Conectados
5 I know just how this ends
Notas iniciais
Point Of View Emma
Fui obrigada a me render e acabo bebendo muito com a Ruby, ela dorme no sofá mesmo e aproveito esse silencio momentâneo para usufruir do presente dado pela River.
— Olá – mando mensagem para ela, seguido de um emoticon
— Quem é? – Regina pergunta desconfiada
— Não pensei que fosse esquecer de mim tão cedo – envio novamente
— Esquecer? O problema é que não faço ideia de quem seja – ela coloca acompanhado de um emoticon que mostra o quanto sorrir
— Uma dica... Sou linda e muito legal! Diria até que sou um pecado – lanço e ela parece gostar da resposta
— Amor próprio é tudo, certo? Ainda não sei quem é, mas pelo visto é uma mulher – ela fala ainda sem fazer ideia
— Sim, sou! Pelo menos até que se prove o contrario – brinco – você não conheceu ninguém esses últimos dias, pandinha atrapalhada?
— Meu Deus, Emma... – ela fala toda fofa
— Em carne, osso e toda sua – respondo por fim
— Como conseguiu meu número? Kkkk – ela pergunta curiosa
— Não posso revelar minhas fontes – fala colocando um emoticon de diabinho no final
— Por acaso seria a Ruby? – ela pergunta novamente
— Como assim? Você só pode ter câmeras no apartamento... Só espero que não tenha no quarto – ponho um bonequinho dando de ombros
— Por quê? O que anda fazendo no quarto, Swan? – ela questiona novamente
— Dormindo, ué... O que você pensou? – me safo – acho que bebi um pouco além da conta... Ruby está jogada aqui e eu vim te perturbar
— Primeiro, falar com você é sinônimo de prazer e não perturbação – ela responde e sinto um choque no corpo, por mais que a palavra prazer não se tratasse do mesmo que sinto – segundo, vai dormir e amanhã me encontra no Le café as 7
— Por quê? – pergunto curiosa
— Porque vou te pagar um café forte e te ajudar a curar sua ressaca – ela envia juntamente com um emoticon soltando uma piscadela – agora vou dormir e você vai fazer o mesmo, não se atrasa
— Sim, mamãe – brinco e ela me responde com um coração
Deveria beber mais vezes, parece que a bebida me deu sorte, nunca tive muito estomago pra isso e sempre fui o tipo de pessoa que passa mal após o primeiro litro de vinho, acha que um litro é muito? Pensa assim porque nunca viu a Ruby e meus amigos da faculdade agarrados a garrafas de tequila. Decido tomar banho e dormir, porém logo que levanto o mundo gira e decido ficar por ali mesmo. De manhã logo cedo eu levanto e corro para o banheiro, o café que a Regina escolheu era a dois quarteirões daqui, assim que me arrumo, bato em Ruby para ela acordar e aviso que estou saindo, como resposta eu só escuto múrmuros sem sentido. Entro no carro e por costume ligo o radio... Má ideia! Minha cabeça gritava em alto e bom som: cala a boca, mundo! Mas, obvio que o mundo não me ouvia. Assim que chego ao café eu vejo Regina, já em uma mesa, com uma roupa bem justa e um terninho enlouquecedor, cabelo meio preso e pernas cruzadas, o que dava apoio para seu corpo que estava quase debruçado sobre a mesa lendo jornal. Meu corpo estava ali, mas minha cabeça imaginava Regina em varias situações diferentes, quase todas com pouca roupa ou sem nada... Para que roupa? Coisa mais desnecessária, principalmente se for no corpo dela.
— Para com isso menina, é feio encarar – me falam e saiu do meu transe
— Vovó – a abraço – a Ruby está lá em casa
— Imaginei que ela não voltaria ontem, quando a vi com uma garrafa de vinho e outra de tequila – ela fala sorrindo – ela jura que não vi, mas sua prima não entendeu que é sutil como uma mula
— Vovó, poderia pedir para o Grahan uma xícara de café bem forte? – peço sem jeito
— Claro que sim – ela me olha repreendendo pela ressaca – parabéns, minha filha, sempre soube que conseguiria – ela me abraça com carinho
Assim que finalizo o abraço percebo que Regina me olhava curiosa, afinal a vovó não fez questão de esconder sua animação com minha admissão. Faço sinal avisando que vou sentar e ela vai para o balcão.
— Você só está meia hora atrasada – ela me olha e ergue a sobrancelha, eu estava em maus lençóis
— Em minha defesa, acordei cedo, mas minha cabeça não respondeu, meu corpo menos ainda – me justifico
— Para encontros futuros, odeio atrasos, tá? – ela fala séria, mas lofo sorrir
— Encontros futuros? Isso é um encontro? – falo boba com sua reação
— Claro né Emma, duas pessoas ou mais que se encontram em um lugar é dito como? – ela fala esperando resposta
— Encontro – sorrio frustrada
— Café forte e quente para minha menina – minha vó me entrega o que pedi – fiz questão de trazer
— Obrigada, vovó – agradeço e vejo que ela não tira os olhos da Regina
— Espera, vovó? Ela é a vó da Ruby? – Regina me pergunta espantada
— Sim, não foi por isso que me chamou aqui? – fico sem entender nada
— Não, te chamei aqui porque esse é o melhor café que já provei – Regina aponta para a sua xicara e sorrir
— Gostei dela – minha vó observa – não vai me apresentar essa jovem linda e de tão bom gosto? – minha vó fala com certa maldade
— Essa é minha amiga – friso – a Regina... Rè, essa é minha vó
— É um prazer conhecer a senhora e falei sério quanto ao café – Regina fala e levanta-se para cumprimentar minha vó
— Até que enfim você escolheu uma moça decente e com ótimo gosto – minha vó solta e sai porque a chamam no balcão
— Ainda não acredito nessa coincidência – ela sorrir e sorrio junto
Conversamos bastante e quase acabamos com o estoque de café, ok... Um pouco de exagero, mas tudo bem! Olho para o relógio e lembro da faculdade, hoje eu só tinha aula a tarde, mas fiquei de pegar uns documentos para levar até a secretaria do curso de medicina. Digo a Regina que vou até o banheiro, afinal, precisava checar como estava antes de ir para a Universidade. Ela me acompanha até certo ponto do caminho, mas para perto de uma parte mais escondida do balcão e fica conversando com a vovó. Uso o banheiro e checo minha aparência, retoco o pouquíssimo batom que coloquei e tento dá um jeito no cabelo. Assim que saiu, vejo o Grahan conversando com Regina.
— E você tem namorado? Ou Namorada? – ele perguntava
— Não – ela sorrir – interessante é que sempre fazem esse complemento quando me perguntam isso
— que complemento? – ele se aproxima como quem não quer nada
— Namorada – ela explica
— Isso é um problema? – ele instiga
— Claro que não – Regina responde e me faz sorrir
— Mas está solteira mesmo, certo? – ele dá um passo para frente e ela para trás
— Já disse que sim – ela sorrir desconfortável e continua com passos leves para trás
Aquilo me enche de algo até então sem nome, vou até Regina rapidamente e seguro seu rosto para um selinho.
— Vamos, amor? – falo e Grahan se afasta um pouco
— Hã... – ela parecia desnorteada
— Faculdade, lembra? – olho para ela mandando seguir o ritmo das coisas
— Claro – é só o que responde
— Emma, foi mal, ela disse que estava solteira e eu não sabia que vocês... – Grahan parecia surpreso
— Estamos nos conhecendo – Regina toma a frente – vamos?
— Só vou dá um beijo na vovó, vem comigo? – seguro em sua mão e seguimos de mãos dadas
Entramos no carro e Regina me olhava sem saber exatamente o que falar. Ficamos por alguns segundos sentadas no carro parado, em silencio.
— Para onde te levo? – pergunto sem nem olhar para ela
— Vamos realmente fingir que nada aconteceu? – ela se vira completamente para mim
— O selinho? – pergunto desconfiada
— Também, mas estava falando do fato de você ter me defendido – ela me olha toda fofa e me surpreende ela não está preocupada com o selinho demorado que demos — isso foi tão fofo – ela aperta minhas bochechas – obrigada Ems
— Ems? – sorrio e ela confirma – para onde vamos?
— Posso te acompanhar até a Universidade? Não tenho nada pra fazer – Regina faz cara de entediada
— Claro que sim – sorrio e ligo o carro
Fomos até a universidade conversando e brincando, pude conhecer uma Regina bem leve e desencanada. Parece que nosso beijo não havia a incomodado em nada, o que me fez achar que tenho grandes chances. Chegando a faculdade, vamos logo na secretaria do meu curso, explico a situação e urgência, após alguns minutos me entregam tudo o que pedi e saiu com Regina para a secretaria do curso de Medicina.
— Olha a sumida aí – George fala assim que me vê, pareciam está falando de mim
— A gente te procurou pra comemorar ontem e... – Alex começa e se dá conta que a Regina estava comigo – woow
— Oi – Regina sorrir ao perceber que o espanto foi com ela
— Nem precisa se explicar quanto ao sumiço – o Alex Karev volta a falar com certa maldade – e essa deusa tem nome?
— Deusa não, rainha – brinco, mas só Regina entende a referencia feita a seu canal
— Me chamo Regina – ela se apresenta ainda sorrindo
— Enfim... – pigarreio – já entregaram toda documentação?
— Saímos de lá agora, vai e aproveita que não tem fila – George fala atrapalhado, ainda olhando para Regina
— Nos vemos na festa a noite? – Yang pergunta
— Claro... Não é sempre que acabo um curso – comemoro sorrindo e dou as costas para seguir
— Maior gata – Alex fala em tom não tão baixo e nós escutamos
— Acho que falou de você – sorrio e nos entre olhamos, isso foi o suficiente para uma gargalhada dupla e Regina enlaçar seu braço ao meu
— Você não existe – ela sorrir e continuamos andando
— Bem... Hã... Quer ir a festa comigo? – pergunto meio sem jeito enquanto entramos na secretaria
— Claro que quero – ela me dá um empurrãozinho de leve
Resolvo tudo mais rápido do que imaginava e agora poderia dizer com todas as letras que estou no curso de medicina. Recebo alguns papéis com nomes de professores, tutor e aluno que deveria procurar. Esses dois primeiros anos eu ficaria mais em laboratório, sala de aula, conheceria toda a teoria e realizaria a prática em bonecos para só nos próximos dois anos sentir na pele o que é ser medica e escolher minha especialização. Assim que saiu da Universidade pergunto se Regina tem planos para o dia e ela me diz que a única coisa que precisa fazer é ir até universidade de Stanford porque estaria acontecendo alguns eventos para calouros e ela queria conhecer as possíveis pessoas que estariam com ela no curso. Já que ela não teria nada para fazer e eu também não, decidi leva-la para um passeio, meio sem rumo, só se divertir, depois almoçaríamos e a levaria até seu destino. Sem que eu precisasse me esforçar, Regina aceita! Fizemos caminhada no parque, comemos pipoca e tomamos sorvete. Tiramos várias fotos, umas realmente adoráveis e outras bem toscas. A levo até uma fonte com o intuito de descansar um pouco as pernas e podermos conversar mais um pouco.
— Amo ficar com você – ela solta do nada
— É? – pergunto e ela confirma – posso saber por quê?
— Porque me sinto leve contigo, não sei explicar, mas é como se eu pudesse respirar fundo e esquecer o mundo – ela respira e fecha os olhos – sabe aquele dia ensolarado sem nada para fazer, apesar do sol você pode sentir uma brisa em seu corpo, parece que o mundo te acalenta em um abraço – Regina abre o olho e me encara – me sinto assim quando estou com você... E isso é bem estranho porque mal te conheço...
— Uau – a olho encantada
— Te assustei? – ela faz uma feição toda fofa
— Não, só me deixou sem palavras – sorrio enquanto ela procura algo em sua bolsa
— Pega – ela me entrega uma moeda e aperta ela em minha mão – faz um pedido do fundo do coração e joga – ela explica e se afasta um pouco, fecha os olhos e parece pedir algo com muita força – agora é sua vez – ela diz após jogar a moeda e eu faço o mesmo – não conta a ninguém até se realizar – Regina sorrir e me dá um beijo estalado na bochecha – agora vamos continuar nos divertindo
— A senhora quem manda – falo e ela me puxa rapidamente
A grande rainha possuía uma alegria de uma pequena princesa, Regina não parava quieta durante todo o passeio e aquilo me encantava. Paramos um pouco para almoçar e só aí ela se aquietou, acho que descobri a kriptonita da queen.
— O que achou do seu primeiro contato de lábios com uma mulher? – brinco
— Você realmente acha que foi a primeira? – ela para de comer para me encarar
— Não fui? – fico espantada – Já beijou uma garota?
— Sim! – ela responde ainda me encarando e bem segura de si – mas devo confessar que seus lábios são mais macios e acho que deve beijar bem melhor que ela
— Sendo assim... Eu e você... Porque não? – decido arriscar, mas ela apenas sorrir e volta a comer
Mudamos de assunto e começamos a falar da Universidade e de como ela estava empolgada com tudo isso. Ela me pede dicas, sugestões e eu respondia a todas as suas perguntas. Acabamos nosso almoço com um café e acabo chamando o garçon para pedir a conta.
— Quanto a sua irmã, parecem bem unidas – pergunto implicitamente
— Somo sim, brigávamos muito quando criança, mas eu sempre corria para os braços da Zel quando o mundo ficava tenso – ela parece lembrar de algo
— Pelo o que vi do vídeo, você namorou os atuais namorados das suas amigas? – brinco sorrindo
— Não das minhas amigas, só das duas melhores – ela sorrir – mesmo assim não foi namoro, foram alguns beijos e só, nem teve pegadas mais fortes – ela encena como seria e sorrio
— Ai Jesus, me deu um calor – me abano e ela entra na brincadeira tentando mostrar seu decote
Pagamos a conta e saímos para a universidade, a deixo lá e combino de passar as 21h no seu apartamento para irmos juntas à festa. Volto para casa e arrumo algumas coisas, tomo um banho para relaxar e fico jogada no sofá até a hora de me arrumar para sair. Na hora marcada eu bato à porta de Regina e ela sai toda despojada e incrivelmente linda. Assim que chegamos, eu a apresento aos meus amigos e damos de cara com Grahan, Ruby e Killian também. O tempo passa, começamos a beber e dançar, Regina parece está elétrica, apesar de não ter bebido muito. Ela realmente não precisa beber para se animar em uma festa.
Trilha sonora: Avicii — Lonely Together ft. Rita Ora
— Os homens não param de ti olhar – falo perto do ouvido da Regina
— Será que parariam se eu estivesse com alguém? – ela responde da mesma forma
— Acho que sim, sempre tem aquele código entre caras... – começo
— Então estou com você – ela segura as minhas mãos e gira seu corpo
— Uau – falo e fico meio sem direção – você tem certeza disso?
— Claro que sim – ela agarra minha nuca e me beija com paixão, pena que esse beijo foi na bochecha
Depois de dançar e beber, peço para que Regina me espere, pois vou até o banheiro. Assim que saí, eu vi o Grahan se aproximando, ao perceber que estou olhando ele faz sinal de que está tudo bem. Pouco tempo depois que chego, vejo a Ruby e todo seu sarcasmo.
— Olha a garota que era só amiga da Regina, mas não para de tocar seu corpo – ela dispara
— Você é bem desagradável às vezes – falo sorrindo e ela sorrir de volta
— Enfim assumiram algo? – ela pergunta novamente e a fila do banheiro anda
— Nops, apenas um selinho acidental – falo e ela me bate
— Você realmente perdeu o juízo, aquela mulher só falta tirar a roupa na sua frente – Ruby diz indignada e chega nossa hora de usar o banheiro
Assim que saímos, Ruby acha que virou conselheira amorosa e começa a me dá conselhos de como chegar na Regina. Acabo rindo de metade deles, mas paro ao perceber que Ruby está atônita olhando para um ponto fixo, fico mais desorientada quando percebo que o motivo para tal reação da River foi ver Regina aos amassos com Grahan.
— Emma, espera – ela grita quando me ver andando
— Tudo bem, não tínhamos nada e ela poderia ficar com qualquer pessoa – tento justificar e vou até o cooler pegar cerveja
— Vai com calma garota – ela tenta pegar minha cerveja e empurro sua mão
— Não faz isso, Ruby – a encaro e ela não me impede de beber
Passo o resto da noite bebendo e começo a dançar com todas as pessoas que aparecem a minha frente. Vejo Regina e Grahan voltando para a festa e acabo indo para a mesa de bebidas e pegando algo mais forte.
— Emma, vodka não... Você não tem costume de beber – Ruby fala ao meu ouvido
— Oi meninas – Regina fala se aproximando e saiu – o que houve?
— O que houve? Você dá em cima dela e se agarra com o Grahan? – Ruby fala correndo atrás de mim
Me afasto delas e acabo não as ouvindo mais. Tomo vários goles da vodka, mas não aguento tomar mais e acabo apagando.
— Hei, hei – escuto bem longe – abre o olho
— Espera – outra pessoa fala e sinto água em meu rosto
— Hã – falo tonta
— Você ‘tá’ louca? – Vejo Regina tentando enxugar meu rosto
— Rexina – falo embolado e erro seu nome
Acabo só falando isso e começo a vomitar, acho que até meu intestino saiu naquele momento. Limpo a boca e a primeira pessoa que vejo é Regina novamente.
— Tenho que... – tento falar e me levantar ao mesmo tempo, mas parece impossível
— Paradinha aí – Regina me puxa
— Vou pegar algo para ajudar... Ou alguém... – Ruby parecia desnorteada – fica com ela
— Está tentando entrar em coma alcóolico? – Regina me repreende e apoia meu corpo no seu – está confortável assim?
— Aham... Rexina – tento novamente – Re-gi-na
— Shiii, quieta – ela ordena
— Trouxe água e uma futura médica – Ruby aparece – bem gata por sinal
— Oi, sou a Aurora – a garota se apresenta e só aceno – ok, vamos fingir que isso é um oi... Vou te levar para o laboratório, lá tem glicose e vai te tirar desse porre
A ultima coisa que lembro é de ver o Killian e começar a gritar. Depois disso o resto são apenas borrões inúteis, até que apaguei novamente.
— Oi – Regina fala toda fofa
— Ai – tento falar
— Vou considerar como oi – ela sorrir – se sente bem?
— Fora a dor na cabeça? Sim! – sorrio forçadamente – por quanto tempo eu apaguei?
— Quase uma hora, o saquinho já está acabando – ela olha para minha veia
— olha. Regina... – falo sem jeito
— Olhaaa... – ela parece espantada – conseguiu falar meu nome... Grande avanço
— Desculpa – falo envergonhada – eu não sei o que te disse e...
— Acho que já falou demais por hoje – ela põe os dedos em meus lábios – eu não te usei ao longo da noite, só estou confusa... Eu já estive com uma mulher, mas nunca me relacionei com uma... Não emocionalmente e... – ela respira fundo – com você não seria só físico, eu sei disso... Só peço que tenha um pouco de paciência e prometo não usar mais nenhum amigo seu pra mascarar minha confusão
— O que exatamente eu te falei enquanto estava... – tento achar uma palavra menos humilhante
— Bêbada? Embriaga? Gogre? – ela sorrir e balanço a cabeça em negativa – na verdade você é um tumulo até bêbada, quem falou foi a Ruby
— Como assim? – pergunto boquiaberta
— Isso é uma conversa para quando você estiver 100% sóbria – ela vem até mim e beija a ponta do meu nariz, sorrindo
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