Notas iniciais
Disclaimer: Infelizmente TWILIGHT não me pertence, mas essa fanfic sim. Por favor, respeitem!
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Capítulo nove – Ataque

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“Quando um ataque acontece, a melhor defesa não é resistir,
mas mover-se com o fluxo do ataque, e,
usar essa energia em benefício de si próprio.”

- desconhecido -

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Jane Stella Denali-Cullen aprendera muito cedo como era jogar no mundo político do qual nascera; e, que sempre tivera influência dos homens da sua família, principalmente de seu pai, o Senador Edward Cullen.

E por causa dessa influência marcante que Jane sabia muito bem jogar o jogo de interesses que a política exigia. A muito, a loira, de apenas 21 anos, sabia reconhecer o que era melhor para o seu pai, no caso, o melhor era Isabella Swan. Sua mãe Tanya Denali-Cullen, há muito fora um peão descartado do jogo de xadrez que as ambições políticas de seu pai exigia.

E fora por isso que Jane propusera, quase que inocentemente, que seu pai fosse acompanhado de Isabella Swan no baile anual do partido dos democratas, porque sabia que ela era a única mulher que poderia ajudar a pavimentar o caminho de Edward a Casa Branca. E da mesma maneira que sabia como e quanto Isabella poderia auxiliar o seu pai, Jane também tinha pleno conhecimento que seu pai ansiava em desfilar com a sua assessora para todos verem, admirar e falarem. Se a viagem a Chicago não fosse um indicativo disso, a loira não sabia o que seria.

Então não fora nenhuma surpresa para Jane, que se parecia demais fisicamente com a sua mãe, mas extremamente igual ao seu pai no jeito ser, quando Edward disse que gostaria que Isabella Swan fosse a sua acompanhante no baile do dia seguinte.

Todavia, Jane sabia que a presença de Isabella ao lado de seu pai em um evento tão formal e importante do partido não seria recebido muito efusivamente por duas pessoas: seu avô, Carlisle e seu irmão, Alec.

Carlisle por se sentir intimidado e com um pé atrás com a ambição da morena. Jane ainda não conseguia compreender a apreensão do avô, contudo, ela sabia que a sua avó, Esme, uma grande conselheira de seu avô era a favor de Isabella, a ponto de até mesmo convencer o seu marido a aceitar a jornalista.

Seu irmão Alec, entretanto, era outra história. Ele havia decidido não gostar de Isabella, por saber que ele era uma ameaça a sua mãe. Era ridículo e até mesmo infantil a atitude de Alec, e Jane sabia disso; assim como os dois tinham plena consciência de que o casamento de seus pais era o casamento de aparência, onde nunca existiu amor, carinho e muito menos respeito.

Então porque ele era tão contra a aproximação de Isabella ao seu pai?!

Como ele mesmo havia respondido: “por ela ser uma vagabunda, oportunista e ambiciosa”.

Jane e Alec discutiram muito isso nos dias que seu pai estava com sua assessora em Chicago. Enquanto Jane queria que Alec entendesse que Isabella era a mulher perfeita para estar ao lado de seu pai no jogo político à Casa Branca; Alec foi claro a dizer que não se importava com o jogo político de seu pai e quem deveria estar ao lado dele nesta jornada; pois sabia que qualquer mulher que estivesse ao seu lado – seja sua mãe, Tanya, ou Isabella – não importaria, o Senador Edward Cullen alcançaria o seu objetivo de tornar-se presidente dos Estados Unidos da América, fosse o que fosse.

Jane não gostou disso, e enquanto o seu irmão dizia que sempre seria contra Isabella, e que não importasse o que acontecesse com sua mãe e seu pai, ele sempre ficaria do lado de sua mãe. Jane o advertiu que estava sendo um idiota, que a sua mãe nunca se importara com os dois, que, sequer, os queria como filhos.

Claro como sempre este assunto fora delicado entre os irmãos Denali-Cullen, desta vez não fora diferente. Enquanto Jane nunca fora próxima a sua mãe, e não aceitava a ausência constante dessa enquanto crescia; Alec sempre fora o rabicho de Tanya, ligando para ela constantemente quando ela estava na Califórnia, e tentando chamar a sua constate atenção quando estava em Washington. Talvez fosse a insistência de Alec que conquistara o “amor” de Tanya, por isso que ela era mais próxima de seu filho, ou mais próxima quanto possível uma mãe pode ser de um filho, sem ser considerada relapsa.

Alec se agarrava a essas migalhas de carinho e amor maternal como se fosse um salva vidas, para a completa descrença de sua irmã, que não aceitava de jeito nenhum os poucos momentos de consciência de Tanya com o amor maternal que ela afirmava dar, que para Jane nunca fora suficientes.

Era por conta desse embate que tivera com Alec, que Jane sabia que o baile dos democratas poderia ser complicado com a presença de Isabella ao lado de seu pai, contudo ela tinha que dar esta sugestão a Edward, pois Jane sabia que o seu pai a queria para muito mais que uma simples assessora, ou até mesmo como apenas a sua esposa. Edward queria Isabella em sua vida para muito mais. Jane tinha uma breve ideia do que esse ‘muito mais’ podia ser, e por isto ela estava disposta a ajudar o seu pai a ter Isabella ao seu lado, fosse o que fosse.

Assim, com a confirmação de seu pai que gostaria de ter a jornalista como a sua acompanhante Jane começou a preparar a agenda dela e Isabella. O primeiro item, que não podia esperar até o dia seguinte, era o vestido para Isabella usar no baile. E o melhor lugar para conseguir um era a metrópole fashion dos Estados Unidos: Nova Iorque.

Com um telefonema a uma amiga personal stylist para que pudesse encontrar vestidos de gala para o seu tamanho e o de Isabella, que ela supôs ser um 38 ou 40. Makenna Thomas, a personal stylist, afirmou a Jane que prepararia tudo para quando ela e sua convidada chegassem ao seu ateliê, tudo estivesse pronto.

Quando chegaram ao amplo escritório do Edward, enquanto o Senador seguiu para sua sala tentando desesperadamente falar com Seth, Jane seguiu para a sala de Isabella para lhe informar dos seus programas para o dia e o dia seguinte.

- Oi Isabella, como foi em Chicago?! – perguntou Jane com um amplo sorriso. Seus cabelos estavam presos em um rabo de cavalo. Uma blusa de cetim rosa pálido com um laço negro do lado esquerdo, uma saia de fundo preto e com flores cor de rosa, e open boots negras. Como sempre Jane estava vestida impecavelmente.

- Hum... olá, Jane? – repetiu confusa a assessora de imprensa. Como sempre, Jane avaliou a roupa que Isabella vestia. Uma blusa preta com detalhes franzidos do próprio tecido, uma saia lápis de fundo preto com uma estampa de padrão de flores vintage vermelhas escuras. E pumps negros. Apesar de estar bem vestida para o dia do escritório, Jane constatou que a roupa da jornalista era claramente de alguma loja popular.

“Isabella Swan, necessitava de um banho de loja urgentemente.”, constatou Jane com arrogância.

- Então como foi Chicago?! A vaca da Howell pegou pesado?! – pediu, mesmo sabendo que a entrevista de seu pai com Siobhan Howell tinha sido tranquila. Isabella encarou a loira desconfiada.

- Foi tudo ok em Chicago, Jane. – respondeu lentamente. – Será que posso ajuda-la em alguma coisa?! – perguntou a jornalista arqueando uma sobrancelha.

Jane sorriu enviesado. Um sorriso muito similar ao de seu pai, a propósito.

- Hum... será que você tem algum compromisso amanhã?! – perguntou a loira com um sorriso tímido. Isabella afastou sua cadeira de sua mesa de trabalho cruzando suas pernas e braços ao encarar a filha de seu amante.

- Não... pelo menos não ainda. – respondeu mais uma vez lentamente. Jane sorriu amplamente e piscou duas vezes.

- Será que você aceita ser a acompanhante do meu pai no Baile Anual do Partido dos Democratas amanhã? – pediu com seu mais doce sorriso. Isabella a encarou surpresa.

- E sua mãe? Não seria ela a acompanhante de seu pai?

Jane bufou.

- Minha mãe não esta em DC, ela está na Califórnia e só Deus sabe quando ela volta de sua temporada no SPA... hum... do mês de abril. – replicou acidamente. – Isabella, meu pai faz questão que você o acompanhe neste Baile. – insistiu Jane.

- Jane, querida, eu não tenho um vestido apropriado para um baile de gala da magnitude deste. – explicou a morena com humildade. Jane rolou seus olhos.

- Não tem problema, eu já dei um jeito nisso! Estamos indo a NYC depois do almoço para provar alguns vestidos! – exclamou animada.

- Hum... Jane... eu não tenho condições de comprar um vestido de um designer de renome. – explicitou mais uma vez Isabella, desta vez, porém, odiando por estar mendigando dinheiro.

Jane rolou seus olhos.

- Isa, relaxe. Nós usaremos o cartão do escritório, afinal esta é uma ocasião de trabalho. – disse com um sorriso divertido, piscando para Isabella.

- Ok... – respondeu Isabella lentamente, sua mente voava pelos inúmeros cenários dos quais poderiam acontecer no baile, e apesar de temer Carlisle Cullen, ela pressentia que Esme interveria ao seu favor, mas não seria o mesmo que Alec Cullen.

Estava claro que o rapaz tinha algo contra ela. Ela tinha que distrai-lo, e a melhor forma de distraí-lo sem chamar muita à atenção para si, seria introduzir Angela ao radar de Alec... sim... exatamente isto. Estava na hora de Angela Weber se fazer conhecida a Alec Cullen e se tudo sair conforme o seu plano encantá-lo com o seu chame Swan.

- Hum... Jane? – perguntou lentamente Isabella, medindo as suas palavras. – Será que posso levar a minha prima ao baile? Veja bem, ela acabou de retornar do Canadá e está pensando em estudar Ciências Políticas na George Washington, acredito que seria um bom incentivo a ela, não seria? – Jane fechou seus olhos em fendas.

Percebendo que estava quase perdendo a batalha, Isabella completou:

- Acredito que você irá acompanhada de Demetri Hastings, e seu irmão... a não ser que esteja muito desinformada, ele não irá levar uma acompanhante, certo?! Acho que minha prima seria uma excelente influência a Alec, ela tem quase a mesma idade de vocês. – completou dando de ombros.

Jane ponderou as palavras de Isabella. De fato uma acompanhante para Alec que seja prima de Isabella Swan, seria uma boa maneira de tirar a sua atenção da assessora, deixando assim que seu pai e Isabella chamassem a atenção para o belo e poderoso casal que formavam. Seria uma excelente opção que a prima Swan entrasse na equação para os planos de Jane Cullen.

- Excelente ideia, Isa! Qual é o nome de sua prima para que eu a coloque na lista de convidados? – pediu a loira com um sorriso amoroso.

- Angela. Angela Weber. – respondeu com um sorriso triunfante.

- Será que ela também precisa de um vestido? – perguntou Jane com uma sobrancelha levantada.

- Não. Acredito que Angela consiga se virar, sem causar vergonha a todos no baile amanhã. – respondeu orgulhosamente. Ela precisava conversar com Angela o mais rápido possível.

- Avisarei ao Alec sobre sua prima... Angela. – replicou sorrindo. – E esteja pronta, sairemos para NY às 13 horas, ok?!

- Claro. – respondeu com um sorriso a jornalista, vendo a filha do Senador Cullen afastando-se de onde estava. Agilmente retirou seu celular da primeira gaveta de sua mesa e enviou uma mensagem a Angela.

“Chegou o dia! Você será acompanhante de Alec Cullen no baile anual do partido dos democratas. Preciso que você esteja em DC ainda hoje! Precisamos falar urgente! Arrume um vestido de gala, elegante, mas discreto. Chegou o dia para você vingar Benjamin, Ang!”

Alguns minutos depois, Angela respondeu a sua prima:

“Estava mesmo finalizando as coisas para a mudança. Até o final da noite estarei em DC, me ligue para combinarmos de nos encontrar. E, Isa, eu só tenho o vestido perfeito para esta ocasião! Nada muito chamativo, mas elegante o suficiente.”

Isabella sorriu vitoriosa com a mensagem de Angela, ela nunca imaginou que a sua prima paterna iria lhe ajudar tanto neste plano contra a família Cullen, mas ela estava se mostrando uma aliada perfeita para a situação. E, se tudo corresse da maneira que ela acreditava que seria, Alec Philippe Denali-Cullen não veria o que o atingiria. Angela o varreria do seu mundo, com o seu jeito sensual e sua inteligência. Se havia algo que as duas tinham em comum era exatamente isso: inteligência e perspicácia para conquistar quem quer que fosse.

A manhã apesar de ocupada para Isabella Swan, passou com um piscar de olhos, com a morena produzindo discursos e confirmando reuniões com a imprensa para o Senador na próxima semana. Alguns minutos antes da uma da tarde, Jane veio chamar a jornalista para que elas começassem o caminho para NYC.

Em seu Audi A1 Sportback branco, Jane conduziu pela interestadual em direção à Nova Iorque, em uma conversa leve e descontraída com Isabella. Quando estavam na Philadelphia, as duas mulheres fizeram uma breve parada para almoçarem em um restaurante japonês, antes de continuar sua viagem a Manhattan.

- Eu sei que poderíamos ter vindo de avião, Isa. Mas é que eu gosto tanto de conduzir e vivendo em DC, eu quase nunca dirijo. – explicou a loira acerca da dúvida que Isabella estava para si mesma desde quando deixaram Washington.

- Não tem problema Jane. Fazia tanto tempo que não viajava de carro que estou aproveitando o passeio. – sorriu com simpatia a jornalista.

A conversa continuou leve entre as duas, e depois de 4 horas e meia que haviam deixado o Gabinete de Edward, as duas mulheres chegaram ao ateliê de Makenna Thomas. O estúdio da personal stylist ficava em um loft em Chelsea, o lugar era elegantemente decorado em preto e branco, com croquis de grandes designers de sucesso em molduras espalhadas por todo ambiente e outros objetos de decoração que trazem consigo referencias ao mundo da moda.

A elegância do ateliê era um próprio reflexo de sua dona. Makenna Thomas tinha a pele cor de avelã, cabelos castanhos escuros e olhos castanhos. Seu corpo esguio e magro, junto com sua estrutura alta, lhe dava uma imponência à parte. Era como se a personal stylist tivesse saído de uma passarela de algum centro da moda europeia. E o modo de vestir da mulher, provava que realmente ela era uma fashionista. Uma calça jeans flare, uma camisa de chiffon preta com tachas douradas sobre os seios com a forma de cruzes. Cinto de couro preto com cruzes douradas, botas plataformas pretas e, assessórios pretos e dourados. Os cabelos castanhos de Makenna estavam ondulados e soltos batendo na altura de seus ombros.

- Oh Jane! Achei que você não chegaria nunca! – exclamou a mulher com um forte sotaque francês. A loira rolou seus olhos.

- Como se você não soubesse como é o trânsito dessa cidade! – provocou Jane caminhando em direção a stylist dando um abraço nesta. A diferença de altura das duas era gritante, mas ambas pareciam muito amigas. – Mak, deixa-me apresentar Isabella Swan, assessora de imprensa do meu pai. Isa, essa é Makenna Thomas uma grande amiga que conheci quando morei em Paris.

- Um grande prazer Makenna. – sorriu a jornalista estendendo a sua mão para a francesa.

- O prazer é meu Isabella. – suspirou a stylist. – Bom queridas, vamos começar a provar os vestidos?! São tantos que separei para vocês! – exclamou animada.

- Vamos lá! – exclamou animada Jane.

As próximas 3 horas foram vestindo e retirando vestidos de grifes de todo mundo e de diversas cores. Para Jane fora fácil de agradar, uma vez que Makenna conhecia o seu gosto. Mas para Isabella era complicado, uns eram muito chamativos, outros muito conservadores, outros ainda demasiadamente vulgar. Isabella estava a ponto de desistir quando a francesa trouxe a última escolha, um vestido de uma coleção recém-lançada de um estilista de renome de origem libanesa; que para a felicidade das três mulheres foi o eleito.

Com os vestidos escolhidos, as mulheres passaram mais uma hora escolhendo sapatos e assessórios para acompanharem seus vestidos. E, depois que tudo estava definido, Makenna convidou Isabella e Jane para acompanharem em um jantar num restaurante vegetariano.

Enquanto Jane e Makenna relembravam momentos que passaram na Europa, Isabella as ouvia com demasiada atenção e com uma pitada de inveja. Apesar de sempre ser privilegiada financeiramente por seu tio Aro Volturi, nunca fora tanto, como se fosse a sua própria filha, os únicos lugares que ela conhecera fora dos EUA era Vancouver, no Canadá e Tijuana, no México, mas sempre fora seu sonho conhecer o velho continente, mas sempre fora impossível a jornalista conhece-lo. Mais uma vez a morena odiava o fato que não tinha uma vida financeira confortável.

Makenna que sempre fora extremamente perceptiva notou o desconforto da jornalista, e por isso mudou de assunto, para incluí-la na conversa. Logo o jantar se encerrou; Isabella e Jane se despediram da personal stylist, e seguiram o seu caminho para a interestadual em direção a Washington, DC.

Ao contrário da viagem de ida, há de volta não foi nenhum pouco agradável. As duas mulheres conversavam esporadicamente devido ao cansaço que sentiam. Jane deixou Isabella em seu apartamento, dizendo que ligaria para a morena mais tarde para confirmarem o horário do cabelo e maquiagem que havia marcado. Exausta pela viagem bate e volta, Isabella colocou delicadamente o seu vestido para o baile sobre o sofá e arrastou-se para o banheiro para um banho, e sem sequer se preocupar em colocar algo para dormir, caiu exausta em sua cama puxando o seu cobertor por cima de si e dormindo profundamente logo em seguida.

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Tanya que estava recebendo uma massagem relaxante de uma massagista porto-riquenha quando o seu telefone tocou. Em qualquer outra circunstancia ela não atenderia, mas quando viu o nome de sua prima Rosalie no visor se viu impelida a atender.

- Rose! Que surpresa maravilhosa! – exclamou Tanya, afastando com uma mão a massagista para que assim tivesse mais liberdade e privacidade para falar com a sua prima.

- Tany! Tudo bom?! Onde você está? – perguntou a loira que era casada com um dos poucos amigos verdadeiros do Senador Edward Cullen, Emmett McCarty.

- Hum... Califórnia? – respondeu Tanya soando mais como uma pergunta.

Rosalie suspirou pesadamente.

- Rose? O que foi?! Por que deste suspiro derrotado? – pediu com urgência.

- Você não irá acompanhar Edward no baile do partido dos democratas amanhã?

- É amanhã?! – questionou retoricamente. – Bom... acredito que Edward terá que ir sem mim, Rose. – completou com descaso. – Nunca fui importante nestes bailes. Mas por que da pergunta?

- Hum... – Rosalie hesitou por um minuto. – Edward estará indo acompanhado de sua assessora de imprensa. – explicou a advogada, o que ouvira seu marido e o Senador conversando minutos antes.

- Isabella Swan? – repetiu Tanya levantando-se da maca em que estava sentada e puxando a toalha branca e felpuda do SPA para cobrir a sua nudez.

- Sim... você a conhece? – perguntou Rosalie confusa.

- Infelizmente. – resmungou Tanya. – Rose, eu preciso desligar. Preciso antecipar a minha volta a DC. Mais tarde eu te ligo. – disse com rapidez a loira morango, colocando o seu chinelo para ir ao banheiro da sala de massagem vestir a sua roupa.

Usando um vestido de fundo rosa claro com um padrão de estampa em tons de roxo, com uma sandália de salto alto de couro roxo e uma bolsa de um marfim suave, Tanya estava despedindo-se apressadamente enquanto saia de SPA em que estava passando o dia, sendo surpreendida, encostado em seu carro de aluguel, por ninguém mais, ninguém menos que Eleazar Masen, o grande amor de sua vida.

- Eleazar?! O que você está fazendo aqui?! Se Edward descobrir... – começou a loira morango nervosamente, olhando para todas as direções. Eleazar rolou os seus olhos verdes.

- Estou aqui para te ver Tanya. Passar um tempo com você longe dos olhos de seu maldito marido! – afirmou com convicção, afastando-se do carro e acabando com a distância entre os dois.

- Eleazar... – começou Tanya com um tom de aviso, mas quando o loiro tocou suas mãos quentes nos braços dela, a esposa do Senador Cullen derreteu-se.

O toque, a suavidade, a descarga elétrica corria entre ela e Eleazar era tão incrível, que nada que ela tinha com Edward era passível de comparação, quando se estava com o seu verdadeiro amor; o que ela tinha com seu esposo era algo sem importância, vago, fútil.

- Quanta saudade eu estava de você. – murmurou o engenheiro no ouvido de Tanya, que se arrepiou com a ação.

- Eu também... – concordou reticente.

- Então fique comigo aqui esse fim de semana? – pediu com urgência.

- Eu preciso voltar para DC, Edward... – começou, mas Eleazar interrompeu.

- Esta ocupado com a assessora dele. Fique comigo Tanya, só esse fim de semana? – pediu mais uma vez com urgência e demasiado carinho. Lentamente o loiro deslizou suas grandes mãos pelas costas femininas, e ela sentiu todo o carinho, todo o amor, toda a proteção que só Eleazar era capaz de te dar. Desde quando era jovens, ele fora o único que verdadeiramente a amou.

- Ok. – concordou com um suspiro.

Eleazar sorriu vitorioso.

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Sábado amanheceu com um sol tímido por traz de nuvens acinzentadas, Angela, que chegara a DC por volta das 8 da noite, ficou até quase 3 da madrugada organizando as suas coisas no apartamento que havia ganhado de seu pai, contudo não suportando o cansaço e o sono, adormeceu com as roupas suadas e sujas que usara para fazer a sua mudança. Contudo a morena manteve o seu celular em suas mãos, mesmo durante a noite aguardando a ligação de sua prima, que veio por volta das 10 da manhã de sábado.

- Angela? – ouviu a voz de Isabella, antes mesmo de responder a chamada.

- Hum... sim... – murmurou sonolenta. – Isa?! – perguntou bocejando.

- Sim sou eu Angela... podemos conversar, ou você precisa de um tempo para acordar? – replicou com uma diversão irritadiça.

- Podemos falar agora sim, Isa. – advertiu a filha de Aro Volturi levantando-se de sua cama e se espreguiçando. – O tal baile é hoje, certo?!

- Sim, sim é hoje. Você conseguiu um vestido?! Cabelo? Maquiagem? Unhas? – enumerou com urgência.

- Claro Isa. Eu tinha um vestido de gala que ia usar em um jantar com Ben, mas que por causa de... da sua morte, acabei nunca usando. E já providenciei o restante em um salão próximo ao meu apartamento. – explicitou.

- Ótimo! – exclamou a jornalista. – Enfim, estamos indo ao baile anual do partido dos democratas...

- Uau! – surpreendeu-se Angela. – Você estará a trabalho? – pediu com curiosidade.

Isabella sorriu para si mesma.

- Oh! Não! O Senador Cullen me convidou como sua acompanhante. – respondeu triunfante.

- Uh-lá-lá! Parece que tudo está indo conforme o planejado, mas... como entrarei nesse baile tão privativo? – pediu Angela confusa como ela poderia estar junto a Isabella naquele baile.

- Você será acompanhante de Alec Cullen. – respondeu com um sorriso. Angela arqueou suas sobrancelhas surpresa.

- E como você conseguiu isso? – Isabella riu divertida antes de começar a narrar os fatos que levaram Angela a ser acompanhante de Alec Cullen na reunião partidária mais importante do partido em que o jovem político se afiliou seguindo os passos dos homens de sua família.

A jornalista aproveitou a chamada da prima e detalhou tudo o que precisava desta, como ela agiria ao lado de seu acompanhante e como ela deveria desafiá-lo tanto intelectualmente como sexualmente, fazendo o possível para tirar a atenção do jovem sobre ela e seu pai. Com cada frase Angela sorria mais e mais deliciada, enfim ela poderia vingar a morte de seu amado Ben.

- De qualquer maneira preciso que você esteja aqui na minha casa, completamente pronta às 7 horas, pois a limusine esta prevista para nos pegar por volta das sete e meia, ok?!

- Claro Isa, estarei pontualmente as sete. E Alec Cullen nunca saberá o que o atingiu essa noite. – proclamou vitoriosa a estudante de ciências políticas.

- Assim esperamos Ang. Vemo-nos mais tarde, ok? – avisou Isabella, para em seguida despedir-se da prima e desligar a chamada.

Agora antes dela se preparar para a sua ida ao SPA com Jane, Isabella precisava cuidar do único detalhe que ficaria a cargo de si mesma: a lingerie. Poderia ser um pouco presunçoso da parte da jornalista, mas ela sabia exatamente a sua noite como acompanhante do Senador Cullen acabaria: em algum lugar com ela sendo fodida esplendorosamente por aquele homem viril e másculo. Ela não aguentava de ansiedade para isso, para ser consumida mais uma vez sexualmente pelo Senador Edward Cullen.

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O tempo no SPA, infelizmente, para a jornalista que não podia pagar aquele luxo durou muito pouco, contudo ela fora magnanimamente realizada durante todo o tempo ali, unhas das mãos e dos pés feitos, cabelo impecavelmente penteado em um coque elegante em sua nuca, com alguns fios soltos em sua fronte, maquiagem elegante e discreta, e a sua pele, feito seda por conta de uma sessão de massagem. Isabella se sentia linda, poderosa e capaz de conquistar qualquer coisa, apenas com o pequeno capricho de ser mimada por mãos habilidosas de profissionais do ramo da beleza.

Isabella disse o seu até logo a Jane e seguiu para o seu apartamento em um taxi, um luxo que se deu por conta do medo de estragar seu cabelo e maquiagem. Como teria cerca de uma hora e meia antes da limusine busca-la, decidiu começar a se arrumar, por mais que a sua pele estava sedosa dos produtos utilizados em sua massagem, a pele da jornalista não estava com um aroma agradável, por isso passou cerca de 30 minutos embebendo a sua pele com seu creme corporal que possuía um aroma suave de morangos. Com uma hora de antecedência, Isabella começou a organizar a pequena bolsa de mão e depois trocar-se.

Ela estava terminando de amarrar o vestido em um laço em torno de seu pescoço, quando a campainha de seu apartamento tocou indicando que Angela havia chego. Sorrindo para a sua própria imagem no grande espelho de seu quarto a morena seguiu para a sala para recepcionar a sua prima. Assim como esperava Angela estava elegantemente vestida.

Um vestido tomara que caia de um tom de uva, com detalhes de cetim uva e bordados em preto no busto e um tecido de chiffon caindo suavemente pela saia, sapatos peep toe e bolsa de verniz negro, brincos e anéis de tons uva, preto e prata envelhecido. Os cabelos castanhos escuros presos em um coque estilo vintage em sua nuca, com a franja de lado. Uma maquiagem delicada e marcante nas cores que usava. Definitivamente Angela havia acertado na escolha para o baile.

- Perfeito! – exclamou Isabella ao admirar a forma que a sua prima olhava completamente. – Tenho certeza que Alec não conseguirá tirar os olhos de você! – ponderou dando um leve abraço em sua prima, e sentindo o aroma de seu perfume com notas florais.

- Você também não olha tão mal. – divertiu-se Angela, assimilando com seus olhos vorazes o vestido que Isabella usava. Frente única, praticamente todo fechado na frente onde bordados davam um brilho singelo no busto, um plissado em sua cintura a deixando mais aparente, e saia ampla de chiffon, todo o vestido era de um azul aço que ficava deslumbrante na pele clara de cabelos e olhos castanhos de Isabella.

- Espere para ver o conjunto completo. – divertiu-se a jornalista, voltando para o seu quarto para terminar de se arrumar, sendo seguida de perto por sua prima, que aproveitou o momento para admirar o cabelo da outra que também estava preso em um elegante coque, contudo bem mais elaborado e sério que o da outra.

- O Senador Cullen ficará impressionado. – comentou Angela, encostando-se ao batente da porta enquanto observava Isabella colocar seus brincos, anéis, pulseira.

- Espero. – disse receosa a morena. – Ele dificilmente se surpreende com algo.

- Mas ele quer você! – exclamou a filha de Aro com um sorriso enviesado.

- Sim... – respondeu evasiva a jornalista, ao mesmo tempo em que seu celular tocava. Esperando que fosse Jane, a morena surpreendeu-se em ver que era o seu padrinho, Aro Volturi. – É o seu pai. – informou para a outra, que sorriu mais amplo sabendo o que seu pai gostaria de falar com a prima. – Olá?

- Isabella, minha querida! – exclamou o mafioso com um ar vitorioso. – Angela me disse que você será acompanhante do Senador ao baile dos democratas esta noite, parabéns minha sobrinha você está realmente marcando presença na vida do Senador.

- Hum... obrigada? Aro... – respondeu reticente, encarando a sua prima e ouvindo o seu padrinho rindo.

- Porém não é por isso que estou ligando, quero lhe dar uma excelente notícia... abre seu e-mail imediatamente. – ordenou o criminoso. Isabella foi até a sua sala e fez exatamente o que lhe foi pedido, um e-mail de seu tio lhe chamou a atenção.

- Mas o que... Oh meu Deus! – exclamou a morena assim que vislumbrou o conteúdo do correio eletrônico.

- E posso te garantir o Senador já está sabendo disto, e não está nenhum pouco feliz. É a sua noite de varrê-lo para você sem se preocupar com os estragos. Afinal, Tanya Denali-Cullen e Eleazar Masen é que são os estragos. – divertiu-se Aro. Isabella ainda admirava a sequencia de fotos tiradas no dia anterior e pela manhã de sábado em Los Angeles com os dois trocando carinhos, e, principalmente, saindo de um hotel de mãos dadas com as roupas do dia anterior. – De nada. – disse o criminoso depois de um longo tempo de silencio de sua sobrinha.

- Aro! Obrigada, isto será um estimulo para esta noite. – agradeceu Isabella com um amplo sorriso em seu rosto. Aro disse um gracejo a morena, antes de se despedir e desejar um excelente baile a jornalista. Isabella estava se sentindo vitoriosa, com um sorriso grande em seu rosto olhou para a prima.

- Então, você acha que agora ele ficará impressionado? – perguntou Angela com um sorriso torto.

- Se ele não ficar, eu o faço ficar. – advertiu Isabella presunçosamente.

- Adoro como isso soa. – piscou a outra, no mesmo momento que o telefone da jornalista tocava mais uma vez, dessa vez com uma mensagem de texto de Jane, informando que a limusine estava a esperando na portaria de seu edifício.

Para a surpresa das duas primas Swan a limusine estava vazia, e notando a confusão das duas, o motorista disse que iriam encontrar com os Cullen em sua residência, no quadrante noroeste de DC.

Como tudo que envolvia a família Cullen, quando Isabella viu a impressionante residência do Senador Edward Cullen, mais uma vez sentiu inveja da imposição que o casarão transmitia. Assim como tudo que envolvia aquela família, mais uma vez a jornalista desejou aquilo para si. Era uma inveja tão grande que suas entranhas se corroíam por dentro na necessidade de possuir o mesmo.

- Wow! O que o dinheiro público não faz. – pontuou Angela, tirando Isabella da sua viagem de inveja.

- Sim... – respondeu ligeiramente reticente, enquanto seus grandes olhos castanhos corriam pela forma da casa, contudo antes que o bichinho da inveja mordesse mais uma vez a jornalista algo lhe chamou a atenção. Saindo do enorme chateau 3 homens elegantemente vestidos em smokings perfeitamente cortados e próprios para o seu corpo e uma bela mulher em um vestido feito para ela.

Alec vinha na frente com vestindo um traje de corte moderno e lapelas finas cobertas de cetim negro. Seus olhos verdes primeiramente faiscaram em direção a Isabella, em um brilho de repulsa, contudo, assim que seus olhos vislumbraram Angela um brilho indistinto e um claro alívio tomou conta de seu rosto, e um sorriso enviesado muito similar o do pai faiscou em direção à morena ao lado da jornalista.

Demetri Hastings vestia um smoking muito similar ao de Alec, contudo as lapelas de seu traje não possuíam o detalhe em cetim do outro, deixando muito mais tradicional e elegante. Seus olhos azuis brilhavam em direção a Jane, que estava com o seu braço atrelado ao do jovem rapaz. Apesar de ter visto o vestido da loira no dia anterior, Isabella ficou impressionada como todo o conjunto olhava.

Os cabelos loiros presos em um coque grego com fios soltos faziam um belo conjunto com o vestido de um ombro só de um rose claro, com detalhes bordados em dourado e ouro rose em torno de sua minúscula cintura e em seu ombro. Seus assessórios que transitavam na cartela de cores do rose claro, dourado e ouro rose, davam um ar sofisticado e até mesmo angelical para a garota, a deixando ainda mais linda do que ela normalmente era.

Definitivamente Jane Denali-Cullen e Demetri Hastings faziam um par belíssimo.

Contudo não foi a beleza do jovem casal, o olhar repreendedor de Alec que chamou a atenção de Isabella, mas sim o belo homem vestido impecavelmente em seu smoking preto de modelagem moderna, similar ao de Demetri Hastings.

Seus cabelos bronzes estavam penteados para trás, de uma forma ajeitado/bagunçado. Sua pele estava lisa de pelos, indicando que ele havia retirado qualquer sinal de uma barba que aparecia em seu queixo. Os olhos esmeraldinos brilhavam indistintamente em direção a sua assessora e amante, e um lento, mas completamente sexy sorriso estampou seu rosto, fazendo com que Isabella sentisse seu coração falhar uma batida.

Os músculos esguios, a altura imponente, a forma como suas coxas esticavam o tecido de sua calça a cada passo que ele dava, como o seu peitoral estava coberto perfeitamente com a camisa e o paletó. A visão do Senador Edward Cullen em um smoking era de tirar o folego, e Isabella sentiu o seu folego falhar. Angela que estava ao lado da prima, também se sentiu afetada pela imponência, prepotência e arrogância que Edward transmitia, contudo ao contrário da assessora ela não ficou tão afetada pela beleza do homem, tão similar a uma obra greco-romana.

- Boa noite senhoritas. – cumprimentou educadamente o político.

- Boa noite Senador. – respondeu as primas Swan.

- Jane, Demetri, Alec – enumerou Isabella. -, muito bom vê-los.

- Você também Isa. – replicou a loira.

- Deixe-me apresentar a minha prima, Angela estes são o Senador Edward Cullen, seus filhos Jane e Alec Cullen, e o filho do Congressista Felix Hastings, Demetri Hastings. – indicou a morena aos outros. – Senador, Jane, Alec e Demetri, minha prima Angela Weber. – ponderou solenemente.

- Muito prazer. – disse Angela com um minúsculo assente.

- O prazer é nosso. – sorriu Jane em direção a Angela.

- Sim, todo nosso. – repetiu Alec, pegando a mão esquerda de Angela e dando um suave beijo sobre ela. O candidato a prefeito de DC piscou sensualmente para a morena, que corou ligeiramente envergonhada. Edward que observava toda a interação sorriu para consigo mesmo.

- Bom, as apresentações estão ótimas, mas devemos ir. – ponderou Jane, encarando o seu celular. – Isabella, você e meu pai seguiram naquela limo. – indicou a loira, uma limusine que estava um pouco mais afastada. – E nós iremos nessa. Nos encontramos no salão. – completou com um sorriso similar ao de seu pai.

Alec ofereceu o seu braço a Angela, enquanto seus olhos viajavam sem nenhuma cerimonia pelo corpo da morena. Definitivamente colocar Angela Weber em seus planos foi a melhor ideia que Aro havia dado a Isabella. Com os quatro acomodados na limusine, o Senador que parecia inquieto vendo algo em seu celular, encarou a sua assessora.

Não era de hoje que Edward havia notado que Isabella era um belo espécime feminino, afinal ela podia ter uma beleza comum e sem nenhum atrativo aparente a primeira vista, mas a sua sagacidade, a sua inteligência, sua ambição, e até mesmo a sua sensualidade era o que a deixava ainda mais intrigante. Isabella Swan era como uma daquelas bonecas russas, matrioshka, uma nova mulher a cada vez que a outra era revelada, e Edward estava ansioso para conhecer todas as facetas dessa intrigante mulher, que ele estava decidido transformar em sua esposa, mesmo que Seth estava pedindo para ele ser cauteloso no divórcio com Tanya.

Mas como ele poderia ser cauteloso, quando a sua esposa estava em LA abrindo as pernas para o seu primo, sem sequer um segundo pensamento? Ah... Tanya e Eleazar não podiam esperar o que Edward iria fazer com os dois, ambos iriam se arrepender amargamente de enganá-lo, traí-lo assim. Eles iriam pagar caro por se encontrarem enquanto Tanya ainda estava casada com Edward, o abençoado pré-nupcial que haviam assinado por insistência de seu avô Anthony serviria para deixa-la sem nada, literalmente na rua da amargura.

Contudo, o seu divórcio de Tanya não poderia tornar público, pelo menos não a traição dela. Se seus eleitores descobrissem que ele foi traído por um membro de sua própria família iriam desacreditá-lo, iria transparecer que ele sequer tinha domínio dentro de sua casa, como poderia governar uma nação como os Estados Unidos da América?

Não... definitivamente a traição de Tanya deveria ser altamente escondida, e por meio de ações legais tirar tudo dela. Sim, era isto que ele faria. Ele queria ver se depois que ela tiver na rua da amargura Eleazar Masen continuará querendo, ou se o filho da puta terá condições financeiras para sustentar os luxos de Tanya.

O Senador Edward Cullen estava tão focado em seus pensamentos de vingança contra a sua esposa e primo, que não registrara que a limusine levando seus filhos já havia partido, deixando somente ele e Isabella, sozinhos no pátio de entrada da belíssima casa que havia herdado de seu avô, fora somente quando o motorista do carro que os levaria ao baile aproximou, que Edward despertou do seu pensamento, oferecendo seu braço a morena, para acompanha-lo até o carro.

Quando estavam confortavelmente sentados no banco traseiro da limusine preta, Edward ofereceu uma taça de champanhe para a sua amante, que aceitou de bom grado. Conforme a morena bebericava a bebida com seus lábios rosados, o político teve uma ideia.

- Joe, faça o caminho mais longo. – e com isso o político acionou o botão que fechava a divisão entre a parte da frente com a de trás, fazendo com que o motorista não visse, nem ouvisse o que acontecia na parte traseira.

Com seus olhos verdes queimando de ansiedade, quase como um predador prestes a atacar a sua presa, Edward admirou com intensidade sua assessora; Isabella sentiu-se retraída com o olhar penetrante de seu amante, afastando a taça de cristal de seus lábios, e a colocando sobre o console, antes de retornar seus grandes olhos castanhos para encarar os esmeraldinos do político.

- Está tudo bem, Senador? – questionou a jornalista ligeiramente confusa.

Edward ponderou por alguns segundos a sua resposta.

- Não. Não está. – respondeu com um ar arrogante. – Estou me sentindo estressado. Tenso. Será que a senhorita tem alguma sugestão para acabar com essa minha tensão? – pediu com um olhar que era um misto de ansiedade e desprezo.

Isabella sorriu enviesado, e puxando o tecido esvoaçante de seu vestido para as suas coxas, ajoelhou-se entre as pernas do Senador, correndo suas mãos com unhas bem feitas no seu costumeiro tom preto por suas coxas em direção a sua virilha. Edward lhe deu um olhar com uma sobrancelha arqueada, como se questionasse o que ela iria fazer.

Como se ele não soubesse.

- Eu tenho uma ideia de como posso acabar com a sua tensão, Senador. – ronronou a morena, com seus dedos ágeis desfazendo o cinto e os botões da calça do político, e numa rapidez impressionante retirando a ereção semirrígida dele da prisão de sua boxer negra.

- Excelente ideia, senhorita Swan. – vibrou Edward esticando seus braços pelos bancos e jogando sua cabeça para trás, sem antes de vislumbrar a jornalista molhando seus lábios com a sua língua rosada. Um gemido soou da garganta do político. Seu membro ficou mais endurecido com a visão, ou talvez porque as mãos femininas da jornalista o massageavam em seu eixo.

Quando a língua quente e úmida de Isabella tocou a glande de Edward, o Senador deixou que todas as suas preocupações e pensamentos acerca da traição de Tanya esvaíssem de sua mente, focando-se tão somente no prazer que sua amante lhe dava com a sua boca suave.

Isabella se orgulhava por ser uma expert em boquetes, por isso que ela decidiu fazer o seu melhor para tirar toda a tensão que o Senador Edward Cullen sentia. Lentamente a sua língua quente e úmida deslizou de sua base a sua ponta, dando demasiada atenção em seu ‘freio’, tudo em um movimento tão lento e tão sensual que fez o político abrir seus olhos esmeraldinos para observar sua bela assessora explorando o seu membro.

Ao sentir o olhar de Edward sobre si, Isabella lançou um olhar sobre seus cílios, circulou a glande do membro ereto com a sua língua mais uma vez, saboreando o pré-gozo que começava escorrer por este. Edward tentou conter em vão o gemido que estava engasgado em sua garganta com o movimento sereno da jornalista.

Entretanto, Isabella era esperta para compreender os desejos do corpo de um homem, e combinado com contração dos músculos das pernas que a envolvia, e, pela reação do Senador, ela poderia apostar que se ele fosse um homem sem a sua arrogância característica, ele estaria urrando e dizendo palavras inteligíveis pelo prazer que Isabella lhe proporcionava. Mas mesmo sem as exclamações de prazer e desejo, a jornalista estava confiante em suas ações, continuando seu manuseio naquele membro da maneira que estava habituada a fazer, e que sempre levara qualquer homem ao delírio.

Principalmente aquele que estava em suas mãos.

Mais uma vez deslizou sua língua fervorosa pela extensão do membro, e mesmo que ele não estivesse olhando para ele, ela mantinha seus olhos castanhos no rosto inexpressivo, mas com rugas sutis de prazer. Edward parecia determinado em apenas manter a sua respiração em um ritmo cadenciado.

Com mais uma vez a sua língua circulando a ponta circuncisada, a morena o levou em sua boca. Primeiramente ela lambeu e sugou vagarosamente, repetindo a ação diversas vezes, sem em nenhum momento tirar seus olhos castanhos do rosto que se contorcia minimamente a cada ação.

Com uma calma nauseante Isabella começou a descer e subir seus lábios em torno da grossa virilidade masculina, sempre quando se aproximava da glande sugando-a sem modéstia a pele sensível e avermelhada, levando Edward ao paraíso e ao inferno de sua borda.

- Isso, senhorita Swan. Chupa o meu pau desse jeito. – balbuciou em meio a um gemido. Ele sentia todo o seu corpo aquecendo com o fervor inarrável que a sua amante lhe dava com a sua boca.

Sabendo que não seria prudente embrenhar suas grandes mãos nos cabelos elegantemente presos de Isabella, Edward levantou minimamente o seu quadril, fazendo que o membro, que estava todo na boca feminina, se aprofundasse e gerasse um engasgo nela, que sagazmente disfarçou comum gemido, as vibrações que espalharam pela rigidez, fez com que seu dono mais uma vez levantasse seu quadril, e mais uma vez Isabella se surpreendeu com a ação.

- Sim! – murmurou Edward completamente atordoado com a mágica que a boca de Isabella fazia em seu pau.

Os lábios femininos em torno do voluptuoso membro subiam e desciam em um ritmo cadenciado, que inesperadamente foi alterado para movimentos rápidos e profundos. A cada lambida, a cada sugada, a cada chupada, o Senador continha seus gemidos pelo prazer; por pura arrogância.

Querendo deixa-lo ainda mais em suas mãos, a jornalista agarrou com suas mãos femininas a base de seu membro o massageando enquanto a sua boca e língua investiam em movimentos velozes na parte superior.

Com seus olhos ainda focados no rosto do político, ela notou que seu rosto contorcia-se em deleite, tentando controlar as lamúrias de prazer que ansiavam passar por seus lábios; todavia seus quadris, nem um pouco preocupados em demonstrar o que queria, investiam contra a boca dela.

Serenamente ela sugou a masculinidade que estava em sua boca, chegando mais uma vez em sua ponta, onde a sua língua a circulou. Afastando-se infimamente, as mãos ágeis e femininas tornaram a masturbar a suntuosa ereção, aproveitando-se da sua própria saliva que o revestia como lubrificante.

Edward, que foi surpreendido com a perda do calor da boca da jornalista, abriu seus olhos para procurar entender o porquê a sua assessora parou a felação, ao notar o rosto nada satisfeito do seu amante; a morena sem hesitar ou pensar duas vezes fez o que Edward ansiava, levando-o novamente em sua boca, relaxando a sua traqueia, enquanto a sua língua circulava a carne cheia de nervos que estava em sua boca, fazendo com que o membro pulsante de Edward estivesse todo em sua boca, a ponto de quase fazê-la engasgar mais uma vez.

- Oh... porra! – exclamou surpreso o político, sentindo seu ápice aproximando-se. Isabella também notando isto movimentou mais duas vezes sua boca por toda a extensão, antes de tirá-lo e deslizar sua língua em torno da rigidez, retardando o gozo que estava prestes a explodir. – Porra! Senhorita Swan! Eu... eu preciso gozar! – clamou o político atordoado com o prazer que a sua amante lhe proporcionava com a sua boca.

Com sua língua descendo e subindo todo o comprimento, seu indicador e polegar divertiam-se com a sua ponta, enquanto sua outra mão iniciava uma massagem suave e sensual em suas bolas. Inesperadamente o prazer que o Senador estava sentindo foi multiplicado, a boca quente e delicada da jornalista sugava, lambia, chupava seus testículos sensualmente, fazendo com que ondas de tensão antes do orgasmo, avançassem por seu corpo como a maré subindo no final da tarde. Uma subida tortuosa a tão esperada ejaculação.

O toque quente e úmido da língua de Isabella deixou suas bolas, e com isso a sua boca tornou a envolver-se em torno da rigidez masculina. Edward estava se controlando a não elogiar ou explodir na boca de sua assessora antes do esperado, mas estava difícil. A vontade de gemer, de embrenhar suas mãos entre os fios castanhos era demais; mas sabendo que não podia, focou toda a sua atenção na mágica língua de sua amante, que mais uma vez soltou a ereção com um ‘pop’ suave, que ocasionou Edward lamuriando sem intenção.

Notando que ele estava prestes a gozar, Isabella sugou suas bolas, em seguida deslizou sua língua por toda a extensão da pele sensível, passando pela rigidez de sua ereção. Desta vez Edward não conteve o gemido alto que passou por seus lábios, o assustando por fazer um som tão vulnerável. Isabella sorriu para consigo mesma, e disposta a fazer o poderoso e inabalável Senador Edward Cullen, desfalecer por sua causa, ela voltou a atacar a rígida ereção que estava dolorosa, ansiosa para ejacular todo o prazer que ela estava lhe proporcionando.

Com chupadas rápidas e fervorosas, Edward sentiu a pressão característica em seu baixo ventre e recebendo um olhar abarrotado de lascívia sobre os cílios longos e negros dela, ele deixou o seu orgasmo lhe tomar, expelindo todo o seu gozo na boca feminina que sem protesto o saboreou completamente; provando que o prazer dele era o seu próprio prazer. Isabella limpou todo o vestígio de gozo que poderia ter lhe escapado, e quando não havia mais nada para preocupar-se deu mais uma longa chupada. Edward que estava com os olhos fechados durante todo o seu orgasmo, abriu seus flamejantes olhos verdes e encarou a sua assessora de joelhos diante de si.

- Obrigado, senhorita Swan. – sorriu enviesado. – Se a senhorita se comportar bem esta noite, talvez seja recompensada.

Isabella sorriu esperançosa diante da ideia de o Senador Cullen a recompensar, e, enquanto o político ajeitava-se em suas roupas, a jornalista sentou-se no banco em frente a este e reaplicou o batom em seus lábios e verificou se nada estava fora de ordem. Quando terminou de alisar uma ruga em seu vestido azul, o motorista informou que haviam chego ao local do baile.

Edward saiu sem sequer lançar um olhar a sua amante, Isabella teve que respirar fundo, para que assim pudesse aceitar o fato de que entraria naquele salão sozinha; contudo, quando deixou o conforto da limusine surpreendeu-se ao notar o Senador lhe esperando. Com um sorriso enviesado o filho de Carlisle e Esme Cullen ofereceu o seu braço a morena, que surpresa com a atitude do homem o pegou como se fosse um salva-vidas. Lançando um sorriso para o homem, Isabella caminhou ao lado de Edward Cullen para o salão, deixando-se fotografar-se ao lado do homem que tinha a intenção de destruir.

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Conforme adentraram o recinto os olhares de todos os presentes voltaram-se para eles; não só porque Edward era o nome mais cotado para concorrer a próxima eleição presidencial pelo partido, como também pelo Senador não estar acompanhando do belo espécime loira arruivada que era a sua esposa, Tanya Denali-Cullen, mas sim por uma impressionante morena, que parecia orgulhar-se ao estar ao lado daquele homem.

Logo o salão de encheu de murmúrios, Edward, perspicaz que só ele percebeu que o assunto das fofocas era a sua companhia, e tendo plena consciência de que a sua presença ao lado de Isabella seria reconhecida no dia seguinte em todos os jornais, ele sorriu satisfeito consigo mesmo.

Tanya pagaria por sua traição.

Enquanto caminhavam em direção à mesa da família Cullen, Edward era cumprimentado por outros Senadores e Congressistas do seu partido, e cada vez que cumprimentava algum político e seu acompanhante, o Senador Cullen fazia questão de apresentar Isabella como a sua assessora, contudo com uma arrogância que dizia que ela era mais do que uma simples assessora de imprensa.

Ao se aproximarem da mesa em que todos os membros da família Cullen estavam, Isabella percebeu que Esme e Alice pareciam falar dela e de Edward, conforme ambas os encaravam com um olhar que poderia se dizer que era de orgulho. A jornalista ampliou o seu sorriso e virou o seu rosto para olhar o de seu acompanhante, que ainda mantinha o seu enviesado. Edward ao perceber o olhar de sua amante a encarou de canto de olho e deu uma discreta piscadela.

Jane, que assim como sua tia e avó, encarava o casal recém-chegado e ao notar a troca de sorrisos e olhares entre os dois, sabia que mais do que nunca deveria afastar a sua mãe do lado de seu pai, e se as atitudes de Tanya pudessem caracterizar um índice de que seu casamento com Edward estava com os dias contados.

A traição de sua mãe neste fim de semana fora algo não-planejado, mas tão bem executado que o fim deste matrimônio estava muito mais próximo do que ela esperaria.

Quem poderia imaginar que a própria Tanya Denali-Cullen daria um tiro em seu próprio pé para o fim de seu casamento? Jane sabia que só precisava de um plano para o seu pai sair como vítima desta situação, e sua mãe como uma verdadeira vilã traidora.

Quando a distância da mesa era de alguns centímetros, Alice Whitlock trajando um belíssimo vestido de chiffon de seda roxo de um ombro só com detalhes do próprio tecido em formato de flores, extremamente acinturado levantou para receber os recém-chegados.

Os cabelos de Alice estavam presos num estilo Audrey Hepburn em Bonequinha de Luxo, acompanhando de uma maquiagem discreta e acessórios prateados. Apesar de ter a visto apenas uma vez, Isabella identificou um brilho distinto no rosto da esposa do Senador Jasper Whitlock, e um sorriso que refletia por todo o saguão uma genuína felicidade.

Por sua visão periférica Isabella notou Edward sorrindo para sua irmã, em seguida a puxando para os seus braços, para um abraço extremamente fraternal. Isabella sorriu surpresa com a cena, pois nunca vira o Senador numa exposição de vulnerabilidade e amor tamanha, contudo a sua surpresa durou meros segundos, pois Jasper muito politizado e amigável, notando o desconforto da assessora de imprensa de seu parceiro de Senado a cumprimentou polidamente, seguido por Carlisle e Esme.

Da mesma maneira que havia feito quando se conheceram, Esme Cullen saudou Isabella calorosamente. Com seu vestido preto de corte conservador, mas extremamente elegante, Esme parecia da realeza do que uma simples esposa de um político, seus cabelos caramelos claros rajados de fios brancos estavam meio presos nas laterais deixando-a mais jovial. Suas joias eram todas em ouro branco e esmeraldas; esmeraldas que ressaltavam seus olhos verdes como o de seus filhos e netos.

Ao notar a felicidade da esposa ao ver seu filho com sua assessora de imprensa, que Carlisle achava uma interesseira, o ex-vice-presidente surpreendeu-se, e por conta da genuína felicidade e animo leve de Esme, Carlisle percebeu que a sua implicância com a morena era tão somente pelo fato de Isabella lhe lembrar de demais Aro Volturi, mas talvez fosse sua simples implicância, pela arrogância e interesse em subir que ela transmitia; contudo muitas vezes o seu pai lhe disse que pessoas agiam desta maneira para conseguir sucesso profissional, talvez Isabella Swan se encaixasse neste quesito.

Com esse pensamento Carlisle foi muito mais amigável com Isabella durante o baile, entrando em uma conversa com a jornalista sobre como a imprensa pode ser sensacionalista em questões políticas nos EUA. Isabella se surpreendeu com a atitude do médico e político aposentado, todavia ela aceitou a mudança no comportamento de Carlisle de bom grado.

Outro que parecia muito mais amigável com ela, era Alec. Entretanto a jornalista poderia atribuir essa amistosidade a Angela que com uma sagacidade e dedicação ao plano, atraia Alec a sua teia com inteligência e até mesmo sarcasmo. Fazendo-o rir, e, Isabella poderia até mesmo arriscar, deseja-la.

Outra que estava feliz com a presença de Angela ao lado de Alec era Jane. A loira como chefe de campanha do irmão para a prefeitura de Washington em pouco tempo sabia que Angela Weber seria uma boa influencia para o seu irmão gêmeo, e quem sabe até mesmo uma grande companheira. Pelo visto a família Swan tinha o gene capaz de levar os homens Cullen a grandes patamares da política estadunidense com mais facilidade.

O Senador Edward Cullen era outro que estava impressionado com Angela, e como ela e seu filho pareciam se dar bem. Edward pensava como sua filha: que Angela Weber seria uma arma poderosa na vida pública de Alec.

Sendo uma festividade de promoção de futuras campanhas eleitorais, Edward usou sua sagacidade, arrogância e inteligência para fazer contatos para futuras parcerias políticas, mantendo sempre Isabella Swan ao seu lado, tanto que quando a banda que animava a festa convidou todos os presentes para dançarem uma valsa, Edward muito polido pediu a morena para acompanha-lo.

Ao som suave da valsa, o casal de amantes bailava pelo salão atraindo olhares e sorrisos.

Muitos ali achavam Tanya muito apática como esposa de um homem tão importante como Edward Cullen, algo que definitivamente Isabella não era. A jornalista esbanjava simpatia, sorrisos e gracejos a todos, participando sempre nos momentos certos das conversas que o político estava, mostrando-se interessada pela vida pública de seu acompanhante, e sempre que possível recebendo elogios por sua inteligência e conhecimento do mundo político.

Pela primeira vez em sua vida Edward Cullen sentiu-se bem ao estar ao lado de uma mulher em um evento político da magnitude do baile anual dos democratas, e mais do que nunca ele teve certeza que deveria sempre manter Isabella ao seu lado, e de preferencia como a sua esposa, para não atrair comentários que poderia prejudicar a sua vida política.

Infelizmente neste meio a imagem era um dos requisitos principais para continuar bem quisto por todos.

- Divertindo-se, Senhorita Swan? – perguntou o político com uma voz sussurrada e rouca no ouvido da morena, fazendo com que ela se arrepiasse com a proximidade.

- S-sim, Senador... – respondeu afetada.

- Será que a senhorita está pronta para ir embora depois dessa dança? – pediu da mesma forma, ocasionando mais uma vez a morena arrepiar-se.

- S-sim, Senador. – repetiu Isabella, um pouco mais confiante. Edward riu debochado.

- A senhorita comportou-se tão bem esta noite, que irei recompensá-la. – pronunciou o homem. – Como havia proposto.

A jornalista disfarçou um sorriso convencido.

- O que o senhor achar melhor, Senador. – respondeu com uma pitada de arrogância.

Como disse a assessora, com o fim da canção, Edward acompanhando de Isabella voltou à mesa de sua família e informou a todos que eles estavam indo. Como tudo relacionado a Edward, ninguém de sua família perguntou aonde ele e Isabella iria, preferindo deduzir inocentemente que ela ficaria em sua própria casa e ele sozinho na sua.

Com palavras baixas e claras Edward passou as coordenadas para onde iriam ao motorista, em seguida acompanhando Isabella no banco traseiro da limusine preta. O caminho de pouco mais de 15 minutos foi em silêncio, Isabella que sempre fora extremamente autoconfiante, sentia-se ansiosa, seja porque ela não conhecia o caminho que o motorista fazia, seja porque estava aminada com a perspectiva de ser possuída pelo viril e impressionante homem que era o Senador Edward Cullen.

Quando o automóvel parou Isabella enfim compreendeu onde estava: na imensa casa do Senador Cullen, crendo que o motorista deixaria primeiro o político para depois leva-la a sua casa, Isabella não se moveu da sua posição, contudo quando Edward percebeu que sua amante ainda estava sentada no interior do carro, num misto de irritabilidade e impaciência questionou:

- A senhorita não vem? Será que mudou de ideia?

Isabella arregalou seus olhos surpreendida.

- A-aqui? – pediu.

- Sim. Minha casa. – disse com impaciência. – Será um problema, senhorita Swan? – perguntou.

- Não! – respondeu rapidamente e estridente. – Er... hum... – coçou sua garganta. – Problema algum, Senador. – disse, saindo-se velozmente do banco traseiro da limusine.

- Ótimo. Me acompanhe. – exigiu.

Com a ordem do político a morena não pode resistir, submissamente seguiu o homem para o interior da grande casa.

Nesta altura do campeonato Isabella poderia não mais se surpreender com a imponência e a riqueza em que vivia a família Cullen, contudo, quando admirou o amplo saguão de entrada e os cômodos do quais podia se ver, a jornalista mais uma vez sentiu aquela pitada de inveja, entretanto dessa vez ela não apenas ansiou ter aquilo para ela, mas também fazer parte daquilo tudo. Poder mandar e desmandar em tudo aquilo.

Se não estava satisfeita com a cor das paredes mudar. Se odiar as cortinas tacar fogo nelas e arrumar uma desculpa esfarrapada para reformular todo um cômodo. Isabella gostaria de ser a dona de tudo aquilo. Intimamente Isabella ansiou poder se casar com Edward Cullen e ter todos os privilégios que ser a esposa de um homem como ele tinha.

- Gosta? – perguntou Edward servindo-se de uma generosa dose de uísque para ele e para a sua assessora.

- Muito! É impressionante, Senador. – gracejou Isabella virando o seu rosto para todos os lados para absorver tudo o que tinha no imenso ambiente.

- Meu avô Anthony Cullen que construiu e me deu de presente. – explicou o político.

- Soube que seu avô, o Senador Anthony Cullen era um grande homem.

- Sim ele era. – concordou. – Mas se você quer ficar mais impressionada venha conhecer o resto da casa. – ponderou indicando o caminho o qual deveria seguir.

Desde o momento que decidira deixar o baile dos democratas, Edward tinha um único objetivo: trazer Isabella a sua casa. Não somente porque ela parecia se impressionar com qualquer vislumbre de sua riqueza e poder, mas também para vingar-se de Tanya.

Oh sim! Ele vingaria Tanya, e faria da forma mais baixa e grotesca que poderia: foderia a senhorita Swan sem sentido na cama que dividia com ela; afinal tudo no Chateau des reves era dele, e tão somente dele, Tanya era tão somente uma moradora esporádica da mansão.

De início Isabella surpreendeu com o tour que direcionava a somente um lugar, contudo quando adentrou a imponente suíte, soube as intenções de seu amante; e como Isabella intimamente ansiava por tudo o que era de Tanya, e de preferencia mostrar a todos o quanto o Senador estava em suas mãos, à jornalista do The Washington Post se deliciou da noite de sexo selvagem, feroz, insaciável em companhia do Senador Cullen entre os lençóis de algodão egípcio que a loira morango escolheu cuidadosamente para agradar o seu marido.

Depois do ato sexual cheio de intensidade o casal que era tão parecido – mas que nenhum dos dois fazia ideia do quão – beberam copos cheios de uísque 16 anos e fumaram os seus cigarros, na sacada da suíte, na penumbra da noite, onde a brisa suavemente fria abraçava e envolvia seus corpos nus, enquanto o silêncio entre os amantes não era perturbador ou incomodo, era simplesmente prazeroso, confortável, algo tão estrangeiro e confuso tanto para Edward, quanto para Isabella.

Após consumirem outro cigarro e um novo copo de uísque, o casal tornou a ter um novo encontro sexual, tão intenso quanto o outro; e por mais que tinham medo de confessar tanto para si, quanto para outro em seu intimo sabiam que haviam compartilhado algo que ia além do ato sexual, que mesmo a falta de carinho, de beijos, onde somente a necessidade por sexo, o desejo e o prazer comandavam, eles sabiam que algo havia mudado, mas o que era difícil de compreender e até mesmo assustador.

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Isabella deixou a mansão do Senador Cullen um pouco depois das 6 da manhã, contudo a morena sentia-se completamente revigorada e até mesmo convencida de que havia conseguido algo de Edward Cullen que nenhuma outra mulher antes conseguira: sua vulnerabilidade.

Essa vulnerabilidade estrangeira que Edward estava sentindo e transparecendo a morena que seria o caminho que a levaria a destruir o poderoso Senador Cullen. E com essa confiança além do normal, somando com a sua arrogância natural é que levaram Isabella a cometer o pior erro que poderia dentro do Gabinete do Senador Cullen na segunda-feira.

E ela nem fazia ideia disso.

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Notas finais
N/A: E aí meus amores?! Saudades?! Qual é desta vez eu nem demorei, levando em conta como a minha vida anda... Sério, real life não é legal. Mas além da real life, foi complicado escrever esse capítulo. Sem brincadeira parecia que nada ia para a frente, e olha que e esse era um dos capítulos que eu tinha planejado desde o começo, mas só não ia... além de festas de fim de ano, viagens de férias e trabalho. Sim! Vida de adulto.
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Mas enfim... o que acharam desse capítulo?! Gostaram?! Bom... o próximo será um pouco menor (bem menor que esse), mas ele será o divisor de águas da história. Ansiosa para saber o que vocês vão achar do próximo capítulo...
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De qualquer forma desculpe qualquer coisa que tenha passado batido pelo capítulo, só que como eu disse: ando meio sem inspiração! Sem contar que... *suspiro* não tô reclamando, ainda mais porque não tenho direito pelo longo hiatus que essa fic passou, mas cadê as reviews?! Os comentários?! As críticas?! As perguntas no twitter, tumblr e formspring?! Não pode tá tudo claro que vocês não tenham nenhuma dúvida! Sério quanto maior a participação de todas, melhor e mais rápido saem os capítulos, ok?! As dúvidas, os interesses de vocês são a força motriz de tudo isso. Se vocês não estão interessados, eu não fico animada/inspirada para escrever. De verdade.
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Sorry pela bronca.
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Quero agradecê-los mais uma vez por continuarem acompanhando a história, comentando, cobrando, fazendo tudo o que vocês fazem, ou pelo menos os poucos que ainda fazem. Como também quero agradecê-los pela compreensão acerca da demora. É a vida, infelizmente.
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Como eu disse: sempre que tiver dúvidas, curiosidades, ou o que for podem me questionar tanto no tumblr da fic: fuckyeahsympathyforthedevil(PONTO)tumblr(PONTO)com/ ou no meu formspring: www(PONTO)formspring(PONTO)me/carolvenancio.
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Obrigada mais uma vez pelo carinho.
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Até mais!
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Beijos,
Carol.
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GOSTOU OU NÃO, DEIXE-ME SABER.
REVIEWS SÃO O COMBUSTÍVEL PARA NOVOS CAPÍTULOS!