Notas iniciais
Disclaimer: Infelizmente TWILIGHT não me pertence, mas essa fanfic sim. Por favor, respeitem!
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Capítulo onze – Necessidade

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“Os homens prudentes sabem sempre tirar proveito
dos atos a que a necessidade os constrangeu.”

- Nicolau Maquiavel -

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Mesmo depois de minutos que Isabella havia deixado o Gabinete, Edward ainda sentia o êxtase inigualável do ato sexual que partilharam, e por mais que vez ou outra bebericava o seu uísque ou acendia um novo cigarro, ele ainda estava revivendo em sua mente os momentos submissão de sua amante.

Pela primeira vez em sua vida, Edward admitiu – mesmo que para si mesmo, pelo menos – que finalmente havia encontrado uma parceira sexual a sua altura, definitivamente suas buscas a partir daquele momento se encerrariam e todas as mulheres agora em diante estariam arruinadas para ele. Se existisse realmente a história de completude entre dois corpos, o de Isabella definitivamente era o dele.

Todavia Edward diante a sua reflexão pós-coito deparou-se com um novo empecilho: estaria ele apaixonado por Isabella? A questão tão rápida como veio, foi respondida: não. Ele não estava apaixonado ou se apaixonando por ela, talvez ele estivesse apaixonado pela ideia de possuí-la como se possui um carro, ser seu dono, o único que consegue leva-la a lugares antes completamente desconhecidos, proporcionar momentos sexuais memoráveis.

Mas o que ele queria da bela e submissa senhorita Swan? Mais uma vez a resposta veio com rapidez: ele queria tê-la, desfilar com ela por todos os lugares, fazê-la sua, causar a inveja em todos que vissem a mulher linda, inteligente, sensual e principalmente submissa ao seu lado. Mas como fazer isto? Mais uma vez a resposta veio em sua mente com facilidade: ele precisava se casar com ela.

Entretanto como fazer isto sem manchar a sua imagem de marido leal e fiel? Essa infelizmente era a única resposta que ele não tinha; e Edward Cullen odiava, mais que tudo, não ter uma resposta clara.

De repente a conversa que tivera com Seth pela manhã voltou a sua mente como um caminhão cheio de concreto. Tanya com certeza absoluta nomearia Rosalie Hale McCarty, sua prima e esposa de seu melhor amigo, como advogada; e se tinha uma pessoa em todo mundo capaz de foder Edward em um processo de divórcio essa pessoa era Rosalie. Além do fato dela ser uma feminista fervorosa, ela tinha contato com as garotas que trabalhavam no Denier Plaisir, era óbvio que ela tinha contato com Leah, que pela quantia certa de dinheiro não hesitaria nem por um segundo entrega-lo de mão beijada para a advogada de sua esposa.

O político sentiu mais uma vez uma onda de raiva avançando por seu corpo, se alastrando como fogo em palha, contudo, antes de se ver consumido por sua ira, ele tentou focalizar o momento inesquecível que partilhará com a sua assessora de imprensa, porém, um flash de conhecimento, de lembrança pelas lágrimas e pelos protestos dela dominou a sua mente. Imediatamente Edward sentiu um gosto amargo em sua boca, nublando completamente as lembranças de sua fantasia.

Ele odiou os seus pensamentos com tanto fervor como odiava sua esposa, seu primo e até mesmo Rosalie; era bizarro, completamente não característico dele sentir remorso por algo, mas aquela sementinha cheia de culpa já havia sido plantada em sua mente, e, somente isso fora capaz de virar o seu humor completamente ao contrário do que ele estava.

Tentando avaliar a sua culpa, Edward se focou em um mantra: “ela havia aceitado, ela sabia como jogar, ela queria aquilo, ela estava excitada!”, e por mais que quisesse acreditar veemente naquilo ele sentia uma dificuldade inexplicável de fazê-lo.

Frustrado ainda mais com a sua linha de pensamentos, Edward virou o restante do líquido âmbar que continha ainda no copo baixo, porém invés da queimadura apaziguadora que o uísque lhe proporcionava, desta vez ele sentira um amargor, como se punhais de fogos estivessem sendo enfiados em sua traqueia e esôfago.

Ele então percebeu que precisava esquecer. Focar seus pensamentos em uma só coisa, e a melhor coisa a se focar era no seu iminente divórcio, era só a partir daquele maldito papel finalmente assinado, desvinculando Tanya de si, que Edward poderia começar a pensar nos próximos passos de sua vida.

Soltando um suspiro exasperado o político recolheu suas coisas e deixou o seu Gabinete, não deixando de trancar as portas, afinal, nos dias de hoje não podia se confiar em ninguém.

O caminho para a sua casa foi rápido, ele tentava focar seus pensamentos em tudo, menos de que pudesse ter feito algum mal a senhorita Swan. Edward rugiu frustrado consigo mesmo. Por que ele se preocupava tanto com o bem estar daquela mulher? Ele nunca fora assim, ele nunca se importara, o que ela tinha de diferente que fazia com que ele se importasse, será que seu instinto sexual, seu desejo pelo sexo daquela mulher era tão forte que nublava seus pensamentos e confundia suas emoções?

Mas Edward Cullen nunca tivera emoções. Emoções eram para seres fracos, que se deixavam influenciar por sentimentos que só serviam para enganar, frustrar e causar problemas. Seu avô Anthony havia sido muito claro em seu discurso um pouco antes de morrer:

“Edward não deixe que suas emoções o vencem, emoções são perigosas elas nos enganam, fazem nos acreditar que tudo está certo quando não está. Cuidado com o seu desejo, também, o desejo sexual de um homem é uma emoção que pode causar sérios danos em seus ideais. Nunca deixe a necessidade de uma mulher te enlouquecer, te dominar como um animal selvagem enjaulado”.

Definitivamente ele não estava sendo vencido pelas emoções ou necessidade, a prova disso era o que partilhara com Isabella há algumas horas; aquilo era a prova de que as emoções não estavam no meio, talvez o desejo sexual, contudo o Coronel da Força Aérea Americana acreditava que poderia controlar o seu desejo, afinal, desejo era como uma lâmpada que se pode acender e apagar quando quiser, e, se tinha alguém que poderia ter controle do seu próprio desejo sexual esta pessoa era Edward Cullen.

De repente Edward percebeu que a sua suposição de que Isabella havia arruinado todas as mulheres para ele era ridícula, nenhuma mulher seria capaz de tirá-lo de seu jogo. Ele era um homem sexual, que amava sexo, que encarava o sexo como uma parte fundamental de sua vida. Alguns poderiam dizer que ele era um viciado em sexo, mas ele sabia que não era, porque um viciado necessita da droga, e ele iria provar que ele não necessitava da droga que atendia pelo nome de Isabella Swan, qualquer outra mulher seria capaz de provocar as mesmas reações que ela provocara.

E com essa afirmativa em mente, o político deixou o seu carro e entrou em sua casa.

Surpreendente a casa estava silenciosa, Edward ficou intrigado com o silêncio, acreditando que Tanya não sairia tão facilmente dali, assim, com passadas rápidas subiu até a suíte principal indo para o closet para verificar se as coisas dela ainda estavam ali. Apesar de não querer assumir, o ruivo estava surpreendido, todas as coisas que eram de Tanya haviam sumido, não havia nada que lembrasse que ela já dividira um espaço ali, sequer resquícios de seu perfume eram sentidos no interior amadeirado do closet.

Ele sorriu amplamente, satisfeito que ele havia ganho aquela batalha. Ela havia acatado a sua ordem e deixou a sua casa. Fugazmente uma sensação de que isso poderia contar a seu favor brilhou em sua mente, ele queria contar a Seth que Tanya havia abandonado o lar, violando assim uma das cláusulas do pré-nupcial, contudo, rapidamente essa hipótese fora descartada, afinal se Tanya havia deixado ali, era porque Rosalie havia a orientado para tal.

Uma nova avalanche de fúria dominou seu corpo, e arrancando o seu blazer e sua gravata, Edward voou para o andar de baixo em seu escritório a procura de seu uísque, não que a bebida ajudaria ele se acalmar, mas como não tinha escolha o uísque e seus cigarros teriam que ser suficiente para acalmar os seus nervos, pelo menos até o dia seguinte quando poderia aliviar seu estresse consumindo sexualmente sua adorada assessora, sua querida amante senhorita Swan.

Tentando focar seus pensamentos para águas mais calmas, Edward fechou seus olhos e por alguns minutos conseguiu relaxar, como poucas vezes conseguira desde que assumira o seu cargo no senado, porém quando estava em um meio caminho entre estar acordado e dormindo um som de passos pesados e coisas caindo no chão o despertou, imediatamente o político ficou em alerta, temendo a sua segurança, contudo sendo surpreendido por seu filho, Alec.

- Porra, Alec! Por que toda essa zona?! Você está bêbado ou drogado, ou será os dois essa noite? – inquiriu Edward sarcasticamente, uma vez que não era nem a primeira, nem a última vez que seu filho chegava em condições alteradíssimas em casa e aprontava alguma coisa na rua, sempre sobrando para o Senador cobrir os erros do filho.

- Cale a maldita da sua boca! – exclamou Alec lívido. – O que você fez com ela? O que você fez com a minha mãe?! – exigiu.

Edward controlou-se para não rolar seus olhos, invés disso se serviu de uma nova dose de uísque, sem sequer se preocupar com a ira de seu filho. Alec em contrapartida não estava nada satisfeito com a indiferença do seu pai.

- Você é um bastardo arrogante, que só se preocupa com o seu próprio umbigo ou então foder a sua nova vagabunda! – brandiu. – Será que você não percebe que aquela vagabunda deseja tudo o que você tem?! Ela quer deixa-lo sem nada, ela quer foder com você, e você, otário, acreditando que ela gosta apenas de fazer sexo com você!

O político que estava de costas para o seu filho, segurando o copo de uísque, sentiu a sua ira se alastrar pelo seu corpo, e quando o copo estourou em sua mão, espalhando o conteúdo âmbar por sua calça e tapete, enquanto pequenos fragmentos do vidro adentravam a sua pele fazendo-a sangrar.

Edward sabia que não podia mais tolerar essa insubordinação de seu filho, a falta de respeito de Alec direcionada a ele, que sempre o apoiara e quisera o bem era ultrajante. Definitivamente Tanya havia feito um bom trabalho em envenenar a mente de seu filho contra o pai. Ela ia pagar caro por isso, se tinha uma única coisa em todo universo que Edward presava mais que o poder que tinha, era o amor por seus filhos, e ouvir essas palavras de Alec era pior do que alguém tentando mata-lo.

Com passadas rápidas em direção ao lugar em que seu filho estava com um olhar maníaco – e obviamente drogado -, Edward o agarrou pelo colarinho de sua camisa o empurrando até a parede onde com seu braço pressionou a traqueia de seu herdeiro.

- Cale a sua boca! Eu sou seu pai e exijo respeito, entendido Alec? – inquiriu com a voz amarga e gélida.

- Vai se foder! Você não merece respeito! – vociferou o rapaz, Edward tornou a apertar o seu braço contra o pescoço de seu filho que se debatia para se soltar.

- Retire o que disse, moleque! Eu sou seu pai, tenha respeito! – exclamou Edward, agarrando novamente o colarinho da camisa de Alec e com a outra mão desferindo um golpe na face tão similar a sua de seu filho. – Eu odeio bater em você Alec, mas você me tira a paciência! – disse entre os dentes, dando um novo golpe violento no rosto de seu filho, impondo respeito ao rapaz.

- Covarde! – cuspiu. – O que você fez com a minha mãe?! – exigiu saber. – Por que ela não está mais aqui, e por que ela se recusa a atender as minhas ligações ou falar comigo, o que você fez com ela?! – gritou, pela primeira vez lágrimas de pesar brilhavam nos olhos verdes, similares aos que o encaravam em descrença.

- Típico. – murmurou Edward, afastando-se de seu filho. Era óbvio que Tanya iria fazer parecer que ele era o vilão dessa história, com certeza orientada pela desgraçada de sua prima Rosalie. – Eu não fiz nada a sua mãe. – disse Edward com calma, sentando-se em sua poltrona e retirando um cigarro da cartela de cigarros sobre a mesa lateral. O político tragou uma, duas, três vezes, sentindo a nicotina tranquilizando seus nervos. – Eu e sua mãe estamos nos divorciando, e com toda a certeza a prima e advogada dela orientou para que ela saísse de casa e recusasse suas chamadas ou até mesmo vê-lo. – falou com tranquilidade.

- Por que você está se divorciando da minha mãe? É por causa dela? Da sua nova amante? – cuspiu novamente o rapaz com um amargor palpável em sua voz.

- Primeiro Alec, eu e a sua mãe nunca deveríamos ter iniciado esse casamento, eu deveria ter assumido a responsabilidade pelos filhos meus que ela carregava e ter dado toda a assistência. Eu e sua mãe nunca fomos um casal, eram aparências e agora decidimos que essa farsa precisa terminar, a sua mãe já seguiu em frente...

- Mentira! – exclamou o rapaz. – Minha mãe tem medo de você assim como todo mundo que o cerca, ela nunca o trairia, pois sabe que você não mediria esforços para cortar o mal pela raiz! Que você acabaria com a vida de quem quer que fosse, em um piscar de olhos como você já fez inúmeras vezes.

- Seu moleque insolente. – levantou Edward em um rompante indo em direção ao filho para desferir um novo golpe em sua face.

- Chega! – uma voz feminina e aguda ressoou por todo o escritório. – Pai, por favor, se acalme. – pediu Jane com um sorriso fraco para o seu progenitor. – E Alec, eu não sei o que... nossa mãe te disse, ou não disse, mas será que você esqueceu das inúmeras noites, dias, semanas, meses de quando erámos crianças e que ficávamos esperando uma misera ligação dela, ligação esta que nunca veio? Será que você esqueceu quantas vezes ela nos renegou? Ela só usa você como uma marionete para enfrentar o nosso pai, que caso você tenha se esquecido, meu irmão, é o único que sempre esteve ao nosso lado, enquanto ela estava sabe-se lá onde!

Alec riu descrente.

- Você irá acreditar neste conto da Carochinha, Jane? Sério?! – perguntou cheio de sarcasmo. – Você realmente acredita que nosso pai nos protege? Que pai é esse que praticamente espanca um filho só porque lhe diz algumas verdades? Que inventa histórias para encobrir as traições que comete, com uma mulher diferente a cada noite, que mente dizendo que a nossa mãe está com outro homem, enquanto ele sempre esteve com mais mulheres que se pode contar.

- Eu acredito. – afirmou com convicção a loira, caminhando em direção ao seu irmão. – Nosso pai pode não ser perfeito, mas ele é perfeito para nós, ao contrário de nossa mãe. – e em um movimento rápido Jane virou a tela de seu celular para o irmão, onde um vídeo de um dos encontros entre Tanya e Eleazar em LA rodava.

Os olhos de Alec se arregalaram.

- É montagem! – acusou.

- Passe pelos vídeos seguintes, você acredita que teria tantas montagens assim? Ou que perderia meu tempo fazendo-as ou mandando alguém fazer? – inquiriu com uma sobrancelha arqueada enquanto o observava o seu irmão passar por todos os vídeos.

Alec ficou pasmo, sem reação diante dos vídeos íntimos de sua mãe desenrolava na tela. Jane e Edward ainda estavam parados no mesmo lugar. Minutos se passaram.

- Tio Eleazar?! – pediu o rapaz, em busca de uma confirmação.

Edward suspirou pesadamente.

- Alec, meu filho – começou Edward vestindo uma mascara de pesar. Definitivamente ele era um ator muito bom. –, a última coisa que eu desejava que você descobrisse, que vocês descobrissem dessa forma era isso. Eu sempre tentei protege-los de saberem isso e se virarem contra a sua mãe. – ele virou sua atenção à filha. – Suponho que você mexeu no meu e-mail novamente?

Jane deu de ombros.

- Desculpe pai. – falou sem realmente lamentar.

- Jane, Jane, Jane. – murmurou o político enquanto a sua filha dava uma discreta piscadela para o pai.

Jane sempre jogara no time de seu pai.

- Como aconteceu isso? Como isto nunca ficou evidente? – pediu desesperado o rapaz.

- Nós todos somos muito bons em esconder essas coisas. – sorriu enviesado. – E aconteceu como era para acontecer, sua mãe e Eleazar se conheceram quando ela estava grávida de vocês, no ensaio do nosso casamento. – contou Edward, esboçando a mentira perfeita em sua mente, tentando passar a sensação de que Tanya nunca fizera ‘nada’ errado, e que o culpado sempre fora ele. Algo que ele tinha certeza que Alec nunca compraria, a sua confiança, fidelidade a sua mãe estava começando a se quebrar e desintegrar aos seus pés.

“Eleazar começou a correr atrás de Tanya, mas ela resistiu bravamente até depois do nascimento de vocês, mas depois que ela entrou em depressão pós-parto e foi para a casa de seus avôs em Los Angeles, ele foi atrás dela. Porém o “caso” entre eles realmente só começou depois, quando eu estava no Golfo.” – pontuou Edward com uma sinceridade e compaixão que eram até capaz de convencer até a si mesmo.

- Mas por que vocês não se divorciaram? – pediu Alec confuso.

- Pelo bem-estar de vocês. – respondeu. – Eu e sua mãe sempre prezávamos o bem-estar de vocês, por isso que não nos divorciávamos, e por causa disso é que entre nós dois tínhamos um casamento aberto. – os olhos verdes de Edward encararam os verdes do filho. – Sua mãe sempre soube das outras mulheres Alec, da mesma maneira que eu sempre soube de Eleazar.

- Por que só agora? – pediu o jovem.

Edward deu de ombros.

- Não sei ao certo. Eu e Tanya há anos estávamos considerando isto, mas nunca era o momento certo, ora por conta da minha carreira política, ora pelos negócios de seus avôs. Fomos sempre empurrando esta situação, até que... – Edward retirou um novo cigarro e o acendeu, dando uma profunda tragada. – até que depois de conversarmos, percebemos que não dava mais. Sua mãe é apaixonada por Eleazar, e eu entendo e aceito isso – mentiu. – Por isso que não posso mais prendê-la nesse casamento de fachada, fazendo-a sofrer. E vocês dois sabem as minhas pretensões políticas; eu quero ser presidente, e para isto eu preciso ter ao meu lado uma esposa que esteja pronta e receptiva a ideia de ser primeira dama, ser um exemplo para as mulheres da América. – declamou com fervor.

Alec piscou, afastando as suas lágrimas.

- E você acha que Isabella seria essa mulher? – inquiriu com uma pitada de ceticismo.

Edward deu de ombros mais uma vez.

- Talvez. Eu não sei Alec, por enquanto ainda não estou procurando uma nova esposa, primeiro eu quero me divorciar de Tanya e resolver todas as pendências, cuidar da sua campanha eleitoral, e só depois pensar nisso. – apesar de toda a conversa ter sido uma grande mentira, pela primeira vez Edward estava dizendo a verdade, aqueles eram os seus planos, mesmo que ele já tivesse decidido seus passos para a procura de sua próxima esposa.

- Se tudo foi amigável, por que ela não atende aos meus telefonemas? – pediu o rapaz com o olhar de uma criança rejeitada pela mãe.

- Acredito que ela esteja com Eleazar, e não quer dizer a você, ou melhor, ele não quer que vocês saibam. – pontuou, decidido a pintar Eleazar como um vilão para seus filhos. – Nunca fora a intenção dele assumir ambos como enteados. Ele não gosta de saber que Tanya tem filhos, principalmente filhos que tem metade dos meus genes.

- Oh! – Alec exclamou pensativo, abaixando o seu olhar e estudando o tapete entre as suas pernas.

Jane lançou um olhar para o seu pai, ela sabia que tudo aquilo era uma enorme mentira, ela podia sentir, apesar de ter nenhuma confirmação, entretanto a loira estava mais do que feliz que finalmente a sua mãe havia deixado aquela casa para sempre e seria questão de meses para que seu pai e ela não fossem mais casados. Jane estava feliz com a ideia de não ter mais que conviver com a sua mãe, ou com a mulher que havia emprestado seus óvulos; Jane pretendia nunca mais olhar para a sua mãe.

- Desculpe pai. – pediu Alec humildemente, encarando com seus olhos esmeraldinos cheios de lágrimas Edward. – Eu falei coisas que não devia, o acusei injustamente. – o Senador teve que conter o sorriso que queria espalhar pelos seus lábios. Sua jogada de colocar a culpa em si e pintar Eleazar como um cara mal tinha dado o resultado pretendido.

- Tudo bem Alec, eu também disse coisas que não deveria meu filho. – falou Edward deixando o seu cigarro fumado pela metade em um cinzeiro e caminhando até onde o filho estava, estendendo a mão para que ele pegasse. – Eu não queria que você descobrisse isto assim, desculpe filho, tente não ficar chateado com a sua mãe. – pediu ele com um falso tom de preocupação.

- É difícil não ficar pai, ela nos enganou todos esses anos. – brandiu o rapaz, segurando a mão de seu pai e num impulso rápido sendo abraçado por ele. – Eu não acredito que ela fez isso. – murmurou.

- Ela está apenas seguindo a felicidade dela Alec. – ponderou Edward apertando mais o filho em seus braços, alguns segundos depois, Jane uniu-se a eles, os abraçando carinhosamente. Aquele momento familiar poderia enganar qualquer pessoa, provando que talvez aquela não fosse uma família disfuncional.

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Terça-feira veio chuvosa para o distrito de Columbia, Edward estava em um humor muito melhor do que no dia anterior, ainda mais com a perspectiva de ver a sua adorável submissa, contudo quando adentrou o seu Gabinete por volta das 10 da manhã e não vislumbrou Isabella, seu bom humor se esvaiu com rapidez.

- Senhora Collins, onde está à senhorita Swan? – inquiriu a Victoria que estava chegando do Departamento Pessoal trajando um vestido cinza claro colado ao seu corpo, acompanhado de um blazer e sapatos negros.

- Bom dia Senador. – cumprimentou a ruiva, testando o temperamento do político.

- Onde está à senhorita Swan? – ordenou sem paciência.

- Ficou doente, tirou a semana toda de licença. Uma gripe ou algo assim. – deu de ombros, entregando a Edward o atestado médico da jornalista.

O político trincou seus dentes enquanto lia o atestado de sua amante. De fato o seu médico havia lhe proporcionado 6 dias de afastamento devido a um vírus gripal extremamente forte. Edward definitivamente não gostou disto, entregou o papel a Victoria com determinada rudeza e seguiu para o seu escritório para começar o seu dia de trabalho.

Tenso e irritadiço, devido a todos os problemas que lhe fora derrubados naquele dia, Edward precisava aliviar a sua tensão, e como Isabella estava fora de questão optou por ir ao Denier Plaisir beber um uísque com Emmett e desfrutar dos prazeres carnais com Leah.

Assim bebendo a sua bebida maltada na companhia de seu amigo de longa data. Edward e Emmett falavam sobre coisas aleatórias, afinal, Emmett sabia que a presença de seu amigo ali no clube não significava uma conversa amigável, mas sim um encontro com Leah, porém antes mesmo da bela havaiana se dirigir a sala vip em que ela e Edward consumariam o ato sexual, uma presença loira e imponente entrou no recinto.

Quem visse a bela e curvilínea loira poderia pensar que ela era uma das tantas garotas que trabalhavam no clube. Porém a loira que caminhava elegante e sedutoramente não estava vestindo as minúsculas peças de renda, tule, cetim; espartilhos, cintas liga, calcinhas fio dental, meias 7/8, ou ainda, exibindo os seus seios fartos. Não, a loira que caminhava em direção onde o político e seu amigo conversavam trajava um elegante vestido branco com detalhes em preto que abraçavam todas as suas curvas sem nada revelar.

Seus saltos tão altíssimos e elegantes como os das garotas que desfilavam seminuas entre as mesas ou que dançavam nos poles-dance espalhados pelo grande palco. Os seus cabelos loiros como a luz do sol caiam em uma cascata lisa até o meio de suas costas. Seus brilhantes olhos verdes escuros eram emoldurados por uma maquiagem extremamente profissional. Um sorriso arrogante e cínico estava firmemente posto em seus lábios e quanto mais próximo ela chegava dos dois homens mais esse sorriso se ampliava.

Edward estreitou seus olhos em fenda.

- Ora, ora, ora. Senador Cullen. – a mulher disse suavemente com um leve toque de escarnio.

- Rosalie. – cumprimentou Edward acidamente.

Rosalie Hale McCarty, esposa de Emmett, prima e advogada de Tanya; Edward não poderia se surpreender, era óbvio que a loira estava vigiando-o de perto, esperando somente um deslize para fazê-lo perder o processo de divórcio. Rosalie era esperta demais, e uma excelente advogada, principalmente se fosse para defender casos em favor de mulheres. Rosalie McCarty era uma entusiasmada feminista.

- Emm, querido, você não prepara um Alexander para mim?! Eu fico fazendo companhia ao Edward. – disse suavemente a loira ao seu marido a quem era muito apaixonada, e apesar de ter um negócio que proporcionava o entretenimento masculino ao exibir mulheres nuas ou seminuas, para Emmett a única mulher que existia era a sua Rosalie.

- Emmett me traga mais uma dose tripla. – pediu Edward cansado tomando o restante do seu uísque em um gole só, afinal, enfrentar Rosalie era a última coisa que ele queria neste dia longo demais.

- Veio encontrar Leah?! – provocou a loira encarando o político com um sorriso enviesado. Pressionar Edward, aquilo era lago típico de Rosalie McCarty.

Edward riu.

- Não. – mentiu, ascendendo um cigarro e dando uma longa tragada.

- Claro. – concordou reticente com um sorriso falso. – Sabe que se eu pedisse Leah não hesitaria em testemunhar contra você, ela ainda não o perdoou pela recusa do apartamento. Na verdade – disse Rosalie, curvando-se para frente deixando o seu rosto alguns centímetros do político. – ela te odeia, e com uma promessa de recompensa ela faria isto com o mais prazer.

- Você sabe que se usar Leah como testemunha você colocaria o nome de Emmett na justiça, certo?! – perguntou o político curvando-se para a loira. – Não sei se você assistiu as aulas de Direito Penal, Rose, mas aliciar e promover a prostituição ainda é crime nos EUA, tenho certeza que você não quer passar os próximos 15 anos visitando Emmett em um presídio, contando os minutos para suas visitas íntimas, que serão assistidas por todos os agentes penitenciários e prisioneiros. – provocou maliciosamente, voltando a sua postura e tragando seu cigarro.

Rosalie apertou seus dentes e fechou seus olhos em fenda.

- Você irá cair Edward, e quando isto acontecer estarei preparada para pisar em você como uma barata e rir da sua cara. – pontuou.

- Não Rosalie, a única pessoa que cairá aqui é você. Afinal não sei de onde a Tanya ira retirar dinheiro para pagar os seus altíssimos honorários.

- Continue sonhando com isso Senador Cullen, a única pessoa que sofrerá pagando meus altíssimos honorários advocatícios é você. Tanya nunca perderá esse processo. – afirmou com convicção.

- E a melhor forma de começar ganhando é fazer com que Tanya não fale com o próprio filho? Bom trabalho Doutora. – replicou sarcasticamente.

- Alec irá viver, e logo perceberá que o único vilão desta história é você, Senador. – replicou com o mesmo tom sarcástico do político.

- Oh claro. Sem dúvidas. – zombou.

- Vai ser lindo vê-lo desmoralizado, a mingua. – replicou Rosalie com um sorriso amplo, uma vez que seu marido retornava a mesa com as bebidas.

Edward bebeu a sua dose de uísque com rapidez. As ameaças de Rosalie eram tão verdadeiras como Seth supôs, e se para o seu bem ele precisava se afastar de Leah por um bom tempo ele faria. Afinal Rosalie era uma excelente articuladora, não que isto precisasse para Leah, mas com as instruções corretas nunca que a havaiana traria o nome de Emmett em seu testemunho. Por isto era melhor prevenir do que remediar.

Frustrado ainda mais, Edward seguiu para o único lugar em que ele poderia ter sexo e nada, nem ninguém iria contestá-lo ou utilizar isto contra ele. O político seguiu para a casa de Heidi, sua amante russa, e por mais que ela não era libertina e selvagem como Leah, ela pelo menos era submissa demais, algo que deveria lhe servir para o momento.

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Sem Isabella no Gabinete durante a semana, e sem poder procurar Leah, Edward todo o dia depois que deixava o prédio do Senado fazia o caminho para a casa onde Heidi vivia, onde ela podia lhe proporcionar algum sexo.

Sexo com Heidi era bom, porém não todo dia, era exaustivo e rotineiro fazer todo dia, é por isto que no final de semana, a sua necessidade de sexo era além do normal, e sabendo que em Washington seria difícil arrumar alguém para sacia-lo, devido à perseguição de Rosalie, o político resolveu no sábado nas primeiras horas da manhã ir à Nova Iorque, para desfrutar de clubes para homens, onde a sua identidade seria altamente preservada.

Poderia se esperar que um fim de semana recheado de sexo, luxúria, desejo, prazer, e principalmente satisfazendo os desejos mais íntimos lhe seriam o suficiente, todavia quando chegou na segunda-feira em seu escritório e questionou mais uma vez sua chefe de Gabinete, Victoria Collins, onde estava Isabella Swan, e a ruiva respondeu que a morena havia protocolado mais uma semana de licença médica, o político se irritou.

Ele precisava de Isabella em seu Gabinete. Ele necessitava fodê-la sem sentido, provar que o último encontro íntimo entre eles foi consensual, que ela queria aquilo tanto quanto ele. Porém ela não viria aquela semana, e por mais 7 dias Edward ficaria tentando afastar os pensamentos de que talvez a tenha machucado e a afastado para sempre.

Talvez, essas duas semanas de licença médica foi à prova de que ela estava procurando um novo emprego, procurando um novo Gabinete para ser assessora de imprensa. O pensamento de perde-la era demais.

Não. Ele não poderia deixar-se consumir por uma mulher. Não. Nenhuma merecia aquilo.

Edward não queria ser dependente dela, mas era isto que estava acontecendo pouco a pouco. Não importava quantas mulheres diferentes ele fodesse da maneira que quisesse, só havia uma que o seu corpo queria.

Ela.

Para sentir a emoção.

Necessidade.

Isabella.

Seu avô lhe avisou que se o desejo sexual em algum momento fosse nublado pela emoção e a necessidade de um só corpo, seria a sua ruína; e por conta disso, das palavras de um moribundo Anthony Cullen, que Edward estava determinado a provar que poderia ficar longe dela, se ela queria sair, seria ela que estaria perdendo não ele.

Sim, o Senador Cullen era uma dualidade incompreensível de pensamentos.

Ao mesmo tempo em que necessitava, repelia essa necessidade; afinal, Edward nunca sentia aquele caleidoscópio de sensações que o assustava. Ele temia que aquelas sensações fosse como uma caixa de Pandora, que depois de aberta espalharia a destruição. O destruiria, o arruinaria; e mais do que tudo, Edward não queria perder tudo o que tinha. O poder que lhe fora atribuído com o seu esforço, tirando tudo e todos que se interpusesse em seu caminho para atrapalhar, ele construiu o seu próprio nome tentando sair da sombra de seu avô e pai, e ele havia conseguido.

Definitivamente ele não cairia na tentação de abrir aquela caixa, ele a manteria fechada, trancada e inacessível. Nada valia o risco de perder o que conquistara com tanto esforço.

Porém a cada hora que se passava de cada dia na ausência de Isabella a sua necessidade por ela aumentava, e a sua determinação de afastar a sua possível destruição pouco a pouco ia se esvaindo como grãos de areia em uma ampulheta.

A sua motivação era fraca demais diante do seu desejo. E por conta disso o seu humor estava ficando terrível a cada segundo, a sua impiedade aumentava, a sua arrogância transbordava, a sua ignorância e impaciência se multiplicavam, o seu cinismo o dominava, sua frieza e indiferentismo se alastravam. Edward que sempre fora uma pessoa ruim, rude e vingativa, estava a cada dia tornando-se pior, era como se a cada segundo ele perdesse a sua humanidade.

Humilhações a todos em seu Gabinete, brigas que poderiam ser evitadas com conversa com os membros do Congresso. Ninguém passava ileso ao seu estado de espírito naqueles primeiros dias da semana. Cada vez que a necessidade por Isabella começava se alastrar como fogo em palha, ele tornava-se mais e mais cruel, mais desumano.

A privação do prazer cru, violento e selvagem que Leah Jones poderia lhe proporcionar, Edward estava ficando mais impaciente. Heidi era uma boa amante, não contestava as ações daquele que a sustentava, contudo quando o político foi rude em seu ato sexual, na quarta-feira a noite para apenas satisfazer o seu desejo animalesco, a russa assustou-se e se trancou no outro quarto de seu apartamento dizendo palavras rudes em russo para o Senador.

Edward Cullen estava no seu inferno particular. Tudo a sua volta estava desmoronando. Ele precisava do equilíbrio, ele necessitava de Isabella; porém ele queria que ela viesse até ele e não ao contrário, mas isto parecia a cada hora mais improvável.

Na quinta-feira o político trancou-se em seu Gabinete se recusando a ver ou falar com qualquer pessoa, bebendo e fumando como um vadio sem rumo. Sua confiança e determinação estavam ruindo como um castelo de areia, sua força e sua necessidade de poder estava se esvaindo como água entre seus dedos, e tudo por causa de uma mulher.

Uma maldita mulher.

Ele estava confuso, aterrorizado, atordoado. Toda a sua noção de tempo estava sendo perdida, tudo a sua volta estava se desfazendo em suas mãos. Ele odiava essa sensação de fracasso.

Edward, também odiava ser tão vulnerável a sua necessidade, ele não podia deixar-se vencer por ela, mas estava impossível. Ele pensou em telefonar para Isabella, mas depois percebeu que não poderia deixar-se vencer. Depois de um tempo acessou o cadastro dos funcionários para o seu endereço, mas desistiu antes mesmo de saber onde ficava a rua em que ela vivia.

Ele não dormiu aquela noite. Caminhava para lá e para cá naquela enorme e vazia casa que seu avô deixara de herança. O tempo que estivera durante toda a semana chuvoso, dava mais uma prova de sua raiva, caindo pesadamente por toda a cidade, mostrando a sua fúria sem medo. Tão similar a ele.

A nicotina e o álcool não mais o satisfazia, ele era como um drogado em reabilitação, um animal enjaulado; sendo privado de seu prazer ou sua liberdade. Sua cabeça estava um turbilhão confuso e sem sentido, porém ele não deixaria que essa fraqueza tão fútil o vencesse.

Sexta-feira tomou o seu lugar com um sol tímido entre as nuvens, com um clima ameno e suave. Edward chegara cedo em seu Gabinete e se trancara ali, recusando-se a ver qualquer pessoa, tentando focar a sua mente em seu trabalho apenas, afastando qualquer fantasma da sua necessidade por Isabella que ousasse lhe assombrar.

Jane que sempre conseguira ler o seu pai com uma facilidade impressionante estava frustrada. Ela não conseguia entender o que se passava com ele; quer dizer, ela considerou que a sua fúria fosse pela ausência de Isabella, mas tão rapidamente como essa ideia surgiu ela descartou, era ridículo, seu pai nunca sofreria tudo aquilo por causa de uma mulher. Nunca.

E foi em meio aos pensamentos sobre o que estava acontecendo que seu pai, que Jane fora desperta por seu irmão sentando-se na frente de sua mesa.

- O que esta acontecendo? – inquiriu Alec sem hesitar. Jane arqueou as suas sobrancelhas fingindo confusão. – Com o nosso pai Jane. Ele está impaciente, gritando e despedindo todo mundo que fale um ‘a’ perto dele. Então o que está acontecendo?

- Eu não sei Alec. – suspirou a loira retirando o seu blazer ¾ que estava sobre um vestido de flores roxas e lilases com detalhes em preto que vestia. – A semana toda ele está assim. Na verdade cada dia está ficando pior.

Alec arregalou seus olhos verdes em surpresa.

- Será que é por causa do divórcio? Será que nossa mãe aprontou alguma coisa? – perguntou com urgência, desde que descobrira da traição da mãe com o primo de seu pai, Alec não conseguia pensar em perdoar Tanya, para o rapaz à mãe havia traído não só os votos matrimoniais e familiares, mas também a sua devoção a ela.

- Não. Isto eu tenho certeza. É outra coisa... – falou reticente. Alec viajou seus olhos por todo o escritório até que recaiu sobre a mesa que a mais de 11 dias estava desocupada.

- Onde está Isabella? – questionou apontando com o queixo a mesa abandonada.

- De licença médica, desde segunda da semana passada. – respondeu a loira sem emoção. Alec arqueou suas sobrancelhas.

- Eu acho que a fúria dele é isto. – Jane encarou confusa o irmão. – A ausência dela. Ela é tipo a kriptonita dele. – deu de ombros.

- Você está louco Alec. – replicou cheia de incerteza a loira. – Ele não está tão hostil assim por simples necessidade de Isabella. Nosso pai não é assim, e outra coisa.

- Vai por mim Janec, é por causa dela. – respondeu com determinação, levantando-se da cadeira em que estava sentado e deixando a saleta em que a irmã estava trabalhando.

As palavras de Alec continuaram rodando a cabeça de Jane por todo o dia, e mesmo depois quando ela deixou o Gabinete na companhia de Demetri a ideia de que seu pai pudesse estar tão vulnerável por causa de uma simples mulher, mesmo que fosse uma que ela queria ao seu lado para sempre, a incomodava muito. Seu pai não poderia deixar que uma mulher o dominasse, isto o arruinaria.

Não. Seu pai não poderia estar tão viciado, tão dependente assim de Isabella Swan. Isto ela tinha certeza.

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Mais uma vez Edward ficou até tarde em seu Gabinete, ele tentara focar ao máximo sua mente no trabalho, mas estava claramente impossível. Seu humor em nada melhorou e ele havia fumado muito mais na última semana do que sequer se lembrava.

Quando deixou o Gabinete, Edward não sabia o que faria, e quase que inconscientemente começou a conduzir pelas ruas de Washington, DC, sem rumo em seu Volvo prateado. Dirigir era um bom exercício para acalmar o seu animal interno, porém quando o seu carro estava há pelo menos uma hora parado em frente a um edifício simples numa região praticamente esquecida por Deus ele entendeu que não havia nada de inconsciente em seu passeio.

Demorou alguns segundos para a sua mente compreender o que estava fazendo. Suas pernas tinham vontade própria, a sua mente estava ligeiramente desligada. Edward só tinha uma ideia, um rumo.

Quando alcançou o andar que queria, voou pelo corredor em direção à porta de onde poderia estar a sua cura. Ele admirou a madeira clara por alguns segundos, antes de seu dedo indicador pressionar insistentemente o botão da campainha. Sua outra mão deslizava por entre seus cabelos, em um claro gesto de ansiedade. Seu coração batia ruidosamente, uma sinfonia descompassada e sem sentido para ele. Suas pernas estavam inquietas; quem o visse de longe poderia pensar que ele era um usuário de crack necessitado de seu entorpecente.

Edward era quase isto.

A única diferença que a sua droga não era tão ilícita, porém igualmente fatal.

Ruídos de passos, seguidos por chaves tintilaram atrás da madeira clara. Ele fechou seus olhos tentando conter a sua ânsia, sua necessidade, mas quando a porta foi aberta em um rompante seus olhos verdes encararam a única pessoa que ele queria ver. A pessoa que ele necessitava como o próprio ar.

Isabella estava com seus longos cabelos castanhos soltos, emoldurando seu rosto em forma de coração. Sua pele clara estava límpida e clara, sem marcas de falta de sono ou maquiagem, ela parecia um anjo resplandecente. Uma camisola de cetim negro até o topo de suas coxas escondia a sua nudez, porém por meio de faixas de tule nas laterais podia se ver que ela estava sem nada por baixo.

Quando seus olhos admiraram a pessoa do Senador Cullen – completamente desalinhado, tanto em seu terno, como seu cabelo que parecia estar em todas as direções; bolsas escuras sob seus olhos esmeraldinos, indicando que faziam noites que ele não dormia; barba por fazer de pelo menos 4 dias – ela se admirou.

Era estranho vê-lo assim, tão descaracterizado de sua beleza e arrogância, contudo a sua beleza sobrenatural ainda estava ali, e mesmo não querendo ela sentiu os seus mamilos se eriçando contra o fino e suave cetim, e sua feminilidade completamente molhada. Ela odiava que ele tinha esse poder sobre si, contudo, pela a forma que ele olhava podia se dizer que ela tinha este mesmo poder sobre ele.

- Senador? O que você está fazendo aqui? – balbuciou surpresa depois de um tempo. Edward piscou atordoado, como se tivesse recuperando-se de um choque, seus olhos que antes estavam opacos, de repente brilhavam indistintamente.

Com uma longa passada o político adentrou ao pequeno apartamento de Isabella, trançando uma de suas mãos entre os cabelos da nuca de Isabella e outra em sua cintura puxando-a para si, batendo os seus lábios nos dela.

Fazia muito tempo que Edward não beijava alguém, podia se dizer que ele havia até mesmo esquecido como era beijar alguém. Ele acreditava veemente que não havia necessidade de beijar qualquer mulher dessa maneira, nem mesmo Isabella, mas quando a viu na sua frente, a vontade foi primitiva, selvagem. Seus lábios atacavam o de Isabella sem cuidado e sem calma, era uma pressa, uma corrida alucinante na qual nenhum podia perder, mas também nenhum podia ganhar.

Seus lábios eram voluptuosos. Suas línguas eram egoístas, lambendo, chupando, saboreando tudo que aquele ato significava e trazia. Uma necessidade que nenhum dos dois conseguia mensurar ou quantificar. Era simplesmente inexplicável. Uma emoção inarrável.

As mãos grandes de Edward deixaram a nuca e a cintura de Isabella, descendo por seu quadril e parando em sua coxa, em um movimento fluido o político agarrou a pele suave de Isabella e a levantou, agilmente a jornalista o abraçou com suas pernas, sentindo a imponente ereção pressionando no lugar em que ela ansiava, que pulsava por ele.

Seus lábios estavam ávidos, querendo aproveitar-se de tudo. Sentindo cada emoção, cada sensação que ficara presa por tanto tempo.

O ar estava ficando escasso, mas nenhum dos dois tinha a vontade ou determinação de se separar para fazer algo tão fútil como respirar, porém a necessidade de ar venceu, Edward afastou minimamente seus lábios dos de Isabella, e num sussurro que poderia se passar quase como um grito ele pediu:

- Me desculpa?

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Notas finais
N/A: E aí amores!!
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Tudo bem com vocês?! Estou sendo muito mais que ágil, né?! Acreditem estou determinada em escrever e postar o máximo que puder, apesar de que final de março e todo o mês de abril terei que me focar nas coisas da faculdade, e escrever isto aqui vai ficar difícil, mas vou tentar. Eu prometo a vocês, que vou tentar!
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Bom... a repercussão do capítulo anterior foi surpreendente. Eu imaginava que a crueldade do Edward traria o ódio de vocês, mas não essa sede de vingança, que Isabella, deve porque deve se vingar. Acreditem eu gosto deste Edward, ele tem alguns valores inversos, claramente sofre de bipolaridade, mas essa dualidade dele que me encanta. O fato dele não saber mensurar o que é certo e errado, fazendo tudo sempre visando o seu próprio bem é o que o faz agir assim. Vocês verão como ele irá mudar daqui para diante.
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Eu achei que todas vocês iam dizer que ele que iria atrás dela, mas não. A grande maioria disse que ela que o procuraria para tão somente se vingar. Mas como ela disse o capítulo passado: nenhuma humilhação era justificável para o que ela deseja como profissional, ela realmente não voltaria ao Gabinete do Senador, e nem mesmo Aro seria capaz de convencê-la do contrário. Mas... as cartas foram invertidas, Edward mostrou a sua necessidade, sua vulnerabilidade por ela... e isso que vai ser a questão agora, ou alguém ainda tem dúvida?!
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Lembro quando comecei a escrever e tem um capítulo que explico porque ele não beijava, muitas pessoas me perguntaram se ele iria beijar a Bella, bem acho que respondi a esta pergunta! ;P
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Espero que vocês tenham curtido esse capítulo, e essa viagem na cabeça do Edward, como eu disse capítulo passado era um divisor de águas, posso dizer que esse aqui é o início, e esse início ainda tem muita coisa para acontecer, muitos vão gostar, outros vão ficar em dúvida, e alguns vão odiar, mas não dá para satisfazer a todos, infelizmente. Eu tenho essa história muito bem esquematizada e espero surpreende-los muito mais com diversos twists ou cliffes.
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Bom... Agradeço mais uma vez a todos que ainda leem isso aqui; e peço mais uma vez: não desistam de mim, eu não tenho qualquer intenção de desistir disso aqui ou de vocês. Me comprometo a não demorar muito para postar, mas peço que tenham compreensão, infelizmente vida de adulto não é tão fácil ou legal como muitos dizem, ok?!
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Continuem me questionando, criticando, o que for. Como eu disse várias vezes: sempre que tiver dúvidas, curiosidades, ou o que for podem me questionar tanto no tumblr da fic: fuckyeahsympathyforthedevil(PONTO)tumblr(PONTO)com/ ou no meu formspring: www(PONTO)formspring(PONTO)me/carolvenancio.
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Obrigada mais uma vez pelo carinho imenso de vocês.
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Até mais!
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Beijos,
Carol.
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GOSTOU OU NÃO, DEIXE-ME SABER.
REVIEWS SÃO O COMBUSTÍVEL PARA NOVOS CAPÍTULOS!