Conexões Ilícitas
7 Gerações
Notas iniciais
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Playlist
“Cretin Family” Ramones
“Legacy” Papa Roach
“Exo-Politics” Muse
“Generation” Simple Plan
“Desire” U2
“Just Lust” Joan Jett
“Everlong” Foo Fighters — Acoustic
“Son of a Gun” Nirvana
Capítulo seis – Gerações
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“Um político pensa na próxima eleição;
um estadista, na próxima geração.”
- James Clarke -
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Família é uma palavra tão simples que carrega consigo diversos significados amplos, tais como conjunto de ascendentes e descendentes, pessoas do mesmo sangue, grupo constituído por marido, mulher e filhos, familiaridade, linhagem, descendência. Axiomaticamente, família sempre será a unidade básica da sociedade formada por indivíduos com ancestrais comuns ligados por laços afetivos.
Desta definição, assim como as fornecidas nos dicionários por todo o mundo, é compreensível e entendível tão fácil e rapidamente, que antes mesmo que uma criança recém-nascida comece a falar, ela saiba reconhecer as primeiras pessoas com quem irá conviver e deverá manter múltiplos laços capazes de manter os membros moralmente, materialmente e reciprocamente durante uma vida e durante as gerações seguintes.
A infinidade de conceitos que ligam esta simples palavra derivada do latim poderia bastar para indicar e compreender qualquer grupo de pessoas que compartilham o mesmo sobrenome; entretanto, quando se coloca o sobrenome Cullen nesta equação tais valores tendem a se difundirem, e consequentemente criar um novo conceito paradoxalmente contrário aos conhecidos pela humanidade.
Por exemplo, em Washington, Capital Federal dos Estados Unidos da América, o sobrenome Cullen é sinônimo de poder, astúcia, interesses públicos, mas principalmente politicagem, não havia um membro desta família que não seguisse pelo caminho da arte de guiar ou influenciar o modo de governo por uma organização de um partido político, pela influência da opinião pública, pela aliciação de eleitores.
Desde os primórdios da independência norte-americana em que os antepassados do Senador Edward Cullen trabalharam e lutaram para a democracia naquele país, eles são colocados como uma família aristocrata, por mais que seja uma república democrática; assim como os Kennedy’s de John Fitzgerald Kennedy, o 35º presidente do país – foi posicionada durante muitos e muitos anos e possivelmente até os dias atuais, como a realeza estadunidense.
Entretanto assim como a família do ex-presidente que fora assassinado no Texas em 1963, a família Cullen passou a ser influente nas décadas de 1920 e 1930 pelo o seu pai Joseph Kennedy, no caso da primeira, e do falecido Senador, Anthony Cullen – pai de Carlisle Evan Cullen, ex-vice-presidente, atual presidente do partido democrata e avô de Edward Anthony Masen Cullen, Senador do Estado de Illinois e chefe do Senado – para a segunda, fez para marcar o seu nome na história norte-americana. Fora está base política que influenciou a todos os membros da família Cullen, sejam estes homens ou mulheres a seguir pelo caminho do “bem-estar” público.
Carlisle Cullen, em um primeiro momento em sua juventude fora completamente contra o pai, afirmando que não queria seguir carreira naquele mundo em que cresceu e viu seu progenitor agindo de forma dúbia e antiética. Carlisle, decidido em construir a sua família longe dos ternos caríssimos e das promessas falsas que a política carrega, foi à escola de medicina como queria, mas o seu sangue, a sua origem falou mais alto e nos últimos anos antes de receber o diploma de médico o, então, jovem Carlisle ingressou na política, como prefeito de Chicago, cargo que seu pai havia ocupado duas décadas antes, e que seu filho, Edward viria ocupar anos depois.
Desta maneira Carlisle Cullen entrou na política e desde então nunca mais se afastou dela, por mais que tivesse o diploma da escola de medicina e uma especialização em cardiologia, nunca a exerceu com efetividade por mais que desejasse, mas suas funções públicas o impediam de atuar na profissão que sempre fora a sua paixão. Diferentemente de seu pai Anthony, Carlisle fora um homem público de caráter, ao contrário do patriarca, preocupava-se genuinamente com o povo norte-americano e em uma época que o governo e a população viviam na tensão de uma represália da extinta União Soviética, em suas ameaças armamentistas e ideológicas, ou como alguns historiadores determinam uma disputa de valores entre o capitalismo e o socialismo, durante o período chamado de Guerra Fria.
Após demonstrar seu pulso firme nas decisões do Congresso sobre o assunto, e agir de maneira humanitária que fizera ser um membro honorário da Organização das Nações Unidas, Carlisle se tornou um dos homens mais influentes sobre o assunto no país, e quando o seu filho, um Coronel da Força Aérea que havia lutado bravamente pelo seu país na Guerra do Golfo, entrou na política não ouve dúvidas que fora eleito para um cargo público, com uma das maiores vitórias eleitorais estaduais do partido democrata já havia conquistado, em um colégio eleitoral influente e importante como Chicago.
Todavia, Edward que sempre tivera tudo e fora extremamente mimado durante sua infância e adolescência, não seguiu o caminho respeitoso, ético, moralista, humanitário e genuinamente preocupado com o povo de seu país como o seu pai havia feito; Edward Cullen seguiu os ensinamentos de seu avô Anthony, que moldou a mente do jovem ruivo de uma maneira que Carlisle temia profundamente, pois a cada dia notava que seu filho se transformando no homem que apesar da ligação sanguínea e fraternal, desprezava com todas as suas forças mesmo depois de morto, por ser um manipulador sem escrúpulos e incapaz de demonstrar qualquer sentimento que seja relacionado com amor, afetividade e respeito àquelas pessoas com quem tinha um vínculo de sangue.
Para Anthony Cullen, família não era uma sociedade que deveria ser respeitada, acolhida, dado afeto; o falecido Senador apregoava que família e empresa eram sinônimos, e como tal, deveria ser tratada, sempre moldando o seu sucessor, no caso o filho homem, para continuar o seu legado. Anthony Cullen era um estadista transviado, preocupado somente com a continuidade de seu nome, de seu legado, do poder que este exerce e não nas virtudes que tal característica emprega, em moldar a sua política ao conduzir os negócios do governo, mas sim de passar o seu poder de geração a geração, de pai para filho em um círculo vicioso e imperturbável.
Carlisle Cullen nunca pensara da forma como o seu pai. Para ele cada membro de sua família tinha o livre arbítrio para escolher o que queria fazer de sua vida, independente se sua profissão estivesse ou não ligada à política, algo que para a sua infelicidade não fora transmitida ao seu filho Edward, que aplicava de maneira torpe, fútil e friamente os ensinamentos do seu avô, e estava os aplicando na educação de seu filho Alec, e nada que o cardiologista fizesse parecia mudar o inevitável caminho que seu neto seguiria para a sua profunda tristeza e repulsa.
Essas divagações proféticas e temíveis rondavam a cabeça de Carlisle que guiava o seu Mercedes Guardian pelas ruas de Washington, DC, rumo ao Russel Senate Office Building onde era o Gabinete de Edward Cullen, seu filho, Senador de Illinois, onde em alguns minutos teria uma reunião com ele e seu neto sobre o futuro político de Alec, e suas aspirações a prefeito da Capital Federal dos Estados Unidos da América.
Seu pai deveria estar rolando de rir aonde quer que estivesse pagando por seus pecados e crimes, se é que tal sanção exista, percebendo que Carlisle havia perdido mais essa luta a ele, ao seu fantasma; o homem de sessenta e poucos anos constatou consigo mesmo estacionando o seu automóvel negro próximo ao Volvo chumbo meio prata envelhecido que sabia pertencer ao seu filho. Após desligar o carro, Carlisle fitou seus olhos no retrovisor central deste.
Os olhos azulados, com leves tons de verde eram iguais os de seu pai; na realidade ele todo em si era muitíssimo parecido com o seu pai, Anthony. As mesmas entradas nos cabelos indicando sua calvície tardia, as bolsas sob seus olhos, o rosto fino e quadrado, o maxilar forte e anguloso, o nariz reto e ligeiramente comprido, o formato proeminente de seus olhos, o tipo esguio e de músculos contidos do corpo, a altura e a imponência ao andar. Carlisle Cullen era a cópia cuspida e escarrada do seu progenitor, do homem que apesar de respeitar por questões morais, detestava com todas as suas forças não só por arrastá-lo aquela desgraça que era o mundo político em que viviam, mas por tornar o seu filho, seu único menino, igual a ele no caráter, na ambição, e principalmente na arte de manipular sem qualquer escrúpulo.
O presidente do partido dos democratas piscou seguidas vezes para o seu reflexo, tentando dissipar a repulsa que sentia ao lembrar-se das coisas que seu pai lhe fez, e que seu filho iria fazer, eventualmente. Anthony sempre, sempre, dizia a ele que seu ponto fraco era suas emoções que estavam constantemente estampadas em seu rosto, e o que lhe tornava um fraco. Edward assim como Anthony, conseguia esconder, mascarar suas emoções, e diversas vezes Carlisle se questionou se o filho tinha pelo menos uma pontinha de compaixão, algo que Anthony nunca teve; e apesar de que suas esperanças e expectativas fossem ridiculamente mínimas, Carlisle era otimista em acreditar que seu filho as tivesse; afinal, 50% dos genes dele haviam vindo de si, mesmo que desses 50%, 25% um dia vieram de Anthony, para a sua profunda angústia.
- Seja homem Carlisle, Anthony não está mais aqui para decidir como irá manusear cada pessoa, tente corrigir o estrago que ele fez com Edward, e evite que aconteça o mesmo com Alec. – falou o homem que tinha cabelos grisalhos entre seus poucos fios aloirados para a sua imagem no retrovisor. Convencido e se agarrando a cada palavra que havia dito como um mantra ajeitou a sua gravata vermelha sobre a camisa azul clara que usava e puxou seu paletó azul marinho que estava no banco do passageiro saindo do seu automóvel para a reunião com seu filho e seu neto.
Por ser uma figura pública, e excepcionalmente bem vista e quista por todos em seu partido e nos da oposição, Carlisle era saudado com fervor por todos que cruzavam com ele durante o caminho que o levaria para o Gabinete de Edward. Todos sabiam que o Senador Cullen era seu filho, contudo pouquíssimas vezes, Carlisle vinha ao Russel Building, uma vez que além de presidente do partido dos Democratas, era também um dos conselheiros do atual presidente, e ser visto andando por aqueles corredores, por mais que soubessem o parentesco com um Senador, poderia causar diversos conflitos com a oposição que poderia argumentar que ele fora ali a pedido do presidente para manipular algum resultado de alguma seção bicameral ou algo do gênero. Todavia, sua presença naquele prédio hoje, era especificamente familiar, ou assim ele gostava de pensar.
O Gabinete de um dos Senadores do Estado de Illinois estava extremamente tranquilo. Os empregados e estagiários se encontravam cada um em suas mesas trabalhando em relativo silêncio, ou o que lhe era cabível, lendo ou redigindo textos para o seu empregador. Carlisle observou a cena com orgulho, o seu filho, apesar dos apesares, realmente era um político excepcional e seus empregados sabiam muitíssimo bem disso por isso trabalhavam com fervor em suas funções.
Jessica Stanley uma senhora de cinquenta e poucos anos, de cabelos e olhos castanhos claros, pele enrugada ao redor dos olhos e da boca, vestida com um conjunto completo de terninho preto, sobre uma camisa branca, ergueu seus olhos atrás de óculos de gatinha de armação vermelha para o recém-chegado. Ela conhecera Carlisle há muitos anos, uma vez que antes de ser secretária de Edward Cullen, fora de Anthony que a contratara quando esta acabara de completar 18 anos e começara a ir à faculdade de secretariado. Eram quase 40 anos de dedicação a família Cullen, ela se orgulhava disso.
- Carlisle. – ela saudou animadamente ao recém chegado, que estampou um sorriso em seu rosto quando viu o rosto conhecido. – Me conte o segredo dessa juventude eterna dos Cullen, você mal parece que tem 50, e Edward... bem, Edward aparenta no máximo 30, gostaria de saber o que vocês fazem para ficar bem conservados assim, mal sentindo o efeito dos anos. – comentou descontraída a secretária que levantava de sua cadeira, atrás de uma mesa de madeira de pinho para cumprimentar adequadamente ao amigo.
- Acredite Jessica, é só no rosto mesmo que não aparenta a idade, porque o corpo – ele suspirou profundamente. – é de alguém que já viveu durante séculos. – comentou abraçando a mais antiga funcionária do Gabinete de seu filho.
- Exagerado. – divertiu-se a mulher, encostando-se em sua mesa. – Edward também usa essa desculpa de que ele anda com o corpo cansado, apesar da juventude estampada em seu rosto – ela rolou os olhos. – vocês são muito modestos. Apesar de que vendo o menino Alec crescido me deu um baita susto hoje mais cedo, ele olha igualzinho a Edward quando tinha 20 anos, por um segundo parecia que tinha rejuvenescido para os meus 30, pena que foi uma breve viagem da minha mente. – lamentou-se com feição, fazendo com que Carlisle jogasse a sua cabeça para trás e risse genuinamente. – Como tem estado Esme? Aquela é outra danada que parece conservada no formol eterno dos 40 anos. – brincou dando uma piscadela cheia de segundas intenções para o loiro que sempre fugira das investidas de Jessica.
- Realmente Alec está à cópia do pai, dá até orgulho de olhar para os dois. – comentou o médico reticente. – Esme, sempre foi e sempre será linda, sua juventude tem mais haver com o seu bem estar, juventude mental, do que com a do corpo. Acredite se quiser ela ainda corre 5 km todos os dias de manhã, a muito não consigo acompanhá-la. – narrou apaixonadamente, perdido em memórias de sua esposa.
- Deus! – exclamou a secretária. – Que inveja dessa mulher. – disse com um sorriso afetado. – De qualquer forma, não posso ficar segurando-o aqui Carlisle, por mais que queira enchê-lo de histórias das minhas netas Megan e Nina que estão a cada dia mais lindas, Edward e Alec estão impacientes a sua espera e me pediram para que você entrasse logo que chegasse à sala para a reunião. – demandou profissionalmente Jessica. Algo que ela fazia com extrema dedicação e paixão era a sua profissão, no caso ser a secretária competente e eficiente que sempre fora.
- Dois impacientes – deu de ombros rolando infimamente seus olhos. -, esses jovens ultimamente vivem estressados, correndo, não sabem aproveitar os momentos da vida, mas deixa-me entrar logo, antes que Edward coloque a CIA e a SWAT para me buscarem a força. – gracejou o político. – Nos vemos mais tarde, Jessica. – sorriu, abrindo a porta do Gabinete de seu filho, que por muitos anos pertencera ao seu pai, Anthony.
O recinto mantinha as paredes de madeira escura e a decoração antiga, assim como Carlisle muito bem se lembrava. A presença de seu pai, que fora o dono daquele Gabinete por quase quatro décadas, ainda era palpável naquele lugar, e por um minuto ou dois o político e médico se viu novamente com 25 anos, vindo ver seu pai para enfim aceitar o seu destino, assinar a sua sentença de morte. O homem de sessenta e poucos anos teve que segurar sua respiração por alguns segundos e controlar a sua emoção que estava à flor da pele.
Não era Anthony na sua arrogância e ambição característica que estava atrás da longa mesa de carvalho. Não existia os fios loiros rajados com inúmeros grisalhos, ou o olho azulado com pequenos pontos verdes, não, ali ocupando a larga cadeira de couro negro atrás da suntuosa mobília de madeira nobre era Edward Anthony Masen Cullen na sua genuína e característica postura arrogante; no olhar direcionado da ambição, nos lábios franzidos no conhecido sorriso torto em sarcasmo próprio, postura invejável e inflexível de cinismo.
Se não fossem os cabelos acobreados com leves mechas aloiradas, e os intensos olhos verdes como duas esmeraldas recém-lapidadas como o de sua esposa Esme, Carlisle poderia dizer que olhava para o seu pai.
Talvez o fato de Edward ter herdado o nome do avô, fizera com que este herdasse todos os seus trejeitos maledicentes e suas atitudes execráveis. Por mais que ele fosse uma mistura exata de Carlisle Cullen e Esme Masen Cullen em sua aparência, era excepcionalmente perturbador como a sua postura, o seu jeito de ser, de pensar, de viver havia seguido os padrões do avô; era como se toda a educação, todos os ensinamentos, todos os valores que Carlisle lutou para ensinar ao seu filho, haviam sido esquecidos, extintos, e toda a carga negativa, de falsas promessas e de manipulação que um dia pertencera ao seu próprio pai, houvesse se transportado para aquele homem que estava diante daquela imensa mesa.
Edward conseguia em muitos aspectos ser pior que Anthony. Apesar de ainda portar o título de Coronel da Força Aérea Estadudiniense, fora na política que ele se tornara realmente feliz, se é que existe esta emoção no Senador. Desde criança Edward mostrara que apesar de ser filho de Carlisle, nada havia herdado do pai, a sua arrogância, ambição, inveja e prepotência pareciam ter nascido com ele, como uma marca de nascença incapaz de ser removida cirurgicamente ou naturalmente no decorrer dos anos.
Ainda na escola primária, Edward conseguia atrair multidões; manipulá-los para o seu bem estar, sem se preocupar se a forma com que agia era correta ou não. Conforme os anos foram passando e a infância deu lugar à adolescência, Edward conseguia com meia dúzia de palavras jocosas e bem colocadas convencer quem quer que fosse a segui-lo, a fazer aquilo que ele desejava, mas que não gostaria de fazer por não ter – como diz o dito popular – sangue em suas mãos.
Contudo as suas falhas e atitudes dúbias nunca foram o suficiente para incriminá-lo, ou colocá-lo em cautelosa observação, Edward Cullen conseguia através de suas atitudes individualistas, vingativas, e excepcionalmente inteligentes alcançar o que desejava, mesmo que aquilo fosse por meios duvidosos, e nunca em momento algum conseguia ser capturado. Carlisle tinha pleno conhecimento que apesar das inúmeras honrarias que o seu cargo no alto escalão das Forças Armadas lhe oferecera, não dizia absolutamente nada; o próprio Edward em sua juventude, quando participara do seu primeiro corpo a corpo na guerra, confessou ao pai – na época seu amigo e confidente – que matara civis sem desejar, e quando fizera tal atrocidade sentira um prazer inigualável.
Após o primeiro embate das Forças da Coalizão no Golfo Pérsico, em que Edward atuara como um simples piloto de caças, e que por acaso também havia dado fim a vida de pessoas inocentes, ele e seu pai nunca mais conversaram sobre este prazer homicida, ou suas atitudes ilegais, ilícitas; mas Carlisle sabia que seu filho nunca havia deixado tais práticas criminosas para o seu horror. Seus colegas médicos da área da psiquiatria poderiam denominar tal prazer assassino como psicopatia.
Edward Cullen tinha sim transtorno de personalidade antissocial. Por mais ridícula que tal afirmação possa ser, uma vez que ele é um homem público, um político. Entretanto todas as características de um psicopata ou sociopata estavam presentes nas atitudes, no contínuo desvio de caráter e na ausência natural de empatia com os outros. Carlisle duvidava que seu filho um dia amou alguém; talvez os filhos, em que ele projeta futuros brilhantes; talvez seus pais, em que ele busca e buscava sempre surpreendê-los, contudo Edward nunca fora capaz de amar carnalmente; naturalmente um outro ser vivo.
Desejar, ter, luxuriar, o corpo de uma mulher da maneira natural a um homem, isso Edward tinha ao extremo, Carlisle sabia das aventuras extraconjugais do filho com uma exatidão preocupante para um pai; contudo, o desejo de compartilhar a vida com alguém, dividir suas aspirações e frustrações com uma verdadeira companheira, uma pessoa que iria amar sem pré-julgamentos, que quando necessitasse estaria ali para trazê-lo novamente a realidade, para ser cúmplice de sua vida, de sua honra, de seu desejo, de sua paixão, de seu amor; isto Edward parecia ser incapaz de ter. A única coisa que ele amava com tamanha intensidade, a ponto de torná-lo irracional fora o poder que lhe era atribuído, nunca o amor carnal, o amor no sentido bíblico.
O terno Armani carvão, sobre uma camisa branca e gravata cinza profundo transmitia a imponência daquele rosto extremamente jovem de cabelos acobreados e bagunçados naturalmente, pele pálida e olhos verdes intensos. O rosto extremamente anguloso, o maxilar forte, queixo quadrado, nariz reto e minimamente comprido, os olhos proeminentes sob pequenas bolsas, ombros largos e fortes, postura esguia e masculina. Edward parecia uma obra prima esculpida durante o Renascentismo, exibindo sem modéstia alguma a perfeição e equilíbrio clássico que tanto buscavam naquela época. Seu sorriso incerto e seu olhar perspicaz o faziam parecer uma releitura masculina da Mona Lisa de Leonardo da Vinci, mesclado com a exuberância e perfeição do David de Michelangelo, possivelmente causando inveja nos dois artistas se vivessem nos dias atuais, detestando suas obras tão famosas.
Carlisle sorriu paternalmente ao filho, que elevou mínimos centímetros do lado esquerdo de seus lábios, em seu característico sorriso torto em reconhecimento ao pai, ainda que ambos divergissem completamente de ideias e ideais. Sem diminuir o seu sorriso diante da frivolidade do filho, o político-médico voltou o seu olhar ao neto que estava sentado confortavelmente em uma cadeira um pouco menos confortável daquela que se encontrava atrás da mesa de carvalho e que Edward ocupara. Em uma postura despreocupada com as pernas cruzadas em forma de um ‘4’ trajando assim como os seus dois ascendentes um perfeito terno preto, sobre uma camisa cinza escuro e gravata verde oliva.
Alec era idêntico ao seu pai, a mesma postura, o mesmo rosto, os mesmos olhos, o mesmo sorriso incerto, o mesmo olhar perspicaz, o mesmo corpo, a mesma altura, e até mesmo o singular cabelo bronze constantemente bagunçado. Observá-lo ao lado de Edward poderia fazer uma pessoa completamente confusa, sem saber se encarava um espelho ou duas pessoas diferentes. Se fosse desconhecida a relação pai e filho ali, qualquer pessoa leiga poderia apostar que ambos eram irmãos gêmeos.
Todavia, Carlisle sabia reconhecer as diferenças mínimas entre os dois homens a sua frente, e não era porque Alec tinha uma pequena barba por fazer aparecendo em suas faces pálidas. Seu sorriso não demonstrava toda a arrogância e ambição que era o de seu pai, o que para um observador de fora poderia parecer ridícula e insignificante aquela diferença. Seus olhos, também eram outro ponto que divergia dos do pai, estes eram expressivos, inocentes, pudicos, puros, sem malícia. Carlisle orou silenciosamente para que o seu neto continuasse daquela forma, e nunca adquirisse os trejeitos de seu pai, que fora os mesmos de seu bisavô Anthony.
- Vô! – exclamou o jovem Cullen, descruzando suas pernas e levantando-se para abraçar o recém-chegado, que ele admirava tanto quanto o seu próprio pai. Edward que observava a cena que desenrolava a sua frente dividia um misto de orgulho e preocupação por seu filho ser tão aberto a demonstrar suas emoções, aquilo talvez fosse um problema ou uma salvação em sua campanha eleitoral próxima, ele torcia para que fosse a última opção ou senão tudo o que vinha construindo ao longo dos últimos vinte e dois anos iria por água a baixo.
- Alec, meu menino. – gracejou o avô acolhendo-o em seus braços saudosos. – Cada dia que passa você parece mais homem. – logrou-se afastando o garoto e dando um ligeiro aperto em seu ombro antes de voltar o seu olhar para Edward. – Bom vê-lo Edward, o ar dos Grandes Lagos lhe fez muito bem. – comentou observando o filho que ampliava o seu sorriso desta vez lascivamente.
Carlisle rapidamente constatou que seu filho estava mais do que satisfeito sexualmente naquele momento, entretanto ele se questionou se tal satisfação foi atribuída a Tanya, sua esposa, ou uma das inúmeras amantes que o filho colecionava, porém, visto que já se passava do meio da tarde o patriarca da família Cullen atribuiu este contentamento a alguma amante. Talvez Victoria? Ele não a havia visto quando chegou ao escritório, mas tinha conhecimento que o filho e a ruiva – que mesmo sendo casada com o jornalista político James Collins -, continuavam sendo extremamente íntimos e infiéis em seus relacionamentos.
- Olá pai, realmente minha estadia na casa dos Grandes Lagos foi revigorante, digamos melhor, satisfatória. – recitou ainda naquele tom abarrotado de devassidão. – O senhor também olha muito bem, acredito que minha mãe esteja insistindo para acompanhá-la nas corridas matinais? – questionou com uma sobrancelha arqueada e olhar divertido, pela contínua disposição da mulher que lhe dera a luz, que ainda demonstrava uma saúde juvenil e invejada aos sessenta e dois anos.
- Eu amo a sua mãe, mas ela tem uma energia inesgotável. – lastimou com um suspiro cansado. – Tenho pena de Jasper, quando Alice ficar mais velha, se ela hoje aos 37 anos é ligada aos 220 volts, imagine quando alcançar a idade de Esme? – inquiriu divertindo fazendo com o que o filho e o neto rissem largamente em concordância.
A conversa leve e descontraída das três gerações fora curta. Tão rápido quanto iniciou o assunto daquela reunião, a atmosfera que banhava o Gabinete mudou. A tensão, os interesses políticos e as divergências entre Carlisle e Edward ficaram evidentes a cada replica um do outro em seus acalorados debates. Não havia um ponto sequer que pai e filho concordassem. Carlisle insistia em afirmar que Alec ainda estava muito despreparado para entrar em uma eleição, principalmente contra um adversário republicano tão forte quanto o atual prefeito da Capital Federal; Edward, por sua vez, contestava que a inexperiência do filho, afirmando veemente que o histórico familiar, e a insatisfação da população com a atual administração, fariam a diferença nas urnas.
O estudante de Direito do último ano da universidade de Princeton acompanhava o confronto dos dois homens que ele mais admirava em sua vida, e que gostaria de agradar e ser como ambos, por mais diferentes que fossem como se estivesse assistindo uma partida de tênis. Contudo Alec, que para muitos parecia ser um garoto mimado e manipulado com extrema facilidade pelo seu pai, já tinha vindo aquele Gabinete com uma opinião e uma resolução formada, e a discussão acalorada entre Carlisle e Edward, só intensificou sua decisão.
Fora duas horas depois, em que a tensão e a hostilidade entre seu avô e seu pai eram palpáveis, que o jovem de cabelos bronzes e olhos verdes brilhantes como duas esmeraldas recém-lapidadas declamou com convicção o que desejava. Sua ambição era mínima se comparada a do seu pai, contudo ele ainda a tinha, e tal ambição o fazia desejar com fervor ocupar o prédio localizado na Avenida Pensilvânia. E fora com essa convicção absoluta que Alec demonstrou através de um discurso apaixonado ao seu pai e avô seus motivos, razões e ideais do porque ele queria aquele cargo, e lutaria com todo o seu espírito para conseguir sem se importar que seu adversário fosse mais velho e mais experiente que ele.
Em um momento raro Edward e Carlisle dividiam o sentimento de orgulho e respeito pelo promissor e jovem Alec Cullen a se tornar um homem público, honrando a tradição familiar, dando continuidade ao legado político que seu bisavô iniciou há um pouco menos de um século. Com um sorriso satisfeito o Senador pegou o telefone de sua mesa e discou o ramal de sua Assessora de Imprensa que no segundo toque atendeu a chamada.
- Senhorita Swan, venha a minha sala e traga a nossa convidada. – ordenou o político com determinação, desligando a chamada antes mesmo que a morena pudesse lhe dar uma resposta afirmativa.
Edward encostou suas costas em sua cadeira, deslizando o dorso de sua mão direita por seu queixo e maxilar sentindo a mínima barba que começava a pinicar sua pele, observando com o pensamento distante o seu pai, que assim como ele havia se encostado à sua cadeira, com as pernas cruzadas enquanto verificava algo em seu smartphone, e seu filho que retornara a posição em que estava quando o avô se juntou aos dois no Gabinete perdido em seus próprios pensamentos.
Uma batida suave, seguida da imensa porta de madeira entalhada se abrindo revelando duas mulheres, que retirou o Senador de seus devaneios. A primeira a entrar no escritório foi à estonteante morena de olhar lascivo, sorriso inocente, mas de postura ambiciosa. Um vestido laranja queimado com detalhes de estampa negro, e uma grossa faixa também preta em sua cintura marcada por um laço, sapatos altíssimos estilo pumps negros, e meias de seda natural, como sempre Isabella estava impecavelmente bem vestida. Logo atrás da morena vinha uma belíssima jovem loira e alta, que parecia ter saído de um catálogo da Victoria’s Secret. Edward admirava com um sorriso em seu rosto a entrada de sua atual amante e sua filha, Jane.
Ao oposto de seu irmão gêmeo Alec, que havia puxado até o último fio de cabelo de seu pai Edward, Jane era uma cópia fiel de sua mãe Tanya. Seu rosto de formato arredondado possuía curvas suaves, femininas e clássicas emoldurado pelos seus cabelos lisos e loiros claros com suaves mechas arruivadas que se estendiam por seus ombros até o meio de suas costas. Seus olhos proeminentes e verdes esmeraldinos – no mesmo formato e cor dos de seu pai – brilhavam indistintamente, seu nariz de botão era pequeno e delicado, seus lábios, todavia, eram voluptuosos e bem delineados tingidos com um tom de coral suave.
O seu corpo era esguio com curvas não tão acentuadas, contudo não era nenhum pouco inocente, a forma como ele era, assim como a sua altura, eram condizentes com a dos padrões internacionais de beleza. Jane Cullen poderia facilmente ser uma übermodel, disputada por todas as marcas de renome mundial para ter o seu rosto feminino, delicado, de uma beleza clássica perdida na era de ouro do cinema hollywoodiano e excepcionalmente único estampando suas campanhas publicitárias.
Jane apesar de ter herdado a genética de sua mãe em cada traço, era muito mais parecida com o seu pai no jeito de ser. Sua determinação obstinada, sua postura arrogante, seu olhar ambicioso e cínico, o sorriso incerto e prepotente, o andar superior e a inteligência que era tão grande quanto a sua beleza sobre-humana e o seu charme único. Ela sabia ser sedutora de uma maneira tão natural que até mesmo Edward, que sempre fora um profissional na arte de seduzir e ser sedutor, e, consequentemente conhecia praticamente todas as artimanhas que o sexo oposto poderia vir a usar, conseguia cair em seus encantos desde quando nascera; e, se caso não fosse o seu pai, ele provavelmente faria todo o possível e o impossível para levar aquela suntuosa loira a sua cama.
Ao oposto das vestimentas tradicionais das pessoas que frequentavam o Russel Senate Office Building que sempre remetia seus usuários a sua profissão executiva ou pública; Jane Cullen estava deslumbrante e completamente inapropriada para aquele ambiente – em uma calça jeans escura, uma regata preta combinada com vários colares e correntes de brilho prateado, sobre uma jaqueta de couro negra com o zíper aberto e as mangas ligeiramente dobradas, brincos cumpridos e pratas, e em seus pés saltos altíssimos pretos.
Vendo-a vestida de tal maneira poderiam imaginar que a jovem loira estava indo para uma reunião de amigos, ou um jantar informal, ou talvez um passeio ao shopping; no entanto, a jovem não se preocupava nenhum pouco que as pessoas daquele prédio olhassem torto para a sua escolha de roupas, sua capacidade de se vestir informalmente não mudava a sua capacidade profissional, e ela estava ali exatamente por isso: ser profissional.
Carlisle que não via a sua neta, sua princesinha, há semanas, surpreendeu em vê-la ali, tão estonteante como sempre fora. Rapidamente o político-médico levantou-se de sua cadeira guardando seu telefone celular no bolso de sua calça para abraçar paternalmente e saudoso a filha de seu filho Edward. A jovem que sempre se comportava como uma menina de 5 anos quando estava nos braços do avô que tanto admirava dava diversos beijos em suas bochechas enquanto apertava seus finos e delicados braços em torno do homem, Carlisle ria relaxado com o ataque da neta. Quando se afastou de seu avô, cumprimentou com um ligeiro beijo no rosto o irmão Alec, antes de caminhar para trás da mesa de carvalho em que seu pai estava e dar em seu rosto mais um beijo estalado em saudação.
- Onde você estava que não a vi, Jane? – inquiriu Carlisle olhando da neta para o filho. A loira sorriu largamente lançando um olhar ao seu pai antes de voltá-lo ao seu avô.
- Estava na sala da Isabella. – apontou a garota lançando um olhar a Assessora de Imprensa de seu pai. – Ela estava me explicando algumas formalidades do escritório. – explicou a estudante de Jornalismo e Publicidade com um sorriso torto. Seu avô que não havia notado a mulher que acompanhou a sua neta virou-se para onde ela estava em pé, há alguns passos de onde ele e Alec, estavam sentados.
Um sorriso afetado e amplo brilhava no rosto da morena de pele alva, vestida de acordo com as regras daquele prédio. Seus cabelos castanhos avermelhados levemente ondulados emolduravam o seu rosto em formato de coração, caindo sobre os seus ombros com naturalidade. Seus olhos que era poças de chocolate derretido brilhavam como fogo em brasa, suas bochechas suaves e brancas, possuíam um leve tom pêssego – efeito de algum blush, seus lábios voluptuosos exibia o tom amarronzado quase vermelho escuro, como se ela tivesse passado o dia todo com seus lábios entre os dentes.
Sua altura era a do padrão da mulher norte-americana, nem muito baixa, nem muito alta. O seu corpo, todavia, possuía curvas intensas e estratégicas, revelando sob o tecido do vestido o formato de violão, com seios ligeiramente fartos, cintura fina e quadris arredondados simetricamente proporcionais ao seu busto. As pernas que eram cobertas por uma meia de seda de um tom natural, eram esguias e torneadas.
Isabella Swan, Carlisle constatou, era uma mulher lindíssima, que exatamente por seu tipo tão “comum” poderia atrair qualquer homem que desejava, somente com o corar de suas bochechas, seu sorriso tímido, olhar contido e postura sensual.
- Pai, está é a minha mais nova Assessora de Imprensa, senhorita Isabella Swan – introduziu Edward polidamente ao pai e a Assessora. -, senhorita Swan, este é o meu pai Dr. Carlisle Cullen. – disse apontando da morena ao loiro. A jornalista ampliou o seu sorriso, transparecendo levemente um ar envergonhado.
- Um imenso prazer finalmente conhecê-lo, Dr. Cullen. – gracejou Isabella estendendo a sua mão para apertar a do ex-vice-presidente. Carlisle se viu impossibilitado de não retribuir o sorriso aquela mulher, por mais que ela despertava algo dentro de si que ele não conseguia compreender.
- O prazer é todo meu. – retribuiu o gracejo o médico, que completamente atordoado virou o seu olhar para o filho que sorria lascivamente em direção a Assessora.
Carlisle ficou intrigado com o olhar de seu filho, e sendo um excelente leitor de pessoas o estudou cuidadosamente. Era palpável a diferença na postura de Edward desde que Isabella entrara no Gabinete. O olhar do Senador parecia direcionado a viajar libidinosamente pelas curvas da morena, a despindo lentamente com os olhos. A fome que queimava nas íris esmeraldinas era como explosões vulcânicas incandescentes, as pupilas negras de Edward se dilatavam em desejo luxurioso. O político ansiava em possuir aquele corpo, reivindicar aquela carne com sofreguidão, com uma cobiça pecaminosa e enervante.
O homem de cabelos grisalhos com leves tons de loiros ficou perturbado com o olhar que seu único filho homem direcionava aquela mulher. Ele se sentiu um intruso, um voyeur por presenciar aquele ato tão íntimo. Em seus sessenta e sete anos de vida, Carlisle nunca havia visto um olhar de desejo tão animalesco e ansioso como aquele em um homem. Incomodado com a troca de olhares entre o ruivo e a morena, o cardiologista piscou seus olhos algumas vezes para clarear seus pensamentos, e quando recuperou seus sentidos que o havia deixado por meio minuto visualizou, com os seus próprios olhos, aqueles que um dia a terra há de comer, uma discretíssima piscadela arrebatada de desejo de Edward direcionada a Isabella.
Tão ligeiro como havia sido o gesto, uma resolução formou-se na cabeça do médico. Sim, Edward, seu filho, estava sexualmente satisfeito como nunca estivera em muito tempo, mas a responsável por sua satisfação não era a sua esposa Tanya, ou a sua Chefe de Gabinete Victoria, ou ainda a sua amante russa Heidi, ou quem sabe a havaiana Leah, ou qualquer outra mulher com quem ele já havia se relacionado.
Não, nenhuma dessas mulheres belíssimas – loiras, ruivas ou morenas, americanas ou europeias, casadas ou solteiras -, haviam despertado aquele desejo selvagem, voluptuoso, luxurioso, lascivo como aquela mulher, aquela morena de sorriso tímido, trejeitos envergonhados e olhar humilde. Aquela mulher possuía a chave para abrir a caixa em que estava guardado tão profundamente o coração de Edward. Isabella Swan tinha algo que ninguém no mundo inteiro, vivo ou morto, havia conseguido ter, que era o coração de Edward Cullen em suas mãos, pronto para fazer o que bem quisesse.
Duas emoções distintas dividiam Carlisle. Temor e destemor. Receio e intrepidez. Apreensão e êxito. A sua felicidade, era por saber que o seu filho realmente era capaz de amar, desejar carnalmente, no sentido bíblico da palavra, uma mulher e enxergando nela a companheira que todo homem deveria ter. Em contrapartida, na outra face dessa moeda Carlisle pressentia uma áurea negra, algo naquela morena que o fazia temer o futuro do filho, o olhar vingativo e inescrupuloso de Isabella lembrava ao médico um homem que há muito não via, que a muito tentara acabar com a sua vida, que tentara lhe subtrair o seu bem mais precioso, sua jóia mais rara, Esme.
Uma vertigem estrangeira relacionada com o medo cegou por alguns segundos Carlisle. O seu íntimo estava inquieto, se agitava exigindo que ele se protegesse. Seus batimentos cardíacos aceleraram, sua respiração estava curta e entrecortada, era como se ele estivesse tendo um ataque de pânico. Percebendo o seu estado de nervosismo o patriarca da família Cullen cerrou seus olhos e praticou alguns exercícios de tranquilização. Quando enfim podia confiar em si mesmo, tornou abrir seus olhos e analisou, desta vez criticamente, a jornalista. Nada nela o fazia recordar aquele criminoso, talvez uma ligeira sombra por trás de seus olhos castanhos profundos, mas afastando isso nada mais.
Carlisle teve que rir de si mesmo e de sua tolice. O nome dela era Isabella Swan, e não Isabella Volturi. Ela não tinha nada haver com o chefão do crime organizado de Chicago, que mesmo depois de 42 anos não havia superado a derrota de perder Esme, quer dizer, ele nunca a teve para perder, teve somente uma obsessão doentia a desejando como uma criança deseja um brinquedo novo no Natal, e não a amando como Carlisle a amava, ali não existia o amor carnal, somente o pecado da cobiça corrosiva.
Edward perspicaz e conhecedor como nenhuma outra pessoa do próprio pai, notou o debate interno de Carlisle, indicando que ele havia presenciado a troca de olhares lascivos entre os amantes. O Senador não temia que o loiro tivesse visto o seu olhar cheio de luxúria em direção à jornalista, contudo o incomodava saber que o seu desejo, seu pequeno segredo sujo havia sido descoberto pela pessoa que mais o julgava, mesmo que tais julgamentos não faziam com que o ruivo mudasse suas atitudes ou as repensasse.
Agarrado a sua arrogância o esposo de Tanya Denali-Cullen desafiou seu progenitor com um olhar, Carlisle retornou o olhar do filho na mesma sagacidade o inquirindo silenciosamente sobre o que ele estava vendo diante de seus olhos. Edward ignorou suas questões esboçando o seu sorriso torto, antes de quebrar o contato com o seu pai e voltar-se para Isabella, que sorria libidinosamente para ele.
“Como ele queria fodê-la mais uma vez sobre a sua mesa”, pensou consigo mesmo sentindo sua masculinidade apertar-se incomodamente sob a sua calça, nem parecia que há menos de três horas ela o havia levado em sua boca. Um sorriso desavergonhado brotou no rosto do Senador enquanto admirava a sua Assessora relembrando as atividades de ambos mais cedo naquele escritório. Ela de joelhos diante dele, com seus lábios voluptuosos em torno de seu pau enquanto ele fodia insanamente aquela boca, e ela como uma participante muito pró-ativa havia se deliciado, engolindo todo o seu gozo quando ele atingira o clímax.
- Senhorita Swan, por favor, se acomode. – pediu Edward com uma falsa polidez.
- Edward – contrapôs Carlisle assim que o requerimento do filho a jornalista havia sido expressado. -, eu não acho prudente a senhorita Swan estar presente em nossa reunião, ela é uma funcionária do seu Gabinete e não uma participante da campanha de Alec. – explanou moralmente o médico-político. O Senador que sorria torto segundos atrás fechou o seu rosto olhando encolerizado ao pai por se intrometer em seus assuntos, arqueando uma sobrancelha em desafio ao homem que estava a sua frente.
- Eu sei que ela é uma funcionária do meu Gabinete, não precisa me recordar, Carlisle. – replicou acidamente usando o nome do pai, em um tom digno de Anthony Cullen. – Mas a questão é que Jane irá estagiar pelos próximos meses aqui, e como a senhorita Swan será a sua supervisora, julgo que seja apropriado que ela possa auxiliar minha filha da melhor forma possível para ajudar a campanha do meu filho. – declamou o Senador friamente. Carlisle que não suportava quando o filho se comportava arrogantemente da mesma maneira que o seu próprio pai fizera tantas vezes antes, não se intimidou com o olhar ferino ou as palavras ácidas sustentando o olhar enérgico, enquanto seus dentes rangiam dentro de sua boca.
Alec e Jane que conheciam muitíssimo bem as divergências e as opiniões contrárias entre o pai e o avô trocaram rapidamente um olhar, decidindo qual seria a melhor forma de intervir naquela situação, com um acinte em um pacto silencioso que só os dois gêmeos conseguiam compreender. Alec foi o primeiro a intervir, seguido de sua irmã Jane.
- Não vejo problema em a senhorita Swan em participar desta reunião, não é como se ela fosse correndo contar para os republicanos de merda. – comentou divertido o futuro candidato a prefeitura do Distrito de Columbia.
- Sem contar que Isabella, de uma maneira ou de outra, irá ajudar o papai na eleição a Governador, se ele for mesmo concorrer – completou Jane dando de ombros. -, e também ela é funcionária do meu pai, e não de seu Gabinete. – contestou a informação que seu avô havia explanado.
Carlisle encarou resignado seus netos; viajando seus olhos azuis do rosto de um para o rosto do outro. Ele tinha pleno conhecimento que os dois admiravam o pai quase como um deus, que as palavras de Edward eram leis seja na casa em que viviam, seja em sua vida particular, e ele odiava a isto profundamente. Pois só evidenciava mais que seu filho, aquele que ele tomara o maior cuidado para criar longe dos princípios de Anthony evitando que se transformasse o mesmo tirano que fora o seu pai, estava se tornando o que ele mais temeu.
O cardiologista fechou seus olhos cansados. Nunca seus sessenta e sete anos pesaram tanto em seus ombros como naquele momento; por um segundo ou talvez trinta segundos, Carlisle pediu para que Deus fosse piedoso e levasse a sua alma da Terra, o seu trabalho com o seu filho e com os seus netos nunca seria realizado com sucesso, ele falhara miseravelmente como homem, como pai e como avô.
Entretanto os pensamentos de deixar o mundo assumindo a sua derrota, se esvaíram na mesma rapidez com que surgiram, Carlisle enfrentou as três pessoas tão parecidas a sua frente, duas gerações da família Cullen, e fez uma promessa a si mesmo que lutaria até o fim de sua vida, de suas forças para que aquelas três pessoas tão importantes em sua vida não fossem iguais ao seu pai.
- Tudo bem, a senhorita Swan é bem vinda para participar e questionar o que quiser sobre nossa reunião. – demandou Carlisle educadamente. – Me perdoe Isabella, por minha resignação inicial. – disse voltando-se para a morena dando uma ligeira reverência.
A jornalista sorriu triunfante, por meros minutos ela viu sua possível derrota e todo o seu plano indo por água abaixo diante de seus olhos, por causa daquele velho, contudo antes que ele pudesse xingá-lo, demandar diversas maledicências e maldições, ele se mostrou digno de suas características pacificadoras e respeitadoras, que tanto o seu padrinho havia lhe dito que era o seu ponto fraco para se desculpar de suas ações e palavras espinhentas que foram nenhum pouco sensíveis.
- Não há problema Dr. Cullen, eu entendo a sua reticência em compartilhar assuntos de família com um estranho. – ronronou a jornalista usando a sua tão conhecida capa de fragilidade e inocência capaz de envolver qualquer pessoa. Carlisle se viu impossibilitado de sorrir admirado para a mulher.
Talvez, se Edward realmente agir como um homem adulto, e não uma criança mimada e petulante em relação ao seu casamento com Tanya, pedindo finalmente o divórcio que deveria ter acontecido logo após o nascimento dos gêmeos, o médico-político torceu intimamente e inconscientemente que se o filho contraísse um novo matrimônio fosse com aquela mulher, que parecia articulada e ciente da vida pública que cercava aquela família e aquele homem que estava envolvida sexualmente.
Alec, que em algum momento durante o debate de seu avô, havia se levantado da cadeira em que estava sentado e a ofereceu a Isabella, enquanto ele mesmo puxava duas cadeiras da mesa de reuniões mais afastada na sala e passava uma para a sua irmã, e ocupava a outra, estrategicamente entre o seu avô e Isabella.
O estudante de Direito sabia que aquilo poderia lhe causar alguma dor de cabeça se o seu pai pegasse o seu olhar voluptuoso em direção à jornalista, mas sendo um homem sexualmente ativo e incapaz de resistir à tentação que era ver uma bela mulher, consequentemente a desejá-la imediatamente em sua cama, o ruivo de olhos verdes idênticos aos de sua avó paterna encarou com os olhos embebidos na luxúria as pernas sensuais de Isabella, o seu bumbum arredondado e duro, sua cintura fina e seus seios fartos que eram infimamente vistos pelo decote em ‘V’ discreto da roupa que usava, Alec conseguiu distinguir as curvas do topo dos seios da morena que provavelmente estavam apertados e seguros em uma peça de lingerie que esbanjava sensualidade assim como ela.
Instantaneamente o jovem político sentiu sua masculinidade criando vida sob as calças negras de seu traje, e ele teve que controlar seu tesão para não vir em sua cueca. Mas por mais que não quisesse admirar aquela mulher, forçando, inclusive, a sua imaginação a vê-la com o seu pai, Alec não conseguia conter o desejo que o tomava. Isabella Swan estava completamente ciente do olhar luxuriante e lascivo do filho de seu amante; e sendo uma provocadora nata como era, propositalmente cruzou as suas pernas o mais sensualmente que podia, deixando que a mínima fenda frontal de seu vestido exibisse o final de suas meias 7/8 em torno de suas coxas torneadas e o pequeno gancho de sua cinta liga negra.
O jovem Cullen tentou conter o gemido gutural que formava em sua garganta, mas mesmo usando todo o seu autocontrole ele lamuriou silenciosamente, fazendo com que a jornalista se deliciasse em ser desejada por mais aquele Cullen.
Isabella adorava ser desejada por todos os homens e mulheres que cruzavam o seu caminho.
Edward, que conversava algo com a sua filha, percebeu toda a cena que sua atual e favorita amante e o seu filho protagonizavam, e por mais que o seu instinto possessivo gritasse para que ele desafiasse o ruivo que olhava cobiçoso aquelas pernas que já tinham se enrolado em torno de sua cintura quando a penetrava intensa e profundamente; contudo o Senador conteve sua possessividade e admirou completamente deliciado a cena. Porque ele sabia que Alec somente desejaria a senhorita Swan, porque ela já era de Edward. Ela era toda sua. Seu brinquedo. Sua diversão. Sua escrava sexual.
Um sorriso enviesado e convencido brotou nos lábios do Coronel da Força Aérea Estadudiniense.
A aura sexual que envolvia três das cinco pessoas daquela sala foi quebrada por Jane Cullen, que havia retirado de sua bolsa Mulberry modelo Alexa preta seu ipad e começava a falar sobre as pesquisas que havia feito, mostrando ao seu pai, avô e irmão suas estratégias para o sucesso da campanha de Alec.
Edward e Carlisle estavam orgulhosos da dedicação da loira, e ambos – o primeiro conscientemente e o segundo inconscientemente – viram que Jane seria excepcional na política, a primeira mulher Cullen a se aventurar por aquelas águas e conquistar o sucesso absoluto. O Senador já estruturava em sua mente uma forma de convencer a sua filha a seguir o ‘negócio da família’ a lançando como uma deputada na próxima eleição.
Durante a hora que Jane explicou os gráficos, as estratégias e os gastos que teriam na campanha, seus familiares a ouviram em silêncio, absorvendo cada uma de suas palavras. Isabella, todavia, sob o pretexto de estar agindo profissionalmente para auxiliar na futura campanha ao Governo do Estado de Illinois de Edward, anotava com agilidade todas as palavras que a futura jornalista e publicitária dizia. Pela primeira vez desde que viera trabalhar naquele Gabinete para a sua matéria do Washington Post, a morena se viu tentada em seguir carreira política.
Seu padrinho, Aro, diversas vezes havia lhe dito que se ela quisesse ser uma pessoa pública; um político, ele seria totalmente ao seu favor, já que ela tinha firmeza em suas decisões e sabia manipular facilmente quem quer que seja. O que segundo ele, eram as duas principais características de quem segue esta vida pública. Isabella sorriu mentalmente se imaginando Senadora, ocupando a cadeira que Edward ocupava agora, mandando e desmandando em quem quer que fosse, exaurindo o poder que lhe cabia. Sendo, quem sabe, uma verdadeira rainha ou talvez a primeira mulher a ser presidente dos Estados Unidos da América.
Um sorriso esboçava em seus lábios quando foi retirada de seus pensamentos, e trazida de volta aquele escritório em que três gerações da maior e mais influente família política estava a discutir acaloradamente sobre a campanha do mais jovem homem Cullen.
- E como você espera que eu consiga o voto dos jovens de 16 a 21 anos? Com o meu sorriso? – inquiriu provocativo Alec a irmã de uma maneira arrogante muitíssimo parecida com o seu pai. Jane sorriu enviesado, da mesma maneira que seu progenitor sorria torto diante das questões de seu filho, sentindo-se orgulhoso da audácia do menino.
- Talvez com o seu humor? – respondeu no mesmo tom provocativo e arrogante, fazendo com que Edward gargalhasse diante da petulância de sua menina. Alec rolou os seus olhos esmeraldinos entediado, Carlisle, por sua vez, observava divertido a troca suave de insultos entre seus netos.
- Nossa Jane, qual é a sua intenção? Substituir a Tina Fey em 30 rock? Talvez você desse uma boa comediante. – provocou-a infantilmente Alec, levando a irmã a lhe retribuir com uma careta em desdenho enquanto mostrava a língua para ao seu gêmeo.
- Não seu idiota. – replicou a loira arrogantemente. – Isto significa que durante os próximos meses, que antecederão as eleições, você irá a escolas, colégios, faculdades, universidades, cursos, creches, o diabo que tiver nessa cidade conquistar os seus eleitores. – explicou vorazmente. – É uma imensa sorte que seus antecedentes, suas escapadelas e suas infrações não tenham chegado aos conhecimentos da mídia, principalmente a local, pois senão... nós teríamos um problema. Assim, preservando a sua imagem de bom moço, o genro que toda mãe quer para a sua filha, você irá fazer o que eu estou te dizendo! – exclamou impaciente Jane.
Alec havia arqueado suas sobrancelhas em indignação diante da listagem de seus erros adolescentes e juvenis proferidos por sua irmã, ele acreditava que ninguém soubesse daquilo somente o seu pai, mas fora surpreendido pela torrente de acusações. Carlisle e Edward que sabiam da vida pregressa do jovem garoto em Nova Iorque e depois em Princeton, se prendiam nas palavras que Jane havia dito sobre como conquistar o eleitorado. Pai e filho mais uma vez se viram surpreendidos e admirados pela sagacidade de sua descendente.
- Alec ainda está namorando a jovem Renata Reagan? – inquiriu Carlisle que passava a mão por seu rosto, recordando que o neto namorava há alguns anos a bisneta do falecido ator e ex-presidente norte-americano, o republicano Ronald Reagan.
Jane bufou irritada.
- Sim, vô. – Alec respondeu ignorando a irmã. – Só que devido a algumas questões ideológicas e partidárias, ela disse que não gostaria de participar da minha campanha, se possível nem ser citada. – explicou.
Edward que já sabia daquela condição levou sua mão ao rosto pressionando seus olhos fechados com as pontas de seus dedos. Renata Reagan era linda, isso o Senador não podia negar. Seus cabelos loiros mate, seus grandes olhos amendoados, rosto oval, ares de menina sempre bem cuidada e mimada.
Renata Reagan era em muitos aspectos a garota ideal para qualquer homem, exceto o fator que ela não parecia nenhum pouco interessada em homens, ou mulheres. A garota fazia o estilo celibatária, ansiava de maneira doentia ser freira para o desespero de seus pais que haviam até mesmo a proibido ir a igreja para não ‘cair’ em tentação. O namoro com Alec fora uma espécie de porto seguro a Renata, limitando suas ações íntimas em mãos dadas, alguns beijos inocentes e o título de namorada de um dos homens norte-americanos mais desejados.
Apesar de não sentir nenhuma paixão a jovem Reagan, Alec mantinha o namoro por comodismo e aparência, já que o relacionamento lhe permitia alguns privilégios, tais como: as sextas-feiras e sábados livres para sair com os amigos e fazer o que bem quiser; a não vigilância da loira que não se importava em saber onde o ruivo se metera; a aliança com alguns membros do partido republicano que se sentiam seguros com a união dos dois jovens; mas principalmente por ela não dar a mínima diante da infidelidade do jovem Cullen.
Alec podia dormir com quantas garotas quisesse; participar de quantas orgias encontrasse. Foder de todas as formas qualquer rabo de saia que passasse diante de seus olhos, que Renata não faria nada, na verdade ela dava graças a Deus pelo namorado estar encontrando prazer fora de casa e não insistisse em uma relação mais íntima com ela, por mais que o jovem Cullen fosse obsessivo em tirar a virgindade da garota, por isso esperava pacientemente o dia que ela lhe concederia esta honra, antes de terminar o namoro. Edward e Jane sabiam disso, e a não ser pela última que sempre tentava convencer a acabar com aquele namoro, ninguém mais o fazia.
- Mais um motivo para você terminar logo de uma vez esse namoro de fachada. – vociferou Jane. Seu irmão gêmeo somente a encarou entediado, eles já conversaram sobre aquilo tantas vezes que os argumentos da irmã já estavam cansativos para os ouvidos dele.
- E por que, minha irmã, eu terminaria o namoro com Renata? – perguntou Alec fingindo curiosidade, Jane sorria maliciosamente, antes de se inclinar na mesa de seu pai, aproximando-se de seu irmão.
- Pelo simples fato que um candidato lindo, novo e principalmente solteiro, seria como a cereja no topo do bolo. Mulheres de todas as idades se jogariam aos seus pés, querido irmão, e por isso você teria seus votos, ou você acha que alguma dessas meninas iria deixar de votar no cara que, quem sabe, poderiam ser namoradas ou, para as mais ousadas, esposa? – pontuou a filha de Tanya Denali-Cullen ardilosamente.
Sem a sua permissão os pensamentos de Alec viajaram entre as palavras da irmã. E o jovem ruivo via diante de seus olhos um harém com no mínimo 30 mulheres a sua disposição, esperando somente para dar prazer a ele. Manchetes em telejornais, jornais e revistas comentando sobre a vitória esmagadora de Alec Cullen, e atribuindo a ela por causa dos votos femininos que sempre fora a minoria durante a história eleitoral daquele país. Ele poderia até mesmo criar programas em favor do movimento feminista somente para atrair mais eleitoras.
Sim, definitivamente, sua irmã tem razão, mas... e a preciosa virgindade de Renata Reagan? Ele ficaria sem esta vitória para o seu currículo pessoal de conquistas?
Jane parecia que lia os pensamentos do irmão, pois dando um sorriso torto típico do seu pai, ela encarou seu irmão com seriedade ignorando completamente Carlisle, Edward e Isabella.
- Se você quer tanto ter em seu portfólio a preciosa virgindade de Renata Reagan, você pode – ela deu um sorriso travesso. -, persuadi-la em troca de ajudá-la ir para aquele convento na Itália que ela tanto deseja, tenho certeza que ela não irá negar. – ronronou Jane maliciosamente. Alec que ouvira e prestara atenção em cada letra que sua gêmea disse, não pode deixar de sorrir largamente com a chantagem que ela lhe explicou. Aquilo era simplesmente perfeito.
Carlisle olhava indignado para seus netos. Para o seu desespero constatou que seus netos já estavam a muito capazes de manipular quem quisesse para os seus interesses, e a desculpa que Jane havia dado a Alec, para que ele pudesse ter Renata Reagan intimamente só provava que os dois estavam dispostos a jogar sujo e baixo para ter o que ansiavam.
Estonteado o cardiologista procurou com seus olhos o olhar de seu filho, porém para a sua mais profunda tristeza e angústia notou que este sorria completamente encantado com a solução de sua menina. Edward sabia que Jane era a mais parecida com ele, indo aos extremos para conquistar aquilo que desejava, e vê-la influenciando o irmão de tal maneira fora completamente enervante e prazeroso. Sem sombra de dúvidas está menina tinha que ter um futuro na política.
Isabella disfarçava o sorriso que exigia passagem por seus lábios. Jane era uma garota ardilosa, e se os relatórios que havia conseguido sobre ela e a família Cullen eram reais, ela seria a aliada perfeita para conquistar o que desejava. A jornalista riu escarnecida em sua mente, coitadinha da loira que seria manipulada e usada por ela a ponto de conseguir destruir completamente aquela família.
- Você acha que isso irá funcionar, Jane querida? – perguntou Edward minutos depois, uma vez que um silêncio pesado caiu sobre a sala. A loira que encarava com fervor os olhos verdes como os seus do irmão, desviou a atenção deste e a deu ao seu pai, que havia colocado uma máscara de preocupação em seu rosto para apaziguar os ânimos de Carlisle. – Você realmente acha que um candidato solteiro irá agradar o eleitorado, e não gerar uma preocupação? – emendou.
Jane Cullen sorriu afetadamente para o seu pai.
- Claro. Você quer ver? – inquiriu retoricamente a loira, voltando seus olhos verdes como duas esmeraldas recém-lapidadas a morena. – Isabella, se você fosse uma jovem universitária que tem o título de eleitor, mas que nunca exerceu tal democracia, você votaria em um candidato com as qualidades de Alec? – questionou.
- Com toda a certeza. – afirmou a jornalista com um sorriso.
- Se você fosse uma mãe, e quisesse o melhor futuro para a sua filha, você também não iria votar em Alec, e quem sabe torcer para que ele se tornasse o seu genro? – pediu Jane astutamente.
- Absolutamente. – disse Isabella acenando afirmativamente sua cabeça em um gesto aleatório.
- E você, sendo Isabella Swan, uma jornalista de trinta e poucos anos, votaria em Alec? – perguntou mais uma vez, somente para esboçar o seu ponto aos homens da sala.
- Sim, eu votaria em Alec. – concordou a morena. – Ele seria uma novidade, um frescor novo para o cenário político da cidade. – completou dando de ombros. Jane sorriu a morena antes de seus olhos passarem por todos os homens de sua família.
- Como eu disse, a mulherada irá votar em peso se Alec for candidato nestas situações. Não esquecendo, é claro, que a população do Distrito é predominantemente mulher e que metade não vota. Principalmente por causa da não obrigatoriedade do voto e por não encontrar um candidato que deva receber sua atenção. – pontuou a loira convincente. – Alec tem a faca e o queijo na mão para ganhar esta disputa. Ele é o candidato perfeito. – finalizou o seu discurso com efetividade.
Edward sorriu orgulhoso. Carlisle suspirou derrotado. Alec assentia freneticamente com as palavras da irmã. Isabella anotava incansavelmente em seu bloco de anotações. Foram cinco minutos completos antes que alguém quebrasse a aura de concordância e orgulho que preenchia o escritório.
- Se vocês realmente têm certeza que dará certo, façam como queiram. – declamou Carlisle extenuado.
- Amanhã mesmo estou indo a Princeton falar com Renata. – determinou Alec.
- Ótimo, na segunda nós iniciamos o nosso trabalho rumo à vitória! – exclamou Jane animada.
Notando que aquela reunião havia sido finalizada, Isabella começara a organizar as folhas que havia utilizado em uma pasta para retornar em sua sala. Carlisle tornou a mexer em seu celular, Alec levantou de sua cadeira e foi até o bar que o pai tinha naquela sala lhe preparar uma dose de uísque. Jane deslizava o seu dedo indicador adornado por um anel prateado com uma imensa flor em ouro branco, cravejada de diamantes – presente de seus avôs paternos quando completou dezesseis anos – pela tela sensível ao toque de seu tablet verificando alguns e-mails.
Edward, contudo, continuou na mesmíssima posição admirando, desta vez discretamente, sua Assessora de Imprensa que mesmo inconscientemente conseguia ser sexy e deixá-lo desejoso de penetrá-la com seu membro rígido com demasiada violência. Intimamente ele se fez a pergunta que vinha fazendo desde a sua conversa com Maria há duas semanas. Será que já era o momento adequado para ele inquirir a Isabella sobre o relacionamento BDSM? Algo em seu imo afirmava que ela iria aceitar, mas que ainda estava cedo demais para tamanha proposta, que ele deveria aguardar mais algumas semanas antes de enfim propor.
- Merda! – exclamou baixinho Carlisle Cullen tirando seu filho Edward de sua reflexão.
- Algum problema? – perguntou ao pai. Carlisle suspirou pesadamente.
- Você já viu a hora? – respondeu retoricamente ao seu filho, que por conta do teor da pergunta levantou a manga de sua camisa e blazer para verificar em seu relógio Rolex prata de fundo negro o horário. – Sua mãe se recusou a me esperar para o jantar e agora está em um jantar na Fundação Mulheres contra o Câncer de Mama, que como você sabe só é aberto para mulheres. – murmurou irritado o médico, que ansiava por passar um tempo com o amor de sua vida depois dessa reunião que o fez ter uma dor de cabeça por constatar a semelhança de seu filho e netos com o homem que desprezava.
Jane que ouvia o intercâmbio entre o pai e o avô ainda lendo um longo e-mail de Enzo um íntimo amigo francês que havia conhecido em janeiro na capital francesa, levantou seus olhos de seu ipad e encarou seus ascendentes.
- Por que não jantamos todos juntos? – propôs animada. – Mamãe fora mesmo à Nova Iorque, não temos a obrigação de jantar com ela. – deu de ombros retornando seus olhos para a leitura do e-mail.
- Assino em baixo as palavras da ‘Janec’. – disse Alec do fundo do escritório com um copo de uísque, usando o apelido que dera a irmã quando estes eram crianças, que misturava o nome dos dois.
- Soa perfeito para mim, e para você, Edward? – questionou Carlisle animado com a iminência de um jantar com seus netos e seu filho. Contudo o olhar de Edward não estava mais sobre o pai ou os filhos, mas sim em Isabella que já estava próxima a porta para deixar a sala.
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- Senador? – condecorou suavemente a jornalista.
- Será que a senhorita quer nos acompanhar no jantar? – perguntou suavemente, entretanto com seus olhos queimando em direção a ela. Ele precisava de uma maneira doentia se enterrar nela.
- Oh! – surpreendeu-se genuinamente a sobrinha de Aro Volturi, por não esperar que o imponente e arrogante homem com quem ela vinha tendo um caso pelas últimas três semanas a convidasse para um momento familiar como um jantar em que estariam presentes seus filhos e seu pai. – Oh, senhor, não quero incomodá-los. – disse tentando soar como se aquilo fosse inoportuno para os quatro Cullen.
- Que é isso Isabella, venha com a gente! – animou-se Jane desligando o seu tablet envolvendo-o em seu case para guardá-lo em sua bolsa de couro negro.
- Não quero causar nenhum incomodo. – tentou mais uma vez a morena, esperando que eles insistissem em sua presença.
- Ora Isabella, vamos! – concordou Alec animado em passar mais alguns minutos na presença daquela espetacular mulher.
- Pai, você tem algum incomodo se a senhorita Swan nos acompanhar ao jantar? – perguntou o Senador a Carlisle percebendo a hesitação dela.
- Incomodo nenhum, acredito que teremos um bom tempo todos juntos. – afirmou Carlisle pensando em como poderia interrogar a jornalista e se possível tentar julgar o seu caráter de uma maneira mais complexa e completa do que ele tinha feito até aquele momento.
- Todos queremos a sua presença, sem contar que já passa das oito da noite e você deve estar faminta. – ponderou com uma sobrancelha arqueada Jane. Isabella sorriu nervosamente.
- Tudo bem, eu os acompanho. – afirmou positivamente sorrindo, compartilhando com seu amante uma intensa troca de olhares.
- Perfeito! – exclamou Carlisle levantando de sua cadeira. – No M&S? – perguntou a Edward que confirmou com a cabeça. – Ótimo. Quem irá comigo? – direcionou a questão aos seus netos. Jane e Alec sorriram animados na perspectiva de passar um tempo com o avô e agilmente os dois estavam ao lado do médico prontos para deixar o Russel Senate Office Building.
- Nós encontraremos com vocês em breve, só irei terminar de assinar uns documentos que tem que ser entregues ainda hoje para o deputado Woods. – explicitou Edward indiferente. Carlisle assentiu distraidamente saindo do Gabinete com o seu telefone em sua orelha falando amorosamente com sua Esme, seguido de perto por seus netos que conversavam alguma aleatoriedade.
Isabella que aproveitara a saída dos três foi a sua sala deixar a pasta com os blocos de notas que estava utilizando durante a reunião, e aproveitando a ida a sua sala para pegar seu casaco e bolsa os deixando em um lugar de fácil acesso para a sua saída daquele complexo de salas pertencentes ao Presidente do Senado. Contudo quando retornou ao escritório de Edward se sobressaltou em encontrá-lo em pé fumando despreocupadamente enquanto se preparava para deixar o local. A jornalista o encarou sobressaltada. Ela poderia jurar que tinha ouvido o ruivo dizer que tinha algumas burocracias do cargo para resolver antes de deixar o prédio.
- Não aqui. – sibilou o político que pela sua visão periférica notou a expressão de confusão de sua funcionária. – Antes de irmos ao M&S vamos fazer uma rápida parada. Nada que deva se preocupar, senhorita Swan. – disse entretido com o seu sorriso enviesado. A morena deu um ligeiro aceno com a cabeça não confiando em sua própria voz para dizer alguma coisa, se é que precisava dizer algo.
Próxima à entrada do suntuoso Gabinete, a jornalista viu o político de mover com uma magnificência pelo o ambiente, indo até onde o seu filho esteve há minutos atrás para enfim, ele saborear uma dose de seu precioso Macallan. O líquido âmbar de origem escocesa desceu por sua garganta queimando, apesar do desconforto que era aquela sensação de crepitação de faíscas por sua faringe e laringe aquilo era como uma anestesia. Uma frágil corda que amarrava um leão feroz e faminto a uma árvore até o momento que ele conseguia se soltar de suas amarras e avançar predadoramente a sua presa que naquele ponto já jazia meio inconsciente.
Com a perspectiva do que iria acontecer em poucos minutos em sua mente, Edward sorriu torto para si mesmo dando mais uma tragada em seu cigarro para enfim descartar o seu filtro no cinzeiro negro que já estava repleto de outros que ele havia consumido durante aquele dia. Ajeitando a sua gravata em torno de seu pescoço seus olhos verdes se conectaram com os castanhos da mulher parada ainda sem ação completamente deslumbrada por sua beleza juvenil e sobrenatural.
“Tão fácil”. Pensou o Senador consigo mesmo ao ver a postura de sua Assessora. Ela era exatamente o que ele queria: uma marionete, um ventríloquo que ele manuseava da forma que bem entendesse, e esse poder de decisão, de comando o deixava completamente satisfeito. Ele adorava saber que conseguia manipular qualquer pessoa da forma que desejava.
- Vamos, senhorita Swan? – convidou o membro das Forças Armadas dos EUA delicadamente. Isabella coçou a sua garganta, balançando minimamente a sua cabeça para afastar a neblina que bagunçava seus pensamentos enquanto ela observava todo o charme e a sedução que aquele homem parecia exalar por seus poros.
- C-claro, Senhor. – concordou com a voz tremida, saindo do escritório, seguida por Edward que sem interromper o seu caminho a espera da morena que pegava sua bolsa e seu casaco caminhando arrogantemente para longe do seu complexo de salas, naquele momento vazias, pelos corredores acarpetados do edifício que se concentravam os Gabinetes de seus outros companheiros Senadores.
O silêncio reinava pelos corredores tortuosos, estreitos e incrivelmente longos do Russel Senate Office Building, os sapatos de couro italiano do Senador, que normalmente são extremamente ruidosos contra o assoalho de madeira, era abafado pelo carpete azul com mínimos detalhes vermelhos, o mesmo era para os saltos finos de Isabella, entretanto, Edward sabia que ela estava a poucos passos atrás dele, pois sentia as ondas de calor e desejo que emanavam de seu corpo extremamente sexy.
Nem mesmo quando tiveram que dividir o elevador prateado e espaçoso, Edward lançou um olhar a Isabella. Não. Ele estava preso em seus próprios pensamentos, tentando, como um leão sedento, arrebentar a corda que o prendia, que o limitava de saciar a sua sede, sua fome.
Isabella estava estupefata com o tratamento frio e silencioso que o imponente homem dava a ela. Não que era a sua obrigação lhe dizer onde eles estavam indo e porque não assinar os malditos documentos em seu próprio escritório, todavia, submissamente – algo que ela não conseguia compreender, porque quando estava com ele, ela agia de tal maneira – o seguiu tentando ser silenciosa, por mais que seus pensamentos gritavam inúmeras coisas a ela.
Por mais que não tivesse um automóvel, consequentemente não frequentando o estacionamento do edifício, a jornalista sabia que o Volvo prata envelhecido estacionado próximo a entrada era pertencente a ele. A imposição que o design sueco do carro dava era a mesma que o Senador esbanjava, entretanto ele conseguia ser muito mais imponente e arrogante do que o carro em questão. As luzes alaranjadas do alerta piscaram velozmente duas vezes indicando que o alarme do mesmo fora desativado.
Apesar de sua arrogância natural, Edward Cullen se comportando com um verdadeiro cavaleiro abriu a porta para que sua Assessora entrasse e se acomodasse no banco de couro do passageiro do veículo, e quando esta, apesar da surpresa, estava perfeitamente acomodada o ruivo cerrou a porta e caminhou para o lado do motorista em que agilmente ocupou o seu lugar atrás do volante.
Edward sorriu consigo mesmo, permitindo que seus olhos viajassem lascivamente pelas pernas torneadas e bem definidas de Isabella, que eram cobertas pelas meias de seda natural, e para a sua infelicidade, o vestido alaranjado no meio de suas coxas. Seu membro latejava, ansiava para um contato com aquela pele macia e suave, e por conta disso seu aperto ficou incomodo sob as calças do ruivo. Disfarçadamente ele se ajeitou no carro, tentando suavizar a pressão, não sendo muito feliz em sua ação.
Notando que estava a meros segundos de romper a sua corda de segurança, o político colocou seu carro em movimento, conduzindo com demasiada maestria, destreza e rapidez para longe daquele estacionamento. A sobrinha de Aro Volturi, surpreendeu-se com o movimento repentino e ágil do automóvel, soltando sua bolsa e seu casaco negro, deixando-os cair no assoalho do carro, aos seus pés, quando suas mãos suaves e delicadas se agarraram as laterais de seu acento em um reflexo típico de segurança, fora só quando este se estabilizou na via vertical é que ela soltou o aperto e tentou-se tranquilizar.
O político observava os movimentos temerosos da jornalista por sua visão periférica se deliciando da visão dela vulnerável. Um sorriso enviesado apareceu no canto de seus lábios. Tão inocente. Tão frágil. Constatou arrogantemente o ruivo, eram essas suas duas características tão falsamente evidentes que o convencia de que ela era tão fácil de agradar e de usar. Claro, por mais que ela fosse uma tentação aos seus olhos, que o deixava com os sentidos nublados completamente por desejo, por mais que ele a ansiasse de uma maneira viciosa, doentia, mórbida, ela não passava de uma mulher, como qualquer outra que havia passado anteriormente em sua vida, onde ele iria usar, abusar e se fartar sexualmente de todas as formas e depois descartá-la como se nada valesse.
Esse era o protocolo de Edward Cullen com relação às mulheres, ele já fizera isso tantas e tantas vezes que era natural e previsível o desfecho daquele affair. Contudo, enquanto este inevitável desenlace não ocorria, ele iria usufruir de todas as maneiras carnalmente possíveis, sem importar com os sentimentos ou com o bem estar dela. Afinal, Isabella Swan nada mais era que uma funcionária. Descartável, substituível e sem nenhuma importância; e como era ela que dependia dele para sua sobrevivência, ele poderia fazer o que bem entendesse, ela era o seu brinquedinho novo, e quando ele ficasse desgastado e cansado de se divertir com ela iria dispensá-la como uma das inúmeras bitucas de seus cigarros. Ela era um objeto, uma escrava para ele, nada mais além disso.
E para comprovar o seu ponto, para evidenciar o poder que tinha, mostrando a quem ela devia obediência como uma cadela adestrada ao seu dono, ordenou de forma fria, arrogante, contudo urgente e luxuriosa, sentindo o seu desejo a flor da pele, prestes a romper a sua epiderme e atacá-la com uma fome nauseante:
- Tire a sua calcinha, senhorita Swan. – o arrepio que passou pela espinha de Isabella foi imperceptível a Edward, contudo o leve tremor de seus lábios, seus olhos piscando desacreditados e o aperto mais intenso de seus dedos na lateral do banco de couro do Volvo, a entregou. O político sorriu satisfeito consigo mesmo.
Uma cadelinha adestrada.
- C-como? – balbuciou ligeiramente confusa a morena, voltando o seu rosto para encarar o anguloso e masculino do ruivo que estava com o maxilar travado e seus olhos semi-cerrados voltados a autopista.
- A porra da sua calcinha! – cuspiu o ruivo impaciente. – Tire ela imediatamente, não quero nada contra a sua boceta! – ordenou com a voz escorrendo luxúria e inquietação.
- Mas... – começou jornalista, mas o político a cortou antes que uma segunda palavra deixasse seus lábios.
- Eu irei fodê-la dentro do meu carro, antes de encontrar com meus filhos e meu pai para o jantar, queira a senhorita ou não. – comunicou impiedosamente e sem possíveis objeções, batendo seus punhos no couro do volante.
A respiração de Isabella se tornou pesada e errática. Seu coração batia veloz e ruidosamente contra o seu peito. Um tremor muito relacionado ao medo que ela sentiu daquele homem a agredi-la fisicamente tomou o seu corpo, e por genuíno pavor ela levou suas mãos para dentro da saia de seu vestido laranja queimado enrolando seus dedos em torno da renda da parte inferior de sua lingerie a puxando para baixo por suas pernas, levantando minimamente seus quadris para não atrapalhá-la na remoção. Em questão de segundos a peça mínima de renda preta, pairava entre os seus dedos delicados, femininos, com unhas tingidas da mesma cor.
Como um animal selvagem enjaulado contra a sua vontade o Senador puxou a peça de renda que estava entre os dedos da morena, sentindo quando apertou em sua palma o mínimo pedaço de tecido transparente que estava completamente úmido. Um urro escapou por entre os lábios voluptuosos do ruivo; ampliando mais ainda, se possível, a fome que ele sentia por aquela mulher.
- Você está toda molhada, não é senhorita Swan? – inquiriu retoricamente. – Toda molhada para mim. – continuou entre os dentes, sentindo o seu desejo animalesco o consumir por dentro. – Está com um tesão do caralho, louca para ver meu pau dentro da sua boceta, deslizando enquanto te fodo, te arrombo. – completou lascivamente, espalmando a sua enorme mão direita na coxa esquerda dela, apertando-a e deslizando-a rumo ao seu ponto que pulsava de ansiedade.
Tão rápido quanto foi quando Isabella retirou a parte inferior de sua lingerie, o ar dentro do carro modificou. A aura sexual, de desejo primitivo, animalesco, irracional, impossibilitando que até mesmo qualquer um pronunciasse uma palavra os dominou, sendo possível ser sentida em cada poro, cada fio de cabelo, a cada respiração entrecortada e dêsritmada, a cada batimento cardíaco acelerado, todos os pensamentos do político e da jornalista estavam voltados para abrandar o desejo sexual, doentio, impetuoso, voraz que os consumia como um fogo em meio a um palheiro.
Agindo como extensões um do outro, ambos se ajudaram a puxar o vestido que ela usava para que este se amontoasse em torno de sua cintura exibindo o seu sexo ausente de pêlos pubianos que brilhava com a sua excitação, ansiando o contato íntimo iminente.
Não suportando mais se privar daquele delicioso prazer, Edward sem qualquer hesitação ou delonga arrastou seus dedos longos beliscando voluptuosamente seu clitóris inchado e latejante, seus movimentos eram rápidos e constantes, arrastando-a para o cume de seu prazer. Seus dedos mudaram rapidamente, deixando que seu polegar massageasse seu clitóris, enquanto o seu dedo médio a penetrava profundamente, ocasionando que Isabella arqueasse suas costas e investisse seu quadril contra a mão do ruivo para um toque mais profundo.
Seu dedo deslizava com facilidade diante da lubrificação natural da morena, observar e sentir deu dedo entrando e saindo de sua feminilidade suave, quente e acolhedora era inebriante, os gemidos que ela dava iam diretamente ao seu membro que se tornava mais rígido e mais pulsante sob sua calça e cueca boxer, ansiando a liberdade provisória antes de se enterrar profundamente naquele mínimo espaço confortável e aprazível. Rangendo seus dentes e urrando abafado, Edward a penetrou dessa vez com o seu dedo médio e o indicador, o que ocasionou a Isabella arquear ainda mais as suas costas, jogar sua cabeça para trás expondo o seu pescoço suave, feminino e pálido; seus olhos giravam para a sua nuca, sua boca entreaberta arfava e gemia suplicante por mais, enquanto seus quadris ávidos e ansiosos impulsionavam em sentido contrário aos dedos do ruivo fazendo com que ele tocasse lugares inexplorados e inexplicáveis.
O calor, a umidade, o aperto que suas paredes internas davam em torno dos dedos dele, o levava a insanidade. A excitação dela era tamanha que logo os dois dedos se tornaram insignificantes naquele espaço reconfortante e a preparando para o fato que em questão de poucos segundos ele a preencheria com toda a volúpia de sua masculinidade, acrescentou mais um dedo a penetrando vorazmente.
- Agr... mais... eu preciso de mais... eu pre... oh meu Deus... eu preciso... – ela balbuciava incoerentemente para a completa satisfação de Edward, que mesmo com ela investindo contra sua mão, literalmente transando com esta, ele continuou suas investidas, sentindo mais uma vez suas paredes apertarem seus dedos, caminhando para o seu orgasmo.
Por mais que ela houvesse feito sexo oral nele durante todos os dias daquela semana, sempre limitados à desculpa de uma reunião no seu Gabinete, nunca passou de breves minutos, suficientes para que ela o estimulasse com a sua boca e mãos, fazendo com que ele gozasse por sua garganta a baixo; e por conta disso que assim como o político, a jornalista ansiava debilmente por toda aquela longa semana o seu membro a preenchendo, violando como nenhum outro homem conseguiu, levando a mais uma vez a sua imensa e avassaladora onda orgástica.
Seus dentes estavam fincados em seus lábios, e a força que ela os apertava fez com que estes sangrassem no interior de sua boca; contudo nem mesmo o gosto de ferrugem e sal conseguiu impedir que um grito de luxúria, desejo e volúpia, passasse por seus lábios, quando o primeiro orgasmo a tomou. Edward estava extasiado, sua masculinidade doía por atenção, para mergulhar naquela cavidade que seus dedos estavam embebidos se fartando, consumindo fervorosamente.
Com uma maestria típica de pilotos da Nascar, o Coronel da Força Aérea conseguiu parar o seu veículo em um beco escuro e completamente vazio entre dois prédios ministeriais que naquele horário – um pouco antes das nove da noite de uma sexta-feira – encontravam-se completamente desabitados e com suas luzes apagadas. Tão rápido quanto estacionou o carro, Edward o desligou, e sem retirar os seus dedos que ainda penetravam com avidez a feminilidade de Isabella, desvinculou o seu cinto, o botão e o zíper de sua calça, deslizando a mesma e sua cueca boxer até seus tornozelos, liberando o seu membro rígido da prisão em que estava.
O pré-gozo que escorria de sua ponta circuncidada foi usada por ele como uma lubrificação natural, quando apertou sua mão em torno de seu membro ereto movendo agilmente para cima e para baixo em seu eixo, não cessando a sua outra mão que continuava a penetrar ansiosamente pelo calor molhado e extremamente confortável da morena. Os gemidos libidinosos que rolavam pelos lábios de Isabella estimulavam Edward a seguir com os movimentos incessantes em ambos órgãos sexuais.
Impossibilitado de procrastinar por mais um mero segundo que fosse o seu desejo selvagem para fundir seu corpo ao de Isabella, Edward retirou seus dedos do sexo feminino, notando quando o fez que sua mão estava completamente ensopada com o gozo dela, levou esta em torno de seu membro substituindo a outra, fazendo com que o resultado do orgasmo de sua amante servisse por meros segundos como uma lubrificação para manusear o seu sexo em seu eixo para cima e para baixo em seu trabalho manual.
A morena resmungava sob sua respiração entrecortada e arfante a perda do contato íntimo do ruivo, voltando o seu olhar feroz, em chamas, pronta para protestar com ele a ausência de seus dedos a fodendo como estava a poucos segundos, perdeu completamente todas as suas palavras ao vê-lo se contorcendo, caminhando para a liberação com sua própria mão, sentindo a umidade em sua palma que pertencia a ela; e por mais que Isabella houvesse dado prazer com sua boca, resultando com Edward gozando seu jato poderoso por sua garganta abaixo naquela tarde, ficou fascinada com sua expressão de puro êxtase.
Seus músculos tensos, os lábios entreabertos, os olhos esmeraldinos rolando para trás de sua nuca, a respiração errática. Edward gozando era a coisa mais sensual e espetacular que Isabella já havia visto, e por isso ela se via mais uma vez fascinada pela sua proximidade, que mesmo tão próximo não afastava a sua arrogância ou perdia a sua compostura, já que sua camisa, terno e gravata continuavam no mesmo lugar que estivera de manhã quando ele as vestiu em seu pequeno palacete em North Brentwood.
Compreendendo que seu ápice sexual se aproximava, e eventualmente não desejando cobrir sua mão e talvez suas roupas com o próprio gozo, mas ansiando este dentro de sua Assessora, a senhorita Swan, o Senador diminuiu seus movimentos em seu eixo, observando pelo canto de seu olho a morena suspirando pesadamente, lambendo seus lábios em luxúria e cobiça sem nenhuma temperança em seus gestos e com um olhar faminto de volúpia e devassidão, completamente hipnotizada com a cena que se desenrolava em sua frente, quase um remake pornográfico do Mito da Caverna de Platão.
Edward sorriu torto enquanto jogava a sua cabeça para trás contra o encosto de seu banco.
‘Ela queria tanto chupá-lo’, ambos refletiram de sua maneira.
Todavia, antes que a jornalista agindo como uma canibal envolvendo seus lábios em torno de seu membro, o ruivo agiu com uma velocidade sobre-humana empurrou o seu banco minimamente para trás – ampliando o espaço entre o seu peito e o volante -, e em seguida usando suas duas mãos e sua força máscula e desenvoltura por estar acostumado a ficar em cabines minúsculas de aviões de guerra, puxou Isabella para si – mal sentindo o seu peso ínfimo – a colocando sobre ele com suas pernas masculinas entre os seus joelhos cobertos por suas meias 7/8 naturais, e suas coxas – onde finalizava a meia, com suave detalhes no topo, presa com os ganchos de sua cinta liga de renda negra, tal como a calcinha que ela usara durante o dia.
A proximidade limitada por conta do volante, fez com que seu membro rígido e ansioso para mergulhar em seu calor abrasador, roçasse a intimidade quente e pulsante dela, ampliando a ansiedade que banhava aquele carro. Edward uivou entre seus dentes, enquanto Isabella jogou sua cabeça para trás arqueando suas costas quase desfalecendo pelo insignificante contato.
- Porra! – brandiu o político, apertando a cintura fina da morena e jogando a sua cabeça para trás deliciado. – Eu quero fodê-la tanto, senhorita Swan, mais tanto que palavras não seriam suficientes para explicar. – mais uma vez roçaram suas intimidades com ambos suplicando em meio aos seus grunhidos. – Sentir meu pau ocupando toda a sua boceta, a preenchendo com o meu gozo, enquanto a senhorita grita o meu nome, o nome de quem a fode como ninguém a fodeu antes. – balbuciou libidinosamente Edward, mordiscando com força o lóbulo da orelha feminina que gritou em pleno deleite.
- Sim. – cantarolou Isabella, entre seus lábios que formavam um biquinho buscando uma lufada de ar, quando jogava mais uma vez sua cabeça para trás, arqueando suas costas de maneira mais ampla, deslizando o membro duro de Edward por sua feminilidade. Ela queria tanto ele dentro dela, que estava à beira da insanidade. Prestes a implorar.
- Você quer meu pau em sua boceta, não é senhorita Swan? – provocou o ruivo, deslizando suas mãos grandes pela cintura da morena em direção aos seus seios arredondas que estavam a centímetros de sua boca suplicando para serem chupados, sugados, mordidos e até mesmo fodidos.
- Me fodendo. – assobiou em concordância a morena, com seus olhos girando nas orbitas ansiando o início daquela dança tão antiga. – Sim – suspirou. -, eu quero. Eu necessito. Eu preciso. – respondeu com a voz abarrotada de desejo sexual genuíno. Edward sorriu torto com a sua resposta suplicante e beirando a insensatez.
Astuto de natureza, o Senador deslizou suas mãos grandes, quentes e aflitas por seus seios voluptuosos, os apertando com violência antes de desfazer com uma perícia surpreendente os quatro minúsculos ganchos do decote em ‘V’ do vestido se abrissem relevando os seus seios arredondados cobertos por um sutiã de renda preto que faziam par com o conjunto completo de lingerie que ela usava.
- Porra, senhorita Swan – xingou entretido no colo que assemelhava ao topo de uma forma de coração. -, você é uma provocadorazinha do caralho. – completou com uma devoção pudica o político, deslizando com voracidade seus dentes pela curva de suas mamas, seguido por seus dedos ágeis abaixando a renda frágil da parte superior de suas roupas íntimas expondo seus mamilos róseos e totalmente intumescidos.
Isabella somente gemeu quando sentiu a língua e os lábios quentes de Edward atacando sem piedade seus seios, os abocanhando, mordiscando, chupando com uma avidez avarenta. As costas femininas se arquearam mais, se possível, possibilitando assim um maior assalto do Senador as suas mamas. Os quadris deslizaram minimamente sobre os dele, roçando novamente suas intimidades, antecipando o desejo sublime e suntuoso que havia quando estavam conectados.
Edward gemeu contra a pele sensível, quente e com aroma doce e silvestre de seus seios; enquanto ela jogava sua cabeça para trás, batendo-a contra o volante e gemendo palavras inteligíveis e incompreensíveis, entretanto cheias de maldições e súplicas. O ruivo estava completamente realizado de vê-la tão aflita para tê-lo dentro de si. Era esse poder que só o sexo proporcionava que deixava a sua necessidade por ter relações sexuais diariamente à beira da insanidade. Do vício, da doença.
- Por favor... – choramingou a jornalista, literalmente implorando para que ele a penetrasse com toda a grandeza de seu membro.
Edward sorriu torto.
- O quê, senhorita Swan? – perguntou lascivamente. Um arrepio de tesão passou por sua espinha, arrepiando os pêlos de seus braços e de sua nuca, Isabella sentiu seus dedos dos pés se enrolarem dentro dos seus sapatos; suas mãos femininas que em algum momento seguiram-se para a nuca do político se trançando entre seus fios acobreados e os puxando com firmeza.
- Por... por favor... – choramingou metade em êxtase, metade em súplica. – Por favor, Senador... ahh... – jogou novamente sua cabeça para trás deslizando seus quadris pelas coxas do político fazendo com que o membro rígido deslizasse por seu clitóris, seus grandes lábios, indo até o seu períneo, enquanto ambos gemiam em ansiedade. – Por favor, Edward... Senador... só... me... fode. – implorou com sofreguidão e aflita comoção.
- Com prazer. – murmurou Edward com um sorriso convencido em seu rosto enquanto uma de suas mãos ia até o seu membro no instante que Isabella se erguia alguns centímetros para direcionar sua entrada, mostrando a ‘ele’ o lugar que deveria ocupar. – O prazer será todo meu, senhorita Swan. – afirmou sobre a sua respiração enquanto o seu membro deslizava milímetro por milímetro no calor úmido, pulsante, acalentador e reconfortante que era o sexo da morena.
- Oh. Meu. Deus. – gemeu a jornalista quando a masculinidade do político estava por inteiro dentro de si.
- Sim. – trauteou o vigoroso homem. – É incrível, supremo, sublime, excepcional me ter dentro de você, não é senhorita Swan? – inquiriu convencido com um sorriso enviesado em seu rosto, quando finalmente iniciava seus movimentos de entrada e saída na feminilidade da morena.
- Oh... – gemeu roucamente a jornalista, com sua boca se abrindo em um ligeiro ‘O’, enquanto a sua cabeça era jogada para trás novamente, arqueando suas costas fazendo com que o topo de seus seios fosse pinicado pela pequena barba que crescia sobre o queixo e pescoço do político, ao mesmo tempo em que ela se movimentava sobre a masculinidade do Senador que aprofundava em sua carne escorregadia e abrasadora.
Apesar de estarem apertados atrás do volante do Volvo prateado escuro, nenhum dos dois envolvidos naquela dança antiga, íntima, sexual, bela, incomodava-se com a proximidade corporal quase apaixonada, ou os equipamentos do automóvel que atrapalhavam, possivelmente deixando hematomas em suas peles. Cada espasmo era ecoado pelos bancos de couro e pelos vidros escuros.
Por mais que a estação das flores tenha iniciado há cerca de seis dias, o vento gélido e as baixas temperaturas ainda assolavam a Capital Federal dos Estados Unidos da América, entretanto o calor, a intensidade do que ocorria no espaço limitado do Volvo era como o dia mais quente do verão mais intenso de todo o planeta Terra.
Os vidros do automóvel que quando este estava em movimento não embaçavam por causa do sistema de aquecimento do mesmo, que quando o veiculo foi desligado para desfrutarem daquele prazer carnal, o mesmo parou de funcionar, fazendo com que agora, no meio daquela dança, onde a sinfonia que dava o ritmo eram seus gemidos, suas lamúrias, suas súplicas, seus urros, seus grunhidos, seus quadris batendo-se um contra o outro, suas respirações arfantes e dês-ritmadas; se embaçassem devido ao fervor, ao fogo daquele affair – extraconjugal para Edward, uma pequena vantagem do seu plano tão bem arquitetado e maléfico que fora não só traçado por ela, mas também pelo o pior dos inimigos que alguém poderia ter. O destino.
Um observador externo, caso observasse aquela cena, diria que os dois estavam completamente apaixonados e que não conseguem controlar o seu desejo um pelo outro, ou caso este observador fosse uma pessoa mais articulada e levasse em conta o lugar em que estavam fazendo aquele ato que para a maioria das legislações mundiais deveria ser realizado entre quatro paredes e não em um lugar público onde poderiam afetar a ordem pública com seus atos, gemidos, palavras libidinosas, diria que aquele caso era proibido, ilícito; que um dos dois estava traindo seus votos matrimoniais ao copular com uma mulher ou um homem que não era o seu perante a lei de Deus; a pessoa que fez esta observação poderia até mesmo apostar que o homem fosse o que estivesse maculando seus votos de casamento, e que a mulher não passava de uma meretriz paga para dar prazer ao seu cliente.
Qualquer que fosse a solução daquele enigma – um casal apaixonado ou um casal de amantes – não se valia para aquelas duas almas vingativas, ambiciosas, manipuladoras e execráveis. Não. Edward Cullen e Isabella Swan iam além destas delimitações sociais ou sentimentais, aquele envolvimento sádico ia além do entendível, do explicável, do palpável; ninguém, nem mesmo os dois entendiam que aquela necessidade era insalubre, corrosiva, autodestrutiva.
Não.
Nenhum dos dois se importava com nada além do seu próprio umbigo, nunca analisaram as consequências como um todo. Era aquela necessidade crua de sexo, de vingança, de poder. Apesar de a morena agir submissamente diante do ruivo, era uma simples fachada, uma máscara removível com extrema facilidade; e ele, o poderoso político, o homem que ou se amava ou odiava, que fizera – e faz – coisas terríveis acreditava com toda a sua virilidade, sua vitalidade, sua crença de que ele que dominava a situação entre aquela jornalista e si próprio, nunca esteve tão enganado em toda a sua vida.
Não era a submissa e o dominante. Era o submisso e a dominante, tanto que quem conduzia aquela dança dentro do carro ditando os movimentos de entrada e saída do membro duro e pulsante do político não era ele, era Isabella que pulava em seu eixo determinando a intensidade das estocadas e a profundidade das mesmas, rebolando e gemendo lascivamente a Edward, simulando de maneira invejável e perfeita que aquela relação era o inverso do que realmente era.
Isabella que estava próxima ao seu segundo ápice da noite, mordiscava, chupava, lambia, sugava o lóbulo da orelha, atrás da orelha e o pescoço de Edward do lado esquerdo, sentindo cada músculo de seu corpo tencionar e relaxar a cada movimento contrário que seus quadris faziam contra o outro. Os lábios, os dentes, a língua do ruivo, dominava como um leão deliciando-se de sua presa dos seios voluptuosos e arredondados da morena, os apertando com suas mãos, chupando, mordiscando, sugando seus mamilos, enterrando o seu rosto entre o vão destes.
O aroma de sexo inebriava os sentidos dos dois, penetrava suas peles, o tecido de suas roupas, impregnava nos fios de seus cabelos, no couro do automóvel, consumia toda a fome, a sede, a luxúria e o desejo dos dois envolvidos os levando ao cume paradoxal do inferno e do paraíso do prazer. Juntos em uma conversa silenciosa – ausente de falas, olhares ou toques – aumentaram o ritmo de seus movimentos, indo mais rápido e profundo, sentindo – no caso de Isabella – seu corpo se expandindo para suportá-lo dentro de si, enquanto uma força muito maior se contraía em si para prendê-lo ali para todo o sempre; contudo – no caso de Edward – o aperto que as paredes acolhedoras dela davam em torno de si eram sufocantes, exigia que ele procurasse uma brecha para respirar, ao mesmo tempo em que se sentia expandir, endurecer, firmar com toda a profundidade que poderia ali, marcando-a como sua.
- Porra! – brandiu o homem completamente atordoado quando o aperto em torno de seu órgão tornou-se asfixiante, ele sentia os pés de seu orgasmo arrastando-se para o fim da encruzilhada pronto para determinar o seu caminho, esguichar a sua semente naquela cavidade aprazível.
Ganchos invisíveis em seus umbigos os puxavam para a borda. Os músculos dos dois se contraíam e relaxavam, em um círculo vicioso e contínuo. Os batimentos cardíacos estavam acelerados e enérgicos. Suas pulsações estavam em frenesi, todas corriam em uma velocidade antagônica, agonizante, delirante rumo ao meio de suas pernas, onde os estímulos nervosos prazerosos o carregavam para o fim da linha, ao encontro do tão buscado orgasmo.
- Goza para mim, Edward. – pediu com a voz rouca Isabella no ouvido do Senador, que urrou diante das palavras e ergueu o seu rosto dos seios apetitosos da morena para olhar para os seus olhos castanhos como poças de chocolate completamente eclipsadas pela luxúria, pelo prazer que ele proporcionava a ela.
Os dentes brancos e bem cuidados da jornalista cravados em seu lábio inferior, enquanto suas expirações e respirações eram audíveis. Seus gemidos eram abafados para o fundo de sua garganta. Edward ficou hipnotizado pela cena diante de seus olhos, era tão lúbrica, tão cativante, que ele se sentiu atordoado de admirar, esquecendo por um breve segundo o seu orgasmo que estava na borda.
Isabella que apesar de estar completamente consumida pelo prazer sentindo seus músculos apertando-se com tanta força o vigoroso membro, notou o olhar penetrante do seu parceiro naquela dança, e agindo em comum instinto não só feminino ou carnal, mas principalmente humano, soltou seus dentes de seu lábio inferior, que se encontrava inchado e vermelho intenso, e sem qualquer vacilo procurou os lábios bem delineados e vermelhos do homem que estava prestes a gozar dentro de si.
Porém, Edward que era um homem que há muito tempo abandonara aquele gesto afetivo, por indicar uma vulnerabilidade, uma fraqueza, agiu instintivamente virando o seu rosto no último milésimo de segundo do ataque dos lábios perfeitos e ansiosos da jornalista, fazendo com que ela depositasse o beijo, ou o que ela acabou fazendo, no canto direito mais extremo de seus lábios, tomando mais a sua bochecha do que a boca daquele viril homem.
Buscando evitar perguntas ou a desconfiança da Assessora, o Senador intensificou ainda mais seus movimentos contra o sexo da mulher, sentindo a pressão em torno de si a cada investida. Supondo que ele não conseguiria resistir por muito mais tempo, tirou uma de suas mãos que estavam na cintura de Isabella para alavancá-la a cada ataque de seu membro, e a levou em direção ao ponto intumescido cheio de nervos entre suas pernas, um pouco acima de onde ele a penetrava, e massageou com voracidade o seu clitóris.
Isabella engasgou diante do ataque surpresa. Seus olhos rolaram para a sua nuca, jogou sua cabeça para trás, arqueou a sua coluna esperando a redoma de vidro em que morava o seu orgasmo se espatifar em um bilhão de pedacinhos quando avançou por o seu corpo como um tsunami.
- Wow... Deus. – murmurou meio incompreensivelmente conforme sentia seus fluidos sexuais inundando a sua cavidade em que estava mergulhado o membro pulsante de Edward.
- Foda-se! – gritou o político com uma investida dura e longa. – Porra! Eu vou gozar. – comunicou, e no segundo seguinte o seu gozo preencheu a jornalista, misturando os seus líquidos em um só.
Os braços da jornalista caíram molemente ao seu lado, soltando os fios acobreados em que eles ficaram enlaçados durante todo o ato sexual, sua testa ligeiramente suada caiu no ombro do político, enquanto a sua respiração saia ofegante por seus lábios. As mãos do político que estavam uma na cintura e outra no clitóris dela pousaram suavemente sobre as coxas torneadas dela. Sua respiração também estava ruidosa e ofegante, entretanto menos do que as da mulher.
Aquele momento tão íntimo, tão significativo na vida de um casal após o coito, fora rapidamente quebrado. Edward – que pelos seus anos de treinamento na aeronáutica – recuperou-se rapidamente, e sem esforço algum retirou Isabella de seu colo a colocando onde ele havia a tirado minutos atrás no banco do passageiro. Seguidamente retirou uma toalha de rosto branca de um compartimento ao lado da porta esquerda do automóvel onde limpou seu membro dos vestígios da recente atividade sexual, jogando a peça felpuda sobre as pernas meio cobertas por meias de seda e meias desnudas de Isabella, retornando suas peças de roupa inferior que se encontrava em seus tornozelos ao lugar correto, acertando com eximia perícia sua roupa não indicando em momento algum o esforço físico que fez há poucos minutos.
Ignorando completamente a mulher ao seu lado – que desde Edward havia colocado sobre aquele banco não se mexeu, procurou no bolso interno de seu terno importado a cartela prata de cigarros, levando a porção de tabaco branca de filtro vermelho aos seus lábios, acendendo enquanto permitia que o ar gélido da cidade de Washington penetrasse pelo carro quando abriu o vidro ao seu lado. Cada tragada que dava na droga comercializável era como um fator a mais para lembrá-lo do prazer inarrável que tivera. Edward saboreou lentamente o seu cigarro, seus pensamentos estavam vazios, seu espírito estava calmo, relaxado, satisfeito.
Isabella, todavia, não sabia se sentia-se ultrajada diante da indiferença ou se encantada pelo jeito sereno do homem ao seu lado. Quando finalmente sua respiração acalmou-se, fazendo uso da toalha que Edward havia lhe entregado, a morena limpou os indícios do prazer sublime que tivera. Como não havia localizado sua minúscula calcinha no veículo – e também consciente de que seria horrível ter aqueles elásticos e rendas pressionando a sua sensível carne, ajeitou suas meias e a cinta liga que usava; tornou a colocar seus seios extremamente avermelhados pelo ataque do político a eles sob o sutiã, antes de cerrar os ganchos do vestido voltando a sua seriedade minimamente sexual.
Levantou-se um pouco do acento do automóvel para abaixar o tecido que se acumulada em sua cintura e quando estava pelo menos nas roupas que vestia apresentável, a morena abaixou a aresta do quebra-sol sobre o seu banco e abrindo o compartimento que escondia um espelho se encarou junto com a pequena luz que saia sobre esse. Escusando dizer que o seu cabelo estava uma bagunça, sua maquiagem, felizmente, não tivera tantos danos. Deslizou seus dedos pelas ondas castanhas de seus cabelos, desfazendo os nós, e os deixando sedosos e naturais como estivera durante todo aquele dia. Satisfeita com o resultado, pegou a sua bolsa e reaplicou a sua maquiagem suave.
Contente que ela parecia tão normal quanto estivera no Russel Senate Office Building, tirou de sua bolsa a sua cartela de cigarros inteiros brancos e ascendeu um, imitando Edward ao abrir a janela ao seu lado. Por mais que o vento que entrava pelas duas janelas fosse frio, quase invernal nenhum dos dois adultos sentiu frio ou incomodo, o ar glacial funcionava como um relaxante, onda de calma em seus corpos, ajudando-os a vestir a sua máscara de segredos e mentiras perante as pessoas que encontrariam em minutos.
Edward terminara o seu segundo cigarro quando finalmente lançara um olhar à morena ao seu lado, que dava a última tragada em sua porção de tabaco antes de descartar o filtro no beco escuro em que estavam. Pela segunda vez após o sexo, a fisionomia de Isabella fizera o Senador remeter a concubinas francesas da década de 20. A jornalista tinha uma beleza comum, olhos e cabelos castanhos, pele branca, corpo violão e altura mediana, nos padrões de beleza da atualidade ela estaria totalmente fora, inapropriada, contudo para a beleza de 40, 60, 80 anos atrás Isabella se encontraria perfeita.
Sua beleza era clássica, pura, genuína, não artificial tão comum atualmente, Isabella Swan tinha o porte e a beleza das atrizes da era de ouro de Hollywood, Edward poderia ver traços em si de Audrey Hepburn, Grace Kelly, Vivien Leigh, Elizabeth Taylor, Brigitte Bardot e Marilyn Monroe, em um misto exótico e único, confundindo ingenuidade com sensualidade, determinação com ambição, erotismo com fragilidade, tantos opostos que era enervante pensar. Sua beleza era avassaladora, perturbadora e ao mesmo tempo tão aprazível, apreciativa.
Edward engoliu em seco, sentindo a falta de álcool em sua corrente sanguínea, e antes que ele tomasse novamente aquela mulher ao seu lado colocou seu veiculo em movimento em direção ao restaurante em que seu pai e seus filhos os aguardavam falseando uma despreocupação. Todos os três tinham pleno conhecimento que a demora do Senador e da Assessora de Imprensa nada tinha haver com ‘assinar documentos oficiais do Capitólio’.
Não.
Tanto Carlisle, quanto Jane e Alec sabiam que os dois estavam fazendo e o porquê da demora, e quando depois de intermináveis minutos em que cada um apreciou a sua bebida e beliscou algum petisco que o restaurante fornecia viram o casal não apresentando sinal algum de suas recentes atividades entrando pelo restaurante.
O médico-político notou o brilho de satisfação e poder nas íris esmeraldinas do filho, o sorriso torto que brotava no canto de seus lábios denunciava o quão bem ele fora servido sexualmente por aquela morena, que olhava deslumbrante após os orgasmos que tivera.
A loira estudante de jornalismo e publicidade encarou admirada seu pai e sua amante. Tanto quanto ela havia pressentindo quando a conhecera naquela manhã, ela ainda mantinha a mesma constatação que: Isabella Swan era a pessoa certa para estar ao lado de seu pai na campanha a Presidência da República, entretanto, para conseguir tal união deveria tirar sua própria mãe da equação, mas como fazer isto quando o seu próprio pai – a pessoa que poderia dar início ao divórcio sem qualquer razão específica ou aparente – resistia tanto em se separar de Tanya Denali?
Jane estava disposta a fazer o possível e o impossível para o seu pai, seu herói ocupar a tão sonhada sala oval na Casa Branca, ser o homem mais poderoso, influente e conhecido de todo o mundo, e quando ele conquistasse tal façanha não seria a loira ex-miss Califórnia que estaria ao seu lado, mas sim a morena de olhar humilde, inocente, frágil e cativante. A primeira dama mais que perfeita para um homem como Edward Cullen.
Alec, em oposição aos pensamentos de seu avô, que constatava o óbvio, ou dos ambiciosos e tortuosos de sua irmã, que viajavam além daquele momento, daquele ano, deslizava seus olhos verdes famintos idênticos ao do pai pelo corpo escultural da morena, desejando de uma maneira tão intensa possuí-la ali, no meio daquele restaurante, diante de famílias, pessoas enamoradas ou tratando de negócios, pouco se importando que inúmeras pessoas tivessem olhando os dois.
Edward que andava esbanjando sua arrogância, charme e requintes genuínos, com sua mão grande e quente encostada castamente na base da coluna de Isabella notou o olhar lascivo, libidinoso do filho em direção em sua amante. Um rosnado se formou em sua garganta. O garoto poderia ser sangue do seu sangue, mas desejar o divertimento dele era passar dos limites. Lançando um olhar que fulminava o menino que era uma cópia do seu eu aos 22 anos, apertou mais a jornalista aos seus braços demarcando o seu território em torno dela, contudo para garantir a sua certeza, sua postura, sussurrou em seu ouvido:
- A quem você pertence, senhorita Swan?
Isabella tremeu diante da imponente exigência. Porém, não respondeu a pergunta do político que se irritando ao não obter uma resposta, explanou rispidamente, mandando centelhas de fogo por todo o seu corpo, e pela quinta vez naquele dia seu clitóris pulsava em desejo aquele homem imponente:
- Eu irei foder a senhorita novamente, neste restaurante na frente do bastardo do meu filho, provando que a senhorita é minha! Entendido, senhorita Swan?
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Notas finais
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Como acredito que vocês tenham percebido durante a leitura, muitas pistas do desenrolar da história foi explicitado, e que eventualmente elas irão fazer muito sentido, mas vamos com calma.
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O que vocês acham que o Senador irá fazer com Alec por cobiçar Isabella?! E Jane será aliada perfeita para que ela execute o seu plano e conquiste o poder que tanto anseia?! Carlisle irá interrogar a Bella a ponto de ter certeza quem ela é, sobrinha do Aro?! Hum... hein... hum...?!
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Enfim, obrigada a todo mundo que leu, comentou, recomendou, indicou a fic, e compreendeu a o hiato que submeti para que pudesse concluir Teenage Dream, mas como sempre eu digo: eu volto, sempre volto, por mais que demore.
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O próximo capítulo vem finalmente um inédito. Vou tentar agilizar e postar rápido, mas não vou prometer nada ainda, porque... puft... eu sou terrível em promessas, mas enquanto não venha capítulo novo, quem quiser ver fotos dos personagens, roupas, imagens que relaciono com a fic, o trailer da fic, ou simplesmente se tiver uma pergunta não deixem de acessar o tumblr: fuckyeahsympathyforthedevil(PONTO)tumblr(PONTO)com/ , ou quem quiser usar o formspring para me perguntar o que quiser, fiquem a vontade também: www(PONTO)formspring(PONTO)me/carolvenancio prometo que irei responder todas as perguntas da maneira que puder, ok? Só lembrando que para acessar qualquer um dos dois basta trocar a palavra (PONTO) pelo símbolo, ok?
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Obrigada a todas as reviews e pelo carinho. Tod, muitíssimo obrigada por betar isso aqui.
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Nós vemos em breve no capítulo INÉDITO!
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Amo vocês!
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Beijos,
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Carol.
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N/B: Oi, gente! o/
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Até tu, Alec, meu filho? A Bellorra me passa um quê de gostar dos novinhos, bem no estilo de eu tiro sua virgindade, vc me idolatra e eu te piso que se o Alec não fosse tão puto qto o pai, a Bellorra podia pegá-lo só pra fazer uma ceninha. Mas isso é minha mente viajando...rs
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O cenário desse capítulo foi super intenso. Gostei do Carlisle mostrar seus sentimentos, mesmo sabendo que não vão levá-los nunca em conta (vivendo na redoma de poder que o Anthony deixou no sangue do neto e dos bisnetos enquanto ele é o expectador amargurado), mas é essa aura de transparência que cada personagem tem que me encanta nessa fanfic. Todos são o que são, mas só os leitores descobrem na verdade. Carlisle é bom demais pra tanta podridão, tadinho.
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Agora a Jane e o Alec são duas faces da mesma moeda, só que em padrões diferentes que eu ainda não capitei num todo, mas além de viajar eu também sou lerda e só pego as coisas depois de um tempo. É como se os dois fossem 99% parecidos, mas alguma coisa ainda vá divergir brutalmente e mostrar que eles ainda podem ser diferentes. Faz sentido?...rs
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O sexo foi um dos melhores mesmo. Mas eu acho que cada lemonada de Conexões Ilícitas uma verdadeira bomba de tesão, cada uma se supera no seu contexto. Então eu realmente não consigo optar por um que tenha sido fantástico, todos são. Porém, a deixa em que a Bellorra é A dominante foi de tirar o chapéu pra Venancio, afinal de contas, tá na hora do Edward saber que ele só acha que domina, sendo que mais pra frente ele só vai tomar na cara.
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Vislumbre da Bellorra no cenário político? Quem te conhece que te compre, Swan! É só a pontinha do iceberg.
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Nos vemos no próximo capítulo, gente! E deixem suas reviews sinceras pois como já sabem, elas são mega importantes pra inspiração da autora!
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Bjos,
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Tod.
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GOSTOU OU NÃO, DEIXE-ME SABER.
REVIEWS SÃO O COMBUSTÍVEL PARA NOVOS CAPÍTULOS!
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