Notas iniciais
Disclaimer: Infelizmente TWILIGHT não me pertence, mas essa fanfic sim. Por favor, respeitem!
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N/A: Não é uma miragem, é finalmente um capítulo novo de CONEXÕES ILÍCITAS! Alguém ainda lê isso aqui?! Espero que sim! Então se divirtam!
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Playlist

“We Used To Be Friends” The Dandy Warhols
“Use Somebody” Kings of Leon
“Miss the Misery” Foo Fighters
“Obstinate” The Strokes
“The Bad Thing” Arctic Monkeys
“Dirt” Depeche Mode
“Well, Well, Well” Duffy
“Fuck the Pain Away” Peaches

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Capítulo sete – Aliados

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“Um grande general sabe medir com precisão a linha invisível
que separa os maus aliados dos bons inimigos.”
- M. M. Soriano -

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Os saltos finos dos scarpins negros ecoavam pelo longo corredor de paredes creme um pouco brilhante e com um forte cheiro de produto de limpeza de má qualidade, Isabella, que normalmente torceria o nariz para o aroma fétido, o ignorava completamente naquele momento. Sua mente estava em outro lugar, focada somente em sua raiva, tanto que a cada passo que ela dava pelo longo corredor de seu edifício evidenciava a sua ira.

O jantar que havia partilhado com os Cullen poderia ter sido incrível – pelo menos a refeição foi, já que a companhia era de causar indigestão, para se dizer o mínimo. Além do Senador Edward Cullen que não mediu esforços nas técnicas de provocar Isabella sem chamar a atenção dos outros, ele a havia rebaixado em uma vagabunda de beira de estrada durante há uma hora e meia que ficaram naquele restaurante, a profanando para provar ao seu próprio filho que aquele corpo que ele estava cobiçar pertencia a ele, e a ninguém mais.

Persistente Alec tentou interceder Isabella no banheiro longe dos olhares mortíferos do pai, porém, para a sorte de Isabella, e talvez uma pequena ajuda de Jane, a mulher foi salva pela recepcionista. Carlisle, em contrapartida, ainda desconfiava da Assessora que tanto o recordava um antigo desafeto, e querendo descobrir o que podia sobre a jornalista a interrogou como se Isabella fosse a principal suspeita de um homicídio, exigindo dela jogo de cintura excepcional para escapar de suas perguntas cheias de especulação.

A única pessoa que não incomodou Isabella durante o indigesto jantar fora Jane, que parecia estudar toda a situação, avaliando com demasiado cuidado como seu pai e a amante se comportavam juntos, para que assim ela pudesse traçar seus planos e objetivos tão milimetricamente que nenhum deles perceberia que estaria sendo manipulado para que ficassem juntos.

Jane não conseguia ver o futuro político de seu pai, sem Isabella ao seu lado, não sendo apenas sua Assessora de Imprensa, mas principalmente sendo a sua esposa. E, ela faria de tudo que pudesse para que esta resolução se confirmasse; tanto que para isso a loira fitava com olhos atentos à morena, que em determinado momento se incomodou com a intensidade deste, que parecia lhe tragar para uma profundeza capaz de descobrir todos seus segredos mais bem guardados, exigindo dela muito mais atenção em suas atitudes e respostas a todos os membros daquela família.

Sim, fora uma noite infernal para a jornalista, e não era por menos que ela estava irritadíssima, literalmente soltando fogo pelas ventas enquanto marchava pesadamente para o seu minúsculo apartamento.

Foi um verdadeiro desgosto para Isabella quando abriu a porta de sua casa encontrou o seu amante Jacob a esperando nu no sofá. Se antes ela já estava irritada, a cena que se apresentou diante de seus olhos só fez piorar o seu humor nem um pouco agradável.

- Sai! – demandou com a voz cheia de objetividade para o homem tirando seus sapatos e já procurando o zíper de seu vestido para tirá-lo.

- Mas Isa, eu comprei aquele seu peixe favorito e aquele vinho que você diz ser um manjar dos deuses... – defendeu-se o moreno levantando-se do sofá e com apenas dois passos chegando onde Isabella estava para tentar persuadi-la a lhe dar prazer, contudo ela somente deu um passo para trás e tornou a dizer:

- Sai. Eu estou com uma dor de cabeça infernal Jacob, eu preciso ficar sozinha, então fora! – exclamou caminhando em direção ao seu quarto para tomar um banho restaurador e relaxante capaz de eliminar todos os vestígios do dia que fora uma completa merda para ela.

Jacob, que conhecia Isabella bem demais para o seu próprio bem, não discutiu diante da imposição de sair do apartamento, quando ela estava irritada daquela forma, nada que ele dissesse poderia auxiliá-lo, assim o moreno agilmente vestiu sua roupa e agarrou sua mochila dos tempos de exército e deixou o diminuto apartamento, se ela precisasse dele, ou quisesse vê-lo, uma ligação bastaria para que voltasse ali.

Jacob Black fazia qualquer coisa que Isabella lhe pedisse, seja o que for.

A jornalista que assim que ficara desnuda seguiu diretamente para o seu banheiro, optou por encher a banheira de água fervente para tomar o seu banho, e tirar de sua pele todos os vestígios da imensa humilhação que sofreu. Os seus pensamentos foram todos consumidos mais uma vez pelos eventos daquela noite. Isabella não conseguia evitar lembrar-se da maravilhosa experiência que era compartilhar os desejos da carne com o Senador Edward Cullen.

Ele, de alguma maneira inexplicável para a morena, conseguia levá-la à esferas do prazer, da luxúria, da volúpia nunca sequer imaginados e possíveis para ela. A forma como ele a preenchia, como se moviam em sincronia, o desejo voraz e feroz que sentiam um pelo o outro. Toda a conexão que existia quando fazia sexo com Edward era uma experiência memorável, e por mais que odiasse confessar, Isabella aguardava ansiosamente esses momentos com ele.

Todavia, além de sexo excepcionalmente prazeroso, existia uma vaga gama de coisas que ela não considerou no início e que agora parecia estar lhe prejudicando. Primeiramente o comportamento gélido do Senador depois das experiências sexuais que partilhavam. Naqueles momentos ele nem parecia se importar com o que tinha acontecido, era como se ela, Isabella, não passasse de um objeto para lhe dar prazer, uma boneca inflável ou ainda uma prostituta. E a jornalista odiava ser comparada a uma prostituta, ela poderia gostar de sexo e muitas vezes usá-lo como passaporte para conseguir aquilo que ansiava, mas prostituta, não, isso Isabella não era.

De qualquer maneira Isabella continuou a enumerar em sua mente tudo que estava aparecendo em seu caminho e visivelmente a atrapalhando enquanto deixava a água quente da banheira massagear seus músculos tensos.

Alec Cullen era um empecilho que a jornalista não havia considerado de início, o garoto parecia determinado em transar com ela, algo que assim como ela notou, Edward também havia percebido e agido em completa possessividade, para sua imensa surpresa; e, se o Senador estava possessivo sobre ela, como Isabella poderia tirar Alec de cima de si, mais ainda, mantê-lo por perto, talvez como um aliado? Ela não fazia ideia, mas era algo que ela deveria pensar com demasiado cuidado, antes que todo o seu plano viesse por água a baixo.

Por sua vez, Carlisle Cullen era outro que parecia desconfiado das suas intenções; Isabella fora esperta o suficiente para perceber isto logo que conheceu o médico-político, e por mais que ela não soubesse o problema de seu padrinho com o homem, sabia que deveria tomar cuidado com ele, pois se ele descobrisse a ligação dela com Aro, tudo estaria arruinado. E como ela sabia disso?! Seu padrinho fora categórico em lhe dizer isto tantas vezes que era impossível de se esquecer, e as perguntas cheias de especulação do loiro durante o jantar foram mais do que suficientes para que a morena percebesse o que o padrinho tanto lhe advertiu. Carlisle Cullen estava determinado em descobrir cada dia do passado de Isabella, se isso comprovasse a sua ligação com alguém do seu passado.

Em contrapartida, Jane Cullen parecia ser uma aliada natural de Isabella, que mesmo sem o conhecimento desta a auxiliou em diversos momentos durante o jantar; entretanto, se aliar a Jane era preocupante para a morena, já que a garota parecia não ter respeito por qualquer pessoa – e nesta conta se pode colocar até mesmo a própria mãe, pessoa da qual ela estava mais do que determinada a acabar-lhe com a vida, e principalmente afastá-la do lado de seu pai. A jornalista teria que tomar muito cuidado com aquela garota, não cometendo nenhum deslize ao seu lado que pudesse denunciá-la, mas como fazer isto, Isabella não tinha a mínima ideia.

O restante do seu banho passou-se da mesma maneira: Isabella refletindo sobre as conclusões que havia chegado e relembrando os terríveis eventos da noite, todavia, ela sabia que não poderia ficar se lastimando sobre isto, mas sim fazer algo a respeito, tanto que após terminar o seu relaxante banho, vestiu uma roupa confortável, abriu o vinho que Jacob havia comprado e com seu Blackberry em mãos ligou para a única pessoa que poderia iluminar a sua mente no momento e apontar uma direção correta: Aro Volturi, seu padrinho. Seu mentor.

Aro pode ser considerado um homem de negócios – tortuosos, ilícitos, ilegais, porém ainda assim, negócios. Se não fosse por ele e sua imensa rede criminosa, Chicago não se movimentaria, ficaria estagnada, já que o gângster era o que fazia a cidade funcionar, seja o departamento de polícia buscando exterminar os inúmeros cassinos clandestinos, a rede de prostituição, o tráfico de drogas e armas; ou até mesmo os comércios e escritórios de fachada que enganam a fiscalização com os seus projetos “lícitos”; e assim como todo homem que sabe construir a sua fortuna sem a ajuda de ninguém, Aro Swan Volturi não confiava em ninguém, nem mesmo em sua sombra.

E era exatamente isto que o homem de olhos castanhos profundos e frios estava fazendo naquela noite de sexta-feira, contabilizando os lucros de suas atividades criminosas, uma vez que por mais que tivesse inúmeros contadores não confiava neles seu dinheiro provido do crime. Foi no momento que ele terminava de contar os lucros de um de seus cassinos ilegais que o seu celular tocou. Se fosse qualquer outra pessoa, Aro nem se daria o tempo de ouvir mais que duas frases, mas como era Isabella, ele imediatamente cerrou suas atividades e depositou toda a sua atenção na afilhada.

O homem ouviu com atenção todas as lamúrias e frustrações daquela que ele criou como se fosse sua filha; para Isabella o comportamento dos Cullen que conheceu poderia ser frustrante e nada previsível, mas para Aro não. Ele sabia que todos agiriam daquela maneira, e tanto sabia que já tinha suas cartas na manga para auxiliar sua tão querida sobrinha.

- Isabella, eu sei que tudo isto pode parecer frustrante e até mesmo aterrorizante, mas sabíamos que seria dessa forma – iniciou Aro com uma voz extremamente calma. – você não deve se desesperar, agir por impulso, agora que você tem que ser mais fria e calculista. – pontuou reticente.

- Mas como, tio?! Aquele moleque parece determinado em me queimar com o pai dele. Carlisle, em descobri alguma coisa, e Jane... bom... aquela lá se tem que ficar com os dois olhos abertos. – interviu a morena com ar cansado e infantil, deitando-se em seu sofá e suspirando pesado.

- Com Edward, você deve mantê-lo interessado. O atraia sempre com sexo, é isto que ele quer, e isto que ele gosta, e principalmente é assim que você irá conseguir destruí-lo. – demandou o homem enquanto guardava as contas de suas empresas em uma pasta. – Com Carlisle... bom... tente não cair no jogo dele, aos poucos ele acabará cedendo a você, principalmente se Esme a conhecê-la, caso Esme não dê conta, Alice será quem poderá intervir, nenhuma das duas suportam Tanya. A respeito de Victoria Collins, ambas dividem a mesma opinião que ela é um estorvo na vida do Senador Cullen. – advertiu.

Aro riu para si mesmo diante de sua frase. Esme sempre fora uma mulher articulada e sem papas na língua, e até hoje ele não conseguia compreender o que ela viu em Carlisle que a encantou. Um homem pacato e totalmente sem ação, totalmente ao contrário dela.

- Jane Cullen, mantenha ao seu lado, sobre a sua asa. Como você será a sua mentora no Gabinete pelos próximos meses, a deixe achar que está te usando, porque esta claro que é isto que ela quer. A garota aprendeu com o bisavô, a avó e o pai a manipular a todos, tenho certeza que ela é uma mestre, melhor do que os três, mas Isabella querida, você será melhor do que ela nesse jogo de cão e gato, ok?! – explanou soando mais como uma questão.

- Ok, tudo isto eu posso fazer... mas e quanto aquele moleque impertinente, o que farei?! Não posso simplesmente me oferecer para ele, sem que isto chegue aos ouvidos do Senador, que não ficaria nenhum pouco satisfeito, hoje foi a prova de como ele pode ser... hum... possessivo. – ecoou incerta, no mesmo segundo que Aro gargalhava deliciado com a simples palavra que a sobrinha usou.

Aro era um homem esperto, que durante anos estudou aquela família, somente aguardando o momento exato de destruí-los. Evidente, que como um bom arquiteto, o gângster sabia todos os segredos sujos dos membros da família Cullen, dentre eles Edward. Ele sabia, inclusive, que o Senador tinha um lado um tanto quanto sádico e que por vezes tentou flertar com o estilo de vida sadomasoquista, mas não obtendo sucesso; também tinha conhecimento que Isabella por mais que nunca tenha frequentado nenhum clube ou se aprofundado no assunto, gostava um pouco do masoquismo, principalmente quando este era utilizado na vida sexual, sendo assim era óbvio, pelo menos para Aro, que a possessividade do Senador Cullen, tinha mais haver com o desejo de dominar Isabella, e a deixar ser dominada por ele, do que outro significado da palavra possessão, todavia, Aro era inteligente e perspicaz e preferiu deixar este assunto longe do conhecimento de sua sobrinha, pois temia que ela hesitasse ao saber das tendências BDSM do político.

- O que foi?! Por que o senhor esta rindo? – quis saber com demasiada curiosidade, Isabella. Desde o início ela havia percebido que qualquer atitude do padrinho com relação à família Cullen era de suma importância para o seu plano.

- Nada, Isabella querida. Somente que nunca imaginei ouvir isto sobre o Senador Cullen. – mentiu reticente Aro. – De qualquer maneira para afastar o jovem Alec Cullen, e não correr o risco dele por nosso plano por água a baixo acredito que você deverá usar a tática mais antiga já idealizada em uma guerra. – afirmou misteriosamente.

- Hum... qual? – perguntou a morena confusa.

- Antes de derrotar seus inimigos um bom estrategista, um bom guerrilheiro adquire aliados. Apesar do cuidado que você deve ter com Jane, ela será uma peça fundamental do seu jogo, o mesmo vale para Eleazar. Será que você conseguiu convencê-lo a ajudar?! – pediu desconfiado.

- Ele ainda está temeroso em destruir Edward, teme causar algo a Tanya que a afaste de vez, mas estou ainda lhe convencendo de que tudo vai sair da forma correta e ele poderá ficar ao lado dela para sempre. – completou rolando os olhos.

- Ótimo. Eleazar é uma peça fundamental nesse jogo, o mesmo vale para Esme e Alice, acredito que em breve você irá conhecê-las, e nesta situação mostre-as que você é única, a pessoa certa para estar ao lado de Edward. – pontuou encarando uma foto antiga de sua obsessão, de seu grande amor que estava sobre sua mesa de trabalho.

Isabella, que estava tentando acompanhar o raciocínio do padrinho, ficou ligeiramente confusa, ela sabia que deveria atrair a simpatia, a confiança dos Cullen, todavia, o que Aro quis dizer com ‘única’, e ‘a pessoa certa para estar ao lado de Edward’ ainda lhe era confuso, perturbador.

- Entretanto acredito que James Collins possa ser um grande empecilho. – expressou com uma clara preocupação na voz. – Ele é uma pessoa traiçoeira, e por mais que tenha lhe ajudado a conseguir se aproximar do Senador Cullen, ele também irá puxar o seu tapete rapidamente. James nunca foi o seu aliado genuíno, por isto trate de tirar ele logo da equação ou senão nossos planos correm perigo. – disse com determinação. Isabella somente assentiu em concordância, por mais que seu tio não a pudesse ver.

- E quanto a Alec?! Ele também parece ser um grande empecilho, assim como James. – relembrou Isabella, ainda incomodada com as atitudes do garoto durante aquele dia.

Aro sorriu para si mesmo. Ele tinha uma ideia espetacular para dar um jeito em Alec, ideia que ele havia articulado com sua perspicácia e audácia durante meses, simplesmente porque previa aquele resultado.

- Com Alec se tem que agir da mesma maneira que se age com Edward. – falou com um sorriso na voz. Imediatamente Isabella arregalou seus olhos e sua boca ficando completamente estupefata.

- O senhor está dizendo que devo aceitar as investidas daquele moleque e deixar ele me foder?! – questionou com a voz uma oitava a mais do que o normal.

Aro gargalhou deliciado pela apreensão da afilhada.

- Não querida, isto só estragaria os nossos planos. Você é do Edward. – divertiu-se em sua negação. – Digo que precisamos de uma pessoa igual a você, uma verdadeira aliada. – expressou misteriosamente.

- Quem? – pediu curiosa a jornalista, não conseguindo pensar em ninguém.

Aro sorriu para consigo mesmo.

- Angela. – falou por fim o nome de sua filha bastarda.

- O quê?! – exclamou Isabella em meio uma crise de risos. – Angela me odeia, ela nunca que deixará NYC, ou Bem, para me ajudar em alguma coisa. – contestou ainda rindo.

- Ela aceitará, ela está clamando justiça. – respondeu misteriosamente e sério Aro. A jornalista imediatamente ficou quieta para ouvir o que exatamente o padrinho queria dizer. – Ben foi assassinado por uma gangue comandada por um amigo íntimo de Alec Cullen, ela mesma o conhece de vista, mas nada que precisamos nos preocupar. Ela está mais do que apta a nos auxiliar em nossos planos.

Isabella hesitou por alguns segundos, o silêncio no telefone era ensurdecedor.

- Angela está vindo a Washington amanhã, especialmente para lhe ver. Converse com ela e a convença de que lhe ajudar é o melhor para ela superar e se vingar o que aconteceu com Ben. – falou com determinação. – Qualquer coisa você entre em contato comigo. – e sem mais nenhuma palavra encerrou a ligação.

Isabella jogou seu telefone no chão e admirou o teto com um lustre com ventilador e luzes fracas de sua sala. Aro, ao mesmo tempo em que a tranqüilizou, a frustrou. A maioria das coisas que ele a havia dito, ela havia chego à mesma conclusão. Não era segredo que a maioria da família Cullen não suporta Tanya, e que se ela for inteligente e astuta conseguirá tê-los ao seu favor. James em contrapartida era uma pedra no sapato de Isabella, e ela sabia disto, mas como ela o tiraria da equação sem se denunciar?

Mas tinha um novo fator que deixava a jornalista inquieta: Angela. A sua prima não gostava nenhum pouco dela, principalmente pelo fato que o pai dela era padrinho de Isabella e a tratava como filha. Aro nunca desenvolveu um papel de pai presente na vida de Angela, para ele a menina de olhos ligeiramente puxados castanhos, pele bronzeada do sol e cabelos castanhos era um incomodo como todos os seus outros filhos bastardos; para ele a mãe de Angela – sua antiga massoterapeuta – somente quis se aproveitar do dinheiro que ele tinha para se manter o resto da vida, a prova disto foi que Lucy Webber a mandou para um colégio interno no Canadá logo que completou 5 anos e no qual ela viveu até seus 18 anos, e quando saiu da escola recusou-se a ver a sua mãe e mudou-se para Nova Iorque onde com a mesada que o pai lhe mandava estudou Artes Dramáticas e Filosofia, antes de se envolver com Ben, um playboy que virou traficante no Harlem e Upper East Side.

Desde que voltara de Montreal, Isabella e Angela se encontraram poucas vezes, apesar de fingir serem amigáveis em seus encontros, as duas não se gostavam muito, era mais uma conveniência os momentos juntos que outra coisa. Entretanto, agora Isabella precisaria de Angela, e esta necessidade causava arrepios na jornalista, caso ela implicasse com os planos de Isabella, tudo iria por água a baixo.

A jornalista refletiu por longos segundos, repassando todos os seus planos. De qualquer maneira, para qualquer pessoa que se alie à Isabella, ela deveria ser cuidadosa, nunca revelando seus planos reais, somente parte deles ou se puder nada. Ela sabia que seria difícil, mas o que na vida era fácil?! Absolutamente nada.

Entornando o vinho que Jacob havia comprado e saboreando o peixe, que era o seu preferido, de repente toda a carga negativa que estava sobre seus ombros desde que chegara se esvaiu, e ela começou a se sentir completamente solitária, era como se a sua alma sentisse falta do calor que a presença de Jacob lhe trazia, e ignorando a dor de cabeça que estava sentindo a morena apertou a discagem rápida. No segundo toque o ex-membro do exército americano atendeu e com uma dúzia de palavras da jornalista, foram mais que suficientes para que ele viesse ao seu encontro no apartamento que havia deixado há horas atrás.

Jacob iria ao inferno se Isabella pedisse. Ele há muito havia declarado a sua total devoção a ela. Jacob amava Isabella como nunca uma pessoa poderia amar outra, era verdadeiro, sincero e principalmente real. A morena sentia o mesmo por ele, por mais que fosse em menor intensidade.

Entenda, não é que ela não quisesse amá-lo da forma que ele a amava, mas Jacob era tão bom, tão submisso a ela, que Isabella não se sentia desafiada naquele relacionamento, era simplesmente confortável. Jake era o que alguns chamam de perfeito ombro para lhe dar carinho e atenção, algo que ela não recebia de maneira alguma de Edward, mas era exatamente a arrogância, a dominância e principalmente a humilhação que o Senador a fazia passar que a agradava, a seduzia.

Era bizarro e provava que talvez Isabella não tivesse nenhum amor próprio, mas havia algo na forma como Edward a possuía, e como ela o possuía que lhe dava um prazer imensurável, um desejo estarrecedor de continuar sempre e sempre sendo seu brinquedinho sexual, pois ela adorava o que ele fazia com ela, e se pudesse ficaria para sempre a sua mercê. Mal sabia a jornalista que o político estava comendo em sua mão, seus pensamentos estavam sendo consumidos por seu corpo curvilíneo, sua voz sensual, seus trejeitos sexies; Edward não conseguia tirar Isabella de sua cabeça, ele a queria incessantemente, o satisfazendo como só ela conseguia.

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Sábado começou cedo para Isabella e Jacob que estavam nus na cama da morena em um amontoado de lençóis e pernas, quando o celular da morena tocou os acordando. A prima de Isabella informou que havia chego à capital federal e que em alguns minutos estaria no apartamento dela para conversarem; e foi torcendo para que este encontro fosse amigável que Isabella deixou sua cama e começou a se arrumar para a chegada da prima.

Angela, apesar da educação que adquiriu nas melhores escolas e faculdades que o dinheiro podia pagar, não demonstrava em suas roupas ou jeito de se comportar.

Roupas pretas e surradas, acompanhada de coturnos velhos, seus cabelos castanhos tingidos de vermelho com mechas loiras, maquiagem escura e manchada. Quem olhasse Angela nunca desconfiaria a capacidade intelectual dela, mas era exatamente por isto que ela agia daquela maneira. Ela odiava o mundo que vivia, odiava a sociedade que a rodeava, e principalmente ela não suportava o fato de como o dinheiro podia mudar as pessoas. Fora por causa de dinheiro que a sua mãe engravidou, e foi por causa desse maldito papel que a sua vida sempre fora sem carinho e atenção, e também foi essa desgraça do mundo que tirou a vida do seu grande amor.

Ben era um garoto boa praça, de família rica e pertencente à elite de Manhattan, estudou direito em Yale, mas como todo garoto rico quis desafiar os pais, e seu desafio veio quando desistiu da faculdade de Direito em seu último ano, comprou um loft no Brooklyn onde começou a viver dos lucros de sua atividade ilegal, o tráfico. Evidente que por ser um membro da elite, Benjamin tinha acesso a parcela rica da cidade para oferecer as substâncias ilícitas que tinha e conseguir um retorno financeiro satisfatório, em menos de um ano assumindo a faceta de traficante, Ben havia conseguido muito mais dinheiro que seu pai investindo durante os últimos 5 anos na bolsa de valores, e com dinheiro literalmente para queimar e rasgar que ele conheceu Angela.

Foi aquele amor à primeira vista – se isto existe ainda hoje – e tal como foi fervoroso desde seu início foi até o final. Angela pela primeira vez em sua vida amou e foi amada sinceramente por alguém, Ben a tratava como uma rainha, presentes caros, viagens por todo mundo, jantares em restaurantes de renome, era uma verdadeira boa vida.

Inteligente e esperta, Angela sabia das atividades ilícitas do namorado, mas como era filha de um rei do crime organizado, como ela poderia julgar o amor da sua vida por seguir este caminho?! No mundo em que vivemos a população quase em sua integridade tem contato com o mundo criminoso, e não seria ela que o julgaria por ele seguir por este caminho.

Todavia, no dia de sua morte Angela implorou para que o seu companheiro não fosse ao Harlem negociar uma grande mercadoria vinda da Holanda, pois estava com um mau pressentimento, que infelizmente veio a se confirmar no meio da madrugada por um telefonema de um beneficiado dos negócios de Ben.

Com aquela notícia a morena se viu no fundo do poço. Angela se sentiu vazia, sozinha e mais triste do que se sentiu em toda a sua vida. Ben era seu porto seguro, sua vida, a única pessoa que ela amava e que a amava de volta. Era genuíno, verdadeiro, único; porém, a sua morte prematura e violenta fora um golpe que a filha de Aro nunca imaginou. Todos os planos para uma união próxima, filhos, e tantos outros sonhos que o casal havia construído foi por água a baixo. Nem mesmo a família de Benjamin a quis durante o funeral dele, o que foi um novo golpe para a já frágil garota.

Angela sofreu em silêncio no loft que fora o seu recanto de amor com Ben, que além do apartamento havia deixado uma grande quantia de dinheiro para ela, entretanto ela não queria aquilo, ela o queria de volta na sua vida e nada mais. Foi em meio ao seu sofrimento quase 2 semanas depois da morte do rapaz que o pai de Angela, Aro, lhe telefonou.

Não para a sua surpresa, Aro sabia o que havia acontecido com Benjamin, mas o que aquele homem não sabia? Com palavras graciosas e de sinceros pêsames o pai agiu pela primeira vez como tal com a filha, e até mesmo para a surpresa da morena combinou de visitá-la em Nova Iorque.

Foram momentos especiais para a frágil garota os que compartilhou ao lado de seu pai, era como se depois de anos em que foi ignorada, desprezada, e deixada de lado nunca tivessem existido, e que ele sempre fora o homem que ela quis como pai. Aro se mostrou compassivo, amoroso, amigável. Angela sentiu esperança naquele momento, esperança que apesar da dor, da tristeza, tudo melhoraria. E quando 4 dias depois que o pai retornou à Chicago ele a telefonou pedindo para a filha ir encontrar a prima em Washington, foi uma imensa surpresa. Ela, pela primeira vez em sua vida, queria se aproximar de sua família, ser amiga da prima que era como uma filha para o seu pai, ter Isabella finalmente como uma irmã.

E foi na esperança disso, de finalmente ter laços com as pessoas que sempre deveria ter tido, pegou o primeiro trem para o Distrito de Columbia na manhã de sábado. Claro que para uma cidade que exala poder, e a aparência é tudo, a forma como a jovem de 23 anos olhava era inquietante, mas Angela não se importou, ela somente queria se aproximar da prima e descobrir o que ela queria dela, e em uma promessa interna jurou que faria qualquer coisa que Isabella lhe pedisse. Fosse o que fosse.

Para aguardar a sua prima, Isabella vestiu uma roupa confortável – uma calça de ginástica e uma antiga camiseta da Phoenix University – seus longos cabelos castanhos estavam amarrados em um rabo de cavalo alto e seu rosto limpo, sem nenhum sinal de maquiagem. A sua maneira informal de receber Angela talvez contasse como um ponto a favor, assim ela esperava.

Jacob que somente aguardava a chegada da filha de seu chefe observava Isabella com cuidado. Ele sabia de boa parte de seu plano para destruir a família Cullen, entretanto desde que ela começara a assessorar o Senador Cullen muito havia mudado. Ficara mais segura do que queria, ficara mais provocativa e principalmente com um apetite sexual aflorado para coisas novas. Jacob não reclamava destas mudanças, mas ele as temia. Temia, pois algo dentro de si anunciava que estas mudanças eram um presságio, presságio este nada bom; e tudo o que ele não queria em sua vida era perder o seu amor, ficar longe dela, ser ignorado por Isabella Swan.

A timidez reinava em Angela quando bateu na porta do minúsculo apartamento de Isabella, ela e a prima nunca tiveram um bom relacionamento, era o tipo básico: oi e tchau, nunca foram grandes amigas ou companheiras de contar os segredos uma para a outra ou saírem para festa juntas. Isabella sempre, desde criança, fora a preferida de todos por desde cedo ter uma predileção pelas conversas dos adultos do que apenas brincar de esconde-esconde ou bonecas com os outros.

Angela em contrapartida compartilhava das brincadeiras com as outras crianças, mas sempre preferia ficar na biblioteca onde dificilmente seria importunada, ou chamaria a atenção; ela odiava chamar a atenção, algo que Isabella adorava, e mesmo com a diferença de idade de 10 anos entre elas, ainda assim muitas vezes os adultos colocavam-nas juntas, para a raiva de Isabella e para a adoração de Angela que quando criança gostaria de ser como a prima. Mesmo que o contato das duas limitava-se a festas de final de ano e um breve período nas férias de verão. Inocência daquele tempo.

Fazia pelo menos três anos que elas não ficavam cara a cara, e naquela situação, onde Isabella estava com seus 30 anos, indo para Washington e Angela com 20 já vivendo da boa vida e de seu amor incondicional por Ben em NY, tiveram uma longa e acalorada discussão. O tópico da mesma não era uma grande novidade; era o ciúme do amor fraternal que Aro depositava em Isabella e ignorava em Angela. Naquela situação, Angela, nervosa e totalmente fora de seu juízo, fez uma acusação que feriu a imagem do pai e marido leal, dedicado e fiel que Isabella construíra de Charlie Swan, acusando que não era a sua filha.

Ofender a memória de um homem digno e fiel como o seu pai, era um golpe que Isabella replicava usando todas as suas armas, e por isto o encontro entre as duas, por mais carregada que fosse a aura de animosidade e promissora aliança, ainda trazia lembranças do último embate.

Fora Jacob que abriu a porta para que a visitante entrasse. Angela, apesar de sua atitude e roupa que exalava rebeldia, mais parecia um passarinho assustado, tendo seus olhos arregalados e postura tímida, era como se ela estivesse intimidada por apenas estar no mesmo local que a prima. Isabella, em contrapartida, estava nervosa com o encontro, ela sabia que teria que usar de toda a sua persuasão e até mesmo um pouco de falsidade para convencer Angela a ajudar.

- Oi Angela. – cumprimentou Jacob, esticando seus braços para apertar em seus braços a filha de Aro.

- Jacob, é bom ver você outra vez. Faz anos que não o vejo. – replicou suavemente a garota retribuindo o abraço.

- Desencontros... – ponderou reticente, lançando um olhar para Isabella. Angela notou o olhar do moreno sobre a prima, e rapidamente desvencilhou dos braços fortes dele e direcionou a Isabella.

- Isabella, é bom revê-la. – brandiu carinhosamente caminhando em direção à prima. A morena sorriu calorosamente para a outra, esticando seus braços para recebê-la em um abraço.

Por mais que poderia se esperar um abraço frio, o que partilhavam era quente, e bastante carinhoso, dando esperança a Isabella que Angela faria o que ela tinha a lhe propor. Jacob que observava o carinho fraternal das duas sorriu para consigo mesmo, percebendo que ele poderia deixá-las a sós, como foi instruído por Aro e posteriormente por Isabella.

- Angela, foi excelente revê-la, e espero vê-la novamente em breve, mas agora me desculpe a minha pressa mais tenho um compromisso. – disse com um amplo sorriso o rapaz. Isabella deu um olhar pretencioso e um tímido sorriso enviesado para o seu amante, enquanto sua prima fazia um ligeiro biquinho e esticava os seus braços para abraçar Jacob. Dando efusivas despedidas o bacharel em Educação Física deixou as duas mulheres sozinhas.

Isabella sorriu calorosamente para Angela, indicando para que ela se sentasse enquanto preparava um café.

Angela perdeu o seu olhar pelo pequeno apartamento da outra. Era extremamente pequeno se comparado ao loft que Ben havia lhe deixado com NYC, entretanto, ela podia vislumbrar o charme da prima na decoração limitada, mas excepcionalmente elegante. A morena voltou logo com duas xícaras de café entregando uma a prima, e com a outra em mãos sentou-se no sofá, ficando próxima a Angela, mas não muito próxima.

- Seu apartamento é muito elegante. – murmurou Angela a Isabella, enquanto saboreava um gole de seu café.

- Obrigada. – agradeceu a jornalista dando de ombros. – Angela, eu queria dizer que fiquei sabendo sobre Benjamin. Sinto muito que essa violência desmotivada tenha acontecido com ele. – declamou seus pêsames, segurando com uma das mãos a mão da outra. Angela sorriu agradecida com seus olhos marejados.

- Obrigada por isso, Isa. – agradeceu. – Mas ambas sabemos que não foi por causa disso que vim até aqui. Meu pai disse que você tinha uma proposta para mim. – falou sem rodeios a morena. Isabella sorriu para a prima, sabendo que Angela assim como ela não gostava de enrolação.

- Você já ouviu falar de Edward Cullen? – perguntou com seus fugazes olhos castanhos, esquadrinhando o rosto da outra.

- O Senador? – replicou arqueando as sobrancelhas.

- Exatamente, o Senador. – concordou Isabella. Angela deu de ombros.

- Conheço o que todos conhecem, que ele é um homem muito importante no cenário político de Illinois, e também que é visto como o queridinho aqui em Washington. Os democratas até o veem como um futuro candidato a presidência. – explanou, articulando simplesmente sobre o seu conhecimento sobre política, que era extremamente amplo, uma vez que durante a sua faculdade de Filosofia havia dedicado ao estudo da disciplina.

Isabella sorriu dando um ligeiro aceno de cabeça.

- Exatamente, eu estou trabalhando como assessora de imprensa para o Senador. – disse suavemente a jornalista. Angela fechou seus olhos em fendas.

- Eu achei que você trabalhava no Washington Post. – replicou surpresa. Isabella sorriu outra vez.

- Eu trabalho no Post, e também no gabinete do Senador Edward Cullen. – explicitou.

- Infiltrada? – perguntou perspicazmente Angela. Isabella concordou com um aceno de cabeça. – Isa, desculpa, eu não consigo ver onde a minha ajuda é necessária aqui. – a morena molhou seus lábios com a sua língua.

- Será que você já ouviu algo sobre o filho do Senador? Alec Cullen? – inquiriu lentamente. Angela piscou incomodada com a questão.

- Alec Cullen? – repetiu surpresa.

- Sim. Já ouviu falar sobre ele? – pediu Isabella estudando atenciosamente a atitude da outra.

- Infelizmente. – respondeu Angela com visível mau humor tomando um longo gole de seu café. Isabella arqueou suas sobrancelhas surpresa.

- Algum problema com Alec? – perguntou delicadamente a jornalista. A outra suspirou pesadamente.

- Um amigo íntimo dele foi o responsável pelo assassinato de Ben. – pontuou. A assessora do Senador Cullen surpreendeu-se com a resposta.

- Você o conhece pessoalmente? – perguntou com urgência.

- Só de longe, acredito que ele nunca me viu. – deu de ombros. – Ben, não gostava que ficasse próxima aos seus negócios.

- Você acredita que Alec tenha algo haver com a morte de Benjamin? – perguntou suavemente. Angela deu de ombros outra vez.

- Acho que sim. Alec estava sendo investigado pelo departamento de polícia de NYC, e Ben foi chamado para testemunhar contra ele, a troca de uma anistia... eu não sei muito bem, Ben nunca deixou muito claro sobre seus negócios. – suspirou tomando o restante do seu café em seguida deslizando uma de suas mãos por seus cabelos tingidos.

Isabella ponderou por diversos segundos a informação que acabara de ouvir. Será que Aro tinha conhecimento disso? Com toda certeza, aquele homem sabia sempre de tudo.

- Você gostaria de vingar Ben? – inquiriu suavemente à morena, estudando atenciosamente todas as reações de sua prima.

- O que você tem em mente, Isa? – pediu Angela com um leve sorriso em seus lábios.

Bella sorriu enviesado.

- Convenhamos Ang, Alec não é de se jogar fora. Ele é tão belo quanto o pai. Então não será nenhum esforço, acredito, se envolver com ele. – ponderou lentamente.

- Como assim “se envolver com ele”? – repetiu Angela repetindo a frase de sua prima.

- Seduzi-lo, encantá-lo, fazer com que ele fique apaixonado por você, e durante a sua campanha a prefeitura de Washington posar como a sua, quem sabe se tudo correr bem, como a sua namorada e quem sabe futuramente noiva. – explicitou a jornalista. Angela sorriu enviesado, colocando a xícara que segurava em suas mãos no chão e aproximando-se de Isabella.

- Me conte mais sobre os seus planos, Isa. – pediu Angela com curiosidade. Triunfante, Isabella começou a declamar para a outra o que ela tinha em mente, revelando até mesmo um pouco dos seus planos, evidentemente não expondo todas as cartas que tinha na manga, mas o suficiente para convencer a outra a ajudá-la.

Dado a sua atenção extrema a Isabella, Angela ponderou a proposta de sua prima, e como não tinha nada a perder, e mais do que tudo gostaria de vingar-se pela morte do seu grande amor, concordou em auxiliar Isabella em seu plano.

Com a decisão tomada, ambas começaram a discutir alguns detalhes, o primeiro foi sobre a aparência de Angela, se a outra quisesse ajudar Isabella em seu plano, ela deveria esbanjar uma aura mais decidida e principalmente apropriada para ser aquele que irá posar ao lado do candidato durante a sua campanha. Seus cabelos vermelhos com mechas loiras teriam que voltar a cor natural, castanho como o de Isabella, destacando assim seus olhos ligeiramente puxados e castanhos. A similaridade entre as duas deveria ser evidente.

Outro ponto importante é que Angela começasse a cursar um curso avançado de Ciências Políticas que a Georgetown oferecia, somente para que ela atraísse ainda mais a atenção de Alec. Outro ponto importante seria a forma que ela iria se vestir, e como ela seria tão somente uma estudante, suas roupas deveriam expressar isso, porém, evidenciando a sua sensualidade como as que Isabella usava diariamente e que fazia milagres na imaginação do Senador Cullen. O único aspecto que ainda não fora especificado era quando Alec conheceria pessoalmente Angela, mas a jornalista disse que em breve teria uma decisão acerca deste ponto.

Com tudo acordado entre as duas, Angela despediu-se de sua prima afirmando que iria resolver tudo em NYC, e organizaria suas coisas para retornar a DC, e então começar as suas aulas e preparar-se para seduzir Alec Cullen. Com a saída de Angela e encontrando-se sozinha em sua casa, e sendo ainda meio da manhã de sábado, Isabella decidiu ir até a redação do Washington Post para conversar com James e Riley.

Tomando um breve banho – somente para retirar os excessos da noite de amor intenso que tivera com Jacob -, Isabella vestiu uma calça jeans básica azul, com botas de cano longo em couro negro, e uma blusa de mangas 7/8 e gola boba cinza. A jornalista deixou seus cabelos encaracolados soltos, emoldurando o seu rosto que tinha uma suave maquiagem. Com a sua bolsa em mão a morena seguiu seu caminho para a redação do Washington Post.

Por mais que fosse final da manhã de sábado, o Washington Post funcionava a todo vapor – inúmeros beneficiários, jornalistas, estagiários e freelancers – preparando o jornal de domingo. Isabella seguiu diretamente para o andar que ficava a sala de Riley, porém para a sua imensa surpresa o editor-chefe não iria vir hoje. Decepcionada por não ter encontrado o seu superior, a morena seguiu para o andar onde ficava a sua mesa, e para a sua infelicidade James que estava supervisionando o caderno de política da edição de domingo a chamou com urgência para a sua sala.

Isabella controlou-se para não rolar seus olhou ou arrumar uma desculpa para não ir, mas pelo olhar feroz do loiro ela sabia que não tinha escolha, ela teria que acompanhá-lo e ouvir o que ele diria, e pela expressão do jornalista não era nada agradável o que ele tinha para dizer a assessora.

Enquanto caminhava para a sala de James, Isabella observou que Irina, secretária de Riley, observava atentamente os dois. Não era segredo que Irina não gostava muito de James, bem como também não era favorável a Isabella, contudo ela parecia extremamente interessada no que os dois poderiam conversar na sala toda de vidro de James. Disfarçando que estava fazendo algo em uma mesa próxima, Irina apurou seus ouvidos para ouvir o que os dois podiam falar. James não percebera que teria uma plateia.

- O que você está tramando, Isabella? – questionou acusatoriamente James. A morena arregalou seus olhos em surpresa.

- O que você está falando? – replicou confusa. James riu em escárnio.

- Isabella, Isabella, Isabella. – repetiu sarcasticamente, apoiando suas mãos no braço da cadeira que a morena estava sentada, fazendo com que seu rosto ficasse a apenas centímetros de distância dela. – Você acha que eu sou idiota? O que você está tramando, hein? – exigiu saber.

A assessora de imprensa do Senador Cullen encarou impassível o outro, não demonstrando nenhuma emoção.

- Você é sempre tão dissimulada assim, senhorita Swan? – replicou soando como uma pergunta, utilizando-se da maneira que o Senador a tratava. – Ou ser amante de Edward Cullen está afetando o seu cérebro? Será que você esqueceu que você não trabalha para ele, a sua missão dentro daquele Gabinete não é abrir as pernas para ele te foder quando bem entender, e sim descobrir algo para que eu possa destruí-lo! – cuspiu no rosto de sua ex-estagiária.

A morena fechou seus olhos em fenda, mas ainda assim não dizendo nada para refutar o que o loiro havia lhe dito. James estava visivelmente irritado por Isabella não demonstrar nenhuma reação ou esbravejar algo mordaz diante do seu comentário. Segurando com força o rosto da mulher com a sua mão, forçou para que ela o encarasse.

- Você escute bem o que eu vou-te dizer sua vagabunda, ou você me arrume um furo bom o suficiente sobre o Senador Cullen até o final do mês, ou eu acabo com a sua farra no Gabinete dele, ok?! Não esqueça que é por minha causa você está lá. – e com a mesma força rude, ele empurrou o rosto da morena, fazendo com que ela batesse a cabeça no encosto da cadeira.

E lançando um último olhar de repulsa para a amante, James deixou Isabella sozinha em sua sala. A mulher estava com seus olhos marejados, ela inúmeras vezes havia sido ofendida e humilhada, mas nada se equiparava ao que James havia lhe feito agora, e mais do nunca ela precisava acabar com ele, eliminar de uma vez por toda esse empecilho. James nunca seria um aliado.

Revoltosa com o que havia acontecido, Isabella correu para fora da sala, com seus olhos marejados saindo o mais rápido possível do edifício do Washington Post. Irina que observara e ouvira o embate dos dois jornalistas políticos, refletiu sobre o que havia presenciado. Ela podia não confiar ou gostar de Isabella, porém ela gostava menos ainda de James. Irina ponderou suas opções, e por mais que odiasse o que formava em sua mente, ela sabia que era o que deveria fazer. Ela não iria fazer isso por causa de outras pessoas, ela iria fazer isso por questão de orgulho próprio.

.

Isabella estava soltando fogos pelas ventas, e mais uma vez abusando das suas economias, ela optou por pegar um taxi rumo ao seu apartamento.

Isabella estava sentindo nojo de si mesma por ter dormido com James, era óbvio que o jornalista iria querer colher os louros da vitória, provar que fora ele, e somente ele que conseguira destruir o Senador Edward Cullen. Não! Isabella não daria esse trunfo a James Collins, era ela quem se provaria a melhor. Ela só precisava de uma maneira de destruir o loiro, mas como ela faria isso? Isso ainda era um enigma para ela.

Rápido demais ela chegou em seu apartamento, e pagando o taxista, Isabella correu para o conforto de sua casa. Jacob ainda não havia chego de seu passeio, e arrancando as suas roupas com ferocidade a morena deitou em sua cama, e de repente sentiu-se exausta, e por causa disto se rendeu ao sono dos justos.

Ela acordou horas mais tarde, o céu já estava escuro fora do conforto de seu quarto, e seu telefone ressoava alto, sendo o responsável por despertá-la. Não dando um olhar sequer para quem a ligava, a morena atendeu o telefone.

- Isabella? – uma voz ligeiramente familiar lhe chamou.

- Sim, quem está falando? – pediu confusa.

- É Jane. Jane Cullen, estou lhe atrapalhando? – perguntou suavemente.

- Não, não... o que posso fazer por você, Jane?

A loira sorriu sonoramente no telefone.

- Eu descobri que estar anos longe de Washington, fez com que me distanciasse de todos os amigos, e não tenho ninguém para me acompanhar em uma bebida, será que você aceita me acompanhar? – convidou confiante a filha de Tanya e Edward Cullen.

A jornalista ponderou o convite por alguns segundos. Ficar com Jane em um ambiente mais relaxado, afastado do formalismo do Gabinete poderia ser uma boa coisa, Isabella poderia enfim descobrir o que a loira queria dela, e como usá-la ao seu favor.

- Claro, onde posso encontrá-la? – perguntou Isabelle levantando-se de sua cama.

- Já ouviu falar no Le Bar em Downtown? – Isabella concordou com um murmúrio por mais que não soubesse onde ficava o lugar. – Me encontra lá em 1 hora? – animou-se Jane.

- Claro. Le Bar. – repetiu Isabella com um sorriso.

As duas mulheres encerram a ligação, Isabella rapidamente seguiu para o seu banheiro onde tomou um banho rápido. Recolocando a calça jeans e a bota que estava antes, optando por vestir uma blusa creme com detalhes em renda preta de manga longa. Ajeitando seus longos cachos castanhos, Isabella maquiou-se rapidamente, e dando uma breve olhada em um mapa online descobriu onde ficava o lugar que deveria encontrar Jane.

Como já havia gasto a sua quota de taxi do dia, a jornalista foi de metrô até a estação de Downtown que ficava a 3 quadras do local em que havia combinado de se encontrar com Jane. O fato de depender de transporte público resultou que a jornalista chegasse ao local combinado 10 minutos atrasada. Jane já se encontrava sentada em uma mesa bebericando um drink, que a distância parecia ser um Cosmopolitan.

Novamente a loira vestia roupas casuais – calça jeans preta e blusa bordô com detalhes intrincados no mesmo tom -, seus cabelos loiros com leves tons ruivos brilhavam na luz fosca do bar. Jane sorriu brilhantemente para Isabella quando a viu entrando no locar, acenando com a mão para chamar a sua atenção.

A jornalista respirou profundamente. Ela sabia que este momento longe do Gabinete e dos olhares do Senador, seria uma boa oportunidade para tentar descobrir qual é o jogo dela, e como poderia usar Jane ao seu favor em seus planos.

- Isabella! – exclamou Jane, levantando-se de sua cadeira abraçando a morena fortemente. – Estou tão aliviada que você veio! Eu só descobri que depois de 4 anos vivendo longe de Washington não conheço mais ninguém. É tão bom ver um rosto amigo. – disse com um amplo sorriso.

- Fico feliz que você tenha me ligado, Jane. Espero ser uma boa companhia. – deu de ombros a jornalista fazendo-se de tímida, o que não passou despercebido pela loira, que fechou ligeiramente seus olhos em fendas, estudando a outra.

- Tenho certeza que será magnânimo o nosso tempo. – replicou apertando a mão da outra. – Só espero que a nossa diferença de idade não seja um incomodo. – completou dando uma ligeira piscadela.

- Dificilmente. – sorriu cumplice Isabella.

Acomodando-se na pequena mesa em que Jane estava bebendo antes, as duas começaram o seu tempo com uma conversa leve, mas logo os seus desejos começaram sendo expostos por meio de indiretas. As duas tinham interesses similares, e sabiam que somente a outra poderia ajudar em seus planos, por isto que Isabella e Jane, se davam tão bem. Talvez, usando um ditado popular poderia se dizer que as duas mulheres eram lobas em pele de cordeiro; prontas para usar os outros e se vangloriar com os louros de seus planos escusos.

As duas riam livremente falando sobre assuntos de interesses de ambas. Jane mesmo não precisando de uma confirmação de Isabella sobre o seu caso com o seu próprio pai, logo conseguiu tirar da jornalista uma informação preciosa: ela havia encontrado recentemente um parceiro extremamente fogoso. Ela sabia quem era esse parceiro, e ela estava orgulhosa por seu pai. Jane Cullen admirava o pai, e sabia que ele era um amante fervoroso, e Isabella parecia ser uma mulher quente na cama, era óbvio que a química sexual entre eles era explosiva.

Foi nesse momento, enquanto dividiam mesmo que suavemente suas aventuras sexuais, que foram surpreendidas por um rapaz de cabelos negros e olhos azuis claros, porém brilhantes. O rapaz em questão vestia-se descontraidamente, calça jeans quase preta, botas negras, camiseta branca e jaqueta de couro negra. Não havia dúvida que ele era bonito, e seu sorriso imenso em direção a Jane, indicava que ele a conhecia. Jane que estava distraída com a conversa de Isabella, ao sentir que estava sendo observada, procurou a origem de quem a admirava surpreendendo-se com o que encontrou.

- Oh meu Deus! – exclamou surpresa. Isabella a encarou confusa. – Sabe o cara que estava te falando? O que consegue me levar às nuvens com um simples toque? – pediu Jane. A jornalista confirmou com um aceno de cabeça. – Eis ele ali. – indicou com a cabeça.

Isabella lentamente virou-se em direção ao homem que Jane estava lhe dizendo. A jornalista estudou, bebendo cada um de seus detalhes. Ele a lembrava vagamente Edward e Alec, mas existia um ar descontraído, longe da postura arrogante que os dois homens portavam que o tornava quase uma pessoa comum.

O rapaz viu que as duas mulheres estavam olhando em sua direção, e dispensando rapidamente seu amigo, seguiu a longas passadas em direção à mesa em que elas estavam sentadas.

- Jane Cullen? – questionou com um sorriso encantador.

- Demetri Hastings. – saudou a loira sorrindo brilhantemente para o rapaz. – Achei que você estava em Los Angeles. – disse despreocupadamente.

- Estive, mas sabe como é... LA não é um bom lugar para um cientista político. – replicou dando uma ligeira piscadela.

- Oh entendo. – suspirou Jane. – Deixo apresentar a nova assessora de imprensa do meu pai, Isabella Swan, este é Demetri Hastings, filho do deputado Felix Hastings, parceiro do meu pai no Congresso. – explicou sorrindo.

- Um prazer, Isabella. – cumprimentou galanteador.

- O prazer é meu, Demetri. – sorriu Isabella. – Será que vocês se conheceram por causa dos pais de vocês? – perguntou verdadeiramente curiosa olhando de um para o outro.

- Oh não totalmente, estudamos juntos na Woodrow Wilson High School. Demetri e Alec estiveram muito próximos. – explicou Jane.

- Oh entendo. – sorriu Isabella, olhando sugestivamente para Jane, que somente piscou seus olhos em confirmação.

- De qualquer forma eu não esperava encontrá-la em Washington, Jane, achei que você estava em Boston. – refletiu Demetri.

- Sim, eu estou. – sorriu Jane. – Estou em Washington só por este semente, para ajudar Alec em sua campanha a prefeitura.

Os dois jovens conversaram sobre seus interesses e sobre as suas vidas, vire e mexe trocando sorrisos cumplices e olhares de desejo. Isabella rapidamente percebeu que o único ponto vulnerável da loira talvez fosse o jovem Demetri Hastings, e talvez ele fosse o único que poderia domar a fera. Ele poderia ser um imenso aliado. Entretanto, a jornalista tinha um pequeno empecilho: como trazer Demetri para o seu lado, e principalmente para o Gabinete do Senador Edward Cullen. Sua resposta, felizmente, foi dada pelo jovem rapaz.

- Estou estudando Política em Georgetown, mas não termino meus créditos se não tiver um estágio, e você sabe como eu e meu pai somos, Jane, impossível ficarmos próximos. E um estágio com ele está fora de cogitação. – suspirou exasperado. – Na verdade um estágio com um deputado não me interessa, eu gostaria mesmo de um com algum Senador. – pontuou sugestivamente.

A loira fechou seus olhos em fendas estudando o moreno, ligeiramente ela lançou um olhar a Isabella que contemplava a cena diante de si com demasiado interesse.

- Isabella, será que tem algum estágio no Gabinete do meu pai? – perguntou Jane lentamente. Isabella ponderou consigo mesma as opções. Ela poderia deixar Demetri a sua vista, e assim o rapaz, que claramente tem um grande interesse em alavancar a sua profissão, poderia quem sabe auxiliar em seus planos, distraindo Jane a troca de alguns favores.

- Acredito que sim. Estamos sempre precisando de estagiários, mas temos que ver antes com a Chefe de Gabinete, entretanto eu não vejo o porque ela não aceitar o filho de um Deputado e também amigo íntimo da família Cullen no Gabinete. – explicitou Isabella, lançando um olhar em direção a Jane.

- Isso é mesmo possível? – inquiriu animado demais o rapaz.

- Claro. – concordou Isabella. – Se não for muito incomodo para você, marcarei uma reunião com a Chefe de Gabinete para as 11 da manhã na terça-feira, como soa isso? – perguntou suavemente.

Demetri sorriu brilhantemente.

- Eu fico imensamente feliz com essa oportunidade. – suspirou Demetri com um sorriso genuíno.

Isabella estava prestes a conseguir um novo aliado para o seu tortuoso plano.

Demetri ficou mais um tempo conversando com as duas mulheres, ele e Jane trocavam flertes descaradamente, e Isabella que sabia aproveitar-se de uma oportunidade como ninguém, prestava atenção em cada detalhe das atitudes e gestos dos dois.

O jovem rapaz despediu-se das duas, as deixando sozinhas, e aproveitando a breve vulnerabilidade de Jane após o encontro com Demetri, tentou especular que tipo de relacionamento os dois tinham, e, se antes ela fora misteriosa para falar sobre o rapaz que a deixava sem chão, agora ela não poupou detalhes em sua explicação. Mais uma vez Isabella anotou em sua mente todos os detalhes do relacionamento dos dois para usar a seu favor.

Com a noite já avançada e muitas bebidas depois, as duas despediram-se e seguiram seu rumo separadas. Jane para a casa em que vivia com seus pais e Isabella para o seu pequeno apartamento no quadrante sudeste de Washington. Por mais que o encontro com James havia sido uma imensa dor de cabeça durante a tarde, as conversas que tivera com Angela, Jane e inesperadamente com Demetri, deu a Isabella um folego a mais para a execução de seu plano.

.

Segunda-feira amanheceu clara, mas fria – talvez o último dia gelado antes do verão -, Isabella despertou revigorada, tanto que não fez sequer nenhuma objeção a Jacob quando este propôs um sexo matinal. Isabella acreditava que nada poderia melhorar o seu humor.

Optando por usar um vestido azul petróleo com detalhes do tecido, sapatos pretos, Isabella prendeu seus cabelos em um elegante coque bagunçado em sua nuca, e bebendo apenas uma caneca de café seguiu rumo ao Russel Senate Office Building. O seu bom humor era estranho para todos no Gabinete do Senador Cullen, tanto que Victoria observou a sua rival com demasiada atenção durante toda manhã. Algo estava acontecendo com ela, e a Chefe de Gabinete faria o impossível para saber o que era.

No meio da manhã o Senador chegou acompanhado de sua filha Jane para o seu primeiro dia de trabalho ao lado da jornalista, ele usava um terno cinza claro sob uma camisa lilás e uma gravata com os dois tons, e a garota um vestido azul marinho com estampas em marrom, oxfords de salto marrom. As roupas dela indicavam um ar profissional, mas sem afastar atitude jovial de sua idade.

Jane parecia tão animada quanto Isabella aquela manhã, e despedindo-se do pai seguiu para a saleta adjunta a da morena. As duas mulheres cumprimentaram-se animadamente – o clima leve das bebidas que compartilharam no sábado ainda as dominava, o que se certa forma ajudou muito para o trabalho naquela manhã.

Como assessora de imprensa, Isabella tinha que preparar um discurso de Edward para a candidatura do prefeito do partido Democrata a Chicago, e a sua participação em um talk show na manhã do dia seguinte, Jane como a sua estagiária lhe ajudou efusivamente, concordando e discordando em diversos aspectos. Era claro que a menina tinha um tato incrível para assessorar um político.

Por volta do meio dia, a jornalista que estava escrevendo freneticamente um comunicado para o site oficial do Senador Cullen, teve a sua atenção roubada pela chegada de duas mulheres. A primeira de longos cabelos castanhos arruivados – muito similar aos de Edward, porém mais escuros – e de intensos olhos verdes, vestida com uma calça de cor areia, com uma camisa azul marinho com estampa de flores em areia e rosa suave. Sobre sua camisa de um blazer azul marinho e sapatos de salto alto da mesma cor. Ela tinha um ar jovial, e um sorriso fácil e compassível.

Por sua vez a outra mulher, aparentava ser mais velha – na casa dos 60 anos -, entretanto se comparada à outra essa era muito mais sofisticada, sua atitude era clássica, um pouco arrogante. Seus cabelos era do mesmo tom dos de Edward, a única diferença que eram rajados de cabelos grisalhos, assim como Edward e a outra mulher, ela possuía profundos olhos verdes como esmeralda. Completando o seu ar aristocrático, um vestido verde-broto, com um leve detalhe com botões dourados na cintura, acompanhando o seu conjunto um blazer cinza, sapatos e bolsa pretos e diversas joias douradas, claramente de ouro 24 quilates.

Do seu lugar Isabella admirou as duas mulheres conversando amigavelmente com Jessica Stanley, a secretária de Edward Cullen, as 3 mulheres pareciam se conhecer de longa data. Jane que estava em sua sala adjunta a Isabella deixou o seu lugar e correu para onde as recém-chegadas estavam.

- Vó Esme! Tia Alice! Estava esperando as duas, meu pai disse que iriamos almoçar todos juntos. – disse a loira abraçando com carinho as duas mulheres.

- Jane minha querida, a cada dia você está mais radiante. – disse a mulher mais velha, que Isabella supôs ser a mãe do Senador, Esme, com um sorriso carinhoso. – Sentimos a sua falta no almoço de ontem. – advertiu. – Onde a senhorita estava que não pode aparecer na casa dos seus avôs? – questionou com um olhar inquiridor.

- Mãe! – a outra mulher protestou. – Deixe-a ser jovem, como se você não se lembra de como eu era com essa idade. – replicou divertida. – Agora venha aqui Jane, me dê um novo abraço, parece que se esqueceu da sua madrinha! – explanou Alice apertando a loira em seus braços.

- Desculpe-me vó Esme, mas encontrei um grupo de amigos no sábado e só combinamos algo no domingo, desculpe não aparecer no almoço. – desculpou-se Jane a sua avó. – E tia Alice, nos falamos ontem a noite, lembra que combinamos de sairmos só nós duas essa semana? – replicou divertida, dando um beijo na bochecha da morena.

Isabella que observava atentamente a interação das 3 mulheres, surpreendeu-se quando a porta do gabinete de Edward abriu e este saiu por ela.

- Mãe, Alice, não as esperava ver até as – ele puxou a manga de seu blazer e camisa para ver o relógio em seu pulso-, bom acho que me distrai. – replicou com um sorriso enviesado.

- Edward, você se dá muito a este trabalho. Aposto que sequer tomou café pela manhã. – Esme disse carinhosamente indo até seu filho, analisando milimetricamente seu rosto, antes de puxá-lo para um abraço acalentador. Isabella ficou surpreendida com a ação, nunca vira o Senador ser tão receptivo a contato, nem mesmo com seus filhos.

- Santo Edward! – suspirou conspiratória Alice para a sobrinha que riu debochada.

- Alice, você é a preferida de nosso pai. Pare de reclamar. – brincou o político, abraçando a irmã, tão calorosamente como havia abraçado mãe.

- Deus! Eu amo os dois igualmente. – protestou Esme. – Você já teve o seu carinho materno pela manhã, Alice. – advertiu a mulher.

Era extremamente interessante ver a interação dos 4 Cullen, ao contrário da apreensão e tensão que acompanhava quando Carlisle estava junto ao filho, quando Esme estava no recinto essa sensação não era evocada, era como se ela fosse um ser calmante, como se só a presença dela fosse mais que suficiente para diminuir a preocupação que o cargo de Edward emanava. A presença de Alice era um plus a mais na aura espontânea e leve que os rodeava.

Isabella estava tão concentrada observando a interação familiar entre Edward, Jane, Esme e Alice que não percebeu que o Senador a observava atentamente. Era como se ele estivesse lendo seus pensamentos, sobre a vontade de estar ali junto, ou ainda, como ela desejava ter uma família acolhedora, mais participativa em sua vida.

- Senhorita Swan, você pode vir ao meu Gabinete por um minuto? – pediu polidamente o político. Isabella, que estava completamente perdida em seus pensamentos assustou-se com o pedido carregado de urgência do seu empregador e amante. Porém rapidamente recuperou-se da surpresa levantando-se de sua cadeira e alisando a saia de seu vestido, enquanto caminhava em direção ao grupo.

Fora Jane que tomara a dianteira para apresentar a assessora do pai.

- Vó Esme, tia Alice deixa-me apresentar a nova assessora de imprensa do meu pai e também a minha mentora para os próximos meses, Isabella Swan. – sorriu brilhantemente indicando com a mão a jornalista. Tanto Alice quanto Esme viraram seus corpos para analisar a recém-chegada. – Isabella, estas são a minha avó Esme Cullen e minha tia Alice Whitlock. – apresentou. A morena observou por sua visão periférica o interesse que Edward estava dando aquele encontro, e também o breve olhar cumplice que Alice e Jane estavam trocando.

- É um prazer conhece-la, Isabella. – saudou educadamente Esme, pegando a mão de Isabella com as suas. Esme estava atordoada o quanto a jovem mulher lhe parecia alguém que não via a um longo tempo. Alguém que ela a muito sequer pensava.

- O prazer é meu, senhora Cullen. – replicou a jornalista com um sorriso simpático. – Prazer em conhecê-la também, senhora Whitlock. – gracejou em direção a Alice lhe estendendo a mão. Rapidamente a esposa de Jasper Whitlock, o senador do Texas, agarrou a mão da mulher sorrindo brilhantemente para esta.

- O prazer é todo meu. – disse com um sorriso sugestivo para o irmão, que deu um discreto aceno com a cabeça. – Ouvi muito sobre você. – completou, desta vez dando um sugestivo olhar a sobrinha.

- Espero que coisas boas. – refutou Isabella divertida.

- Oh! Excelentes. – replicou com um sorriso enviesado.

- Odeio interromper a conversa entre as senhoras, mas senhorita Swan tenho que lhe passar umas solicitações de última hora. – pontuou Edward, apontando para o seu Gabinete.

- Claro Senador. Se me dão licença. – pediu educadamente a morena, seguindo-se para o elegante Gabinete de Edward. Este não fechou a porta ao passar, deixando-a aberta para que todos que estavam no saguão da recepção pudessem ouvi-los, clarificando que não havia nada de sexual ou sugestivo neste breve encontro.

- Irei almoçar com minha mãe, irmã e filha, e não sei que horas eu volto, por isso peço que termine o discurso para a campanha de Alex Olson a prefeitura de Chicago e peça que algum dos estagiários entregue no comitê dos Democratas, estúdio A. – explicitou. – Quero que a senhorita me envie por e-mail os preparativos para o programa DC – Politics, e prepare um discurso para a abertura da biblioteca pública de Chicago que tenho quarta-feira. Aproveitando que estarei lá na quarta-feira, marque entrevistas com redes de televisão e rádio; e se possível marque uma entrevista com o Tribune, ok?

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- Claro, Senador. – concordou Isabella, anotando mentalmente tudo que estava lhe sendo solicitado.

- Ah... e claro, prepare a sua bagagem, a senhorita estará indo comigo a Chicago na terça a noite. – completou com um sorriso enviesado completamente sexy.

- Ok. – respondeu atordoada. – O senhor volta ainda hoje para o escritório?

- Não, dificilmente retorno hoje. – respondeu, recolhendo alguns itens pessoais para deixar o seu Gabinete. – Vemo-nos amanhã, senhorita Swan. Não se esqueça do que solicitei, preciso de tudo isso no meu e-mail ainda hoje. – e sem dizer qualquer outra palavra o imponente homem deixou a sua sala. Demorou alguns segundos para Isabella se recuperasse de sua surpresa, e assim que recuperou saiu à largas passadas do Gabinete, podendo ver as costas de Edward quando este deixava o seu complexo de salas acompanhado de sua família.

Victoria observa a interação de todos desde que chegara, porém não se aproximando de Esme ou Alice por saber que as duas não gostavam nenhum pouco dela. Encarando com demasiado ódio à morena que deixava o refúgio do seu ex-amante, era uma afronta a sua pessoa que Isabella havia sido tão facilmente aceita por toda a família Cullen, enquanto ela mesma depois de anos sempre fora desprezada por todos ali.

Querendo evitar um argumento infundado com a Chefe de Gabinete, Isabella ignorou o seu olhar enfurecido e seguiu para a sua sala, onde terminou o discurso de apoio de Edward para o candidato Democrata a prefeitura de Chicago, atribuindo a um estagiário para levá-lo ao comitê. Antes de se dedicar as outras atribuições que lhe fora dado, Isabella decidiu fazer uma pequena pausa para almoçar e saborear um merecido cigarro.

.

Depois de uma tarde produtiva no Gabinete, onde Isabella conseguiu fazer todas as obrigações que Edward havia lhe atribuído. Às cinco horas, exausta com o trabalho, Isabella seguiu para a cheia estação de metrô, rumo ao seu apartamento.

Para a sua imensa insatisfação Jacob não estava em seu apartamento, ele havia lhe deixado uma pequena nota – escrita claramente às pressas – que Aro havia solicitado a sua presença em Chicago com urgência e que não estaria de volta até a próxima semana. Isabella odiava ficar sozinha, mas quando o padrinho solicitava a presença de Jacob em qualquer lugar, ela sabia que era um pedido do qual o seu companheiro não poderia negar.

Entediada porque não havia ninguém para lhe distrair, Isabella tomou um banho reconfortante e colocou uma roupa que não evocava nenhuma sensualidade, não demonstrava nenhum de seus atributos físicos. Fazendo um sanduíche de peito de peru, mozarela light, rúcula e tomate seco, Isabella serviu-se de uma generosa taça de vinho tinto enquanto assistia um sitcom qualquer jogada no sofá de sua sala. Ela estava tão distraída que se surpreendeu quando a campainha de seu apartamento soou depois das 7 da noite.

Curiosa para saber quem estava vindo até a sua casa, a morena levantou-se rapidamente de seu lugar no sofá, não se preocupando em como vestia para atender a sua porta. Foi uma surpresa que quando abriu esta viu a última pessoa que esperava na face da terra.

Irina.

Visivelmente ainda vestindo as roupas que usava no trabalho – saia e blazer bege claríssimo, uma blusa de fundo roxo e estampa de flores bege e azul, bolsa e sapatos de um marrom caqui. Seus cabelos castanhos com mechas loiras escuras, presos em um rabo de cavalo e olhos castanhos-amendoados perspicazes olhavam instintivamente para Isabella.

- Olá Isabella. Será que estou lhe incomodando? Gostaria de falar em particular com você. – disse com falsa simpatia Irina, era claro que ela não gostava de Isabella.

- Olá Irina. – cumprimentou a jornalista. – E não está me incomodando, apenas surpreendida. Por favor, entre. – ofereceu, dando espaço para que a secretária de Riley Biers entrasse em seu diminuto apartamento.

Irina ao contrário do que se esperava não se surpreendeu com o apartamento de Isabella, uma vez que o que ela vivia no quadrante noroeste era similar. Com um sorriso para a outra, Isabella pediu que Irina se acomodasse em seu sofá, perguntando se esta queria algo para beber. Com uma recusa da secretária, Isabella sentou-se no sofá ao lado desta para descobrir o que ela queria, que a levou em seu apartamento.

- Desculpe-me Irina, mas ainda não consigo ver o que te traz aqui. – falou com suavidade.

Irina sorriu simpática.

- Sei que não nos damos bem, Isabella, mas temos algo em comum. – Isabella arqueou suas sobrancelhas surpresa com a frase que Irina estava usando.

- Você está me intrigando, Irina. – replicou sorrindo. Irina descruzou duas pernas e curvou-se em direção a Isabella.

- Eu vi a sua troca nada amigável com James Collins no sábado, e pelo seu olhar ao deixar a redação, tenho certeza que você queria era matá-lo pela forma que a tratou. – explicou suavemente, Isabella tornouma arquear suas sobrancelhas. – Isabella, nós duas sabemos que James é um filho da puta, e que ele só quer conseguir os louros para ele. Se você acha que estar infiltrada no Gabinete do Senador Cullen irá lhe ajudar a conseguir respeito no Post, desculpe-me acabar com seus sonhos, James não deixará você ter seu lugar ao sol. – ponderou Irina.

- Aonde você quer chegar? – pediu com urgência Isabella, ainda confusa pelo que a outra estava lhe dizendo.

- Quero ajudá-la a destruir James. – clamou Irina, cruzando novamente suas pernas e encostando-se ao sofá novamente.

Isabella estudou o rosto de Irina a procura de alguma hesitação ou vacilo, entretanto não encontrou nada disso.

- O que você ganha com isso? – pediu incisivamente.

- Provavelmente você não sabe, mas James é meu meio-irmão. Somos filho do mesmo pai, e James me odeia, porque sua mãe caiu em doença quando ela descobriu do “romance” entre o seu marido e minha própria mãe. – deu de ombros. – Fazendo uma longa curta história, como eu fui concebida dessa relação “proibida” James acredita que sou responsável pela a morte de sua mãe, que ocorreu alguns meses depois que nasci.

Isabella fechou seus olhos em fendas.

- Eu sei que isso não é motivo para tanto, mas desde quando nasci James tenta a todo custo a me prejudicar, foi uma benção que Riley não acreditou em sua palavra quando me contratou. – explicitou.

- Vejamos se entendi, você quer me ajudar a desacreditar o seu próprio irmão? – questionou curiosa.

- Exato. – sorriu satisfeita. – Juntas podemos reduzi-lo a nada, aqueles malditos prêmios que ele tanto se gaba por ter conquistado irão ser cassados e seria uma lástima se ele não acabar sendo processado por informações falsas.

- Você pode provar isso? – pediu Isabella tentando conter o sorriso que queria rasgar em seu rosto.

- Eu não ofereceria a minha ajuda sem ter alguma prova, Isabella. Eu espero há minha vida inteira um motivo para destruir James Collins, reduzi-lo a nada, como ele e seu pai fizeram com a minha mãe. – declamou cheia de ódio.

- Acredito que temos uma aliança? – questionou Isabella, estendendo sua mão amigavelmente para a outra.

- Com toda a certeza. – suspirou Irina balançando a mão de Isabella.

Vendo que a reunião com Isabella havia se encerrado Irina levantou-se de seu lugar e com um ligeiro sorriso começou a se encaminhar para a porta com a jornalista em seus calcanhares.

- Obrigada pela sua atenção, Isabella. Entraremos em breve em contato, ok? – sorriu, abrindo a porta do apartamento.

- Obrigada pela ajuda Irina, tenho certeza que juntas conseguiremos cortar a crista desse galo. – falou com um sorriso conspiratório. Irina somente gargalhou e acenou um adeus para a morena.

Assim que fechou a porta de seu apartamento Isabella teve que conter o sorriso vitorioso que espalhava por seu rosto. Uma aliada inesperada havia se unido a ela, não para destruir o seu alvo principal, mas para destruir o único que poderia atrapalhar o mesmo. Isabella não poderia esperar o momento em que James estaria de vez liquidado e não seria mais uma preocupação.

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Notas finais
N/A: Oooi!!! Alguém ainda aqui comigo?! Espero que sim!!
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Bem, primeiramente quero pedir inúmeras desculpas por esse hiato enorme (quase um ano sem um capítulo novo), mas entre finalizar uma outra fic, um longo período sem inspiração e a minha vida acadêmica e pessoal anormal, só não dava para finalizar isto aqui. Porém, felizmente a minha inspiração voltou (há uma semana) e motivada como nunca, finalizei este capítulo. Sei que o nível dele comparado aos outros está bem fraco, mas já é um começo. Prometo que vou tentar pegar o meu ritmo e melhorar os capítulos futuros.
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Em segundo lugar, tenho uma notícia nada agradável. Como disse anteriormente a minha vida acadêmica principalmente está exigindo mais de mim do que gostaria de confessar aqui, e por causa disso eu não sei quando exatamente vou postar o próximo capítulo, digamos que acredito que no próximo mês, mas ainda não tenho um dia especifico. Espero contar com a compreensão de todos mais uma vez. Prometo não ficar tanto tempo sem postar novamente, ok?!
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Em terceiro e não mais importante: fiquem comigo até o fim, ok?! Eu prometo que valerá a pena. Esse capítulo mesmo antes do hiato (antes do meu outro computador ser roubado em dezembro passado com todos os meus planos e antes da minha falta de inspiração) eu já o tinha elaborado, era claro que ele seria mais morno, seria para apresentar 3 mulheres muito importantes na trama: Alice, Esme e Angela, como acredito que vocês notaram, e claro explanar essa aliança de Isabella com Irina, que é um ponto importantíssimo para a trama.
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Quero agradecê-los mais uma vez pelo apoio e o carinho incondicional com esta estória. Sei que ela é completamente diferente do que eu normalmente escrevo e do que se vê por ai, mas prometo que continuarei com os meus planos, e quem continuar acompanhando não irá se arrepender.
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Quem ainda não conhece a fic tem um tumblr onde eu posto fotos, spoilers e tantas outras coisas, bem como quem quiser fazer perguntas fiquem a vontade de acessar: fuckyeahsympathyforthedevil(PONTO)tumblr(PONTO)com/ ou no meu formspring: www(PONTO)formspring(PONTO)me/carolvenancio fiquem a vontade para perguntar o que quiserem, prometo que farei o possível para responder todas as perguntas ok?
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E fazendo mais uma vez ao meu ditado: eu volto, eu sempre volto, mesmo se demorar um bom tempo! ;D
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Obrigada mais uma vez pelo carinho.
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Amo vocês!
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Beijos,
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Carol.
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N/B: Olá para todo mundo que, assim como eu, ficou bem feliz (tá, muito mais do que isso) quando a Carol voltou com Conexões Ilícitas. Um capítulo longo, maduro e que, a meu ver, deu uma ótima guinada na história. Não podemos esquecer que não é só de saudades da Bellorra e Senaward que nossos corações é feito, essa fanfic é muito absurdamente mais do que isso, e o ar da conspiração, da falcatrua, de leão comendo leão, que faz com que fique muito mais gostoso imaginar o que nos espera.
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Confesso que essa união com Irina me pegou de surpresa, assim como ver tantas outras aliadas se unido à Bella. Cada uma com seu propósito, é claro, mas Jane e Angela também me deixaram com a pulga atrás da orelha. Vamos ver pra onde isso nos leva.
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Quiseram morrer com o que James fez a Bellorra? Bem vindo ao time, eu aqui fiquei putíssima da vida. Porém, deu pra ver um pingo de vulnerabilidade na Bella quando ela ficou fascinada com a Família Cullen. E a Alice tá na história *contendo xilikes*, quero tanto ver a participação dela em tudo isso.
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Desculpem as poucas palavras. Prometo pegar no ritmo também para as próximas Notas.
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Vamos dar a Conexões Ilícitas as BOAS VINDAS que ela merece! .
Deixem reviews, vejam o tumblr e participem.
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Beijos,
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Tod.
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GOSTOU OU NÃO, DEIXE-ME SABER.
REVIEWS SÃO O COMBUSTÍVEL PARA NOVOS CAPÍTULOS!