Conexão Seattle

13 O lado oculto da força


Notas iniciais
Ola!! Gente obrigada pelos reviews, viu? Vcs não fazem ideia do qt eles me motivam a escrever!! Ah queria agradecer a recomendação da iPotterHeadTributeSeddier esse é o nick atual mas o nome da fofa é Mila aqui e em Seddie: A história final!! Surtei muito!! rsrs vl!! muito lindas!! Quatro recomendação a coisa ta dando certo!! kkkkkkk ta parei. É olha só algumas pessoas estão palpitando nos reviews fiquem a vontade é provável q vcs descubram se é q ja não sabem msm pq eu não sei fazer mistério, pra que mentir? Não sei mesmo então não esperam muitooOO suspense pq eu não sei... Espero recompensar de outros modos...Então vamos a leitura? Nos vemos la em baixo!!!

Haviam cinco pessoas no carro. Nos bancos dianteiros, Um homem alto e magro com cabelos negros ao volante, e um garoto de cabelos castanhos no banco do carona. Nos bancos traseiros duas garotas, uma loira e outra morena muito parecida com o motorista. Viajavam ao som de One Direction para eterno desgosto da loira.

Quando Sam disse que ao estudar os sirênios, teve imensa vontade de produzir um vídeos sobre sereias, Carly adorou a ideia. Mas estranhou que ela desejasse fazer tal vídeo na praia. Moravam a muitos quilômetros da costa e isso exigiria mais que algumas horas. Talvez um dia. De repente passar um fim de semana na praia não seria tão ruim assim.

Spencer adorou a ideia de levar a irmã e os amigos para um passeio na praia. A algum tempo a irmã e os amigos o excluíam de seus programas. O que era altamente normal, mas Spencer escondia a decepção em não poder se enturmar com sua faixa etária de amigos preferida. Estava certo ao dizer que Sam era boa companhia. O episódio do video ja havia sido esquecido.

Estranho mesmo foi Freddie ter aceitado de tão bom grado tal viagem. A mãe do garoto nem mesmo sabia que Sam ia junto, pois do contrario não permitiria. Marissa nutria fortes esperanças de que Freddie namorasse uma de suas delicadas amigas, mas os relacionamentos do garoto não duravam mais que beijos em festas. Nunca se prendia a ninguém, na esperança de estar sempre livre apara sua amiga Carly.

–Gente não tem uma música “menos pior” não?

–Nem vem, Sam não vamos ouvir Panteras por causa de você... –Disse Freddie.

–O que tem de errado com o Pantera? –Enfatizou. -Pelo menos eles cantam de verdade...

–Eles também cantam, deixa de ser chata. –Disse Carly tirando a atenção da janela onde já começavam aparecer surfistas.

–Ah, é parece até um bando de lavadeiras na beira do rio.

–Deixa de exagero... –Gritou Spencer. –Não são só roqueiros que cantam bem...

–Claro que não. As lavadeiras na beira do rio também. A diferença é que não tem o rostinho bonitinho pra deixar um monte de menina surtando.

Carly riu com a comparação disfarçando as olhadas para os surfistas que caminhavam pela calçada. Freddie estava no fundo muito aliviado com o fato de Sam estar mais preocupada em implicar com ele do que em se distrair do mesmo modo que Carly.

Chegaram a casa de praia de Freddie por volta das oito horas. Era grande, e bonita e os fundo dava acesso direto para a praia.

Sam foi a primeira a descer, Freddie e Spencer já tinham desligado o som mas ainda assim precisava de ar. Pegou sua mochila no porta malas, e quando voltou-se deu de cara com Freddie aguardando ela terminar para fazer o mesmo. Não conseguiu evitar o rubor nas faces.

Quando se dirigiam a entrada da casa, uma voz feminina chamou pelo nome de Freddie.

Uma garota de cabelos castanho claros, magérrima de uns dezessete anos vinha saltitando ao encontro do garoto. Tinha o típico cabelo de surfista, alias ela toda se parecia uma surfista. Tinha lindos olhos verdes e vestia uma saia branca e uma blusa rosa.

Abraçou o garoto e lhe deu um beijo no rosto. Freddie retribuiu timidamente fazendo Sam corar de ódio. Se ele não se afastasse em poucos segundos, explodiria.

–Freddie, há quanto tempo –Dizia animada. –Por que não disse que vinha? Teria preparado um luau pra te receber. Não tem problema, fazemos amanhã!

Susie era uma amiga de Freddie que ele conhecia desde os sete anos. Morava na costa, ao lado da casa de praia de Freddie. Vivia com os cabelos ao vento exalando maresia. Surfar era sua vida, e embora desse preferência a surfistas sarados e mais velhos para namorar, a beleza de Freddie a encantava de um jeito que ela não conseguia explicar.

–Susie, não precisa se preocupar, viemos a trabalho, voltamos no Domingo.

–Então? Amanhã ainda é sábado, da tempo de nos divertimos muito!

A garota acenou animadamente para Carly e Spencer e fingiu não ver Sam. Todas as tentativas educadas de Freddie em se esquivar eram inúteis.

–Ah, Susie, sei que já conhece a Carly e o Spencer, mas aquela é a Sam. -Ele apontou a loira a alguns metros.

–Eu sei. –Ela lançou um sorriso falso.– Eu vejo o web show de vocês... O Ed ta la em casa, vamos vocês podem jantar com a gente.

–Hã... Não, desculpe estamos cansados, deixa pra próxima.

–Tudo bem. Amanhã, nove horas a gente vai fazer um luau pra por o papo em dia. Quero todos vocês la. Ah, se quiser ir pode, ta, Sam?

Sam soltou um riso sarcástico e divertido para a garota. Se perguntava por que todas as meninas que gostavam de Freddie eram hostis com ela. Era óbvio. Pra todos os defeitos eles se odiavam, e as imbecis acreditavam que a tratando mal ganhavam pontos com ele.

Freddie entrou na casa e juntamente com Spencer foi acendendo as luzes. A casa era grande, projetada para receber muitas pessoas em festividades. A sala ampla,dava acesso ao corredor que levava aos outros cômodos. Cozinha, área de serviço, um porão e dois quartos. A divisão dos quartos era óbvia.

Sam e Carly entraram num quarto e Freddie e Spencer no outro. Após um banho,Sam vestiu um pijama e deitou na cama de bruços, exausta. Dividiria a cama de casal com Carly, e Freddie dormiria na sua própria cama, no outro quarto, onde Spencer se ajeitaria num colchonete.

–Sam, eu vou comer alguma coisa com os meninos, você vai querer?

–Não, Carly, brigada. To morrendo de sono.

Carly saiu silenciosamente. Sam até queria sair um pouco, passear pela areia da praia a noite, sentir a brisa suave e o cheiro da maresia, mas não se sentia a vontade entre os três. Ainda se sentia uma intrusa. O peso na consciência não lhe deixava em paz cada vez que se lembrava da traição que cometia. Dos seus amigos ensaiando sem ela. Sentia ímpetos de chorar, mas sabia que quanto mais cedo tudo isso acabasse, mais cedo as coisas voltariam ao normal.

Será que voltariam?

Sam fechou os olhos pensativa, e quando estava quase pegando no sono, sentiu uma mão alisar seus cabelos carinhosamente. Achou que estivesse sonhando até sentir um beijo macio sobre a sua face. Abriu os olhos e quase gritou ao ver Freddie ajoelhado ao seu lado mirando sua face.

–O que esta fazendo aqui? –Sussurrou.

–A Carly e o Spencer tão la fora olhando o mar.

–Eu perguntei o que você esta fazendo aqui!

–Sei la.–Ele se levantou confuso. – Vou voltar pra la.

–Mais tarde manda uma mensagem pra mim. –Ela sentou na cama esfregando os olhos.

–Ok. –Freddie inclinou-se dando um último beijo na loira. Desta vez nos lábios. Um pouco demorado.

Um beijo com o único intuito de deixar claro que era dela que ele gostava. A falta de palavras levou Freddie a acreditar que ela compreendeu. Tal ideia foi confirmada quando ela levantou envolvendo o pescoço de Freddie com os braços e abriu os lábios permitindo que a língua dele invadisse sua boca. Um barulho externo fez Freddie se afastar assustado e sair do quarto quase correndo.

Ela apenas sorriu observando-o se afastar. O plano dos dois era simples, haviam repassado a semana inteira. Havia no porão da casa, varias caixas com coisas do pai de Freddie das quais a mãe se desfizera. No quarto, não havia mais absolutamente nada, aquela casa estava reservada ao lazer e Marissa não queria lembranças espalhadas pelas gavetas. Não permitia nem porta retratos pela casa, torturando a todos com a saudosa lembrança do marido.



No centro da cidade, um casal caminhava pela calçada em completo silêncio. Pareciam constrangidos, aborrecidos, entediados. Ela olhou de soslaio para o garoto que fingia que ela não existia. Estava visivelmente arrependido de ter inventado aquilo tudo.

–Brad, não precisa me ignorar, somo amigos não é?

–Eu nunca disse o contrário. –Respondeu automaticamente.

–Mas ta agindo como se fossemos! Como se eu fosse uma estranha a quem você pediu um favor e agora tem medo de que eu venha a cobrar com juros!

–Shelby, eu só acho que isso aqui não faz o menor sentido. A Sam viajou, não tem necessidade de fingir...

–Então ta. Eu vou pra casa já que to te quebrando o maior galhão e você não tem sequer a capacidade de me acompanhar no cinema.

Quando a garota se virava furiosa, Brad a deteve pelos pulsos puxando-a para perto. Foi uma péssima ideia. Os olhos da garota brilhavam de um jeito que ele nunca havia visto. Seus olhos eram negros com duas azeitonas pretas, e seus cabelos, da mesma cor se deixavam levar na direção do vento.

A proximidade entre os dois era perigosa. Brad aproximou-se dos lábios finos e delicados da garota e chegou a encostar o nariz ao dela quando ela o repeliu brutalmente.

–O que pensa que esta fazendo?

–M –Me desculpe! -Pediu sem jeito. –Eu não sei o que me deu.

–Eu sei. Você ta numa seca braba por que não pega nem gripe esperando pela Sam. Agora me larga!

–Não! Vamos ao cinema, você merece.

Ela relutou um pouco, mas por fim acabou cedendo. Sabia que teria que passar por esse tipo de coisa, mas valia a pena. E acima de tudo, ela era uma garota fria que não sentia pena de ninguém. Manipular Brad era uma das coisas menos grave que poderia fazer. Depois cuspiria ele como um chiclete usado para pagar todos os anos de desprezo.

É certo que Shelby não tinha ideia do quão perigoso era o jogo no qual ela estava se metendo. Certamente Sam tentaria impedir se soubesse, mas Shelby achou que a amiga não precisava saber de tudo que se passava em sua mente.

Estava aproveitando o namoro falso como podia, beijava Brad na presença de outras pessoas, principalmente de Sam e se deleitava com a decepção estampada no rosto de Brad ao ver a loira sorrir. Um sorriso pra la de forçado depois que soube do que realmente se tratava a história. Sabia que os dois podiam se machucar, mas estava decidida a não se envolver.

Chegaram ao shopping por volta das novo horas da noite, e se surpreenderam com um casal que se beijava atrás de uma pilastra. O garoto era alto, loiro e desconhecido. A garota tinha cabelos castanhos e comprido e cheio de pontas duplas. Que Wendy traia o namorado não era surpresa, mas a novidade era ela o fazer em ambientes públicos.

–Bem que podíamos fotografar.

–Deixa la. –Disse Brad. –Eles se merecem.

Seguiram o caminho do cinema deixando os amantes na penumbra. Brad se perguntava o que levava alguém a trair. Gostar de duas pessoas não era possível, e atração física não deve ser mais levada em conta do que um sentimento verdadeiro.

–Já se apaixonou Shelby? –Perguntou enquanto caminhavam.

–Não. –Disse docilmente. –Seria uma boa experiência.

–Serio que tem vontade de se apaixonar?

–Muita! Mas dizem que quanto mais se quer, menos se consegue... Não consigo gostar de ninguém... As vezes acho que tem algo errado comigo.

“Que homem resiste a um desafio?”

–Vai encontrar alguém, eu sei. Quando menos esperar. De fato alguém como você só fica sozinha por opção.

“Ou por que gosta de um retardado. Hei, isso foi um elogio?”.

–Espero que sim! Vamos, olha o tamanho da fila.

Shelby arrastou Brad pela mão até a bilheteria. Sentiu ele apertar sua mão de forma carinhosa. Mal podia esperar para escorraçá-lo da forma mais cruel possível quando ele estivesse em suas mãos, em todos os sentidos da expressão.



O barulho do mar trazia a Sam uma calma da qual ela poderia desfrutar a vida toda. Estava em um sono tranquilo e confortável quando sentiu uma vibração em baixo do travesseiro. Não costumava dormir com o celular próximo, mas aquela noite era necessário.

Levantou-se sorrateiramente observando Carly deitada na cama. Esperou um tempo pro caso de Carly ter despertado com a vibração. Ela não se moveu. Passado alguns minutos, saiu do quarto.

Freddie a aguardava encostado a porta que dava acesso as do porão, sorriu nervoso ao vê-la e abriu a porta. As escadas eram altas, e a pequena claridade de suas lanternas não compensava o breu que se estendia pelo caminho.

O lugar era só poeira. Era um porão grande onde haviam ferramentas, uma prancha velha e muitas caixas. Freddie abriu uma janelinha, mas não adiantou muito. A profundidade do lugar o tornava propicio até mesmo para ser abrigo de guerra.

–E então? –Perguntou Sam. –Tem umas cem caixas aqui...

–E temos a madrugada inteira.

–Ok. –Assentiu a loira pegando uma caixa. –Você olha do lado de la e eu olho desse. Tenha atenção.

Freddie sorriu com a determinação de Sam. Muito maior que a sua, talvez pelo fato de não ser a sua família a estar envolvida em tal teia de aranha. Pra ela, talvez fosse até divertido, sempre foi uma pessoa corajosa e sagaz. Passou anos considerando tais atributos terríveis defeitos, mas agora lhe pareciam qualidades indispensáveis ao seu próprio bem estar.

Após meia hora vasculhando caixas, não encontraram nada. Haviam muitas fotos, documentos e objetos insignificantes, cartas e até mesmo roupas. A maioria pertencente ao pai de Freddie. O garoto sentiu que se Sam não estivesse ali não poderia seguir adiante. As lembranças lhe causavam terrível mal estar, mas a companhia lhe confortava e lhe motivava.

–Freddie, olha isso. –Chamou-a ajoelhada sobre uma pilha de trecos.

–O que?

–Uma foto. Tem um monte de gente, e é da época do colegial que nem as que estavam na gaveta da bru... Sua mãe.

–Deixa eu ver.

Freddie pegou a foto ignorando o quase insulto. Assim como odiava que a mãe falasse mal de Sam, o contrário também não lhe agradava. Avaliou o papel com auxilio da lanterna. Estavam na foto seus pais, e muito amigos, dentre eles, os pais de seus próprios amigos. Nenhuma novidade se conheciam desde a época da escola. Mas havia mais gente ali. E a foto era mais antiga. E mais uma vez, o trio. Seu pai, sua mãe, e a pessoa. Desta vez não estava cortada. Era uma mulher, cabelos negro, branca e com traços comuns.

–Será que é...

–A pessoa cortada?-Completou Sam- Foi o que eu pensei.

–Tem mais dessas ai?

–Tem sim. Mas essa é a única na qual ela aparece, e parecia que tava perdida, pois tava quase grudada atrás de outra.

Freddie encarou a foto pó rum tempo. Sam o olhava a espera de alguma reação, quando viu um sorriso forçado e nervoso se formar em seus lábios pouco iluminados.

–Então é só isso. –Disse Freddie forçando um alivio. –Ela devia ter tentado separar meus pais e minha mãe com raiva a cortou das fotos.

–E por que trancou a gaveta?

Sam se arrependeu no mesmo instante. O semblante de Freddie voltou a ficar preocupado, podia sentir mesmo na penumbra. A mulher da foto continuou sorrindo iluminada pela lanterna. Estavam numa festa. Aparentemente era comum os três posarem juntos. Deviam ser muito amigos.

–Nunca descobriremos não é? –Perguntou desolado.

–Descobrirão o que?

Freddie e Sam se levantaram sobressaltados. Carly estava parada do alto da escada apontando uma lanterna para os dois. Começou a descer com cara de poucos amigos. Pronto. Acabavam ali as investigações. Carly contaria a Deus e o mundo o que eles estavam fazendo, e... Não era possível imaginar as consequências.

–Carly, o que faz aqui? –Perguntou Freddie.

– Freddie, acorda, não estamos em condições de fazer perguntas!

–Bem lembrado, Sam. Agora podem me dizer o que eu fiz a vocês para ser brutalmente excluída dessa reunião noturna?

–Não fez nada, Carly é só que...

–O que, Freddie? Estão tendo um caso? Ah meu Deus! –Ela já sorria descontrolada. –Esse vai ser o furo do ano! Desde quando?

–Desde nunca! –Gritou Sam. –Estamos tentando descobrir...

–Sam!

–Freddie quando passar a histeria, ela vai ligar os fatos. Estamos num porão, cercados de caixas, ela ouviu que você disse.

–Ah bem lembrado. Descobrir o que? Alias vale ressaltar que eu não sou burra. Faz um tempo que desconfio de vocês. E essa viagem foi a d’água! Sua mãe me perguntou, na semana passada, se o risoto que você preparou estava bom, Freddie e foi bem no dia em que você ficou em casa sozinho, se recusando a ir ver o filme na casa da Wendy! E engraçado, mesmo eu dizendo a sua mãe que estava ótimo não lembro de ter comido esse risoto... –Ela aumentou o tom de voz esvaindo toda sua irritação. -Me diz, Sam estava bom? Quem esta chantageando quem e por que?

Sam e Freddie se olharam constrangidos. Só então se deram conta de como estavam sendo descuidados. De como estavam subestimando a inteligência de Carly.

–Sabemos que não é burra. E não tem ninguém chantageando ninguém!O Freddie e eu apenas sabíamos que você nunca ficaria do nosso lado. Por que iria correndo contar ao seu pai.

–Contar o que?

Houve um momento de hesitação. Não sabiam qual seria a reação de Carly, ela definitivamente não fazia ideia do que havia entre eles. Quem poderia imaginar? Sam massageou a nuca relutante e por fim confessou.

–Que estamos tentando descobrir por conta própria quem matou o pai do Freddie por que.

Um silencio imperou durante alguns segundos. Carly o irrompeu com uma forte gargalhada. O tipo de gargalhada sarcástica e debochada, extremamente forçada, mas que faz qualquer um querer rir de tão sinistra. Depois de uns oito segundos interrompeu a risada como se houvesse apertado um botão off e voltou a falar com seu ar autoritário.

–Certo, a brincadeira acabou. Quem vocês acham que são? Sherlock Holmes? Hercule Poirot?

–Quem é esse? – Perguntou Sam.

–Um detetive dos livros da Agatha Christie.

–Ah, vão continuar com conversas paralelas e ignorar minha presença?

–Só estava esclarecendo uma duvida!

–Pois bem, não são nenhum desses, ok? São dois...

–Dois adolescentes? E seu pai o que fez sendo um adulto formado em sei la o que trabalhando no quartel a anos? Nem mesmo foi capaz de prender o Petter que pode a qualquer hora bater na porta do Freddie e...

Sam mais uma vez calou a boca arrependida das palavras.

–Carly, me desculpe. Mas por favor, fique do nosso lado. Nos ouça.

Carly sentou num degrau da escada visivelmente abatida pelas palavras de Sam. A ideia de Freddie estar na linha de tiro pela incompetência do pai a derrotava. Sam escolheu as palavras com maior cautela possível.

–O Freddie suspeita que foi um crime com motivos ocultos. E não é só ele, eu também, sempre suspeitei. A diferença é que ele só parou pra pensar depois de ver aquele la no vídeo de casamento. Eu sempre ouvi histórias de que o Petter atirou sem estar cumprindo ordens do Ronald e sim de outras pessoas. Nem a policia nem ninguém acredita por que essa é a versão do Crawelt. Acham que é só uma desculpa. Quem liga pro comparsa quando se pega o chefe da quadrilha?

–Ai eu pedia ajuda dela pra encontrar quem tinha feito a caixa.

–A caixa... –Balbuciou Carly distraidamente.

–E eu não podia deixar ele sozinho...

–Por que não? Você odeia ele...

–Não interrompe. –A loira agradeceu a escuridão que escondeu o rubor em sua face. –Ai vasculha daqui vasculha dali ele encontrou fotos cortadas numa gaveta trancada da mãe dele. Cortando só uma pessoa.

–E agora achamos que é essa mulher aqui. –Ele estendeu a foto para Carly.

Carly pegou a foto e a iluminou com a lanterna. O rosto se contorceu buscando a reconhecer a pessoa. Arqueou a sobrancelha surpresa.

–Helena?

–Você a conhece? –Foi um uníssono.

–Acho que era uma amiga do meu pai. Ou mais que isso. Do jeito que ele fala dela... Aliás, ele ta aqui ó. –Ela o indicou virando a foto. –Tem fotos dessas na nossa casa em Yakima. Por que sua mãe cortaria ela?

–Me diga que não temos razão de não confiar em ninguém! –Disse Freddie sentando derrotado.

–Estão desconfiando do meu pai? –Perguntou chocada.

–Não!

–Sim!

Os três se olharam confusos. A resposta de Sam era a mais válida frente a falta de contestação de Freddie. Estavam desconfiando do coronel Shay e de qualquer pessoa que pudesse ter traído o pai de Freddie por diversos motivos. Era horrível o modo como se sentiam, mas a medida em que investigavam as desconfianças aumentavam.

Um silêncio constrangedor imperou entre eles. Carly olhava para a foto. Freddie e Sam olhavam apreensivos para ela. Carly foi a segunda entre eles a sentir que havia algo de errado naquela história. Sam foi a primeira por crer na versão de Crawelt. Ela logo após tomar conhecimento da caixa. Freddie o último pela aparição de Peter no vídeo. O crime era de fato misterioso, mas até então ela acreditava que não havia necessidade de se envolverem ainda por cima sozinhos.

–Vão mesmo continuar com isso?

Freddie olhou interrogativo para Sam que se voltou para Carly.

–Podemos contar com você?

–Não sei. –Ela deu de ombros. -Não confiaram em mim...

–Só não queríamos te por contar o seu próprio pai! –Gritou Sam impaciente. –E então esta com a gente?

“Contra meu próprio pai”, pensou. Sam estava contra os amigos, talvez contra a família. Freddie contra a mãe, e no fim das contas, contra os amigos, assim como ela a partir daquele momento de decisão.

–Só se me prometerem não me esconderem mais nada. E se me deixarem ajudar!

O casal se olhou com um sorriso surpreso. “ O obrigado” veio em um uníssono precedido de uma abraço triplo em cima das escadas. Sorriam agradecidos, até Freddie mudar o semblante significativamente e entrando num assunto quase tão complicado quanto o encerrado.

–Ok. Nesse caso... –Freddie se ajeitou no degrau.

–Freddie, não!

–Sam, sem segredos!

A loira baixou a cabeça e se deixou cair de joelhos no chão. Sobre eles estarem tentando descobrir, tinha certeza que Carly ficaria de boca fechada, mas sobre o “caso” deles, não tinha certeza.

–Sam e eu estamos... Nos entendendo.

–Como assim? –Carly tinha um sorriso perverso.

–Você entendeu. -Esbravejou Sam.

–Não, eu não entendi absolutamente nada. Se entendendo como amigos?

–Não a gente meio que ta...

–Calado Freddie, ela entendeu!

–Ta então pra garantir que não há mais segredos entre nós eu quero ver um beijo dos dois, agora!

–Carly para com isso. –Pediu Sam.

–Meu silencio e cooperação tem um preço, Sam.

Sam levantou embaraçada. Freddie continuou sentado ainda mais constrangido aguardando. Carly iluminava os dois com uma enorme lanterna cor de rosa. Mordia os lábios ansiosa com seu sorriso maníaco. A loira se ajoelhou ao lado de Freddie e após um longo suspiro deu um rápido selinho nos lábios do garoto.

–AAAAAAAAAAAAHHHH!

–Carly, vai acordar o Spencer! –Sam levantou ainda escarlate e subiu as escadas tremula.

A garota saltitava pelo porão rindo feito uma louca. Provavelmente gastava energia de modo a poder se controlar não twittar isso o mais depressa possível. Freddie ficou sozinho no porão empilhando caixas enquanto as duas voltavam para o quarto.

Carly não deixou Sam dormir. Perguntava sobre o envolvimento entre ela e Freddie descontroladamente, mordia travesseiros abafando gritos, e batia palmas a cada detalhe que Sam contava.

Sam chegou a pensar que Carly era muito fútil a ponto de dar mais importância a isso do que a todo o resto, mas chegou a conclusão de ela apenas bloqueava o recente abalo. Esconder algo assim do pai era muito para ela. Sam percebeu isso através da serenidade mórbida que se fez presente no semblante de Carly quando terminaram de conversar. Levaria alguns dias pra ela se acostumar com a ideia, mas não tinha mais volta. Existia agora um lado oculto do Conexão Seattle, que só eles conheciam o real propósito.


Notas finais
Q acharam do titulo do cap?Pronto agora a capa ta explicada. Qd fiz essa fic essa foto logo me veio na cabeça!! Deixem review pfvoooor!! Então acho que é só. Não sei qd postarei novamente pq vou arrancar um dente ou melhor dois, tratamento ortodôntico E tbm a greve nas federais esta me permitindo um tempo que eu normalmente não tenho pra atualizar fic mas não sei qt tempo dura minha assiduidade! Espero que o cap tenha ficado bom e até semana que vem!! bjos!!