Conexão Seattle

14 Relatos perturbadores


Notas iniciais
Então gente desculpem a demora, mas em fim aqui esta o cap. Eu espero que vcs gostem fiz com muito carinho! Nos vemos la em baixo! To amando os reviews de vcs muito fofos!! Brigada msm! Bjos!

Sam levantou de manhã com os raios de sol batendo suavemente em seu rosto. Permaneceu mais um tempo sentada na cama, até se encorajar a levantar. Dormir ouvindo o barulho do mar lhe fazia querer dormir mais. A única coisa que completaria aquelas poucas horas de sono formidáveis, seria certo nerd colado ao seu corpo, abraçados como se fosse um. Que ele não suspeitasse de tais pensamentos...

Carly se trocava, pondo um short jeans e uma regata cor de rosa. Após cumprimentar a morena de forma sonolenta, levantou, higienizou-se e vestiu um vestido floral escuro na altura dos joelhos. Não podia ficar de jeans na praia, mas um micro short como o de Carly estava fora de cogitação. Freddie as esperava na sala, ao lado de Spencer, tão sonolento quanto elas. Passar a noite em claro não fez bem a eles. Ainda tinham que gravar o vídeo para o Web Show.

Os três saíram num silencio total em direção a padaria. A dispensa da casa estava vazia e alguém tinha de providenciar comida. Para não entrarem numa guerra, de quem seria o escolhido, foram os três.

Carly caminhava entre os dois que pareciam ligeiramente constrangidos com a nova situação. Carly tinha o tipico ar alcoviteito e debochado, de quem queria ver as coisas jogadas ao vento o mais rápido possivel.

–Então, vocês não vão pegar na mão um do outro?

–Não começa Carly. –Pediu Sam.

–Eu não entendo. Por que esse segredo?

–Imagina o inferno que viraria nossas vidas! –Respondeu Freddie. -Assim esta melhor.

–É? E até quando isso vai durar?

–Veremos. –Cortou a Sam -Agora me diz, o que faremos com aquela foto?

–Eu pensei. Meu pai me fala pouco da época de colegial, talvez até pra eu não contar ao Freddie. Então vamos ver se o Spencer não sabe de nada.

Entraram na padaria, um lugar grande, e cheio de coisas que fizeram os olhos de Sam brilhar. Doces, salgado, tortas, variados tipos de suco e iogurtes numa enorme geladeira, um lugar lindíssimo. Carly e Freddie compraram tudo o que era necessário pro café da manhã enquanto Sam tinha os olhos pregados na vitrine. Estava horas sem comer e só então se deu conta.

Até que viu a mais linda torta do lugar. De chocolate, grande com morangos em cima. Quando pensava em comprar uma fatia, foi bruscamente retirada do lugar.

–Vem Sam. –Freddie a puxou pela mão. –Ainda temos que gravar o vídeo.

Os três entraram em casa e Spencer estava no mesmo lugar, agora vendo TV. Ele já fizera a gentileza de leva-los, não custava preparar o café. Freddie acompanhava a menina até a cozinha quando Carly o deteve.

–Você espera na sala!

–Por que?

–A Sam vai fazer o seu café.

–Por que? – Sam olhava Carly incrédula.

–Por que sim. Desde os primórdios da existência humana, a fêmea cuia da refeição do...

–Nesse caso, o Freddie faz o meu café, certo?

–O que quer dizer com isso? Ah não importa, quer saber? Gostei da ideia da Carly, vou esperar na varanda!

Sam observou Freddie se afastar e se dirigir a mesa no quintal, em frente ao mar para esperar o seu café. Olhou para Carly que exibia um sorriso triunfante. Essa coisa de namorada zelosa nunca foi a dela, quando namorava com Michel, ele brigava constantemente em função da preguiça da loira. Mas Freddie não era machista, e não se importava com isso, só aceitou por que de fato estava com sono por perder a noite e aproveitou-se da baboseira de Carly para escapar.

Sam preparou o café, os ovos e o bacon frito enquanto Carly esquentava o leite fazia as torradas. Freddie comprou um lindo bolo na padaria que só de olhar, Sam tinha vontade de come-lo sozinha. Era de cenoura com calda de chocolate e exalava um cheiro que fazia seus estomago roncar.

Quando terminaram, Carly chamou Spencer e se dirigiu a varanda ao lado de Sam.

–Não vai querer que eu te de na boca, vai? –Perguntou Sam sarcasticamente.

–Seria um prazer... –Respondeu Freddie ironicamente.

–Hei, Sam, parece que você perdeu uma aposta, não foi?

Sam enrubesceu ao ver Spencer sentar. Contar a ele seria demais, com certeza ele diria a mãe de Freddie. Não por maldade, mas acharia tão bom que tentaria convencê-la inutilmente do quão bem acompanhado o filho estava. Ela iria amar.

–É. –Respondeu sem jeito. –Perdi...

–Spencer, sabe a Helena?

–A diva do papai?

–(Risos) A própria! Então, sabe que achamos uma foto dela aqui ontem?

–Legal. –Respondeu de boca cheia.

–E embora a gente tenha um monte de Freddie dela com os pais do Freddie, ele disse que nunca a viu.

–Mas é claro que não. –Spencer deu de ombros. -Você já a viu, Carly?

–Em fotos... Como assim?

–Nunca achou estranho o papai falar tanto nela e a mamãe não se importar?

–Ela é uma mulher desprendida...

–Desprendida quando se trata de uma defunta. Quero ver se ele falar daquele jeito de uma viva.

–Perai a Helena já morreu?

–É o que acostuma acontecer quando se esta vivo, não?

–Mas de que e quando? –Perguntou Freddie.

–Infarto, isso tem mais de vinte anos, crio eu. Por que esse interesse?

Silencio.

–Esse dois manes passaram a noite falando dos pais... Ai viram a foto e queriam saber mais da única desconhecida.

Freddie e Carly olharam agradecidos para Sam. Tinham que admitir, saber mentir é uma arte para poucos. Spencer molhou a torrada no leite causando certa repulsa nos demais e olhou o mar parecendo buscar as palavras.

–Se os pais de vocês não falaram sobre isso, é por que...

–Nunca perguntamos... –Interrompeu Freddie.

–Então pergunte a mãe e/ou ao pai de vocês. Não quero que me crucifiquem por que contei sobre a morte da Helena por infarto depois que o Benson abandonou algumas semanas antes do casamento deles. Ai que droga.

Os três fitavam Spencer perplexo. Era óbvio o motivo pelo qual tal fato foi escondido deles. Caso soubesse, Carly poderia contar pra Freddie que poderia desenvolver aversão aos pais. A expressão de Freddie estava entre incrédulo e perplexo.

–Não. Se me esconderam, é por que tem coisa pior. E eu vou descobrir.

–Freddie, por Deus, não me crie problemas com a sua mãe!

O garoto não ouvia mais. Levantou-se enfurecido em direção a areia da praia. Sentou-se a alguns centímetros do mar. Carly o seguiu sentando ao seu lado no mais absoluto silencio. Spencer fitou Sam atrás de respostas. Podia ser louco, mas não era burro.

–Pode me dizer o que eu foi isso?

–Isso o que?

–De uma hora pra outra, vocês me enrolam e me arrancam informações confidenciais, ah tudo bem que eu nunca soube guardar segredo, mas...

O homem deixou cair algumas lagrimas causando em Sam ímpetos de rir e consola-lo ao mesmo tempo. Estava visivelmente arrependido da bobagem que fizera. Havia um sigilo entre os Bensons e os Shays. Estava claro.

–Por que o Frederik dispensou a Helena?

–Já chega! Não conto mais nada!

– Eu juro que não conto pro Freddie... Nem ao menos gosto dele.

–Não! Você pode dizer a Carly que da no mesmo!

–Conta ai. Foi a senhora B que armou pra eles? Aquela chata nunca me enganou, tem cara de pilantra...

–Não, eu não sei não ponha palavras em minha boca!

–Cedo ou tarde, ele vai descobri, e era melhor que fosse por amigos, não é?

–Do que esta falando?

–Olha Spencer, não me agrada andar com o Freddie, ele me despreza e vice versa, mas eu preciso, em fim, aqui estou. Eu passei a noite vendo ele e a Carly conversar, sobre essas fotos. Ele e a Carly realmente estranharam conhecer todos na foto menos essa ai. O Freddie nem ao menos ouviu falar dela...

–Mas é claro, ela é a ex do pai dele. Era. Agora ela não é mais nada.

–E por que nunca disse a Carly que ela estava morta?

–A gente não passa o dia falando nela. As vezes, meu pai a menciona e conta histórias da época de colégio na qual ela esta inclusa!

–Você chegou a conhecê-la?

–Sim. Uma vez eu era pequeno, ela foi a nossa casa. Não era uma mulher muito bonita... Ah, mas agora já chega!

–Tudo bem. E não fica mal por que você falou, eu também não sei guardar segredos. Nossa, já entrei em cada fria por ter a boca grande!

–Serio? Nossa sinto-me muito melhor. Vou até lavar a louça!

–Ah, se importa de quando voltar pegar os equipamentos pra gente poder gravar o Conexão Seattle?

–Claro que não!

Sam sabia que se quisesse poderia arrancar muito mais de Spencer. Mas quem garantia que ele não podia estar sendo manipulado pelo próprio pai frente a sua incapacidade de guardar segredo? Levantou-se e caminhou até a areia onde estava Carly e Freddie. Eles estavam no mais completo silencio.

–Infarto... Aos vinte e poucos anos... –Disse a loira sentando ao lado de Carly

–Arritmia cardíaca? –Sugeriu a outra.

–É, super normal... –Havia uma ponta de sarcasmo.

–As fotos cortadas seriam apenas para apagar a lembrança, certo?

–Cabe perguntar se quem cortou foi o senhor ou a senhora Benson.

As duas olharam de soslaio para Freddie. Ele permanecia no mais absoluto silencio. Carly e Sam se juntaram a ele.

E assim permaneceram observando o mar. Um azul esverdeado com manchas brancas em suas ondas gigantescas. A brisa os atingia no rosto impregnando seus cabelos de areia e sal. Haviam uma estrada muito longa a ser percorrida, mas já haviam começado, agora era só seguir em frente.



A garota andava pelas ruas a passos largos. Tinha lágrimas nos olhos e os pés inchados pela caminhada noturna. Trazia uma mochila com o zíper um pouco aberto pela pressa em fazer as malas. Saíra de casa as dez da noite, sem dinheiro algum e se dirigia a casa mais próxima após passar a noite em baixo de uma marquise. Seu mundo estava desmoronando e ela não sabia o que fazer.

Bateu com força na porta da amiga.

–Wendy? Meu Deus o que foi que aconteceu?

–Missy eu posso entrar? –Pediu em lágrimas.

Sem responder, a ruiva a conduziu para dentro até seu quarto. Ela estava tremula, fria e não parava de chorar. Missy trancou a porta do quarto e aguardou até que ela se acalmasse. Isso levou duas horas e meia. Um assalto, um homicídio, um estupro. Uma dessas coisas deviam ter ocorrido, pensava Missy observando a amiga.

–Meus pais...

–Sim?

–Eles... Brigaram comigo. Me bateram, me colocaram pra fora de casa...

–Ta brincando...

–Não. Eles acharam que eu não teria coragem, me trancaram no quarto e eu pulei a janela. Quase quebrei a perna!

–Meu Deus, mas por que? O que você fez?

–Eles... Querem que eu case com o Jeremy. No fim do ano... Marcaram o noivado pro próximo mês...

–Por que?

–São uns idiotas e eu os odeio! Casamento arranjado, em pleno século XXI! Só por causa da droga da sociedade deles! Nunca! Eu vou fugir!

–Não. Você é menor a policia te acha e te entrega pra eles... Mas eu achei que você gostasse do...

–Nunca! Eu amo o Tomy e vou fugir com ele!

–Como? Com que dinheiro? Sem terminar o colégio?

A garota afundou o rosto no colo da amiga e desabou em lagrimas. A dor era maior pela humilhação que os pais a fizeram passar. Agredirem-na verbal e fisicamente, dizer que ela não se sustentava e que a casa era deles. Dizer que se quisesse continuar sob aquele teto teria que seguir as regras deles.

–Missy... Eu acho que to grávida do Tomy...

–E você contou aos seus pais?

–Não. Ninguém sabe. Mas eu não vou desistir. Essa criança vai ser minha carta alforria.

–Ou sua prisão perpétua. Não pode sair de um carrasco pra ir pra outro. Esse Tomy é bom agora, quero ver depois. Você tem que ser independente, e pra ter isso vai ter que se esforçar. Se seus pais querem te usar, use eles!

–Hã?

–Finja que aceita namorar o Jeremy, mas diga que quer se formar antes de casar. Ai quando você conseguir, enfie o pé na bunda de todos ele!

–E por que você acha que eles querem apressar o casamento? Já sacaram meu jogo! Amiga eu to perdida, só me resta fugir!

Missy silenciou sem achar uma solução. E ela achando que tinha problemas...

Aquela tarde, quando saiu da casa de Missy, um homem abordou Wendy. Disse se chamar Davis e estava a procura de modelos para trabalhar no Canadá. O homem era bonito, alto aparentando ter seus trinta e poucos anos, quando na verdade tinha quarenta e três. Extremamente atraente, em nada se parecia um vigarista.

Se expressava bem, vestia-se melhor ainda. Tinha um sorriso magnífico, tudo o que Wendy precisava naquele momento. Sorrisos. Acolhimento. Missy disse que ela poderia ficar o tempo que quisesse, mas ela não quis criar problema. O banho e o almoço já foram de grande valia. Fora o fato de aquele seria o primeiro lugar onde a procurariam. Andava sem rumo quando Davis a interpelou.

Eles foram para uma lanchonete onde Wendy acabou contando pelo que estava passando. O homem pediu que ela aguardasse algumas semanas e que ligaria quando tivesse tudo o que ela, Tomy e quem mais quisesse ir junto precisasse. Parecia um sonho. Ele só pediu que guardasse segredo.

–Aceito. –Foi a palavra final da garota.



Freddie editava o vídeos no quarto enquanto as garotas preparavam a janta. Partiriam no Domingo de manhã. Freddie se perguntava como encararia a mãe. Tudo o que ele queria era ter um cantinho para ficar com Sam. Sem ela ter que entrar e sair escondida como uma criminosa. Onde eles pudessem ficar juntos o tempo que entendessem. Onde pudessem levar uma vida a dois.

Ao menos um objetivo em sua vida já ficava muito claro para ele.

–Freddie... –Carly apareceu toda produzida da porta.

–O que?

–A Susie ta te chamando pro luau.

–Diz a ela que já vou. Cadê a Sam?

–Disse que não vai.

–Então eu também não vou. Diz a Susie que estou com dor de barriga.

Algum tempo após Carly se retirar, Freddie saiu atrás da loira. Ela estava deitada de bruços com os pés pra cima usando o ipad de Freddie. Não parecia levar muito jeito, dava toques poucos suaves na tela o que preocupou o garoto.

–O que houve?

–Essa droga travou! Bem no meio da minha conversa com o Brad...

Freddie sentiu o rosto arder. Quis perguntar sobre o que estavam conversando e por que com ele e não com qualquer outro ser que habitasse o planeta. Alem de ser filho de Crawelt, sua queda por Sam era conhecida por metade da cidade.

–Deixa eu ver.

O garoto tomou a aparelho e ficou perplexo ao observar. A tela havia congelado, e uma barra azul ao canto informava que informações estavam sendo interceptadas.

–O que aquele idiota fez?

–Do que esta falando?

Após constatar que todos os comandos não funcionavam, Freddie abriu a tampa e retirou a bateria do aparelho. Após colocar, e ligar novamente, a conexão havia sido interrompida. Ao analisar o aparelho todas as informações da interceptação haviam sumido. Brad devia ser muito bom com tecnologia.

–Freddie o que houve?

–Não sei. Alguém estava interceptando a conversa ou qualquer outra coisa armazenada aqui.

–Por que o Brad faria isso?

–Pergunta a ele!

Freddie levantou jogando o aparelho sobre a cama com fúria. Saiu enfurecido até estar do lado de fora.

Sam encarou o aparelho incrédula. Falava com Brad a respeito de outro convite de uma nova gravadora, instalada recentemente na cidade. Ficou sem entender se ele se enfureceu pela conversa ou pelo ipad. Aparentemente estava tudo bem com o aparelho.

Levantou e o procurou pela casa. Spencer informou que ele e Carly haviam ido por luau. Sam sentiu vontade de chorar. De matar um. Não queria aparecer naquela droga sozinha. Mas se ele queria fingir que não tinham nada um com o outro, ela poderia entrar no jogo tranquila. Pobre individuo o que achasse que poderia ganhar dela em alguma coisa.

Vestiu-se no seu melhor e mais odiado estilo “roqueira sexy” e saiu. Dava pra ver a algazarra do quintal. Haviam umas cinquenta pessoas. Susie devia ser bastante popular. Procurou por Freddie, mas só viu Carly com uma roda de desconhecidos. Quando se aproximava do grupo, um garoto alto, loiro e muito bonito caminhou em sua direção.

–Boa noite! Meu Deus você não é daqui, eu nunca te vi...

–Não. moro muito longe da costa, raramente venho aqui!

–Meu nome é Gabriel, e o seu?

–Sam.

–Ah, você esta com o Freddie, não é? Do web...

–Não! Minhas relações com ele são estritamente profissionais, quem quer andar com um individuo desses por ai?

–Ele é legal. –Disse desconfiado. -Só é um pouco nerd demais.

–Um pouco e demais? Soou engraçado. Ele é muito, muito nerd. Do tipo que se aborrece por não conseguir resolver uma expressão algébrica como se não conseguisse enfiar a linha numa agulha.

–E quantos anos você tem?

–Dezesseis e meio.

–Eu tenho dezoito. Estou indo pra faculdade no fim do ano.

–Puxa que bom! E nem fica por ai se sentindo. O Freddie só por que conseguiu uma vaga num acampamento nerd ano passado se acha o próprio Bill Gates!

–Você tem namorado, Sam?

–Não. –Disse sem jeito.

–Tão bonita e solteira. Coisa rara hoje em dia. Mas isso por que você não quer, certo?

–Claro! Pra que serve um namorado? Pra brigar, te encher de compromisso que você não quer ir e depois de ta um belo pé na bunda? Antes só!

–Também serve pra conversar, beijar, se divertir juntos... Você deveria tentar...


Freddie chegou em casa, foi até a cozinha e pôs o embrulho na mesa. Procurou por Sam, mas ela não estava. Encontrou Spencer no caminho indo sozinho a um café, disse que voltava em meia hora, então só restava a Sam ter ido ao luau com Carly.

Estava arrependido pela forma com a tratara, mas também não admitia que a urgência de Sam em falar com o amiguinho pusesse o sigilo do namoro deles em risco. Era a única forma que tinham de ficar juntos sem serem importunados ,não era justo que até ali aquelas pessoas lhe tentassem tirar o sossego.

Tudo o que ele menos queria, ter de suportar a histeria de Susie ignorando Sam. Ajeitou a roupa, trocou o sapato por chinelos e saiu pelo quintal. Não demorou muito avistou Sam. Sentada numa pedra, extremamente próxima de Gabriel. Sentiu as faces enrubescerem. Aproximou-se a passos largos. Sam estava de short e estava linda! Aquilo não ia prestar!


Gabriel tinha a expressão de mais absoluto tédio. Qualquer tentativa de aproximação, e la estava Sam falando de Freddie. Ou ela era a fim do garoto ou queria que ele ficasse. Em meia hora de conversa, Gabriel havia descoberto coisas sobre Freddie que nem mesmo o próprio havia tido oportunidade de dizer. Ele sabe cozinhar, assiste a um ridículo programa chamado celebridades em baixo d’água e é obcecado por Zoom.

–Sam você quer ficar comigo ou não? –Perguntou entediado.

–Hã... Eu... me desculpe, é...

–Sam? –Freddie se projetou ao lado dos dois. –Achei que não viesse.

–Pode nos dar licença? Estamos conversando!

–Ah, me desculpe não quis atrapalhar. Só achei que...

–Vocês enganam muito bem, heim? –Interrompeu Gabriel se levantando. –Tenham uma boa noite!

O garoto se retirou sumindo em meio ao grupo de pessoas. Estava visivelmente aborrecido. Sam desviou o olhar quando Freddie sentou onde antes estava Gabriel. Ele a fitava profundamente.

–Sai, daqui, vão desconfiar...

–Você me desculpa?

–Não!

–Por favor... Eu ando meio nervoso, mas não vai acontecer mais! Me desculpa?

–Hei Freddie! –Susie vinha gritando. –A Carly disse que você não viria, sabia que mudaria de opinião! Vem vamos dançar!

A garota o puxou pelo pulso possessivamente.

–Susie, um momento estou conversando.

–Ah oi Sam, nos da licença?

Sam deu de ombros. Mas sua expressão era profundamente magoada, e irritada. Sentia ímpetos de partir pra cima daquela garota. Mas se fizesse isso iria entregar o namoro deles. Poderia cuidar dela depois.

–Não, Susie, por favor. –Pediu Freddie. –É um assunto sério, a mãe da Sam ligou eu preciso falar com ela!

–Ah tudo bem... Então depois você vem dançar, certo?

–Você poderia ser mais gentil com a Sam, ela não conhece ninguém aqui...

Ambas estarreceram. Sam levantou a sobrancelhas surpresa, Susie adquiriu uma expressão incrédula e embaraçada ao mesmo tempo.

–Estou sendo, Freddie...

–É eu estou vendo. Mas também pouco me importa! Agora se não se importa posso acabar de dar o recado? Depois falo com você.

Susie se afastou sorrindo friamente. Apenas para não demonstrar seu abalo. Primeiro Freddie não aparecia, depois Sam chegava e ele vinha atrás? E ignorava por completo a ela e a festa que ela organizou pra ele? Só por que ela não deu atenção a uma inimiga dele? Definitivamente Freddie era certinho demais.

–Eu pensei que você não viesse. –Ele esperou a resposta que não veio. -Quer saber, se não quer falar comigo, tudo bem!

Freddie virou-se e foi embora. Na direção da sua casa. A passos largos, sem nem ao menos olhar para festa. Estava transtornado, aborrecido, farto de tudo. Sam relutou consigo mesma, mas por fim foi vencida e se levantou indo atrás dele.

–Freddie, espera! –Ela praticamente corria para acompanha-lo.

Ele não esperou. Continuou a andar até estar dentro de casa.

–Freddie, o que deu em você? Primeiro grita comigo, vai pra droga daquele luau sozinho, ai eu não te vejo la...

–Eu não estava la! Não interessa onde eu estava, volta pra la já que estava se divertindo tanto...

–É por causa do seu ipad? Eu te pago outro, não se preocupa!

–Você só pode estar de brincadeira! –Freddie fechou a porta ruidosamente.

A casa estava escura, apenas a sala estava iluminada. Freddie foi para o único cômodo iluminado e se jogou no sofá. Chegou a desejar que Sam fosse embora para que pudesse ficar sozinho com seus pensamentos atormentados.

–Freddie, o que foi? Você esta estranho!

Ele continuou sentado, calado, segurando a cabeça com as mãos. Sam pensou sem sair. A situação estava insuportável. De maneira brusca, ela afastou os braços de Freddie e sentou em seu colo, fazendo ele encara-la.

–O que houve?

–Nada.

–Eu só fui pra aquela droga por que achei que você estivesse la. Você ficou assim só por que eu estava conversando com o Brad? Era sobre uma gravadora...

–Eu confio em você Sam. Eu não confio nele! Já não basta termos que nos encontrar escondidos, como fugitivos, ainda temos nossa relação ameaçada?

–Ameaçada por quem?

–Sam, estavam interceptando informações. Aquele aparelho esta repleto de fotos suas, mensagens que mando pra você. Se eu falar pra você não confiar nos seus amiguinhos, você nunca vai me ouvir, mas eles podem muito bem nos afastar!

–Freddie, eles são meus amigos, não meus donos...

–Vocês sempre agiram como se fossem um. Quando sugeri que nos encontrássemos escondidos, não foi por medo do que os outros pensariam, mas por medo de que você cedesse a pressão deles!

–Eu não vou fazer isso. Mas e quanto a sua mãe? Ela também representa uma ameaça e eu não me importo que você fale com ela.

–Não estou dizendo que não é pra você falar com eles. Apenas quero que tome cuidado. Eu só...

A voz de Freddie sumiu. Freddie estava com medo. Medo do inevitável. Seu mundo estava desabando bem diante dos seus olhos, e ele se encontrava apaixonado por alguém que poderia a qualquer dia acordar cansada daquela brincadeira e deixa-lo.

Sam afagou os cabelos de Freddie e beijou os lábios do garoto de uma maneira suave. Apenas um toque de carinhoso. Um riso surgiu nos lábios de Freddie. Era óbvio que ela só conversava com Gabriel por acreditar que ele estava no local.

–Freddie, não vai acontecer nada com a gente. Eu vou tomar mais cuidado. Freddie eu gosto de você, estou aqui, será que não é suficiente?

–Não.

Freddie a deitou delicadamente no sofá ficando por cima. Beijou-lhe os lábios com suavidade no principio e a medida que aprofundava o beijo, a urgência ia tomando conta do seu corpo. Suas mãos passeavam pela cintura, por baixo da blusa de Sam e por suas coxas. A garota suspirava alto, correspondendo a altura. Desta vez não se importou com a união total dos seus corpos, abraçava Freddie de modo a deixa-lo cada vez mais colado.

Ele descia os beijos para o pescoço de Sam para poderem respirar um pouco e pouco depois estavam em uma dança frenética com suas línguas enquanto suas mãos tocavam o corpo um do outro. Sam arranhava os braços e as costas de Freddie cada vez que sentia a mão do garoto sobre a pele de sua barriga ou coxa.

–Freddie... Para, não estamos sozinhos...

Sam empurrou Freddie para longe fazendo o garoto cair no chão. Ainda que pudessem ficar sozinhos no quarto, não queria arriscar tanto. Ambos estavam a cada dia menos resistente um ao outro.

Levantou ajeitando-se, e foi até a cozinha com o intuito de beber um copo d’água. Precisava de água e ar.Quando entrou no cômodo em questão e ascendeu a luz, se deparou com a torta que vira mais cedo na padaria.

–Ah, eu fiquei arrependido por ter falado daquele jeito com você. Ai fui à padaria e comprei ela. Espere que recompense!

Freddie pegava pratos e talheres para atacarem a torta. Sua expressão não estava mais tensa ou carregada. Um pouco constrangida pelo ressente descontrole. Arrumou a mesa gentilmente e convidou Sam a sentar com um gesto sutil.

A expressão de Sam converteu-se primeiro em um sorriso encantado. Depois numa ruga de preocupação. E quanto a sua promessa de não se apaixonar por ninguém? Agora Sam é quem estava com medo. Não pela torta, mas pelo gesto, pela atitude do garoto durante toda a noite, ela sentiu que ele não a queria por diversão. E se pensando assim já se deixava levar por um sentimento incontrolável, acreditar que Freddie gostava dela, só intensificava as coisas.


Notas finais
É isso gente eu sinceramente achei esse cap muito fraco, sabe?? Mas em fim juro que tentei fazer o melhor. Então, dente arrancado,só falta um!!Gostaria de agradecer novamente a recomendação da Day Benson muito linda mesmo!!! Gostaria de só falar de outra fic Universo alternativo que eu fiz, é beeeem alternativo mesmo, caso vcs ainda não tenham visto, ta la no meu perfil chama-se "Meu mundo é você", não gosto do nome, mas tal como Amor e orgulho não tinha outro melhor, e se tinha não achei.... kkkk
É isso deixem reviews podem por seus palpites, heim? Bjos e até mais!!