Notas iniciais
Estamos de volta, "BRASEL". Queremos agradecer por todo o carinho que estamos recebendo nos nossos whats e da minha amiga Vanessa, que não consegue se conter, e as vezes rouba meu PC pra olhar os próximos cap. Mas estamos aqui, prontos para dar um ótimo capitulo. Este capítulo foi escrito por Maria Andressa, assim como o 8, o 9 e o 10. Amanda está preparando os outros capítulos, então... Tenho que recompensá-la de certa forma. Esse capítulo vai falar um pouco do diário de Regina, e o sentimento que está nascendo entre eles (aquela carinha...). AH! Os próximos capítulos estão ENORMES. Então, espero que não entediem vocês. E também peço desculpas, se estiver erros estupendos na história. Estamos tentando deixar tudo nos conformes. VLW, FLW! Aproveitem!

22 de abril: O primeiro uso do gás venenoso (cloro) é introduzido pelas tropas alemãs, em um ataque ao setor canadense, em Ypres, Bélgica./26 de Abril: A Itália assina o tratado de Londres com os Aliados./28 de Abril: Um maciço ataque austro-germânico na região da Galícia provoca violentas baixas nos exércitos russos 1 de Maio: O navio norte-americano Gulflight é torpedeado pelo submarino alemão U-30.

Regina Mills.

Às vezes a vida é feita de aceitação das consequências, não porque devemos nos culpar por elas... Nem sempre temos culpa. Más, quando se falar em aceitar o que já fora antes selado, resume-se em ter a responsabilidade do que já foi decidido. Em meu caso, não sei muito bem onde me encaixo, já que não sinto culpa e muito menos decidi sobre meu futuro. Leopold não estava em meus planos, eu não o escolhi, aliás, o que realmente estava fazendo com a minha vida? Porque dentro do meu coração não crescia esse amor por o lorde, mas sim, começava nutrir um sentimento maior por outro, e sabia que essa decisão me levaria a uma brusca consequência.

POV Robin Hood.

Uma semana atrás — 25 de abril de 1915: Campanha de Galípoli: Tropas inglesas desembarcam em Galípoli, na Turquia. Ocorrem violentos embates e o Tratado de Londres é assinado secretamente entre a França, a Rússia, a Grã-Bretanha e a Itália.

Já havia se passado algumas semanas após o dia em que tinha ido à casa de Regina devolver seu livro. – Nossa! Como o tempo com ela passava tão rápido? – Regina é maravilhosa! Digo isso porque conversar com ela todos os dias é um privilégio. Escutar o que ela tem a dizer em relação ao mundo, de uma forma completamente diferente e original, vê que se abria aos poucos comigo e como tem sonhos independentes era realmente um grande privilegio. Além disso, poderia ver a capa que se desmanchava quando conversamos. Sem cinismo, sarcasmo ou maldade, ela era meiga, completamente amável. E devo dizer que me surpreendia cada vez mais. Conseguir compreendê-la era algo que me deixava surpreso, porque sabia que ela não deixava que isso acontecesse com ninguém. Mas, não significa também que Regina perdia sua capacidade de sarcasmo ao falar comigo, porque, já dizia o velho ditado: Uma rainha nunca perde a classe.

Olhei para o céu e vi as nuvens se dissipando no alto. As ruas da Inglaterra estavam cheias para um sábado parcialmente frio. Havia combinado de vê Regina após a sua aula de piano em casa. Ao pegá-la em casa – O que me deixou bem intrigado, já que Regina nunca saíra de forma comigo tão exposta – dei uma rosa que havia comprado com uma senhora que vendia flores na trilha velha que dava acesso ao campo, e que agora estava com ela. Vendo a rosa, esboçou um sorriso enorme e um “obrigada” de forma tão serena, saindo de seus lábios. Ao vê a forma que se vestia não me conteve, e a elogiei:

– Você está bela! Parece até que andará com um duque pelas ruas. – Ironizei enquanto vi seu olhar por cima do chapéu.

Seus cabelos pretos e longos soltos, um vestido rosado, quase apagado, e um chapéu em sua cabeça com os cabelos de lado. Seu perfume exalava o local, porque sentia seu aroma de rosas de longe. Notei pra mim mesmo que estava pouco recatado, havia trabalhado quase todo o dia, mas isso não me desanimou, pois nem mesmo ela percebia a simplicidade.

– Obrigada, senhor Hood. Agora, comporte-se como um! Vamos, não quero que meus pais saibam de nosso passeio. – Ela aproximou-se indo a calçada vizinha.

– E por falar nos senhores Mills, onde estão? – Perguntei olhando para a casa e depois olho diretamente para o chapéu em sua cabeça – Não tem medo de seus vizinhos cuidarem da sua vida.

– Ai é que você se engana. Nenhuns dos meus vizinhos estão. Hoje haverá um festival, porque acha que as ruas estão tão movimentadas? E pela a sua pergunta, meus pais não estão em casa – Dei o braço para conduzi-la e ela concedeu – Fique tranquilo, se me trouxer antes das seis, tudo ocorrerá normalmente – Sorriu maliciosamente.

Começamos andar pelas ruas, pegando o mesmo atalho que Blue usou para deixa-las a casa. Ao alcançar as ruas destruídas de Londres, as mesmas que conheci Regina, ela assustou-se, por um minuto até mesmo recuou, porém, manteve-se quieta colocando a mesma máscara de mulher durona que sempre usava. E questionei a mim mesmo se todos os Mills eram do jeito da rainha sarcasmo. Apressei os passos até que enfim chegamos ao campo onde tinha planejado trazê-la – Um campo repleto de verde, ao meio dele, havia um lago cristalino com poucas árvores que a escondiam, e ao longe se via um local repleto de flores que deixava o lugar mais encantador – e antes que pudesse dizer algo a ela, fitei o local lembrando-me das boas lembranças que me trazia. Regina também fez o mesmo olhando para a beleza do que tinha se tornado. Tentei dialogar sobre algo, mas nada vinha em minha mente, então deixei que pela primeira vez ela tomasse a frente.

– Esse lugar é encantador, ladrão, como conhece tantos lugares ainda nem explorados? – Regina pergunta tirando o chapéu que estava em sua cabeça – Você é surpreendente! – Regina confessa e assusta-se ao ouvir o que falava.

– Obrigada, milady! Não esperava um elogio assim da rainha do sarcasmo – Falei a fim de vê-la irritada, no entanto ela manteve a calma – Mas vim aqui para lhe propor um desafio. Espero que tenha trago o que pedi.

– Uma roupa extra? Trouxe, estar por debaixo desta – Regina aponta para o próprio corpo e não pode deixa de passear meus olhos nele – Porque quer isso? – Gargalho olhando para o lago e Regina franziu a testa confusa.

– Nós vamos nadar! – Falo com uma ênfase na palavra – Preparada?

Regina parecia não entender, por um minuto ficou calada esperando que fosse alguma brincadeira, mas mantive a palavra. Então ela gargalhou fazendo não com a cabeça e recuando.

– Não, não e não. Você não vai fazer com que eu entre ai. Está frio, Robin. Está louco?

– Porque você sempre pergunta isso? A louca aqui é você, esqueceu? – Pego em sua mão a arrastando para beirada do lago – Ninguém virá aqui, e também não ficarei nu em sua frente, a roupa por debaixo é para isso. Eu a respeito! – Finalizo vitorioso.

– E acha que convidar uma donzela para tomar um banho de água gélida é algo respeitoso?

– É um convite, Srta. Mills, aceite se estiver de acordo, mas depois não diga que é uma medrosa. – Falo cinicamente.

– Eu não sou medrosa! – Regina fitou-me em sinal de protesto – Posso provar isso muito bem – Ela estava aceitando o desafio? Começo a sorrir, parecia que tinha um vencedor.

– Então, – Aponto para o lago – vá em frente!

Ela olhou-me duas ou três vezes, alternando entre mim e o lago. Ela parecia pensar nas consequências, mas ao mesmo tempo estava satisfeita com o desafio. Ela adorava ser desafiada, era o espirito de rainha que gritava dentro dela. Regina sorriu e então desceu o vestido ficando com um mais leve. Tentei não olhar, mas meus olhos foram direto a sua pele exposta – Má ideia, Robin Hood! Má ideia! – e então, correu para a água antes que pudesse tirar algum peso de mim. Ao ver que tirava o casaco, ela apenas recuou olhando para o outro lado do lago. Sorri com a cena. Corro para água, no mesmo instante em que ela mergulhava no lago. Ao entrar senti o frio tomar conta do meu corpo e tive que me segurar para não gritar o quão fria estava. Ao me vê na situação gélida, ela debochou de mim:

– Pensei que um camponês aguentava mais do que uma burguesinha, e que anda apenas no conforto – E tive que concordar. Regina aguentava um belo frio, até mais do que eu.

Mergulho puxando seu pé em baixo d´água, e ela tenta fazer o mesmo comigo. Brincamos dentro da água para ver quem chegaria mais rápido até o outro lado, e até mesmo a levantei várias vezes para mergulha-la. Ficamos quase trinta minutos, e quando já não sentíamos tanto o corpo, decidimos sair. Era o nosso recorde – Havia falado a ela – e ela apenas assentiu tremendo de frio enquanto saia com o vestido já pesado. Ao olhá-la, seu corpo molhado com o vestido bege colado ao corpo, não pude conter-me, e confesso, ela é mesmo a mulher mais bonita que já tinha visto. Regina Mills era dona da beleza mais invejada de toda a Londres, a questão é: Porque rapaz algum não havia se interessado por ela, ou melhor, porque Regina não havia se interessado por homem algum?

Regina chamou-me tremendo de frio, e pra nossa sorte havia trago duas toalhas quentes na bolsa. Ficamos sentados ao redor do lago, calados, por um bom tempo. Eu sentia sua respiração e vi que Regina estava longe o suficiente..

– Onde nasceu, Robin? – Regina tremia o corpo pelo o impacto do ambiente – Nasceu em Londres? Não me parece um alienado.

– De fato, eu não nasci aqui, sou de Yorkshire...

– Espere! Yorkshire, o mesmo do livro? Yorkshire da história? Como... O que...? – Ela estava surpresa e até animada ao lembrar do mesmo lugar da história do livro que havia roubado – Deve está brincando comigo...

– Mas é uma verdade, mas não fiquei por tanto tempo. Meus pais mudaram-se para Londres quando fiz dois anos de idade, eles diziam que aqui seria um lugar melhor.

– E não foi? – Olho para Regina e ela estava esperando alguma confirmação, mas apenas me mantenho em silêncio – Desculpe, não deveria ter me intrometido na sua vida, nem sei...

– Tudo bem, milady! – Sorri olhando para ela – Não se intrometeu, mas respondendo a sua pergunta, fez bem... De certa forma – E ela sorriu fazendo-me ficar abobalhado com sua presença. Regina sempre fazia isso, me deixava desconcertado com o seu jeito de ser, com sua beleza. Ela tinha esse dom!

– Uau! Yorkshire. É uma pena que não tenha nenhuma lembrança...

– E quem disse a senhorita que não tenho?! Elas estão no livro, tenho todas as lembranças de minha terra apenas aqui – Aponto para a minha cabeça – na minha mente.

– Elas não são reais.

– Você diz que elas não são, mas a verdade, é que são reais porque acredito no que vejo e no que penso. Deveria saber, já que sonha tanto com liberdade. – Esfrego a palma das minhas mãos a fim de ter calor no meio de todo aquele frio.

– Porque diz isso? – Regina olha-me surpresa – Nunca disse nada disso a você, ladrão, não acha que é muita prepotência deduzir algo assim de mim? – Ela colocava o seu cinismo novamente.

– Prepotência? Pensei que éramos amigos – Ela se mantém calada sorrindo e depois a vejo fitando o lago. Gargalho – Regina, é muito simples, você é diferente das outras moças, não quero dizer em relação a não ser casada e não ter filhos, mas é a forma que você pensa e reage. Vejamos: – Sento-me mais perto de Regina e vejo-a fitar-me novamente – Seus pensamentos gritam por liberdade nata, um exemplo disso é a forma que você se põem ao falar da guerra, você acredita que ela não resolverá os problemas britânicos, isso demonstra senso altamente crítico, mas ao mesmo tempo humanidade, pois sente a dor daqueles que perderam os que mais amavam . Outra delas, são as suas reações, você é extremamente liberal, não se envergonhou de ter nadado com um homem e muito menos de está conversando com um sozinha. Você Regina Mills, é completamente revolucionária, mas tem um grande problema nisso tudo...

– E qual seria? – Sua curiosidade estava à flor da pele.

– Você não acredita em si. – Disse sem rodeis, e Regina abaixou os olhos olhando para a grama – Você acredita que tudo isso é uma grande utopia ou um conto de fadas. Regina, você é capaz de realizar o que quiser, e sair dessas amarras que te prendem de ver o final feliz pra você.

Vejo-a levantar rapidamente pegando seu vestido rosado que estava no tronco e vestindo por cima do molhado. Ela parecia irritada, mas apenas a observei enquanto minha mente organizava os meus pensamentos. Ela aproximava-se de mim ainda bufado e tremendo pelo frio, com aquela pitada de fúria que a via.

– Você não sabe nada sobre mim, Robin Hood. Você apenas deduz o que acha de mim. E sabe o que me deixa com mais raiva? É a sua mania de olhar pra dentro de mim, de querer ver algo que não tem. – Enquanto ela dizia, estava franzindo o cenho a procura de respostas – Eu não sou, ladrão, uma mulher revolucionária, porque minha vida é... – Ela para por um minuto respirando fundo e virando-se para as árvores ao lado do lago – Olha, isso não está certo! Nada disso estar! Acho melhor ir para casa...

– E o que não é certo, Regina? O que você acha que é certo? Porque você não quer contar-me? Dói tanto assim? – Pergunto abrindo todas as perguntas que tinha sobre ela – Tem tanto medo, queria poder ajuda-la...- Levanto-me.

– Para Robin! Chega! Estamos brincando, isso não é saudável. Não é uma história de aventura, isso é real. Vou pra casa.. – Ela saia de minha vista e corro para alcança-la.

– Espere! – Seguro em seu braço e nossos olhares trocam-se por um bom tempo – Deixe-me ajuda-la! Não quero que sofra, eu sinto al... eu sinto um grande carinho por você. – O que estou falando?

Meu corpo voluntariamente alcançava o seu e ela nem ao menos se movia. Regina estava parada ali, e algo dentro de mim surgia com mais força. Ela parecia querer chorar, mas manteve-se. Parecia querer avançar, mas pra onde? Eu queria abraça-la, conforta-la, beijá-la – No que está pensando, abobalhado? – Então, decidi abraça-la, um abraço rápido, mas que pra mim parecia ter durado a eternidade. Ao olhá-la, ela estava amolecida, estável, dei um beijo em sua testa e dei um sorriso a ela, e então, ela me retribuiu com um sorriso, de forma amável, como nunca tinha visto antes.

– E espera que faça o que? Fuja? – Regina estava mais calma.

– Não havia pensado nisso, mas é uma boa opção. Talvez sua escravatura acabe no momento em que fugir... – Sorri compreensivamente, mas ela mantinha o rosto rígido.

– Não fale asneiras, Robin Hood, fugir é para os covardes... Você sabe disso!

– Nem sempre, às vezes, é para aqueles que não veem solução.

– Então, Robin, o que me propõe?

Sorri, tirei um bilhete do bolso com horários dos trens para dar a Regina e então ela olhou-me desacreditada.

– Vamos para Yorshire, Regina!

Regina Mills.

Voltei para a casa, naquele dia em que vi Robin no lago, pensativa. Ele havia me proposto uma fuga. Apesar de toda aquela tensão que se aglomerava no meio de nós dois. Era impossível não está sentindo algo por ele – Era um carinho enorme que sentia – Como alguém com pouco tempo em minha vida havia ocupado um espaço tão grandioso em meu coração? Não conseguia entender Robin Hood, não conseguia entender nada do que havia me metido. Pareço que estava diante de um precipício e que acabo de pular, rezando para que nunca chegasse ao chão. Robin estar me mostrando coisas tão bonitas, uma forma tão diferente de ver o mundo: Amor verdadeiro, aventura, liberdade e simplicidade. Nada disso tinha em meu mundo, nada disso vi vivendo a vida de luxo que levo. Ele é um homem bruto, de fato, mas não posso negar, que ele havia mexido comigo, porque ao mesmo tempo em que mostrava beleza do simples, ele me transformava.

Notas finais
Hummmmm. Foge ou não foge? Só pra esclarecer algumas coisas. Yorkshire é a cidade onde a história (O morro dos Vetos Uivantes) se passa. Robin havia saído de lá pequeno, e seu sonho é voltar um dia... Por isso adora o livro que Regina estava lendo, porque fala das lembranças que ele nunca teve do local. Yorkshire é longe o suficiente de Londres. Uma viagem de trem duraria meses(não sabemos ao certo) - Caso algo ali ficasse subtendido.