Conexões Improváveis

4 Capítulo 3 – inimaginável


Notas iniciais
Oi gente! É a Juliane, Ju pra vcs kkk Estou passando aqui pra agradecer a todos que estão lendo essa história louca que saiu da minha cabeça! quero dar um obrigada especial pra JuhRodrigues por ter comentado, significou mto pra mim! Por favor comentem pra que eu fique mais animadinha ok? XD Aproveitem o capitulo, espero que gostem, bjoss

O elevador segue até o quinto andar sem mais paradas.

– Viramos a direita rápida e silenciosamente! – Ryan diz e em seguida as portas do elevador se abrem.

Por sorte não há ninguém no corredor que se estende diante de nós com iluminação um tanto precária. Começamos a andar tentando emitir o mínimo de ruídos possíveis, então chegamos a uma porta. Ryan tira de seu bolso um pequeno dispositivo e o posiciona ao lado do painel da porta, esta solta um pequeno bipe que, dadas as circunstâncias parece estrondoso, e então se abre revelando paredes acinzentadas repletas de compartimentos similares a gavetas.

Adentramos a sala e a porta se fecha atrás de nós. Soltamos o corpo inconsciente de Davis no chão e nos fitamos, ambos espantados.

– O que foi aquilo? – pergunto incrédula.

– Era isso ou o plano desmoronava! – Ryan se explica enquanto coloca a mão direita sobre a testa, parece não acreditar no que aconteceu.

– O plano já desmoronou! – tento traze-lo a realidade.

– Ainda não! – ele diz, vai até uma das gavetas e pressiona o dispositivo que utilizou para abrir a porta nela, o compartimento se abre revelando o que parece uma cama, ela parece se sustentar sobre um campo eletromagnético já que começa a flutuar sobre o chão. Ryan a arrasta até o corpo – Me ajude! – ele suplica enquanto começa a erguer o corpo de Davis.

Eu vou a seu encontro e ajudo-o, conseguimos coloca-lo dentro do compartimento. Davis começa a se mexer e percebemos que está prestes a acordar. Rapidamente Ryan retira de seu bolso um tubo que após ser pressionado na lateral expele uma fina agulha, Ryan o insere no pescoço de Davis que instantaneamente para de se mover, então ele empurra a gaveta de volta para a parede selando o destino de Davis.

Ryan vai até um painel no canto esquerdo da sala e meche freneticamente neste, segundos depois ele para e respira fundo, parece momentaneamente aliviado.

– Ele está em coma agora... – Ryan murmura com pesar – Walker vai dar um jeito de não notarem seu sumiço! – seus olhos parecem estar a ponto de derramarem lágrimas.

Me aproximo dele e pouso minha mão suavemente sobre seu ombro, graças a pouca diferença de altura consigo fita-lo diretamente nos olhos sem erguer muito o pescoço.

– Sinto muito! – digo percebendo que ele não é o mesmo tipo de pessoa que eu, o tipo que faz o que deve ser feito e não se deixa atingir, não importa quão horrível tenha sido.

– Vai valer apena! – ele sussurra e trinca a mandíbula.

– O que quer dizer? – pergunto um tanto confusa.

– Isto é maior do que a morte de seu irmão Aya, quando acordar vou lhe explicar tudo! – ele diz determinado.

– Acordar? – pergunto e retiro a mão de seu ombro encarando-o.

– Vou ter que seda-la pra levantar menos suspeitas sobre nós! Vai acordar em no máximo 2 horas! – ele diz e então vai em direção a uma gaveta fazendo-a planar sob o chão como fez com a outra.

– Ok! – murmuro e sem muitas opções vou até a gaveta, mas antes que eu me deite nela, Ryan parece ter algo a dizer.

– Vai ter que... Tirar! – ele parece sem graça – Mas a roupa íntima não precisa... – ele abaixa a cabeça e coça a nuca desconfortável.

– Certo... – digo meio incrédula após alguns segundos de silencio constrangedor, então começo a tirar a blusa preta que me foi dada, em seguida tiro as calças e as sapatilhas, restando apenas minha roupa intima preta.

Começo a subir na gaveta e Ryan me ajuda um tanto sem jeito, então ele tira de seu bolso outro tubo, similar ao que usou em Davis.

– Vai dar tudo certo! – ele diz confiante e sorri timidamente.

– Espero que esteja certo! – digo e respiro fundo – Vá em frente!

– Quando acordar eu talvez não esteja aqui, mas vou me oferecer como médico para o seu acompanhamento! – ele diz compenetrado – Até daqui a pouco! – ele sorri suavemente e sinto uma leve pressão na lateral esquerda de meu pescoço seguida por uma suave picada.

Meu corpo começa a se relaxar e pouco a pouco sinto um leve sono se aproximar de mim. Os olhos azuis e vibrantes de Ryan são minha última visão antes que tudo se apague.

∞ ∞ ∞

– Para com isso pirralho! – uma garota de 8 anos grita em um misto de risadas, diversão e irritação.

– Não devia ter comido o meu bolo! – o garoto de 7 anos que a ataca fazendo cocegas fala em meio as risadas de sua irmã e as dele próprio.

– Crianças! – uma mulher de cabelos negros que se encontra sentada ao lado dos irmãos impõe ordem.

– Deixe-os brincar Ivy! – o homem com cabelos loiros acinzentados que dirige a pequena van com suprimentos médicos diz risonho.

– Você sabe como Aya ama cocegas Connor! – ela diz sarcástica e divertidamente.

– É! Ela ama sim mamãe! – o garotinho diz enquanto balança as pernas que mal alcançam o assoalho do carro.

– Seu pirralho irritante! – a garota, eu, digo e abraço a versão mais nova de meu irmão.

Dentre todas as memórias que meu cérebro poderia me oferecer ele resolveu me relembrar desta, a pior de todas. Tento avidamente fazer minha mente despertar antes que o pior aconteça.

– A gente tá chegando? – Jason pergunta enroscado nos braços da irmã, meus braços.

– Não apressadinho! – meu pai responde sorridente a pergunta mais feita nas últimas duas horas.

– Mais meia hora e estamos em casa meus amores! – minha mãe tenta acalmar os ânimos.

– Viajar é horrível! – digo e me remexo no banco – Minha bunda tá doendo mãe!

– A minha também! – Jason se manifesta e todos riem em conjunto.

As risadas perduram no ar por mais alguns instantes, até que Connor avista um amontoado de carros no horizonte.

– Crianças... – ele começa preocupado enquanto reduz a velocidade do veículo – Vão lá pra trás como combinamos!

– Mas pai! – eu digo inconformada.

– Vão! Isso é uma ordem! – ele repete.

– Vão queridos! – Ivy diz e beija suavemente a testa de minha versão mais nova e emburrada — Amo vocês!

– Também te amo, mas não quero ser sufocada pelos peidos do Jason! – digo realmente sentida enquanto entro no pequeno compartimento da van, seguida por Jason.

Minha mãe ri suavemente.

– Façam silencio quando pararmos! – ela diz.

– Vai dar tudo certo! – Connor murmura.

Alguns minutos depois a van para diante dos três carros que se dispõem no meio da estrada obstruindo-a.

– Desçam da van!- uma voz feminina grita.

As portas se abrem e Connor e Ivy saem da van. Tudo que eu e Jason vemos através da grade do compartimento é a lataria do teto da van que se estende sobre nós. Não sei se conseguiria conviver com as imagens do que vem a seguir...

– Onde está a cura? – outra voz, masculina, pergunta impaciente.

– Não há cura! – Ivy diz com voz tremula.

– Nós ouvimos as notícias! Os caras lá de cima a encontraram e mandaram pra cá! Nos dê ela! – a mulher grita.

– Vocês sabem que são apenas boatos! – Connor diz tentando parecer calmo.

– Não podem ser! – o homem diz enfurecido e o som de objetos se chocando ecoa pela estrada deserta.

– Não faça isso, por favor! Não há uma cura! – Connor diz desesperado e o choro de Ivy enche meus ouvidos.

Jason me abraça fortemente.

– Eu tô com medo! – ele sussurra com voz tremula enquanto sinto suas lagrimas molharem meu tórax.

– Vai ficar tudo bem! — digo chorando silenciosamente – Eles disseram que ia ficar tudo bem! Eles são adultos e sabem das coisas lembra?

Jason choraminga e eu o abraço mais fortemente.

– Se não nos der a cura, a sua mulherzinha vai morrer por sua causa! – o homem fala com uma calma perturbadora.

– Não há cura! – Connor diz com voz de choro – É uma vacina, mas ninguém testou ainda, e nós não a temos!

– Mentiroso, é isso o que você é! Onde está a cura? Diga ou eu puxo o gatilho! – a mulher grita e eu abraço Jason ainda mais fortemente.

– Não há cura! – Connor diz em meio a soluços de choro.

– Eu te amo! – Ivy diz e um estouro ecoa.

Coloco minha mão sobre a boca de Jason e o seguro firmemente. É Minha responsabilidade cuidar dele. Meu choro se intensifica.

– Não! – Connor grita, em seu grito há uma dor inimaginável. Uma dor que eu sinto até hoje.

Outro tiro ecoa.

Jason me aperta e nós deixamos alguns gemidos de choro escapar.

– Peguem suprimentos médicos na van e vamos embora antes que os outros cheguem! – o homem ordena.

– Por que não levamos a van Joe? – a mulher pergunta. Um ódio fervente cresce em mim.

– Porque a van tem localizador idiota! – o tal Joe responde e o barulho das portas traseiras da van abrindo enchem meus ouvidos.

– Andem logo! – outra voz masculina ordena.

Batidas de pés inundam o veículo, um homem negro e uma mulher asiática com uma tatuagem de dragão no braço pegam tudo que encontram pela frente, por estarem com pressa não notam o compartimento no qual estamos escondidos e rapidamente vão embora.

O motor dos carros ruge e seus pneus cantam no asfalto. Ficamos paralisado e unidos em nosso esconderijo por alguns minutos, até que eu levanto a grade que está sobre nós.

Jason chora agarrado em mim.

– Fique aqui! Entendeu? – ordeno chorando.

– Ma-as...

– Fica Jason! – digo e levanto.

Passo pelas portas escancaradas da van e dou a volta na mesma, minhas pernas trêmulas andam vagarosamente. O barulho de helicópteros ecoa pela estrada e o vento forte produzido por suas hélices me derruba. Eu engatinho para a frente da van e me deparo com dois corpos. Meus pais.

Meu choro se mistura com urros de dor e sem forças eu caio em cima de meus braços. Fico ali, a centímetros dos dois, a centímetros da poça de seu sangue, deitada sobre minhas próprias lágrimas.

– Aya? – ouço a voz de Jason em meio ao barulho dos helicópteros. Homens vestidos de preto descem de ambos.

Reúno forças que eu não tenho e me levanto para impedir Jason de ver o que eu vi. Corro até ele e o abraço, acolho sua cabeça em meu ombro e giro seu corpo de forma que fique de costas para a horrível visão que presenciei.

– O que aconteceu? – ele pergunta inocentemente em meu ouvido.

– Nada! Só não abra os olhos! – minto com voz rouca.

Os homens cobrem os corpos com sacos pretos. Dois deles vem até nós.

– Venham conosco crianças! Não vamos machucar vocês! – um dos homens diz com pena estampada em seu rosto. Meus olhos param sobre a gigantesca arma que se encontra pendurada em seu dorso, o homem percebe – Ela é pra proteger vocês! Vamos! – ele estende a mão para que eu a pegue. Eu o faço e solto Jason de meu abraço segurando-o agora apenas com meu braço esquerdo. Ele afunda a cabeça ainda mais em meu ombro.

Sigo o homem até o helicóptero enquanto juro pela honra de minha família que vou matar aqueles que a tiraram de mim. Vou matar Joe, vou matar o homem negro, vou matar a mulher de tatuagem de dragão e vou matar quantos forem necessários para chegar até eles.

Notas finais
Espero que tenham gostado! Comentem por favooor!!!!! Até o próximo capítulo!