Conectados
6 Elas...?
Notas iniciais

Point Of View narrador
Regina: Acho que já falou demais por hoje – ela põe os dedos em meus lábios – eu não te usei ao longo da noite, só estou confusa... Eu já estive com uma mulher, mas nunca me relacionei com uma... Não emocionalmente e... – ela respira fundo – com você não seria só físico, eu sei disso... Só peço que tenha um pouco de paciência e prometo não usar mais nenhum amigo seu pra mascarar minha confusão
Emma: O que exatamente eu te falei enquanto estava... – tenta achar uma palavra menos humilhante
Regina: Bêbada? Embriaga? Gogre? – ela sorrir e Emma balança a cabeça em negativa – na verdade você é um tumulo até bêbada, quem falou foi a Ruby
Emma: Como assim? – pergunta boquiaberta
Regina: Isso é uma conversa para quando você estiver 100% sóbria – ela vai até Emma e beija a ponta do seu nariz, sorrindo
Emma: Você não me conhece muito bem, mas precisa saber que tenho vocação para trouxa, não vou deixar ninguém me magoar novamente – fala ainda bêbada e fecha os olhos para descansar
Ruby: Ela tem razão... É trouxa – dá de ombros – mas tem uma amiga esperta que a defende a todo custo... Emma é minha irmã e não vou deixar ninguém magoá-la novamente
Regina: Acho melhor ir embora – fala desconcertada
Ruby: Verdade, também acho melhor – se aproxima de Emma
Ruby fica com sua amiga por mais um tempo, mas só para garantir que está bem e Regina não voltaria. Aurora entra para ver como Emma está e é altamente xavecada por Ruby, apesar do seu descontrole, parece que a lobinha se daria bem, afinal, a futura médica estava dando corda a suas investidas.
Emma: Regina? – olha para o lugar vazio – chega disso, já me sinto bem – levanta-se e a cabeça dói – minha nossa, se eu soubesse da ressaca pensaria antes de beber
Emma sai andando pelo escuro, na verdade, quase escuro. A única iluminação do local era um poste com luz fraca e a lua. Nossa loirinha estava bem melhor, mas isso não quer dizer que ela estava bem para sair livremente pelo escuro. De longe, Ruby avista sua amiga e avisa para Aurora que precisa ajuda-la, mas nesse momento Emma não olha para os lados e acaba sendo atropelada por uma moto que por sorte não estava veloz.
Rapaz: Você está bem? – pergunta preocupado ao ver Emma caída nas escadas
Emma: Sim, estou... Vi a tempo e me joguei, pena que fui burra e foi justamente nas escadas – fala sorrindo
Ruby: Você está maluca? – bate em Emma que sorrir – para de rir, desgraça
Aurora: Bem... Hã... Diante de tanto amor, você pode ir embora e cuidamos dela – fala ainda pasma com a River
Emma: Estou bem – diz tentando se levantar e não consegue
Aurora: Talvez antes de ir... Podia nos ajudar a levantá-la? – pede coçando a cabeça, sem jeito
Rapaz: Claro que sim... – a levanta em meio a gemidos – você realmente está bem?
Emma: Sim, vai lá e bebe por mim – fala gargalhando e o rapaz parece confuso
Ruby: Ela é perturbada assim normalmente, pode ir tranquilo – explica e o rapaz vai embora
Emma: Cadê Regina? – pergunta ainda confusa
Ruby: Dá pra parar de pensar em sexo e se concentrar nas suas costas? – fala indignada
Emma: Mas eu não estava pensando em sexo, pelo menos não até agora – dá de ombros
Ruby: Não? Talvez seja só meu subconsciente – olha para Aurora que fica sem jeito
Aurora: Ok, transas a parte... Vamos para um hospital – ampara Emma por um lado e Ruby do outro
Em outro lugar, não tão distante dali, havia uma moça insegura com o que sentia. Por sorte, possuía uma boa ouvinte a seu favor.
Regina: Zel? – fala com voz fraca
Zelena: Aconteceu algo?? Você me ligando a essa hora! – parece surpresa
Regina: Eu fui pra um a festa e acho que acabei magoando alguém que gosto muito – tenta explicar
Zelena: uma amiga? – pergunta com duvida
Regina: Na verdade, um pouco mais que isso – tenta explicar novamente
Zelena: E o que aconteceu?- parece preocupada
Regina: Eu fiquei insegura quanto ao que sentia e beijei um amigo dessa pessoa – começa a falar
Zelena: E ele viu... – completa
Regina: Ele? – fica confusa
Zelena: Sim, o cara de quem tá afim... Ele viu você com o outro? – tenta entender
Regina: Sim, ele viu... Mas... – ela está pronta para esclarecer
Zelena: E porque beijou outro se está afim dele? – interrompe
Regina: Porque ele é diferente de todos os outros... Você nunca me viu com ninguém parecido com essa pessoa, não achava que seria meu tipo... Preferi correr pra o mais prático e comum – tenta explicar sem revelar muito
Zelena: Mas você não pode se esquivar do que sente e magoar outras pessoas... Principalmente se ele também gostar de você – ela repreende sua irmã – mas o que ele tem de tão diferente a ponto de te deixar desconfortável desse jeito?
Regina: Bem, ele... – tenta
Robin: Amor, o que houve? – fala com voz de sono
Regina: Robin está com você? – fica envergonhada – nossa, Zel! Depois a gente se fala, agora que me dei conta da hora...
Zelena: Relaxa, Rê! – fala calma – Amor, vai dormir, estou falando com Regina, já volto para cama
Robin: manda beijo pra ela – se escuta de longe
Zelena: O Robin... – vai passar o recado
Regina: Ouvi... Vai dormir... Amanhã conversamos – se despede
Zelena: tem certeza que não quer conversar? – tenta novamente, mas aparentemente sonolenta
Regina: Tenho, amanhã a gente se fala.. Dorme bem – desliga
A vida parecia voltar a seu curso normal... Todos indo para suas casas, alguns não foram exatamente para a casa habitual ou sequer sabiam para onde estavam indo, mas todos em segurança, ou quase. Regina havia voltado para seu apartamento e estava certa de que durante a manhã iria ver Emma e pedir desculpas, não queria ser ela a razão de sofrimento, mal sabia ela que sua loira... Ops, sua *amiga* loira, havia chegado em casa agora de manhã, após passar a noite em observação no hospital. Contra vontade, Ruby resolve ligar e avisar o ocorrido, mas não a pedido de Emma, mas a insistência de Aurora, que achou errado a amiga chamar por Regina ao longo da noite e Ruby se negar a ajudar.
Regina: Como ela esta? – fala assim que Ruby abre a porta
Ruby: Como você chegou tão rápido? Ainda está na linha – fala espantada
Regina: porque não me avisou ontem? Teria ido pra o hospital – ignora as perguntas de Ruby
Aurora: Ela está bem, relaxa, machucou um pouco as costas, mas nada que analgésicos não resolva – a acalma
Regina: Posso vê-la? – olha para a Ruby
Ruby: Se eu disser não, você vai invadir do mesmo jeito – dá passagem
Regina: Como você está? – fala ao entrar no quarto
Emma: Nesse momento deitada – sorrir
Regina: Não brinca comigo! Dói muito? – a toca com delicadeza
Emma: Um pouco – faz uma careta – mas estou bem, só a vergonha pelo mico
Regina: Você quer que eu passe o dia com você? – se oferece sem maldade
Emma e Aurora: Sim – em único som
Ruby: Não – juntamente com as outras e Regina a olha
Regina: Se preferir eu... – levanta da cama onde havia sentado
Aurora: Ruby vai para casa dormir, pois passou a noite com Emma, eu vou fazer o mesmo e você fica fazendo companhia a ela – puxa de leve a blusa de Ruby
Ruby: Você vai pra minha casa dormir? – parece ter se alegrado
Aurora: Eu vou fazer o mesmo, mas na minha cama e você na sua – completa antes que ela se ofereça
Regina: prometo ligar se ela precisar de algo – fala ainda retraída
Emma: Vai Ruby – a encara para que entenda o recado – e obrigada, meninas
Ruby: Eu vou, mas continuo de olho – olha para Regina – tenho olhos em todos os lugares, cuidado em cada passo
Emma: A quem quer enganar com essa cara de mal? – olha para Regina – ela não mata nem barata, pode ficar tranquila – conclui gritando, pois Aurora havia carregado a Ruby para fora
Regina: ela tem seus motivos – fala olhando para a loira
Emma: O Graham não é um amigo, como você pode ter pensado... Ele é um cara invejoso que não subiu na vida e prefere rondar tudo que eu e Ruby temos e todos que se aproximam de nós – ela explica – por isso doeu te ver nos braços dele
Regina: Quer dizer que não foi por gostar de mim? – pergunta confusa
Emma: Gosto de você, somos amigas, certo? – falava sem saber se aquilo era o troco ou uma tentativa da amizade continuar normal
Regina: Sim, somos – aparentemente frustrada
Emma: camas de hospitais são horríveis – ela fala bocejando
Regina: que cabeça a minha, dorme um pouco e descansa, qualquer coisa estou na sala... Você grita e venho – ela se levanta
Emma: Não precisa se preocupar – tenta acalmá-la
Regina: Tudo bem, eu vou cuidar de você – ela solta uma piscadela e sai do quarto
Horas depois
Emma: Ai – fala despertando
Regina: Estou aqui – entra no quarto correndo
Emma: De onde você surgiu? – fala sorrindo
Regina: Eu estava sentada no chão – aponta para fora do quarto – te ouvi logo
Emma: Você sabe que aqui existem cadeiras e poltronas, certo? – caçoa
Regina: Não quis arrastar nada, não sou muito silenciosa e não queria te acordar – ela dá de ombros – o chão estava super confortável
Emma: Ah, claro! – finge que acredita
Regina: Fui lá no apartamento pegar algo para comer, o que acha de almoçar uma boa lasanha congelada – ela estala os dedos como se fosse um chefe italiano falando da sua comida
Emma: Além de poltrona, também tenho micro-ondas – fala brincando e ela bate
As duas comem, tomam sorvete como sobremesa, mas as costas de Emma doíam por causa da posição desconfortável em que ela estava, fora que as cadeiras de sua casa eram duras demais para ela, naquele momento. Regina começa a perceber o desconforto de Emma e a ajuda a levantar, contra vontade, levando-a para cama.
Regina: Com cuidado, não tem precisão de andar rápido – ela repreende e a ajuda a sentar
Emma: Chega a ser fofinho todo esse cuidado, mas não precisa se preocupar – ela sorrir e tenta levantar – ai
Regina: Bem feito, você é teimosa sempre ou golpeou a cabeça? – fala brava e Emma a encara assustada até que a morena sorrir
Emma: Você quase me enganou – elas sorriem
Regina: Vou para casa, mas me promete que vai ficar quieta, certo? – fala olhando-a firmemente
Emma: prometo! – fala se movendo, tentando arrumar uma boa posição
Regina: Ainda dói muito? – pergunta e Emma assente – posso te fazer uma massagem? – a loira confirma sem falar nada
Emma deita de bruços na cama, com notório incomodo, Regina por sua vez, escorrega suas mãos calmamente pelas costas de Emma, aquilo era mais um carinho do que uma massagem. Em uma das descidas, Regina põe as mãos por dentro da blusa, sentindo o calor do corpo de Emma e se deixando levar. Esses carinhos foram prolongados até parte da tarde e depois ficaram conversando até a noite. Nesse horário, Emma foi obrigada a comer uma sopa e acabou dispensando a presença de Ruby para ficar com Regina, se bem que a River se fez de ofendida, mas nem se importou, já que saiu com a Aurora. Já na hora de dormir, Regina coloca a Emma na cama e novamente faz-lhe uma massagem, mas essa não terminou com conversas, mas com a nossa loirinha dormindo e Regina a abraçando e pegando no sono ali mesmo. De manhã, Regina surta ao ver onde dormiu e ao lado de quem ela estava. Tenta sair devagar do quarto e acaba batendo seu dedo mindinho na cama e soltando um gritinho que logo foi abafado.
Emma: Oi – fala sonolenta – dormiu bem?
Regina: Sim... Hã... Bem... Até mais tarde – ela parece desnorteada
Emma: Você sabe que nós dormimos e só foi isso, certo? – tenta acalmar o clima
Regina: Claro que sim – fala com voz mais fina – nem pensei nisso
Emma: Ah, claro – diz com ironia
Regina: Nossa, poof! – fingia que uma bomba explodia – dormi aqui – gargalhava envergonhada e Emma sorria – eu vou indo
Ruby: Hei... – fala na porta logo que Regina abre – achei que fosse Emma... Você...
Regina: Lá dentro – fala e sai rapidamente
Aurora: elas dormiram juntas? – pergunta curiosa
Ruby: Nossa! Esse olhar é típico do pós... Nossa... Tem pessoas de menor aqui... – fala eufórica para Emma e olha para Aurora – deixa eu achar uma palavra livre para todas as idades... A palavra que começa com pu, tem ta e termina com ria... – diz e até a Aurora sorrir
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