Companheira Do Alpha
20 Capitulo 20: Aulas e família
Notas iniciais
PDV Hermione
Eu acordei e notei que a cama estava vazia. Fenrir já devia ter levantada á algum tempo, visto que seu lado da cama se encontrava frio. O dia de ontem, foi em uma única palavra, totalmente desgastante.
Parecia que ele durou umas vinte horas a mais do que apenas as normais 24 horas.
Eu quase morri.
Descobri que amava Fenrir. Havia lhe entregado a minha virgindade- neste eu corei ao me lembrar de quão satisfatório havia sido.
Conheci as companheiras dos outros dois lobos e sabia que teria um grande trabalho quando a família delas aparecesse. É claro que eles iriam aparecer aqui, já que eu tenho certeza que Dumbledore os enviaria para cá, para ter a devida conversa.
Me levantei da cama, mesmo que ainda cambaleante e me dirigi para o banheiro, para tomar um banho de chuveiro. Peguei uma calça e uma blusa simples e comecei a me despir para tomar um bom e merecido chuveiro.
Assim que saí do quarto me dirigi rapidamente para o quarto da minha amiga Luna e bati na porta.
Bati novamente e nada.
“Luna? Sou eu Mione” eu falei batendo suavemente na porta.
“J...já..v..vou!” desde quando a Luna gagueja?
Assim que ela abre a porta eu vejo que ela está uma completa confusão. Seus cabelos estão uma bagunça, seu rosto está mais vermelho do que as orelhas do Rony quando ele fica envergonhado, lábios inchados e vermelhos. E para finalizar, ela está enrolada em um lençol.
“O...oi Mione” ela murmura ainda vermelha.
O Meu Deus... Será que é o que eu estou pensando? Eu não posso perder está chance.
“Oi Luna, os narguelés estão te perturbando? Voce está com o rosto muito vermelho, está doente?” eu perguntei na maior cara falsa de inocente.
“Quem? Ah...sim, os nargueles...na...não eu estou bem” ela falava gesticulando com os braços e tentando prender o lençol ao máximo que conseguia.
“Hum.....sei...Se eu não te conhecesse bem, eu diria que voce havia acabado de sair numa maratona de sexo.” eu disse tentando olhar nos olhos de minha amiga que se possível ficou mais vermelha.
Não é todo o dia que podemos virar a mesa contra a Luna.
“Q....que?! Eu não tive sexo com ninguém!” ela falava olhando para mim quase implorando.
“Tá bom, eu só vim aqui pegar uma blusa que esqueci ontem” eu falei tentando entrar no quarto.
“Nãooo!” ela falou, ou melhor, gritou colocando o corpo como uma barreira tampando o pouco espaço que tinha e me fazendo ver um movimento na cama.
“Luna... tem mais alguém aí com voce?” eu perguntei olhando nos olhos de minha amiga.
“Sim..voce, dia lindo não?” ela falou e notei que se ela corasse mais ela provavelmente desmaiaria.
“Está bem, te encontro mais tarde” eu falei e já estava indo embora quando gritei “BOM DIA PRA VOCE TAMBEM LOUIS! NÃO SE ESQUEÇA DO PRESERVATIVO!” eu gritei gargalhando enquanto me desviava do copo de vidro que Luna lançou contra mim.
O Meu Merlin! Desci as escadas ainda rindo levemente e fui indo para a sala de jantar, onde era servido o almoço.
Lá já encontrei todos os presentes, menos é claro, os dois fujões.
“Bom dia” eu falei ainda rindo levemente.
“Bom dia...algum motivo especial para tanta alegria?” Fenrir me perguntou beijando meus lábios de leve.
“Acho que terei que ter uma séria conversa com Luna sobre poções anticoncepcionais e uns feitiços básicos.” eu falei olhando para ele.
“Então Louis chegou ao finalmente? Isso significa noite das garotas!” Eva falou sorrindo.
Olhei para mesa e vi Seth e Jack com a pior cara do mundo e resmungando palavrões.
Suas auras estavam assustadoras.
“O que o queijo fez de tão grave pra ter sido despedaçado?”eu perguntei e vi os gêmeos pararem de trucidar o queijo.
“Seus gêmeos capetas vão ter troco” eles falaram juntos, com um tom mortal.
“O que eles fizeram agora?” eu perguntei relutante.
Olhei para Fenrir e notei que eles estavam lutando para não gargalharem.
“Esses capetas colocaram pó-de-mico em nossas camas, roupas e....” Seth tremeu.
Meu Merlin...ele vai chorar?
“Eles desonraram nosso quarto! Me sinto tão usado” Jack falou segurando a faca de manteiga como se fosse uma serra elétrica.
“Eu vou querer saber sobre isso?” eu perguntei olhando para o Damon.
“Depois te conto” Cathy falou chamando minha atenção.
Depois de uns dez minutos tendo uma conversa sobre as crianças com Eva, os dois que faltavam chegaram e começaram a comer.
Luna estava meio vermelha e eu vi a Cathy começar a sussurrar em seu ouvido, tornando a loirinha a atingir um novo tom de vermelho vibrante.
As conversas fluíam calmamente e de modo divertido, e eu me perguntava quanto tempo levaria para que tudo isso acabasse. Eu não era ingênua o suficiente para acreditar que sairíamos ilesos, afinal, ninguem nunca sai ileso de uma guerra.
Quantos morreriam antes de tudo isso chegasse ao fim?
Deus... Não posso nem pensar nisto que já me sinto ficar doente.
Sinto um aperto na minha mão e vejo mãos másculas envolverem as minhas pequeninas mãos, dando um aperto suave e firme ao mesmo tempo, me dizendo sem palavras: Eu estou com voce.
Fenrir estava conversando com Damon sobre seus guardas e treinamentos, mas mesmo assim me lançou um breve olhar e começou a acariciar meus dedos, voltando a conversar com Damon.
Hoje meu dia seria corrido.
Depois do café da manhã, me levantei para me preparar para dar uma aula sobre transfiguração para as crianças de 15 anos, visto que elas tomariam seus exames aqui na aldeia.
Eu achava um absurdo elas não poderem frequentar uma escola de bruxaria e ainda mais chocada ao saber que era o que acontecia com a maioria dos híbridos do mundo bruxo.
Dhampir, que são os filhos de vampiros com bruxas ou humanas( apesar de ser raro acontecer) também não tinham quase nenhum direitos!
Ao que parecia somente algumas criaturas como as veelas tinham direitos, e mesmo assim eram poucos.
Quantos veelas foram caçados pelas suas penas, sangue e veneno? Sua maioria foram caçados e transformados em despojos de batalha ao longo dos séculos.
Feras, monstros, cria do demônio... Essas eram as palavras que definiam todos os filhos híbridos do mundo.
Tanto preconceito, tanta raiva contra crianças inocentes que nunca pediram para existir. Isso me enchia de raiva.
Quando a guerra acabasse e se eu permanecesse viva, era isso que eu faria. Sempre foi meu sonho secreto.
As pessoas pensam que a grande Hermione Granger iria aceitar algum trabalho no Ministério, como assistente do ministro, no Departamento de Criaturas Mágicas ou mesmo assumindo ir para o St. Mungos e virar uma Medi-bruxa.
Imagine a surpresa que teriam ao descobrir que eu queria abrir uma escola? Sim, uma escola para os menos afortunados.
Uma escola para essas crianças excluídas poderem viver experiências com outras crianças.
Um lugar onde eles não teriam que passar pelo mesmo que Remus passou ao ter que esconder a sua natureza como lobisomem. Seria uma escola onde todos seriam bem-vindos, desde dhapim, vampiros completos, lobisomens e seus filhotes( lycan) até centauros e tantas outras criaturas que eram desprezadas.
Quando a guerra terminasse, eu faria tudo ao meu alcance para modificar essas leis arcaicas e comprar algum lugar bem grande e espaçoso para fazer a minha escola. Pode parecer meio bobo e impossível, mas eu sou reconhecida por investir em causas aparentemente impossíveis, como o F.A.L.E, que eu provavelmente deveria mudar de nome.
Olho para Fenrir e me despeço, correndo com as outras mulheres para o lado Sul da Aldeia, onde se encontra a escola. Corro pelo pequeno lugar e cumprimento algumas crianças e jovens que passam por mim. Olho para a pequena porta de madeira e entro, vendo umas 30 crianças entre 15 e 17 anos.
Merlin... Por que eu aceitei fazer isso? Eles têm a minha idade? E se eles não quiserem me respeitar?
E se... Foco Granger! Pare com seu falatório constante e incansável!
Merlin... Minha consciência parece o Professor Snape!
“Bom dia” eu falei me dirigindo para frente da turma e olhando para eles.
“Bom dia” alguns respondem e outros apenas me olham curiosamente.
“Eu me chamo Hermione Granger e estarei lhes dando a matéria de hoje, já que Damon se encontra ocupado com Fenrir” eu falei nervosamente.
“Voce é a companheira de nosso Alpha, não é?” uma garota de aparentemente 16 anos pergunta no fundo da sala.
“Her....sim, eu sou” eu falo e antes que eu possa mudar de assunto outra pessoas falar.
“Voce é tão gata, com todo respeito!” uma voz de menino diz e eu procuro o rosto da voz e vejo um menino entre os 15 e 16 ruivo.
“Obrigado- eu falo meio corada- “Agora se pudermos voltar pro asun..” sou interrompida novamente.
“Voce é a melhor amiga do Harry Potter, né? Ele é tãooo gostoso!” uma menina loira diz se abanando com as mãos.
Meu Merlin...que jovens pervertidos!
“Voce vai nos ensinar? Mas voce tem quase a mesma idade que nós temos, alem do mais voce não é uma de nós!” um rapaz fala.
Olho para o garoto e vejo que ele é bem alto, com os cabelos loiros areia e olhos castanhos bem claros. Queixo quadrado, olhos profundos e uma cicatriz que vai da sombracelha direita até a mandíbula, quase como uma garra, provavelmente ganha em uma de suas transformações. Provavelmente um dos mais velhos da classe, sendo assim, tendo 17 anos.
Mas ele ainda é bem bonito.
E infelizmente arrogante.
“Cara.... ela é a Companheira do nosso Alpha” um menino moreno disse.
“Isso não dá nenhum direito a ela!” Uma menina ruiva de peitos grandes falou retirando a franja do rosto. “O que o Alpha viu em voce?” ela falou me lançando um olhar sujo.
Eu serro meu punho. Não mate ninguém Hermione...Não mate ninguém..
“A Consorte do Alpha deveria ser uma das mulheres do bando, não uma estranha mundana sem nenhum atrativo! Aposto que vai ser mais um fardo..” o mesmo rapaz diz com acenos e gritos de incentivos de seus amigos.
Todos os olhos da sala estão sobre mim, aposto que estão pensando em quanto tempo vai demorar para eu sair correndo estourando em lágrimas para fora da sala.
Mundana...
Do jeito que ele falou soou como um palavrão, algo como sangue-ruim.
“Que tal nos conhecermos melhor? Me digam nomes, idade, o que gostam e não gostam e um sonho” eu falei colocando um sorriso falso no rosto.
Ouvi alguns bufarem em desagrado.
Apontei para minha esquerda e fiz um gesto para o menino começar.
“Meu nome é Pietro Gost, tenho 15 anos, gosto de quadribol e odeio correr de madrugada, meu sonho é achar minha companheira!” ele falou sorrindo.
Eu fiquei observando um por um falar o que queriam.
Sei que a ruiva peituda se chama Mandy e o moreno se chama Christian. Ambos têm 17 anos e o sonho da ruiva é ser casada com um dos bethas ou o Alpha- a pequena vaca disse isso na minha cara- talvez ele tenha algum parentesco com o duo-piriguete. O rapaz, Christian, sonha em ser alguém grande, um dos bethas e ter a honra de morrer em combate.
Em sua maioria foram as mesmas coisas, os mesmos sonhos...morrer em combate.
“Quantos aqui tem o mesmo sonho de morrer em combate?” eu perguntei.
A maior parte da turma levantou a mão.
Que decepcionante.
“Então peço que não venham para a próxima aula” eu falei pegando um pergaminho e anotando algumas coisas importantes.
“Voce não pode nos proibir!” Christian gritou.
“Eu não estarei ensinando crianças a morrer!” eu gritei dando um soco na mesa e fazendo todos se calarem e me olharem espantados.
“A guerra está chegando e todos do bando sabem que por causa de voce- um menino chamado Adam que é amigo de Christian falou com sarcasmo e veneno- “Teremos que entrar nesta guerra. “Então vamos pelo menos morrer com honra no campo de batalha.” ele falou sendo ovacionado pelos seus companheiros.
"Voce acha que existe alguma honra em ser uma vaca no matadouro? Por que é isso que vocês estão querendo ser.” eu falei.
“Como ousa sua...” os gritos de protestos foram se tornando altos e eu levantei a varinha e silenciei a todos.
“Eu não vou ensinar a pessoas tolas, não gosto de desperdiçar meu tempo e nem os de vocês. Nestas aulas eu estarei os ensinado a sonhar, a acreditar na vida e na chance de um futuro melhor. Estarei ensinando a viver e a lutarem com honra e não morrer por orgulho, pois acredite em mim que há uma grande diferença entre ambos.” eu falei e notei a atenção de todos em mim.
Retirei o feitiço silenciador deles.
“Qualquer idiota pode morrer por orgulho, mas existem poucos que estão dispostos a caírem lutando, não por glória, não por poder. Mas pela chance de proteger as pessoas que amamos, pela chance de deixar um legado de esperança para a próxima geração.
“Quantos de vocês já mataram alguém?” eu perguntei e vi que nenhum deles havia levantado a mão “Não é algo prazeroso de se fazer” eu disse correndo os dedos pelo meu cabelo.
“Experiência própria?” Christian perguntou com sarcasmo.
“Infelizmente, sim” eu falei “Eu posso me lembrar do nome, Igor Duran e o rosto do primeiro homem ao qual eu matei... e o feitiço certeiro. Apenas um Defindo bem dado na jugular e sua cabeça foram parar no chão de pedra... O sangue dele havia sido espirrado em mim. Eu tentei me consolar com o fato de que ele era um fugitivo de Azkaban, um estuprador e tentei me consolar com o fato de que ele estava prestes a matar a minha amiga Luna.
“No final, não ajudou. Principalmente depois que a mulher e o filho dele vieram até mim e me chamaram de assassina.
“Não peço pra vocês lutarem na guerra, nunca pedi isso para Fenrir, a guerra não é lugar para crianças.” eu falei com um sorriso triste.
“Isso é meio sínico vindo de alguem que tem a nossa idade” Adam falou.
“Eu não sou criança há muitos anos, foi tirado de mim desde que eu entrei para Hogwarts e fui salva pelo Harry e pelo meu amigo Ron, não que eu esteja reclamando. Mas é um risco ocupacional em ser amiga de quem eu sou.
“Mas sabe de uma coisa? Eu não mudaria nada.” eu falei e olhei para meu pergaminho “Então se quiserem aprender a lutar para viver e proteger quem vocês amam, eu estarei mais do que disposta em ajudar, mas quem quiser morrer...bem...” eu deixei implícito.
“Hoje estaremos aprendendo em como transfigurar um objeto inanimado em uma criatura mágica ou transfiguração em defesas” eu falei indo em direção à um armário e acenando com a varinha, fazendo varias taças aparecerem na mesa de cada aluno.
Eu fui para frente da turma e comecei a explicar o princípio básico da transfiguração e explicar as complexidades do feitiço e os floreios de varinha que deveriam ser feitos.
“E como podemos usar a transfiguração em um duelo?” Camilly Tompson, uma morena de 17 anos perguntou.
“A maioria das pessoas costuma pensar que a transfiguração serve apenas para o dia a dia em casa e para coisas mais básicas, mas um verdadeiro Mestre em transfiguração consegue incorporar sua arte na luta. Alguém sabe me dizer o nome de um mestre em transfiguração?” eu perguntei olhando para a turma.
“Albus Dumbledore” Dylan Clair falou do fundo da sala.
“Sim...Professor Dumbledore é um Mestre em transfiguração, assim como a professora McGonagall. Para chegar em um nível Mestre, é preciso trabalho duro e uma afinidade especial com o campo ao qual voce pretende estudar.
“Vocês estão em um duelo, lutando pela sua vida e seu inimigo lança a Maldição de Morte contra voce. Voce não tem como se desviar, o que voce faz?” eu pergunto me sentando na borda da mesa.
“Feitiço Protego” Mandy diz bufando.
“O feitiço Protego não protege contra as maldiçoe imperdoáveis e nem contra a maioria dos feitiços bem das trevas. Andem, o relógio ta correndo” eu falei fazendo o TIC TAC do relógio correndo.
Eles começaram a falar coisas absurdas.
“Usar raios lasers!!!” um menino de 15 anos gritou.
“Seu Mané, onde voce vai arranjar lasers?” Christian gritou fazendo o menino se encolher “Usando a mesma maldição para anular a outra.” Ele falou cruzando os braços.
Todos olharam para mim em busca da resposta.
“Isso funciona, mas voce se esquece que o uso desta maldição lhe dá uma passagem de ida para Azkaban, há menos que seja sancionada.” Eu falei.
É claro que eu não contaria para nenhum deles como queimar o chip e nem o feitiço que é colocado em todas as varinhas para rastrear quem usa as maldições imperdoáveis.
“E como podemos impedir a maldição?” Pietro perguntou.
“Voce pode pegar o que voce tiver por perto e transfigurar em um escudo físico. Voce pode usar a terra debaixo de voce para transformar em um muro de terra ou mesmo uma pedra. Qualquer coisa para ser atingida pelo feitiço e não voce é válido.” Eu falei e notei que a maioria deles ficarem pensativas.
“Isso parece difícil” uma menina ruiva baixinha falou.
“Algumas pessoas demoram anos para aperfeiçoar a arte de usar a transfiguração neste nível em um duelo. O que eu pretendo ensinar para vocês é a forma mais básica e fácil do feitiço. Primeiramente ensinarei a teoria e depois o feitiço. Ensinarei a vocês a como transfigurar o que tiverem na frente em algo mais útil em uma batalha.” Eu falei.
As próximas duas horas da aula foram gastas falando sobre os princípios e os melhores usos de uma transfiguração.
Alguns alunos ainda não gostavam de mim, mas mesmo eles estavam interessados no que eu estava dizendo- não que eles fossem falar, é claro.
“Voce pode nos dar uma amostra de transfiguração em batalha?” Mandy perguntou.
Eu parei e comecei a pensar no que ele estava me pedindo e vi que muitas pessoas estavam me olhando esperando a resposta.
“Hum... Eu acho que sim, se mantivermos no mais básico” eu falei olhando para a garota.
“Voce consegue usar a transfiguração durante um duelo?” a voz incrédula de Adam perguntou.
“Professora McGonagall me mataria se eu não soubesse” eu resmunguei baixinho me lembrando que desde o meu 3ª ano eu ando aperfeiçoando este ramo da transfiguração.
“Eu não sou nenhuma Mestre e sinceramente estou longe de ser perfeita. Minha forma é não muito ortodoxa e sem muita beleza.” Eu falo coçando a nuca e me lembrando que a Minerva disse sobre aperfeiçoar meus movimentos “A maior parte é puro instinto” eu disse sorrindo sem jeito.
Falei para eles se levantarem e fiz um gesto com a varinha, fazendo as mesas sumirem silenciosamente, as banindo para a sala vazia que me foi mostrada no outro dia.
“Escolham entre si para jogar feitiços contra mim, enquanto eu demonstro um pouco de transfiguração para vocês” eu falei me dirigindo para o centro da sala.
Demorou menos de um minuto para eles escolherem.
Cinquenta pontos para quem adivinhar o escolhido.
Sim, Christian.
“Quais são as regras?” ele perguntou.
“Nenhuma maldição imperdoável é permitido- eu falei sorrindo- “E nada que possa causar danos permanentes” eu disse.
“Assim não tem graça” ele murmurou “Com medo?” ele falou arqueando a sombracelha.
“Sim, por voces, já que alguns desses feitiços podem acabar pegando alguns de fora” eu disse olhando para ele que revirou os olhos em desleixo as minhas palavras.
“Começar” Luke falou.
Não tive que esperar muito para ver seus lábios se moverem e murmurarem um feitiço bem baixinho. Um ótimo truque para quem não sabe fazer feitiços não-verbais.
Foi um feitiço desarmante simples e rebati usando um protego verbal.
O pequeno duelo começou a evoluir e ele começou a lançar alguns feitiços mais fortes.
Eu demonstrava pequenas transfigurações, mudando uma cadeira em um escudo para impedir um feitiço, ou atacando, transfigurando meu lenço em algumas agulhas e lançando contra ele que me olhou surpreso ao se desviar para o lado com pressa.
Ele me olhou com raiva.
Ao que parece eu despertei a raiva em seu interior.
“Expelliarmus!! Bombarda Maxima!!!!” ele rosnou e eu senti a minha varinha sair da minha mão.
Oh Merda!!
Agindo rapidamente me abaixei e levei magia para as palmas das minhas mãos e toquei o chão de pedra, no mesmo instante em que o feitiço me atingiu, levantando muita poeira.
O garoto tem uma magia muito bruta.
Ouvi alguns barulhos de gritos e quando a poeira abaixou eu vi todos olharem para mim e alguns de boca aberta.
Acho que ficaram surpresos ao me encontrar encostando as mãos no chão e um muro de pedra bem na minha frente.
“Ual...” alguns falaram.
“Essa foi por pouco” eu murmurei me levantando e espanando a poeira de minhas mãos.
Olhei ao redor da sala e simplesmente levantei a mão, sentindo em alguns milésimos depois a densidade da madeira de minha varinha.
“Estão todos bem?” eu questionei preocupada.
“Caramba...Isso foi tão incrível!!!” Pietro disse ou melhor gritou vindo até mim junto com outros alunos.
“Cara...voce quase matou a Companheira do nosso Alpha” Sarah uma menina de cabelos castanhos disse olhando para Christian que estava me olhando com os olhos ainda assombrados.
Todos pararam e olharam para ele.
Era um crime grave tentar ferir a companheira de alguem. E era quase um pecado ferir a Companheira de seu Alpha, mesmo que eles não me reconheçam assim.
“Nada pra se preocupar, nenhum dano foi feito” eu disse sorrindo e indo para frente da parede de pedra que eu ergui e assobiei olhando para o dano feito à ele.
Havia literalmente uma espécie de meia cúpula feita na pedra, onde o feitiço bateu. Se isso tivesse me acertado, teria aberto um buraco no meu peito.
“Voce precisa aprender a controlar melhor sua magia” eu falei tocando a parede transfigurada.
“Sim” ele falou com a cabeça baixa.
Provavelmente pensando que eu vou falar com Fenrir para ele tomar as medidas adequadas contra isso.
“Num duelo de verdade, voce teria se esgotado com mais dois feitiços e estaria morto bem rápido.” Eu falei o fazendo levantar a cabeça e olhar para mim.
Os outros alunos apenas me olhavam.
“O que?” ele me perguntou com a maior cara de perdido.
“Voce coloca muita magia em seus feitiços, o que os deixa mais forte, mas fazendo isso voce se esgota muito mais rápido.” Eu falei e toquei na parede com a varinha, a fazendo sumir.
“Eu quase a matei” ele falou.
“Não chegou nem perto” eu bufei.
Vi a raiva voltar para seus olhos e dei de ombros.
Parece que ele não está mais preocupado.
“Como ninguém não veio ver sobre o barulho da explosão?” Camilly perguntou.
“Eu silenciei a sala” eu falei e trouxe as carteiras para a sala novamente com um flip da minha varinha.
“Então quando vamos aprender a fazer o que voce fez?” Vince perguntou curioso.
“Esse tipo de transfiguração não se aprende facilmente, eu só peguei o jeito depois de alguns meses.” Eu falei pegando meu pergaminho e anotando algumas coisas.
“Voce usou magia sem varinha” Adam falou apontando um fato.
“Herr...não” eu disse tentando desconversar.
“Vimos à varinha sair de sua mão” Mandy falou.
“Sim, eu usei” eu falei dando de ombros.
“E voce fala isso assim, como se não fosse nada!” Christian rosnou “Poucos conseguem fazer magia sem varinha. Aqui no bando somente o Alpha, Damon, Louis, Paul e o Ben” ele falou cerrando o punho “Registros dizem que somente grandes bruxos conseguem fazer magia sem varinha e não verbal. Então como voce consegue?!” ele rosnou furioso.
“Vou aceitar isso como um elogio e não uma ofensa.” Eu falei olhando nos olhos dele “Eu tive excelentes professores e muito tempo para estudar os canais de magia. Fiz meditação e controle do que está ao meu redor e suas mudanças. Treinei desde cedo, começando de um simples feitiço de levitação para coisas mais avançadas. Pra alguns vem fácil, como é o caso do meu amigo Harry e pra outros já é mais complicado. Mas voce faz magia sem varinha sem que perceba.
“Quantos de vocês, no meio de uma discussão não convocaram a varinha na raiva? A maioria não percebe nem que faz.” Eu falei calmamente.
“Voce pode nos ensinar?” Pietro perguntou.
“Infelizmente não” eu falei e voltei a falar antes que eles me interrompessem “O que eu posso fazer e dizer para praticarem o controle de sua magia e trabalhar na meditação” eu falei cruzando os dedos na minha mão.
O restante da aula se passou falando sobre mais alguns tópicos de transfiguração e alguns exercícios de meditação.
Christian e os outros alunos ainda não iam com a minha cara e eu tenho certeza que ficaram ainda mais furiosos ao saberem que eu fazia magia sem varinha.
Notei que já eram quase 13:00 da tarde e estava prestes a liberar a turma, quando a porta se abre abruptamente revelando uma Luna e Eva desgrenhadas e respirando cansadas.
“Temos problemas... Os Valentin estão aqui” Luna falou entre arfadas.
“Oh droga!” eu olhei para os alunos “Liberados” eu disse reunindo minhas coisas e correndo para fora da sala com as mulheres e correndo para a Casa Principal.
Assim que passei pela porta comecei a ouvir barulhos e gritos.
“Voces duas vão vir conosco e sem discussão!!” a voz grave de um homem rosnou alto e forte.
Assim que entrei na sala de estar eu vi seis pessoas que com absoluta certeza não eram do bando.
Vestes bruxas ricas e chiques que gritavam Galeões.
Um senhor de aparentemente uns cinqüenta anos, mas que com certeza possuía mais- nós bruxos envelhecemos muito mais devagar que os trouxas- Ele tem cabelos grisalhos, olhos verde musgo e porte aristocrático. Suas vestes negras eram provavelmente feitas de seda de Acromantula.
Ele estava sendo protegidos por três homens fortes que eu imediatamente identifiquei como aurores, visto o pequeno crachá que eles tinham nas vestes e pelo crachá eles estavam em alto escalão dentro das fileiras dos aurores Franceses.
O outro homem tem cabelos ruivos sujos e olhos claros. É alto, forte e eu diria que está na casa dos trinta. Ele é bem bonito, mas ele olha cansado, mesmo em suas vestes caras de corte sob medida.
Ao seu lado estava um rapaz que aparentava ter a mesma idade que Jeane e com iguais cabelos ruivos. Aparentemente pai e filho.
O menino em uma palavra é arrogante. Seus olhos varrem o bando e o local com certo nojo e repulsa nos olhos.
“Eu não vou” Jeane falou cruzando os braços na frente do corpo e olhando desafiadoramente para seu avô e pai.
“Filha..vamos para casa” o homem ruivo falou correndo os dedos pelos cabelos desgrenhados.
“Filha? Agora eu sou sua filha?” ela falou com sarcasmo “Prefiro ficar com um bando de desconhecidos do que voltar para aquele lugar com aquela sua mulher desagradável e filhos babacas!” ela gritou.
Notei Ben e Paul estavam bem perto de suas companheiras e notei o olhar de Fenrir focado unicamente no Senhor que estava ao lado do neto.
“Prefere ficar com os animais do que com seu sangue?” ele falou com uma voz calma.
“Quem voce está chamando de animais?!” Seth rosnou furioso dando um passo em direção ao grupo de convidados indesejados, mas sendo parado por Damon.
“Sugiro que ponha uma coleira em seus cachorros, Fenrir” ele falou e notei os olhos de Fenrir se estreitarem em fendas.
“E eu sugiro que voce cale a boca e trate o meu bando com respeito” Fenrir falou com a voz fria.
“Mestiços não merecem respeito!” o menino falou olhando para Fenrir.
Fenrir virou a cabeça para o menino e seus olhos assumiram a cor âmbar e vi seus caninos aparecerem e um sorriso de gelar o sangue aparecer em seus lábios.
“Se eu fosse voce tomaria cuidado com as palavras filhote...Nunca se sabe quando voce será o animal.” Ele falou com uma voz fria e mortal.
O recado era simples e a ameaça estava velada.
O menino ficou pálido e os aurores se mudaram para frente, protegendo-os da vista de Fenrir.
“Cuidado com quem voce ameaça, lobo” o senhor falou com raiva e nojo na ultima palavra, quase como um insulto.
“Eu só quero que minha filha e sobrinha venham comigo para casa” o pai de Jeane fala olhando para a filha, implorando com os olhos.
“Ambas são companheiras de meus bethas, eu não serei aquele que os separará” Fenrir falou com finalidade em sua voz.
Vi o rosto do senhor assumir um tom vermelho vibrante.
“Já me basta que ela é uma mestiça suja eu não terei o nome Valentin ainda mais na lama do que já está ao se misturar com animais!” ele rosnou trazendo a varinha para suas mãos.
Fenrir se levantou, jogando a cadeira no chão e também pegando a varinha, junto com os outros homens.
“Senhores...abaixem as varinhas e comportem-se como cavaleiros.” Eu falei tornando a minha presença conhecida.
Todos olharam diretamente para mim, como se eu fosse louca de estar me metendo no que provavelmente será ‘fogo cruzado’.
“O que está fazendo aqui Kitten?” ele me perguntou andando até mim e mantendo um olhar cauteloso sobre os outros homens.
“Vim provavelmente impedir derramamento desnecessário de sangue” eu falei enquanto me afastava dele e me dirigia para o senhor, que me olhava de cima a baixo com uma careta, provavelmente me reconhecendo.
“Sou Hermione Granger e o senhor provavelmente é Lord Caius Valentin- eu falei fazendo um meia reverencia apenas com a cabeça para ele.
“Eu sei quem a senhorita é” ele falou olhando para mim com nojo “Mas quem lhe disse quem sou?” ele perguntou.
“Oh...Como eu não saberia quem o senhor é? Eu li sobre as leis de classificação de nascidos-trouxas que está tentando implementar ao seu Ministério” eu falei colocando um pequeno sorriso no rosto.
Vi Fenrir me olhar estranhamente e olhei para o restante do pessoal, fazendo um gesto para que eles se sentassem.
“Sim, devemos manter o controle sobre a sua gente” ele falou com veneno na voz.
Comecei a preparar uma xícara de café preto pra mim e senti o aroma delicioso entrar em contato com meu olfato.
Me virando para eles levei a xícara aos lábios e sorvei um gole.
Merlin....como eu amo café!
“Bem teremos que concordar em discordar sobre isso. Está servido?” eu perguntei apontando para o café, que ele negou “E pelo que soube, o seu governo também não concorda com seu ponto de vista” eu falei sorrindo.
“Em breve eles verão a luz da razão” ele falou olhando para mim.
“Bem, eu acho que está mais para ver as trevas dominarem a luz, não é?” eu falei olhando para ele com um meio sorriso. “ E o senhor é..?” eu perguntei apontando para o pai de Jeane.
“Isaac Valentin” ele falou estendendo uma mão para mim.
Eu apertei sua mão e olhei em seus olhos.
Ele era um pai desesperado.
Era o mesmo olhar que meu pai tinha quando ficava preocupado comigo.
“Bem...qual é o problema aqui?” eu perguntei me sentando na mesa e cruzando os calcanhares e olhando questionadora.
“Vai deixar uma mulher assumir a conversa?” o menino ruivo falou.
“Qual seu nome menino?” eu falei.
“Eu sou Raoul Valentin” ele falou erguendo o queixo pomposamente para cima.
“Ilustre Combatente... este é o significado, não é?” eu perguntei e vi Caius acenar “Já pegou em uma lamina? Já matou alguém? Já teve vê ferimentos de batalhas?” ele negou tudo “Quando voce crescer e virar homem, voce fala comigo” eu falei e vi que ele iria retrucar.
“Silencio Raoul” olhei para Caius e vi ele olhar severamente para seu neto que abaixou a cabeça, ficando em silencio. “ A jovem está certa, meu neto sempre teve tudo que quis em suas mãos. Minha mãe era bem parecida com voce menina. O mesmo olhar de desafio nos olhos quando meu pai a mandava calar a boca e ser obediente. Ela sempre me disse para respeitar a opinião de mulheres que não tem medo de dizer o que pensam” ele olhou para mim e se sentou em uma poltrona, aparentemente á vontade.
“Sua mãe deve ter sido uma mulher sábia” eu falei olhando para ele.
“Voce diz sábia, eu digo estúpida” ele disse com desdém “A língua dela foi também a causa de sua morte” ele disse tirando um fiapo de suas vestes.
“Aposto que ela morreu como viveu” eu falei e ele sorriu.
“Sabe, se não fosse uma sangue-ruim...” ouvi um monte de rosnados e vi Fenrir se levantar a apertar os punhos até os nós ficarem brancos.
“Por favor, eu pensei que voce viria com um insulto melhor do que este” eu falei bebericando meu café “Já perdeu o efeito sobre mim há vários anos. Sangue-ruim e orgulhosa deste fato!” eu falei sorrindo.
Ele me olhou de modo avaliador e arqueou as sombracelhas.
“Nada disso muda o fato que Jeane tem que voltar conosco” ele falou.
“Porque? O senhor nunca gostou de mim. Pelo que me lembro disse que eu era um estorvo” a voz de Jeane falou repleta de raiva.
Ele olhou diretamente para a neta e lhe lançou um olhar sujo.
“Como já disse, não posso deixar o nome de minha família sujar mais do que está sujo. Alem do mais, eu consegui um acordo de casamento com um jovem puro-sangue e que está disposto a relevar a metade contaminada de seu sangue e..” sua voz foi abafada por um rugido feroz.
Olhei para onde Jeane estava e vi Bem envolver os braços ao redor de seu corpo de modo possessivo. Olhos âmbar, caninos amostra e suas unhas surgirem como garras.
“Ninguém encosta em minha companheira! Ela é minha!” Bem rosnou ferozmente.
Olhei para Jeane e vi que apesar de ter uma pequena centelha de medo em seus olhos, ela se sentia segura. E como não se sentira, sabendo que tem um homem forte disposto a tudo para salvá-la?
“Filha!” Isaac fala dando um passo em direção à eles, só para ser impedido por Seth e Jack.
“Ele não vai pensar duas vezes antes de arrancar a cabeça de quem tentar tocar nela” eles falaram juntos.
“Essa bastarda vai vir conosco! Eu não me importo com Bianca, mas a mestiça vai fazer pelo menos uma coisa na vida como retribuição por tudo que esta família fez por ela!” Caius rosnou se levantando furioso, olhando a cena de sua neta nos braços do lobo.
“Retribuição? Voce matou a minha mãe seu desgraçado! Mandou aqueles homens atrás dela! Ela vivia com medo!” Jeane gritava tentando se soltar dos braços de Bem “Voce me humilhou sempre! Eu prefiro a morte do que viver sob o mesmo teto que voce, seu porco preconceituoso!!!” ela gritava se chacoalhando “Eu te odeio! EU TE ODEIO!!!” ele gritava chorando.
Vi os olhos de Isaac se encherem de pesar. Ele estava lutando para manter a compostura.
“Sua mãe era uma vagabunda que abriu as pernas par...” uma luz vermelha e a voz dele sumiu.
“NÃO.FALE.SOBRE.ESME.COM.ESSA.BOCA.SUJA!!!” Isaac gritou pontuando cada palavra furiosamente.
Seus olhos estavam repletos de ódio e de raiva e a sua varinha estava apontada para o pai que o olhava surpreso.
“Mas isso era o que ela foi não é?” Caius falava.
Eu era apenas uma espectadora.
Parece que era hora da roupa suja ser lavada.
“Não fale sobre ela! Em todos esses anos eu fiz o que voce me pediu e por causa disto eu acabei perdendo a minha filha! Eu fui um péssimo pai para proteger a minha filha. Eu não vou te-la presa em um casamento sem amor como eu fui.” Ele falou e olhou para a filha que estava chorando silenciosamente.
“Eu sinto muito filha, por toda a dor que lhe causei. Se voce e sua prima querem ficar aqui. Tudo bem” ele falou olhando para a filha.
“Voce não é o chefe desta família!” Caius rosnou.
“Na verdade eu sou, assumi o conselho da família na semana passada e voce não pode dizer mais nada! Minha filha vai fazer o que for da escolha dela!” ele falou.
“Sempre favorecendo a Bastarda!” Raoul falou furioso.
Eles começaram a discutir e nem notaram que Caius tirou a varinha e apontou para Jeane.
“Avada Kedavra!” ele rosnou atraindo a atenção de todos.
“Pyramis Protectionis!” eu gritei apontando com a varinha para os dois, fazendo uma pirâmide de cor roxa profunda envolvesse o casal.
O feitiço foi absorvido pela pirâmide de luz, sem sequer balançar.
Rapidamente Fenrir utilizou sua velocidade e retirou a varinha do homem dele. Os aurores levantaram suas varinhas e apontaram para Fenrir.
Todo o bando estava pronto para lutar.
“Voces não vão querer levantar a varinha para minha família” eu falei e senti minha magia começar a estalar em ondas, fazendo meus cabelos ficarem descontrolados atrás de mim.
Eles me olharam como se confusos.
“Seu Ministério precisa mais de mim do que eu de vocês. Lancem um único feitiço contra qualquer um de nós e eu juro que Voldemort será o menor problema que vocês terão.” Eu falei fazendo minha mão ficar repleta de magia canalizada, vendo eles darem um passo para trás ao sentirem a intenção de dor por detrás da magia.
“Ela é só uma criança!!!” Caius rosnou.
“Eu não sou uma criança” eu falei sorrindo “Eu sou Hermione Granger e quero vocês fora de minha casa, Agora!” eu rosnei e coloquei a minha mão para frente e fazendo um gesto de “Vá”, lançando minha magia contra Caius, seu neto e os aurores, os fazendo sumir imediatamente.
Olhei para o pessoal e os vi me olhando com um Q de descrença.
“O que no inferno sangrento foi isso?!” Jack gritou apontando para o lugar onde os homens estavam a segundos antes.
“Apenas um feitiço de banimento” eu falei dando de ombros.
“Por que fez isso? Adoraria socar aquele velho idiota” Paul falou olhando para Bianca que estava pálida.
“Ele estava me irritando.” Eu falei. “E bater nele só iria irritar o Ministério Frances” eu murmurei olhando para minha xícara de café agora vazia.
“Pra onde os baniu?” questionou Isaac curioso.
“Os pântanos de Gostin” eu falei sorrindo maliciosamente.
Vi os meninos e Fenrir me olharem confusos, enquanto Isaac, Jeane e Bianca sorriam.
“É um pântano Frances, repletos das mais estranhas e gosmentas criaturas que se tem. E graças á certas coisas, é impossível utilizar magia para sair de lá.” Ele falou sorrindo.
“Eu me concentrei bem no meio do pântano. Acho que voce tem umas seis horas até que eles consigam achar o caminho para fora de lá.” Eu falei.
“Podem usar meu escritório para conversarem. Eu presumo que vocês tem muito papo para botar em dia” Fenrir perguntou e veio até mim, colocando um braço ao redor do meu pescoço e me levando para fora da sala para deixar os dois bethas e as duas meninas para conversarem com o tio e pai.
Senti Fenrir segurar a minha mão e me puxar em direção á biblioteca, lançando um Colloportus na porta e um feitiço silenciador.
Eu olhei em seu rosto e vi seus olhos naquele delicioso tom de cinza com manchas âmbar neles.
“O que foi?” eu murmurei me afastando dele e indo até uma das estantes repletas de livros.
“Nada” ele falou parado, ainda me olhando “Já disse que voce fica deliciosamente sexy quando está zangada?” ele perguntou dando alguns passos em minha direção, até que seu corpo estivesse quase colado ao meu.
Eu sentia seu peito contra minhas costas e senti ele projetar o quadril para a frente, me fazendo sentir a sua excitação.
“Acho que não” eu murmurei sentindo ele levar uma das mãos em meus cabelos e acariciá-lo.
“Oh sim, eu amo como o seu cabelo fica descontrolado e selvagem, como uma força da natureza que não pode ser domada” ele falou me empurrando ainda mais de encontro a prateleira de livros, fazendo meus seios entrarem em contato com a superfície dura.
“Eu fico parecendo uma vassoura” eu retruquei.
Com a mão que estava no meu cabelo, ele expôs meu pescoço e dei um beijo na tatuagem de lobo até a marca, me fazendo estremecer de prazer e sentir a minha calcinha ficar úmida.
Ele respirou fundo e soltou uma risada baixa e rouca, deixando a minha pele toda arrepiada.
“Sabe o quanto eu tive que me controlar para não lhe agarrar e arrancar sua roupa e violentá-la na mesa do meu escritório na frente de todos eles?” ele perguntou levando a outra mão até meu quadril e o trazendo de encontro ao seu “Eu te desejo tanto que chega a ser doloroso” ele fala e me vira pra que eu fique cara a cara com ele.
“E..eu na...” seu lábios caíram sob os meus me impedindo de falar qualquer coisa.
Deus...esse homem é perfeito.
Levei minhas mãos até seu cabelo, mas ele a golpeou, segurando meus pulsos e os prendendo acima da minha cabeça com uma de suas mãos, enquanto a outra ia até minha coxa direita e a colocava apoiada em seu quadril, lhe dando melhor acesso.
Por que ele não me deixava tocá-lo?
Tentei soltar minhas mãos, só para ouvir um rosnado e ser empurrada mais bruscamente contra a estante de livros.
“Fenrir, o qu...” eu tentei falar interrompendo o beijo.
“Silencio companheira” ele falou e vi seus olhos totalmente âmbar.
Oh Merda..já estávamos tão próximos ta lua cheia.
“Fenrir, Para” eu falei tentando me afastar.
“Porque companheira está tentando fugir? Voce é minha!” ele rosnou me beijando com violência quase animalesca.
Eu sabia que perto da noite de lua cheia o lobo interior estaria mais forte e apesar de que eu também sabia que ele não iria me machucar, eu sabia que o lobo em Fenrir tentaria afirmar seu controle e domínio sobre mim.
Isso não é bom...ele iria sentir o cheiro da....
“Porque companheira cheira a poção anticoncepcional?!” ele rosnou separando nossos lábios.
“Fen...Fenrir” eu engulo em seco perante sua cara furiosa e olhar perturbador.
Eu estou ferrada.
Ferrada de fato.
Oi povão Gostaria de pedir para darem uma olhadinha nas minhas novas fanfics!
Warrior:
Nossas escolhas podem mudar destinos...
" Não vou me casar com aquele porco do Lestrange" eu falei e senti a mesa cair em um silêncio tenso.
Um começo atribulado...
Eu pisei no pé de meu captor e me virei pressionando a varinha na garganta do futuro defunto, quando o vi colocar as mãos para cima em claro sinal e rendição.
" Quem é voce e o que pensa que está fazendo" eu falei cravando a varinha mais fundo em seu pescoço.
Ódio ou apenas um amor reprimido...
" Quer ficar parada mulher ?!" ele fala baixo no meu ouvido.
" Para que? Para você tentar se aproveitar de mim seu tarado?! " eu falo e vejo um sorriso cruzar seu rosto.
" Interrompo alguma coisa Severo, Bella?" eu olhei assustada em direção a porta e vi parado lá, sorrindo feito um paspalho, meu cunhado.
Um casal inusitado...
" Quer que eu pare?" ele me pergunta rouco.
" Se você parar eu juro que te mato" eu falo colocando minhas pernas envolta de seu quadril.
Todo amor proibido... Tem suas consequências...
" Eu te amo pequenina, fica bem meu amor, eu volto para te buscar, quando isso acabar. Eu prometo" eu disse deixando minha linda bebe nas escadas do orfanato e indo embora.
Um abandono que deixou marcas eternas...
Ela esquentou o crucifixo e o colocou ainda quente no meu ombro, deixando para sempre uma cicatriz.
Um crescimento forçado, limites postos a prova...
Uma inocência perdida...
E naquele dia, aos seis anos e meio , eu experimentei a dor e a crueldade. Aquilo havia me rendido cinco cintadas- claro, com o lado da fivela de ferro nas minhas costas- e uma noite no sóton sem nenhuma comida.
Uma luz em meio a dor...
" Meu nome é Fleur Delacour, qual é o seu?" uma jovem linda de cabelos loiros mel e olhos azuis céu me perguntou.
" Está falando comigo?" eu perguntei meio assustada.
Um recomeço?
" Viu papai, ela também gosta de mim" disse uma garotinha com ar de " eu disse" — não pude evitar sorrir.
" Faço da palavras de Hector as minhas, bem-vinda a família Hermione."
Um reencontro...
Quando nossos olhos se encontraram, foi uma coisa muito estranha, era quase como se nos conhecêssemos de algum lugar.
Já nos conhecemos?" ela me pergunta ainda com a mão no ombro do menino. "
Feridas abertas... Um ódio real...
" Saiam de perto de mim, saiam da minha vida, vocês já me destruíram uma vez, querem fazer isso de novo? Não quero nada que venha de vocês, eu abomino até o sangue que corre em minhas veias por ser algo que vem de vocês!"
As vezes pode ser simplesmente tarde demais para se arrepender...
" Eu sinto muito, se eu soubesse que as coisa iriam tomar essas proporções, se ao menos eu pudesse voltar no tempo...
Mas você não pode! disse a garota friamente.
E naquele momento, a realidade estava cravada nos olhos cheios de mágoa de sua filha.
Ou perdoar...
" Hermione...
Me deixa em paz, esquece que eu existo, esquece que um dia me teve, pois você morreu no dia que me abandonou naquele lugar!
Minha filha...
Não me chama de filha! Você não tem esse direito. Entende uma coisa, EU TE ODEIO! Não ha mais lugar em minha vida para você."
Pois ate o mais forte dos corações pode chorar...
" Por favor senhora Grace, eu não fiz nada! Por favor! Não me deixa aqui!" eu gritava chorando batendo os punhos na porta.
E mesmo assim continuar lutando...
Eu teria coragem! Não me deixaria ser abatida tão facilmente por essas mulheres. E não deixaria que elas vissem o quanto aquilo me machucava.
Pois é isso que uma guerreira faz...
"Hermione não vai desistir, ela tem coragem e nobreza demais para parar antes de esgotar todas as suas forças. "
Luta ate o fim...
" Ela é uma guerreira! "
Warrior...
By Carol Zoldik e Isabella Granger
e Yaxley e Hermione que estarei postando daqui a pouco!
Deem uma passadinha se puderem e deixem um comentário!
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