Conexões Ilícitas
13 Recompensas
Notas iniciais
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Capítulo doze – Recompensas
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“O vício tem somente como recompensa o arrependimento.”
- Xavier de Maistre -
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Após o banho que durou horas, ou melhor, até o momento que a água quente de seu apartamento resistiu; Isabella não se preocupou em se vestir, ela sentia-se exausta, fatigada, dolorida. Todos os músculos e ossos de seu corpo protestavam ao mais simples movimento, resultado do ato de covardia do Senador Edward Cullen. Contudo Isabella Swan não queria pensar nele naquele momento, se possivelmente nunca mais. O que ele havia feito a ela era simplesmente imperdoável.
Mesmo estando com o estomago vazio retirou dois Advil da gaveta de seu criado mudo e tomou-os com um gole de água que estava ali alguns dias sentindo, inclusive, o gosto amargo do envelhecimento; porém, antes mesmo que o medicamento fizesse efeito, o seu estresse e exaustão levou a melhor sobre ela, fazendo com que caísse praticamente como um peso morto sobre seus travesseiros. Infelizmente o medicamento não fizera o efeito que ela esperava, logo nas primeiras horas da manhã ela já estava completamente desperta.
Seu corpo sentia-se muito pior do que estava durante a noite. Seus músculos protestavam, seus ossos rangiam e tudo parecia uma sinfonia de dores conforme se mexia. Ela nunca se sentira assim, nem mesmo quando tentou pegar pesado na academia em um momento de sua adolescência. Lágrimas sinceras de dor escorriam pelo canto de seus olhos sem qualquer autorização.
Isabella sentia-se completamente vulnerável e frágil naquele momento. Toda a força de vontade que tinha para enfrentar todos os altos e baixos que passou ao longo do caminho para chegar ali, e a determinação para conseguir fazer o seu nome no jornalismo norte-americano, se esvaiu.
Ela não sabia o que faria, ela estava completamente perdida. Ela sentia que aqueles 2 meses que havia trabalhado no Gabinete do Senador Edward Cullen fizera envelhecer anos. Isabella estava exausta, e não de uma maneira que um tempo de descanso seria o suficiente.
Procurando coragem em seu âmago, forçou-se a se arrastar ao banheiro e deixou que a força da água quente de seu chuveiro apagasse todas as suas dores, mas nada lhe adiantou ficar quase uma hora sentindo a água massageando seus músculos, pois mais uma vez a água quente mostrou-se limitada. Odiando-se por viver em lugar tão simplório do qual se quer podia usufruir horas debaixo da água quente, a morena se arrastou para fora da banheira.
Apesar do espelho do banheiro estar completamente nublado pelo vapor, Isabella vislumbrou uma mancha roxa escura sob o seu ombro, aquele hematoma chamou a sua atenção, e agarrando a tolha ao lado da pia limpou o vapor do espelho para descobrir o que havia lhe chamado à atenção.
Não era só o seu ombro que estava roxo, seus braços tinha diversas manchas que pintavam a sua pele clara, em sua bochecha direita outro hematoma que se avançava para próximo ao seu olho; quase como um reflexo seus dedos pressionaram o local, imediatamente ela sentiu uma dor lacerante que penetrava a sua alma, o machucado não estava apenas roxo, mas também inchado e inflamado de onde seus dentes mordiam a sua bochecha do lado interno.
Grossas lágrimas botaram em seus olhos, enquanto a sua mente viajava sem qualquer permissão para o ato que lhe havia causado tanto dano. Isabella se odiava por ser fraca, e ela estava sendo mais uma vez fraca diante os hematomas. Afastando suas lágrimas com suas mãos, viajou seus olhos por todo o seu corpo notando manchas roxas de todos os tamanhos em sua pele claríssima. Mais uma vez as lágrimas vieram sem permissão e ela não tentou evita-las, Isabella sentia-se fraca, frágil, assustada, com dor; tudo era um enorme carrossel de emoções e sensações que ela nunca imaginou ser possível.
Não se poderia dizer da onde ela tirou forças cerca de meia hora depois para ligar para um médico conhecido pedindo um atestado médico para uma semana, e depois pedindo para que Angela o levasse ao Gabinete do Senador Cullen, mas assim que pediu os favores Isabella tirou um frasco de Clonazepam de sua prateleira de remédios e tomou dois; mesmo sabendo do efeito do medicamento ela não se importava, ela gostaria de se anestesiar da dor, esquecer completamente tudo o que havia acontecido nas ultimas 16 horas e dormir, se possivelmente, para sempre.
Sem se preocupar em vestir roupa, Isabella entrou debaixo dos seus cobertores e antes que ela pudesse pensar em qualquer outra coisa a inconsciência novamente lhe bateu.
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Quando acordou dois dias depois, a jornalista estava desorientada e fraca – devida a alta dosagem de Clonazepam e a falta de alimentos-, ela já não sentia mais as dores musculares que tanto a incomodava na terça-feira, entretanto os hematomas que manchavam a sua pele havia atingindo a sua tonalidade completamente arroxeada fazendo com ela parecesse um dálmata.
Vestindo uma camiseta velha do Departamento de Polícia de Forks, que um dia pertencera ao seu pai, Isabella colocou algumas fatias de pão na torradeira e colocou a cafeteira para funcionar, enquanto devorava algumas frutas envelhecidas que estava na sua geladeira – a fome era tanta que ela não se preocupou em saber se elas lhe fariam mal ou não.
Após o seu desjejum do qual ela praticamente devorou tudo que podia ser considerado alimento para café da manhã que tinha em sua despensa, ela deitou-se despreocupadamente em seu sofá assistindo programas de decoração e culinária – o seu passatempo favorito. Novamente adormeceu, acordando completamente desperta algumas horas depois.
O sol já havia dado lugar à lua, e sabendo que precisava reabastecer sua dispensa, Isabella vestiu uma roupa confortável, amarrou seus cabelos em um rabo de cavalo frouxo, sem se preocupar em penteá-los, e foi até o supermercado que ficava a uma quadra de distância de seu apartamento.
Mesmo que ela usasse um capuz que escondia o seu rosto e seus hematomas, ainda era possível vê-los, e por isso que diversas pessoas comentavam não tão baixo sobre como era absurdo, ainda nos dias atuais violência contra a mulher. Isabella trincou os seus dentes e tentou fazer suas compras o mais rápido possível.
Já no conforto de seu apartamento, Isabella guardou as compras enquanto decidia o que faria para o seu jantar quando viu a montanha das roupas que usava na segunda-feira em um canto, com uma fúria descontrolada, agarrou um saco de lixo e enfiou as roupas ali sem um segundo olhar, e depois jogou-as na lixeira do edifício, ela nunca mais gostaria de ver nada daquilo, sequer se lembrar de nada daquilo.
Sem animo para preparar um jantar elaborado, mas sentindo-se completamente nostálgica, Isabella preparou o prato rápido preferido de seu pai, que ambos dividiam muitas noites enquanto assistiam baseball; paninis vegetarianos – por mais que Charlie, nunca em sua vida comeria algo vegetariano -, e Cherry Coke, fazia anos que ela não bebia Coca-Cola sabor cereja, mas naquela noite ela estava totalmente no clima, necessitando de conforto.
Isabella sentia-se como se tivesse 17 anos outra vez, e ainda vivia com o seu pai em Forks, enquanto saboreava o seu sanduíche e seu refrigerante, não se preocupando em prestar atenção no filme que passava na televisão. Depois de devorado seus lanches, ela não se preocupou com dietas, deliciando-se com uma barra de chocolate Snickers.
Satisfeita a fome que sentia a morena deixou-se levar por uma sequência de filmes antigos que passava em um canal qualquer, era tarde da madrugada quando decidiu retornar a sua cama e dormir um pouco mais.
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No sábado, Isabella enfim aceitou que não poderia ignorar o mundo exterior para sempre; ela deveria comunicar a sua decisão de se afastar do Senador Edward Cullen a seu padrinho, Aro e ao Washington Post. Ela tinha uma vaga impressão que tanto a conversa com Aro quanto com James seria extremamente exaustiva e nem um pouco fácil, afinal, era óbvio que nenhum dos dois aceitaria a sua decisão de animo leve.
Quase com uma brincadeira infantil de “minha mãe mandou eu escolher esse daqui”, Isabella optou primeiramente por ligar ao seu padrinho. Para a sua completa surpresa Aro ouviu atentamente a desculpa que ela deu, sobre não poder mais executar o seu plano, já que a convivência dentro do Gabinete do Senador Cullen estava insustentável, inclusive Isabella – minimizando obviamente os fatos, disse a Aro que Edward havia lhe agredido.
Aro Volturi apresentou uma compreensão totalmente não característica para a sua sobrinha, afirmando que Isabella deveria agir da melhor forma para o seu interesse, e se ela gostaria de se afastar do Senador Edward Cullen e conseguir o seu sucesso de outra forma, ele apoiaria em sua plenitude. A única recomendação de Aro foi que Isabella pensasse racionalmente em sua decisão, não deixando que a raiva, o rancor, o desejo de vingança tomasse qualquer decisão por ela.
Ela tinha pleno conhecimento que a sua decisão de abandonar o seu posto dentro do Gabinete de Edward, era também assinar a sua demissão do Washington Post, era terrível pensar que todo o esforço que tivera para chegar ali acabaria assim, mas ela preferia tentar a sorte em outros lugares do que continuar sofrendo uma sequência de abusos, que claramente tendia a piorar.
Riley – o editor-chefe do jornal disse que a sua decisão de se desligar da reportagem sobre o Senador Edward Cullen era completamente aceitável, e tanto ele quanto Stefan Graham estariam satisfeitos em deixa-la continuar no TWP trabalhando na seção de variedades, Isabella sentiu-se honrada com o voto de confiança irrestrita de dois de seus superiores e antes que pudesse declinar a proposta disse que iria pensar nisso.
Entretanto, havia mais alguém que Isabella deveria enfrentar: James Collins e ele com toda a certeza não seria compreensível, amigável ou confiável como o seu padrinho ou seus superiores do TWP.
James que tinha um interesse pessoal e palpável de conseguir informações melhores, do que as que sua esposa podia fornecer sem se comprometer para enfim derrubar o Senador Edward Cullen, não ficou nenhum pouco feliz com a decisão de Isabella de se afastar. O loiro foi rude, mas previsível em suas ameaças, afirmando que ela não faria com que ele perdesse algo tão importante como um furo de reportagem contra aquele homem por nada nesse mundo, e se esse fosse o caso acabaria com a sua carreira.
Isabella esperava isto de James, por conta disto que tentando ser o mais suave possível disse que pensaria sobre sua “proposta” e que retornaria em alguns dias; todavia, a sua decisão havia sido tomada há dias, ela iria abandonar tudo aquilo, sair de Washington, procurar refúgio e emprego em outro lugar, talvez na Califórnia ou na Flórida, lugares em que nada tinha haver com James Collins ou Edward Cullen.
Sem ter coragem suficiente para ir até o Gabinete do Senador de Illinois, Isabella pediu mais uma semana de atestado médico ao seu conhecido, e mais uma vez para que Angela protocolasse para ela. Desta vez, entretanto, Angela não fez o que lhe foi requisitado sem questionar a verdade, afinal nenhum resfriado poderia ser tão forte por duas semanas, mas a jornalista conseguiu reverter à situação afirmando que era uma mutação do vírus H1N1, do qual, felizmente, Angela aceitou sem qualquer outra pergunta.
Em sua segunda semana longe do Gabinete de Edward, Isabella focou-se em procurar oportunidades de emprego em cidades do sul do país e no final do segundo dia ela tinha uma ampla gama de entrevistas para as próximas semanas. Isabella também aproveitou para ver lugares para viver nas cidades em que ela tinha entrevistas, afinal se qualquer uma desse certo ela com certeza estaria disposta a começar o mais rápido possível.
Foi só na sexta-feira, quando ela já tinha organizado seu apartamento, comprado todas as passagens e reversado hotéis para as próximas duas semanas, que Isabella finalmente começou a redigir a sua carta de demissão, primeiramente ao Washington Post, e outra ao Gabinete do Senador Cullen, afinal mesmo ela não estando mais vinculada ao jornal, ela ainda tinha que prestar contas como uma verdadeira funcionária ao Gabinete de Edward.
A morena estava tendo imensas dificuldades em produzir a sua carta de demissão de assessora de imprensa do Senador Edward Cullen, ela mal havia conseguido escrever um par de linhas quando a sua campainha começou a tocar insistentemente. Inicialmente ela pensou em não atender, mas quando quem quer que seja a pessoa não diminuía a intensidade em sua campainha, ela não podia deixar para lá. Praticamente bufando foi em direção à porta para descobrir quem estava a importunando.
Todo o seu ar se esvaiu e um impacto de completa surpresa dominou todo o seu corpo. Ali estava a única pessoa que ela não imaginava que um dia bateria em sua porta: Edward Cullen, em carne e osso.
Quando o seu choque passou, Isabella admirou o político a sua frente. Nem nos momentos de mais intenso prazer que dividiam ela o vira daquela forma, completamente desalinhado e fatigado. Seu terno estava amassado e a gravata torta, seus cabelos que nunca foram muito domados parecia desta vez estar completamente indisciplinados, apontando para todas as direções. Sob seus olhos verdes bolsas escuras indicavam que ele não estava dormindo muito bem; acompanhado de uma barba espessa de vários dias em seu rosto. Apesar da completa bagunça em que claramente Edward Cullen estava, ele continuava belo e jovial, e a ausência de sua arrogância e prepotência o deixava ainda mais encantador.
Isabella como qualquer outra mulher odiava ver um homem quebrado. Era uma atração maternal, acolhedora que sentia e, logo o seu corpo começou a dar sinais do desejo que aquele homem despertava em si. Ela odiava ter esse sentimento, ainda mais por uma pessoa como aquela que estava em sua frente, uma pessoa que havia ferido e praticamente a torturado.
Ela não sabia ao certo o que havia balbuciado para ele, mas no segundo seguinte sentiu a pressão de seu corpo, a firmeza de suas mãos e a suavidade de seus lábios dominando o seu corpo.
Edward Cullen. O Senador Edward Cullen a estava beijando apaixonadamente.
Ela queria resistir, lutar para afastar seus lábios, mas ela não conseguia. A necessidade, a volúpia, o desejo que movia seus lábios juntos era demais, e por causa disto que a única coisa que ela conseguia fazer era não resistir aquilo. Era um beijo urgente, primitivo, selvagem, todo o desejo que ela não imaginava que estava reprimido, por sua conta e a dele, eram atribuídos ali. Era um sentimento, uma emoção que Isabella nunca imaginou ser possível sentir.
Quando Edward a levantou, foi quase que instintivamente que suas pernas o abraçaram, e a carne exposta de sua feminilidade pressionaram contra a ereção que ansiava alcançar a liberdade daquela prisão de tecidos. Isabella gemeu contra os lábios de Edward, quando ele afastou sussurrando a única palavra que ela nunca esperaria ouvir daquele homem:
- Me desculpa?
Isabella ampliou a distância entre seus lábios, necessitando de espaço para pensar, só quando a sua mente viajou por todos os eventos que ocorrem nas duas últimas semanas que ela conseguiu encarar novamente Edward. O ar estava suspenso, a tensão era possível de se cortar com uma faca.
Aquele pedido de desculpas era tão inesperado quanto surpreendente. De repente todo o sofrimento, toda a briga, todos os hematomas, todo afastamento era inútil e desnecessário, ela não podia mais negar: ela queria tudo aquilo, a parte certa e a parte errada, ela queria sofrer, ser o que ele precisava, e se fosse para ser o seu saco de pancadas, ela seria.
Isabella queria Edward, e pela forma como ele a encarava ela podia acreditar que ele também a queria.
Tão suavemente como o pedido de desculpas dele deixou seus lábios, a resposta dela também.
- Sim.
Instantemente toda aquela angústia que parecia sufoca-la se esvaiu, a jornalista se sentia leve, e pelo suspiro pesado que Edward dera, poderia se apostar que ele também estava se sentindo mais leve.
Seus lábios bateram juntos um contra o outro, sem suavidade, sem calma, sem cuidado. Era urgente, voluptuoso, sôfrego. Isabella sentia-se plena por ter aqueles lábios acariciando os seus. Edward sentia estranhamente extasiado por sentir a língua suave de Isabella dançando com a sua.
É estranho e até mesmo radical demais para expressar tal sensação, mas durante aquela troca de beijo que significava tanta coisa – perdão, redenção, compreensão, companheirismo, paixão, e mais alguma coisa difícil de definir -, aquele homem e aquela mulher pareciam ser encaixes um do outro, suas bocas pareciam imãs, impossíveis de separar.
Contudo aquela dança sedutora que seus lábios faziam não era suficiente para sanar o desejo, a necessidade que um tinha pelo outro. Eles precisam de mais, de sentir o calor de suas peles se tocando, a necessidade do toque íntimo que o sexo proporcionava, afinal, tudo entre eles podia se resumir a isso: sexo. Era na cama que toda a cumplicidade, toda a semelhança entre eles ficavam evidente. Quando estavam unidos sexualmente não existia hierarquia empregatícia, era somente um homem e uma mulher consumindo do prazer que o outro proporcionava.
Como se tivessem marcando o caminho de volta, cada peça de roupa ficava espalhada pelo chão até o quarto não muito grande de Isabella. A nudez de Edward era deslumbrante, quase hipnotizante para ela, e estranhamente a pele clara e as curvas femininas dela era um encantamento para ele.
- Como eu te quero. – sussurrou Edward contra a pele clara da barriga de Isabella, para em seguida distribuir beijos longos e cheios de desejo por seu corpo.
- Eu preciso te sentir. – implorou a morena, não se importando de segurar a ereção dele e investir contra sua feminilidade. Ambos gemeram em uníssimo pelo contato tão íntimo.
A primeira investida de Edward foi cálida, suave, vagarosa. Sentindo o calor de suas paredes envolvendo o seu pênis como a sua excitação, sentindo-o endurecer ainda mais somente por encontrar o seu lugar preferido no mundo. Porém, por mais que quisessem ir devagar, nenhum dos dois conseguia, eles queriam mais, eles queriam sentir o sexo cru, aquele que é feito por motivos egoístas para satisfazer a si próprio, mas que acaba sendo o mais satisfatório para ambos.
O desejo pelo o que o outro poderia proporcionar era incompreensível pela razão, a atração que tinham era impossível de ser explicada ou teorizada. Os seus corpos juntos, unidos, o calor, o desejo abrasador e sufocante que o contato pele com pele proporcionaria a eles era algo que nem Edward, nem Isabella já haviam experimentado em sua vida, e por isto que bastou que seus olhos se encontrassem, castanho e esmeralda, em uma mística conexão sexual que imediatamente sabiam o que o outro queria.
O político deu um sorriso enviesado, enquanto a morena cerrava seus olhos minimamente, contendo um sorriso que insistia em aparecer em seu rosto, deliciando-se da investida intensa que ele deu. Um gemido gutural saiu pelos lábios de Edward, mandando vibrações para todo o corpo de Isabella. Ela agilmente enlaçou seus dedos femininos entre os cabelos bagunçados e sedosos do político, enquanto ele a apertava mais em seus braços, intensificando os seus movimentos contra o sexo dela, para que no segundo seguinte seus lábios se encontrassem em um beijo sôfrego, luxurioso, prazeroso, voluptuoso e abarrotado de desejo.
Os lábios eram urgentes uns contra o outro. Suas línguas se enlaçavam no espaço interno de suas bocas em um briga sem vencedores para dominância. Seus dentes, ansiosos para participar daquele ato íntimo, mordicavam suavemente os lábios um do outro a cada novo movimento. Naquele momento ambos ansiavam por mais proximidade, Isabella puxava com força os cabelos de Edward, ele sem perder uma investida sequer, deslizava suas mãos com autoridade pelas curvas voluptuosas e femininas dela.
Os olhos verdes de Edward irradiavam de desejo por aquela mulher. O calor e a maciez da feminilidade dela o acolhia como se tivesse chegado em casa, em seu porto seguro. Os movimentos rápidos, profundos e intensos poderiam até parecer descaracterístico para as palavras não ditas por seus lábios, mas que seus olhos insistiam em gritar.
Edward sabia que não poderia continuar naquele ritmo, por mais que ela e ele quisessem. Ele fora aí para se redimir do que havia feito a última vez que estiveram juntos. Ele ainda sentia um arrependimento esmagador por tudo o que havia acontecido em seu Gabinete, e por mais que ela o desculpou, ele ainda podia vislumbrar uma ligeira mágoa nas profundezas chocolate de seus olhos.
Instantaneamente seus movimentos mudaram para uma cadencia mais suave, enquanto gemidos, lamúrias, súplicas e urros saíam dos lábios de ambos. Isabella queria toda a rudeza; Edward também a queria, mas contendo o seu desejo, como nunca conteve antes ele começou a alternar investidas lentas e profundas, com rápidas e não tão profundas. As unhas tingidas de negro dela ficavam-se na carne pálida e musculosa dos ombros dele, os arranhando e apertando-os deliciada com o ato que executavam. Suas pernas torneadas, lisas, claras e femininas enroscavam-se com as dele, por vezes abraçando-o com elas. Os movimentos que faziam era uma dança incansável, profunda, prazerosa.
Isabella precisava de mais, tanto que implorou.
- Por favor, eu preciso de mais. – gemeu. Ele fechou seus olhos saboreando a súplica dela. Edward sabia: ele também precisava de mais. Ele queria tudo dela, sentir tudo o que o sexo entre eles poderia proporcionar.
Procurando penetrá-la mais o político elevou as pernas da morena aos seus ombros, alavancando assim suas investidas, tornando-as mais profundas e intensas. Isabella já não conseguia conter seus gemidos, agora eles eram altos e claros, depois de toda a distância, toda a tortura, a dor, a exaustão que sentira nas duas últimas semanas ela ansiava que se esvaísse naquele ato sexual, e realmente estava se esvaindo.
Ambos sentiram a feminilidade de Isabella contrair-se aproximando do seu ápice, e em um ágil movimento Edward inverteu mais uma vez suas posições para que ela ficasse sobre ele, cavalgando-o em seu ritmo. A jornalista, sem qualquer timidez, literalmente pulava sobre a ereção rígida e pulsante. Suas pélvis batiam uma contra a outra, ecoando nas paredes do pequeno quarto, ecoando por todo o apartamento e até mesmo pelo imenso corredor, assim como os gemidos e lamúrias. O ar quente que os envolvia inebriava os sentidos de ambos, os suores de seus corpos escorriam e misturavam-se formando um aroma de desejo, que era misturado com o de sexo que tomava todo o lugar.
Os cabelos castanhos de Isabella emolduravam a sua face que irradiava prazer, fazendo com que alguns fios grudassem em seu pescoço. Depois de ficar tanto tempo sem compartilhar um singelo beijo, Edward estava ansioso por beijar o máximo que podia, e toda vez que tentava beijá-la, falhava por causa dos gemidos roucos e profundos que ela dava. Suas mãos grandes e masculinas apertavam lascivamente os quadris dela, deixando marcas de seus dedos em sua pele clara, nas vezes que a ajudava em seus movimentos.
- Porra, eu não aguento mais. Vou gozar. – balbuciou Edward completamente atordoado com toda a intensidade de emoções que dominavam a sua mente. Seus batimentos cardíacos estavam acelerados, sua pulsação descompassada, sua respiração arfante, seus músculos contraídos, e a pressão que crescia, deixando o seu membro mais duro ao entrar e sair da fenda sexual feminina.
- Oh meu Deus! – gritou Isabella sentindo seu orgasmo aproximando-se, arrastando todo o seu controle como uma tsunami arrasadora.
Edward intensificou suas investidas, batendo fundo e rápido em Isabella, que gemia altíssimo de prazer, completamente consumida pelo homem que a fodia como um animal. A morena levou seu dedo indicador ao seu clitóris e começou a massageá-lo com agilidade, para aproximar o seu orgasmo também. Ele ao ver tal cena, urrou de prazer, invertendo novamente suas posições, ficando sobre ela para penetrá-la no ritmo que desejava, como também para vê-la se tocando tão intimamente.
- Isso. – apoiou Edward juntando seu polegar ao dedo que ela usava na tarefa de massagear o clitóris e assim alcançar o seu prazer máximo. – Goza para mim, Isabella. – exigiu mordiscando o lóbulo de sua orelha enquanto seu membro investia contra ela furiosamente e seu dedo massageava o seu ponto pulsante com fervor.
- Oh Edward... eu... – balbuciou a jornalista, jogando sua cabeça para trás dando um longo e agudo gemido, sentindo as suas paredes apertando-se em torno do membro rígido.
- Porra! – exclamou ele, ao sentir o aperto sufocante em torno de si, não suportando a pressão e derramando todo o seu gozo dentro dela enquanto ambos tremiam com a chegada violenta do ápice.
As respirações de ambos estavam arfantes e erráticas, o corpo de Isabella estava inerte e sem forças, o do Edward ainda havia um resquício de força que ele usava para que seu peso não caísse sobre ela. Os batimentos cardíacos de ambos estavam rápidos e ruidosos, a temperatura sufocante do quarto pela primeira vez era um incômodo.
Lentamente Edward retirou o seu membro de dentro de Isabella, ouvindo-a lamuriar com a falta que lhe fazia aquela suntuosidade a preenchendo. Dando um sorriso torto a ela, ele a beijou, de início de maneira calma, mas logo se tornou novamente sôfrego e urgente.
Estava claro que eles estavam sedentos um pelo outro, e mal se recuperando de toda a intensidade proporcionada pelo orgasmo que tiveram a poucos minutos, Isabella montou sobre Edward, provocando seu membro com seu sexo, enquanto seus lábios espalhava beijos ardentes por sua mandíbula, queixo, pescoço, peitoral, e depois trançando suas línguas juntas.
Logo os movimentos que ela fazia tornaram a deixa-lo rígido, e sorrindo enviesado, fora a vez dela agarrar aquela masculinidade e fazê-la com que ela a penetrasse mais uma vez. Como Isabella que ditava a cadencia daquele ato, ela não poupou entusiasmo, e as investidas de Edward eram duras e profundas. Ela literalmente podia senti-lo completamente dentro de si, tocando um lugar que somente ele era capaz de tocar.
Edward sabia que por mais que se segurasse, ele não conseguiria evitar por muito tempo o novo orgasmo que o atacaria, e ansiando pela primeira vez que a sua companheira sentisse o mesmo, ele começou a massagear o clitóris de Isabella, fazendo com que ela perdesse ligeiramente o ritmo de suas investidas, mas logo a recuperando seguido de um longo gemido.
Tudo a volta de Isabella começou a ficar abafado e desconexo, sua visão estava nublada pelo desejo e o prazer que Edward estava lhe proporcionando. Seus lábios sugando, beijando, lambendo seus mamilos, seus dedos trabalhando freneticamente em seu sexo, enquanto o seu membro a fodia intensamente. A respiração de Isabella mais uma vez começou a ficar irregular, assim como a de Edward, seus batimentos cardíacos e suas pulsações se aceleraram, aquela contração característica do orgasmo dominou o corpo dela, que parou os movimentos, mas que não foi sentido, porque fora a vez do político iniciar as investidas para ter o seu próprio ápice.
Com gemidos de prazer Isabella chegou primeiro, sentindo a onda magnânima da satisfação sexual a consumindo, ao mesmo tempo em que toda a sua força se esvaindo, caindo molemente sobre o peitoral definido de Edward. Os movimentos dele ainda continuavam acelerados, e quando os lábios femininos sugaram o seu pomo de adão, ele mais uma vez explodiu o seu prazer.
A exaustão os consumiu. Edward que não dormira muito bem nos últimos dias fora vencido pelo sono, e por conta da cadencia suave da respiração do político, a jornalista logo caiu nos braços do Morfeu, não se preocupando em desvincular seus sexos.
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Mesmo com o sono atrasado Edward não conseguira dormir muito, tanto que às sete horas – o seu horário habitual de se levantar – ele já estava completamente desperto. Ele não se recordara qual fora à última vez que dormira daquela forma com alguém, entretanto ele estava realmente feliz que fizera com Isabella.
Seus cabelos castanhos, levemente ondulados espalhavam pelas suas costas e sobre a cama coberta com lençóis azuis. Sua pele clara irradiava com a luz indireta. Seus lábios levemente vermelhos – de tantos beijos – estavam entreabertos, praticamente convidando-o para saboreá-los mais uma vez. Suas pernas estavam enlaçadas, suas mãos com unhas negras apoiavam-se sobre seu peitoral. Eles já não estavam mais unidos por seus sexos – Edward ansiou que estivesse, pois só de ver a sua beleza quase angelical, mas ainda assim tão sensual sua ereção tornava-se evidente.
O mais gentilmente possível, o político desvinculou seus membros para que ele pudesse se levantar. Seu corpo estava relaxado depois de duas semanas em que a tensão insistia em não esvair. Seus ossos estalavam a cada passo que ele dava em direção ao banheiro. Edward não se incomodou com a sua nudez e sua ereção que começava a ficar incomoda conforme ele explorava o pequeno apartamento em que sua amante vivia.
Ele que sempre estivera acostumado com o luxo e a riqueza, não podia acreditar que uma pessoa vivesse em situações tão simplórias, afinal, nem mesmo o apartamento que ele dera para Heidi era tão pequeno como aquele em que a sua futura esposa habitava. Foi então que ele enfim compreendeu todo o deslumbramento de Isabella diante das riquezas, das enormes propriedades e todo luxo que o cercava, ela nunca tivera nada daquilo.
Como o apartamento era minúsculo a sua exploração não demorou muito, as roupas que foram descartadas na noite anterior ainda estavam espalhadas pelo chão, contudo, o que chamara, inesperadamente, a atenção do político fora a pequena mesa de dois lugares em que estava um laptop, umas folhas de caderno e uma taça de vinho meio bebida.
Edward sabia que não era certo bisbilhotar nas coisas alheias, porém ele nunca teve limites e se Isabella Swan era a mulher que ele elegeu para compartilhar a sua vida daquele ponto em diante, não havia a necessidade de ter segredos entre eles.
O papel com a sua caligrafia feminina que misturava letras de forma com de mão espalhava por toda a superfície branca, rasuras feitas com a caneta preta que ele usava para escrever no papel tingia diversos pontos. Nada o que estava escrito ali parecia interessa-lo a um passar de olhos, mas quando vislumbrou o seu nome escrito ele deu mais atenção a tudo.
- Senador? – a voz meio grossa ainda pelo sono de Isabella ressoou da porta de seu quarto, a uma curta distância em que Edward estava gloriosamente nu.
Ela não esperava encontra-lo ali pela manha, afinal Edward Cullen nunca se mostrou preocupado com alguém que não fosse ele mesmo, e qualquer demonstração de afeto – além dos beijos que compartilharam -, não era esperada por ela.
- O que é isso? – exigiu o Senador levantando a folha de papel que estava lendo para indica-la para Isabella. A morena olhou confusa para a folha e para o homem, ela não fazia ideia do que ele estava falando.
Demorou alguns segundos para ela compreender o que ele estava falando. Seus olhos se arregalaram, e ela se sentiu vulnerável em sua nudez.
- Você está pedindo demissão? – inquiriu o homem.
- Sim, Senador. – murmurou a jornalista indefesa.
- Bom, eu não aceito a sua demissão. – refutou Edward amassando o papel e jogando sobre a mesa.
- Senador... – começou a morena, mas o político a interrompeu.
- Quando estivermos a sós, quero que você me chame de Edward, Isabella. – pediu, caminhando a passadas largas até onde a mulher estava.
- Edward... – iniciou novamente Isabella, no intento de explicar o porquê ela queria a demissão, contudo antes que qualquer palavra saísse por seus lábios, Edward tomado mais uma vez por um desejo avassalador colou seus lábios, em um beijo sôfrego, urgente, possessivo e luxuriante.
- Isabella, depois que passar toda essa loucura do meu divórcio, eu quero me casar com você. – disse Edward com uma determinação palpável.
Isabella ficou estonteada com as palavras daquele homem, e demorou alguns segundos para que ela compreendesse todo peso daquela sentença. Edward Cullen, o Senador Edward Cullen, a queria como a sua esposa. De repente toda a determinação que ela tinha para se tornar uma simples jornalista famosa se dissipou, todos os interesses futuros que ele tinha para a sua carreira política fluíram em sua mente. Ela queria ser primeira dama, e ela seria. Ela faria de tudo para que ele conseguisse chegar à presidência dos EUA, e sem dúvida com ela ao seu lado, sendo o seu suporte, um exemplo para todas as mulheres da América.
Com uma troca de olhares intensa entre os futuros cônjuges, Isabella caiu de joelhos diante dele, para mostrar com a sua boca toda a devoção que a partir daquele momento estava dando a Edward.
Seu toque era quase uma reverência, as mãos quentes e femininas seguraram com suavidade o membro completamente ereto do Senador, que quando sentiu a acalorada maciez, tremeu e urrou em genuína luxúria. Deslizando suavemente suas mãos pela extensão do grosso e avantajado membro, Isabella o masturbou serenamente, fazendo mais uma vez urrar de prazer, enquanto rolava seus olhos para a nuca.
Isabella lançou um olhar ao seu rosto que estava com lábios abertos, olhos fechados e cabeça caída para frente, quando iniciou a sua deliciosa tortura. Sua língua quente e úmida deslizou de sua base a sua ponta, demorando-se em seu 'freio', tudo em um movimento tão lento e tão sensual que fez o gemer de prazer, forçando a abrir seus olhos para ver a bela mulher explorando o seu membro.
Lançando um olhar sobre seus cílios, Isabella circulou a glande do membro ereto com a sua língua, saboreando o pré-gozo que começava escorrer por este. Edward estava completamente deslumbrado pela suavidade sensual que a jornalista fazia aquilo, tanto que foi inevitável que um gemido estrangulado saísse por seus lábios, gerando em Isabella uma confiança ainda maior em demonstrar toda a satisfação que era fazer aquilo. Ela deslizou mais uma vez sua língua fervorosa pela extensão do sexo, sempre mantendo o seus olhos castanhos no rosto de Edward, que mantinha a sua boca entreaberta entre um gemido e uma lamúria.
Com mais uma vez a sua língua circulando a ponta circuncidada, ela finalmente o levou em sua boca. Primeiramente ela lambeu e sugou serenamente, repetindo a ação diversas vezes, sem em nenhum momento tirar seus olhos castanhos das íris esmeraldinas que estavam eclipsadas do prazer que lhe era proporcionado. Com uma calma nauseante, principalmente para Edward, Isabella começou a descer e subir seus lábios em torno da grossa virilidade masculina, sempre quando se aproximava da glande sugando-a sem modéstia a pele sensível e avermelhada, levando o político ao paraíso e ao inferno de sua borda.
- Caralho. – balbuciou atordoado, sentindo todo o seu corpo explodindo de excitação e deleite. As mãos masculinas embrenharam-se entre os fios castanhos como mogno de Isabella, em um gesto instintivo de indicação a ela sobre o que ele queria. Sagazmente ela gemeu com o membro em sua boca, fazendo que com vibrações espalhassem pela rigidez, deixando o seu dono mais uma vez em sua borda. – Deus! Como eu quero você. – pontuou Edward completamente atordoado com a mágica que a boca fazia em seu pau. – Porra, continua. – suplicou em reflexão, como se ela deixaria de fazer aquilo.
Seus lábios femininos em torno do voluptuoso membro subiam e desciam em uma cadência lenta, até que inesperadamente foi alterado para movimentos rápidos e profundos. A cada lambida, a cada sugada, a cada chupada, o Senador urrava completamente entregue ao prazer que a sua assessora de imprensa lhe proporcionava. Em determinado momento as mãos femininas agarraram-se a base de seu membro o massageando enquanto a sua boca e língua investiam em movimentos velozes na parte superior.
Lançando um olhar por seus cílios, novamente ela conseguiu vislumbrar o rosto de completo deleite dele, que gemia, enquanto os seus quadris investiam minimamente contra a sua boca. Serenamente ela sugou a masculinidade que estava em sua boca, chegando mais uma vez em sua ponta, onde a sua língua a circulou. Afastando-se infimamente, as mãos ágeis e femininas tornaram a masturbar a suntuosa ereção, aproveitando-se da sua própria saliva que o revestia como lubrificante.
Edward segurou com mais força os longos cabelos castanhos, em um gesto de insistência para que ela continuasse a servi-lo da maneira que estava. E sem hesitar ou pensar duas vezes ela o fez, levando-o novamente em sua boca, relaxando a sua traqueia, enquanto a sua língua circulava a carne cheia de nervos que estava em sua boca, deixando que o pau de Edward tocasse o fundo de sua garganta.
- Oh... porra! – exclamou mais uma vez, sentindo seu ápice aproximando-se. Isabella também notou isto, tanto que movimentou mais duas vezes sua boca por toda a extensão, antes de tirá-lo e deslizar sua língua em torno da rigidez, retardando o gozo que estava prestes a explodir. – Porra, eu preciso gozar! – exclamou o homem completamente atordoado com o prazer que ela lhe proporcionava com a sua boca.
Com sua língua descendo e subindo todo o comprimento, seu indicador e polegar divertiam-se com a sua ponta, enquanto sua outra mão iniciava uma massagem suave e sensual em suas bolas. Inesperadamente o prazer que o político estava sentindo foi multiplicado – algo que desde a sua adolescência não acontecia -, leves arranhados lhe eram dados na parte interna de sua coxa, próximo a sua virilha, a boca quente e delicada da morena que em breve seria a sua esposa sugava, lambia, chupava seus testículos sensualmente, fazendo com que tremores estrangeiros dominassem o seu corpo, em sua subida tortuosa a tão esperada ejaculação.
O toque quente e úmido da língua da jornalista deixou suas bolas e sem nenhum pudor, e passou a explorar sua virilha. Edward, que nunca experimentara aquela sensação estava completamente extasiado que não conseguia dizer nenhuma palavra, apenas brandir urros de satisfação pela a melhor felação que recebeu em toda a sua vida. Partindo da base de suas bolas, Isabella deslizou sua língua por toda a extensão da pele sensível, passando pela rigidez de sua ereção, seguindo por seu abdômen e peitoral, fazendo com que o membro deslizasse sobre o vão de seus seios, enquanto estendia a sua língua para lamber a ponta da ereção que ficara mais rígida.
Ele gemeu alto em completo atordoamento. Mas antes que pudesse se deslumbrar por foder entre seus seios, Isabella se afastou, apenas o suficiente para que pudesse voltar a atacar a rígida ereção que estava dolorosa, ansiosa para ejacular todo o prazer que ela estava lhe proporcionando. Com chupadas rápidas e fervorosas, Edward sentiu a pressão característica em seu baixo ventre e recebendo um olhar abarrotado de lascívia sobre os cílios longos e negros dela, ele deixou o seu orgasmo lhe tomar, expelindo todo o seu gozo na boca feminina. Isabella saboreou todo o prazer de Edward sem nenhum protesto, numa completa devoção a ele.
Quando terminou de se deliciar com todo o gozo que ele havia lhe presenteado, ela deu mais uma longa chupada, fazendo o político gemer deliciado pelo prazer inigualável que só aquela mulher era capaz de lhe dar. Com o seu desejo por ela alto, Edward que, incrivelmente para a sua idade já se encontrava quase pronto, agarrou Isabella por suas coxas, assim que ela levantou, e em um movimento fluido os colocou no sofá onde uma nova rodada iniciou-se.
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No final da tarde de sábado ambos estavam exaustos, contudo plenamente satisfeitos por todas as suas atividades sexuais. Mas se havia algo que, principalmente Edward, não estava extenuado era de beijar os voluptuosos lábios que Isabella, que estavam inchados, porém sempre ávidos por mais e mais beijos do político. Entretanto, Edward era um homem público, tinha uma família, e estava passando por um divórcio que pelo andar da carruagem não seria nada fácil. E por isto que no começo da noite ele deixou Isabella em seu próprio apartamento com a promessa de um telefonema em algum momento em breve.
A morena ainda não estava acreditando no pedido/não-pedido de casamento do Senador Cullen, porém a certeza que ele dera a ela, de que seria só uma questão de tempo, era o suficiente para animar qualquer um, tanto que ela pensou em compartilhar com alguém essa novidade.
Seu padrinho Aro seria um bom ouvinte, contudo coma sua visão sobre a família Cullen poderia ter outro sentido esta proposta.
Jacob, essa era a opção menos viável. Ela e Jake nunca haviam definido a sua relação, mas Isabella sabia que ele considerava seu relacionamento como uma relação estável, e explicitar – por telefone – que ela iria se casar com Edward Cullen não seria nem um pouco agradável.
Sua prima Angela, talvez fosse a opção mais segura, ela sabia que a prima entenderia e ficaria extremamente feliz por ela, contudo, nas últimas semanas Angela e Alec pareciam não se desgrudar e, se tinha algo que ela tinha certeza é que Alec nunca aceitaria que antes mesmo que o divórcio de seus pais saísse, que Edward já saía fazendo propostas de casamento para outra mulher.
Jane Cullen, apesar de ser completamente a favor da união entre a jornalista e seu pai, não seria uma boa opção agora. Isabella preferia que o próprio Edward dissesse aos seus filhos sobre a decisão de casar com ela.
Sua última opção, e realmente a mais remota, era contar a sua mãe Renée. Se ela imaginasse reações de recusa de Jacob e Alec, a reação de Renée poderia ser pior do que as duas juntas. Renée Dwyer nunca fora muito confortável com o comportamento oportunista da filha, e mesmo que Isabella usasse toda a sua capacidade de interpretação para dizer que estava completamente apaixonada por Edward, Renée nunca compraria tal história. Em resumo: ligar para Renée, seria somente o estopim para mandar para o espaço seu bom humor.
Ao constatar que não tinha ninguém com quem pudesse de fato falar abertamente sobre isso, Isabella preferiu por saborear essa vitória sozinha, relembrando os momentos tão íntimos, tão cheios de carinho, atenção que passara com Edward, e só as suas lembranças foram mais do que suficientes para fazer dissipar completamente a vontade de dividir suas boas novas com alguém.
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Isabella despertou no domingo, depois de um sono tranquilo e relaxante, com uma suave ardência entre as suas pernas, e seu corpo ligeiramente rígido, mas ela ainda estava nas alturas, recusando-se sair da cama, mesmo que fosse apenas para comer ou usar o banheiro. Até o momento que o interfone de seu apartamento tocou dizendo que havia uma entrega para ela.
Xingando Deus e o mundo, a jornalista vestiu uma roupa qualquer que pudesse cobrir a sua nudez, amarrando seus cabelos em um rabo de cavalo frouxo seguiu para a portaria. Sobre a bancada que ficava o porteiro um enorme arranjo de peônias, rosas, lírios e tulipas num popurri de cores que misturavam purpura, borgonha e carmesim, que transmitiam uma imponência, uma sensualidade e uma intimidade que era atordoante. Sem querer um grande sorriso brilhou no rosto de Isabella, que até mesmo agradeceu o porteiro antes de pegar com suas mãos o belíssimo arranjo.
Entre as flores um simples cartão branco, escrito o seu nome com uma caligrafia elegante – que a jornalista reconheceu ser do Senador Cullen. Sorrindo para consigo mesma, equilibrou o arranjo em uma só mão, enquanto com a outra retirava o cartão para a sua leitura.
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Isabella,
Espero que você se reúna a mim para um jantar no Marcel’s as 18:30 hrs.
Sua presença é muito estimada por mim.
~Edward.
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A morena leu e releu o pequeno cartão diversas vezes ainda, estonteada com o convite tão inesperado do político. Porém quando entrou no seu minúsculo apartamento sabia que deveria começar a se arrumar imediatamente, principalmente se quisesse se apresentar elegante e refinada como as flores ou o lugar que iriam se encontrar.
Depois de um banho não muito longo, Isabella decidiu fazer uma escova em seus cabelos castanhos para que eles não armassem e ela parecesse que estava num bad hair day. Fez uma maquiagem que destacava seus olhos, enquanto seus lábios tinha um leve tom cor de boca. Ela sabia que tinha que estar bem vestida, mas não bem vestida como se tivesse indo trabalhar no Gabinete do Senador de Illinois, por isto optou com um vestido que havia adquirido há alguns meses com decotes em V na frente e atrás de um tom de camel com um cinto preto marcando a cintura e na saia evasê com a barra em preto. Nos pés pumps negros, acompanhado de uma clutch preta com detalhes dourados, e uma lingerie o suficiente para não deixar nada para a imaginação do seu futuro esposo.
Quando adentrou ao restaurante, apenas um minuto depois do horário combinado com o político, a jornalista sabia que a sua escolha de vestimenta fora perfeita para a ocasião. O Marcel’s é um restaurante conhecido mundialmente por sua cozinha francesa, o ambiente ricamente decorado com tons terrosos e dourados. As mesas do salão feitas de mogno estavam todas cheias, com pessoas desfrutando da culinária e vinhos da França. Candelabros de ferro e cúpulas de um tom de pergaminho davam uma iluminação dourada para todo salão. No bar, que era na parede oposta à entrada, novamente o mogno se destacava entre as bebidas de cores diversas e copos de cristal. O mármore do balcão estava coberto por copos com bebidas meio bebidas dos clientes que ali estavam sentados, embaixo de outros candelabros de iluminação dourada.
Isabella que olhava tudo, desta vez não em deslumbramento, mas realmente saboreando todas as implicações daquilo, compreendeu que nenhum reconhecimento de ganhar prêmio Pulitzer, chegaria perto do reconhecimento que seria um dia se tornar primeira dama. Suas fantasias de um futuro na Casa Branca, infelizmente foram interrompidas pela hostess:
- Em que posso ajuda-la? Reserva? Esperando alguém? – pediu educadamente a mulher.
- Cullen. Edward Cullen está me esperando.
- Oh! – exclamou surpresa a recepcionista, que deu uma boa encarada na aparência da jornalista. – Senhorita Isabella Swan? – perguntou encarando a sua lista de reservas. Isabella assentiu silenciosamente. – O Senador Cullen está esperando a senhorita na sala de jantar reservada, eu te acompanho. – recitou a jovem com um sorriso forçado em seu rosto.
Conforme caminhavam para a sala em que Edward a esperava, outros homens, alguns políticos e outros empresários, não mediam constrangimento para analisar a morena que atravessava o salão, mesmo que suas esposas estavam na mesa ao seu lado. Suas curvas e seu andar, junto com a saia evasê de seu vestido e os generosos decotes tanto na parte da frente quanto atrás era mais do que suficiente para atrair a atenção de homens frustrados em seus casamentos. Felizmente, antes que um homem com seus 50 e poucos anos abordasse a jornalista, a hostess indicou a sala de jantar que o Senador Cullen a aguardava.
Mesmo não sendo um dia de escritório, Edward Cullen estava vestido como se tivesse acabado de sair de uma reunião de negócios. Um terno completo cinza claro sob uma camisa azul claríssima e uma gravata cinza, do mesmo do tom de seu traje. Seus cabelos acobreados estavam à bagunça organizada costumeira, seus olhos verdes encaravam Isabella como se ela fosse um prato exuberante e delicioso de coq au vin. Isabella sorriu timidamente para o político enquanto a recepcionista dizia que em alguns minutos o maître e o sommelier viriam tomar notas sobre seus pedidos.
Quando a porta foi fechada e todo o barulho que vinha do salão desapareceu somente o silencio sobressaiu. Edward admirou Isabella, sorrindo satisfeito com o que via. Quando ela não se moveu para tomar o seu lugar, Edward levantou-se de sua cadeira e caminhou imponentemente para onde ela estava.
- Você está deslumbrante. – elogiou o político afastando uma mecha de cabelo que caia sobre os olhos de Isabella antes de beija-la castamente.
- Obrigada Edward. – agradeceu a mulher, quando o beijo terminou. Como um verdadeiro cavalheiro ele caminhou ao seu lado, colocando uma mão suavemente na base de sua coluna até a mesa, puxando a cadeira para que ela sentasse. Uma conversa leve se iniciou, até que alguns minutos o maître e o sommelier vieram tomar seus pedidos.
O político como sempre dominou a escolha do jantar, elegendo pratos que Isabella nunca antes havia saboreado, apesar de ter ouvido falar. Minutos depois que os funcionários saíram, um garçom trouxe a entrada pedida e o sommelier o vinho branco que Edward havia ordenado.
A conversa fluía mais uma vez, acompanhada do vinho que bebiam. Apesar de ainda estarem na entrada, Isabella começava a se sentir mais desinibida por causa da bebida, até que inesperadamente Edward retirou do bolso interno de seu blazer uma caixa azul marinho, quase preto de uns 10 cm por 10 cm, onde o ‘HW’ da Harry Winston brilhava em seu prateado.
- Eu queria te dar alguma coisa, mas não fazia ideia do que poderia compensar todos os meus erros e ao mesmo tempo intensificar ainda mais a sua beleza. – disse o político abrindo a caixa, para mostrar a Isabella o seu conteúdo.
Sobre a almofada azul marinho de veludo uma corrente delicada entrelaçada com pequenos gomos de ouro branco, sustentavam uma espiral feita de diamantes em formato de pera e tradicional, do tamanho de uma moeda de 1 dólar. Isabella encarou o político através de seus cílios em um pedido para tocar, e com a ponta de seus dedos circundou a espiral e os diamantes.
- É lindo Edward. – gracejou.
- E é seu. – completou o político retirando a joia de sua morada, e levantando-se de sua cadeira para colocar em torno do pescoço longo e feminino de sua futura esposa. Quando terminou deu um suave beijo no pescoço dela próximo ao fecho, fazendo-a arrepiar.
- Obrigada. – agradeceu com uma voz suave, tentando mascarar o ar vitorioso que gritava dentro de si.
Isabella estava novamente no jogo, e dessa vez para ganhar.
O jantar passou-se sem nenhum outro incidente. Conversas sussurradas, carícias que poderiam ser consideradas inadequadas se estivessem em público, e beijos que só poderiam ser classificados como apaixonados. Quem não os conhecesse facilmente poderia dizer que eram um casal naquela fase inicial de um relacionamento, daqueles que mal haviam experimentado qualquer tipo de relação sexual antes, que faziam daquilo uma longa e torturante preliminar.
Mas eram Isabella e Edward, todo o seu relacionamento foi construído a base do sexo entre eles, e como tal, depois de terminarem a sobremesa, seguiram para um hotel próximo ao restaurante para deixarem o seu desejo um pelo outro os consumirem mais uma vez.
Todavia, algumas horas mais tarde, quando o Senador insistiu em levar Isabella até a sua casa, uma nova inquietação surgiu: Edward não gostava do que via, quando parou seu Aston Martin em frente ao complexo de apartamentos. Seus olhos verdes flamejavam com um pensamento incomodo que fez até mesmo que a própria jornalista sentisse ressabida.
- Por quê? – falou com uma grande irritação em sua voz, bufando ao final.
Isabella o encarou confusa.
- O quê...?
- Por que você vive aqui?! Nesse lugar decadente? – vociferou. A jornalista arqueou suas sobrancelhas em surpresa, para em seguida sorrir enviesado.
- Infelizmente Edward nem todo mundo nasceu em berço de ouro e o que ganho no Gabinete mal dar para pagar os alugueis altíssimos de viver em DC, sem contar que preciso comer, vestir, usar o transporte público. – divertiu-se a morena, mas internamente odiando-se por ter que viver naquelas condições.
- Hum... – murmurou reflexivo, enquanto suas mãos corriam por seus cabelos bagunçados.
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O retorno de Isabella ao trabalho na segunda-feira foi bastante comentado no Gabinete do Senador Edward Cullen, ainda mais que a jornalista transmitia uma aura de poder que deixava a todos intimidados. Era como se ela tivesse carta branca ali para mandar e desmandar em tudo. Até mesmo Victoria Collins se sentiu reprimida pela arrogância que a assessora de imprensa transmitia somente pelo seu olhar, o que só intensificou ainda mais quando o Senador a convidou para almoçar.
Naquele almoço, que facilmente poderia se passar por uma reunião de negócios Edward presenteou Isabella com um cartão de crédito platinum sem limite, com uma única recomendação: use sem moderação. Na terça-feira eles foram jantar em um restaurante japonês, e mais uma vez Edward a surpreendeu com uma caixa. Desta vez o verde esmeralda e o dourado da Rolex foi a protagonista. Envolto no veludo branco como a neve estava um relógio de outro branco com diamantes em torno do mostrador e onde deveria ser os números também com diamantes, com o fundo em madrepérola. Já quarta-feira, Edward a presenteou com pares de brinco de diamante Harry Winston da mesma coleção do colar que havia lhe dado no domingo. Diamantes são os melhores amigos de uma mulher.
Foi diante de tantos presentes exuberantes, contendo sempre diamantes que Isabella constatou que realmente Edward estava a recompensando, lhe indenizando pelos danos que lhe causou e provando que queria fazer dela a sua esposa.
Na quinta-feira, Isabella acreditava que seria impossível ele lhe dar outra coisa, contudo quando ele pediu para que ela deixasse o Gabinete no final da tarde e o acompanhasse na concessionária da Audi. Foi então que ela soube que podia esperar qualquer coisa de Edward, que ele, inclusive, lhe daria o céu, se for possível. O Senador presenteou Isabella com um novíssimo Audi tt prateado.
Quando acordou na sexta-feira seu corpo já demonstrava sinais de ansiedade para saber qual seria o próximo presente de Edward. Talvez um bracelete? Um anel? Isabella listava todas as suas opções enquanto se arrumava para o trabalho. Como havia feito algumas compras com o seu novo cartão de crédito ilimitado, a morena decidiu vestir com muito esmero naquela sexta-feira.
Um vestido de fundo branco gelo, com um padrão de estampa floral em azul cobalto, azul claro que marcava todas as suas curvas, contudo sem revelar nada. Em seus pés um belo par de sapatos no mesmo tom de azul cobalto do vestido que acompanhava uma bolsa de mão da mesma cor, e um blazer preto para arrematar. Os cabelos castanhos de Isabella estavam soltos e naturais, com largas ondas e um brilho indistinto. Em seu rosto uma maquiagem suave.
Óbvio que as poucas mulheres que trabalhavam no Gabinete do Senador Cullen notaram as novas roupas de Isabella, e ficou claríssimo para todas elas que aquelas peças eram extremamente caras, que a não ser que Isabella tenha ganhado na loteria na última semana, alguém estava a paparicando com muitos artigos de luxo, que além dos vestidos caros, estavam os brincos de diamante, um relógio Rolex e um carro novo.
A jornalista não se importava com o que diziam sobre ela, contudo havia uma satisfação em seu olhar – que a acompanhou por todo dia – inclusive, quando Victoria quebrou uma caneta em sua mão manchando de azul o seu vestido branco.
Jane Cullen era muito esperta para o seu próprio bem, e ela tinha uma boa intuição de onde estava vindo todas aqueles presentes que Isabella estava desfilando, ela não estava aborrecida com isso, mas curiosa, e devido a tão somente a sua curiosidade que ela deu uma verificada superficial na fatura do cartão de crédito de seu pai e no extrato de sua conta pessoal – da qual Tanya nem fazia ideia que existia, não pleiteando assim no divórcio uma parte daquele patrimônio.
Às cinco horas quando todos começaram a deixar o Gabinete para irem para suas casas, Isabella se deu por vencida, talvez Edward não fosse a surpreender naquele dia, ele sequer pediu qualquer coisa a ela, passando boa parte do dia ou no telefone ou em reuniões com outros membros do congresso.
Ela já estava na garagem quando o político a abordou:
- Suas chaves Isabella. – ordenou sem rodeios. Ressentida que ele estava arrependido por todos os presentes – ou recompensas pelos seus erros, como ela estava supondo – que havia lhe dado ao longo daquela semana, Isabella entregou a chave e já começou a se afastar em direção à estação de metro para voltar a sua casa. – Entre no carro. – completou Edward quando vislumbrou a sua amante se afastando.
O ar estava pesado dentro do pequeno Audi, conforme Edward guiava para fora da garagem, parando inesperadamente no portão para falar com um homem de uniforme de chofer.
- As chaves do meu carro, Joe. – disse, entregando a chave para o homem.
- Tenha uma boa noite, Senador Cullen. – replicou polidamente Joe, enquanto Edward o ignorou fechando o vidro sem expressar qualquer educação.
Edward dirigia com velocidade pelas ruas em torno o Russell Senate Office Building, para enfim entrar na Pennsylvania Avenue, onde ele dirigiu por algumas quadras, até finalmente entrar na garagem de um edifício luxuoso.
Isabella estava intrigada com o lugar que estavam indo, ainda mais porque o político estava completamente quieto durante todo o tempo. Ela sabia que iria sofrer a sua ira, mas a sua curiosidade era muito grande para o seu próprio bem.
- Onde estamos... uh... indo, Edward? – inquiriu com uma voz baixa, quase um murmúrio.
Edward ponderou a sua resposta por alguns segundos, enquanto o elevador subia para o 13º andar.
- Verificar se está tudo em ordem neste meu apartamento. – disse desinteressado no instante em que o elevador parou no andar designado. Edward mais uma vez liderou o caminho.
Assim que Edward abriu a porta do apartamento, Isabella ficou completamente sem palavras. Apesar de ser final de tarde, o brilho alaranjado do por do sol iluminava todo o ambiente, por meio de suas janelas que iam do chão ao teto, acompanhado da decoração clara. Ao lado da porta de entrada um aparador branco, com dois abajures com base de cristal e cúpulas cinza claro, um prato de porcelana cinza mais escuro compunha o que estava sobre o aparador, que ainda tinha um espelho com molduras estilizadas em um corte contemporâneo, e dois bancos tambores prateados sobre.
A sala de estar seguia a mesmas cores – branco, cinza e prata. Um largo sofá cinza claro estava de frente para as grandes janelas, onde existia algumas almofadas brancas de cetim e com contas. Duas confortáveis cadeiras estampadas num padrão floral de cinza claríssimo e branco davam lugares para se acomodar. Uma mesa de centro de pés prateados e tampo de vidro, que tinha um vaso de cristal com orquídeas brancas e alguns livros decorativos expostos, acompanhado de um tapete com desenhos de losango em cinza e branco cobria o chão indo até uma lareira feita em mármore branco, com um espelho ornamentado sobre. Obras de arte que eram réplicas de quadros do Degas espalhados sobre as paredes, um bar francês prateado e com tampos de vidro estava cheio de bebidas caras, taças e um balde de gelo. Uma chaise de um tecido prateado ficava próxima a uma luminária de inox. Mas o que mais chamava a atenção era o enorme lustre de cristal que brilhava sobre no centro da sala.
Em um canto mais distante estava à sala de jantar, que era predominantemente branca, com leves toques de cinza, muitos espelhos e muitos cristais. A cozinha era clinicamente branca, com eletrodomésticos de inox que brilhavam diante de outro lustre de cristal. Isabella estava completamente atordoada com a decoração da casa, enquanto Edward continuava a liderar o caminho entrando de ambiente em ambiente, onde as cores predominantes na sala eram também predominantes nos outros ambientes.
Se os outros ambientes do apartamento haviam impressionado a jornalista, a suíte principal fora que realmente a deixou sem palavras. Uma imponente cabeceira de um estilo imperial branca dava imposição a uma cama enorme com uma colcha cinza e almofadas brancas e prateadas. Um banco branco ao pé da cama seguia um ar meio vintage meio vitoriano, sobre um tapete branco com padrões delicados de cinza claro. Espelhos ornamentados ladeavam a cama, com criados brancos e ricamente decorados, onde arandelas de cristal brilhavam. Em uma sala improvisada, um sofá vitoriano e cadeiras contemporâneas seguindo a mesma cartela de cores se sobressaia diante da lareira. O banheiro anexado também seguia as mesmas cores.
- Uau, Edward, o seu apartamento ficou impressionante, mas só não vejo o porquê deixar a sua casa. – comentou humildemente a morena.
- Esse apartamento não é para mim. – respondeu sem emoção.
- Jane? Alec? Independente para qual dos dois, tenho certeza que vão ficar impressionados.
- Também não é para um dos dois. – respondeu indiferente. – O que você achou? Gostou da decoração?
- Claro! Se eu tivesse um apartamento desses, e todos os recursos; não tenho dúvidas que mandaria decorá-lo da mesma maneira. – contemplou.
- Então você gostou? – pediu, finalmente encarando com seus olhos verdes o rosto de sua amante.
- Sem dúvida! – exclamou Isabella surpreendida.
- Ótimo, porque ele é seu, Isabella. – declarou.
- O quê? Meu?! – perguntou surpresa.
- Eu já te disse Isabella que quero torna-la a minha esposa logo que esse meu maldito divórcio chegar ao fim, e definitivamente eu não gosto de ver a minha futura esposa morando em um lugar tão decadente como o que você atualmente vive. Então sim, Isabella, eu estou lhe presenteando com este apartamento. – declamou aproximando-se da jornalista e segurando o seu rosto com suas mãos firmes, enquanto seus olhos corriam por seu rosto em forma de coração. – Alguma objeção?
- Nenhuma, Edward. – pontuou com um sorriso que foi seguido pelo sorriso torto de Edward, antes de enfim aprofundar o beijo entre eles.
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James Collins estava na sua mesa de trabalho na redação do Washington Post, terminando um artigo sobre uma emenda constitucional que iam contra várias entidades sociais que o Senador Edward Cullen estava tentando aprovar que seria publicado na edição de domingo do jornal quando o seu celular tocou com uma mensagem de texto surpreendendo:
“Quer um escândalo sexual estampando a primeira capa de TWP no domingo?
Pennsylvania Avenue, 1790 apto 1301.
Te garanto que será tão bom quanto Clinton.”
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Notas finais
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Tudo bem com vocês?! Eu sei. Eu sei! Demorei demais com esse capítulo, mas eu simplesmente não conseguia escrever, estava sem motivação/inspiração nenhuma, e confesso que não fiquei completamente satisfeita com o resultado, mesmo depois de reescreve-lo duas vezes!!!
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Eu sei que é um porre não ter previsão para um próximo capítulo, eu mesma me odeio por isto, mas realmente as coisas vão ficar complicadas na faculdade pelos próximos 3 meses, então não posso garantir que terei animo/tempo/inspiração para escrever. Espero que todos compreendam.
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Ficaram surpresas com o desenvolvimento deste capítulo?! É... eu sei que todos esperavam uma vingança da parte da Bellorra, mas não... pelo menos não agora! Hahahaha. A vingança dela vai vir em um momento mais oportuno, eu garanto que vocês concordaram. E qual é?! Edward tentou compensar toda a violência que ele cometeu a ela, e vai dizer que diante de todos esses presentes vocês também não aceitaria?! Para mim bastava a corrente com diamantes. =p
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Espero que vocês tenham gostado desse capítulo, ele é uma calmaria para o próximo, ou vocês acham que esse cliffe do final significa o que?! O que James fará com essa informação?!
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Bom... Agradeço mais uma vez a todos que ainda leem isso aqui; e peço mais uma vez: não desistam de mim, eu não tenho qualquer intenção de desistir disso aqui ou de vocês. Me comprometo a não demorar muito para postar, mas peço que tenham compreensão, infelizmente vida de adulto não é tão fácil ou legal como muitos dizem, ok?!
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Continuem me questionando, criticando, o que for. Como eu disse várias vezes: sempre que tiver dúvidas, curiosidades, ou o que for podem me questionar tanto no tumblr da fic: fuckyeahsympathyforthedevil(PONTO)tumblr(PONTO)com/ - perguntem o que tiverem vontade, sem medo de reprimendas, ok?! =p
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Obrigada mais uma vez pelo carinho imenso de vocês.
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Até mais!
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Beijos,
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Carol.
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GOSTOU OU NÃO, DEIXE-ME SABER.
REVIEWS SÃO O COMBUSTÍVEL PARA NOVOS CAPÍTULOS!
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