Notas iniciais
Espero que não tenha demorado muito! D: Mas eis o capítulo. Uma boa leitura a todos!

Ulquiorra e Orihime estavam parados e juntos em frente a uma enorme porta de madeira envelhecida. Abriu a porta, que permanecia entreaberta. O moreno deu uma breve inspecionada no lugar, como sempre não deixando um único detalhe passar desapercebido. Caminhou a passos curtos, com o objetivo de dar a volta pelo terreno. A ruiva olhou interrogativa para ele, porém não se moveu.

– Onde você vai? – Perguntou e o jovem a olhou de relance.

– Eu não posso entrar, aquela mulher me reconheceria. – Esperou que a garota entendesse, porém a mesma continuava confusa – Você terá que entrar e distraí-la enquanto procuro um jeito de invadir sem que ela perceba – Começou a andar novamente, todavia, antes de sumir na escuridão, sussurrou e estranhamente soube que a ruiva iria ouvir – Ainda creio que não entendestes, por isso... Não feches os olhos quando eu fizer o meu trabalho, mulher. – E desapareceu completamente.

A garota ficou alguns segundos encarando o caminho que Ulquiorra tinha tomado, a mesma suspirou fundo pondo-se a pensar.

“O que eu faço?”

Caminhou rapidamente, subindo os poucos degraus da escada que havia ali, dando de cara em uma porta mais bem cuidada do terreno.

“Eu não tenho plano algum, ou alguma desculpa...”

Tremendo levemente, bateu três vezes na porta, demorou um pouco, mas fora aberta por uma mulher morena.

– O que deseja? – A mulher perguntou com suavidade.

– A-Ah, eu me perdi – Inventou na hora – Pode me ajudar? – Pediu.

A mulher estreitou um pouco os olhos e logo depois sorriu abertamente abrindo ainda mais a porta.

– Claro, querida, entre um pouco e vamos ver o que posso fazer por você – A mulher a convidou gentilmente para entrar.

Receosa, a ruiva aceitou a oferta, contudo esta desconfiada, aquela mulher era gentil demais e não condizia com os olhos escuros da mesma.

A casa era grande, mas não chegava a ser uma mansão, o ar era denso e um pouco esquisito, nele continha um cheiro forte de enxofre, que estava perturbando a ruiva.

– Mocinha? – Chamou a mulher, e Orihime a encarou – O que a senhorita estava fazendo nessa região? – Interrogou.

A garota engoliu em seco, pois não sabia o que exatamente dizer.

– E-Eu... Eu estava procurando o meu... o meu amigo. – Disse vacilante, não estava acostumada a mentir. A mulher estranhou o jeito que ela falava.

– Entendo... E o que ele estaria fazendo por aqui? Sabe, esse lugar é um tanto perigoso. – A mulher pressiona Orihime, esta abaixa a cabeça.

– Eu não sei, só... Vim atrás dele.

A mulher não disse mais nada. Orihime apenas se deixou ser guiada. Ao perceber que havia parado em frente de uma porta grande, a morena a abriu revelando um recinto um tanto quanto... Espaçoso. Logo essa convidou a ruiva para que entrasse, saindo da frente dela.

A garota percorreu seus olhos para todos os cantos da sala, constatara que não continha móveis nem janelas. Momentos depois ouviu um baque.

A porta fora fechada.

Ela girou o corpo bruscamente e assustou-se rapidamente ao dar de encontro com a mulher bem perto de si. Soltou um gritinho no processo. A morena estava de olhos fechados e carregava um sorriso meigo e gentil, que causava calafrios na garota.

– Querida... – Entreabriu os olhos – Não tem como você ligar para alguém? – Perguntou sem segundas intenções.

Pelo menos, não aparentes.

Orihime parou para penar nisso, não podia contatar Aizen e Ulquiorra estava investigando algo em algum lugar pelo terreno, sem se importar com ela. Inoue também não queria falar com alguém e mesmo se quisesse, não podia.

Estava sem saída.

Então ela balançou negativamente a cabeça.

“Melhor não fazer isso.” – Uma voz masculina soou em sua mente.

A garota olhou discreta e disfarçadamente ao seu redor, de alguma forma aquele timbre de voz lhe era familiar, mas como já sabia, não havia alguém. Assim decidiu ignorar o suposto aviso.

– Oh, nem mesmo seus familiares? – Perguntou a mulher um pouco surpreendida.

– Não os tenho. – Deu de ombros.

“Não a responda.” – Soou aquela voz familiar mais uma vez. Dessa vez, essa soava um pouco mais desesperada.

Uma pontada de desconfiança surgiu no anjo caído, que ficara mais alerta e ao mesmo tempo, intrigada. Estava certa de que conhecia aquela voz, só não lembrava de onde, porém teve certeza, seja o que for, para falar em sua mente...

Não era humano.

– Então... Ninguém irá lhe procurar, certo? – Perguntou retoricamente, a voz da morena foi se tornando mais forte e mais grossa, abandonado o tom dócil, horrorizando Inoue, a fazendo pôr as mãos na boca, chocada.

“Fujas!” – A voz berrou, mais desesperada ainda.

A ruiva deu um passo para trás e a morena deu um passo para a frente. A mulher esticou a mão em direção às mechas lisas do cabelo ruivo e os acariciou entre os dedos.

– Seu cabelo é bem sedoso e fino, muito bonito! – Fez uma pausa – Você se importaria de... Me dá-los? – Sorriu diabolicamente.

Inoue deu uma tapa na mão da mulher e tentou encontrar uma saída, onde pudesse fugir. Não havia muitos lugares para escapar, apenas a porta fechada atrás da morena, e seria bloqueada pela mesma.

“Estais em perigo, Inoue, fujas depressa!” – Gritou a voz em pensamentos, a menina concordou com a mesma.

A mulher, num passe rápido, ficou mais à frente da garota e a empurrou no chão, a derrubando com tudo. Com o impacto, Inoue fechou os olhos e quando tornou a abri-los, a morena olhava para si com uma malícia extrema, e em uma das mãos dessa tinha uma lâmina.

“Demônios de pessoas!” – Pensou consigo.

Querida, demônios são piores ainda...

Você ainda não viu nada.

A morena com nome desconhecido sentou no abdômen da garota, a impossibilitando de levantar. Ergueu a lâmina no alto, antes de descê-la e cravá-la na ruiva, essa fechou os olhos. Tinha medo disso, dor lhe aterrorizava.

Mesmo que ela não fosse morrer

Com seus olhos fechados, Orihime esperava o golpe mortal, mas ao invés disso, nada aconteceu, então ouviu um grunhido de dor e irritação. Abriu os orbes, um pouco hesitante, e se surpreendera com o que vira.

Ulquiorra apareceu.

Ele segurava os cabelos da mulher por trás, num movimento discreto a trouxe para perto dele – a tirando de cima da ruiva – e segurou a mão da morena que continha a faca. Firmou sua mão contra a dela a fazendo soltar o objeto no chão.

“Ele... Me protegeu?”

Orihime, surpresa, viu a oportunidade e se arrastara até a parede bater em suas costas, encolhendo-se ao máximo, como se pudesse atravessar a parede.

Ulquiorra ainda segurava fortemente a mulher, que, de todas as formas possíveis tentava se soltar, porém como o moreno era muito mais forte, tratava-se de uma tarefa impossível.

A mulher olhou de ombros para Schiffer e em seus lábios, é curvado em um sorriso de canto falso.

– Ora, ora, ora. – Sorriu alargado e sadicamente – Ulquiorra-san... Há quanto tempo não nos vemos?

O moreno não respondeu, apenas a virou de frente para ele e apertou o pescoço da inimiga, que começou a perder o ar. As esmeraldas estoicas miraram diretamente a garota encolhida na parede que assistia a tudo com pavor no rosto. Olhou para a menina até fazê-la se lembrar das palavras que dissera mais cedo.

“Não feches os olhos quando eu fizer o meu trabalho, mulher.”

A ruiva fixou seu olhar no homem.

Se é para ver aquilo, que seja com coragem.

O moreno apertou ainda mais o pescoço da mulher e soltou sua mão. Com a pressão que o mesmo fazia, a morena tinha dificuldades em respirar e involuntariamente levou as mãos livres no braço dele o puxando, numa tentativa insignificante de conseguir oxigênio.

Ulquiorra usou sua mão livre para pegar algo em sua cintura. Quando retornou sua mão, Orihime pôde ver por um milésimo de segundo, um tipo de cano negro, mas não soube identificar exatamente o que era.

A mulher parou de se debater quando sentiu algo gelado em suas costas. Um ligeiro arrepio subiu pela sua espinha.

Ah, sabia bem o que era.

Sabia também que isso não acabaria muito bem para ela.

A morena, aparentando seu medo de morrer, virara um pouco o rosto de deu de cara com as esferas esmeraldas e enigmáticas.

Ulquiorra está muito sério.

– Etto... Ulquiorra-san, está mesmo... sério...? – Disse falhando a voz, mas mesmo naquela situação buscou manter seu olhar cínico – Por que será... Que está tão irritado...? Será que ele vai... – Sua fala fora interrompida por um som ensurdecedor, seus orbes se arregalaram e os braços caíram do lado do corpo, sem forças.

Sem vida.

O executor jogou o corpo inerte da mulher para o lado, onde rolou algumas vezes, logo ficando imóvel.

Orihime evitou que um grito saísse de sua garganta, estava assustada, observou a mulher morta. Voltou seus olhos para o moreno, que em uma de suas mãos tinha o objeto negro como antes, mas desta vez pôde ver claramente o que era.

Arma?

As vestes dele estavam com sangue respingado, estranhamente aquele tom de carmesim ficava bonito com a cor branca sem vida das roupas do moreno. Direcionou o olhar para o rosto de Ulquiorra.

Impiedoso?

Como era possível? Ele agia tão normalmente, fazia aquilo como se fosse...

Um monstro.

Orihime tinha uma forte necessidade de fechar seus olhos e apagar de suas memórias o que acabara de presenciar. Estava aterrorizada, como se aquilo acontecera com ela. Entretanto, não podia fechar os olhos, nem ao menos desviá-los, o moreno a ordenara que observasse tudo, e que sentisse na pele.

Agonizando ao mirar a morte dos outros.

“Não ouse desviar seu olhar, Ulquiorra ficará bravo” – Repetia para si mesma constantemente em pensamentos, porém estava pensando seriamente em desacatar essa ordem.

Ele percorreu suas esmeraldas para a garota, que a assustara ainda mais. Seu olhar vazio mostrava que não ligava para a vida que tinha tirado. Nem ao menos com as consequências e nem o estado de suas roupas ensanguentadas.

A ruiva achou aquilo tão errado, a mesma como anjo fora ensinada que a vida de um ser é tão preciosa...

Será que ela foi escolhida para sentir tudo o que o mesmo não podia?

Ulquiorra estreitou um pouco os olhos, encarava diretamente o rosto contorcido dela: terror e medo. Mas, de repente, a garota mostrou uma expressão que o mesmo só havia visto uma única vez.

Pena.

“Mas... Pena do quê?”

“Ou... Pena de quem?”

“Pena da mulher morta?” – Ulquiorra trincou os dentes com o último pensamento.

Se fosse isso, quando soubesse que aquela medíocre fazia antes de morrer, Inoue certamente detestaria aquela odiosa mulher.

O moreno caminhou a passos lentos até a garota caída até ficar ao lado dela de pé, mas quando tocou o braço dela, fora repelido com um tapa e um olhar para que não se aproximasse.

Satisfação!

Era isso que sentiu ao receber aquele olhar, mas a ‘boa’ sensação não durou muito, pois a ruiva se arrependera do que havia feito.

– Gomenasai... Eu só... – Parou a frase e lhe dirigiu um olhar arrependido seguido por um de pena outra vez.

“Pena de quem?”

– O que foi? – Tombou a cabeça para o lado – Achava que ela era inocente? – Perguntou e recebeu um olhar confuso – Não se engane, mulher. Era tão podre quanto um demônio.

Orihime observou o revólver na mão do moreno, voltou a olhar a mulher assassinada e franziu o cenho.

– Mesmo assim... – Começou relutante – Isso não lhe dá o direito de tirar a vida dela, é errado! – Encerrou convicta.

Ulquiorra não esboçou uma reação. Apenas um ‘tsc’ fora ouvido e ecoado pelo recinto.

“Não tenho o direito? Mulher tola.”

O moreno encerrou o assunto pegando Inoue bruscamente consigo, a obrigando levantar. Mesmo com alguns protestos dela, o mesmo foi a arrastando pelo corredor, e parou na última porta que tinha no fim dele.

Ulquiorra empurrou com força a entrada revelando uma sala escura. Logo, jogou a garota para frente, que fora engolida pelas trevas.

A menina quase conseguiu se equilibrar, mas quando entrou totalmente na sala, acabou pisando em algum líquido espesso e liso – escorregadio – a fazendo cair. Apoiou as mãos no chão para conseguir controle do corpo – evitando cair novamente – e sentiu algo gelado entre seus dedos, frio e pegajoso.

Focou a visão nas mãos e quando se acostumou com o breu da escuridão, pôde ver exatamente o que era.

Seu corpo começou a tremer inconscientemente, suas pupilas ficaram dilatadas, as suas mãos, assim como seus joelhos estavam vermelhos, sujos com aquele líquido fétido.

Levantou a cabeça para o seu redor e viu uma enorme poça escura, com um rastro que se seguia à frente. Inoue, hesitante, foi seguindo o rastro. A contragosto, levantou o olhar e se arrependera no mesmo milésimo de segundo.

Tarde demais.

Duas jaulas grandes e enferrujadas estavam no fim da sala, onde tinha uma janela no meio destas; estas jaulas eram espaçosas o suficiente para trancafiar um animal como um leão, contudo... O que continha nelas não eram animais, muito menos um leão.

Eram crianças.

As crianças estavam sujas e um fedor pútrido emanava delas.

Na jaula do lado esquerdo tinha mais algumas crianças, estas estavam saudáveis, mas as outras do lado direito... Estavam desmembradas. Algumas sem partes do corpo que a falta delas não as matariam, como mãos sem seus dedos. Porém havia outras que estavam seriamente feridas, algumas sem braço, algumas sem pernas, ou pele, ou cabelo, ou até mesmo sem olhos. Umas estavam com cortes profundos no abdômen, alguns órgãos espalhados e esquecidos em volta delas.

– Oh meu Deus! – Exclamou aterrorizada colocando as mãos sujas na boca, abafando o grito – Que horror...!

Nas jaulas do lado direito também tinham crianças mortas, era ali que tinha os cadáveres abandonados. As carcaças jaziam no chão da cela sem membro algum, somente com o tronco, ou apenas os pés, ou braços, ou pernas.

Até mesmo ossos estavam na jaula.

O cheiro de carne podre ficou mais denso, que beirava à impregnação no corpo e alma de Orihime, nunca pensara sequer na possibilidade do ser humano ser capaz de fazer tamanha monstruosidade com crianças puras e inocentes.

– Ainda acha aquela mulher inocente? – Ulquiorra perguntou retoricamente.

– O que... O que aconteceu aqui? – Indagou sem desviar o olhar das crianças, que estavam dormindo.

Somente as que estavam vivas, é claro.

– Aquela mulher – Murmurou sem emoção – Tinha negócios com venda e tráfico de órgãos infantis – Fez uma pausa para analisar as feições da ruiva, e voltou a observar as crianças – E o que sobrava destas crianças, ela praticava antropofagia, ou melhor... canibalismo. Acreditava que conseguiria as aptidões delas comendo os membros ou órgãos.

A garota virou-se bruscamente para a direção dele.

“Aquilo era mesmo sério?”

“Como podia uma coisa dessas estar acontecendo?”

Inesperadamente, Ulquiorra suspirou. Mesmo sendo como era, elas eram apenas crianças, os únicos seres que eram fracos e puros nesse mundo de cinzas, corrompido. De certa forma, mesmo negando-se, isso ainda mexia com seu interior.

“Se eu estou incomodado, como será que essa mulher deve estar se sentindo?

Parou um minuto para pensar na resposta em pensamentos.

“Talvez... Inútil.”

O moreno deu meia volta e começara a caminhar de onde o mesmo viera. Inoue o olhou exasperada.

– Onde você vai? – Perguntou temerosa com ele. Ulquiorra apenas parou no meio do caminho, sem dar o esforço de olhá-la.

– O meu trabalho já acabou. – Colocou o revólver de volta na cintura – Vamos voltar para a mansão. – Pôs as mãos, agora livres, nos bolsos.

– E você pretende deixar essas crianças para trás? – Não recebeu uma resposta, mas ela sabia qual era – Eu não vou simplesmente deixa-las, temos de ajudar...

– Olhe bem para elas – Ordenou e Inoue apenas acatou – Veja o estado delas, seus olhos estão mortos, perderam a vontade de viver. – Pausou – Você não pode salvá-las.

– Mas eu... – Fora interrompida abruptamente.

– Mesmo que pudesse, como o faria? Como as abrigaria? Como cuidaria delas? – Disse automaticamente – É inútil. Pura perda de tempo. – Orihime cerrou os punhos, porém sabia que Ulquiorra estava certo.

Logo seus passos calmos ecoaram pelo local.

– Apenas as deixe aqui. Por ora... Vamos embora. – Disse por fim e saiu da sala antes que a ruiva pudesse dizer algo.

Orihime estava sentindo-se imponente. Desde o início de sua existência como anjo fora acostumada a ajudar o próximo. Tudo era possível, sempre conseguia amparar àqueles com dificuldades. Era tão doloroso ficar apenas olhando, como uma mera espectadora, sem jeito de fazer algo.

Ela apertou as mãos fortemente, e levantou-se no chão, cambaleante.

“Mas que mundo cruel é esse em que eles estão vivendo?” – Pensou relutantemente indo atrás do maior.

[...]

Assim que chegaram na mansão, Orihime saiu correndo até seu dormitório, por sorte conseguiu decorar o caminho. Ulquiorra apenas a olhou de relance, mas logo começou a caminhar calmamente até o escritório de Aizen, afim de relatar o decorrer da missão.

[...]

Inoue estava um bom tempo com a cabeça enterrada em uma almofada branca do divã que permanecia sentada. Refletia sobre o quão louco era tudo aquilo; como Ulquiorra conseguia matar friamente sem um pingo de misericórdia; como Sousuke Aizen emanava uma aura maligna; como as pessoas na Terra podiam ser tão cruéis.

“Um bando de animais selvagens.” – Pensou, sombria.

Logo fora tirada de seus devaneios ao ouvir um ruído silencioso de sua porta sendo aberta completamente, revelando Ulquiorra caminhando lentamente com as mãos nos bolsos. Colocou a almofada contra o peito, levemente ameaçada pela presença notória do moreno.

– Terá que se acostumar com a morte, mulher. – Encarou os orbes acinzentados e medrosos – Você ainda a verá muito. – Virou as costas e saiu do recinto, deixando uma menina com olhos encharcados.

“E esse é o nosso pesadelo, mulher.”

Notas finais
Recomendações!