Notas iniciais
Oi gente, tudo bem? Desculpem a demora, mas em fim por motivos diversos demorei um pouco espero que ngm tenha me abandonado... Mais uma vez brigada pelos reviews, são tão lindos!! ♥ Nesse capitulo, muitas, mas muitas pistas!!! Em fim, nos vemos la embaixo.

Academia secundária de Seattle. A tela do notebook no colo da garota exibia o web site de uma das melhores e mais antigas instituições educacionais da cidade. Vencedora de diversos prêmios, contava com uma das melhores estruturas do país. Estatizada na década de cinquenta, a escola era uma das mais cobiçadas da região. Entretanto, para se ingressar na instituição, era necessário passar por um processo seletivo complicado, que desestimulava a maioria dos estudantes, já que haviam outras escolas também muito boas na cidade.

–O que esta olhando Carly? –Perguntou Wendy.

–Um blog de saúde e beleza. –Mentiu.

–Legal!

Era uma sexta feira nublada. Estavam sentados em baixo de uma arvore no jardim, Carly, Wendy e Gibby. A primeira pesquisava sobre uma certa escola a que pretendia “visitar”, e os dois últimos, conjecturavam sobre o noivado.

Wendy, tentou da melhor forma possível convencer Jeremy de que eram novos de mais para casar, mas o garoto, demonstrou incompreensão quanto aos sentimentos dela e disse que iriam se casar no fim do ano sem mais conversa pois se amavam, e havia muito dinheiro em jogo. Chocada, Wendy passou a seguir o conselho de Missy. Trata-lo da como se estivesse de fato apaixonada para ganhar tempo. Não contou seus planos de fuga a ruiva, mas buscava nela o apoio para ser falsa com Jeremy como nunca foi com ninguém. E Missy era a maior inspiração de falsidade que alguém podia ter. Comemoraram até altas horas quando Wendy descobriu que a gravidez fora alarme falso.

–Carly, quer ir ao cinema comigo e a Wendy hoje? –Perguntou Gibby meio encabulado.

–E, nem vai dar. Tenho que gravar um vlog hoje de madrugada. Já pediram isso há muito tempo, e eu já marquei com a Sam então... Desculpa.

–Como assim? -Perguntou Wendy. -Que diferença faz gravar durante as sete da noite ou as duas da manhã? Ta escuro do mesmo jeito!

–É mais, mais... Tipo a gente aponta a câmera pela janela, e todo mundo sabe que de madrugada a cidade fica deserta, então...

–Ah, tudo bem. –Suspirou Gibby. – Vamos pra aula?

–Mas ainda nem bateu! –Choramingou Wendy.

–É bom que a gente tem mais tempo pra se arrumar. –Disse Carly fechando o computador portátil e o guardando na mochila. –Aula de Educação física exige um tempinho a mais pra se trocar!

Levantaram e se puseram a caminhar em direção a quadra. Carly não deixou de reparar nos olhares e nos cochichos. Não baixou a cabeça. Desde que um jornalista publicou em um jornal que o Coronel Shay estava sendo investigado em função de denuncias anônimas, as pessoas não podiam vê-la sem fazer um comentário. Tudo o que queria saber é quem teria feito essas denuncias. Seu pai não merecia aquilo, muito menos ela. De repente sabia como Brad devia se sentir todos esses anos.

John Willian era magro, baixo, tinha cabelos aloirados e aparentava ter uns trinta e sete anos. Vestia uma legging laranja com um short azul por cima. A blusa era branca com um enorme colete laranja por cima. Sentado em um banco, ao fundo da quadra, aguardava pacientemente aqueles adolescentes se acomodarem nos degraus que também eram a arquibancada.

Quando todos silenciaram, o homem levantou e se pôs a se apresentar.

–Bom dia. –Disse com voz esganiçada. –Eu sou o senhor Lily e serei professor de vocês até que acabe a licença maternidade da senhora Elizabeth. Isso pode durar alguns meses, então espero que a gente tenha um bom relacionamento.

O homem gesticulava enquanto falava e constantemente apoiava as mãos na cintura. Parecia um pouco espalhafatoso, e não deixou de reparar nos risos debochados por parte de alguns alunos e nos olhares de desprezo de outros.

–Aqui. –Ele apontou para o centro da quadra. –Quero quatro filas aqui, imediatamente.

Após algum tempo, as filas estavam formadas. Ninguém entedia absolutamente nada, mas em uma atitude respeitosa, os alunos aguardavam que o sentido daquilo logo fosse revelado. Mas uma ruga de preocupação se instaurou nos rostos do alunos quando ele ligou duas enormes caixas de som com uma musica um pouco excêntrica.

–Senhor Lily –Chamou Shelby com voz carregada de desprezo. –Hoje seria aula de vôlei!

–Querida, eu gostaria de ver seu diploma de pós-graduada em Educação física!

–Serio? Que coincidência, pois eu também gostaria de ver o seu!

–Detenção!

–Com prazer! –Disse vitoriosa.

–Nesse caso, a senhorita fica. Será minha parceira. Os demais, formem pares.

Foi uma situação constrangedora. Shelby não podia desobedecer, pois seu numero de faltas e advertências não permitia desacatar aquele homem ainda mais. Viu quando Brad pegou na mão de Sam e sentiu as faces queimar. Não podia fazer como Griffin ou Jonah que simplesmente tiraram uma garota qualquer usando como critério a dita cuja estar ao lado? Tinha mesmo que andar alguns passos pra ser o parceiro de Sam?

–Senhor Lily –Chamou Freddie. –Não me sinto bem posso ir a enfermaria?

O homem mirou o garoto de cima a baixo e torceu os lábios numa expressão de duvida.

–Va. Mas na próxima aula, trabalhará dobrado.

Freddie assentiu aliviado. Nem sequer ousou olhar para os demais. Suas faces ardiam ao imaginar Sam com Brad, mas não havia nada que pudesse fazer, era melhor se ausentar do que assistir calado. Na verdade nem tinha certeza se suportaria calado por muito tempo. Mas confiava em Sam. Lamentou pela aula, pois alem da falta, dançar era uma coisa que ele gostava de fazer.

Mas quem ficou lamentou ainda mais. O homem fez os alunos repetirem seus passos extravagantes e alegou que aquilo era muito melhor que qualquer esporte. Segundo ele, “não havia craques ou banco de reservas”, “eram todos iguais”, e “todos podiam fazer aquilo”. Mas a verdade é que ninguém alem dele podia fazer aquilo.

Shelby já tinha passado do vermelho para o roxo, duplamente irritada.

Ao fim da aula, a garota esperou os colegas saírem e imprensou Brad contra a parede usando muita força. Ele a olhou sorriu e assustado. Nunca precisou ter medo dela, mas a situação atual era outra.

–Achei que estivesse tentando esquecer a Sam!

–Eu ja esqueci!

–Ok. –Ela respirou fundo. –Me desculpe. Eu... Vou me trocar pra o almoço... A gente se ve!

Shelby se esquivou do que seria um beijo e saiu com um sorriso forçado. Amava Brad a cada dia mais, e quando pensava que ele podia estar correspondendo, presenciava novas quedas dele pela amiga. Mas ele iria cair na rede. E quando isso acontecesse, ele iria chorar tudo o que ela já havia chorado. Ou mais.


Sam caminhava pelos corredores praticamente vazios do colégio. Não encontrara Jonah ou Griffin após sair do vestuário, e Shelby estava um tanto hostil com ela. Sabia exatamente bem o porque, e tinha que admitir que estava um tanto indignada com a atitude de Brad. Torcia para que Freddie não se aborrecesse outra vez.

Quando passava em frente a porta de uma das salas, uma mão a puxou para dentro. Ninguém percebeu. Freddie fechou a porta da sala, completamente vazia e se encostou na parede trazendo a garota junto ao próprio corpo.

–O que esta fazendo?

–Quero saber se aquele idiota tentou alguma coisa.

–Só tem um idiota que eu deixo chegar perto. Mas não se preocupa que desse eu mesma cuido.

–É? E o que eu você faz quando ele chega perto?

A garota aproximou o rosto devagar. Envolveu o pescoço de Freddie com os braços e roçou os lábios nos dele de leve. Depois se afastou sorrindo.

–Malvada. –Disse enlaçado-a pela cintura. -Sam eu tava pensando. E se a gente abrisse? Pra todo mundo? Eu não quero mais ter que virar o rosto quando esse tipo de coisa acontecer, sair deixando ele a vontade...

–É eu pensei nisso. Foi um transtorno não ter quebrado a cara da Susie.

–É, a diferença é que eu sei por limites. Você simplesmente finge não ver as investidas daquele babaca!

–Ta pondo a culpa em mim?

–Não. Mas essa de que ele é seu amigo, não cola. Sabemos que ele quer ser bem mais do que isso, pra mim aquele namoro dele é só pra chamar sua atenção.

–Quantas vezes vou ter que dizer que gosto de você?

–Eu sei, e isso é muito fácil de resolver. Vamos sair daqui de mãos dadas e assumir que a gente ta junto.

Sam olhou seria pra Freddie imaginando a cena. Os dois caíram numa gargalhada baixa e rápida imaginando a situação. Estavam certos de que ainda não era a hora. Freddie a abraçou de maneira carinhosa. Ficou sentindo a respiração da garota contra seu pescoço por um tempo. Por um momento desejou que alguém entrasse ali e descobrisse tudo. Visse que ela estava com ele e mais ninguém.

–Eu não sei como controlar o Brad. Eu sempre deixei claro que ele era só um amigo, eu sei que ele não desiste, mas o que e posso fazer? É como você com a Carly.

–Para! Não diz mais uma bobagem dessas! As vezes, você parece que acha que eu não quero nada serio com você.

–Eu nunca disse isso...

–Eu vejo em seus olhos. Eu ainda vou te provar o quanto você esta errada.

Freddie levantou delicadamente o rosto da garota e a beijou. Um beijo suave que passava a ela a segurança que suas palavras não conseguiam. Não conseguia imagina-lo enfrentando a mãe. Mas naquele momento, nos braços dele, desejou que o tempo parasse. Mas não parou. Não para. O sinal tocou.



A noite se fez presente trazendo uma fina garoa logo de início. Depois, um céu estrelado cobriu a cidade, que ainda mantinha as ruas molhadas. Eram por volta de sete horas quando Sam saiu de casa e se dirigiu ao ponto de ônibus. Deveria ter saído as seis, mas esperou a chuva passar, pois a mãe havia perdido todos os guarda-chuvas da casa, e ela havia esquecido de comprar outro.

De botas e com um agasalho, Sam entrou no Bushwell Plaza. Observou um belo carro estacionado na frente, se perguntou se Freddie teria sido burro o suficiente a ponto de alugar algo tão chamativo. Cumprimentou Lewbert com um breve aceno e entrou no elevador. Assim que saiu no oitavo andar, deu de cara com Marissa que aguardava para descer. A mulher torceu os lábios e esperou que ela saísse.

Sam saiu lentamente com um sorriso cínico. Não ia baixar a cabeça para ninguém.

–Não sei como deixam certos tipinhos entrar aqui... –Sussurrou a mulher.

A garota continuou andando em direção ao apartamento de Carly. Chegou a sentir pena da mulher. Imagine se soubesse que a dois dias atrás estava no apartamento dela, assistindo “Efeito borboleta” com a cabeça apoiada no ombro do filho dela. E que depois seguiu uma serie de beijos nada inocentes com Freddie. Certamente ela ficaria louca.

Bateu no apartamento de Carly e pouco depois Spencer abriu aporta com um enorme sorriso. Sam o cumprimentou animadamente, mas deteve-se diante dos demais.

O coronel Shay e a esposa estavam sentados tomando chá no sofá. O homem era alto e robusto com uma barba rala, muito parecido com Spencer. A mulher, loira e magérrima, sorriu ao ver a garota. Tinha um estilo moderno elegante e parecia ser simpática. Fácil saber a quem Carly puxou. Um clima constrangedor instaurou-se, mas foi quebrado quando Carly veio sorridente da cozinha e puxou a garota pela mão.

–Papai, mamãe, essa é a Sam. Sam, essa é Amanda, minha mãe, e Charles, meu pai. Senhor e senhora Shay.

Amanda levantou-se gentilmente e deu um breve abraço na garota após beijar uma das faces da menina. O coronel limitou-se a um aceno com a cabeça fazendo Carly corar.

–Você é muito bonita, Sam. –Disse a mulher com um lindo sorriso no rosto.

–Obrigada. – Respondeu embaraçada. -A senhora também.

–Vem, Sam. –Carly conduziu a garota até o quarto. –Já falei a eles que vai dormir aqui.

–Com licença. –Disse ainda desconcertada.

Poderia facilmente agir com o coronel como agiu com Marissa, mas o respeito que a gentileza de Amanda despertava, a conteve.

Sam sentiu o olhar do coronel fulminando-a. Aquilo lhe dava ódio. Não era uma criminosa, que culpa tinha se morava no mesmo lugar que os inimigos dele? Não fosse por Carly, atiraria ovos nele assim que ele saísse.

–Eles vão dormir no hotel. –Disse Carly assim que chegaram no quarto. –Vieram pro noivado da Wendy e do Jeremy no Domingo e resolveram fazer uma visita.

–Por que seu pai não gosta de mim?

–Meu pai esta sendo investigado. E isso começou depois que a gente passou a andar juntas. Ele sei la acha que você é alguma espiã.

–Compreensível. Acho que também pensaria assim. Pensei que fosse por que eu era...

–Ah, o Griffin já foi encher sua cabeça é?

–Hã?

–Ele é um louco. Acha que os meu pai e de todos os seus amigos formam uma liga que tem pacto com o demônio ou sei la o que e que querem exterminar qualquer suburbano que apareça na frente deles...

–E por que ele pensa assim?

–Eu não sei! E sabe o que é pior? É ele esquecer que a mãe dele também já fez parte desse meio.

–Pois é. Fez. Então será que ele não viu ou ouviu alguma coisa?

–Tipo o que?

–Sei la. Mas eles não se conhecem a muito tempo? Então talvez ele ou a mãe saibam de alguma coisa que talvez até possa nos ajudar...

Carly pareceu refletir. Nunca levara Griffin a sério, e depois de sucessivas brigas, deu o fora nele em função de sua paranoia. E se uma dia descobrisse que o tempo todo ele estava certo? Sobre Missy, e todo o resto? Nunca se perdoaria.

–Não. Se arruma ai, que mais tarde temos trabalho a fazer.


Por volta das onze da noite, os três desceram bem agasalhados. O carro que Freddie alugara estava um pouco distante, e era um tanto velho. O que Sam vira era do pai de Carly.

Entraram no veiculo sorrateiramente e se deslocaram até a Academia secundaria de Seattle. Onde estudou o pai de Freddie e Helena. E outros também, mas apenas esses dois eram importantes, afinal, mortos não falam.

Chegaram na escola por volta das onze e meia e aguardaram a saída de todos os funcionários. Agora vinha a parte mais difícil: A invasão. Era o primeiro delito cometido por Carly e Freddie e a expressão de ambos divertia Sam.

–É simples. Da o impulso nas pernas, segura na borda no muro e pula. Tem que ser rápido!

A garota se esticou e subiu o muro com enorme facilidade. Quando já estava sentada em cima do muro, segurou Carly pelas mãos e a puxou. Freddie conseguiu pular sozinho, mas desequilibrou-se e caiu do outro lado gemendo de dor.

–Levanta, agente não tempo pra isso! –Sussurrou Sam. –Tem vigias aqui, temos que ficar em silencio.

O garoto levantou massageando o ombro e seguiu as garotas. Carly parecia ter uma noção de pra onde estava indo já que havia pesquisado na internet a estrutura da escola mais cedo. Era boa em geografia, acertou o caminho de primeira. A escola era ainda maior que o Ridgeway, e de perto, Carly observou, ainda mais bonita que nas fotos da web.

Quando aproximavam-se dos enormes degraus do pátio central, ouviram passos vindo do andar de cima. Lentos e compassados, cada vez mais altos. A pessoa estava descendo. As luzes dos corredores estavam parcialmente acesas, mas o sujeito trazia uma lanterna.

–La vem um vigia! – Sussurrou Sam gesticulando para que eles saíssem de onde estavam.

Os três se esconderam em baixo das escadas apressadamente. Ouviram o som das botas do homem descendo, se aproximando, e depois se afastando. O coração dos três acelerou descontroladamente. O que diriam se fossem pegos?

Saíram lentamente do esconderijo improvisado e subiram. Muitos degraus depois, chegaram a secretaria. Entraram na sala e dentro vislumbram uma porta onde se lia: “Sala de arquivo. Um sorriso se desenhou no rosto de Carly. A porta estava trancada, mas Sam logo resolveu a situação. Freddie se perguntou o que faria sozinho, e chegou a conclusão de que já teria desistido a muito tempo.

A sala era pequena, mas abarrotada de estantes e gavetas. Felizmente arrumadas conforme os anos. A turma eles não tinham certeza mas era entre 1980 e 1985. Não demoraram muito acharam uma prateleira de 1983. Começaram a vasculhar todas as pastas até encontrarem uma na qual havia a foto de Ana Gibson. Os demais logo foram aparecendo.

Helena Petrescot. La estava a mulher sem graça, rindo timidamente. Seu currículo era surpreendente. A garota era um gênio. Suas premiação em feiras e concursos, estava tudo arquivado. Não só ela, como também os demais, afinal era pré requisito ser inteligente para ingressar ali. Mas o que chamou sua atenção foi o seu endereço. Ficava no subúrbio. Carly leu essa parte tão baixo que os outros dois não ouviram.

–O que? –Perguntou Freddie.

–Ela morava no subúrbio da cidade!

–Ótimo, — Exclamou Sam. -fica mais fácil, anota o endereço pra gente poder analisar depois.

Carly encarou Sam incrédula. Ela não era burra ao ponto de não notar o que estava acontecendo. Definitivamente não. Apenas tentava disfarçar o choque.

Observaram mais algumas pastas e surpreenderam-se com o histórico de brigas de Frederick. Pra um nerd, ele parecia um pouco diferente da maioria. Os dos demais eram extremamente comuns.

Saíram da sala após organizar as coisas em seus devidos lugares. Havia certo constrangimento entre eles. Não fazia sentido. A divisão velada da cidade se deu apenas após os anos 90, até então isso não seria uma desculpa para o pai de Freddie abandonar a moça.

Repetiram o trajeto, pularam o muro com as mesmas dificuldades e atravessaram a rua completamente deserta entrando no carro. Não fosse o sono que tomava conta dos três, a situação seria ainda mais desconfortável.


Sam acordou no colchonete ao lado da cama de Carly. A outra ainda estava dormindo. Sam vestiu-se e desceu silenciosamente. Estava morrendo de sono. Ainda eram oito horas, eles haviam chegado em casa as duas, e ela só pegara no sono as quatro. Mas a decisão estava tomada.

Saiu do apartamento de Carly e desceu alguns andares. Bateu a porta de Griffin e esperou. Uma mulher abriu a porta e surpreendeu-se ao vê-la.

–Bom dia, o Griffin esta?

–Sim, querida, mas esta dormindo hoje é sábado.

–É que é meio urgente.

–Tudo bem. Bata na porta do quarto, pro caso dele estar... Descomposto.

Sam assentiu com um sorriso tímido. Olivia era a mãe de Griffin, a mulher simpatizava não só com ela mas com toda a Purple. Griffin sempre dizia que ela se sentiu aliviada quando ele abandonou Carly e passou a andar com ela e os demais. Nunca deu importância, mas agora queria saber o porquê.

A casa de Griffin era parecida com a de Freddie, porem mais clara. Era espaçosa e com moveis modernos. Algumas flores naturais exalavam seu perfume em cima das mesinhas nos cantos. Era um lugar agradável. Exceto pelo quarto de Griffin, que vivia sempre na maior bagunça.

Sam não bateu a porta, entrou e a fechou. Ele dormia de bruços sem camisa exibindo um belo físico. Coberto da cintura pra baixo, não permitia ver se estava despido por completo. Sam se aproximou do seu rosto curvando-se ao seu lado.

–Griffin, acorda!

O garoto abriu os olhos lentamente e depois sentou na cama assustado. Seu sobressalto revelou o short folgado que usava.

–Sam? O que faz aqui? –Perguntou puxando a coberta.

–Preciso falar com você.

–Não podia esperar eu acordar?

Sam sentou numa poltrona ao lado da cama do garoto.

–Eu quero que me diga exatamente o que sabe sobre os Shays e os Bensons.

–Por que?

–Não sei. Quero saber o que há de errado com aquela gente! Eu entrei la ontem e o coronel estava la. Ai ficou me olhando com cara de quem comeu e não gostou. Ele acha que eu tenho culpa no que esta acontecendo com ele, por que?

–Não sei. –Ele fez um ar debochado ridicularizando a falsa ingenuidade da garota.-Ah, não seria por que você é amiga do filho do Ronald?

–E o por que sua mãe ficou aliviada quando você se afastou deles?

–Sam, o que aconteceu?

–Perguntei primeiro!

–Eu não sei de nada, o que sei já te disse. Como eu disse, são hipócritas e mau caráter, mas acho que você já deve ter percebido sozinha.

–Pois é. –Disse levantando. -Agora volta a dormir.

–Esse era o assunto urgente?

–Era. Ta muito difícil continuar sabe? Se você me confirmasse alguma coisa grave eu juro que desisti ria dessa droga de web show agora!

O garoto pareceu pensar por um tempo, depois sorriu dando de ombros.

–Fica pra tomar café comigo. Só vou me trocar!

–Ta bom! –Aceitou animada.

Sam sai do quarto deixando o garoto sozinho. Viu um vulto no corredor e caminhou até a sala. Olivia estava sentada lendo um jornal, arrumada para ir trabalhar.

–Sam, sente-se, tome café comigo.

–Obrigada.

–Sam, você vai me desculpar. Mas quando te vi aqui tão cedo pensei que o Griffin tivesse aprontado alguma. Eu ouvi parte da conversa de vocês.

–Ah... foi?

–Sam, eu estudei muito tempo com o Fred, a Marissa, o Charles, o Michael, a Ana.... E acho que o que realmente ainda nos mantém vinculados é o fato de os nossos filhos tenham a quase a mesma idade e estudem no mesmo lugar.

–Sei..

–Eu tenho medo de que isso não seja a toa. Que seja a vida querendo nos pregar uma peça. Eu fiquei tão feliz, tão feliz quando meu filho saiu de perto deles e passou a andar com vocês... Então eu te peço. Não envolva meu filho com essa gente.

–O que eles fizeram pra a senhora ter tanto horror a eles?

–Nada. Coisas de adolescentes, sabe? Mas eu te garanto, minha querida. Se você não se envolver emocionalmente com nenhum deles, nenhum mal vai te acontecer.

Sam ficou em completo silencio. Sorriu gentilmente para Olivia que lhe deu um beijo no rosto e levantou indo trabalhar. Sam percebeu que ficara sozinha com Griffin. Já havia ficado antes, mas agora não podia.

–A mamãe já foi? –Perguntou o menino surgindo. –Alo!! Planeta terra para Samantha!

–De que diabos você e sua mãe estão falando heim? –Perguntou impaciente.

–Minha filha você é cega? –Griffin se jogou no sofá ligando a TV. — O Cartney e o Roger vão casar os filhos por causa de uma sociedade estúpida. O Robinson vive jogando a filha pra cima do Benson pra por as mãos na loja e por ai vai... É uma gente baixa!

Uma luz se acendeu na mente de Sam. Quis sair dali correndo, acordar Carly e Freddie. Mas limitou-se a dar de ombros e devorar as torradas a sua frente. Na Tv, um noticiário exibia a reportagem de uma mulher que havia matado outra por ciúmes.

–Será que ela seria pega tão facilmente se tivesse cúmplices? –Comentou Sam.

–Seria. Não existe crime perfeito. A menos que a pessoa seja muito inteligente.

–Tem muitos crimes sem explicação até hoje...

–Sabe por que? –Griffin mastiga ruidosamente uma torrada enquanto falava. -Por que o criminoso articula tudo para que as pessoas pensem de um jeito quando na verdade aquilo não tem nada a ver. Mas sempre, sempre tem uma ponta solta. A Carly sempre falava de uns livros assim...

–Ainda fala. Qual você acha que é a ponta solta no caso Benson?

–Sei la. Pra mim é o Petter. Pegando ele, descobrem tudo.

–Impossível. –Sam deu uma gargalhada baixa. -Ele pode te mudado de nome, ter feito mudança de sexo, como vão acha-lo?

–É. Mas todo mundo tem uma família. A do Petter só uma pessoa sabe quem é. E ela nunca vai abrir a boca. Sabe por que?

–Por que mesmo tendo sido traído ele não trai. O Ronald. É claro.

Sam se perguntou como não havia pensado nisso antes. Crawelt era tão estranho, que mesmo podendo diminuir sua pena, resolvera proteger seu comparsa traidor. Ele se dizia fiel aos seus princípios criminosos. Mas era estranho. Não era a toa que inventaram que tinham um caso. Mas eram boatos. De uma vez por todas precisava saber o que eram fatos e o que eram boatos.


Notas finais
É isso gente, sabe o que eu queria? Postar o prx cap agora! Mas não posso. Não ta pronto... E então?? Me digam o que vcs acharam e pfv continuem palpitando eu amooo os palpites!! No prx cap tem mais romance. Espero que tenham gostado fiz esse cap com muito carinho!! E se não ficou legal me desculpem, sim? Ai vcs tbm podem falar o que não ficou bom!!:) Bjos gente até mais!!