Conexões Ilícitas
11 Impulso
Notas iniciais
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N/A: Esse capítulo propositalmente terá muitas cenas fortes, que muitos podem sentir aversão e decidirem abandonar a leitura, contudo, peço encarecidamente que não desistam o fato que desenrola no final do capítulo é o que eu chamo de divisor de águas, ele que determinará os próximos passos da estória (as consequências que são relatadas ligeiramente no prólogo), esse foi o primeiro capítulo que eu formulei na minha cabeça, quando criei essa fic, então fiquem comigo e encarem essa leitura como apenas uma diversão, ok?! Aproveitem desse impactante capítulo!
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Capítulo dez – Impulso
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“Vontade: impulso cego, escuro e vigoroso,
sem justiça nem sentido.”
- Arthur Schopenhauer -
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Tanya sabia que o seu fim de semana ao lado de Eleazar iria lhe custar muitas coisas. Ela tinha pleno conhecimento que ele sabia do que havia acontecido entre ela e seu rival durante o fim de semana em Los Angeles, quase como um ser onipresente e onipotente; e, por mais que a loira-morango estivesse feliz por ter se reconectado tão profunda e apaixonadamente com Eleazar, seu grande amor, temia a reação de seu marido. Afinal Edward nunca fora conhecido pela sua prudência, compreensão ou misericórdia.
E era exatamente por isso que a ex-Miss Califórnia estava com uma dor de cabeça que parecia perfurar seu crânio.
Tanya apertou mais o seu blazer azul marinho em torno do seu corpo, tentando se proteger de uma inexistente rajada de ar gélido, que parecia perfurar sua pele, atravessar seus ossos, contudo, tanto a dor de cabeça crescente e o frio inexplicável que sentia, infelizmente não significavam um mal estar ou até mesmo um resfriado. Não. Estes sintomas eram de ansiedade. Ansiedade de ter que enfrentar Edward que não seria nenhum pouco misericordioso diante dos acontecimentos do fim de semana.
De repente toda a paixão, todo o amor que compartilhara com Eleazar não era forte o suficiente para enfrentar a ira de Edward Anthony Masen Cullen.
Tanya contraiu-se com o pensamento, fechando seus olhos e fazendo uma oração silenciosa.
- Chegamos Senhora Cullen. – disse o motorista rompendo o silêncio tranquilizador do automóvel.
- Obrigada Mark. – agradeceu suavemente. Tomando uma respiração profunda, que poderia ser compreendida como um fôlego para uma enorme batalha. Ela ainda tinha um ligeiro fio de esperança, torcendo intimamente que Edward já tivesse ido para o Senado, contudo conhecendo como conhecia dificilmente ele iria sem enfrenta-la, para o seu simples bel prazer.
Agarrando-se a sua maxi bolsa branca como se fosse um salva-vidas, enquanto cada passo que seus sapatos vermelhos ressoavam como uma marcha fúnebre; ao adentrar a sua casa o silêncio imperava, Tanya até mesmo se deu ao luxo de suspirar de alivio, todavia antes mesmo de se convencer com o alívio o aroma do cigarro de Edward preencheu a sala. Ela sabia que não poderia evitar o seu marido. Mesmo se quisesse.
- Olá Edward, achei que você já estivesse no Gabinete. – tentou dizer o mais tranquilamente que podia.
- Estou esperando Joe trazer meu carro da oficina. – respondeu sem emoção.
Um silêncio carregado recaiu sobre os cônjuges.
- Por que não usou o Aston Martin? – perguntou fazendo referência ao carro que Edward tinha apenas por luxo.
O político riu consigo mesmo.
- Porque irá chover esta noite. – pontuou como se o tempo fosse uma causa válida para não tirar o automóvel, que ficou famoso por ser usado pelo agente 007 de sua garagem.
- Ok. – concordou reticente. Virando-se para subir a escada que levaria ao seu quarto.
- Como foi em LA? Seus pais estão bem? A sua estadia foi prazerosa? – Edward questionou cheio de sarcasmo a sua esposa. Tanya sabia: ele não deixaria a sua traição passar em branco.
- Boa. – respondeu vagamente. – E o baile dos democratas, como foi? – perguntou como um meio de se proteger do ataque do marido.
- Interessante. – pontuou com um sorriso. – Teve algum encontro interessante em LA? – inquiriu dando uma última tragada em seu cigarro.
- Nenhum que valha mencionar. – disse Tanya com falso descaso.
- Hum... – murmurou pensativo deslizando o seu indicador por sua sobrancelha. – Nem mesmo este? – questionou levantando uma fotografia em que ela estava aos beijos com Eleazar.
- Hum... er... – hesitou a loira. – E você desfilando com a sua puta diante de toda a sociedade no sábado? – retorquiu acusatoriamente.
- Puta?! Que puta?! – desdenhou. – Eu estava com a minha assessora de imprensa que gentilmente aceitou me acompanhar, uma vez que a minha esposa estava abrindo as pernas para qualquer um.
Tanya riu indignada.
- Como se você não fodesse a sua “assessora de imprensa” – ela fez aspas no ar ao dizer o cargo de Isabella. – e qualquer outra que lhe abra as pernas. Não seja hipócrita Edward! – exclamou exasperada.
Fora a vez de Edward rir em completo desdenho.
- Prove Tanya. Prove que eu te traio, como estas provas de você fodendo Eleazar que então eu aceito essa hipocrisia que você está me acusando. – disse com arrogância, levantando-se de sua cadeira e abotoando um dos botões de seu blazer negro.
- Quer saber Edward?! Dei sim para Eleazar e posso te garantir foi muito prazeroso, muito mais prazeroso que qualquer ato sexual que já compartilhei com você, que só se preocupa com o seu próprio prazer! – exclamou irritada. Suas mãos tremiam e seus olhos estavam banhados de lágrimas. – Você sequer me beija Edward! Eu nem sei quando foi à última vez que você me beijou! Você trata a mãe dos seus filhos como uma de suas prostitutas. Você nunca me amou, me respeitou, você apenas aceitou o nosso casamento quando o seu avô e minha mãe propuseram apenas para desafiar Eleazar, para mostrar que você conseguia tudo e ele não!
- Cala a boca sua vagabunda! – fora a vez de Edward exclamar enfurecido com as palavras de sua esposa. Edward nunca fora muito receptivo a acusações, ainda mais quando elas eram verdadeiras. O político se revoltara tanto com as palavras de sua esposa que diminuiu a distância entre eles com sua mão levantada, pronta para desferir um golpe na loira.
Tanya riu revoltada.
- Me bate Edward. Quer dizer me espanque! Tenho certeza que mídia ficaria extasiada com a minha história!
- Eu vou deixar você sem nada Tanya, quero ver se o santo Eleazar conseguira manter seu luxo. – desdenhou afastando-se de sua esposa. – Aguarde uma ligação do meu advogado.
- Eu nunca me importei com o seu dinheiro! – esbravejou.
- Ah... eu quero que você saia da minha casa ainda hoje.
- Sua casa? – gritou. – Essa casa é nossa Edward!
- Não querida, essa casa é minha, e só minha, e eu quero você fora dela ainda hoje. – declamou com insolência.
- Eu te odeio Edward Cullen! – esbravejou jogando o que via na sua frente em direção ao marido.
- O sentimento é reciproco. – advertiu o político contendo a vontade de avançar em direção a sua esposa e feri-la.
Felizmente para o Coronel da Força Aérea Norte Americana o seu motorista Joe, chegou com seu Volvo, sem demonstrar qualquer agradecimento ao funcionário, algo que Joe estava há muito acostumado, uma vez que Edward nunca fora muito amigável com seus subordinados, o político adentrou no seu carro cantando pneus enquanto dirigia pelas ruas do Distrito de Columbia.
Ele praticamente voou para o escritório de Seth Clearwater para começar a acertar as coisas para o divórcio. Na noite anterior o seu amigo e advogado informou a Edward que sua separação de Tanya não seria nada fácil, ainda mais se ele quisesse usar o recurso de que ela havia traído, na opinião de Seth, Tanya não levaria de animo leve essa acusação, e poderia acusa-lo do mesmo, pois nunca se sabe se a loira teria provas das traições do político ou não.
Para o advogado, Tanya não se importaria se Edward a ameaçasse tirando tudo, se uma traição dele fosse comprovada diante do pré-nupcial que tinham, a situação ficaria complicada demais para ele, e mesmo com o regime parcial de bens, a herança que seu avô Anthony Cullen entraria na divisão e até mesmo bens que foram inteiramente posses de Edward se tornariam posse dos dois, exigindo assim a divisão igual para ambos.
Óbvio que o político não gostou nenhum pouco dessa constatação por mais que soubesse – diante de seus conhecimentos jurídicos que aquilo era verdade. Edward estava disposto a se divorciar de Tanya, mas deixa-la sem nada; e era por isso que depois de se acalmar das péssimas notícias de seu advogado e amigo, decidira conversar com Seth sobre outras opções.
Conhecendo bem o seu amigo, Seth ouviu as ideias que Edward havia pensado nas últimas horas, contudo o advogado tendo quase certeza que Tanya contrataria sua prima Rosalie como sua advogada, sabia que as opções de Edward não eram viáveis; e por conta disto Seth orientou o seu amigo a esperar.
Afinal se ele queria um divórcio sem escândalo e sem a mídia interferindo, vasculhando toda a sujeira que o Senador escondia debaixo do tapete, Edward deveria esperar. Esperar a poeira abaixar e principalmente tentar uma separação amigável, conciliatória.
Era como se Edward tivesse acordado com o pé esquerdo naquela segunda-feira. A briga com Tanya que o tirou do sério, a paciência que Seth insistia que ele tivesse para o divórcio, e, ainda uma agenda cheia de reuniões com membros do Senado da oposição, que não estavam nada satisfeitos com as leis que o presidente estava tentando aprovar que prejudicavam, principalmente, os estados em que o partido dos republicanos mais tinha votos. Estas reuniões não seriam nada amigáveis ou prazerosas, e ele odiava sequer pensar nelas.
Edward só esperava sinceramente que a sua assessora e amante conseguisse aliviar o estresse do maldito dia que estava em seu horizonte.
Com essa esperança em mente Edward não seguiu para o seu Gabinete, mas sim para o Gabinete de Jasper, que estaria ao lado de Edward intermediando o melhor dialogo com os Senadores dos estados do Sul.
Todavia, como todas as reuniões em que os republicanos eram maioria, não foi muito agradável. Enquanto Edward e Jasper, Senadores democratas, tentavam de todas as formas indicar aos outros que as leis que o governo queria aprovar beneficiaria a todos, principalmente seus estados, estes não mudavam sua opinião, continuando a afirmar que as novas leis seriam um verdadeiro desrespeito aos seus concidadãos.
O Senador do Kentucky, que sempre se dera bem com Edward, estava irredutível, o que deixava o Senador de Illinois ainda mais irritado. Definitivamente o dia não estava sendo dos melhores para o Coronel da Força Aérea.
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No andar superior, no Gabinete de Edward, Victoria com seus cabelos flamejantes presos em um coque elegante em sua nuca pressionava o teclado de seu computador com demasiada violência. Ela não assumia, mas o fato de Isabella Swan estar atrasada em 3 horas era o motivo de sua raiva.
A chefe de Gabinete, assim como qualquer pessoa ligada a assuntos políticos, sabia que a morena que havia acompanhado Edward ao baile anual dos democratas – fotos para confirmar este fato é o que não faltava – e ela que sempre tivera uma paixão obsessiva por Edward da qual ele enganou apenas por sexo, creia que ela que deveria ter sido convidada para o tal baile. E não apenas por ter sido a primeira, com relação à Isabella, mas principalmente por ser chefe de seu Gabinete.
Victoria estava possessa. No sábado quando viu a foto em que Edward estava ao lado de Isabella, a ruiva entrou em curto. Gritos, indignação, e até mesmo ofensas direcionadas não só ao casal, mas principalmente ao seu marido, James Collins que ela acusava de ser o responsável por essa aproximação dos dois. James não negava que ele que havia orquestrado aquilo, contudo intimamente o loiro estava feliz da vida que a sua repórter estava se esforçando para conseguir a matéria do século para ele. Aquela que faria com que ele se tornasse o mais respeitado e competente jornalista político.
E fora assim, chateado com as reclamações de sua esposa, mas completamente satisfeito com o seu plano de infiltrar Isabella na vida do Senador Cullen, que James preferiu deixar a esposa em sua indignação e ir beber e quem sabe encontrar uma diversão na rua.
De qualquer maneira Victoria ficou todo o domingo remoendo acusações e o que mais fosse para esbravejar a Isabella, contudo o atraso da assessora de imprensa estava deixando-a mais irritada. Até mesmo com Jane – com quem ela sempre fora muito cuidadosa, educada e puxa-saco -, nesta manhã havia estourado quando a loira perguntou de Isabella.
Obviamente que Jane, sendo tão parecida com seu pai, não deixou essa insubordinação de Victoria para trás. A loira, que poderia ser tão ou mais mesquinha que seu pai, avisou sem meias palavras que mais uma grosseria desta, ela seria jogada na rua antes mesmo de dizer “não”. E apesar de conter sua ira, a chefe de Gabinete ficou ainda mais possessa com a jornalista do The Washington Post que estava conquistado a toda família Cullen, enquanto ela só levava patada.
Fora alguns minutos antes do meio-dia que Isabella chegou ao gabinete, causando impacto e comentários pela roupa que vestia: um belo par de ankle boots em tons de azul egípcio e verde esmeralda de salto altíssimo, uma camisa de seda transparente com um laço em torno de seu pescoço, na mão que carregava a sua bolsa também carregava o seu trench coat, e completando o conjunto que era todo em preto uma calça muito bem delineada em seu corpo da mesma cor.
De início a morena acreditou que o burburinho era por causa de seu atraso, depois por causa de sua roupa, e finalmente por ter sido acompanhante de Edward no baile. E, acreditando que este era o motivo Isabella continuou marchando em direção a sua sala, contudo Victoria com a sua camisa nude de poás negros e saia preta, decidiu chamar a atenção da jornalista.
- Você sabia que o seu horário, Isabella, é às 9 da manhã, certo? Acredito que terei que colocar esta observação no relatório mensal. – provocou a ruiva.
A morena sorriu insolentemente.
- Para a sua informação, Victoria, o Senador me autorizou a chegar ao meio-dia. – e dando duas passadas para se aproximar da rival disse em um sussurro que só a ruiva poderia ouvir. – Sabe como é... palavras de pé de ouvido, declarações depois de uma noite de sexo incrível. – provocou afastando-se tão rápido quanto se aproximou com um sorriso vitorioso em seu rosto.
Victoria trancou seu maxilar, rangendo seus dentes. E quase sem emitir nenhum som, ameaçou Isabella:
- Você vai cair. Vai despencar e será mais rápido do que você imagina, puta!
Isabella ampliou o seu sorriso arrogante.
- Veremos Vicky. Veremos. – e sem deixar a ruiva xingá-la pelo uso do apelido seguiu para a sua saleta, em que Jane trabalhava em seu computador pessoal para a campanha eleitoral de seu irmão.
Seus cabelos loiros, preso em um rabo de cabelo com a franja solta, vestido preto com detalhe em renda no colo, um cinto rosa claro em torno de sua cintura e ankle boots pretas. Jane mais uma vez estava vestida com esmero, contudo sem abandonar o seu lado jovial. Automaticamente a morena sentiu mais uma vez a inveja lhe consumir, mas antes que ficasse evidente, optou com cumprimentar a loira.
- Bom dia Jane. – tirando os olhos de seu computador Jane admirou Isabella com um olhar impassível.
- Bom dia Isa. – sorriu falsamente. – Belos sapatos.
- Obrigada. – respondeu a morena, sem notar o sorriso falso de Jane. – Seu pai ainda está em reunião? – questionou.
- Sim... – concordou distraidamente ainda olhando para a roupa que a morena vestia. – Pelo menos até o meio da tarde. – completou finalmente tirando a sua atenção da assessora.
Isabella murmurou uma concordância, já que começava a ler as suas mensagens.
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Após um longo almoço num restaurante próximo ao prédio do Senado, Edward e os demais Senadores que estavam em reunião desde as 10 da manhã, retornaram a grande sala de Jasper para continuar o debate sobre as novas leis, e talvez o que poderiam mudar para levar o debate em uma sessão com os demais Senadores e depois a Câmara de Representantes.
Da mesma forma que ocorrera de manhã, os Senadores republicanos não estavam favoráveis as novas leis, e tentavam a todo custo mudarem ou criarem leis que anulavam as outras. Edward estava ficando impaciente, enquanto Jasper como um bom articulador falava sobre os benefícios das mudanças.
Por volta das 3 da tarde, Edward que ainda estava preso na maldita reunião, ligou para Isabella, pedindo que a morena viesse até o Gabinete de Jasper com a pesquisa que seus empregados fizeram em diversos estados do país sobre as novas leis, como um último recurso para convencer os outros Senadores. Apesar de ser do departamento de Isabella fazer estas pesquisas, não era ela que as coordenava, tanto que achou completamente estranho o pedido do Senador, contudo, como tudo o que Edward Cullen falava, pedia ou ordenava em seu Gabinete era lei, a morena imprimiu as mais de 30 folhas e colocando-as numa pasta com o timbre do Senado dirigiu ao Gabinete do Senador Whitlock.
Incrivelmente ao chegar ao Gabinete do Senador do Texas, Edward falava em seu telefone celular na recepção, em um primeiro momento o político tão somente vislumbrou o rosto de sua assessora e um sorriso enviesado começou a tomar o seu rosto, contudo quando Edward admirou o conjunto completo tão rápido como apareceu o sorriso de foi.
Isabella que tinha os cabelos castanhos ondulados emoldurando seu rosto em formato de coração sorria amplamente para o ruivo, contudo quando percebeu a fisionomia impassível quase beirando a raiva, o sorriso que a morena tinha em seu rosto se esvaiu. Isabella sentiu uma sensação estranha deslizando por sua coluna e imediatamente seu coração apertou-se, conforme batia velozmente.
O político resmungou algo para quem falava ao telefone e desligou voltando o seu olhar frio e impiedoso a sua assessora de impressa. Isabella que ainda não compreendia a brusca mudança de humor tão aparente em seu amante, o encarou assustada, ressabida, temerosa. Era como se ela tivesse feito algo completamente errado, mas não conseguia vislumbrar o que era.
- A senhorita trouxe o que eu pedi? – exigiu o imponente homem com arrogância. Suas palavras poderiam até soar formais como sempre, mas agulhas de gelo finas e doloridas cravavam sobre a pele pálida da morena a sua frente.
Isabella engoliu seco e pela primeira vez desde que o Senador Edward Cullen entrou em sua vida ela sentiu aquele amargor, aquela intolerância que muitos diziam que ele tinha; Isabella sentia-se exposta, vulnerável, nem mesmo quando estava nua diante dele, sendo consumida por seu sexo voraz a morena sentira-se tão vulnerável como agora. As agulhas invisíveis cravavam em sua pele, queimando não só em gelo, mas também em fogo, numa disputa desconexa e aterrorizante.
- Sim Senhor. – murmurou a mulher com uma voz fraca e falha. Ela não queria mostrar-se afetada, temerosa, mas mesmo que sua razão exigisse que ela fosse forte diante daquele homem, ela não conseguia, e constatar isto deixava tudo ainda pior. Era como andar sobre uma navalha: se cair de um lado você se corta, e se cair do outro o corte é ainda pior.
Edward arrancou a pasta das mãos de sua assessora, sem nenhum cuidado ou apreensão, e com uma carranca não tão habitual, levando em conta a sua atitude arrogante e mesquinha, ele admirou as folhas que a morena havia lhe entregue.
- Eu quero falar com a senhorita depois do expediente, me espere. – ordenou, como se dá ordens a um cachorro; e apesar do tom rude e sem qualquer emoção, Isabella não pode conter a sua ansiedade que mais tinha haver com o desejo de ser consumida mais uma vez por aquele homem. Era peculiar ela se admitir que já sentia falta de seu corpo musculoso pressionado ao seu.
Com um sorriso bobo em seus lábios, Isabella marchou de volta para o Gabinete do Senador de Illinois, enquanto a ansiedade e o nervosismo corriam por suas veias como fogo se alastrando em uma floresta.
Pouco a pouco cada um dos funcionários do Gabinete iam deixando a ampla sala, encerrando o seu dia de trabalho. Isabella continuava a fingir estar fazendo algo muito importante enquanto olhavam para ela com espanto e até mesmo solidariedade. Jane despediu-se da morena, com um olhar penoso em seus olhos verdes, um sorriso simpático tão incaracterístico daquela garota brilhou em seus lábios antes de deixar o escritório com seu Demetri.
Victoria arrastava o seu tempo de ir, aguardando o Senador voltar e talvez dá-la uma chance, ou então afastar a assessora de imprensa que ela tanto lamentava de ter colocado ali dentro. Seus olhos disfarçadamente iam em direção à morena, e seu olhar era pautado de inveja, rancor e ódio. Victoria já não conseguia mais afastar a sensação de que aquela mulher havia lhe roubado algo que ela desejava mais do que o ar que respirava, mas que nunca fora seu; e justamente isto é que a fazia odiar ainda mais aquela morena.
Quando Edward entrou em seu Gabinete com o seu ar arrogante e olhar inescrupuloso, ele rosnou uma ordem para que Victoria deixasse o Gabinete imediatamente, e não podendo contestar uma ordem direta de seu empregador a ruiva deixou, mas não sem antes lançar um olhar cheio de rancor para a morena que esquecera o trabalho que fingia fazer e admirava a cena atenciosamente.
- No meu escritório imediatamente, senhorita Swan. – exigiu. Isabella sentiu um arrepio em sua pele, mas ajeitou a sua camisa, alisou a sua calça e afofou seus cabelos, antes de caminhar decidida em direção a fortaleza de mogno do seu amante.
Edward se serviu de uma grande dose de seu uísque, enquanto Isabella fechava a porta atrás de si. A presença do político era o suficiente para que todos os membros de seu corpo ficassem alerta. E quando o Senador tomou um gole generoso de sua bebida, não só ele, como ela sentiu o fogo da bebida maltada descendo pelo esôfago, aquecendo algo que sequer, pelo menos no caso de Isabella, algo que ela nem sabia que estava frio.
Era peculiar, mas as suas mãos tremiam levemente. Ela não sabia explicar o porquê deste nervosismo estrangeiro, porém se observasse de fora, era claro que o seu nervosismo tinha a ver com a postura de seu amante. Uma postura clara de arrogância e crueldade. Seus olhos verdes esmeraldinos estavam frios como as relvas da floresta negra: amedrontando, assustando, aterrorizando qualquer pessoa que se embrenhe em suas matas, sem destino, sem mapa, sem bússola, sem orientação, uma busca desenfreada por uma trilha inexistente.
Isabella pela primeira vez que se recordara sentiu medo. Puro e simples medo.
Lentamente como um leão cercando a sua presa Edward encarou sua assessora.
- A senhorita cometeu muitos erros, senhorita Swan. – disse lentamente. Isabella engoliu em seco, pensando em tudo o que ela havia feito desde que chegara aquele Gabinete. Edward não estava nem um pouco paciente: — Primeiro vamos começar por questões mais prazerosas. – sua voz era suave, mas o sentido daquelas palavras não.
A morena sentiu um novo arrepio em seus ossos.
- Será que a senhorita está usando o plug anal que instruí? – questionou aproximando o seu corpo masculino do feminino, e com uma gentileza incaracterística deslizou a sua mão pela fenda de suas nádegas. O calor febril da grande mão parecia queimar o tecido de percal de sua calça. Todo o seu pensamento, a sua capacidade de raciocinar, de falar se esvaiu. Isabella fechou seus olhos sentindo um prazer doentio, imensurável com aquele toque. – Que decepção, senhorita Swan. – verbalizou afastando a sua mão tão rápido como começou. – Ou será que o plug fez o que deveria ter feito? – falou rude, desferindo um golpe de mão aberta com força entre as suas nádegas, onde o plug deveria ter estado.
Isabella gemeu meio de prazer, meio de dor. O som deixou o político mais irritado do que uma resposta verdadeira.
- Responda-me, senhorita Swan! – exigiu com amargor.
- Desculpe-me. – pediu humildemente.
- Não há desculpas, senhorita Swan. Foram 3 erros para apenas um dia, e eu não tolero isso! – exclamou afastando-se novamente para onde estava a garrafa de seu uísque e servindo-se de uma nova dose generosa.
O silêncio pesou entre os amantes. Isabella estava com medo de piscar, respirar. Edward estava esperando um passo em falso da morena para puni-la por seus erros. Contudo os segundos, os minutos escorregavam como grãos de areia em uma ampulheta, tirando completamente a calma do político.
- Como a senhorita me erra o nome de um parlamentar? – perguntou acusatoriamente. – Você imagina a vergonha que passei quando o Senador Külgelgen disse que o seu nome estava errado? Tive que me rebaixar pedindo desculpas por um erro seu! Imagine eu presidente do Senado tendo que me rebaixar diante de um pedido de desculpas porque a minha assessora escreve o nome errado de um parlamentar. Isto, senhorita Swan, é inaceitável! – brandiu com a voz fria, cheia de crueldade e agressividade.
Isabella tirou uma coragem de suas entranhas para indicar o seu arrependimento.
- Senhor, perdoa-me pelo meu erro. Não há palavras que sejam suficientes para expressar o quanto eu lamento por tê-lo decepcionado. – falou em um discurso cheio de submissão ao Senador.
Edward arqueou suas sobrancelhas surpreso com a humildade voluntária da morena.
- Mas ainda assim estou decepcionado com a senhorita. – afirmou com arrogância. Isabella cerrou seus olhos absorvendo as palavras que por mais que fossem fáceis de entender seus significados, ainda incompreensíveis para ela.
Mais uma vez o silêncio ensurdecedor, crepitante reinava no espaço daquele Gabinete. As paredes e os móveis feitos de mogno escuro brilhavam com a luz, porém a frialdade de tudo o que cercava, de todos estavam ali respirando silenciosamente era inebriante; e, apesar de estar no domínio da situação Edward sentia-se incomodado com a submissão silenciosa de Isabella.
- Porém senhorita Swan – começou com uma voz grossa e cheia de escarnio. -, o seu pior erro não foi ter errado o nome de um parlamentar ou abandonar o seu plug. Não. Nada disso se compara a pior decepção que você me proporcionou hoje.
Rapidamente os olhos castanhos de Isabella procurou o rosto de Edward, em busca de saber que erro tão terrível fora este que ela cometera. Edward sorriu enviesado.
- Tenho uma questão importante: será que nestes meses em que a senhorita está trabalhando aqui, no meu Gabinete, viu alguma das poucas mulheres que eu deixo trabalharem aqui usar calças?
Isabella considerou a pergunta por alguns segundos. Lembrando-se de cada pessoa que trabalhara ali. Contudo a sua resposta foi reveladora para si.
- Não.
Edward sorriu torto.
- Logo a senhorita compreende onde está o seu erro. – indicou o político com uma voz que era puro veneno. – E por mais que as suas vestimentas estariam mais do que apropriadas para qualquer outra pessoa, não são para mim. Não para o meu Gabinete.
Isabella assentiu minimamente concordando com as palavras do homem, contudo antes de sequer registrar o pensamento o seu subconsciente forçou uma informação por seus lábios:
- Que regra arcaica! Que eu saiba a França é o único país do Ocidente que tem uma lei proibitiva sobre vestimenta. Além, é claro, do Oriente Médio.
O seu tom era despreocupado ao dizer aquelas palavras, era até possível vê-la dando de ombros no final; contudo quando Isabella notou que ela havia ultrapassado os limites, dito coisas que não devia suas mãos correram para tampar a sua boca, como se fosse possível tomar aquelas palavras de volta.
As palavras que a jornalista disse, fez com que o político rangesse seus dentes, sua postura ficasse defensiva e uma raiva que ele só sentia contra o seu primo dominou. Edward não mensurou suas ações, sequer as considerou e em duas passadas sua mão direita estava no pescoço longo, fino e feminino de Isabella apertando a sua traqueia, impossibilitando-a de falar, e até mesmo de respirar.
- Não me desafie! – disse entre os dentes. Seus olhos verdes estavam ardendo em uma fúria incontrolável. Edward queria ferir, queria prejudicar, ele queria fazê-la se arrepender de ter dito aquelas malditas palavras, o desafiando.
Isabella tentou se desculpar mais uma vez, contudo o político apertou ainda mais a sua traqueia. Apesar de acreditar que merecia aquela punição, o seu instinto de sobrevivência falou, gritou bem mais alto dentro de si, e, em uma busca de ar para a sobrevivência, Isabella usou toda a força que lhe restava, batendo com seus punhos no peito de Edward, arranhando com suas unhas pintadas com um esmalte preto a mão que impedia de viver, mas nenhuma de suas ações fez com que ele diminuísse o aperto. Ele já não estava mais pensando racionalmente, não, ele era um animal: irracional, brutal e principalmente mortal.
Seus olhos esmeraldinos eram labaredas intensas de ódio, de repente todas as suas frustrações daquele dia infernal estavam sendo consumidas por aquela ação tão simples, tão feroz. Ter uma vida humana na palma de sua mão o deixava poderoso, dava-lhe a sensação de inatingível, de quase um deus.
Entretanto, quando os seus olhos capturaram o fraco brilho dos olhos castanhos, sua pele avermelhada por causa da ausência de oxigênio, Edward percebeu que a sua frustração, seu ódio, a sua vontade de matar, dilacerar não era direcionada aquela mulher, mas sim a outra, uma que estivera relacionado há mais de 20 anos, em um casamento fracassado, sem sentido, sem respeito do qual o seu único objetivo de continuar aquela situação insustentável era ver o sofrimento de sua esposa e de seu primo, a quem sempre odiou; contudo o receio que Tanya tinha anteriormente de se envolver com Eleazar, traindo seus votos matrimoniais havia se esvaído, agora nem ela, nem ele temiam as ações de Edward, e pela primeira vez em muito tempo ele percebeu que não estava no domínio da situação, pelo menos não quando Tanya e Eleazar estavam neste meio.
Lentamente Edward afrouxou o aperto de sua mão em torno do pescoço alvo de Isabella, contudo seus dedos continuaram fazendo uma breve pressão enquanto ela tomava uma lufada de ar. Todavia, tão rápido como o ódio veio e como se findou, uma nova emoção brilhou nos olhos esmeraldinos do político, os olhos de Isabella ficaram presos naquela emoção; onde antes tinha ódio, rancor, raiva, a vontade imensurável de matar, agora tinha um desejo cru, carnal, luxuriante, voluptuoso, a necessidade de consumir aquela carne, ter aquele prazer queimava a pele dos amantes, com Edward impondo a sua dominância, Isabella deixando-se ser dominada.
Imediatamente as palavras de Maria Rodriguez, a sua instrutora a um mundo que muitos lhe diziam que não merecia aflorou em sua memória. De repente Edward notou que não precisava perguntar nada a Isabella, ela já estava se entregando como só uma submissa faz a seu mestre. Era fácil, simples; tudo o que ele desejou estava ali ao alcance de suas mãos.
Assim sua mão que ainda se mantinha em torno do pescoço de Isabella apertou um pouco mais, não tão forte como da primeira vez, enquanto a outra mão desferia um golpe entre suas pernas, em seu centro. Um tremor se expandiu pelo corpo dela, enquanto um gemido abafado de desejo escapou por seus lábios. Ela não queria estar, mas ela estava incrivelmente excitada.
Edward se vangloriou intimamente, porque de repente toda a sua frustração, todo o seu rancor, ódio, raiva poderia ser direcionado para algo que ele adorava tanto quanto o poder que tinha, o sexo; e abandonando toda e qualquer postura pacificadora, ele enrolou sua mão esquerda entre os longos cabelos castanhos de Isabella e os puxou com força, fazendo com que lágrimas picassem nos olhos femininos. Tendo plena consciência que aquele momento ele gostaria de ser o dominante que tanto anseia, comandou a morena:
- Eu quero que você fique calada. Não quero ouvir nenhum pio. Compreendido, senhorita Swan? – Isabella assentiu fervorosamente com a cabeça, contudo Edward não acreditou no gesto. – Se você emitir qualquer som, eu irei puni-la, compreendido? – ela assentiu com mais fervor. Edward puxou com mais força o seu cabelo, fazendo com que o corpo da jornalista se arqueasse. – Me responda! – brandiu com exigência.
- Sim... sussurrou com uma voz fraca, Edward arqueou suas sobrancelhas, exigindo que ela fosse mais eloquente em sua resposta. Ela compreendeu o sinal. – Senador.
O corpo de Edward relaxou diante das palavras de sua amante. Sim, ela estava no mesmo jogo que ele, e surpreendentemente ela sabia jogar. Não demonstrando o alívio e a satisfação de que Isabella estava na mesma página que ele, Edward puxou novamente os cabelos castanhos, e enfim soltando a mão que estava em torno do pescoço feminino.
- Você merece tanto ser punida! – exclamou entre os dentes, tornando a puxar seus cabelos, enquanto a mão que havia abandonado o aperto do pescoço pressionou suas bochechas. Ela sentiu seus dentes cortando a pele frágil do interior de sua boca, contudo manteve-se calada, enquanto o gosto de ferrugem e sal preenchia o paladar.
Logo os dedos que pressionavam as bochechas dolorosamente se soltaram, porém antes que ela pudesse tomar uma lufada de ar, Edward desferiu um golpe forte o suficiente para descaracterizar completamente o sentido do BDSM. Esquecendo a ordem lhe dada anteriormente, a morena gemeu de dor do golpe, enfurecendo ainda mais Edward que sem pensar duas vezes desferiu um novo golpe do outro lado.
Lágrimas inundavam os olhos castanhos. Isabella não queria mostrar fraqueza, contudo a violência gratuita que Edward embutia a ela era completamente sem sentido, e por mais que aquilo tudo despertava um monstro dentro de si que adorava aquilo, ela era completamente incapaz de protestar sem sofrer um novo abuso.
Edward estava cantando vitória, totalmente alheio ao sofrimento da mulher a sua frente, e decidido a provar um ponto, empurrou a morena em direção a sua mesa de mogno forçando a face pálida, que agora estava rosada dos seus golpes a pressionar na madeira gélida. Isabella fechou seus olhos para tentar conter as suas lágrimas, enquanto a mão que não estava enrolada em seus cabelos, plantava tapas rudes e sem nenhuma gentileza em suas nádegas, fazendo com que estas queimassem contra o tecido de sua calça.
O político falava coisas desconexas e rudes no ouvido da jornalista e apesar de estar sofrendo uma dor dilacerante de seus golpes, suas palavras e sua ereção pressionada contra o seu traseiro faziam com que ela ficasse excitada. Era uma discrepância assustadora que ao mesmo tempo em que odiava tudo aquilo, que se sentia um lixo, ela também se sentia uma deusa, uma mulher completa.
Mãos ávidas soltaram-se de seu cabelo, indo em direção ao zíper da calça que usava, onde o político sem cuidado nenhum estourou o zíper, rasgou o botão fora e até mesmo arrebentou as costuras da calça, e com o tecido cedendo em suas mãos, Edward as puxou até que estivesse em torno dos joelhos de Isabella. Com um puxão ligeiramente forte, a calcinha de renda negra que ela usava ficou aos pedaços em suas mãos.
Edward afastou-se um pouco para admirar a pele avermelhada das nádegas de sua assessora, num ímpeto de saber como ficariam seus dedos marcados naquela pele, Edward com uma força brutal desferiu um novo golpe, fazendo com que Isabella, desta vez, lamentasse mais alto. Hipnotizado pela marca de seus grandes dedos na pele translúcida, o político desferiu um novo golpe, e outro em seguida, acompanhando de mais outro e mais outro. As lágrimas dela que eram um misto de dor e prazer.
“Um prazer doentio” refletiu consigo mesma, fechando os seus olhos e tentando tão somente se focar no prazer esmagador que brigava ferozmente com a dor lacerante.
A morena estava tão focada em seus pensamentos, concentrada em sua dor, que não notou o político abrindo a braguilha e retirando o seu membro completamente ereto e pronto para invadi-la, contudo o seu foco logo se esvaiu das dores das palmadas em suas nádegas para uma dor que por mais que ela estivesse se preparando psicologicamente há dias, não imaginava que seria assim. Naquele momento.
Em um movimento rápido, incisivo, sem nenhum tipo de lubrificação natural ou artificial, Edward penetrou com seu latejante membro o lugar escondido entre as nádegas de Isabella. O aperto do ânus envolveu o seu pênis centímetro por centímetro, se aquecendo, se vangloriando, esticando aquela pele nem um pouco elástica.
Isabella gritou as lágrimas agora não pinicavam ou inundavam seus olhos mais; não agora elas escorriam por seu rosto manchando a mesa de mogno que sua face estava encostada. A dor era lacerante, era como ser rasgada em duas. Ela protestou extremamente alto, o que fora suficiente para despertar o político do seu êxtase de finalmente fodê-la no lugar em que ele mais ansiava.
Os gritos de dor eram ao mesmo tempo música e incomodo para Edward, e mesmo sabendo que só faria com que gritasse mais, ele envolver novamente suas mãos nos cabelos castanhos, puxando com uma força desnecessária para uma pessoa já rendida como Isabella estava. O seu membro deslizou um pouco mais para dentro do seu novo lugar favorito, enquanto ela gritava e chorava de dor.
E, quando o seu peitoral definido, tocou as costas dela, novamente Edward puxou os cabelos, fazendo com que ela levantasse a cabeça; propositalmente ele fez um rápido movimento de vai e vem com o seu pênis, gerando uma nova onda de gritos e choros. Incomodado com aqueles sons, Edward sussurrou com uma voz cheia de luxúria, dominância e arrogância no ouvido de sua amante.
- Eu mandei você ficar calada! – e com isso em um movimento mais rude ainda, Edward empurrou novamente o corpo feminino contra a dura madeira de sua mesa, apertando a sua nuca, forçando o seu rosto ficar grudado ao mogno, manchando-o com suas lágrimas.
Sem se importar com a sua parceira daquele ato, Edward começou a fazer movimentos de vai e vem cada vez mais rápido e mesmo que não houvesse qualquer tipo de lubrificação, a sensação de pele contra pele, arranhando, queimando era o suficiente para levar aquele homem ao puro êxtase. Seu corpo pesado pressionou sobre as costas de Isabella, fazendo com que seu membro a penetrasse ainda mais fundo, e novas lágrimas de sofrimento deslizavam agora sem se importar com mais nada pelo rosto ferido, encontrando seu repouso no mogno.
- Eu sabia que seria incrível foder o seu rabo. – falou Edward sem folego no ouvido da morena, continuando incessantemente seus movimentos violentos. – Você é tão apertada aqui, senhorita Swan, que me faz esquecer o quanto é bom ter a senhorita me apertando na sua boceta. – completou penetrando com força dois dedos na feminilidade de Isabella.
O ruído que escapou pelos lábios dela era pela primeira vez de puro prazer, e, ela odiava o fato de que tê-lo preenchendo-a daquele jeito era a melhor coisa e mais prazerosa que já sentira na vida; contudo, antes que ela pudesse se vangloriar mais uma vez daquele prazer, a grande mão de Edward que estava envolvida em seus cabelos de soltou e começou a desferir golpes nada gentis no rosto da morena, fazendo com que ela novamente sentisse a dor daquilo arrastando-se por seu corpo como se fosse uma bomba atômica.
- Foda-se! – exclamou o político. – Estou tão perto! Você quer que eu goze dentro do seu rabo senhorita Swan?! Ou no seu rosto? – pediu, mas sem a intenção de obter uma resposta, penetrou com mais força o seu membro em seu anus e seus dedos em sua vagina.
A jornalista contava os segundos para aquela tortura digna dos tempos dos regimes totalitários acabar, mas Edward tinha outra ideia. Retirando seu membro e seus dedos de dentro dela, Edward enrolou novamente seus dedos em torno dos cabelos dela, e com uma força desnecessária, puxou-os para si, e quando as pernas de Isabella fraquejaram fazendo-a cair de joelhos diante de si, Edward mais uma vez sorriu vitorioso.
Em um movimento ávido pegou a sua ereção em sua mão trazendo o rosto de Isabella para próximo dela, e novamente utilizando-se de sua força e brutalidade, Edward forçou a entrada em sua boca. Ele a ouviu engasgando quando foi fundo, mas ele não estava preocupado, ela não vomitaria, e com alguns movimentos profundos, enquanto lágrimas de dor, ódio e aversão rolavam pelo rosto vermelho da força de ser pressionado contra a madeira dura.
Algum tempo depois Edward finalmente retirou o seu membro da boca de Isabella, e sem qualquer aviso gozou em todo o seu rosto. O líquido branco e expresso se espalhou para todos os lados, em seu cabelo, em seus olhos, em suas narinas, em sua boca, escorrendo pelo seu pescoço e manchando a seda da camisa negra que usava. E quando o seu prazer se esvaiu, Edward invés de agir como um dominante responsável, soltou a sua mão que estava nos cabelos de Isabella e como se ela fosse um nada, uma bola que cruzou o seu caminho, ele a empurrou com um pé, fazendo com que seu ombro e sua cabeça batessem no mogno da mesa.
Lágrimas de dor, desgosto, ódio, aversão, rancor continuavam a deslizar pelo rosto da mulher, o homem ria em pleno escarnio de satisfação sexual. O seu membro ainda estava para fora de sua braguilha, imponente e ainda ereto, zombando da pessoa que estava a mingua no chão, sobre o tapete persa.
Edward finalmente entendeu – erroneamente – como era estar no domínio, ser um verdadeiro dominante.
- Espero que a senhorita tenha aprendido, senhorita Swan. – seus olhos verdes flamejavam. – Eu não gosto que não sigam as minhas regras, cometam erros ou me desafiem, e espero que a senhorita tenha aprendido. – a postura arrogante voltou a marcar o seu rosto, enquanto caminhava ao banheiro do Gabinete para se limpar, e depois de ter limpado seu pênis e lavado suas mãos, Edward se serviu de uma nova dose generosa de uísque e retirou um cigarro da cartela que estava no bolso interno de seu blazer, ele não deu nenhum outro olhar a mulher que estava amontoada no chão, chorando. Todavia o choro dela o incomodou em algum momento pós-coito e, sem nenhuma emoção ordenou:
- Suma daqui! Eu não quero ficar ouvindo lamúrias, senhorita Swan! – e com estas palavras, Isabella arrastou-se em direção a porta, sentindo-se fraca e completamente desolada.
Com suas roupas ou rasgadas ou manchadas, Isabella pegou alguns lenços da mesa de Jessica e limpou o seu rosto tirando qualquer vestígio do gozo de seu empregador, em seguida agarrou o seu casaco o colocando de uma maneira que não mostraria a sua calça rasgada ou sua blusa manchada e agarrando a sua bolsa, correu para fora daquele escritório com sua visão turva de lágrimas de aversão absoluta daquele que ela mais desejava sexualmente.
Mesmo sem ter muito dinheiro em sua bolsa, ela pegou um taxi e com um murmúrio indicou o seu endereço, enquanto uma nova enxurrada de lágrimas deslizava pelo seu rosto dolorido dos golpes que levara.
Quando chegou ao seu edifício, ela jogou algumas notas não verificando se estavam certas ou se tinha troco e com uma agilidade inimaginável para alguém que estava tão ferida correu para o conforto de sua casa.
Quando acendeu a luz de sua casa, e encontrou aquele apartamento minúsculo vazio e, uma nova enxurrada de lágrimas a dominou. Pela primeira vez ela sentiu falta de Jacob com o seu carinho e devoção inigualáveis, e arrependimento por ter se envolvido com aquele homem impiedoso chamado Edward Cullen.
Despiu as suas roupas, as literalmente rasgando de seu corpo. Ela não tinha a intenção de usá-las nunca mais, mesmo que tivessem sido caras, ela iria queimá-las, para apagar qualquer memória que pudesse ficar impregnada ali, e quando estava nua, desvelando para as paredes claras e iluminadas de seu apartamento suas feridas de batalha, seguiu para o banheiro onde abriu o chuveiro e entrou debaixo dele, sentando na banheira não importando que poderia alagar todo o seu apartamento, apenas desejando que a água quente levasse embora toda a dor e humilhação que sofrera.
Ela não conseguia compreender o porquê daquela violência gratuita e sem nexo contra ela, mas Isabella percebeu que não importava o tamanho de seu sonho, de sua vontade de se provar como uma excelente jornalista, nada daquilo valia a pena se ela seria agredida e violentada como tal, e fora no meio dessa epifania que misturava vigor, dor e lágrimas que ela decidira que ela não precisava de Edward Cullen e suas atitudes fodidas e sem sentido.
Ela decidiu que nunca mais iria pisar naquele Gabinete, que nunca mais veria aquele homem execrável.
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Notas finais
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Tudo bem com vocês?! Essa vez eu fui rápida né?! Vai dizer que não estão surpresos?! Espero que sim!! =p
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Bem, como disse antes de começar o capítulo ele teria cenas fortes, e foram justamente essas que Edward violentava a Bella, achando que estava sendo um dominante. Como eu disse esse capítulo moldava o território para os eventos futuros desencadeando o prólogo, mas agora pergunto: o que vocês acham que vai acontecer para mudar a opinião da Bellorra, fazendo-a voltar ao Gabinete de Edward, e principalmente se envolvendo mais sério com ele, a ponto de se casarem?! Alguma sugestão?!
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Espero que vocês tenham gostado desse capítulo, essa violência sem sentido por causa da Bella usar calças foi um dos primeiros fatos que imaginei quando comecei a traçar essa história, então espero que vocês tenham compreendido como a situação é idiota, mas extremamente importante para o desenvolvimento futuro.
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Agradeço mais uma vez a todos que ainda leem isso aqui; e peço mais uma vez: não desistam de mim, eu não tenho qualquer intenção de desistir disso aqui ou de vocês. Me comprometo a não demorar muito para postar, mas peço que tenham compreensão, infelizmente vida de adulto não é tão fácil ou legal como muitos dizem, ok?!
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Continuem me questionando, criticando, o que for. Como eu disse várias vezes: sempre que tiver dúvidas, curiosidades, ou o que for podem me questionar tanto no tumblr da fic: fuckyeahsympathyforthedevil(PONTO)tumblr(PONTO)com/ ou no meu formspring: www(PONTO)formspring(PONTO)me/carolvenancio.
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Obrigada mais uma vez pelo carinho imenso de vocês.
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Até mais!
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Beijos,
Carol.
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GOSTOU OU NÃO, DEIXE-ME SABER.
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