Conejo Blanco
9 Perduração Dissipada
Notas iniciais
Um certo moreno de olhos verdes tentava de algum jeito compreender o propósito daquilo, mesmo depois de tudo, nada fazia sentido. O fato de ter se dado ao trabalho de armar um grande show para mostrar sabe-se lá o que para ele ou para a garota ruiva certamente não era um feitio de Sousuke Aizen.
Uma respiração acelerada. O que o moreno não dera importância.
Num estalo, Ulquiorra percebera. O que não se encaixava naquele maldito quebra-cabeças, era algo tão sem significância, no qual até mesmo ele não notaria se questionamentos não rondassem sua mente. Aquele objeto que a ruiva levava consigo: Aquele bicho de pelúcia.
Virou-se para trás na direção da ruiva, em um meio psicológico de conseguir respostas esclarecedoras, porém sua surpresa foi tamanha ao ver o estado da mulher: Orihime estava ofegando fortemente e praticamente arrastava-se para poder andar, o rosto estava avermelhado como se estivesse doente, o olhar dela vidrado no pequeno objeto em braços, o apertando com toda a força. Parecia que arrancaria a cabeça com as mãos nuas.
Schiffer parou no mesmo instante, a mulher poderia desmaiar a qualquer momento, e não poderia carregar outra pessoa em seus braços.
“Será um grande estorvo.” – Pensou, aborrecido internamente.
– Vamos passar a noite em um hotel. – Murmurou de repente, quebrando o silêncio constrangedor e chamando a atenção da garota.
– O quê? – Inoue indagou automaticamente, como resposta fora o barulho dos passos apressados de Ulquiorra.
Suspirou aliviada, não iria reclamar, concordou mentalmente com a decisão do mesmo. No momento, estava sentindo-se com muita fadiga, e, no estado da mesma, não teria possibilidade de andar nem mesmo até a esquina, quem dirá até a mansão.
Com esse último pensamento, puxou todo o ar dos seus pulmões para poder acompanhar o ritmo do moreno que já estava à frente, com a criança rosada nos braços.
[...]
A primeira coisa que Orihime fez ao dar seu primeiro passo dentro do quarto alugado foi correr em direção ao toalhete. Abriu a porta com certa brusquidão, jogou o coelho de pelúcia nos azulejos esbranquiçados do chão e trancou a entrada atrás de si. Sentiu-se enjoada, com seu estômago revirado – a falta de comida deve ser a causa disso. Ao pensar que não comera o dia inteiro, com suas poucas forças restantes ajoelhou-se com rapidez em frente da privada, colocando tudo para fora, em um vômito que parecia ter lhe tirado até os intestinos. Lacrimejou sofregamente com o ato anterior. E respirou fortemente, sentindo nojo do gosto impregnado em sua boca.
Mesmo com a sensação de enjoo ter passado, sua cabeça começara a doer intensamente. Esfregou suas mãos no rosto completamente suado, levantou-se lentamente apoiando-se na pia, abrindo a torneira com dificuldade. Jogou água em sua face, e tomou a água da pia, com uma sede anormal.
Coisas realmente ruins estão acontecendo desde que tocou no Coelho Branco e a mesma não tinha a mínima ideia do porquê. Era como se a partir do momento em que tocou na pelagem branca com seus dedos, uma doença começara a alastrar-se pelo seu corpo.
Sentia-se impura desde o momento em que fora mandada para Terra. E estava tão cansada disso.
Virou seu pescoço para o animal de pelúcia, ainda atordoada. Engatinhou rapidamente até o brinquedo, pegou-o e voltou a se sentar, encarando atentamente o coelho.
Tentou achar algo de significativo nele, qualquer detalhe anormal no mesmo. Ainda permaneciam os mesmos olhos acinzentados e o mesmo pêlo branco encardido, virou-o e observou as costas. Tinha um pequeno zíper escondido entre a pelagem artificial, sem mais delongas puxou-o ainda receosa para baixo.
Apalpou o revestimento do objeto, somente havia inúmeras bolas de algodão – nada fora do padrão – mas continuou colocando sua mão por dentro do brinquedo, mexendo seus dedos para ver se achava algo. Sentiu uma textura distinta.
Era fino, macio e pontiagudo, apesar de não furar. Puxou o objeto recém descoberto para fora.
Seus olhos se arregalaram.
Uma longa pena branca. Enroscou seus dedos gostando da maciez das plumas.
– Uma pena? – Sussurrou sonoramente.
Não parecia ser uma pena de um pássaro, era muito grande para pertencer a um. Franziu o cenho confusa.
– Uma pena... Dentro do coelho... – Aumentou o tom de voz, ainda observando o brinquedo.
Analisou minuciosamente a pena, virou ora rápida ora lentamente vendo as plumas mexerem-se graciosamente. Era confortável, um certo tipo de aura pura emanava dela.
Mas não era nada de especial.
A ruiva suspirou completamente desesperada. Assim, decidiu recolocar a pena em seu devido lugar, no interior do bicho de pelúcia. Tocou novamente no zíper das costas do coelho.
Até que sentiu uma onda de choque em suas mãos.
Deu um pulo assustada, o choque percorreu seu corpo inteiro. Jogou o coelho para longe em uma tentativa de parar as ondas elétricas.
– M-Mas o que está acontecendo? – Esfregou as mãos para se livrar da sensação incômoda.
Como podia aquilo?
A pena estava dentro do coelho, então por que diabos a pelúcia a estava rejeitando agora?
Rapidamente tirou a pena do animal para não receber as ondas de choque novamente.
Como se não fosse perturbador o suficiente, sua cabeça começou a latejar novamente, e uma voz começou a ecoar em sua mente.
– "Inoue?" – Uma bela voz masculina se pronunciou, em conjunto de uma pontada de dor mais forte lhe atingira.
– "Inoue, pode me ouvir?" – Chamou mais uma vez. Orihime notou que era a mesma voz daquele dia fatídico.
– Quem é você? – Questionou apreensiva, era estranho porém sabia que conhecia aquela voz de algum lugar, mas não sabia de quem a pertencia.
– "Não me admira que não se lembras." – Disse em tom de decepção – "Quando fostes expulsa do Céu, certamente perdestes algumas memórias." – Riu.
A garota se surpreendeu, esse ser a conhecia no tempo em que ainda era um anjo.
"Ele é um anjo?" – Se perguntou em pensamentos.
Não soube ao certo, devido à perda de algumas memórias do tempo em que ainda possuía sua Graça, e as poucas lembranças que tinha lhe pareciam ser de uma época distante, parecia que havia passado décadas desde seu julgamento. Aquela única pergunta lhe veio novamente e somente percebeu que disse em voz alta quando viu seus próprios lábios se mexendo.
– Então... Você é um anjo?
Não recebera uma resposta de imediato, o suposto anjo ficou em silêncio absoluto, sinal de que estava pensando se dizia a verdade.
– "Eu... Eu lhe responderei isto assim que a ver." – Soltou depois da pausa.
– E quando vamos nos ver? – Perguntou com um ar de impaciência.
– "Agora, se for possível." – O ser suspirou – "Preciso falar com você, é algo muito sério." – A voz no fim se tornara grave, em uma entonação que evidenciava sua seriedade.
Inoue queria saber quem era esse ser que falava com ela em sua cabeça, todavia sabia que podia ser perigoso. Também não tinha possibilidades de saber se ele é bom ou mau, a não ser encontrar-se com o mesmo assim como lhe foi sugerido.
"E se ele for um demônio?" – Questionou-se em pensamentos, porém não lembrou-se que havia alguém que podia ler sua mente naquele momento.
– "Ora, não me ofendes, Inoue." – O ser mudou seu tom para brincalhão. Orihime sorriu de lado, constrangida.
A curiosidade de se encontrar com o mesmo era maior do que seu receio. Também tinha que descobrir algumas coisas relacionadas ao Coelho e, provavelmente, ele poderia saber.
– Onde posso te encontrar?
[...]
Ulquiorra colocou a criança desacordada no sofá com cuidado e dirigiu-se até a cozinha onde poderia ter mais privacidade, já que não voltaria para a mansão, teria que avisar Aizen sobre sua decisão, por mais que estivesse se contrariando por isso.
Pegou o aparelho eletrônico do seu bolso da calça e sentou-se em uma cadeira do recinto, afim de descansar um pouco, não havia parado o dia inteiro. Discou o número com asco e esperou pacientemente o homem atender.
– Moshi moshi? – O castanho exclamou irritantemente do outro lado da linha.
– Aizen.
– Ulquiorra, é você? – O moreno se segurou para não responder sarcasticamente – Estou aqui tentando adivinhar o porquê de você não ter chegado ainda. – Falou com voz de falso desentendimento.
– Por que fez isso? – Perguntou direto.
– Do que está falando? – Perguntou seriamente.
– Disse que não havia raptado a menina, porém – Pausou, para manter a habitual compostura – Estava em seu circo, sob vigilância de Gin, seu braço direito. – Acusou – O que pretende provar com isso, Sousuke Aizen?
– Ah, Ulquiorra... – Sousuke suspirou tentando aliviar a tensão – Sabe que possuo inúmeros negócios por aí, e que também preciso do máximo de pessoas ao meu lado quando a hora chegar.
Schiffer começou a bater sua mão livre na madeira rústica da mesa, numa tentativa inútil de acalmar-se. Era difícil o deixarem estressado, mas Aizen estava pedindo para morrer.
Mas não podia.
Tudo pela sua liberdade.
– Não me venha com essas explicações desnecessárias. – Quase rosnou irritado – Quero saber por que se deu ao trabalho de fazer isso? – Uma ideia rondou sua mente – Por acaso isso teria algo haver com a mulher?
Ouviu um estalar de língua no outro lado da linha.
– Acredito que o que eu faço ou deixo de fazer não seja de sua conta. Preocupe-se apenas com o seu trabalho, siga minhas ordens sem questionar, Ulquiorra Schiffer. – O repreendeu, sua voz carregada de maldade denunciava que Ulquiorra conseguiu irritá-lo.
E desligou sem se importar se o moreno melancólico tinha algo a mais para falar.
Ulquiorra suspirou e massageou as têmporas, pelo menos com a súbita irritação de Aizen conseguira deduzir que tudo aquilo tinha certa relação com a mulher.
Quando pensou em levantar-se, escutou um ruído suspeito vindo da sala, achou que a criança havia despertado, mas quando espreitou-se na parede no lado da entrada para a cozinha, viu Orihime saindo do quarto alugado furtivamente. Pensou em intervir e descobrir onde ela iria, entretanto teve uma ideia melhor. Decidiu então segui-la para poder ver com seus próprios olhos os segredos que rodeavam aquela mulher peculiar.
[...]
A ruiva andava apressadamente em passos largos pelas ruas escuras, tinha a leve impressão de estar sendo vigiada, porém toda a vez em que olhava para trás, não havia sequer alguém e, vez ou outra, ouvia miados de gatos vindos de lugar qualquer.
Apertou a bolsa que pegara para guardar o coelho contra o peito, e apressou ainda mais o passo para chegar onde marcou seu encontro com o ser.
Pelo o que ele havia lhe dito, o lugar não era muito distante onde a mesma estava, era uma pequena catedral praticamente abandonada, pouquíssimas pessoas a visitavam. De acordo com o ser, naquele horário da noite ninguém iria lá, assim poderiam conversar em paz, sem que ninguém os interrompa.
Inoue tentava ao máximo não pensar em seu medo sobre ir encontrar-se com um completo estranho. Ignorou seu receio pois necessitava de respostas, suas dúvidas apenas a enlouquecia.
Já estava pertíssimo da catedral, mesmo que desejasse, era tarde demais para voltar atrás. Apenas precisava atravessar a rua e chegaria em seu destino. Olhou para os lados confirmando se não havia alguém e atravessou a rua adentrando rapidamente no pequeno recinto. A estrutura era bonita e bem detalhada pelo lado de fora, no entanto seus detalhes pelo lado de dentro eram simplórios. O teto era um enorme vidro azul, com o brilho do luar dava uma bela e boa iluminação no interior. Haviam alguns bancos de madeira enfileirados e um pequeno altar.
Ao terminar de observar o lugar, seu olhar tombou sobre uma figura pequena com capuz acinzentado virada para o altar, ajoelhada. Parecia um menino, porém ninguém estava lá a não ser os dois, então com um suspiro andou até chegar perto do indivíduo.
– Ano... – Tocou o ombro da pessoa e o chamou, o menino virou para trás e a ruiva arregalou os olhos – Kurosaki-kun? O que faz aqui? – Perguntou confusa.
O menino levantou-se e tirou o capuz revelando seus vibrantes cabelos alaranjados, seu rosto estava sério, mas assim que enxergou a surpresa no olhar da garota abriu um largo sorriso.
– Achei que reagiria de forma pior. – Comentou ainda com o sorriso intacto, confundindo a ruiva mais ainda – Creio que vou ter de voltar a minha forma original para que possas compreender.
Orihime deu um passo para trás completamente desnorteada. Seus olhos arregalaram-se ainda mais quando avistaram um belo par de asas brancas se desenrolarem a partir das costas do ruivo. Parecia que há muito não via asas de anjos e como sempre, era uma das maravilhosas visões existentes quando as plumas mexiam-se umas com as outras e ostentavam esplendor.
As asas de Ichigo o envolveram completamente em uma espécie de abraço, o cobrindo por inteiro, uma luz celestial envolveu o corpo do menino cegando momentaneamente a garota, que fechou os olhos por instinto. Quando tornou a abrí-los, ali não tinha mais um menino, mas sim um homem alto de sobretudo branco e asas fechadas atrás de si.
Inoue semicerrou seus olhos, tinha uma leve impressão de já o ter visto antes.
– Kurosaki-kun... Kurosaki Ichigo. – Sua voz melodiosa ecoou nos quatros cantos do recinto, a ruiva vasculhou suas memórias até que teve lembranças daquele dia – Kurosaki Ichigo-sama! O senhor é o arcanjo que estava ao lado de Deus naquele dia. – Pôs as mãos na boca desacreditada com o que acabara de constatar – O que está fazendo aqui?
Ichigo sentou-se no banco da primeira fileira em frente ao altar e deu duas batidas ao seu lado, a convidando para sentar ao seu lado, o que Inoue aceitou de prontidão.
– Vim em uma missão dada por Deus. – Respondeu – Tenho um recado Dele para ti. – Orihime ficara curiosa – O Senhor disse que você precisará voltar para o Céu logo.
Surpreendida, a ruiva ofegou.
Sua sentença havia chegado ao fim?
– Por que... Por que Deus não me disse diretamente? Por que só agora? – Indagou, e sentiu as mãos acalentadoras do arcanjo envolverem as suas com força.
– Eu também não sei, Ele me disse isso pouco tempo depois que saístes do circo. – Soltou as mãos dela, pousando as próprias no colo – Por acaso entrastes em contato com algo corrompido ultimamente, Inoue? – Perguntou na hipótese.
Orihime lembrou-se imediatamente de tudo que lhe ocorrera desde que Ulquiorra a tinha encontrado. Desde aquele dia esteve rodeada de pura maldade, porém não entrara em contato com nada que a realmente fizesse se corromper.
A não ser que...
– Talvez... Talvez eu tenha encontrado algo assim. – Murmurou quase que para si mesma, despertando Ichigo de seus pensamentos.
– Então, realmente tocastes em algo? – Exasperado, virou-se de frente para ela – Em que tocastes, Inoue?
A garota hesitou um segundo, ponderando se mostrava ou não o Coelho, porém acabou abrindo a bolsa e tirando o objeto de pelúcia dela, assim Kurosaki arregalou os olhos surpreso.
– Esse coelho... Ele... Como o conseguistes, Inoue? – Levantou-se do banco.
– Uma pessoa o deu para mim. – Murmurou lembrando-se do que Ichimaru Gin havia lhe dito.
– E sabes o que é este coelho? – Questionou e a mulher negou com a cabeça – Este animal de pelúcia, ele é o receptáculo das suas asas, Inoue.
– Minhas...? Então a pena...
– Então a pena ainda estava dentro do coelho, ainda bem. – Aliviou-se – Parte de minha missão era achar esse coelho, Inoue. Alguém entrou no Palácio Santo e o roubou.
Inoue encarou o objeto, pensando no quão importante aquela pelúcia era.
– E qual é a outra parte de sua missão? – Perguntou ainda encarando o coelho.
Ichigo retesou.
– Vim caçar a pessoa que o roubou. – Murmurou e Inoue arregalou os olhos.
Sabia quem havia roubado, poderia dizer ao arcanjo, porém decidiu não falar nesse momento.
– M-Mas sabe quem é o ladrão? – Gaguejou, mas não fora algo que realmente denunciasse seu nervosismo.
O ruivo negou com a cabeça e relaxou o ombro, virou-se para Inoue com um meio sorriso, como se aquilo não importasse naquele momento.
– Bem... Preciso ir agora. – Informou e estendeu a mão para a garota, a ajudando a se levantar – Mas, antes... Estás com a pena? – Orihime assentiu e o arcanjo sorriu. – Pegue-a então.
A ruiva revirou sua bolsa e retirou a pena macia e branca, Ichigo a pegou e a pressionou sobre o peito da garota, a mesma sentiu uma sensação maravilhosa lhe preencher, uma sensação que antes fora esquecida, agora lembrada. Quando o ruivo tirou a mão, a pluma havia desaparecido.
– Kurosaki-kun, o que você...? – Colocou a mão sobre o peito sentindo seu coração palpitar freneticamente e a sensação continuava lá.
– Logo irás descobrir. – Beijou a testa dela em despedida e em seguida murmurou – Que a Graça do Senhor esteja com vós.
E desapareceu diante dos olhos acinzentados da ruiva.
E Inoue quase pedira para ir com o arcanjo quando o mesmo sumiu, mas não conseguira pronunciar algo.
Alguma coisa a prendia na Terra.
Quando Inoue pensou em ir embora, algo interrompeu sua linha de raciocínio.
Ou melhor, alguém.
– Então você é um anjo. – Ulquiorra murmurou fria e indiferentemente atrás da mulher, que sentiu o corpo inteiro se arrepiar com aquele timbre atingindo seus ouvidos. Se virou com cautela para trás, apenas para constatar algo que já tinha certeza absoluta.
Ulquiorra a encarava com as mãos nos bolsos em sua pose habitual. Como se nada o pudesse abalar.
A ruiva engoliu em seco completamente perdida. Aizen a ordenara que não deveria contar sobre sua natureza angelical para Ulquiorra. Porém o mesmo descobriu sozinho.
O que fazer?
A ruiva não percebera que até então tinha um peso sobre suas costas, olhou lentamente para trás ao avistar duas e longas asas retraídas, talvez por sentir-se acuada. Levou seu olhar para o moreno a sua frente.
O rosto sempre estoico estava levemente torcido em uma evidente careta de descontentamento.
– E então? Por que não disse nada para mim, mulher? – Na voz dele pôde identificar uma certa raiva quase incontida.
Não era feitio de Ulquiorra Schiffer.
E então talvez ele não fosse assim tão indiferente assim em relação a ela.
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