Como se eu fosse te perder
9 Cap 9 - My heart is break
Notas iniciais
POV Robin Hood.
6 de Maio de 1915 – Um dos primeiros dias do mês mais bonito de Londres, porém, carrega grande fatos de sangue. Digo isso, pelo que os jornais falam. As alianças que estão sendo feitas, supondo que seja verdade, as novas bombas e os ataques aos países vem aumentando a cada momento. Vendo também que, o que me deixava mais atormentado, são os alistamentos para a guerra, que haviam se cessado. O que a Inglaterra estava planejando? Também nunca mais soube das questões do Sr. Gold, na verdade, nunca mais soube dele. Ultima notícia: Ele teria sido enviado à guerra, mas logo dispensado por está velho. E desde quando o exercito britânico dispensava ajuda? Enfim... Mesmo sendo um ano turbulento, ainda assim, hoje, era lindo. O dia amigavelmente lindo! No entanto, estou trabalhando neste exato momento, enquanto escuto Killian reclamar do péssimo atendimento das barbearias de Londres.
– O que aquele homem pensa que é? Estava na fila primeiro, além de ser horroroso e repugnante... – Killian pegou os jornais que haviam caído da bicicleta – O pior disso tudo é que ele ainda queria ter a razão. Havia agendado primeiro.
– Nem acredito que está brigando por causa de um senhor que passou na sua frente, você não sabe fazer outra coisa além de reclamar? – Pergunto esperando a resposta vaidosa de Killian.
– Bem, sei falar de quanto amo Emma – Sorri balançando a cabeça. Ele não tinha jeito mesmo – Más, por falar em amor, como está Regina? Ainda andam se encontrando...
– Corte sua audácia, querido amigo, Regina é apenas minha amiga. – Interrompo enquanto Killian gargalhava – O que? Não acredita! Acha mesmo que ela quer ficar com um homem como eu? – Minha ironia dar ênfase as minhas palavras – Acho que não.
– Você já perguntou isso a ela? – Mantenho-me em silêncio – Você nem mesmo sabe se a ama. De verdade, você não tem solução.
– Eu sinto algo por ela, mas eu não sei o que. Essa é a verdade – Encosto-me no muro da enorme casa, enquanto vejo Killian colocar os jornais na caixa de correio – Regina é muito complicada, e bem, por mais que as vezes sinta vontade de esgana-la pela sua ironia infinita, ela ainda sim consegue me encantar... É complicado, está bem? – Coço a parte detrás da cabeça.
Killian gargalhou novamente fitando as plantas da casa enquanto tentei desvendar o motivo do sorriso.
– De verdade, Robin? Acho que você é que complica tudo.
– Porque você diz isso? Eu não complico nada – Falo irritado. Killian só poderia está louco em achar que estava apaixonado pela louca da Regina Mills... Aliás, único vocabulário que uso para defini-la: loucura.
– Ele tem toda a razão, Robin – Emma estava do meu lado e assusto-me – Desde que você a conheceu, você não para de falar sobre ela e de como ela é fantástica. Isso se chama amor, e no mínimo... paixão.
– Vocês estão loucos? – Falo saindo do muro e pegando as caixas da bicicleta – Como... Como você chegou tão rápido aqui? Quando o assunto é Regina você sempre estar...
– Está vendo?! – Emma interrompe-me – Você está completamente apaixonado por ela, e não há como negar. Até fica como Killian ficava no nosso namoro – Emma olha para Killian e ele pousa um beijo suave em sua boca – A questão é: Você realmente quer lutar por ela? – Ela para pegando fôlego – Se sim, você não deveria fugir disso.
Paro um minuto colocando as caixas no chão sorrindo. Coço novamente a parte detrás da cabeça, nervoso, e balanço-a. Será que estou apaixonada por Regina? Não poderia ser verdade! Não acredito que ela roubou meu coração. Era isso que Emma acreditava, mas e eu? Eu acreditava nisso? Estou perdido!
– Acham mesmo que estou apaixonado por ela...
– A questão não somos nós que achamos – Killian interrompeu-me – A questão é se você acha que está.
– E isso, meu caro amigo – Emma continuou a frase de Killian – Só seu coração pode responder.
Dia seguinte – 7 de Maio de 1915: O navio britânico RMS Lusitania é torpedeado pelo submarino alemão U-20 à costa da Irlanda e deixa 1.198 mortos, incluindo 128 americanos.
Estava animado em vê-la, depois de ter passado a noite toda pensando na forma de dizer o que a muito tempo estava dentro de mim. Sobre o que pensei? Em como estava apaixonado por ela. Queria dizer isso à mulher mais bonita de todas. Sim! Estava louco por ela, e não conseguia conter-me, e sei que dentro dela poderia sentir o mesmo. Talvez ela me amasse, mesmo sendo algo impossível. Foi um simples dialogo com Emma que me abriu os olhos. Estava apreensivo e mal podia esperar para vê-la. Pensei em ir ao seu quarto, mas mantive a palavra que não faria isso tão cedo. Mandei um recado a Blue e ela havia me respondido que Regina se encontraria comigo, mas não disse quando. Ela daria o troco dessa vez. E para a minha surpresa ela apareceu em minha casa – não sabia que Blue sabia que de alguma forma ela sabia onde morava – Surpreendo-me.
Ao vê-la em um vestido bege simples e seu cabelo em uma trança, fico maravilhado. Dou um sorriso a ela e ela apenas sorri de forma amarelada. Estranho-a, mas não ligo, apenas corro em sua direção dando-lhe um abraço, o mesmo que havíamos dado no lago. Ela segurou-me fortemente e senti que tinha algo errado. Depois do abraço, fitei-a franzido o cenho, esperando uma explicação ou ela dizer algo sobre como eu morava ou como estava de forma inapropriada. Más, ela não usou seu sarcasmo ou nada do tipo. Na verdade, estava tristonha e vi uma lágrima sair de sua face. Tentei enxugar, mas ela recuou.
– O que houve? Aconteceu algo? – Regina estava parada em minha frente, calada – Tudo bem, aqui ninguém pode nos ver – Sorri tentando acalma-la. Talvez estivesse receosa de está ali comigo – Preciso lhe dizer duas coisas: Primeiro, eu arranjei os passaportes, mas irão demorar um pouco. Todos os trens estão lotados, teremos que esperar um pouco mas pensei que poderíamos já arranjar algum dinheiro porque você sabe que precisaremos então veja o que fica melhor para você talvez poderemos... – Tagarelo, mas ela estava ainda calada – Poderemos até mesmo vê com Emma onde poderíamos comprar ou vender coisas porque você sabe que...
– Robin – Ela falou tristonha e vi uma lágrima sair de seus olhos – Precisamos conversar, agora!
Um dia antes – POV Regina Mills.
Diferente de todas as épocas de chuva, hoje, estar relativamente quente. As folhas estavam caindo, era inicio de um outono, o que contrariava todo o clima, deveria fazer frio ou preparar-nos para ele, mas o céu estava coberto por alguns raios do sol, que insistiam ainda no molhado. Havia acordado tarde o suficiente para perder minhas duas aulas de etiqueta. Blue tentou me acordar várias vezes, e penso que achas que estou doente, mas o caso é que não é um dia perfeito para sair.
Estou sobre minha cama. Olho ao redor de meu quarto e começo a perceber no quão grande é, e ao mesmo tempo, até desnecessário para uma só pessoa. Aliás, tudo ali era grandioso demais. O espaço, a cama, a grande quantidade de vestidos, além das grandes refeições, eram demais para três pessoas... E até mesmo egoístas.
Levanto-me e vou em direção ao peitoril da janela, sentada, com meu diário nas mãos. Olho minhas letras, e vejo as coisas que havia escrito. Em comparação com as outras que escrevi antes de Robin, via-se a grande diferença. Palavras que agora estavam no meu vocabulário como, esperança e liberdade, parecem participar ativamente do que escrevo. – Meu Deus! Até aqui Robin permanece. Onde olho, ele estar, até mesmo nos meus sonhos. É algo que não controlo, e o pior, estar cada vez mais frequente pensar nele. E me questiono o que é essa obsessão que alimento por ele, se é algum sentimento que estou nutrindo por Robin, se é uma paixão que estava nascendo ou se é algo apenas de passagem. Não! Não poderia ser paixão. Ah! Eu, Regina Mills, apaixonada por um ladrão de livros. Não! Não poderia! Ou poderia? Já nem mesmo sei, porque já não encontro meu coração – Ao pegá-lo, antes, vi que não estava no lugar onde havia deixado, e estranho, já que não me esqueço de onde deixo minhas coisas, ainda mais algo tão íntimo. Folheio, agora, o caderno vendo se há algo a mais está estranho, mas tudo estar de forma normal.
“Deve está apenas esquecida. Está tudo bem, Regina!”. – Penso comigo.
Perdi-me nos meus próprios pensamentos que nem sequer vi que quando Blue aproximou para limpar o quarto.
– Senhorita Regina? – Blue troca apressada os panos da minha cama – Sua mãe está esperando você para o café.
–Creio que não farei falta essa manhã, Blue – Olho para o jardim levemente molhado pela chuva anterior – E não sei por que está me chamando de senhorita. Somos amigas.
– Desculpe Regina, sua mãe pode escutar – Ela vinha em minha direção, logo depois pega em minha mão – E ela não gosta quando te chamo pelo nome, assim como ela não gostará de ver você no peitoril da janela invés de descer para tomar seu café. Além de acordar tarde, ainda teve a questão de que, você perdeu as duas aulas. E bem, sua mãe não estar bem. – Vira Blue pegando os panos que haviam caído de sua mão.
– Como? – Pergunto preocupada – Mamãe está doente?
– Não estou! Na verdade, Regina, estou muito bem! Agora que a princesa rebelde acordou, vamos conversar. – Minha mãe disse a porta.
Vi-a entrar no quarto, ela parecia furiosa o suficiente para destruir toda a casa. Blue ficou paralisada. Notei que estava com medo da reação de minha mãe. Mantenho-me ali, quieta, esperando a próxima reação. Não poderia ser pelo fato de acordar as nove da manhã, as vezes, ela mesmo fazia isso. Más, era algo a mais. Sua fúria não era em vão. O que havia feito?
– Sra. Mills, desculpe, comentei com Regi... Com a Srta. Regina, porque me preocu...
– Cale-se! Com você me acertarei depois. Além de uma fofoqueira de plantão, também é uma grande traiçoeira – Levanto para protestar pela forma que minha mãe falou a Blue, mas ela me repreende: — Quieta Regina! Espere sua vez. – Ela vira-se para Blue, e avisto ainda mais nervosa – Saia desse quarto e volte aqui apenas quando mandar. Você me ouviu?!
Blue apenas balança a cabeça, nem dando tempo de responder o mandado de minha mãe, e sai pela porta sem ao menos olhar-me. Vou até a ponta de minha cama, enquanto Cora Mills fecha a porta furiosa, cruzando os braços.
– Agora que estamos a sós, quero que me dê o caderno – Seu tom passou de fúria a calma, e confesso que não entendo o que está acontecendo. Apenas a fito enquanto ela esperava a ordem ser cumprida – Não escutou Regina? Dê-me o caderno. Agora!
– Mãe, não, o que está...
– Regina Mills, me obedeça ou verá uma Cora que nunca conheceu. Nunca movi um dedo a você, mas a minha vontade, hoje, é de te dar belos tapas. – Seu rosto controlava-se para não sair de sua calma irritante.
Vendo que não daria, ela aproxima-se de mim e pega de minha mão, sem que ao menos dissesse algo. Fico calada olhando para o chão e querendo entender o que ela queria de mim naquele momento. Minha mãe folheia o caderno, até que em um momento ela para, coloca a postura que sempre colocava para leitura e põem-se a dizer as seguintes palavras: Voltei para a casa, naquele dia em que vi Robin no lago, pensativa[...]Apesar de toda aquela tensão que se aglomerava no meio de nós dois. Era impossível não está sentindo algo por ele – Era um carinho enorme que sentia – Como alguém com pouco tempo em minha vida havia ocupado um espaço tão grandioso em meu coração? [...] Ele é um homem bruto, de fato, mas não posso negar, que ele havia mexido comigo, porque ao mesmo tempo em que mostrava beleza do simples, ele me transformava...
Quando terminou, fiquei sem reação. Minha mãe não se segurava mais de tanta raiva. Por um minuto ela parou, e ficou a mirar-me, eu não sabia o que dizer. Não era mais uma mentira. Estava perdida!
– Mãe, por favor, eu posso expli...
Antes que pudesse terminar, sinto uma dor atravessar meu rosto, e o gosto de sangue em minha boca. Minha mãe havia me dado um bofetão, que agora posso olhar pelo espelho de minha comada, o lindo-belo vermelho que marcava o meu rosto. Olho para ela assustada, esperando uma explicação.
– Você desonrou essa família, agindo como uma meretriz de quinta. Andando com um camponês imbecil e entregador de jornais... – Ela fala com ferocidade enquanto seguro-me para não chorar – Se era ridicularizar essa família que você queria, Regina, parabéns, você conseguiu! Ridicularizou-me. Ridicularizou seu pai, e tudo que temos. Tudo! – Meu rosto não conseguia se reerguer e continuei a concentrar-me para não chorar. – Você acha que não saberia da sua rebeldia? Regina Mills, eu sei de tudo que você fez. Esse rapaz nem registro de nascimento têm, deve ser um covarde para não ir à guerra. Se envolvendo com aquele homem desprezível...
– Mãe, pare... – As lágrimas agora não eram controláveis. Elas desciam com velocidade.
– Fazendo a nossa criada mentir. Indo a festas que não são para você. Mentindo pra mim sobre os lugares que frequentava. Nadando como uma vagabunda...
– Ele não é desprezível...
–Que tipo de mulher você é? Eu não criei uma mulherzinha de rua, criei uma mulher descente...
– Nunca me envolvi com Robin, somos amigos...
– Amigos, Regina? Regina, Regina, eu conheço você. Acha que não vi a forma que você olhava para ele, como ele beijou sua testa, como ele te abraçou. É mais do que certo, você está morta de amores por esse pé rapado...
Por um minuto paro e me acalmo, limpando as lágrimas que estavam ainda persistindo em descer. Ela olha-me e continuava a falar sobre Robin e sobre as coisas que sabia dele de uma forma que o desprezava, mas havia me desligado de suas palavras. Minha mãe estava me vigiando, isso era certo. Como ela saberia sobre mim e sobre Robin? Como saberia que estava nadando com ele? Como teria todas essas informações?
– Você andou me espionando? – Pergunto desacreditada, a interrompendo, enquanto ela ria debochando de mim.
– Vamos falar de ética, Regina? Quem andou mentindo aqui? Será que fui eu... Ou foi você? – Minha mãe agora esta por cima de minhas palavras – Andei investigando você, de fato, mas porque estava preocupada, por que sou A SUA mãe. – Ela usava a chantagem emocional – Ontem cheguei mais cedo em casa, e vi que não estava, pensei que estava na aula de piano ou na feira com Blue, mas ao ver Blue voltando sozinha, percebi que algo estava errado. Não sabia por onde começar, então, começo pelo mais fácil: seu diário. Ao ver as anotações entendi que estava com alguém, e o pior, não foi difícil acha-la. Depois, tudo foi se reconstruindo, até mesmo o aniversario de Blue, que é apenas em Dezembro, que interessante, não? Porque estávamos, ainda, – enfatiza “ainda” – em Abril. E acha que ficaria quanto tempo mentindo pra mim...?
– Mãe, por favor, você não entende. Ele é um bom rapaz, eu gosto de fato dele, mas nunca me envolvi, nem sequer nos beijamos. Por favor, mãe, não me obrigue a dizer o que não quero.
– Dizer o que? Que não quer se casar com Leopold e ter uma vida boa? Porque ele é velho? Você que foi sempre tão liberal, porque agora está com tanto preconceito? – Ela debochava de mim.
– Eu não quero me casar com ele. Se for isso que quer escutar, EU NÃO QUERO ME CASAR COM ELE! – Grito a ponto de toda a vizinhança escutar – Eu não o amo, eu não o quero, aquele velho asqueroso. Tenho nojo dele, e tenho nojo de você...
Antes que terminasse a fala, sinto outro tapa golpear-me, fazendo-me deitar sobre a cama cobrindo o rosto. E depois a olho com desprezo e tristeza vendo as lágrimas saírem de mim.
– Chega, Regina! JÁ CHEGA! – Ela grita e paraliso em sua frente – Você não irá mais vê-lo. Nunca mais! Sabe por quê? Porque se ele atreve-se a vê-la novamente, juro a você: ele não verá o próximo pôr-do-sol – Arregalo os olhos pensando na ideia de que ela teria a coragem de fazer mal a Robin – Não estou brincando, Regina! – Ela aponta o dedo em meu rosto fazendo ficar em sua frente – Nunca mais verá esse rapaz, aliás... – Ela para por um tempo, e sorrir ao vê que sua ideia a agradava, e depois olha para mim – Você partirá o coração dele...
– O que? Por favor, mãe... – Insisto.
– Ou você esquece esse ser repugnante – Minha mãe enchia o seu ego – e se casa com o lorde, ou ele não terá nunca mais uma vida digna por sua causa, e acima de tudo, Blue será demitida. Você quer que isso aconteça? – Mantenho-me calada – VOCÊ QUER QUE ISSO ACONTEÇA, REGINA? – Ela grita.
– Não... – Falo baixo enquanto as lágrimas caiam sobre mim.
– Não o que? – Ela pergunta debochando.
– Não quero que Robin e nem Blue percam nada.
– E isso quer dizer o que? – Continua, e por um minuto continuo calada e as lágrimas caiam ainda mais com ferocidade – DIGA MENINA TOLA!
– Que irei me casar com Leopold – Falei de uma só vez e me pondo a chorar.
– Boa menina! Agora, você irá atrás de Robin e dirá tudo que falarei a você – Minha mãe agora passava a mão em minha cabeça, enquanto estava ainda olhando para baixo chorando e encolhida na cama – Quando terminar, Regina, não haverá mais dor para sentir, ou lágrimas para chorar, porque estará sendo respeitada por todos. Verá que é o melhor! – Sorriu para mim erguendo o meu queixo – Enxugue essas lágrimas e saia desse seu mundo literário! É a hora de encarar a realidade.
– Porque está fazendo isso, mãe? – Pergunto sem ao menos pensar e ela para por um minuto, dizendo com um tom de rainha:
– Porque esse é o seu final feliz!
Continuo chorando assustada por sua resposta. Ela solta o meu queixo e vira-se saindo pela porta, vitoriosa. E pude perceber com toda aquela conversa, que eu não estava apaixonada por Robin, estava-o amando, estava alimentando um futuro amor, mas apenas percebi quando o perdi. Era como se estivesse o perdendo... Eu sei que sentia algo por mim, mas também sei que não era paixão, era apenas fascinação, carinho de irmão ou talvez diversão por ter uma amiga, mas agora, estar acabado.
Dia seguinte... ( 7 de Maio de 1915)
– Robin – Falo tristonha, e uma lágrima sai de meus olhos – Precisamos conversar, agora!
Robin me olhava alarmado, ao mesmo tempo em que seu rosto confundia-se em ansiedade pelo que contava, em surpresa por me vê na sua casa e em susto pela forma que agia. Não estava me contendo, e as lágrimas começaram a descer.
Você partirá o coração dele [...]
– Eu não quero fazer isso – Viro para que não me vesse chorar, mas era tarde demais.
... Ou você esquece esse ser repugnante e se casa com o lorde, ou ele não terá nunca mais uma vida digna por sua causa...
– O que houve, Regina? – Robin estava preocupado, e podia vê-lo acima de mim alarmado – Você não quer fugir? Tudo bem, nós podemos pensar em alguma outra coisa. É bom que queira encarar o seu medo...
... PORQUE ESSE É SEU FINAL FELIZ!
– Irei me casar, Robin – Disse me recuperando das lágrimas dando a noticia em um baque – Ainda esse ano, talvez no final do próximo mês, meus pais querem que me case. E sei que você nutriu sentimentos por mim, que nós não poderíamos ter nutrido isso... – O que eu estava falando? – Acho... Mas esse jogo e os desafios já foram longe demais. Está na hora de crescer e encarar a vida.
Robin ficou em silêncio, e pude vê sua decepção. Minha vontade era de beijá-lo e dizer que sentia muito, mas mantive-me ali esperando que ele dissesse algo, ou que ironizasse aquela situação ou que desse uma solução maluca, mas não o fez. Não me abraçou, não disse que estava tudo bem e não me chamou de rainha do sacarmos. Ele apenas sentou-se ali esperando que dissesse mais algo, mas virei a ele e fiquei o olhando, e senti a lágrima descer pelo meu rosto.
– Eu sinto muito...
– Porque sente muito? Você não fez nada – Robin interrompeu-me sorrindo de forma vergonhosa – Eu que sinto muito, por ter tentando algo com uma dama como você. Creio que foi nosso maior erro, não? Sermos amigos – Ouvir aquilo de sua boca quebrou-me por dentro.
– É, foi um grande erro – Menti.
– Acho que deve ir pra casa, senhora Regina, não deve deixar seu mundo esperando – Robin levantou-se me mostrando a saída – Foi bom conhece-la.
– Foi ótimo conhece-lo também, Sr. Hood, espero que seja feliz.
– E desejo o mesmo a você e seu noivo – Robin disse assentido com a cabeça e olhando para dentro da casa. Ele não me olhava, estava decepcionado, e percebi que ali ele nutria algo por mim, agora estava estilhaçada. Mil caquinhos no chão da sala de Robin, arrancaram meu coração e ali, esmagaram.
Então saí pela porta sem olhar para trás. Havia deixado ali, agora confirmado meu coração, a maior coisa que poderia me tornar humana, a paixão. E minha mãe ordenou que partisse o coração de Robin, mas a verdade, é que não parti coração do ladrão, parti o meu.
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