu Gabiente? Mas isso é opinião minha, gente. De beta-que-adora-um-romance. Fatão.
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Assim que o próximo capítulo sair, e acredito que a dona Carol vai elevar a temperatura de todas nós, eu acho que todas as calcinhas voarão. A combinação adultério descarado + Domward ganhando forma + Bellorra encenando sua peça = TÔ PAGANDO PRA VER.
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Deixem suas reviews dizendo o que estão achando, amores! Nem preciso repetir que isso é fundamental pra CI continuar sendo sucesso!
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Bjos,
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Tod.
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GOSTOU OU NÃO, DEIXE-ME SABER.
REVIEWS SÃO O COMBUSTÍVEL PARA NOVOS CAPÍTULOS!
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